Revisão
Fatores associados ao estresse ocupacional e saúde de trabalhadores em área administrativa pública: revisão integrativa
Factors associated with occupational stress and health of workers in public administrative areas: an integrative review
Factores asociados al estrés laboral y a la salud de los trabajadores del área administrativa pública: revisión integradora
Fatores associados ao estresse ocupacional e saúde de trabalhadores em área administrativa pública: revisão integrativa
Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, vol. 9, núm. 4, pp. 989-1001, 2021
Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Recepción: 25 Agosto 2020
Aprobación: 06 Mayo 2021
Resumo: Esta é uma revisão integrativa realizada em 2020, considerando os períodos de 2009 a 2019, com objetivo de identificar as evidências e produções sobre os fatores associados ao controle do estresse ocupacional em servidores públicos em área administrativa. Elencou-se as bases de dados: LILACS, MEDLINE (via PubMed), PsycINFO e SCIELO, com os descritores: Administrative Personnel, Administrators, Administrator, Government Employees, Employee, Government, Official, Government, Officials, Government, Occupational Stress, Job Stress, Work-related Stress, Workplace Stress, Professional Stress, Job-related Stress, Adaptation, Psychological, Adaptation, Psychologic, Coping Behavior, Behavior, Coping Skills, Coping, Adaptive, Stress Management, Stress Control, em combinações and ou or. De uma busca inicial de 438 artigos foram considerados sete produções. Duas categorias foram construídas: O impacto da gestão do trabalho sobre o estresse ocupacional; e Doenças crônicas e estresse ocupacional. A gestão do trabalho tem um papel importante no controle do estresse ocupacional. Observou-se que trabalhadores com dor crônica ou osteomuscular são mais sensíveis aos efeitos do estresse. Mostra-se necessário, a humanização nas empresas e a necessidade de práticas e estudos de intervenção que visem minimizar as fontes causadoras de estresse.
Palavras-chave: Estresse ocupacional, Empregados do governo, Pessoal administrativo, Administração pública.
Abstract: This is an integrative review carried out in 2020, considering the periods from 2009 to 2019, in order to identify the evidence and productions on factors associated with the control of occupational stress in public servants in the administrative area. The following databases were listed: LILACS, MEDLINE (via PubMed), PsycINFO and SCIELO, with the descriptors: Administrative Personnel, Administrators, Administrator, Government Employees, Employee, Government, Official, Government, Officials, Government, Occupational Stress, Job Stress, Work-related Stress, Workplace Stress, Professional Stress, Job-related Stress, Adaptation, Psychological, Adaptation, Psychologic, Coping Behavior, Behavior, Coping Skills, Coping, Adaptive, Stress Management, Stress Control, combined with “and” or “or”. From an initial search of 438 articles, seven productions were considered. Two categories emerged: The impact of work management on occupational stress; and Chronic diseases and occupational stress. Work management plays an important role in controlling occupational stress. It was observed that workers with chronic or musculoskeletal pain are more sensitive to the effects of stress. Humanization in companies and the need for practices and intervention studies that aim to minimize the sources of stress are shown to be necessary.
Keywords: Occupational stress, Government employees, Administrative personnel, Public administration.
Resumen: Esta es una revisión integradora realizada en 2020, considerando los periodos de 2009 a 2019, con el objetivo de identificar las evidencias y producciones sobre los factores asociados al control del estrés laboral en servidores públicos del área administrativa. Se utilizaron las siguientes bases de datos: LILACS, MEDLINE (vía PubMed), PsycINFO y SCIELO, con los descriptores: Administrative Personnel, Administrators, Administrator, Government Employees, Employee, Government, Official, Government, Officials, Government, Occupational Stress, Job Stress, Work-related Stress, Workplace Stress, Professional Stress, Job-related Stress, Adaptation, Psychological, Adaptation, Psychologic, Coping Behavior, Behavior, Coping Skills, Coping, Adaptive, Stress Management, Stress Control, en combinaciones and u or. De una búsqueda inicial de 438 artículos, se consideraron siete producciones. Se construyeron dos categorías: El impacto de la gestión del trabajo en el estrés laboral; y Enfermedades crónicas y estrés laboral. La gestión del trabajo desempeña un papel importante en el control del estrés laboral. Se ha observado que los trabajadores con dolores crónicos o musculoesqueléticos son más sensibles a los efectos del estrés. La humanización en las empresas y la necesidad de prácticas y estudios de intervención dirigidos a minimizar las fuentes que provocan el estrés se muestran como necesarias.
