CARACTERÍSTICAS DO PROFESSOR IDEAL: UMA PERCEPÇÃO DOS GRADUANDOS EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS DE UMA UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
CHARACTERISTICS OF THE IDEAL TEACHER: A PERCEPTION OF THE UNDERGRADUATE STUDENTS IN ACCOUNTING SCIENCES OF A COMMUNITY UNIVERSITY IN THE STATE OF SANTA CATARINA
CARACTERÍSTICAS DO PROFESSOR IDEAL: UMA PERCEPÇÃO DOS GRADUANDOS EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS DE UMA UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Revista Catarinense da Ciência Contábil, vol. 19, pp. 1-17, 2020
Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina

Recepção: 03 Fevereiro 2020
Revised: 03 Abril 2020
Aprovação: 16 Abril 2020
Publicado: 15 Junho 2020
Resumo: A presente pesquisa teve como objetivo analisar essas características do professor ideal na percepção da população selecionada de uma universidade comunitária do estado de Santa Catarina. Quanto à metodologia, este estudo se classifica como quantitativo quanto à sua abordagem, descritivo quanto ao objetivo e, no que diz respeito aos procedimentos, conta com uma pesquisa de levantamento. Como instrumento de coleta de dados, aplicou-se um questionário validado e utilizado por Guelfi, Tumelero, Antonelli e Voese (2018), que contém 34 questões sobre quais características definem um professor ideal. A população desta pesquisa foi de 138 alunos, matriculados em 2018/2, resultando em uma amostra de 102 respondentes, que representa 73,91% da população. Os dados foram tabulados no software Microsoft Excel e foram utilizadas como técnicas de análise a estatística descritiva e univariada, por meio da frequência relativa, média, desvio-padrão, correlação e teste T, calculadas com o software IBM SPSS Statistics 22. Como principais resultados, verificou-se que as características mais relevantes indicadas pelos discentes foram ter conhecimento da teoria do assunto que está lecionando, ter conhecimento da prática do assunto que está lecionando e saber fazer a ligação entre teoria e prática. Já as características menos enfatizadas estão relacionadas aos atributos e ter beleza física, ser asseado (bem-vestido, cabelo penteado, sempre arrumado) e ter tom de voz agradável.
Palavras-chave: Professor ideal, Graduandos, Ciências Contábeis.
Abstract: The present research aimed to analyze these characteristics of the ideal teacher in the perception of the selected population of a community university in the state of Santa Catarina. As methodology, this study is classified as quantitative in terms of its approach, descriptive as to the objective and, with regard to procedures, it has a collection survey. As a data collection instrument, a validated questionnaire has been employed and used by Guelfi, Tumelero, Antonelli and Voese (2018), containing 34 questions about which characteristics define an ideal teacher. The population of this research was of 138 students, enrolled in 2018/2, resulting in a sample of 102 respondents, which represents 73.91% of the population. The data have been tabulated in Microsoft Excel software and descriptive and univariate statistics has been employed as analysis techniques, by means of relative frequency, mean, standard deviation, correlation and T-test, calculated with the IBM SPSS Statistics 22 software. As main results, we found that the most relevant characteristics indicated by students were: showing knowledge of the subject theory they are teaching, showing knowledge about the practice of the subject they are teaching and showing how to make a connection between theory and practice. The less emphasized characteristics are related to attributes and showing physical beauty, neatness (well-dressed, combed hair, always neat) and presenting a pleasant tone of voice.
Keywords: Ideal teacher, Graduation students, Accounting.
1 INTRODUÇÃO
A expansão do Ensino Superior no Brasil ocorreu a partir dos anos 2000, principalmente por alguns fatores, como a abertura de novas instituições de Ensino Superior (IES), que resultou em um aumento na demanda de docentes (Ferreira, 2015; Guelfi et al., 2018). Neste sentido, Pavione, Avelino e Francisco (2016) afirmam que a IES é o ambiente no qual acontece o processo de ensino-aprendizagem, enquanto Martins (2017) complementa que uma IES que propicie condições de estudo fora de sala faz com que os alunos tenham melhores condições para a aprendizagem e, como consequência, pode estimular o desempenho dos acadêmicos.
