Artigos Originais
“Nós ficamos sem chão”: A perda de um filho por câncer
“We felt lost”: the loss of a child with cancer
“Nos quedamos sin Norte”: la pérdida de un hijo por cáncer
“Nós ficamos sem chão”: A perda de um filho por câncer
Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, vol. 7, núm. 4, pp. 424-430, 2019
Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Recepção: 25 Janeiro 2019
Aprovação: 09 Junho 2019
Resumo: O objetivo desta pesquisa foi compreender a experiência de uma família que vivenciou o luto pela perda de um filho por câncer. A pesquisa teve caráter qualitativo, exploratório e corte transversal, ocorreu no segundo semestre de 2016. Os participantes foram acessados por critério de conveniência. Participaram desta pesquisa, um casal que teve duas filhas, sendo uma falecida em decorrência de câncer. O instrumento utilizado foi uma entrevista semiestruturada. Para análise de dados utilizou-se a técnica de estudo de caso único, considerando as singularidades do caso. Os resultados da pesquisa evidenciaram a dificuldade do casal em abordar o tema da perda da filha, necessitando recorrer à religião e grupos de apoio que possibilitaram a reestruturação familiar. A perda gerou impacto na homeostase familiar, mas possibilitou o fortalecimento do relacionamento entre o casal. A chegada da filha mais nova na família refletiu sentimentos de esperança, ressignificando as expectativas da família.
Palavras-chave: Luto, Morte, Família, Luto, Morte, Família.
Abstract: This research aimed to understand the experience of a family who faced the bereavement after the death of a child to cancer. It was a cross-sectional, qualitative, exploratory research, during the second half of 2016. Participants were assessed using convenience sampling. Participants in this research were, a couple who had two daughters, with one died because of cancer. The instrument used was a semi-structured interview. For data analysis, it was used the single case study, considering the peculiarities of the case. The survey results showed the difficulty of the couple in addressing the issue of their child loss, requiring assistance to religion and support groups that made possible the family restructuring. The loss generated impact on family homeostasis, but enabled the strengthening of the relationship between the couple. The arrival of the youngest child in the family reflected feelings of hope, giving new meaning to the family's expectations.
Keywords: Bereavement, Death, Family, Bereavement, Death, Family.
Resumen: El objetivo de esta investigación fue comprender la experiencia de una familia que vivenció el luto por la pérdida de un hijo por cáncer. La investigación tiene carácter cualitativo, exploratorio y corte transversal, ocurrió en el segundo semestre de 2016. Os participantes fueron elegidos por criterio de conveniencia. Participaron de esta investigación, una pareja que tuvo dos hijas, siendo una fallecida en consecuencia de cáncer. El instrumento utilizado fue una entrevista semiestructurada. Para análisis de datos se utilizó la técnica de estudio de caso único, considerando las singularidades del caso. Los resultados de la investigación evidenciaron la dificultad de la pareja en abordar el tema de la pérdida de la hija, necesitando recurrir a la religión y grupo de apoyo que posibilitaron a reestructuración familiar. La pérdida generó impacto en la homeostasia familiar, más posibilitó el fortalecimiento del relacionamiento entre la pareja. La llegada de la hija más nueva en la familia refletó sentimientos de esperanza, resignificando las expectativas de la familia.
Palabras clave: Aflicción, Muerte, Familia, Aflicción, Muerte, Familia.
INTRODUÇÃO
O câncer infantil é compreendido como uma doença na qual ocorre a proliferação descontrolada de células anormais, incidindo sobre qualquer parte do organismo, sendo a causa de morte de 7% das crianças entre um e dezenove anos de idade no Brasil1. Equivalente a 78% dos casos de leucemias em crianças, um dos tipos de câncer mais frequentes na faixa etária de zero a 14 anos é a leucemia linfoblástica aguda (LLA)2, sendo que o tratamento deste tipo de câncer a partir do diagnóstico tem mostrado progressões nas últimas décadas3.
O momento anterior a recepção do diagnóstico de câncer é compreendido como uma etapa pré-diagnóstica, e resulta em um processo de luto antecipatório que acompanha a família até o resultado final dos exames e plano de tratamento4. Frequentemente alterações no comportamento dos filhos, assim como sinais e sintomas são percebidos pelos pais, colocando-os em estado de alerta5.
A recepção do diagnóstico de câncer na família, principalmente quando trata-se de um câncer infantil, torna-se um momento de muita aflição para a criança ou adolescente e para a família. Passado esse momento, a família volta-se para as condições do tratamento e estado atual da doença6.
A partir do diagnóstico do câncer, ocorrem grandes alterações na família que afetam não só os membros, mas todos que participam do seu círculo de relações. Quando em contato com uma quantidade exacerbada de informações técnicas, os pais tendem a se sentir oprimidos e convocados a enfrentarem seus medos para tomar decisões quanto as etapas pós-diagnóstico5. Nesse sentido, o processo de tratamento do câncer infanto-juvenil torna-se um grande desafio para a família e profissionais envolvidos7.
