Relato de Experiências
'Encantos de São Chico’: Uma Proposta de Roteirização Turística
‘Encantos de São Chico’: A Turistic Routing Proposal
'Encantos de São Chico’: Uma Proposta de Roteirização Turística
Rosa dos Ventos, vol. 13, núm. 2, pp. 601-619, 2021
Universidade de Caxias do Sul
Recepción: 30 Noviembre 2020
Aprobación: 22 Diciembre 2020
Resumo: O turismo em São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul [Brasil] tem se destacado e, devido ao seu amplo território, torna-se emergente a necessidade de organização da atividade turística no meio rural. Caso contrário, a sustentabilidade socioeconômica e ambiental poderá ser fragilizada, pelo desordenamento da atividade turística. Assim, a roteirização turística pode ser uma aliada na promoção do desenvolvimento local, sustentável. Portanto, o objetivo deste estudo foi o de desenvolver um roteiro para o turismo rural em São Francisco de Paula. A primeira etapa para atingir tal objetivo envolveu o exame de documentos, para obter-se um panorama do turismo local. As duas etapas seguintes ocorreram por meio de questionário específico direcionado a empreendedores e a turistas. A partir dos dados coletados foi elaborado um instrumento de desenvolvimento sustentável regional: um roteiro rural denominado ‘Encantos de São Chico’. A pesquisa permite concluir que tanto proprietários quanto turistas reconhecem a relevância do turismo rural para o desenvolvimento sustentável no local e na região.
Palavras-chave: Turismo, Roteiros Rurais, Desenvolvimento Regional, Encantos de São Chico, São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul, Brasil.
Abstract: Tourism in São Francisco de Paula, in Rio Grande do Sul [Brazil] has stood out and, due to its wide territory, the need to organize tourism in rural areas emerges. Otherwise, socioeconomic and environmental sustainability may be weakened, if the presence of tourism activity is disordered. Thus, tourist routing can be an ally in promoting local, sustainable development. Therefore, the objective of this study was to develop a roadmap for rural tourism in São Francisco de Paula. The first step towards achieving this goal involved examining documents to obtain an overview of local tourism. The next two stages took place through a specific questionnaire addressed to entrepreneurs and tourists. Based on the data collected, an instrument for sustainable regional development was developed: a rural roadmap called ‘Encantos de São Chico’. The survey shows that both owners and tourists recognize the relevance of rural tourism to sustainable local development.
Keywords: Tourism, Rural Routes, Regional Development, São Chico's Enchantment, São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul, Brazil.
INTRODUÇÃO
O turismo é uma das áreas econômicas que mais crescia mundialmente nos anos que antecederam à pandemia Covid-19, apresentando, em tempos de normalidade, desempenho superior a outros setores da economia. O turismo rural acompanha esse comportamento. No mundo, 3% dos turistas direcionam suas viagens para o turismo rural, que tem crescido 6% ao ano (Omt, 2003). Os brasileiros estão optando por viagens domésticas intraestaduais, tendo um aumento, em 2017, de 12,83% em relação a 2016, reforçando a importância das políticas públicas locais e regionais, para que seja alterado o cenário de desemprego crescente, pois o turismo é uma atividade crucial de sustentação econômica local, regional e nacional (Rigoldi, Cremonezi, Solha, Spers & Vieira, 2020).
Segundo Hernández, Jiménez-Ruiz, Castrejón, Contreras e Barquín (2020), a reestruturação produtiva dos espaços rurais e a consolidação de uma nova ruralidade fundamentada na multifuncionalidade do território e na pluriatividade dos atores locais foram respostas às crises nos espaços rurais, decorrentes de ajustes das economias nacionais da América Latina ocorridos nas décadas de 1980 e 1990. No período ocorreu uma transição das paisagens de produção para as paisagens de consumo, protagonizadas por atividades não agrícolas como o turismo, os serviços ambientais e o patrimônio cultural, na articulação de novas opções produtivas. O turismo, além de representar uma das alternativas mais importantes para o desenvolvimento econômico de países e regiões, ao contribuir para a geração de emprego e aumento no ingresso de divisas, é opção para a preservação do patrimônio e para a valorização de atividades produtivas tradicionais (Hernández et al., 2020).