Em relação às características de um bom professor, aquelas relacionadas ao ensino-aprendizagem são as que mais se destacam, pois são vários fatores que influenciam, como as condições de trabalho dos docentes, a estrutura na instituição de ensino, os recursos disponíveis e as condições sociais dos discentes. Outro fator importante é que os professores devem desenvolver estratégias que possam motivar os alunos, os envolvendo com o assunto ministrado (Mazzioni, 2013). Neste contexto, Lima Filho, Bezerra e Silva (2016) descrevem a importância de entender os fatores que influenciam o processo de ensino-aprendizagem, como personalidades e níveis de dificuldade das tarefas. Isto faz com que os alunos busquem autonomia para construir conhecimento e capacidade de aprendizagem.
Para ser um bom professor, além de dominar o conteúdo, deve-se ser motivador, dedicado e manter uma boa relação com os alunos (Oro, Santana & Rausch, 2013). Em complemento, Guelfi et al. (2018) enfatizam que o professor ideal deve dominar o conteúdo e conseguir transmiti-lo com clareza. Entretanto, Marques, Oliveira, Nascimento e Cunha (2012) definem o melhor docente como a própria construção do discente, que vai de acordo com o tempo, ou seja, para cada tempo o aluno tem o perfil de seu professor ideal.
Diante disto, a pergunta de pesquisa deste estudo é: quais as características do professor ideal na percepção dos graduandos em Ciências Contábeis de uma universidade comunitária do estado de Santa Catarina? Deste modo, o objetivo geral do estudo é analisar essas características do professor ideal na percepção da população selecionada de uma universidade comunitária do estado de Santa Catarina.
Como contribuição, encontra-se na literatura outros estudos que sugerem a continuidade de pesquisas para o tema em questão. Sendo assim, Nogueira, Casa Nova e Carvalho (2012) investigaram as características que os discentes da geração Y, que cursam a graduação em Ciências Contábeis, atribuem ao bom professor e recomendam novas investigações que busquem verificar as características de comportamento e relacionamento da geração Y com os docentes.
Já Batista, Bruni e Cruz (2016) analisaram os atributos do professor de Contabilidade no estado da Bahia a partir da percepção de 214 estudantes desse curso em 22 diferentes IES e propõem novas pesquisas que possam trazer à luz melhores explanações sobre o comportamento destas variáveis, cruzando-se novas informações com os achados do estudo. Por fim, Guelfi et al. (2018) avaliaram as características do bom professor na visão dos discentes de Ciências Contábeis da geração Y e recomendam a replicação do estudo em uma amostra mais ampla ou a aplicação do instrumento em diferentes cursos de graduação.
Vale ressaltar que esta pesquisa almeja contribuir tanto com a coordenação de curso, na melhor gestão de seu pessoal (docentes), quanto aos professores da IES, uma vez que o conhecimento do perfil do professor ideal pode fazer com que haja aprimoramento didático e que os docentes busquem as melhores estratégias de ensino-aprendizado. Este artigo contém, além desta introdução, a fundamentação teórica sobre o tema, os procedimentos metodológicos utilizados para a realização da pesquisa, a análise dos resultados e, por fim, as considerações finais do estudo.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
Este referencial teórico está dividido em processo de ensino-aprendizagem, características do professor ideal e estudos anteriores sobre o tema.
2.1 Processo de ensino-aprendizagem
O processo de ensino-aprendizagem existe pela relação entre os itens básicos no ambiente educacional, a instituição, o professor, o aluno e o assunto discutido em sala. No ensino, as atividades são voltadas ao docente, referindo-se às suas qualidades e habilidades, porém, quando se fala em aprendizagem volta-se ao discente, em suas capacidades, oportunidades e possibilidades de aprendizado (Silva, 2006). Lima Filho et al. (2016) complementam que, durante este processo, surge uma grande oportunidade de autonomia em gerar conhecimento e capacidade de aprender, relacionada com elementos como aluno enquanto aprendiz, instituição como apoio, assunto identificado como conteúdo e docente como a pessoa que faz a ligação com os outros elementos.