Em relação ao sistema familiar, sua funcionalidade se baseia em regras e respostas que possibilitam uma dinâmica harmoniosa. Famílias estão em constantes mudanças e interações, podendo, em algum momento, tornarem-se disfuncionais8. Quando é descoberto um caso de câncer infantil, a ordem natural se inverte e repercute no sistema familiar, tornando a experiência dolorosa para os integrantes da família9.
Na fase de acompanhamento do indivíduo com a doença, o adoecimento acarreta mudanças para a unidade familiar, e as intervenções realizadas costumam dar maior enfoque à criança ou cuidador10, podendo deixar em desamparo outros integrantes. Além disso, existe a necessidade de reestruturação das atividades familiares junto a mudanças relacionados aos aspectos financeiros e sociais11.
Ao longo do processo, a conjugalidade do casal é afetada, de forma que ambos podem deixar de expressar suas emoções e se relacionar mais intimamente, em função da criança hospitalizada. Da mesma forma, mudanças significativas na comunicação e no funcionamento da família ocasionados pelo câncer podem interferir na resolução saudável de problemas12.
Diante do estigma do câncer e da revelação do diagnóstico, o núcleo familiar pode passar por crises e instabilidades, associando a situação com a possibilidade de morte e o sofrimento com a perda de um filho12.
A angústia acometida não se relaciona somente à perda em si, mas com o processo de elaboração do luto, pois faz com que a família se sinta impotente em relação ao ente que partiu, apresentando, muitas vezes dificuldades nessa elaboração. Nesse sentido, o modo como os pais vão lidar com a doença do filho é determinado, em parte, por suas experiências pessoais e a disponibilidade de recursos na comunidade para lidar com eventos estressantes13.
O luto vivenciado pelos pais frente à perda de um filho pode ser um evento traumático e, em muitos casos, julgado como uma das perdas mais dolorosas e de difícil enfrentamento., considerado um processo lento e desgastante, que acarreta, diversas vezes, angústias e sofrimento para o resto da vida. A dor da perda se caracteriza por uma crise que demanda uma reorganização dos indivíduos que estão relacionados a ela14, sendo a experiência do enlutamento dependente do sistema familiar, antes, durante e depois da perda. Dessa forma, quando a família apresenta um bom funcionamento, o processo de adaptação ao luto pode se tornar menos doloroso.
Frente a isso, acredita-se que o luto ocasionado pela perda de um filho ainda é um tema complexo, pouco investigado e que merece maior investimento científico, já que muitas famílias vivenciam essa realidade. Portanto, o objetivo desta pesquisa foi compreender a experiência de uma família que vivenciou o luto pela perda de um filho por câncer.
MÉTODO
Este é um estudo qualitativo e exploratório15 e utilizou-se da técnica de estudo de caso único para análise dos dados16. O estudo de caso permite a preservação das características do acontecimento do caso em seu contexto, sendo uma análise singular e sem generalizações16.
Fizeram parte desta pesquisa, um casal que teve uma filha que morreu em decorrência do câncer. Utilizou-se entrevista semiestruturada para abordar as vivências familiares, percepção sobre a perda e elaboração do luto após a perda de um/a filho/a por câncer.
Os participantes foram contatados por conveniência17, sendo apresentado o roteiro da entrevista e posteriormente assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Após o aceite, a entrevista foi realizada e gravada na residência do casal e teve duração aproximada de uma hora e meia. A coleta dos dados ocorreu durante o segundo semestre do ano de 2016.
Os dados foram analisados com base nas premissas estabelecidas pelo estudo de caso conforme proposto por Yin16. As entrevistas foram transcritas e analisadas com foco nas evidências, com interpretações e nos aspectos mais significativos.
O projeto de pesquisa foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade Meridional e aprovado sob número 1.663.826, e seguiu as recomendações éticas para a realização de estudos com seres humanos, de acordo com as orientações da Resolução 466/2016 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Os participantes assinaram, o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e foi apontada a possibilidade de desistir da entrevista a qualquer momento sem nenhum prejuízo. Os dados dos participantes foram preservados e ficarão em poder da pesquisadora pelo período mínimo de cinco anos.
RESULTADOS
João de 45 anos e Marta de 39 anos (nomes fictícios), ambos trabalhadores de uma indústria no norte do estado do Rio Grande do Sul com tempo de serviço entre 20 e 23 anos. João e Marta tiveram duas filhas, Bruna (15 anos – nome fictício) que faleceu em decorrência de câncer há sete anos, e Paula com sete anos de idade no momento da pesquisa.
