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<journal-title specific-use="original" xml:lang="pt">Administração: Ensino e Pesquisa</journal-title>
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<article-title xml:lang="pt">Internacionalização do ensino superior: um estudo sobre barreiras e possibilidades</article-title>
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<trans-title xml:lang="en">Internationalization of Higher Education: a study on
barriers and possibilities</trans-title>
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<title>Resumo</title>
<p> A importância da internacionalização do ensino superior é algo já estabelecido na sociedade globalizada. Tratados internacionais entre países, acordos econômicos internacionais e queda das barreiras culturais são algumas das expressões do forte impacto da educação como uma esfera da formação multicêntrica. No Brasil, várias instituições de ensino adotaram como alternativa de formação a internacionalização de seus estudantes. No entanto, apesar de toda a importância e todos os esforços realizados em relação à internacionalização do ensino superior, o que se percebe no dia-a-dia de muitas escolas é o baixo grau de conhecimento efetivo dos discentes em relação às possibilidades de mobilidade internacional. Frente a essa situação e, buscando encontrar alternativas para a superação deste problema, propõe-se um estudo sobre a familiaridade dos alunos de graduação de uma IFES, do curso de Administração sobre a temática da internacionalização do ensino superior. Os dados coletados apontam para a confirmação da hipótese inicial, qual seja, de que há uma grande disseminação do tema da internacionalização do ensino superior, mas a compreensão de sua efetividade é muito mais complexa do que realmente é.</p>
</abstract>
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<title>Abstract</title>
<p> The importance of the internationalization of higher education is something already established in the globalized society. International treaties between countries, international economic agreements and fall from the cultural barriers are some of the expressions of the strong impact of education as a sphere of multicentric formation. In Brazil, many educational institutions have adopted as an alternative to the internationalization of training their students. However, despite the importance and all efforts made in relation to the internationalization of higher education, what we see in daily life of many schools is the low level of knowledge of students about the possibilities of international mobility. In the face of this situation, and seeking to find alternatives to overcome this problem, proposed a study on the familiarity of the undergraduates of IFES, a course of management internationalization of higher education. The data collected point to the initial hypothesis, namely, that there is a large spread of the theme of internationalization of higher education, but the realization that their effectiveness is much more complex than it really is.</p>
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<title>Palavras-chave</title>
<kwd>Mobilidade acadêmica internacional</kwd>
<kwd> Internacionalização</kwd>
<kwd> Ensino Superior</kwd>
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<title>Keywords</title>
<kwd>International academic mobility</kwd>
<kwd> Internationalization</kwd>
<kwd> Higher Education</kwd>
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<sec>
<title>Introdução 

 </title>
<p> A importância da internacionalização do ensino superior é algo já estabelecido na sociedade globalizada. Tratados internacionais entre países, acordos econômicos internacionais e queda das barreiras culturais são algumas das expressões do forte impacto da educação como uma esfera da formação multicêntrica. Panoramas sobre a internacionalização da educação já foram traçados por diversos autores, tendo, no país os estudos de Lima (2010, 2011 e 2015) como referência. O aumento da taxa de migração é crescente, em quase todos os países ocidentais, tendo grande destaque para aos países de língua inglesa. </p>
<p> No Brasil, várias instituições de ensino adotaram como alternativa de formação a internacionalização de seus estudantes, desde a graduação, até os níveis de pós-graduação stricto e lato sensu. Aliás, um dos critérios adotados pela CAPES (no caso dos cursos de stricto sensu) para a avaliação institucional é o grau de internacionalização dos seus programas, o que engloba: parcerias interinstitucionais, publicações em journals, número de alunos em programas de mobilidade e o desenvolvimento de pesquisa e ciência de ponta, em conjunto com escolas estrangeiras. Outro indício da importância da mobilidade internacional é o programa Ciência sem Fronteiras, financiado pelo Governo Federal abrangendo desde a graduação até à pós-graduação. Inúmeros alunos foram contemplados com a oportunidade de estudar no exterior com programas desta natureza. Os resultados de tal empreitada são planejados para médio e longo prazos, com a criação dos vínculos internacionais. No entanto, já no curto prazo percebe-se o impacto positivo das mobilidades internacionais à medida que os alunos trazem “de fora” novas experiências no campo da ciência, incrementando metodologias e corpus teóricos, sempre que possível. Há também a valorização da produção científica nacional ao se realizar a divulgação mais eficaz das produções nacionais no campo da ciência. </p>
<p> No entanto, apesar de toda a importância e todos os esforços realizados em relação à internacionalização do ensino superior, o que se percebe no dia-a-dia de muitas escolas é o baixo grau de conhecimento efetivo dos discentes em relação às possibilidades de mobilidade internacional. Há um alto grau de interesse, no entanto, o mesmo não reflete em um aumento pela busca de informações mais precisas quanto às particularidades dos programas de internacionalização. Essa dissonância gera uma improdutividade sistêmica, podendo-se frustrar estudantes e gestores neste processo. A solução para este tipo de situação é o realinhamento estratégico entre expectativas e metas para que o propósito inicial dos programas de mobilidade alcance seus públicos e se concretize. </p>
<p> Frente a essa situação e, buscando encontrar alternativas para a superação deste problema, propõe-se um estudo sobre a familiaridade dos alunos de graduação de uma IFES, do curso de Administração sobre a temática da internacionalização do ensino superior. Desta forma, propõe-se como problema de pesquisa a seguinte questão: qual o grau de conhecimento, possibilidades e barreiras da internacionalização em relação aos alunos do curso de administração de uma Instituição de Ensino Superior (IFES)? Pretendemos estabelecer relação entre o que os autores dizem a respeito da internacionalização, relacionando com o que os alunos vivenciam, acreditam ou conhecem a respeito da academia que trata sobre a internacionalização. </p>
<p> A fim de responder a esta pergunta de pesquisa, foi elaborada uma pesquisa de campo com os alunos do curso de Administração de uma Instituição Federal de Ensino Superior (IFES). A coleta de dados nos revelou um grau alto de disseminação do conceito da internacionalização, contrastando com um baixo grau de conhecimento dos programas de mobilidade internacional. </p>
