Artigo original
Recepção: 09 Janeiro 2017
Aprovação: 13 Julho 2017
DOI: https://doi.org/10.5380/ce.v22i3.50115
RESUMO: Objetivou-se identificar concentrações de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos provenientes da fumaça do eletrocautério nas salas operatórias, correlacionando estas concentrações com o tempo de uso do eletrocautério e cirúrgico. Trata-se de um estudo de campo, transversal e quantitativo, realizado em 50 atos cirúrgicos do aparelho digestivo, entre abril e julho de 2015, em hospital universitário no estado do Paraná. Foram coletados hidrocarbonetos por meio de uma bomba de sucção e determinados por cromatografia liquida. Estes compostos foram encontrados com média de 0,0058 mg.m-3 e mediana de 0,0049 mg.m-3. O tempo médio cirúrgico e de uso do eletrocautério foram de 136 minutos e 220,5 segundos, respectivamente. O teste de correlação de Spearman foi de -0,512 entre as variáveis concentrações e tempo cirúrgico e de -0,183 entre as concentrações e tempo de uso do eletrocautério. Conclui-se que existem hidrocarbonetos e há baixa correlação entre a produção destes compostos e tempo de uso do eletrocautério.
Palavras chave: Exposição ocupacional, Poluentes ocupacionais do ar, Eletrocirurgia, Equipamentos de segurança.
RESUMEN: Se objetivó identificar concentraciones de hidrocarburos policíclicos aromáticos derivados del humo del electrocauterio en quirófanos, correlacionando las concentraciones con el tiempo de uso del electrocauterio y quirúrgico. Estudio de campo, transversal, cuantitativo, realizado en 50 actos quirúrgicos del aparato digestivo, entre abril y julio de 2015, en hospital universitario del estado de Paraná. Fueron recolectados hidrocarburos mediante una bomba de succión, y determinados por cromatografía líquida. Los compuestos fueron encontrados con promedio de 0,0058 mg.m3 y mediana de 0,0049 mg.m3. El tiempo promedio quirúrgico y de uso del electrocauterio fue de 136 minutos y 220,5 segundos respectivamente. El test de correlación de Spearman fue de -0,512 entre variables concentraciones y tiempo quirúrgico, y de -0,183 entre las concentraciones y tiempo de uso del electrocauterio. Se concluye en que existen hidrocarburos y hay baja correlación entre la producción de tales compuestos y tiempo de uso del electrocauterio.
Palabras clave: Exposición Profesional, Contaminantes Ocupacionales del Aire, Electrocirugía, Equipos de Seguridad.
INTRODUÇÃO
O centro cirúrgico (CC) pode ser considerado como um setor peculiar em relação a outros setores da instituição hospitalar, por se tratar de um ambiente propenso a diversos riscos ocupacionais para os trabalhadores de saúde. Dentre os riscos presentes no CC, tem-se o risco químico caracterizado pela fumaça cirúrgica gerada pelo uso do eletrocautério.
O eletrocautério utiliza-se de corrente elétrica para o rompimento e hemostasia dos tecidos em diversas especialidades cirúrgicas. Dentre suas vantagens, tem-se a redução do tempo cirúrgico(1).
Entretanto, entre as desvantagens, o uso do referido aparelho produz fumaça cirúrgica gerada pelo aquecimento do tecido e pela vaporização dos componentes celulares, ocasionando odor fétido para a equipe e diminuindo a visibilidade das cirurgias videolaparoscópicas(2-4).
Essa fumaça cirúrgica é formada por vapor de água e compostos químicos(5-6), incluindo os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA) e os óxidos de carbono(5,7-8). Também podem existir microorganismos na fumaça como o Mycobacterium tuberculosis e o vírus da imunodeficiência humana (HIV) ocasionado risco de infecção ainda não mensurado(6,9). As referidas substâncias químicas podem ocasionar desde efeitos no sistema respiratório como ardor faríngeo e congestão nasal até câncer ao organismo humano(1,10).
Dentre os compostos mencionados chama-se atenção para os HPA, os quais são compostos orgânicos formados por anéis aromáticos, carbono e hidrogênio(11), com efeitos na pele, fígado e sistema imunológico, além de serem carcinogênicos(10).
Agência americana afirmou que não há estudos disponíveis sobre os efeitos dos HPA no organismo humano baseados em níveis de concentrações específicos(12), enfatizando a importância da realização de estudos que façam correlação entre as concentrações de HPA e os efeitos dessas concentrações no organismo humano.
O referido composto foi encontrado na fumaça do eletrocautério em estudos internacionais(5,13-15), entretanto ainda são escassos estudos, principalmente nacionais, que abordam a presença dos compostos químicos na fumaça cirúrgica(16), além daqueles que correlacionem o tempo de uso do eletrocautério e o tempo cirúrgico.