O município de São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul [Sfp/Rs], possui uma extensão territorial bastante ampla, sendo 15º em área no Estado (Ibge, 2020), vocacionada para a agricultura, para o agronegócio e Unidades de Conservação, com um campo aberto de trabalho, de emprego e de renda, e de possibilidades de estudo. No entanto, não existem roteiros ou rotas organizadas interligando as propriedades rurais, a fim de receber turistas no município. Proprietários rurais, no município, demonstram interesse em estruturarem-se para tal, porém, o tema ainda é tratado de forma individual e insipiente. A permanência dos turistas por mais tempo no local, todavia está condicionada à criação de ofertas capazes de prolongar as estadas (Alban, 2008). A criação de um roteiro ou rota rural organizada, nesses termos, torna-se um instrumento capaz de contribuir na superação dessa lacuna.
Neste contexto, a Região das Hortênsias, importante área turística nacional, onde se insere Sfp/Rs, apresenta, por um lado, um turismo consolidado, principalmente nas cidades de Gramado e Canela; por outro, há um território com enorme potencial, mas com baixa ocupação turística. O setor rural, juntamente com o ambiente e a realização de eventos, é valor eminente para a consolidação do turismo na região (Corede, 2017).
Diante do exposto, o objetivo deste estudo foi o de desenvolver um roteiro para o turismo rural em Sfp/Rs. Para alcançar esse escopo foram estabelecidos três objetivos específicos. O primeiro identificou as propriedades rurais com potencial para integrar o roteiro turístico e selecionou as que se constituíram em objeto da pesquisa; o segundo caracterizou os empreendedores que atuam no meio rural de Sfp/Rs, e buscou conhecer o potencial e o interesse destes proprietários quanto ao turismo rural e o terceiro caracterizou os turistas e obteve suas percepções quanto ao turismo rural em Sfp/Rs. Para tanto, inicialmente foram examinados documentos que permitissem contextualizar o turismo local. Em seguida, foi aplicado um questionário a onze empreendedores locais que atendiam aos quesitos estipulados previamente e; por último, foram entrevistados 50 turistas que se encontravam em Sfp/Rs, escolhidos aleatoriamente em pontos de grande circulação de pessoas.
Assim sendo, o trabalho foi estruturado em itens precedidos por esta Introdução. Inicialmente, estão apresentados o referencial teórico, o caminho metodológico seguido, os resultados e a discussão: todos articulados e servindo de base para alcançar os objetivos propostos no trabalho. Por último, apresentam-se considerações finais e referências utilizadas.
REFERENCIAL TEÓRICO
Esta seção está dividida em duas subseções: (a) turismo, turismo rural e o desenvolvimento rural sustentável que sintetiza a evolução do turismo, do turismo rural e os relaciona ao desenvolvimento rural sustentável e; (b) roteirização subseção na qual este tema é discutido e correlacionado ao turismo.
Turismo, turismo rural e o desenvolvimento rural sustentável - Antes mesmo de se ter o turismo como um sistema organizado, em tempos remotos, as pessoas se deslocavam por diversos motivos, como saúde, religiosidade e outros. Os gregos e os romanos foram os primeiros a se deslocar com o objetivo de prazer (Oliveira, 1999). Hoje se atenta para o fato da experiência, de conhecer novas culturas, da interação com a natureza e vivência em área rural, local onde se possa interagir com o meio visitado. Segundo Sartor (apud Bahl, 2004), a viagem renova e amadurece o indivíduo, pois ele “cresce ao conhecer novas culturas e entrar em contato com diversidades étnicas” (p. 33). Neste sentido, os atores locais podem identificar os aspectos considerados importantes pelos turistas e, dessa forma, oferecer novos produtos e serviços (Hernández et al., 2020).
O turismo rural com atividades em meio à natureza, com âmbito cultural, mostra o cotidiano de famílias que vivem em propriedades rurais e têm a sua atividade econômica com foco na agricultura familiar. Nessa direção, Salazar, Gonzáles e Macias (2020) afirmam que a busca por novos conhecimentos e experiências levam os novos turistas a se distanciarem dos núcleos massificados e a buscarem locais menos explorados e distantes das multidões, indo ao encontro do turismo comunitário e rural. Desse modo, as áreas rurais sofrem valorização, pois este espaço passa a ser o foco para lazer, descanso e a opção para sair dos centros urbanos. Nos Estados Unidos e na União Europeia, o Turismo Rural é considerado uma atividade econômica e são organizadas políticas públicas específicas para o meio rural. No Brasil, o Ministério do Turismo considera Turismo Rural como “o conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometidas com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade” (Brasil, 2010a, p. 19).