<p> Nas seções seguintes serão realizadas discussões acerca da internacionalização do ensino superior no âmbito acadêmico, seguida de uma apresentação breve dos conceitos associados a ela. Há em seguida a seção de metodologia, a de análise dos dados e conclusões. </p>
<p> A pesquisa ora apresentada lança luzes sobre um tema fundamental para a formação dos administradores, principalmente considerando-se a necessidade de conhecimentos globalizados, extramuros que a profissão do administrador exige. Tomar decisões em um contexto global demanda uma formação global.</p>
</sec>
<sec>
<title>Perspectivas
do debate acadêmico sobre a internacionalização do ensino superior</title>
<p> Nos anos 1980, a troca de experiência no campo científico e acadêmico entre diversos países, assim como a internacionalização do ensino, passou a ser uma estratégia de desenvolvimento das Instituições de Ensino Superior. Sendo elas uma consequência do mundo globalizado, estão em constante crescimento (VEIGA, 2011). </p>
<p> O termo internacionalização pode ser encontrado em diversas áreas e possui diferentes conceitos. Segundo Knight e De Wit (1995), a internacionalização da Instituição de Ensino Superior (IES) é um conjunto de atividades destinadas a fornecer uma experiência educacional em um ambiente que integra uma perspectiva global. </p>
<p> Morosini et al. (2016), definem a internacionalização no cerne do ente universitário, como o fator de legitimação da circulação do conhecimento e da formação de recursos humanos. As autoras também chamam atenção à potencialidade da internacionalização de exercer um papel de auxílio à construção da identidade local e ao desenvolvimento socioeconômico, ao destacarem Didriksson (1998) apud Morosini et al. (2016), sobre a cooperação internacional. </p>
<p> Ferrari (2015), afirma que o fluxo internacional de pessoas, isto é a globalização, as informações e tecnologias, possibilitam essas trocas de experiências e o interconectar do conhecimento, ultrapassando fronteiras e conhecendo sistemas educacionais. A autora cita uma pesquisa de Galway (2000) apud Ferrari (2015), no The Colleges of Applied Arts and Tecnology of Ontario (CAATs), onde se listaram três justificativas para o recrutamento de estudantes internacionais: a geração de receita, perspectivas estrangeiras para o corpo discente local e promoção das relações internacionais. </p>
<p> Miura (2006) conceitua a internacionalização como um processo de programas, serviços e atividades pautados na cooperação técnica, intercâmbios e estudos internacionais. Segundo a autora é um esforço sistemático e sustentado na intenção de conduzir o ensino superior na globalização manifestada no mercado do conhecimento e nas organizações econômicas.  </p>
<p> Para Araújo e Silva (2015), a internacionalização tem sido objeto de estudo sobre avaliação da qualidade do ensino e da investigação. Segundo as mesmas autoras durante estudo de outras pesquisas, observaram a tese de que a internacionalização é fruto da globalização, e assim, é uma maneira de fazer política em nível nacional e internacional. Elas citam o fato da internacionalização atingir o tríplice: investigação, ensino e inovação, com o processo de transferência do conhecimento e conceituam por meio de uma construção simbólica onde dizem:</p>
<p>
<disp-quote>
<p> A internacionalização, enquanto palavra-chave do paradigma managerial moderno, é permeável e oferece-se a esses processos de construção, por meio dos quais produz efeitos reais nos universos quotidianos da ação organizacional. E enquanto palavra e ato de linguagem, nomeia, corporiza e consubstancia uma realidade, adquirindo um estatuto performativo, no sentido em que “faz uma realidade”: ela assume protagonismo como se existisse “de fato”. (ARAÚJO; SILVA, 2015, p.85) </p>
<p> A internacionalização ganha essa vertente ilusória e quase alquímica a partir do momento em que deixa de ser entendida como um meio e passa a valer como fim em si mesmo, autodesignando um conjunto de atributos susceptíveis de serem classificados como necessariamente vantajosos e imprescindíveis nos processos de construção identitária das universidades e centros de investigação, que incluem a determinação dos países com os quais se deve colaborar. (ARAÚJO; SILVA, 2015, p.85)</p>
</disp-quote>
</p>
<sec>
<title>Globalização, Internacionalização, Inovação Disruptiva e Hibridismo
Cultural: análises iniciais</title>
<p> Frente ao cenário de globalização atual, a internacionalização do ensino é de suma importância para a inovação disruptiva da educação. O conceito de inovação disruptiva foi melhor definida, segundo Cândido (2011), por Clayton Christensen, na década de 90, em seu livro The Innovator´s Dilemma (1997).  </p>
<p> O conceito tratado por Christensen (1997, apud CÂNDIDO, 2011) é tido como relativo à origem de novos mercados e modelos de negócio, apresentando soluções mais eficientes do que as existentes até o momento, isso é, a ruptura de um antigo modelo de negócio que altera as bases de competição existentes.  </p>
<p> Esse conceito pode ser levado ao encaixe na internacionalização do ensino. Que passa a ser, portanto, uma quebra de paradigmas entre a educação superior existente antes desse ambiente globalizado, e a nova educação superior obtida por meio da internacionalização da educação. </p>
<p> A inovação disruptiva da educação se deve às novas maneiras de pensar e agir de alunos e professores, por meio de um novo conceito de qualidade do ensino e aprendizado, obtendo um novo mercado ainda não valorizado por muitos estudantes, mas que possuem atributos que chamam atenção para uma nova cultura de aprendizagem. </p>
<p> Por meio de diferenciais como o hibridismo cultural, e a ampliação de experiências educacionais, a tendência é de que a internacionalização do ensino prospere. Com ela as instituições de ensino ganharão experiência solidas além dos alunos que irão voltar da mobilidade acadêmica com uma gama de novos conhecimentos, permitindo investimentos concretos. A internacionalização também melhora os atributos da educação, além de acrescentar novos conhecimentos para aplicação no mercado de trabalho. </p>
<p> Segundo Cevasco (2006), no processo de internacionalização, há a importância do hibridismo cultural, que é a confluência entre as diversas formas de culturas, formadas anteriormente por uma espécie de caldo cultural, que gerou vocábulos, formas de pronúncias, e tantas diversidades, que são estas mesmas diversidades, que acabam por formar certa identidade de um país continental como o Brasil. </p>
<p> Ainda segundo a autora, há as correntes que defendem que o hibridismo cultural foi apenas uma consequência da defesa dos oprimidos pelos dominantes que aceitaram a cultura imposta pelo mais forte, para aceitar a formulação de uma suposta camada dominante, que pudesse organizar a nação. Em uma análise mais explícita, é como dizer que os vassalos apenas aceitaram os suseranos mais bem organizados.  </p>
<p> Como apontado em Cevasco (2006) há correntes que defendem que o hibridismo cultural é a evolução dos idiomas, dos costumes, e que suas modificações e variações cumprem a função dinâmica da linguística, sendo para os sociólogos uma tendência futurista de um conjunto de costumes e códigos a serem adaptado ou substituído gradativamente por outro. </p>