Palabras clave: Estrés laboral, Empleados de gobierno, Personal administrativo, Administración pública.
INTRODUÇÃO
O trabalho ocupa grande parte do tempo de um indivíduo, e nem sempre é tido como um local prazeroso01. O mundo do trabalho, associado à globalização, à inovação tecnológica, à competição profissional e à manutenção do alto nível de produtividade, fez surgir uma geração de indivíduos psiquicamente adoecidos1-3.
Os trabalhadores vivenciam na atividade laboral questões como resolução de problemas permeados a sobrecarga de atividades, organização e estruturas inadequadas das empresas, o que tem prejudicado na reflexão ou ação sobre a própria saúde e no bem-estar da coletividade. O estresse ocupacional gera desgaste físico e emocional frente às exigências do trabalho04, bem como prejudica o trabalhador no enfrentamento das demandas laborais e contribui para o adoecimento05.
O estresse do ambiente de trabalho é considerado uma doença crônica e recorrente, podendo causar incapacidade laboral e aposentadoria antecipada, além de risco de suicídio. Refere-se a um conjunto de perturbações psicológicas ou sofrimento psíquico pela experiência do trabalho, relacionado à vulnerabilidade orgânica de cada indivíduo e à resposta inadequada a situações de estresse06.
O servidor público exposto ao estresse no trabalho, como no caso da área administrativa enfrenta problemas psicossociais como a sobrecarga de funções, relacionamentos interpessoais negativos, condições precárias de trabalho, que favorecem o sofrimento psíquico07. O estresse ocupacional, proporcionado pela forma de organização do trabalho, sem planejamento de tempo e sem apoio social, associa-se a falta de hábitos alimentares saudáveis e de inatividade física, interferindo na propensão do indivíduo à síndrome metabólica, riscos cardiovasculares, ansiedade, fadiga e burnout, além de dores osteomusculares8-10.
Em cargos administrativos, da administração pública, a exigência por novos padrões de planos gerenciais e a implementação tecnológica têm aumentado o nível de tensão emocional no trabalho do servidor público, o qual precisa se adaptar às novas competências e habilidades. Também, a troca constante de funções e mudanças de departamento tem sido fontes geradoras de estresse nestes profissionais09.
Tem-se observado que os estudos envolvendo a temática de estresse ocupacional estão mais relacionados às causas, prevalência e tratamento2,6,11-12, e não a questões que controlam ou minimizam sua ocorrência. Por isso este trabalho busca a identificação de fatores de controle como ferramenta gerencial. É necessário compreender as relações no ambiente de trabalho e suas repercussões e perceber no mundo do trabalho os sofrimentos, as angústias e o adoecimento, portanto, articular a saúde do trabalhador e saúde mental13.
A identificação de recomendações ou intervenções sobre o controle do estresse ocupacional de servidores públicos em áreas administrativas pode contribuir com o direcionamento de propostas que ajudem a minimizar o estresse do trabalhador, colaborando para a redução de sintomas psicológicos negativos e para a construção de estratégias para o enfrentamento de estressores. Assim, este estudo tem como objetivo identificar as evidências e produções sobre os fatores associados ao controle do estresse ocupacional em servidores públicos em área administrativa.
MÉTODO
Trata-se de uma revisão integrativa que é um método que permite o conhecimento crítico para a prática e também a fundamentação de condutas e tomadas de decisão14. Seguiram-se as etapas propostas para a construção da revisão integrativa14-17: identificação do tema e elaboração da pergunta norteadora da pesquisa; busca dos artigos na literatura científica e estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos (seleção da amostra); coleta de dados (definição das informações a serem extraídas dos artigos selecionados); análise crítica dos estudos incluídos na revisão; análise e interpretação dos resultados e apresentação da revisão.