Souza e Dolci (2019) lembram dois aspectos importantes, primeiro que o Turismo Rural atinge turistas com alto consumo e que gastam consideravelmente no período em que estão no meio rural. O segundo aspecto está na questão que o segmento de turismo rural deve ser considerado uma atividade de destaque, porém não a solução de tudo quando se fala de desenvolvimento rural. Segundo Hernández et al. (2020) e Salazar et al. (2020), os novos padrões de consumo turístico centram-se em ofertar experiências satisfatórias e autênticas, demandando aspectos de singularidade da natureza e da cultura, maior interação com os residentes e produtores locais, incluindo visitação a feiras de artesanato e de gastronomia local, prática de fotografia rural, aprendizagem de dialetos e expressões regionais, dentre outras.
A demanda turística no meio rural tem crescido porque muitas pessoas querem contato com a natureza, praticando o turismo de forma a interagir com a propriedade. Dinis (2011) salienta que as pessoas estão mais preocupadas com o meio ambiente, sendo necessário ao turismo rural tornar-se mais sustentável. Alerta ainda que o turismo sustentável precisa da participação de todos os atores envolvidos na cadeia turística. O desenvolvimento rural tem como uma das suas referências a sustentabilidade. Tudo é feito para não impactar o meio ambiente, com visitas guiadas por profissionais que entendem do rural ou ambiental, pensando na preservação do meio ambiente.
A sustentabilidade hoje possui uma fronteira em contínua ampliação. Sartori, Latrônico e Campos (2014) enfatizam a sustentabilidade com a interação da natureza e sociedade. Capra (2019) condiciona a construção de comunidades humanas sustentáveis à modelagem do seu modo de vida, de acordo com os ecossistemas naturais. Para Freitas (2016), a sustentabilidade é pluridimensional e deve ser pensada no equilíbrio, com desenvolvimento proporcionando bem-estar tanto às pessoas da atual, quanto das próximas gerações. Pereira (2019) aponta que a atividade turística pode ser associada com as políticas públicas e sustentabilidade, com isso pensando no meio ambiente e também no social.
O Plano Municipal de Turismo é um dos instrumentos importantes para ordenar as políticas públicas em municípios brasileiros, sendo também uma das exigências do Ministério do Turismo para aqueles regionalizados, os que pertencem a alguma região turística, como é o caso de Sfp/Rs que está na Região das Hortênsias junto com as localidades de Gramado, Canela, Nova Petrópolis e Picada Café. Na elaboração do plano, é fundamental a participação do poder público, dos empreendedores, bem como a comunidade. O documento conclui pelo “grande potencial para o Turismo / Pesquisa Científica e para desenvolvimento do Turismo Rural nas Fazendas do Município” (Prefeitura Municipal de São Francisco de Paula, 2013).
Sabendo que o turismo é uma atividade econômica, este fenômeno pode, além de tudo, organizar determinado local a partir do interesse do poder público, das associações, das outras governanças locais, dos empreendedores e da comunidade discutindo as melhorias e colocando em prática as demandas levantadas e contribuindo para o crescimento ordenado do município. São Francisco de Paula tem um campo vasto neste sentido, pois está inserido em uma das regiões mais conhecidas e visitadas do Brasil, a Região das Hortênsias, com Canela e Gramado que recebem milhares de turistas anualmente por conta de seus atrativos como parques e eventos, além da cadeia hoteleira e rede gastronômica consolidadas. Outro ponto importante diz respeito à roteirização, por isso a próxima subseção faz uma reflexão sobre processos de roteirização turística.
Processos de Roteirização Turística - Segundo o Plano Estratégico de Desenvolvimento Regional 2015 - 2030 do Corede Hortênsias[i], o rural é um dos setores que precisa ser envolvido, observando a sua ligação com o turismo e unindo à academia, que tem papel importante na Região das Hortênsias. “O trinômio: ambiente, setor rural e eventos são valores eminentes para a sua consolidação” (Corede, 2017, p. 52), e ainda, pensando na contribuição do turismo para o desenvolvimento local e regional, é necessário que se pense em criar formas do turista conhecer o local. Uma delas é estruturar rotas e roteiros turísticos, fazendo com que a região seja conhecida por estes locais, com os empreendedores organizados no acolhimento dos visitantes, com qualidade no atendimento, gerando visibilidade, comercialização, emprego e renda (Marins, Oliveira & Santos, 2016). Nesta mesma perspectiva, Leite et al. (2019) mencionam a importância que, em regra, é atribuída por empreendedores rurais à participação do Poder Público, disponibilidade de ajuda técnica e uma liderança, como elementos importantes para o desenvolvimento dos roteiros.