<p> Na visão de Canclini (2011), o hibridismo representa a confrontação entre classes dominantes e dominadas, mas há uma ligeira evolução, pela herança ou embate entre as diversas nuances das mesmas, e que de alguma forma, uma contribui diretamente com a outra. </p>
<p> Para o referido autor, há dois processos importantes na hibridação ou diversidade dos núcleos culturais, a saber: </p>
<p> · A quebra das coleções culturais </p>
<p> · A quebra da territorialidade cultural </p>
<p> Na quebra das coleções culturais, os acervos são disponibilizados não tão sistêmicos, como por exemplo, os videogames, com títulos em língua estrangeira e enredos também nestes idiomas, são difundidos na cultura popular, para populações de baixa renda, e levam de forma não intencional, um grau de cultura que talvez aqueles indivíduos não pudessem ter acesso nas coleções e acervos culturais formais. </p>
<p> Na quebra de territorialidade, no aspecto da América Latina, é a desarticulação cultural no próprio mercado, ou seja, é o espalhamento de uma forma de viver e de consumir, por meio da disseminação de produtos globais. </p>
<p> Nas duas quebras por assim dizer, citamos como exemplo, segundo o autor, como os modernos aparelhos de celulares e informática móveis vão modificando de alguma forma as relações e costumes, e assim, se tornaram quase universais, onde pessoas de diversos credos, faixas-etárias, e nacionalidades, utilizam as redes sociais ou outras funções por esses minis equipamentos, e assim, tem um alcance e funcionalidade comum a todos os pontos do planeta. </p>
<p> Araújo e Silva (2015) apresentam pressupostos para o artigo “Temos que fazer um cavalo de Troia”. Um deles é que os atores organizacionais que são responsáveis pelos programas e políticas concordam com a necessidade de inclusão da internacionalização como “dimensão central da práxis organizacional, assim como da práxis avaliativa do trabalho dos docentes, investigadores e centros de investigação” (ARAÚJO; SILVA, 2015, p. 79). </p>
<p> A internacionalização ocorre por intermédio de programas de intercâmbios educativos e de cooperação técnica entre estudantes de diversos países. E para os autores, a experiência do intercâmbio incorre muito mais que o aprendizado linguístico, mas também a condução e transmissão de uma nova apropriação mais liberal de uma cultura, que pode ser disseminada para alavancar mudança de processo no país de origem daquele que participou dos programas.  </p>
<p> Segundo Laus (2012), na sua experiência como uma das coordenadoras na UFSC, a partir de 2002, iniciaram-se, naquela instituição, modelos de internacionalização que podem ter aplicabilidade na Instituição de ensino estudada, confrontando com os dados da presente pesquisa. </p>
<p> No caso específico da UFSC, a autora mostra como as estratégias para implantação de uma IES (Instituição de Ensino Superior) necessitam de uma total coordenação entre verbas, programas de parcerias público-privadas, e grande esforço da comunidade científica local, para adequação com as normas exigidas pelas entidades internacionais. </p>
<p> Segundo a autora, a UFSC, atraiu a participação de entidades internacionais, especialmente na visão do território latino-americano. Como alvo estratégico, especialmente no caso da UFSC, já que na região sul do Brasil, há uma grande representatividade, pela adaptação das populações de origem Europeia em sua maioria. </p>
<p> Laus (2012) sugere que que formaram um macro universo extremamente rico, de como é possível à hibridação dos sistemas de ensino, pelo grande núcleo cultural ali formado. Na confluência entre herança cultural e modificação dessa herança, e na adaptabilidade em outro local diverso do continente de origem. </p>
<p> Com isso, assim como visto em Bernheim e Chauí (2008), é justamente no desafio das sociedades para os novos padrões de conhecimento, é que a universidade representa um novo parâmetro para as modificações. Segundo Bernheim e Chauí (2008), após a Conferência Mundial Sobre Educação Superior, ocorrida em 1998 em Paris, em que foram discutidos os novos rumos das universidades pelo mundo, especialmente sobre estudos anteriores em diversas regiões, que revelam que o papel global das universidades, a partir do final dos anos de 1990, assumiu uma nova coleção de commodities para as nações. </p>
<p> Em Aguiar (2009), a internacionalização do ensino, por si só, deve ser tratada como caminho estratégico, não só para o aperfeiçoamento profissional, mas também como fator de enriquecimento cultural e técnico, daqueles que participam dos processos e programas correlatos. Ou seja, é de certa forma, um investimento das próprias instituições e do país.  </p>
<p> Na visão da aludida autora, existem ganhos de ambas as partes. É, portanto, ferramenta estratégica tanto para os órgãos e entidades mantenedores dos programas, tanto do país que envia o estudante/participante, como também do país que o recebe. </p>
<p> Em Douek e Zylberstajn (2007), no universo de colocações profissionais entre gestores, administradores e afins, e até mesmo em toda a formação de executivos em geral, a experiência por intercâmbios, programas e processos diversos ligados aos estudos por participações em ciclos internacionais, tem revelado como a principal fonte de novas ideias, e especialmente de nova sintonia com realidades para reconhecimento de oportunidades e abertura de mercados. No entanto, para o mesmo autor, há a barreira, não do multiculturalismo, mas principalmente pelo menor grau de estudantes brasileiros, que tem baixo conhecimento em outros idiomas. </p>
<p> Em Nogueira, Aguiar e Ramos (2008), são apontadas as questões sobre a internacionalização do ensino, indicando que o ensino superior, em geral e em escala global, teve o incremento dos intercâmbios, alguns anos depois do final da segunda grande guerra, uma vez que as experiências entre os círculos militares de diversos países levantaram a curiosidade e necessidade pela integração entre diversas nações. Ou seja, o mundo sentiu a necessidade de se integrar de alguma forma, para troca de experiências tecnológicas, e abertura de novas fronteiras de mercados.  </p>
<p> Ainda segundo Nogueira, Aguiar e Ramos (2008), o ensino superior, é com certeza, o principal fomentador de experiências internacionais, e no caso do Brasil, basicamente o único nível educacional com participações efetivas nos processos e programas internacionais.  </p>
<p> Já em Silva, Lima e Riegel (2012), a chamada imagem de destino, de certa forma influencia os estudantes que desejam a busca por experiências em outras culturas e nações. Na observação do autor, a partir do processo de globalização nos últimos trinta anos, não só o consumo sofreu alterações significativas no quesito comportamento das pessoas, mas, sobretudo o incremento de curiosidades sobre os costumes e a forma de vivência das sociedades dos países. Ou seja, a inserção de produtos com características de cada país, despertou de certa forma, o desejo de novas vivências, e com certeza a construção mental de um destino por assim dizer, que vem despertando no indivíduo a necessidade de viver novas experiências, para construir novos caminhos. </p>