Falar sobre o processo de ensino reflete em mencionar a aprendizagem, já que ambos, embora distintos, estão relacionados, pois é uma interação entre o ensinar e o aprender, por isto o professor deve ser um ponto facilitador para a aquisição de conhecimento, utilizando-se estratégias e meios com o intuito de se alcançar os objetivos educacionais, nos quais está inserida a aprendizagem. Desta forma, é uma contrapartida do indivíduo diante de uma situação-problema (Araujo, Santana & Ribeiro, 2009).
Para Tunes, Tacca e Bartholo Júnior (2005), o processo de ensino-aprendizagem sofre influência dos professores e dos alunos, pois a existência de uma dinâmica relacional considerada complexa entre o pessoal e o social só é compreendida no contexto de influências que surgem a cada experiência. Neste sentido, é algo complexo, que apresenta um caráter dinâmico, e não acontece de forma linear como uma adição de conteúdos acrescidos de conteúdos anteriores, mas exige atos direcionados para que o aluno aperfeiçoe e amplie o conhecimento. Já do docente, requer o exercício permanente do trabalho reflexivo e da disponibilidade de acompanhamento (Mitre et al., 2008).
Este processo entende-se por um conjunto de ações que envolvem pessoas, técnicas e instrumentos, que têm como objetivo a construção de experiência para indivíduos que possuem poucos conhecimentos, de acordo com Winkler, Abreu, Morais, Silva e Pinho (2012). Ainda segundo os autores, o conceito de aprendizagem está relacionado mais ao processo de assimilação de conceitos por parte daquele que está disposto a aprender, o que pode ocorrer independentemente de qualquer forma de ensino. Consequentemente, o professor deve facilitar o aprendizado, porém isto não significa que haverá uma relação direta entre ensino e aprendizagem, pois o mesmo professor pode dar uma aula para uma turma na qual alguns alunos irão obter êxito no aprendizado e outros não.
Conforme Yonemoto (2004), a aprendizagem é um processo; deste modo, trata-se de uma atividade interior que começa, tem seu desenvolvimento e atinge um fim. Portanto, desenvolvem-se habilidades, apreciações e raciocínios, assim como valores e esperanças. Em complemento, Mitre et al. (2008) sustentam que o processo de ensino-aprendizagem tem se limitado muitas vezes à reprodução do conhecimento, no qual o docente se torna um transmissor de conteúdos e, consequentemente, aos discentes cabe a retenção e repetição, tornando-se expectadores. Desta forma, para Brait, Macedo, Silva, Silva e Souza (2010), a figura do professor em relação aos alunos não deve ser somente de repassar os conhecimentos e informações aos alunos, mas também deve ser um meio de construção da cidadania.
Neste contexto, percebe-se o quanto a forma de ensinar precisa estar relacionada ao aprendizado do discente. Embora os indivíduos aprendam de maneiras distintas, o docente necessita explicar os conteúdos da disciplina de modo que todos os alunos consigam assimilar o que foi transmitido e, para isto, deve escolher a melhor estratégia para trabalhar determinado tema. Assim, a partir do momento que os professores conhecem quais características são consideradas ideais pelos estudantes, podem fazer com que o processo de ensino-aprendizagem ocorra mais facilmente, como pode ser observado no tópico a seguir.
2.2 Características do professor ideal
No processo de ensino-aprendizagem, o professor possui papel fundamental, pois, com o passar dos anos, traz consigo experiências individuais, profissionais ou não, que influenciam na sua formação profissional e conhecimento pedagógico, que, por sua vez, se manifestam na maneira de educar (Miranda, Casa Nova & Cornacchione Júnior, 2012). Neste sentido, Gomes et al. (2009) relatam que, para ser um bom professor, não basta apenas possuir uma formação acadêmica ou conhecimentos técnicos sobre o curso, deve-se deter domínio do ensino e conhecimento dos métodos pedagógicos, visando sempre a eficiência no processo de ensinar. Tanto os alunos como os professores e as próprias instituições de ensino devem discutir e avaliar o ensino, buscando novas alternativas para aumento de sua eficácia e eficiência (Marques et al., 2012).