Assim, estudos afirmam que, quando se faz uso do eletrocautério, as medidas de proteção são essenciais para minimização dos riscos ocupacionais e proteção da equipe intraoperatória, exposta diariamente à fumaça cirúrgica. Precisam ser utilizados nos CC sistemas de exaustão local de fumaça próximos à emissão da mesma(17), sistemas de ventilação eficientes(18), além de equipamentos de proteção individual para a equipe intraoperatória, como a máscara respiratória N-95(17,19) e óculos de proteção(18).
Entretanto, são escassas as legislações e recomendações internacionais de saúde ocupacional que regulamentem o uso de medidas de proteção nos atos cirúrgicos frente ao uso do eletrocautério no CC, como da National Institute for Occupational Safety and Health, Association of Perioperative Registered Nurses e da Nova Gales do Sul (Austrália)(17-19), não sendo claras sobre o uso dessas medidas em relação ao tipo de cirurgia (aberta ou videolaparoscópica), especialidade cirúrgica, tempo cirúrgico e tempo de uso do eletrocautério. Além de que essas legislações/recomendações internacionais não legislam sobre o Brasil.
Ao analisarmos o descrito acima, frente às metas da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, uma delas é proteger os trabalhadores e promover ambientes de trabalho seguros e protegidos para todos os trabalhadores(20). Esta meta e a escassez de estudos que façam a correlação entre os HPA, tempo cirúrgico e tempo de uso do eletrocautério, objetivou, neste estudo, responder aos seguintes questionamentos: Existem HPA no ar das salas operatórias? As concentrações dos HPA aumentam proporcionalmente ao uso do eletrocautério e ao tempo cirúrgico?
Diante do exposto, buscou-se identificar as concentrações de HPA provenientes da fumaça do eletrocautério nas salas operatórias e correlacionar as concentrações destes compostos com o tempo de uso do eletrocautério e o tempo cirúrgico.
MÉTODO
Pesquisa de campo, exploratória, transversal com abordagem quantitativa, desenvolvida em um CC de um hospital universitário de grande porte localizado no estado do Paraná, Brasil. O referido CC conta com sete salas operatórias nas quais são realizadas em média 700 cirurgias eletivas, de urgência e de emergência por mês em diversas especialidades, é formado por 262 trabalhadores de saúde e pós-graduandos lato sensu.
Para esta pesquisa foram escolhidas as cirurgias do aparelho digestivo, pois estas acontecem diariamente, em média duas cirurgias, fazendo uso do eletrocautério. Esta especialidade cirúrgica realiza em média 30 cirurgias por mês.
Os critérios de inclusão foram: cirurgias do aparelho digestivo eletivas ou de urgência com uso do eletrocautério durante o ato cirúrgico. Assim, a amostra intencional deste estudo contou com 50 cirurgias. O critério de exclusão foi cirurgia de emergência, devido à limitação em montar os aparelhos em tempo hábil, para o início da cirurgia e da coleta de dados.
O período de coleta ocorreu de abril a julho de 2015, nos turnos matutino, vespertino e noturno, sendo utilizado um formulário para a coleta de dados contendo as seguintes variáveis: caracterização da cirurgia e do uso do eletrocautério.
Uma bomba de sucção a vácuo da marca ASF Thomas® e do modelo D-82178 Puchhe im foi utilizada para coletar os HPA do ar das salas operatórias. Na referida bomba, por meio de um prolongamento de plástico, foram conectadas a cada ato cirúrgico seringas de cinco mililitros que continham uma resina da marca comercial Amberlite® XAD4 para a impregnação dos HPA, um filtro para a passagem dos HPA apenas na forma gasosa e uma espuma de polipropileno para fixação da resina XAD4 no cartucho.
A referida bomba esteve localizada na altura da área respiratória dos trabalhadores, especificamente a sete centímetros do campo operatório, permanecendo ligada sob a vazão de 120 litros por hora a cada ato cirúrgico. Os tempos cirúrgicos e uso do eletrocautério foram cronometrados por um cronômetro manual e digital.
Após a coleta, os cartuchos foram desconectados da bomba de sucção, guardados de forma apropriada e acondicionados, sob refrigeração, no laboratório de análise dos componentes do ar de uma universidade pública do Paraná. Posteriormente, foram realizadas as extrações das concentrações dos HPA da resina XAD4 e suas concentrações foram determinadas por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência no referido laboratório.
Os resultados obtidos foram digitados na planilha Excel® 2010 e analisados quantitativamente pelo software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 20.0. A análise foi realizada de forma descritiva e analítica. Na descritiva, foram utilizadas medidas de tendência central e dispersão (média, desvio padrão, mediana, mínimo e máximo). Tratando-se da análise analítica, foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk e o coeficiente de correlação de Spearman. Adotou-se nível de significância de p < 0,05.