<p> Em Lima e Maranhão (2011), há o desdobramento crítico e a reflexão sobre a influência da internacionalização na formação do padrão de currículos, e de que não há necessariamente de uma contribuição social ou educacional direta, mas de certo, a geração de vantagens ao setor privado, tanto para instituições de ensino, quanto para empresas ou entidades participantes como mantenedoras, co-patrocinadoras ou afins. </p>
<p> Pela observação dos autores, há talvez uma semi-formação de muitos dos participantes dos processos, e não necessariamente uma experiência multicultural. Com isso, nessa premissa há de se promover muitas discussões sobre como os mecanismos de internacionalização de ensino devam ser estruturados. </p>
<p> Em Lima e Maranhão (2011), nas investigações sobre os fatores motivacionais, no universo observado entre estudantes de Administração, os autores apontam sobre os aspectos que influenciam na curiosidade e necessidade dos estudantes que se candidatam aos programas de ensino superior em outras nações. </p>
<p> Segundo as mesmas autoras, a língua é com certeza o primeiro aspecto de influência na escolha, especialmente os países de língua inglesa. Os fatores socioculturais vêm num aspecto mais secundário. Já no quesito custos, há uma influência crescente nos últimos tempos, no entanto, ainda pesa menos que o idioma.  </p>
<p> Já em Lima e Riegel (2015), no contexto de avaliação mais ligado aos estudantes latinos, com comparações entre os participantes brasileiros e colombianos em processos e programas de ensino superior no exterior, e pela observação dos autores, há constatação de que por características diversas, os estudantes desses países têm diferenças pontuais. No caso de quesitos como trabalho, no universo da pesquisa realizada, os autores concluíram que uma maior parte de estudantes colombianos trabalham quando ingressam nas experiências internacionais, e os estudantes brasileiros em uma menor parte. A maior parte dos estudantes brasileiros são no quesito voluntariado, enquanto os estudantes colombianos em uma menor parte.  </p>
<p> Em Stallivieri (2009), é levantada a questão da absorção dos estudantes nos processos de internacionalização de ensino, sobre os reais benefícios de suas incursões, especialmente sobre o capital acadêmico gerado às instituições participantes, e, sobretudo da contribuição para melhoria de seu corpo discente e docente. Segundo o que é visto nos estudos deste autor, há também a necessidade pela revisão de quais os impactos desses investimentos por parte das entidades de ensino, e a discussão sobre a preparação linguística dos estudantes, e especialmente qual é a resultante no retorno dos países de origem, dos benefícios sociais, culturais e profissionais obtidos.  </p>
<p> Este mesmo autor afirma que os países europeus, especialmente Alemanha, Reino Unido e França, ainda são os campeões de alunos recebidos do mundo inteiro, seguidos da Austrália e dos Estados Unidos na outra ponta. </p>
<p> Em Ianni (2005), nos estudos e observações sobre a sociedade global, o autor aponta que o processo de globalização, envolveu nas últimas décadas muito mais que influências ou modificações econômicas e políticas, mas, sobretudo a inserção de novos conceitos, comportamentos e anseios culturais e sociais.  </p>
<p> Para o mesmo autor, se considerarmos nos eventos históricos que coincidem com esse período de globalização, o mundo viveu, desde o pós-guerra, emancipações e desligamentos de colônias em números elevados, processos de divisão e re-divisão de blocos políticos e econômicos (como a queda do Muro de Berlin, a Perestroika etc.).  </p>
<p> A inclusão de Ianni (2005), para o presente artigo, justifica-se também pela questão da imagem de destino, ou seja, corrobora com o tocante a um dos grandes fatores motivacionais em processos de busca por experiências em outros países, ou seja, a necessidade de conhecimento pela vivência, daquilo que se tem visto nos produtos ofertados entre os países, nas formas de comunicação, e nos novos cenários que despertam curiosidades aos estudantes e profissionais. </p>
<p> Em Chermann (1999), a internacionalização do ensino é vista, não só como aquele processo que foi influenciado pela globalização, mas também um fator que beneficia a própria globalização, dando contribuição mais efetiva para enriquecimento cultural, e em contraponto a outros autores, defende que de certa forma, ainda que lentamente, há um legado e cooperação para o ensino superior, e que tal processo, forma uma tendência talvez definitiva no futuro, onde instituições de ensino, se tornarão, com o advento de novas tecnologias, sedes virtuais e globais para a disseminação de culturas e conhecimentos acadêmicos. </p>
<p> Em Dale (2004), há a observação sobre o surgimento gradativo de uma visão cultural global, como uma cultura remanescente de um número cada vez maior de vivências, incrementadas pela maior participação dos estudantes em programas de intercâmbios e aprimoramentos diversos.  </p>
<p> Se considerarmos, segundo o mesmo autor, que as ferramentas tecnológicas aproximaram muitas pessoas em um grau elevadíssimo de contato, ainda que virtual, esse fator, com certeza, forma uma cultura entre os novos egressos na vida acadêmica, pela busca, quase obrigatória, por experiências e aperfeiçoamentos para vivenciar cenários, formatos e culturas na prática.  </p>
<p> Já em Santos (2006), há também um lado perverso, que requer certo cuidado na consideração sobre experiências globais, especialmente nos meios acadêmicos, pois há interesses oriundos das vantagens capitalistas objetivadas pelas corporações e conglomerados envolvidos nos supostos incentivos para profissionais e estudantes participantes dos programas de aperfeiçoamento no ensino superior em suas diversas instâncias. </p>
<p> Em Teodoro (2003), há observações sobre a internacionalização como um instrumento que precisa de gerenciamento adequado, de que as instituições de ensino precisam investir em pesquisas sobre cursos, sobre preparação preliminar do corpo acadêmico, e de que a voz do aluno sempre deve ser considerada, perante a sua percepção sobre o mundo que o cerca, da medição de seu grau de interesse, que, inclusive, é um dos centros deste artigo, e de qual a perspectiva para o futuro do próprio modelo de educação, para o aperfeiçoamento no cenário local e global. </p>
<p> Em Batista (2000), há a discussão sobre o real impacto dos processos globais na educação em geral, especialmente de como o modelo brasileiro de educação tem sido tratado, com respeito a adaptações para os novos formatos de aprendizagem. Desde o estabelecimento de novas políticas entre instituições de ensino, bem como as parcerias empresariais e acadêmicas, há, segundo o autor, a necessidade de uma ampla discussão entre sociedade, entidades representativas dos setores econômicos, e os diversos entes dos poderes públicos para o estabelecimento de um conjunto de ações educacionais.</p>
</sec>
</sec>
<sec>
<title>Internacionalização
do ensino superior uma breve ilustração</title>
<p> Feita uma pesquisa inicial de cunho exploratório a título de ilustração para uma primeira aproximação com a internacionalização, procuramos apresentar uma breve introdução comparativa entre Brasil e Portugal, com uma inicial apresentação de dados de uma Instituição de Ensino Superior.  </p>