A coleta de dados foi realizada entre os meses de janeiro e março de 2020. A seleção dos artigos incluídos na revisão foi realizada por dois revisores de forma independente. Foi definido o tema sobre estresse ocupacional entre servidores públicos em área administrativa (cargo administrativo).
Para a pergunta norteadora foi utilizada a estratégia PICO conforme as recomendações do PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses)18-19, que se refere a um acrônimo no idioma inglês que significa “P” paciente ou população, “I” intervenção ou exposição, “C” comparação ou controle e “O” outcome ou desfechos. Neste estudo estão juntos o “CO”, significando o contexto dos desfechos de controle. Desse modo considerou-se como “P” os servidores públicos em área administrativa (cargo administrativo), “I” exposição ao estresse ocupacional, “CO” as evidências do contexto sobre os fatores de controle do estresse ocupacional em servidores públicos. A pergunta de pesquisa foi: “Quais são as evidências na literatura sobre os fatores associados ao controle do estresse ocupacional em servidores públicos em área administrativa?”
Foram incluídos artigos publicados entre os anos de 2009 a 2019 desenvolvidos no âmbito nacional e internacional, disponíveis eletronicamente na íntegra e cujos títulos e resumos se referiram à temática exclusivamente, nos idiomas português, inglês e espanhol, e cuja população fossem servidores públicos. Se excluíram os artigos em duplicata (sendo excluídos os repetidos), editoriais, artigos de opinião e de revisão, cartas, comentários, notas, teses, dissertações e manuais14-15.
Após consulta aos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e do United States National Library of Medicine (MeSH/PubMed), foram selecionados os descritores relacionados ao tema e as palavras-chave correspondentes (sinônimos), e também termos envolvidos com a temática.
Para as estratégias de busca fez-se os cruzamentos utilizando-se os termos selecionados combinando os métodos booleanos OR e AND de acordo com a especificidade de cada base: “P” - Population - “Administrative Personnel” OR “Administrators” OR “Administrator” AND “Government Employees” OR “Employee, Government” OR “Official, Government” OR “Officials, Government”. “I” - Exposure or Intervention - “Occupational Stress” OR “Job Stress” OR “Work-related Stress” OR “Workplace Stress” OR “Professional Stress” OR “Job-related Stress”. “CO” – context evidence - “Adaptation, Psychological” OR “Adaptation, Psychologic OR Coping Behavior OR Behavior, Coping OR Skills, Coping OR Behavior, Adaptive AND “Stress Management” OR “Stress Control”.
As bases de dados selecionadas foram: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) via US National Library of Medicine (PubMed), Psychology Information – PsycINFO (interface com o portal CAPES), e Scientific Electronic Library Online (SCIELO).
Para a extração de informações dos estudos selecionados, seguiu-se os itens propostos por instrumento proposto por Ursi, Mendes e cols14-15 com os seguintes dados: nome do artigo original, características metodológicas, rigor metodológico, intervenções mensuradas e dos resultados.
Os artigos foram avaliados de forma crítica quanto à validação dos estudos a serem utilizados para a revisão, para isto foi utilizado o instrumento padronizado Critical Appraisal Skills Programme (CASP)19, que é um checklist auxiliar na análise crítica dos estudos quantitativos e qualitativos, quanto ao rigor e à credibilidade: objetivo claro; desenho metodológico apropriado aos objetivos; procedimentos metodológicos; seleção adequada da amostra; coleta de dados descrita; relação entre pesquisador e pesquisado; aspectos éticos; análise dos dados fundamentada; resultados apresentados e discutidos e relevância da pesquisa.