João e Marta começaram a namorar muito cedo e, tinham um relacionamento tranquilo. No momento da entrevista eles estavam casados há 23 anos. Marta engravidou com 16 anos de sua primeira filha, que não foi planejada, mas entenderam o fato como um presente de Deus. Bruna trouxe alegrias para a família, gostava de sair junto e divertiam-se. Antes da perda da filha primogênita viviam de maneira tranquila e em harmonia, a mãe relata que:
Nossa vida era boa, bem tranquila, nós saímos para jogos, em balneários, nos dávamos muito bem, tanto comigo quanto com o João (Pai) ela era um amor.
A família relatou que passaram por momentos de muito sofrimento ao descobrir o diagnóstico da filha e foram pegos de surpresa:
Ela estava bem, no dia 05/01/2009 ela começou a ficar doente, ela ficava ruim, dizia que se sentia mal, daí levamos ela no médico, chegamos lá ela tomou medicação e o médico pediu exames, mas esses exames demoraram muito e nós voltamos para casa, eu nunca pensei nesse diagnóstico.
Os pais e a Bruna descobriram o diagnóstico, o fato ¨tirou o chão¨ da família toda, conforme relata a mãe:
Nossa, foi a mesma coisa que ficar sem chão, foi horrível, parecia que tinha um buraco ao nosso redor, eu não queria acreditar, foi horrível. O período de tratamento não foi longo, mas para os familiares e principalmente para Bruna foi um processo de muita dor e sofrimento: ela dizia que preferia a morte do que ter que cortar o cabelo, ela não queria fazer as quimioterapias.
Os familiares foram fundamentais para o casal desde o momento da descoberta do câncer até o momento da perda, como refere o pai:
Todo mundo sofreu muito, foi horrível, mas nos deram muita força, foi a nossa família e amigos que nos fizeram continuar.
Bruna tinha 15 anos quando faleceu de leucemia, entre descobrir o diagnóstico e realizar o tratamento passou-se um mês, o que ocasionou surpresa em toda a família, gerando, segundo os pais, muitas alterações na dinâmica da família:
Mudou muita coisa, parece que eu e o João ficamos mais unidos, parece que a gente quer ficar mais junto, parece que antes não era assim.
A família teve dificuldades no começo para superar a perda. O processo de luto foi muito complicado e doloroso devido ao modelo familiar que vivenciavam, pois são estritamente reservados e não tem o costume de discutir o assunto ou comentar com qualquer familiar sobre o que estava acontecendo (na entrevista, o casal não falava muito, e o pai era ainda mais reservado):
O luto foi muito complicado porque a nossa família é bem reservada, e quando ela faleceu e agora nós aqui em casa, a minha mãe meu pai, os pais do João, ninguém fala nada, até hoje a gente não fala, porque vira só em choro, é primeira vez que estamos falando assim com alguém.
Pela complexidade em aceitar a perda da filha tão repentinamente e por ter essa dificuldade de falar sobre o assunto a família foi procurada por pessoas de um grupo de mães da mesma cidade que também passaram por algum tipo de perda semelhante como a da família:
A Julia (uma mãe do grupo) me explicou que a gente tem que falar e que não é para ficar guardando, mas não adianta nós não conseguimos.
Mesmo tendo essa dificuldade de falar, a família frequentou por algumas vezes o centro espírita indicado por outra mãe do grupo e Marta avalia que teve uma melhora significativa depois dos encontros:
Eu me sentia melhor quando falava com a Julia, ela perdeu um filho com a mesma idade que a Bruna, não de doença, mas de acidente, mas ela me mostrou que eu não sou a única mãe que passou por isso, e isso de alguma maneira me confortou, eu até fui em alguns encontros espirituais, foi bom pra mim, mas depois que descobri que estava grávida, eu comecei a pensar que eu tinha que lutar pela criança que estava vindo, a Paula foi fundamental para nossa melhora.
Após sete anos do falecimento da Bruna, os pais relatam que ainda choram quando falam ou lembram de algo relacionado a filha, mas uma coisa que conforta a família é que antes da Bruna falecer eles puderam proporcionar um sonho dela que era a festa de 15 anos que ela fez no ano anterior, em setembro:
O sonho da Bruna era a festa de 15 anos, mas nós não queríamos fazer por que temos família grande e nós não tinha dinheiro sabe, bom o João prometeu até uma Biz [motocicleta] pra ela e não teve jeito, daí a gente fez, e graças a Deus, porque eu não ia me perdoar, porque o que me conforta também é isso que o que ela mais queria era festa e a gente fez, ela estava tão feliz.
Pôde-se perceber que, mesmo passados alguns anos da perda da filha, o casal ainda encontra muita dificuldade ao falar sobre o assunto. A chegada da filha mais nova, conforme relatado por eles, trouxe forças para seguir em frente.