<p> Segundo Freitas (2010), a partir dos anos de 1980, o continente europeu, começou a sofrer modificações, pela quebra de um modelo por controle central, baseado em origens ou bases mais socialistas com estatizações centralizadas, para um modelo mais avaliativo, com as novas sinalizações de que aquelas nações, no futuro, necessitariam de modelos mais eficientes, para formar profissionais mais dinâmicos, pois até por aspectos para economia previdenciária, o continente necessitava de uma nova visão sobre carreira, profissão, e formato do ensino superior. </p>
<p> E é justamente no choque entre modelo de avaliação e homogeneização, que o modelo vigente em Portugal, entrou em embate interno, nos últimos trinta anos. No estudo do presente autor, há na contextualização, paralelos que aproximam Brasil e Portugal, pelos seguintes critérios, conforme apresentado no Quadro 1.</p>
<p>
<table-wrap id="gt1">
<label>Quadro 1</label>
<caption>
<title>Livre associação empírica entre Brasil/Portugal</title>
</caption>
<alt-text>Quadro 1  Livre associação empírica entre Brasil/Portugal</alt-text>
<alternatives>
<graphic xlink:href="533560864001_gt2.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
<table style="border-collapse:collapse;border:none;  " id="gt2-526564616c7963">
<tbody>
<tr>
<td style="width:115.1pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Portugal
  Origem
  </td>
<td style="width:115.15pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Transmissão
  </td>
<td style="width:115.15pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Herança
  </td>
<td style="width:115.15pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Brasil
  Resultante
  </td>
</tr>
<tr>
<td style="width:115.1pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Língua
  </td>
<td style="width:115.15pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Colonização
  </td>
<td style="width:115.15pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Adaptação
  ao longo do tempo
  </td>
<td style="width:115.15pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Código
  Linguístico próprio
  </td>
</tr>
<tr>
<td style="width:115.1pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Cultura
  e ensino
  </td>
<td style="width:115.15pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Primeiras
  ordens Religiosas
  </td>
<td style="width:115.15pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Implantação
  de escolas – chegada da família Real
  </td>
<td style="width:115.15pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Primeiros
  modelos de ensino
  </td>
</tr>
<tr>
<td style="width:115.1pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Formação
  da sociedade
  </td>
<td style="width:115.15pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Regionalização,
  escravidão, imigração e distribuição territorial
  </td>
<td style="width:115.15pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Formação
  e identidade de cada região
  </td>
<td style="width:115.15pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Diversos
  sotaques e características
  </td>
</tr>
<tr>
<td style="width:115.1pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Economia
  e Profissões
  </td>
<td style="width:115.15pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Comércio
  e Indústria
  </td>
<td style="width:115.15pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Primeiras
  empresas
  </td>
<td style="width:115.15pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 5.4pt 0cm 5.4pt">
  Menos
  investimentos portugueses atuais
  </td>
</tr>
</tbody>
</table>
</alternatives>
<attrib>Adaptado de Freitas (2010).</attrib>
</table-wrap>
</p>
<p> O Quadro 1 apresenta a correlação entre os aspectos educacionais, econômicos, étnicos e linguísticos presentes entre Brasil e Portugal. Tais aproximações podem indicar que ainda há um vasto campo para exploração da internacionalização de ensino superior, considerando-se: </p>
<p> BRASIL: Emergente e de destaque na América do Sul </p>
<p> PORTUGAL: Redescobrindo seu Papel no continente europeu </p>
<p> Há ainda segundo Freitas (2010), uma profunda tentativa de renovação dentro do continente europeu por parte de Portugal, que nos últimos vinte anos, ratificou sua política de avaliação do ensino superior. Conforme visto em Neave (2006), o ensino português destacou a relação mais harmônica entre as politécnicas e as instituições de nível superior, a partir dos anos de 1990. </p>
<p> Retornando nas avaliações de Freitas (2010), Portugal utiliza o CNAVES, que é o Conselho Nacional de Avaliação de Ensino Superior, apresentado na Figura 1:</p>
<p>
<table-wrap id="gt2">
<label>Figura 1</label>
<caption>
<title> Conselho Nacional de Avaliação de Ensino Superior</title>
</caption>
<alt-text>Figura 1  Conselho Nacional de Avaliação de Ensino Superior</alt-text>
<graphic xlink:href="533560864001_gt3.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
<attrib>CNAVES (2006, p. 50, apud FREITAS, 2010, p. 183).</attrib>
</table-wrap>
</p>
<p> Percebe-se na estruturação do sistema de avaliação de ensino superior em Portugal, que há predominantemente uma preocupação com o monitoramento da qualidade de ensino. Há comissões de avaliações, com o fim especial de controlar as gestões integradas, e especialmente direcionar corretamente as verbas educacionais, e funcionar como um tribunal de contas da educação, fiscalizando com mais eficácia as entidades públicas de ensino.  </p>
<p> Para exemplificar melhor, por meio de uma pesquisa inicial na Instituição Federal de Ensino Superior que a pesquisa deste estudo se dá, foi coletado alguns dados sobre a Mobilidade Acadêmica Brasil – Portugal, na Coordenadoria de Assuntos Internacionais (CAINT), desta IFES de 2013 a 2016, a saber: </p>
<p> Entre 2013 e 2016 oito (08) alunos vieram de Portugal para a IFES pesquisada do Brasil, para estudos em diversas áreas, especialmente em Engenharia de Minas. Por meio da mesma instituição 240 alunos realizaram a mobilidade acadêmica para Portugal, no mesmo período de 2013 a 2016, em diversos cursos, especialmente Direito e Engenharias, como podemos observar nas Tabelas 1 e 2.</p>
<p>
<table-wrap id="gt3">
<label>Tabela 1</label>
<caption>
<title>Alunos que vieram para IFES - 2013-2016</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 1 Alunos que vieram para IFES - 2013-2016</alt-text>
<alternatives>
<graphic xlink:href="533560864001_gt4.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
<table style="width:320.0pt;border-collapse:collapse;  " id="gt4-526564616c7963">
<tbody>
<tr style="height:15.0pt">
<td style="width:224.0pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:15.0pt">
  Curso
  </td>
<td style="width:48.0pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:15.0pt">
  Número
  </td>
<td style="width:48.0pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:15.0pt">
  %
  </td>
</tr>
<tr style="height:26.25pt">
<td style="width:224.0pt;padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:26.25pt">
  Pós-Graduação em Evolução Crustal e Recursos
  Naturais
  </td>
<td style="width:48.0pt;padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:26.25pt">
  1
  </td>
<td style="width:48.0pt;padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:26.25pt">
  12,5%
  </td>
</tr>
<tr style="height:15.0pt">
<td style="width:224.0pt;padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:15.0pt">
  Engenharia de Minas
  </td>
<td style="width:48.0pt;padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:15.0pt">