Foi também avaliada o tipo e força de evidência dos artigos20. Para classificar a hierarquia das evidências de pesquisas, utilizou-se consenso internacional de categorização da Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ) dos Estados Unidos da América. Assim as evidências são classificadas em seis níveis: nível 1 (revisão sistemática com ou sem metanálise); nível 2 (desenho de estudo de ensaio clínico randomizado); nível 3 (estudo com desenho quase-experimental como estudo sem randomização, séries temporais ou caso-controle); nível 4 (estudo como pesquisa descritiva correlacional e qualitativa ou estudos de caso quantitativos); nível 5 (relatório de casos ou dado obtido de forma sistemática, de qualidade verificável ou dados de avaliação de programas); nível 6 (opinião de especialistas)20.
Por sua vez, quanto a força das evidências são classificadas em cinco níveis: nível 1, evidência forte (revisão sistemática de múltiplos estudos randomizados controlados bem delineados); nível 2, evidência forte (estudo randomizado controlado de delineamento apropriado); nível 3 (evidência de estudos bem delineados sem randomização, coorte, séries temporais ou caso controle); nível 4 (estudos não experimentais, quantitativos, qualitativos); e nível 5 (opiniões de especialistas)20.
Para a análise e posterior síntese dos artigos que atenderam aos critérios de inclusão e para formação de quadro sinóptico, foi utilizado: título do artigo; autores, ano e país; método do estudo; resultados; recomendações/conclusões15. Esta etapa visou reunir e sintetizar as evidências disponíveis, assim como a categorização baseada na análise de conteúdo, na modalidade temática21, além de discussão e conclusão14.
RESULTADOS
Inicialmente, foram identificados 438 artigos. Na base de dados LILACS foram identificados 07 artigos. Ao realizar a leitura dos títulos, selecionou-se 02 artigos e, após leitura dos resumos, nenhum artigo contemplava o objetivo do estudo, sendo excluídos. Na base de dados MEDLINE (via PubMed), foram identificados 400 artigos. Por meio da leitura dos títulos selecionaram-se 121 artigos, porém 30 duplicados e/ou repetidos, após a leitura dos resumos elegeu-se 18 estudos para leitura completa. Foram excluídos 12 artigos por não atenderem aos critérios de inclusão do estudo, sendo 6 artigos selecionados para o estudo.
Na base PsycINFO foram identificados 31 artigos. Após a leitura dos títulos restaram 15 para avaliação dos resumos, sendo selecionados 3 artigos para leitura na íntegra, porém 2 não atenderem aos objetivos do estudo, o que resultou em 1 artigo incluído. Na base de dados SCIELO não foram identificados artigos. Incluiu-se, portanto, 7 artigos nesta revisão integrativa.
Na Figura 1 está representado o diagrama das buscas, como recomendado pelo grupo PRISMA18 referente aos estudos selecionados.
Descrição dos estudos
Foram incluídos sete artigos de diferentes países (Quadro 1), o Brasil teve dois estudos; os demais países uma produção cada. Dos estudos incluídos, quatro tinham desenho transversal, um de estudo experimental, um de estudo quase experimental, um de estudo longitudinal.
Os artigos foram publicados no Brasil: Revista de Saúde Pública e a Revista Latino Americana de Enfermagem, dos demais países: BMJ Open, Int. J. Environ. Res. Public Health, Management Decision, Work, Age and Ageing, Psychology.
O ano de publicação variou de 2012 a 2018 (Quadro 1). Quanto ao tipo e força da evidência de cada desenho, obteve-se: um estudo de nível 2 considerado de evidência forte (estudo randomizado controlado, experimental), um estudo de nível 3 (estudo sem randomização – quase-experimental) e cinco estudos de nível de evidência 4 (estudos transversais e longitudinal).
Pelo instrumento CASP19 os artigos de abordagem quantitativa, ou seja, transversais, receberam nota acima de 6 pontos, que indica boa qualidade metodológica e redução de viés. Apenas um estudo teve nível de evidência forte para a comunidade científica, porém todos com qualidade metodológica. O Quadro 1, traz a caracterização de título da pesquisa, autores, ano, país, método do estudo, resultados e recomendações/conclusões.