No trabalho utilizou-se a expressão roteiro e não rota. Ocorre que na rota turística existe uma sequência na ordem dos destinos a serem visitados e há sempre um ponto inicial e um ponto final. O roteiro turístico é um itinerário caracterizado por um ou mais elementos que lhe conferem identidade, definido e estruturado para fins de planejamento, gestão, promoção e comercialização turística. O roteiro turístico é mais flexível, pois não exige uma sequência de visitação. Estas conceituações utilizadas pelo Ministério do Turismo (Brasil, 2010b) servem como referência para a denominação do produto roteiro rural “Encantos de São Chico”.
Zai e Sahr (2019), ao destacarem a multiplicação nas últimas duas décadas de roteiros de turismo por todo mundo, com a oferta de importantes oportunidades de dispersão e desenvolvimento de produtos, alinham-se a ideia de Meyer (2004) de que a roteirização é uma oportunidade para regiões menos maduras em termos de inserção econômica. Os roteiros turísticos têm o potencial de conjugar os esforços empreendidos na atividade, servindo como alavanca para o desenvolvimento turístico. O processo de roteirização tem início na identificação e da potencialização dos atrativos turísticos de cada região turística, podendo tornar a oferta turística de uma região mais rentável e comercialmente viável (Richter et al., 2016). Com esta mesma lógica, Cooper, Hall e Trigo (2011) defendem que a imagem é decisiva para qualquer destino turístico e, também, para sua comercialização. Nesse sentido, a escolha do processo de roteirização que será seguido, está relacionada ao desempenho do roteiro. O foco da roteirização, portanto, deve estar ligado à percepção do turista quanto à imagem da região. Para tanto, é importante conhecer as possíveis motivações do público alvo: conhecer lugares novos; experimentar novos sabores; conhecer a cultura da localidade; vivenciar aventuras e experimentar o contato com a natureza (Richter et al., 2016).
O roteiro é mais do que uma sequência de atrativos a serem visitados; ele também é uma importante ferramenta para a leitura da realidade existente e da situação sociocultural vigente na localidade. Portanto, o turista deve ser protagonista ao longo das visitações, tendo experiências significativas, e não sendo apenas um observador (Cisne, 2016). A adoção de um roteiro rural, na retomada das atividades do setor turístico, por meio de protocolos de segurança e proteção voltados à redução de riscos a todos os atores, alinhado ao que orienta a Organização Mundial do Turismo (Omt, 2020), propicia o contato com a natureza, mediante o turismo doméstico e por meio de produtos segmentados e mais individualizados. Este contexto evidencia a relevância de um maior aprofundamento sobre o cenário do turismo rural em Sfp/Rs. Para tanto, este trabalho buscou elucidar de que forma é possível potencializar o turismo no município e, ainda, contribuir para o desenvolvimento regional. O trajeto percorrido para atender ao propósito deste estudo está apresentado na próxima seção.
METODOLOGIA
Esta pesquisa teve como campo de estudo o município de Sfp/Rs. O foco da pesquisa foi a área rural sendo examinados os empreendimentos, os empreendedores e a percepção de turistas, sobre a possibilidade da área rural se destacar no desenvolvimento do segmento de Turismo Rural. As Diretrizes para o Desenvolvimento do Turismo Rural [DDTR]: Ordenamento, Informação e Comunicação, Articulação, Incentivo, Capacitação, Envolvimento das Comunidades e Infraestrutura (Brasil, 2010a) serviram como ponto de partida para o desenvolvimento dos instrumentos de pesquisa, e para a análise dos resultados obtidos. As entrevistas foram conduzidas por meio de perguntas ordenadas, buscando facilitar a sistematização dos dados e, desta forma, contribuir com os resultados da pesquisa. Os questionários submetidos aos turistas foram elaborados de acordo com as DDTR e tiveram foco nas especificidades do turismo rural no município. Elaborados na modalidade fechado, possuíam alternativas de respostas previamente estabelecidas, a fim de facilitar a tabulação.