Para que o docente consiga demostrar todo o seu conhecimento e a importância da disciplina, deve reter a atenção dos alunos e possuir capacidade de mantê-los motivados. Além disto, necessita obter um relacionamento interpessoal e ter capacidade de interação (Beni et al., 2017). Sendo assim, durante sua prática diária de ensinar, o professor deve transpor seus saberes, habilidades e competências, funções que estão relacionadas a todas atividades que desempenha, que refletem no seu relacionamento interpessoal com os discentes e na sua postura, principalmente em suas atitudes. Possuir estas três qualidades desperta nos alunos entusiasmo, gerando motivação e encanto em aprender (Gomes et al., 2009).
Para Marques et al. (2012), o domínio do conhecimento que está sendo apresentado por parte dos professores, demostra aos alunos umas das principais características dos docentes, pois estes estão preparados para serem questionados em discussões que requerem mais reflexão sobre o tema, além de responder com clareza e, assim, passar credibilidade ao que está sendo apresentado. Na mesma perspectiva, os professores devem estar atentos à sua postura em sala de aula e à maneira pela qual se comunicam com os alunos, pois a forma com que observam o professor torna-se importante; por exemplo, se os discentes perceberem que não estão tendo uma boa aceitação por parte dos professores, a motivação será afetada, gerando desinteresse em aprender. O docente deverá possuir esta capacidade, pois se as motivações dos alunos forem afetadas, mesmo os discentes exemplares ficarão insatisfeitos ao longo de seu aprendizado (Gomes et al., 2009).
Entretanto, para Marques et al. (2012), as características dos docentes esperadas por parte dos discentes dependerão da situação do contexto histórico-social em que estão localizados. Este contexto modifica as qualidades esperadas dos alunos, ou seja, os futuros profissionais, o que muda as características esperadas dos professores. De forma mais abrangente, Batista et al. (2016) apontam que as características de professores devem ir além do domínio de conteúdo, uma vez que possuem papel social, para que possam ser a chave fundamental na formação de reflexões e pensamentos críticos por parte dos alunos. Estes fatos trazem à tona a importância que os professores devem dar a construir uma relação interpessoal, porém respeitando as suas características pessoais e culturais. Ainda segundo os autores, no sentido geral, os discentes esperam encontrar um professor atencioso, acessível e com feedback claro.
Neste contexto, Cunha (2010) enfatiza que um bom professor é aquele que está sempre dentro do assunto, se atualizando, que saiba transmiti-lo com clareza, ajudando os alunos a entender o assunto, aquele que se sente realizado ao ver que seus discentes conseguiram absorver conhecimentos, principalmente pelo motivo de que o docente não pode marginalizar aqueles alunos que têm menor poder de captação. Um bom professor é aquele que vai ao encontro dos interesses de todos os alunos de forma geral e de forma particular, aquele que não obriga a decorar ideias.
Em concordância, Nogueira et al. (2012) citam características de um bom professor, que deve possuir domínio do conteúdo, ou seja, ter conhecimento e experiência, uma boa didática, capacidade de despertar o interesse. Um docente ideal também é aquele que é paciente, possui um bom relacionamento com os discentes e é disposto a ajudar.
Em linha distinta, Amaral (2010) define que o bom professor é o pesquisador em sua área de domínio que tenha, ao mesmo tempo, a capacidade de transmitir a essência do conhecimento, sendo capaz de ensinar, ou seja, o professor deve ajudar os alunos a transformar as informações em conhecimento. Cabe ao docente criar, incentivar, propor, organizar e orientar as situações de aprendizagem para cada aluno, já que todo discente possui suas capacidades e características individuais. Cabe ao professor uma didática que alcance todos em sala de aula e que prenda a atenção dos estudantes, fazendo com que aprendam com satisfação, amor e compreensão (Magera & Conceição, 2014).