| Título | Autores / Ano/ País | Método do estudo | Resultados | Recomendações/ Conclusões |
| 1. Stressful working conditions and poor self-rated health among financial services employees | Silva LS, Barreto SM22. 2012. Brasil. | Um estudo transversal com uma amostra de 2.054 funcionários de um banco do governo. Um questionário autoadministrado foi utilizado cobrindo cinco áreas de interesse: sociodemográfico, comportamental, saúde, psicossociais e fatores relacionados ao trabalho. | A exposição à alta demanda e baixo controle ambiental no trabalho esteve associada à autoavaliação de saúde ruim. Empregados com alto desequilíbrio de esforço-recompensa e comprometimento excessivo também relataram baixa autoavaliação de saúde. | A exposição a fatores psicossociais adversos no trabalho, avaliada pelos modelos desequilíbrio esforço-recompensa e demanda-controle, está associada de forma independente à pior autoavaliação da saúde entre os trabalhadores estudados. |
| 2. The Relationship of Job Satisfaction, Job Stress, Mental Health of Government and Non-Government Employees of Bangladesh | Nahar L, Hossain A, Rahman A, Bairagi A23. 2013. Bangladesh | Estudo transversal. Utilizou o Bengali Version of Job Satisfaction Scale, Job Stress Questionnaire, Mental Health Questionnaire (Gl-IQ-12). | Participaram 50 empregados do governo e 50 empregados não governamentais. Verificou-se que funcionários não governamentais sentem mais estresse no trabalho do que funcionários públicos, principalmente pela segurança do emprego. Os homens mostraram-se mais satisfeitos. | A satisfação no trabalho, o estresse no trabalho e a saúde mental são determinantes importantes da saúde e bem-estar dos funcionários. |
| 3. Efeitos da ginástica laboral compensatória na redução do estresse ocupacional e dor osteomuscular | Freitas-Swerts, FCT; Robazzi, MLCC24. 2014. Brasil. | Estudo de delineamento quase-experimental, com análise quantitativa dos dados. Uso da Escala de Estresse no Trabalho (EET) e Diagrama de Corlett (DC). A intervenção foi ginástica laboral com frequência de duas vezes semanais, duração de 15 minutos cada, no período de 10 semanas. | Participaram 30 servidores públicos. A presença de estresse ocupacional nos trabalhadores avaliados não foi significativa. Houve redução álgica estatisticamente significativa em pescoço, cervical, costas superiores, médias e inferiores, coxa direita, perna esquerda, tornozelo direito e pés. | A ginástica laboral promoveu redução significativa de algias na coluna vertebral; todavia, não promoveu redução significativa dos níveis de estresse ocupacional. |
| 4. Job strain in the public sector and hospital in-patient care use in old age: a 28-year prospective follow-up. | Von Bonsdorff MB, Von Bonsdorff H, Kulmala J, TörmäkangaT, Seitsamo J, Leino-Arjas P, et al.25. 2014. Finlândia. | O estudo longitudinal de 28 anos incluiu 5.625 trabalhadores do setor público finlandês com idades entre 44 e 58 anos. Responderam um questionário postal com informações sobre estresse no trabalho, saúde física e mental. | A alta pressão no trabalho físico na meia-idade aumentou o risco de cuidados hospitalares na velhice. | A exposição à tensão mental elevada e muito esforço físico no trabalho estando na meia-idade pode colocar os funcionários em um nível mais alto de tensão mental e hospitalizações para cuidar da saúde. |
| 5. Green exercise as a workplace intervention to reduce job stress. Results from a pilot study. | Calogiuri G, Evensen K, Weydahl A, Andersson, K, Patil G, Ihlebæk C, et al. 26. 2015. Noruega. | Um ensaio clínico randomizado e controlado. Quatorze funcionários de escritório do município (7 mulheres e 7 homens, 49 ± 8 anos) se voluntariaram em uma intervenção com base em exercícios no local de trabalho. Sendo um grupo ao ar livre, em uma área verde / natural e outro em um ambiente de exercícios em área interna. | Comparado com o grupo de exercício no interior da empresa, o grupo natureza (local externo) relatou maior potencial ambiental para restauração e afeto positivo. | O exercício ao ar livre no local de trabalho pode ser uma maneira lucrativa de gerenciar o estresse e induzir a restauração e afeto positivo entre os funcionários. |