Em todas as fases desta pesquisa foram respeitados os aspectos éticos, sendo aprovado em setembro de 2014 pelo Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos da instituição do estudo, conforme parecer n.º 785.868.
RESULTADOS
A partir das 50 amostras analisadas, 17 (34%) foram colecistectomias, sendo 27 (54%) cirurgias abertas e 23 (46%) videolaparoscópicas. Nestas cirurgias estavam presentes 62 trabalhadores de saúde, sendo 25 (40,3%) do sexo feminino e 37 (59,7%) do masculino. Destes, 11 (17,7%) eram técnicos em enfermagem, seis (9,7%) auxiliares em enfermagem, quatro (6,5%) residentes em enfermagem perioperatória, seis (9,7%) anestesiologistas, 11 (17,7%) residentes em anestesiologia, nove (14,5%) cirurgiões geral e 15 (24,2%) residentes em cirurgia geral.
Os HPA foram encontrados em 100% das amostras, em todas as salas operatórias, cuja concentração média foi de 0,0058 mg.m-3 com desvio padrão de ± 0,0049 mg.m-3.
A Figura 1 mostra o histograma da frequência das concentrações dos HPA e suas concentrações.

A média do tempo total cirúrgico foi de 136 minutos com desvio padrão de ± 84 minutos. Tratando-se do uso do eletrocautério, a média foi de 220,5 segundos com desvio padrão de ± 226,4 segundos.
Na Tabela 1, apresentam-se as estatísticas descritivas das concentrações dos HPA, tempo total cirúrgico e tempo de uso do eletrocautério.

Constatou-se, por meio do teste de Spearman, que existe associação negativa entre os HPA e o tempo cirúrgico (- 0,512) e entre os HPA e o tempo de uso do eletrocautério (- 0,183).
DISCUSSÃO
A presença de concentrações dos HPA, constatada neste estudo, no ar das salas operatórias torna-se preocupante, visto que a equipe intraoperatória está exposta constantemente ao risco químico relacionado à fumaça do eletrocautério. Diversas categorias profissionais estão expostas à referida fumaça, sendo que nos Estados Unidos da América, aproximadamente 500.000 trabalhadores estão expostos por ano, incluindo cirurgiões, enfermeiros e instrumentadores cirúrgicos(21).
A fumaça do eletrocautério e seu efeito na saúde humana têm sido o foco dos estudos. Atualmente, estudos têm sido publicados abordando não somente as consequências da queimadura da fumaça para o trabalhador e o risco de explosões nas salas operatórias(22), mas também estudos que buscam mensurar os compostos da fumaça e os efeitos no organismo humano(5,7,13). Entretanto, estes estudos ainda não são conclusivos, mas há forte evidência científica dos malefícios para o ser humano, incluindo a toxicidade na mucosa respiratória(1,23).
A equipe intraoperatória é uma categoria que está exposta a pequena quantidade de fumaça, porém por um tempo prolongado(1). Assim, estes trabalhadores estão expostos constantemente aos HPA encontrados no presente estudo.
As concentrações dos HPA aumentam aproximadamente em 40 a 100 vezes no ar das salas operatórias após o uso do eletrocautério(7). Dessa forma, HPA prévios podem existir nas salas, mas seu aumento evidenciado no referido estudo confirma que os HPA são gerados pelo uso do eletrocautério.
Agência internacional de pesquisa sobre o câncer afirma que o HPA benzo(a)pireno é carcinógeno humano, entretanto a maioria dos hidrocarbonetos ainda são prováveis carcinógenos humanos, pois a evidência cancerígena em humanos ainda é limitada, sendo confirmada apenas em animais experimentais(11). Estudo afirmou que existe risco de câncer para os cirurgiões frente aos HPA gerados pela fumaça cirúrgica, e esse risco correspondeu a 0,1%(7).
Assim como neste estudo, HPA foram encontrados em estudos transversais realizados em diversos países como na Alemanha, Suécia, Reino Unido e na Suíça, incluindo cirurgias abertas e videolaparoscópicas(5,13-15).
Neste estudo maiores valores de HPA se concentraram no começo da cirurgia, conforme apresentada a figura 1. Os valores médios das concentrações de HPA, em 0,0058 com desvio padrão de 0,0049 mg.m-3, foram maiores que a de outro estudo realizado na China que identificou valores médios de 0,0014 com desvio padrão de 0,0005 mg.m-3 e média de 0,0010 e desvio padrão de 0,0006 mg.m-3, cuja coleta foi realizada próxima ao cirurgião e próxima ao anestesista(7).