Partindo para a área contábil, o professor enfrenta um grande desafio, pois além de aliar os conhecimentos teóricos e práticos, tem que tornar o teórico tão importante quanto o prático, fazendo com que o prático seja agradável e de fácil entendimento. Ou seja, para ser um docente ideal em Contabilidade, o formador necessita de conhecimentos teóricos, didáticos e pedagógicos (Andere & Araujo, 2008). Da mesma forma, Batista et al. (2016) enfatizam que os principais requisitos dos professores de Ciências Contábeis esperados pelos alunos são: possuir domínio do conteúdo da disciplina que está sendo apresentada e experiências profissionais na área contábil. Estas características contribuem para a troca de experiências com os alunos, buscando repassar todo seu conhecimento de forma clara.
2.3 Estudos anteriores sobre o tema
A seguir, são abordados alguns estudos anteriores sobre o tema, mencionando os objetivos e os principais resultados obtidos pelos os autores, conforme mostra a Figura 1, com o intuito de reunir as características do professor ideal levantadas neste referencial teórico para vincular os autores aos resultados encontrados neste artigo.

Os principais resultados encontrados nos estudos mencionados acima enfatizam que as principais características do professor ideal dizem respeito a domínio e conhecimento do conteúdo, uma boa didática, conseguir transmitir com clareza o conteúdo ministrado, possuir um bom relacionamento pessoal com os alunos, ser organizado, atencioso, prestativo, motivador, interessado, acessível, possuir habilidades de comunicação e preocupação com a aprendizagem e metodologia de ensino. Desta forma, ressalta-se que outro ponto relevante trata da utilização de tecnologia no Ensino Superior, enfatizando a evolução vivida dentro de sala de aula e acompanhando o que se encontrou nas pesquisas realizadas entre 2008 e 2018 apontadas neste trabalho.
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
O presente artigo classifica-se como uma pesquisa quantitativa quanto à sua abordagem, descritiva quanto ao objetivo e, no que diz respeito aos procedimentos, é uma pesquisa de levantamento. Em relação ao instrumento de coleta de dados, utilizou-se um questionário, que foi validado por Guelfi et al. (2018).
O instrumento é dividido em duas partes: a primeira aborda as características do respondente, como a sua idade, gênero, entre outras características pessoais. Já na segunda, há 34 questões sobre quais características definem um professor ideal. Essas questões são divididas em 4 grupos, sendo o primeiro “conhecimento e domínio de conteúdo”, o segundo “clareza nas explicações, didática e preparo de conteúdo”, o terceiro “relacionamento entre os acadêmicos e os docentes e a tecnologia no Ensino Superior”, e o quarto “atributos pessoais dos docentes”. Ressalta-se que este questionário possui uma escala de 1 a 10, classificando de 1 (menos relevante) a 10 (totalmente relevante).
A população desta pesquisa foram os 138 alunos de graduação do curso de Ciências Contábeis de uma universidade comunitária de Santa Catarina, matriculados em 2018/2. Desse total, a amostra foi composta pelos 102 alunos que responderam corretamente ao questionário. Ressalta-se que esta amostra representa 73,91% da população e que a aplicação do instrumento ocorreu de forma impressa e presencial em todas as turmas do curso pesquisado, no período entre 10 e 17 de agosto de 2018.
Os resultados obtidos foram tabulados no software Microsoft Excel, e foram utilizadas como técnicas de análise a estatística descritiva e univariada, por meio da frequência relativa, média, desvio-padrão, correlação e teste T, calculadas com o software IBM SPSS Statistics 22. Para analisar a força de associação do coeficiente de correlação, utilizaram-se como base os valores que constam na Tabela 1.

Assim, é importante ressaltar que, para as técnicas estatísticas utilizadas, se considerou como grau de significância o percentual de 1%, ou 0,01.