| 6. Engaging public servants: Public service motivation, work engagement and work-related stress | Simone S, Cicotto G, Pinna R, Giustiniano L27. 2016. Itália. | Estudo transversal e estudo qualitativo. Utilizou-se o instrumento Management Standards Indicator Tool; Brief Overall Job Satisfaction Measure II. E grupos focais. | Participaram 137 inspetores públicos no estudo transversal e 61 inspetores públicos no estudo qualitativo, a maioria mulheres. Foi visto que os inspetores relacionaram seus cargos com punição, consultoria e treinamento. Percebem-se sem aumento salarial, sem reconhecimento, mal relacionamento com os colegas e sem treinamento. Os mais satisfeitos são os mais envolvidos com o trabalho. | Os gestores devem estar preparados para ouvir os funcionários, identificando riscos de estresse no trabalho previamente. Devem pedir apoio e treinar estratégias de controle emocional para que haja engajamento e satisfação profissional. |
| 7. Effect of Job Strain on Job Burnout, Mental Fatigue and Chronic Diseases among Civil Servants in the Xinjiang Uygur Autonomous Region of China. | Guan S, Xiaerfuding X, Ning L, Lian Y, Jiang Y, Liu J, Ng TB28. 2017. China. | Um estudo transversal. Utilizou-se a escala Revisada no Inventário de Estresse Ocupacional (OSI-R); questionário Maslach Burnout Inventory (MBI); o Inventário Multidimensional de Fadiga (MFI-20) e Classificação Ocupacional da China. | Participaram 5.000 funcionários públicos. Destes 33,8% foram afetados por uma alta e moderada tensão no trabalho. Funcionários públicos com alto nível de estresse no trabalho exibiram taxas mais altas de burnout, escores de fadiga mental e incidência de doenças crônicas. | Quanto maior o grau de estresse no trabalho, maior a incidência de doenças crônicas que eles tiveram. O efeito da tensão do trabalho no esgotamento do trabalho, fadiga mental e doenças crônicas entre os funcionários públicos foi considerado preocupante na china. |
Os artigos incluídos possibilitaram o agrupamento dos mesmos em duas categorias por similaridade de conteúdos: O impacto da gestão do trabalho sobre o estresse ocupacional; e Doenças crônicas e estresse ocupacional (Quadro 2).
| Categorias | Títulos dos artigos |
| O impacto da gestão do trabalho sobre o estresse ocupacional | 1. Stressful working conditions and poor self-rated health among financial services employees 2. The Relationship of Job Satisfaction, Job Stress, Mental Health of Government and Non-Government Employees of Bangladesh 5. Green exercise as a workplace intervention to reduce job stress. Results from a pilot study 6. Engaging public servants: Public service motivation, work engagement and work-related stress |
| Doenças crônicas e estresse ocupacional | 3. Efeitos da ginástica laboral compensatória na redução do estresse ocupacional e dor osteomuscular 4. Job strain in the public sector and hospital in-patient care use in old age: a 28-year prospective follow-up 7. Effect of Job Strain on Job Burnout, Mental Fatigue and Chronic Diseases among Civil Servants in the Xinjiang Uygur Autonomous Region of China |
DISCUSSÃO
O estresse ocupacional pode contribuir para o sofrimento psíquico e incapacidade laborativa do trabalhador. No funcionalismo público de área administrativa foi evidenciado que o papel do gestor na organização do trabalho é fundamental. O gestor ou empregador ao gerir o próprio estresse e percebê-lo em sua equipe em âmbito individual e coletivo, auxilia no controle do estresse ocupacional. Além disso, a satisfação, o preparo em ouvir os funcionários e a identificação de riscos prévios são necessários para este processo.
O apoio social do empregador e dos colegas de trabalho foi visto como positivo nas organizações, além de considerar fatores individuais de vulnerabilidade orgânica aos estressores do trabalho, e formas de adaptação diferenciadas.