  5
  </td>
<td style="width:48.0pt;padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:15.0pt">
  62,5%
  </td>
</tr>
<tr style="height:15.0pt">
<td style="width:224.0pt;padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:15.0pt">
  Engenharia Ambiental
  </td>
<td style="width:48.0pt;padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:15.0pt">
  1
  </td>
<td style="width:48.0pt;padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:15.0pt">
  12,5%
  </td>
</tr>
<tr style="height:15.0pt">
<td style="width:224.0pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;   padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:15.0pt">
  Engenharia Geológica
  </td>
<td style="width:48.0pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;   padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:15.0pt">
  1
  </td>
<td style="width:48.0pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;   padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:15.0pt">
  12,5%
  </td>
</tr>
<tr style="height:15.0pt">
<td style="width:224.0pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:15.0pt">
  Total
  </td>
<td style="width:48.0pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:15.0pt">
  8
  </td>
<td style="width:48.0pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:15.0pt">
  100%
  </td>
</tr>
</tbody>
</table>
</alternatives>
</table-wrap>
</p>
<p>
<table-wrap id="gt4">
<label>Tabela 2</label>
<caption>
<title>Alunos que foram para Portugal - 2013-2016 -
Graduação Sanduíche</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 2  Alunos que foram para Portugal - 2013-2016 -
Graduação Sanduíche</alt-text>
<alternatives>
<graphic xlink:href="533560864001_gt5.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
<table style="width:287.4pt;border-collapse:collapse;  " id="gt5-526564616c7963">
<tbody>
<tr style="height:13.0pt">
<td style="width:148.3pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:13.0pt">
  Curso
  </td>
<td style="width:69.45pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:13.0pt">
  Número
  </td>
<td style="width:69.65pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:13.0pt">
  %
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  Direito
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  35
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  14.2%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  Engenharia de
  Produção
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  25
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  10.2%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Engenharia
  Ambiental
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  24
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  9.8%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Engenharia Civil
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  20
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  8.1%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Engenharia
  Geológica
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  17
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  6.9%
  </td>
</tr>
<tr style="height:6.8pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:6.8pt">
  Engenharia de
  Controle e Automação
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:6.8pt">
  16
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:6.8pt">
  6.5%
  </td>
</tr>
<tr style="height:5.0pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:5.0pt">
  Arquitetura e Urbanismo
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:5.0pt">
  14
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:5.0pt">
  5.7%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Letras
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  13
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  5.3%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Engenharia de
  Minas
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  12
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  4.9%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Engenharia
  Metalúrgica
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  12
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  4.9%
  </td>
</tr>
<tr style="height:5.0pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:5.0pt">
  Comunicação Social
  – Jornalismo
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:5.0pt">
  10
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:5.0pt">
  4.1%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Ciências
  Biológicas
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  8
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  3.3%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Artes Cênicas
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  7
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  2.9%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Nutrição
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  6
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  2.4%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Ciências
  Econômicas
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  5
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  2.0%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Farmácia
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  5
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  2.0%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  História
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  4
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  1.6%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Engenharia
  Mecânica
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  3
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  1.2%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Museologia
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  2
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  0.8%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Pedagogia
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  2
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  0.8%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Serviço Social
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  1
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  0.4%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Sistemas de
  Informação
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  1
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  0.4%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Educação Física
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  1
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  0.4%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Medicina
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  1
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  0.4%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.1pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.1pt">
  Filosofia
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  1
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:12.1pt">
  0.4%
  </td>
</tr>
<tr style="height:13.0pt">
<td style="width:148.3pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:13.0pt">
  Turismo
  </td>
<td style="width:69.45pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:13.0pt">