4 ANÁLISE DOS RESULTADOS
Neste capítulo são abordados os resultados da pesquisa, separados em três seções. A primeira trata das características dos respondentes, mostrando gênero, idade, período e se trabalha ou faz estágio. Já a segunda seção demonstra, por estatística descritiva, as médias e o desvio-padrão das 34 características abordadas para o professor ideal (individualmente) e, por fim, na terceira seção de respostas, analisam-se, por estatística univariada, os quatro grupos que tratam das características do professor ideal.
4.1 Características dos respondentes
Iniciando a análise da seção 1, que trata das características dos respondentes, é possível identificar o gênero dos participantes da pesquisa (Tabela 2).

Observa-se que há um equilíbrio em relação aos gêneros dos respondentes, já que 51% são do gênero feminino e 49% são do gênero masculino. A seguir, aborda-se a idade dos respondentes (Tabela 3).

Nota-se que a grande maioria (79,42%) dos respondentes possui até 25 anos de idade. Percebe-se, a partir disto, que o perfil do curso são alunos que possivelmente ingressaram na universidade logo após a conclusão do Ensino Médio. Em seguida, indica-se o período em que os estudantes estão matriculados (Tabela 4).

Percebe-se que o 8º período possui o maior número de respondentes, com 20,6%, e a minoria da amostra encontra-se o 1º período, com 2,9%. Sendo assim, pode-se afirmar que 51% dos alunos participantes do estudo se encontram nas fases finais do curso. Por fim, apresentam-se os dados a respeito de trabalho ou estágio dos alunos (Tabela 5).

Por meio da Tabela 5, nota-se que 81,37% dos graduandos trabalham ou fazem estágio (independente da carga horária semanal), evidenciando que a maioria dos discentes do curso em questão não possuem dedicação exclusiva aos estudos.
4.2 Características do professor ideal: estatística descritiva
A seguir, inicia-se a análise da seção 2, na qual se aborda, por meio da estatística descritiva, a média e o desvio-padrão em relação às características do professor ideal (individualmente) na percepção dos discentes do curso de Ciências Contábeis (Tabela 6).

Os resultados da pesquisa apontam que, na percepção dos discentes de Ciências Contábeis, as principais características para ser um professor ideal em relação ao primeiro grupo são ter conhecimento da teoria do assunto que está lecionando, com média 9,853, seguida de ter domínio do conteúdo que está ensinando, com média 9,833. Estes resultados estão de acordo com o estudo de Guelfi et al. (2018) e em partes não corroboram o estudo de Nogueira et al. (2012), quando observaram que ter domínio do conteúdo é a característica mais importante, embora ambas apresentassem médias parecidas.
Os achados do grupo 2 apontam que as melhores características para ser o professor ideal é ser claro nas explicações, com média 9,774, e ter capacidade de explicar (didática), com média 9,627. Desta forma, constatou-se que os alunos valorizam explicações mais evidentes do conteúdo, pois os profissionais da educação precisam ter domínio sobre o conhecimento e saber transmiti-lo de forma simples e clara. Tais resultados não corroboram a pesquisa de Celerino e Pereira (2008), Gradvohl et al. (2009) e Guelfi et al. (2018), quando apresentaram capacidade de explicar (didática) como a principal característica dos docentes do curso de Ciências Contábeis.
Em relação às características do professor ideal no terceiro grupo, os resultados obtidos das características mais relevantes é que o professor deve ser respeitoso com os alunos, com média 9,402, e dedicado à profissão, com 8,990 de média. Tal resultado não está de acordo com o estudo de Celerino e Pereira (2008), em que o atributo que melhor caracteriza o professor é ser atencioso, interessado e acessível. Este achado também não corrobora o estudo de Gomes et al. (2009), que obtiveram resultados segundo os quais os atributos que melhor caracterizam os professores é ser preparado, claro e organizado.