O impacto da gestão do trabalho sobre o estresse ocupacional
Nas organizações de trabalho o papel do gestor é fundamental na avaliação geral, nas relações interpessoais e na percepção da necessidade de treinamentos em serviço. Em pesquisa realizada com 2535 funcionários do governo, no Japão, revelou que o apoio do supervisor e dos colegas foi considerado fator de proteção sobre o absenteísmo entre homens e mulheres. A alta tensão no trabalho e o baixo apoio dos colegas e do supervisor teve efeito negativo29.
A gestão quando centrada no controle do trabalho como uma possível contramedida ao presenteísmo, encoraja o apoio dos colegas de trabalho, bem como, favorece a não ocorrência do absenteísmo29. Aos gestores cabe estarem preparados para ouvir os funcionários, identificando riscos de estresse no trabalho, igualmente devem pedir apoio e treinar estratégias de controle emocional para que haja engajamento e satisfação profissional27. Os trabalhadores com baixos níveis de autoeficácia para o trabalho e altos níveis de motivação intrínseca nas atividades laborais podem apresentar-se menos suscetíveis aos efeitos do estresse ocupacional30.
Entretanto, percebem-se líderes mais cansados, preocupados com a gestão, com sua situação de trabalho e pressionados pelas empresas, por esta razão, no setor público é importante desenvolver estratégias de prevenção e orientação no local de trabalho, que combinem manejos para o bem-estar tanto em indivíduos no nível organizacional (funcionários em geral) quanto para os líderes (gestores)31.
A satisfação ou insatisfação do gestor impacta diretamente no processo de trabalho das organizações. A resposta emocional do gestor associa-se às tensões individuais e coletivas. Os fatores positivos relacionam-se com a cooperação e bom relacionamento interpessoal, já os fatores negativos da gestão envolvem desde a falta de capacitação do gestor, sobrecarga da responsabilidade, falta de apoio técnico ou de manutenção, competições no trabalho, o que tem gerado cargas psíquicas e estresse32.
A exposição a fatores psicossociais adversos no trabalho, avaliada pelos modelos desequilíbrio esforço-recompensa e demanda-controle, está associada de forma independente à pior autoavaliação da saúde entre os trabalhadores22. A organização e estrutura adequada proporcionam satisfação e reduzem a incidência de estresse ocupacional11. A satisfação no trabalho, o estresse no trabalho e a saúde mental são determinantes importantes da saúde e bem-estar dos funcionários23.
Em um estudo realizado na Malásia, 519 funcionários do setor público foram avaliados quanto aos níveis de trabalho emocional e exaustão emocional. Dos achados, obteve-se que os fatores de personalidade dos funcionários impulsionam sua afetividade, trabalho emocional, exaustão emocional, comportamento e produção no trabalho. O estudo revela que os traços de personalidade dos empregados interferem no comportamento e os conduzem na sua afetividade, no seu trabalho emocional e no esgotamento33. A capacidade de enfrentamento e adaptação às situações de estresse referem-se à vulnerabilidade orgânica de cada indivíduo06.
A introdução de atividades de bem-estar no local de trabalho pode ser um meio para melhorar os altos níveis de estresse ocupacional entre os trabalhadores34. A promoção de saúde no trabalho é efetiva quando envolve atividades de lazer vinculadas à socialização, como atividade física e alimentação saudável. Estas promovem o bem-estar físico e psíquico11. O exercício ao ar livre, ou seja, fora da estrutura física da empresa pode ser uma maneira adequada de gerenciar o estresse e induzir a satisfação entre os funcionários26.
O apoio social, que se refere ao apoio de colegas e chefias e à condição de segurança no trabalho35, é uma estratégia positiva no relacionamento entre profissionais e contribui para reduzir os desgastes e riscos à saúde do trabalhador. O investimento em programas interdisciplinares para amparo e suporte contínuo aos servidores de baixo apoio social e desajuste emocional articula a interação de harmonia entre os funcionários, bem como favorece a capacidade para as atividades laborais e bem-estar do indivíduo36.
O estresse ocupacional ocorre em âmbito coletivo e associa-a a fatores como ambiguidade de papéis, sobrecarga e falta de suporte social35. O empregador, ao gerir o próprio estresse, auxilia na redução dos estressores organizacionais e consequentemente favorece a qualidade de vida no trabalho dos empregados06.