A pesquisa teve caráter exploratório e abordagem quali-quantitativa. Os dados, após coletados, foram utilizados na contextualização do cenário da pesquisa e na análise. A técnica da triangulação da coleta de dados foi utilizada, com o objetivo de abranger a máxima amplitude na descrição, na explicação e na compreensão do foco, em estudo (Triviños, 1987). Com base nos dados anteriores à pesquisa de campo e nas diretrizes das Políticas de Turismo, foram elaborados instrumentos de coleta de dados, sob a forma de entrevistas semiestruturadas e questionários, visando conhecer o potencial e o interesse dos proprietários em estruturar suas propriedades para o turismo, assim como verificar o interesse dos turistas quanto ao desenvolvimento do turismo rural. Então, foram definidas as etapas ‘o que fazer’ e ‘como fazer’ de modo a descrever como se deu cada fase.
Na primeira etapa, foram examinadas atas do Conselho de Cultura, para elucidar a visão existente sobre a atividade turística, pois na época do início da pesquisa existia apenas a lei de criação do Conselho Municipal de Turismo [Comtur]. Contudo, este órgão ainda não era atuante. A segunda etapa, que contou com o auxílio da equipe do escritório local da Emater/RS, foi voltada à seleção das propriedades rurais a serem pesquisadas. Dois técnicos da Emater/RS indicaram onze propriedades rurais, dentre quase quinhentas assistidas pelo escritório no município. As propriedades selecionadas atendiam a um ou mais quesito: (a) apresenta alguma atividade relacionada ao turismo, mesmo que de forma esporádica; (b) recepciona grupos, por exemplo, de ciclistas, de trilheiros, de pessoas em busca da gastronomia local [oferta de café rural previamente agendado]; (c) oferece a prática de pesca esportiva; (d) promove provas campeiras, por exemplo, tiro de laço; (e) manifestaram junto ao escritório da Emater/RS o interesse em buscar qualificação para receber turistas; e (f) já teve alguma experiência prévia com turismo. A amostra foi composta pelas únicas onze propriedades rurais que atendiam pelo menos a um dos itens citados anteriormente. A entrevista com o responsável pela propriedade ocorreu durante o mês de outubro de 2019, conforme a disponibilidade destes.
Os cinquenta turistas entrevistados foram selecionados aleatoriamente, ao longo de três finais de semana consecutivos, durante o mês de outubro de 2019, e nos quais havia previsão de maior fluxo de turistas segundo as reservas existentes na rede hoteleira local. Esta seleção ocorreu em uma cafeteria situada na avenida principal da cidade, por ser frequentada por muitos turistas; e em três hotéis com as maiores taxas de ocupação naquele período. Na fase seguinte, os dados coletados foram submetidos à análise e os resultados serviram de base para a elaboração do Roteiro Rural ‘Encantos de São Chico’.
Município de São Francisco de Paula - A cidade de São Francisco de Paula, localizada a 112 quilômetros da capital do Estado, Porto Alegre, está situada na região turística Serra Gaúcha, a paisagem marcada pelo planalto, colinas, escarpas, cachoeiras e cascatas. Há trilhas para que os visitantes possam conhecer os locais do interior, em meio à natureza exuberante. O município tem grande extensão rural em comparação com o meio urbano, na sua sede. Com população total de 20.537, conforme Censo 2010 realizado pelo IBGE. Atualmente, estima-se que a população esteja em torno de 21.633 pessoas, 63.32% no meio urbano e 36,68% no meio rural (PNUD, 2020; Ipea, 2020; FJP, 2020).
A marca da cultura regional ‘gaúcha’ está presente na cidade e no campo. Os casarios são uma forma de reviver o passado, além de monumentos que fazem alusão à cultura regional e à história do município, como elementos ligados ao Chimarrão [cuia e chaleira] e ao tropeiro, entre outros. Segundo Buffão (2011), o progresso de regiões do Brasil e do Estado do Rio Grande do Sul foi alavancado devido ao tropeirismo. Os tropeiros passavam por Sfp/Rs. e, mesmo com o acesso difícil e vias precárias, os povoados foram se formando, formando a localidade que os moradores tratam como ‘São Chico’.