  1
  </td>
<td style="width:69.65pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:13.0pt">
  0.4%
  </td>
</tr>
<tr style="height:13.0pt">
<td style="width:148.3pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:13.0pt">
  Total
  </td>
<td style="width:69.45pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:13.0pt">
  246
  </td>
<td style="width:69.65pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:13.0pt">
  100%
  </td>
</tr>
</tbody>
</table>
</alternatives>
</table-wrap>
</p>
<p>Com a ilustração acima, podemos verificar que são várias
as barreiras e possibilidades da internacionalização. Com base nisso fizemos
uma pesquisa a respeito da internacionalização e suas barreiras e
possibilidades em um Instituição de Ensino Superior no Curso de bacharel em
Administração, que será apresentado na análise dos dados.</p>
</sec>
<sec>
<title>Metodologia</title>
<p> O presente estudo resulta de uma pesquisa de natureza qualitativa, com o objetivo descritivo conclusivo, por meio da coleta de dados por meio de questionários. </p>
<p> O objetivo descritivo conclusivo se deve ao fato do estudo por meio da padronização da coleta de dados, observar, analisar, registrar e interpretar sem a interferência dos autores (RODRIGUES, 2007). A pesquisa teve por objetivo compreender o grau de conhecimento entre os alunos sobre a internacionalização do ensino superior, estabelecendo uma relação com o que os autores dizem a respeito da internacionalização, por meio do que os alunos vivenciam, acreditam ou conhecem a respeito da academia que trata sobre a internacionalização.  </p>
<p> A coleta de dados por meio de questionário, que é onde o próprio informante responde, garantindo o anonimato (DE OLIVEIRA, 2011), foi obtido com base em um levantamento de campo com os alunos do curso de Administração de uma Instituição Federal de Ensino Superior. A amostra foi composta por 42 alunos dentre o primeiro ao oitavo período do curso de Administração. O questionário continha questões abertas e fechadas. As questões abertas nos permitiam entender o interesse do aluno pela mobilidade, os motivos pelos quais nunca haviam feito, e os países pelos quais tinham vontade de fazer. Já as questões fechadas nos permitiam compreender como o tema da internacionalização é entendida e vivenciada pelos alunos, as práticas pedagógicas e as inúmeras interações com o tema na universidade por meio da literatura sobre a internacionalização.</p>
</sec>
<sec>
<title>Análise
dos Dados</title>
<p> A partir da ilustração a respeito do tópico Internacionalização do ensino superior uma breve ilustração, procuramos fazer um levantamento do nível de conhecimento dos alunos do curso de Administração de uma IFES, a fim de levantar hipóteses para os mesmos nunca terem participado da Mobilidade Acadêmica Internacional Brasil-Portugal, na IFES estudada. 93% dos alunos já tinham ouvido falar sobre a mobilidade acadêmica internacional, porém quando pedíamos para definirem o que ouviram falar, não sabiam muito bem o que responder. </p>
<p> Na Tabela 3, observa-se que somente 5% da amostra já haviam feito a mobilidade acadêmica, porém 88% tinham vontade de fazer. Ao perguntar para quais países os alunos teriam interesse de fazer a mobilidade acadêmica, obtivemos um Ranking, onde Portugal obteve 5% dos votos, ficando depois dos Estados Unidos, Canadá, Espanha, Alemanha e França. Onde obtivemos 119 respostas, de 25 países diferentes, e pessoas que não tinham interesse.</p>
<p>
<table-wrap id="gt5">
<label>Tabela 3</label>
<caption>
<title>á fez ou tem vontade de fazer mobilidade acadêmica</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 3 á fez ou tem vontade de fazer mobilidade acadêmica</alt-text>
<alternatives>
<graphic xlink:href="533560864001_gt6.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
<table style="width:362.25pt;border-collapse:collapse;border:none;" id="gt6-526564616c7963">
<tbody>
<tr style="height:10.9pt">
<td style="width:192.0pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:10.9pt" colspan="2">
  Você já fez mobilidade acadêmica internacional
  </td>
<td style="width:170.25pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:10.9pt" colspan="2">
  Tem vontade de fazer mobilidade acadêmica internacional?
  </td>
</tr>
<tr style="height:15.0pt">
<td style="width:85.8pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:15.0pt">
  Sim
  </td>
<td style="width:106.2pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:15.0pt">
  5%
  </td>
<td style="width:106.45pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:15.0pt">
  Sim
  </td>
<td style="width:63.8pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:15.0pt">
  88%
  </td>
</tr>
<tr style="height:15.0pt">
<td style="width:85.8pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:15.0pt">
  Não
  </td>
<td style="width:106.2pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:15.0pt">
  95%
  </td>
<td style="width:106.45pt;border:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;padding:   0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:15.0pt">
  Não
  </td>
<td style="width:63.8pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:15.0pt">
  12%
  </td>
</tr>
</tbody>
</table>
</alternatives>
</table-wrap>
</p>
<p> A Tabela 4 mostra os motivos pelos quais os alunos apontam por nunca terem feito a mobilidade acadêmica, em primeiro lugar, encontra-se os fatores financeiros. A falta de oportunidade e informação, são apontados pelos alunos, que dificultam tanto, quanto os fatores financeiros.  </p>
<p>
<table-wrap id="gt7">
<label>Tabela 4</label>
<caption>
<title>Motivos pelo qual o aluno nunca fez mobilidade
Acadêmica</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 4 Motivos pelo qual o aluno nunca fez mobilidade
Acadêmica</alt-text>
<alternatives>
<graphic xlink:href="533560864001_gt7.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
<table style="width:184.3pt;border-collapse:collapse;border:none;  " id="gt7-526564616c7963">
<tbody>
<tr style="height:14.2pt">
<td style="width:134.7pt;border:solid windowtext 1.0pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  Falta recursos financeiros
  </td>
<td style="width:49.6pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  38%
  </td>
</tr>
<tr style="height:14.2pt">
<td style="width:134.7pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  Falta de oportunidade
  </td>
<td style="width:49.6pt;border-top:none;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  29%
  </td>
</tr>
<tr style="height:14.2pt">
<td style="width:134.7pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  Trabalho
  </td>
<td style="width:49.6pt;border-top:none;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  6%
  </td>
</tr>
<tr style="height:14.2pt">
<td style="width:134.7pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  Não tenho interesse
  </td>
<td style="width:49.6pt;border-top:none;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  6%
  </td>
</tr>
<tr style="height:14.2pt">
<td style="width:134.7pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  Baixo Coeficiente
  </td>
<td style="width:49.6pt;border-top:none;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  6%
  </td>
</tr>
<tr style="height:14.2pt">