Os resultados que os discentes determinaram como menos importantes neste grupo são: utilizar recursos como vídeos ou músicas em sala de aula, com média 7,029, e ser culto, com 7,245 de média. Estes resultados não corroboram a pesquisa de Guelfi et al. (2018), em que algumas características tiveram médias parecidas, porém não apresentaram a mesma ordem de classificação, obtendo a característica permitir aos alunos utilizar computadores na sala de sala com a menor média, seguida de utilizar conteúdo da internet (indicar sites, blogs etc.). Entretanto, vale ressaltar que esta pesquisa não analisou as características da geração Y e, por isto, os resultados divergem das considerações de Guelfi et al. (2018) com relação ao uso de conteúdo da internet, entre outros.
Os achados do estudo apontam que na, percepção dos discentes sobre o quarto grupo (atributos pessoais dos docentes), as características principais são ter letra legível ao escrever no quadro e nas correções, com média 7,059, e ter tom de voz agradável, com média 4,951. Tais resultados corroboram a pesquisa de Nogueira et al. (2012) e Guelfi et al. (2018).
4.3 Características do professor ideal: estatística univariada
A seguir, inicia-se a análise da terceira seção de respostas, envolvendo a estatística univariada. Sendo assim, na Tabela 7 se apresentam as médias dos grupos de características do professor ideal, além do desvio-padrão e do teste t de uma amostra, para verificar se os grupos possuem diferença estatística.

Entre os grupos de características que os discentes consideraram mais importantes para determinar o professor ideal neste estudo, o principal foi o grupo 1, com média 9,774, seguido do grupo 2, com 9,377 de média, do grupo 3, com média 8,393, e do grupo 4, com 4,563 de média. Estes resultados corroboram o estudo de Guelfi et al. (2018), que encontrou a mesma ordem de importância das características e com médias parecidas.
De acordo com o teste T, todas as médias apresentam diferenças significativas, pois o grau de significância apresentou valor abaixo de 0,01, ou seja, significa que os grupos são diferentes estatisticamente. Tal resultado não corrobora o estudo de Nogueira et al. (2012), em que nenhuma média apresentou diferença significativa. A seguir, é apresentado o teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov, com intuito de identificar se os dados possuem uma distribuição normal (Tabela 8).

Para o teste de normalidade, apresentam-se a seguir as hipóteses de nulidade (H0: Há normalidade) e alternativa (H1: Não há normalidade). Nesta pesquisa, considera-se um grau de significância de 1%. Sendo assim, conforme a Tabela 9, o grau de significância resultou igual ou abaixo de 0,01, indicando que os dados não apresentam uma distribuição normal e, assim, devem ser utilizadas técnicas estatísticas não paramétricas, como a correlação de Spearman. Na sequência, é apresentada a correlação de Spearman com o objetivo de verificar se há relação entre os grupos das características do professor ideal.

Com exceção do grupo 1 com o grupo 4, que não obtiveram nenhuma relação, todos os grupos restantes apresentam relações entre si, com significância ao nível de 1%. Isto significa que as características do professor ideal estão ligadas. Um exemplo é a relação do grupo 1 com o grupo 2, ou seja, ter conhecimento e domínio de conteúdo está relacionado a ter clareza nas explicações, ter didática e preparar o conteúdo. Da mesma forma acontece com os grupos 1 e 3, 2 e 3, 2 e 4, e 3 e 4. Isto indica que as características são complementares entre si no melhor conceito de professor ideal.
Deste modo, com base nas forças de associação definidas por Hair Júnior et al. (2005), a relação entre os grupos 1 e 2, 2 e 3, e 3 e 4 apresenta uma força de associação moderada, enquanto a relação entre os grupos 1 e 3, e 2 e 4 obteve uma força de associação pequena, mas definida. Apesar de haver relação entre os grupos, não foram encontrados no arcabouço teórico estudos que também fizessem este tipo de análise para comparação com a teoria. Entretanto, a falta de relação entre os grupos 1 e 4 pode ser justificada pela diferença de médias encontrada neste estudo, tendo o grupo 1 apresentado a maior média (9,774) e o grupo 4 a menor (4,563). Desta forma, estes resultados vão ao encontro dos achados de Guelfi et al. (2018).