Heineck (2019) entrevistou 181 pessoas a fim de traçar estratégias para o poder público atual, tendo como uma das respostas sobre as alternativas a serem buscadas para se desenvolver a cidade: “o turismo rural é uma solução, porque temos uma área rural grande, temos o queijo, e várias outras atividades que não exportamos bem” (s.p.). Os eventos que hoje a cidade promove, contribuem para mostrar aos visitantes a cultura e história local, como a Festa do Pinhão. Atualmente, as propriedades rurais cultivam muitos produtos na vasta extensão territorial do município, produzem o Queijo Serrano procurando aderir às normas necessárias para a comercialização fora da cidade. Algumas dessas propriedades – as hotéis fazenda – já recebem turistas, no entanto a subsistência decorre predominantemente da comercialização de produtos fora das propriedades. Em decorrência, ameaças e fraquezas precisam ser consideradas para potencializar os resultados do setor, tais como: aumento de competitividade nos destinos da serra, desconhecimento de parte dos atrativos, dificuldade de acesso e inexistência de produtos ou roteiros turísticos.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Neste tópico, foram analisadas as entrevistas com os empreendedores das propriedades rurais, bem como as respostas aos questionários aplicados aos turistas vindos de diversos locais e que se hospedaram na cidade.
Empreendedores das propriedades rurais - As características dos 11 empreendedores entrevistados, que tem propriedade rural no município, é de idade superior a 50 anos, variando entre 35 e 61 anos; os empreendedores residem há bastante tempo no município, entre 3 e 57 anos e com tempo de administração da propriedade, entre 3 e 60 anos; apresentando bom nível de escolaridade. Há entre 2 e 8 pessoas morando na propriedade, na maioria familiares e muitos deles pessoas de meia-idade. Estas características mostram proprietários e propriedades com um bom nível de escolaridade que administram propriedades familiares e que possuem, em tese, condições de desenvolver uma comunicação qualificada, com diálogo, que lhes permita mediante arranjos cooperativos estabelecer objetivos que beneficiem o desenvolvimento da região. Outro dado importante é que parte das propriedades já recebe turista; e outras buscam melhorias para atendê-los.
As atividades e produtos gerados, assim como os acessos para conseguir chegar até as propriedades, são diversificados [Quadro 1], o que contribui para a heterogeneidade das propriedades, possibilidade de desenvolvimento de uma rota/roteiro rural e atração de turistas, pela diversidade de produtos a oferecer. Estes pontos são comentados por Hernández et al. (2020) como sendo considerados importantes pelos turistas e se identificados e atendidos pelos atores locais podem permitir o oferecimento de novos produtos e serviços. Além dos produtos diversificados, o acesso é uma das diretrizes determinantes para o Turismo Rural, conforme o Ministério do Turismo (Brasil, 2010a). No contexto geral, aproximadamente 70% do trajeto médio dos trechos são pavimentados, porém há propriedades acessíveis na integralidade por estradas pavimentadas, ao mesmo tempo em que existem acessos a partir de estradas não pavimentadas, praticamente na integralidade dos trechos de acesso partindo-se da sede do município [Quadro 1]. Apenas três propriedades têm acesso por estrada com pavimentação [1, 5 e 8], tendo a maioria das propriedades acesso por vias não pavimentadas [2, 3, 4, 6, 7, 9, 10 e 11]. Isso ressalta que a atividade turística do meio rural tem características peculiares. No entanto, a localização dos empreendimentos fora da área urbana não significa que a infraestrutura dos acessos não tenha que ser qualificada. A partir desse apontamento é possível estabelecer um mapeamento das prioridades para atender as necessidades da infraestrutura.
| Propriedade | Produtos | Acesso a partir da Sede Municipal | ||
| Trajeto total (km): | Trajeto pavimentado (km): | Trajeto não pavimentado (km): | ||
| 1 | Queijo, biscoitos, pães, pizza integral. | 82 | 82 | 0 |
| 2 | Morangos, agroindústria (massas, geleias, biscoitos) | 6 | 5 | 1 |
| 3 | Leite, queijo, bolachas por encomenda | 92 | 75 | 17 |
| 4 | Leite, queijo, espaço para caminhadas e observação de rio e barragens | 23 | 3 | 20 |
| 5 | Produtos agroecológicos, criação de ovinos (raça crioula) | 82 | 82 | 0 |
| 6 | Criação de gado, cavalo, passeio por trilhas, churrasco na vala, possibilidade de hospedagem em uma casa | 15 | 1 | 14 |
| 7 | Criação de gado, processamento de leite, possibilidade de se hospedar em uma pousada (casa) | 57 | 27 | 30 |
| 8 | Micro cervejaria em desenvolvimento (hidromel, cerveja artesanal), bolachas, pães e cucas | 13 | 13 | 0 |
| 9 | Plantação de hortifrúti, cachoeiras e possibilidade de galeto especial para grupos com pré-reserva. | 12 | 9,5 | 2,5 |
| 10 | Plantação de hortifrúti | 6 | 3 | 3 |
| 11 | Criação de gado | 54 | 52,5 | 1,5 |
A próxima subseção apresenta as características dos turistas de SFP/RS, dentre as quais está a faixa etária, a escolaridade, o gênero, o local de residência e as motivações para o turismo.