Doenças crônicas e estresse ocupacional
O grau de estresse no trabalho relaciona-se com a incidência de doenças crônicas em trabalhadores. O efeito da tensão do trabalho no esgotamento, fadiga mental e doenças crônicas foi considerado relevante em estudo realizado na China com 5.000 funcionários públicos28. O estresse percebido pelo trabalhador relaciona-se com a prevalência de dores osteomusculares. A dor crônica pode estar relacionada à idade, ao sexo, aos hábitos de vida, aos fatores organizacionais e ao estresse. Igualmente, a dor pode associar-se a fatores psicossociais como a sobrecarga de funções, condições precárias de trabalho, relacionamento interpessoal negativo e ainda sobrepor o risco de incapacidade laboral05.
Uma pesquisa realizada no Brasil com 717 funcionários públicos de uma universidade federal constatou que 85,6% desta população apresentaram sintoma osteomuscular e maior grau de estresse percebido associado à prevalência da dor osteomuscular. Indivíduos com este tipo de dor são mais sensíveis às demandas psíquicas do trabalho, tendo o estresse como uma consequência05.
A exposição à tensão mental elevada e muito esforço físico no trabalho e a meia-idade pode colocar os funcionários em um nível mais alto de tensão mental e gerar hospitalizações futuras para cuidar da saúde25. O sexo feminino foi apontado com maior predisposição ao estresse e doenças osteomusculares relatadas em estudo, onde o cargo de supervisor não atendia às expectativas dos funcionários e nem do trabalho, nos aspectos de planejamento e organização. Em contrapartida os supervisores com boas habilidades na redução de conflitos, planejamento do trabalho e liderança participativa apresentavam menor presença de eventos adversos à saúde; como fadiga, fatores psicossomáticos e dores osteomusculares relatadas37.
A ginástica laboral tem promovido redução significativa de algias na coluna vertebral de funcionários que executaram a atividade; todavia, não promoveu redução significativa dos níveis de estresse ocupacional24. Este exige um conjunto de ações para controle e promoção da saúde.
CONCLUSÃO
Os estudos evidenciaram que o grau de estresse ocupacional se relaciona à incidência de dor osteomuscular e doenças crônicas, e que indivíduos com dor são mais sensíveis aos efeitos negativos do estresse. O sofrimento psicológico associado a muito esforço físico no trabalho e estando em meia idade aumentou o risco de hospitalizações futuras para cuidar da saúde, assim como o estresse percebido se relaciona à incidência de dores osteomusculares, e a dor crônica associa-se a fatores psicossociais e ao estresse ocupacional. A ginástica laboral foi apontada como favorável ao controle da dor osteomuscular.
Verificou-se escassez de produções internacionais e, especialmente nacionais acerca dos fatores de controle do estresse ocupacional em servidores públicos em área administrativa. Sobretudo estudos com evidência científica forte e de intervenção como os ensaios clínicos randomizados. Também, nas evidências dos estudos levantados era esperado identificar-se estratégias para minimizar o presenteísmo e o absenteísmo associados ao estresse.
Como limitação do estudo, ressalta-se não ter incluído as bases de dados específicas da área administrativa e bases como a Web of Science, Embase, Redalyc e CINAHL. Em estudos futuros, tais bases poderão ser incluídas e favorecer o escopo de análise do estresse ocupacional no funcionalismo público. Também se observou a necessidade de mais estudos sobre o impacto da vulnerabilidade orgânica do indivíduo na exposição e adaptação a fontes estressoras no trabalho. Por sua vez, este estudo pode contribuir com a divulgação da temática do estresse ocupacional na administração pública, e apontar necessidades de subtemáticas na área estudada.
O estresse ocupacional é um tema atual e seu controle favorece a redução de afastamentos por incapacidade laboral relacionados a sofrimentos psíquicos no trabalho. As evidências deste estudo conclamam para a humanização nas empresas e o cuidado holístico para empregador e funcionários.
REFERÊNCIAS
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