DISCUSSÃO
Neste estudo, identifica-se a dificuldade do casal para falar sobre a perda da filha. Aponta-se que na entrevista foi a primeira vez que eles abordaram o fato, sendo a mãe mais comunicativa e o pai mais introspectivo frente ao assunto.
Ocorreram diversas pausas ao longo da conversa, pois o casal emocionou-se muitas vezes, podendo-se entender o fato de que sentimentos ligados a perda podem ser revividos quando fala-se dele, assim como elaborado a cada memória18. Da mesma forma, é possível compreender a necessidade de transformar a realidade da família, lidando com a frustração das expectativas em relação ao desenvolvimento da filha19.
A descoberta da doença da filha é apresentada como um momento de muita dificuldade, sendo também apontada como um disparador de sentimentos de medo e insegurança, devido à imersão em uma situação até então desconhecida20. O adoecer com câncer carrega o estigma social da morte, ainda em casos infantis sendo entendido como algo cruel com o futuro, gerando nos pais que presenciam essa experiência sentimento de impotência frente a cura do filho e ao cuidado dedicado a ele11,21.
O casal silenciou-se diante da morte da filha, corroborando a ideia de que o assunto continua a ser um tabu na família e na sociedade22. Essa perda deixa de seguir a ordem dita “natural”, podendo ter efeitos que desestabilizam os papéis familiares, visto que se entende essa experiência como traumática e que pode repercutir tanto na parentalidade quanto na conjugalidade23.
A perda faz parte do ciclo da vida, quando se perde alguém que já está enfermo há tempo ou trata-se de uma pessoa com idade avançada, a dor costuma ser assimilada mais rapidamente24. No entanto, quando esse ciclo é interrompido precocemente, tirando uma pessoa jovem ou cuja doença se instala e leva a óbito em pouco tempo, marcas mais profundas são deixadas. Em um núcleo familiar que passa pela perda de um ente querido, sentimentos como tristeza, impotência e angústia são comuns, enunciando rupturas no cotidiano da família25.
A morte de um filho pode ser entendida como um estressor vertical que representa a quebra da homeostase familiar. O ciclo vital familiar possui variações ao longo do tempo e das crises que se instalam nele, sendo necessária reorganização familiar para enfrentar as dificuldades14. Frente a este contexto percebe-se que a perda da filha aproximou o casal, que buscou apoio principalmente em sua relação, assim a conjugalidade pode ser entendida como recurso, de modo que a experiência da perda era compartilhada e dividida26.
A busca por grupos de apoio e pela religião, também aparece como um fator importante para o casal. O centro espírita foi procurado com o intuito de encontrar respostas para assimilar a perda. Através da religião busca-se o suporte necessário para o enfrentamento da batalha contra o câncer, assim como a ressignificação da existência diante da doença27. A prática religiosa pode ser considerada mais um recurso para superar a perda, por ser um ambiente que gera maior conforto e pode promover mais resiliência aos enlutados28.
Outro fator que pode estar relacionado com a forma de enfrentamento da dor é percepção de que a pessoa que morre viveu bem29, como contado pelos pais quando relatam o sonho realizado da filha, tornando o momento como um ponto importante para a vida da menina, assim como conforto para os pais.
A morte é compreendida de forma singular por cada pessoa, em que fatores como características pessoais do enlutado, da pessoa que morre e da relação em que tinham, influenciam a forma de vivenciar o momento de luto29.
Mesmo com poucos dados a respeito da chegada da segunda filha, após o falecimento da primeira, percebe-se que o nascimento refletiu sentimentos de esperança, propiciando novos rumos e perspectivas de vida.
Bastante celebrada, a chegada da primeira filha altera a dinâmica já estabelecida na tríade pai-mãe-primogênito. Já na experiência da segunda gestação, a mãe necessita reorganizar sua identidade no que diz respeito às funções que desempenha na família30. Acredita-se que cada família poderá vivenciar essa experiência de um modo particular, contudo, percebe-se que o sofrimento é inerente a perda.
CONCLUSÃO
Esta pesquisa permitiu explorar a singularidade de uma vivência familiar a partir da morte de um filho por câncer, tendo em vista as particularidades do caso e a importância de compreendê-las em seu contexto.
Considera-se que aprofundar as informações sobre o relacionamento familiar com a chegada da nova filha seria necessário, no futuro, para se compreender a percepção dela sobre o luto dos pais, o que não foi possível fazer na ocasião da pesquisa visto a idade da mesma.
Como limitações do presente estudo, frente aos resultados de um caso específico e singular pontua-se a necessidade de outras perspectivas e olhares sobre o fenômeno. Desta forma, estudos futuros tornam-se necessários, pois percebe-se a relevância da temática do câncer infantil e da relação familiar no contexto da doença.
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