Características dos turistas de São Francisco de Paula - A seguir estão apresentadas as características dos turistas que viajam para São Francisco de Paula, mostradas em gráficos, com base no questionário que responderam. No total foram 50 respondentes que colaboraram para a pesquisa de campo. Assim, foi possível verificar o perfil, bem como a sua percepção sobre o Turismo Rural e seu desenvolvimento no município. Os questionários foram aplicados durante o mês de outubro de 2019, com turistas que se encontravam hospedados na rede hoteleira da cidade. O desenvolvimento do questionário nos itens relativos às características dos turistas foi elaborado, conforme normas do IBGE (2019), que permitem a caracterização de indivíduos, através de dados como idade, escolaridade, cidade de residência. Nesse sentido, grande parte dos turistas que visitam SFP e que foram objeto desta pesquisa é composta por pequenos grupos de amigos ou de familiares e casais com ou sem crianças. O principal meio de transporte utilizado é o automóvel, o que demonstra o aumento do turismo regional via terrestre.
A escolaridade dos turistas mostrou-se elevada [Fig. 1, item a]. A grande maioria, totalizando 39% dos respondentes, tem pós-graduação, 33% tem ensino superior, 26% tem ensino médio e 2% ensino fundamental. Os turistas consultados, em grande parte, realçam os atrativos naturais [Fig. 1, item b]. A principal motivação que levou os turistas [64%] a visitar a cidade foram as belezas naturais de SFP/RS. Isto indica a existência de um grande potencial ambiental para visitação de turistas aos atrativos naturais, em regra localizados na área rural. E que o contato com o meio rural permeia as respostas prevalentes, mesmo quando mencionada explicitamente, aí com um percentual baixo, se constitui em um dos motivos para visitação ao Município. Enfatiza-se, por oportuno, que a preferência dos turistas está alinhada aos novos padrões de consumo turístico expostos por Hernández et al. (2020) e Salazar et al. (2020).
Ao serem perguntados sobre a necessidade de políticas públicas e planejamento para o desenvolvimento do Turismo em São Francisco de Paula, 74% dos respondentes concordaram totalmente, o que permite afirmar que a grande maioria percebe a necessidade do planejamento e do fomento estatal a fim de melhorar o desenvolvimento turístico. Realçam ainda, a importância do Setor Público para o desenvolvimento do turismo rural em SFP, mediante a formulação e implementação de políticas públicas [Fig. 1, item c]. É possível observar que 47% dos respondentes concordam totalmente que o turismo rural pode ser uma das vocações turísticas no município, 36% concordam, 15% concordam parcialmente e apenas 2% discordam totalmente [Fig. 1, item d]. Com isso, têm-se 98% de respostas positivas, afirmando que o turismo rural pode ser uma das vocações turísticas do município de SFP.
Ainda na Figura 1, item e, o questionamento é se o turista retornaria a SFP para participar de um roteiro de turismo rural: 54% dos respondentes concordam totalmente em voltar a São Francisco de Paula para participar de um roteiro rural. Outro aspecto positivo: 34% dos questionados concordam, isso demonstra que grande parte observa o potencial do município, neste segmento turístico.

Após a apresentação das características dos empreendedores e dos turistas e, também indicado os produtos comercializados, as atividades desenvolvidas e o tipo de acesso a cada uma das onze propriedades estudadas, apresenta-se o produto da pesquisa conduzida em Sfp/Rs.
Produto da Pesquisa: Roteiro rural ‘Encantos de São Chico’ - A pesquisa permitiu analisar o contexto do turismo rural em Sfp/Rs em três eixos: turistas, empreendedores e Poder Público Municipal. Com isso, buscou-se apresentar resultados que contribuam para a atividade turística mediante o Roteiro Rural ‘Encantos de São Chico’. Portanto, com base na análise e nos resultados decorrentes dos instrumentos aplicados na pesquisa identificou-se a pertinência da adoção de um roteiro de turismo rural no município de São Francisco de Paula. Os responsáveis pelas propriedades rurais entrevistados, de acordo com indicação da Emater/RS e os turistas, apontaram como positivo o planejamento e a criação de atividades de turismo rural e a necessidade do desenvolvimento desse segmento, com vistas ao desenvolvimento da região. Destaca-se que, com as contribuições desses atores, mediante a adoção de uma metodologia, foi possível mapear propriedades em condições de participar de um roteiro rural. Vale mencionar que nessa seleção foram utilizados como referência os critérios norteadores das Diretrizes para o Desenvolvimento do Turismo Rural.