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O artigo teve como objetivo analisar essas características do professor ideal na percepção da população selecionada de uma universidade comunitária do estado de Santa Catarina. Em relação aos achados, os alunos consideraram no grupo 1 – que trata do conhecimento e domínio do conteúdo – que o docente deve ter conhecimento da teoria do assunto que está lecionando e ter domínio do conteúdo que está ensinando como os principais atributos. Provavelmente foram atribuídas como características mais relevantes porque, se o professor não tiver um alto conhecimento do que está ministrando, certamente será uma aula bem confusa aos seus discentes.
Já no segundo grupo – que diz respeito à clareza nas explicações, didática e preparo de conteúdo –, obtiveram as maiores médias ser claro nas explicações e ter capacidade de explicar (didática). Neste contexto, acredita-se que estes resultados podem ter acontecido porque estas duas características são indispensáveis no que se diz a respeito de ministrar uma aula, pois se o docente não é claro nas suas explicações e não possui uma boa capacidade de explicar, provavelmente não terá êxito no seu objetivo, que é ensinar.
No grupo 3 – que trata do relacionamento entre os acadêmicos e os docentes e a tecnologia no Ensino Superior – os resultados obtidos indicam que as características mais relevantes são ser respeitoso com os acadêmicos e ser dedicado à profissão. Tais resultados são importantes para a definição do docente ideal, porque se o professor possui respeito com os alunos da mesma forma que os discentes possuem, e se for dedicado ao ensinar, provavelmente as aulas serão de qualidade.
Já no último grupo – que trata dos atributos pessoais dos docentes –, ter letra legível ao escrever no quadro e nas correções e ter tom de voz agradável foram as características que os alunos determinaram como relevantes. Talvez estes resultados tenham acontecido pelo fato de que, se docente possuir uma voz agradável, pode tornar a aula mais prazerosa, além de possuir letra legível, que pode facilitar no entendimento dos discentes.
Em relação aos resultados da correlação, com exceção do grupo 1 com o grupo 4, os demais grupos apresentaram grau de relação, embora com diferentes forças de associação, como o grupo 2 com o grupo 3, que exibiram a maior força de associação, seguido do grupo 3 com o grupo 4. Isto significa que as características do professor ideal estão ligadas, se complementando no melhor conceito de professor ideal.
Desta forma, pode-se concluir que os atributos escolhidos como mais importantes pelos discentes estão totalmente ligados a ter um desempenho maior a respeito do ensino, ignorando atributos pessoais, pois, segundo os resultados, estas características não trarão maior conhecimento aos acadêmicos. Sendo assim, esta pesquisa pode contribuir com a coordenação de curso, dando suporte para melhor administrar o seu pessoal (docentes), criando critérios claros nas seleções dos professores, uma vez que podem vir a conhecer o que os alunos esperam do docente ideal, assim buscando identificar tais características.
Com esta pesquisa, foi possível demonstrar aos docentes quais características mais qualificam um professor ideal; desta forma, cabe ao docente observar e analisar quais irão se encaixar melhor no seu perfil e aplicá-las no dia a dia. O principal limitador desta pesquisa foi não encontrar outros estudos relacionados que utilizassem a correlação para comparação entre os grupos de características do professor ideal e, assim, ser possível vincular a teoria com a prática na análise dos resultados. Além disto, este estudo não pode ser generalizado, visto que a amostra corresponde a somente um curso de Ciências Contábeis da universidade em análise.
Como sugestões para novas pesquisas, recomenda-se que o estudo seja replicado em outros campi desta universidade ou em outras IES, assim como aplicado a alunos de outros cursos da área de gestão, para realizar uma comparação e verificar nos critérios de seleção dos docentes se estes contemplam algumas das características estudadas. Recomenda-se também verificar se a percepção do docente ideal se modifica em relação a cada período que está sendo cursado. Por fim, propõe-se uma pesquisa qualitativa para identificar novas características que não foram consideradas neste estudo.
REFERÊNCIAS
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Informação adicional
Artigo premiado no: 9º Congresso UFSC de Controladoria e Finanças, 16 e 17 de setembro de 2019, em Florianópolis/SC.