O tempo médio cirúrgico deste estudo, 136 minutos, assemelhou-se a outro estudo realizado com 15 laparotomias as quais apresentaram média de 143,3 minutos para o tempo cirúrgico(24), entretanto a mediana, 113 minutos, diferenciou-se de outro estudo que foi de 614 minutos nas cirurgias de peritonectomia(14).
Neste estudo a média do tempo de uso do eletrocautério, 220,5 segundos, foi menor que a de outros estudos realizados em mastectomias que identificaram 1.986 e 1.650 segundos(7,25). A mediana, 138,5 segundos, também foi menor, pois estudo internacional identificou 4.110 segundos(8).
Um estudo mostrou que há correlação entre a quantidade de HPA produzidos e o sangramento do tecido(14). Neste estudo, o teste de Spearman mostrou que há correlação média e negativa entre as concentrações dos HPA detectadas e o tempo de cirurgia (-0,512). Também há correlação baixa e negativa entre estas concentrações e o tempo de uso do eletrocautério (-0,183). Assim, estas variáveis são inversamente proporcionais, pois com o decorrer da cirurgia e do uso do eletrocautério, há diminuição dos HPA presentes no local da coleta, que foi a sete centímetros da abertura do campo operatório.
Supõe-se assim que, à medida que a cirurgia se desenvolve, os HPA de dissipam pela sala, sendo um risco não apenas para a equipe cirúrgica, próxima ao campo operatório, mas também para o circulante de sala ou outro trabalhador que está afastado do campo operatório.
Frente a esta constatação, é necessário o uso de equipamentos de proteção individual por todos os trabalhadores da equipe intraoperatória. Entre eles está o uso da máscara N95, N99 ou N100 as quais oferecem eficácia entre 95% e 99,9%(17-18,26-27).
As máscaras cirúrgicas, utilizadas atualmente nas salas operatórias(28), não são adequadas, visto que não protegem corretamente os trabalhadores frente à presença de poluentes químicos gerados pela fumaça(29). Aliado ao uso das máscaras respiratórias, faz-se necessário o uso dos óculos de proteção para proteção da mucosa ocular(18).
A fumaça cirúrgica precisa ser removida por sistemas de evacuação portátil que a recolhem e a encaminham para ser filtrada, tanto nos procedimentos abertos como nos videolaparoscópicos. Entre eles estão a caneta eletrocirúrgica monopolar com tubo de evacuação acoplado e o evacuador de fumaça portátil(30).
Apesar da importância das medidas preventivas mencionadas, autor afirma que há atitude de desprezo frente aos riscos da inalação da fumaça cirúrgica(30). Esta prática pode estar relacionada à falta de conhecimento pelo trabalhador ou à falta de políticas educativas que incentivem a prevenção.
Diante do exposto, é primordial que os trabalhadores da equipe intraoperatória utilizem as medidas preventivas mencionadas em todos os atos cirúrgicos, pois há correlação baixa entre o tempo cirúrgico e o tempo de uso do eletrocautério com relação aos HPA, constituindo em risco químico para os referidos trabalhadores.
Como limitações deste estudo, menciona-se o tipo do estudo, exploratório, não sendo possível sua aplicação a outros campos de estudo. Outra limitação foi a coleta dos HPA ter sido realizada apenas próximo ao campo operatório, insuficiente para mensurar o risco para o circulante de sala, que fica mais afastado do campo cirúrgico.
Os resultados deste estudo colaboram para avanços na área de Saúde Pública, Saúde do Trabalhador e para o Centro Cirúrgico, visto que alerta a comunidade científica frente aos riscos provenientes da fumaça do eletrocautério e possibilita que programas de prevenção e legislações sejam implementados a fim de evitar o adoecimento do trabalhador.
CONCLUSÃO
Os resultados desta pesquisa comprovam que existem HPA presentes no ar das salas operatórias, proveniente do uso da fumaça do eletrocautério, tanto nas cirurgias abertas como nas videolaparoscópicas, sendo que as maiores concentrações se concentraram no início das cirurgias.
Há correlação média e baixa inversamente proporcional entre os HPA e os tempos cirúrgicos e os tempos de uso do eletrocautério, ou seja, os HPA não aumentam proporcionalmente frente ao uso do eletrocautério e ao tempo cirúrgico. Assim, há evidência que os HPA se dissipam pelo ar das salas operatórias.
O uso de equipamentos de proteção individual como as máscaras respiratórias, óculos de proteção e os evacuadores portáteis são fortes aliados no combate à inalação da fumaça cirúrgica e propiciadores de ambiente ocupacional seguro para todos os trabalhadores da equipe intraoperatória.
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Autor notes
Autor Correspondente: Caroline Vieira Claudio Okubo. Hospital do Coração de Londrina. R. Raposo Tavares, 442 - 86010-580 - Londrina, PR, Brasil. E-mail: caroline.vieirac@gmail.com