A análise dos dados coletados permitiu identificar nas propriedades selecionadas, com características familiares, a produção de bens e serviços diversificados que variam da pecuária a hortifrutigranjeiro, e a possibilidade de oferta de refeições, com gêneros produzidos localmente. No entanto, a infraestrutura de acesso às propriedades, em regra, demanda melhorias. Das 11 propriedades, apenas três possuem acesso por estrada pavimentada. A condição de os empreendedores rurais possuírem um elevado nível de escolaridade aliada ao fato de estarem administrando propriedades familiares criam as condições iniciais para que, se forem destinatários de políticas públicas, programas e ações estatais, desenvolvam uma comunicação qualificada com os outros atores do setor, de forma a permitir arranjos cooperativos que beneficiem o desenvolvimento da região.
Na espacialização da Figura 2, é possível observar onde estão as propriedades apresentadas no roteiro, com a sua devida localização totalizando 11. Estão representadas as propriedades que compreendem o Roteiro Rural ‘Encantos de São Chico’, tendo como distritos: Sede, Lajeado Grande, Juá e Eletra. A diversidade está presente neste cenário, visto que o relevo, clima e vegetação diferem bastante de uma localidade para a outra, tornando possível ainda a visitação em vários dias, de forma fracionada. A peculiaridade deste mapeamento está na forma dinâmica de praticar, pois é possível não seguir a ordem numérica e sim escolher em virtude do tempo, condições de acesso, fatores climáticos, bem como disponibilidade do visitante.

Em síntese, o estudo propiciou elementos suficientes para a elaboração do roteiro de turismo rural; também interpretou os distintos aspectos relacionados ao turismo rural, por exemplo, o desenvolvimento rural, a sustentabilidade, as políticas públicas, e as diretrizes do Ministério do Turismo. Por fim, concluindo os estudos são apresentadas as considerações finais que foram construídas a partir da análise dos dados, dos resultados e da discussão já apresentados e do aporte teórico adotado neste trabalho.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com a pesquisa realizada, percebeu-se que as propriedades estão se organizando e algumas já atendem turistas. Muitos empreendedores estão buscando qualificação e percebendo que podem ter, além da produção, mais uma atividade econômica ligada a prestação de serviços que é o Turismo Rural, e que este segmento pode ser uma fonte de renda, emprego e, além disso, manter a família no local, trabalhando e mantendo os laços familiares e afetivos. A pesquisa de campo mostrou que a maioria dos entrevistados percebe o turismo rural como alternativa de segmento a ser explorado, bem como expressaram o interesse em conhecer locais na área rural. Os entrevistados identificam o potencial e a necessidade de se ter roteiros no meio rural, o que juntamente com a extensão dessa área no município que compreende a Sede e mais 6 distritos, legítima a pesquisa.
Importante ressaltar a relevância atribuída pelos turistas às políticas públicas, tanto para o planejamento como para o desenvolvimento do turismo rural. Desconsiderar a potencialidade do turismo rural pode ocasionar a perda de oportunidades e incentivos que poderiam contribuir para a ascensão do município. Em síntese, em resposta, ainda que parcial ao problema da pesquisa, os resultados mostraram a relevância do turismo rural para o desenvolvimento sustentável da cidade de SFP/RS e da região. Acredita-se que a partir deste estudo, com a proposta de um roteiro rural, os empreendedores consigam se motivar a fim de que possam estar organizados e mostrar o melhor de suas propriedades, agregando valor ao local e aumentando a qualidade de vida.
Nessa direção, atualmente, devido às restrições impostas pelo Coronavírus (Covid-19), os segmentos turísticos em meio à natureza e ao ar livre, principalmente o turismo rural tornam-se uma opção de lazer compatível com as orientações dadas pela OMS em período pós-pandemia e também um aliado em prol da saúde mental, visto o estresse causado pelo distanciamento social, o que contribui para o aprimoramento dos destinos, enaltecendo produtos turísticos como rotas e roteiros.
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Notas