<td style="width:134.7pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  Falta de Planejamento
  </td>
<td style="width:49.6pt;border-top:none;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  6%
  </td>
</tr>
<tr style="height:14.2pt">
<td style="width:134.7pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  Falta de Informação
  </td>
<td style="width:49.6pt;border-top:none;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  3%
  </td>
</tr>
<tr style="height:14.2pt">
<td style="width:134.7pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  Falta de Coragem
  </td>
<td style="width:49.6pt;border-top:none;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  3%
  </td>
</tr>
<tr style="height:14.2pt">
<td style="width:134.7pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  Falta do Inglês
  </td>
<td style="width:49.6pt;border-top:none;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  3%
  </td>
</tr>
</tbody>
</table>
</alternatives>
</table-wrap>
</p>
<p> Aqueles alunos que já haviam feito a mobilidade acadêmica internacional, responderam quais foram os maiores aprendizados, dentre eles os alunos citaram: O respeito por outras culturas; a tolerância; o respeito às diferenças; a melhoria no currículo; amplitude do aprendizado; aperfeiçoamento de novas línguas; e o aprendizado a novas culturas. </p>
<p> Na Tabela 5, são listados os benefícios apontados por Veiga (2011, p.23), ao pesquisar diferentes autores, como Knight (2007); Knight (2007); IAU (2003); Jofin (2009); Knight &amp; Levy (2008); Catroga (2010) (apud VEIGA, 2011); para vermos o que os alunos quais os benefícios os alunos mais consideravam, os alunos podiam marcar mais de uma opção. A melhoria da qualidade acadêmica, seguida do ganho pessoal com competências, foram considerados pelos alunos da Administração os mais benéficos para a internacionalização.</p>
<p>
<table-wrap id="gt8">
<label>Tabela 5</label>
<caption>
<title> Benefícios da Internacionalização</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 5  Benefícios da Internacionalização</alt-text>
<alternatives>
<graphic xlink:href="533560864001_gt8.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
<table style="width:350.15pt;border-collapse:collapse;border:none;  " id="gt8-526564616c7963">
<tbody>
<tr style="height:5.0pt">
<td style="width:310.2pt;border:solid windowtext 1.0pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:5.0pt">
  Geração de
  receitas
  </td>
<td style="width:39.95pt;border:solid windowtext 1.0pt;border-left:   none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:5.0pt">
  90%
  </td>
</tr>
<tr style="height:4.0pt">
<td style="width:310.2pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:4.0pt">
  Melhorias da
  qualidade acadêmica
  </td>
<td style="width:39.95pt;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:4.0pt">
  75%
  </td>
</tr>
<tr style="height:4.9pt">
<td style="width:310.2pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:4.9pt">
  Ganho pessoal com
  competências
  </td>
<td style="width:39.95pt;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:4.9pt">
  63%
  </td>
</tr>
<tr style="height:7.2pt">
<td style="width:310.2pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:7.2pt">
  Fortalecimento
  individual, institucional e da comunidade
  </td>
<td style="width:39.95pt;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:7.2pt">
  56%
  </td>
</tr>
<tr style="height:11.9pt">
<td style="width:310.2pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:11.9pt">
  Pessoal/alunos
  mais orientados internacionalmente
  </td>
<td style="width:39.95pt;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:11.9pt">
  51%
  </td>
</tr>
<tr style="height:11.9pt">
<td style="width:310.2pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:11.9pt">
  Desenvolvimento
  nacional num mundo mais interdependente e interligado
  </td>
<td style="width:39.95pt;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:11.9pt">
  29%
  </td>
</tr>
<tr style="height:4.0pt">
<td style="width:310.2pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:4.0pt">
  Cidadania nacional
  e internacional
  </td>
<td style="width:39.95pt;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:4.0pt">
  27%
  </td>
</tr>
<tr style="height:5.1pt">
<td style="width:310.2pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:5.1pt">
  Dinâmica internacional
  do campus
  </td>
<td style="width:39.95pt;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:5.1pt">
  19%
  </td>
</tr>
</tbody>
</table>
</alternatives>
</table-wrap>
</p>
<p>Na Tabela 6 foram listadas as 12 motivações para a
Internacionalização apontados por Veiga (2011, p.15), onde ela cita os doze
motivos para a adoção da internacionalização nas IFES, segundo IAU (2003 apud
VEIGA 2011). Os alunos apontaram como o mais importante a mobilidade e
intercâmbio dos alunos e professores, seguido pelo entendimento internacional e
intercultural e a colaboração no ensino e investigação.</p>
<p>
<table-wrap id="gt9">
<label>Tabela 6</label>
<caption>
<title>Importância para as Instituições de Ensino</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 6 Importância para as Instituições de Ensino</alt-text>
<alternatives>
<graphic xlink:href="533560864001_gt9.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
<table style="width:257.05pt;border-collapse:collapse;  " id="gt9-526564616c7963">
<tbody>
<tr style="height:14.2pt">
<td style="width:226.45pt;border:solid windowtext 1.0pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  Mobilidade e
  intercâmbio de alunos e professores
  </td>
<td style="width:30.6pt;border:solid windowtext 1.0pt;border-left:   none;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  71%
  </td>
</tr>
<tr style="height:3.9pt">
<td style="width:226.45pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:3.9pt">
  Entendimento
  internacional e intercultural
  </td>
<td style="width:30.6pt;border-top:none;border-left:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:3.9pt">
  62%
  </td>
</tr>
<tr style="height:3.9pt">
<td style="width:226.45pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:3.9pt">
  Colaboração no
  ensino e investigação
  </td>
<td style="width:30.6pt;border-top:none;border-left:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:3.9pt">
  59%
  </td>
</tr>
<tr style="height:14.2pt">
<td style="width:226.45pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  Desenvolvimento do
  curriculum
  </td>
<td style="width:30.6pt;border-top:none;border-left:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:14.2pt">
  55%
  </td>
</tr>
<tr style="height:4.0pt">
<td style="width:226.45pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:4.0pt">
  Diversificação da
  origem do corpo docente e alunos
  </td>
<td style="width:30.6pt;border-top:none;border-left:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:4.0pt">
  40%
  </td>
</tr>
<tr style="height:3.9pt">
<td style="width:226.45pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:3.9pt">
  Standards
  acadêmicos e qualidade
  </td>
<td style="width:30.6pt;border-top:none;border-left:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:3.9pt">
  31%
  </td>
</tr>
<tr style="height:3.9pt">
<td style="width:226.45pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:3.9pt">
  Projetos de
  investigação
  </td>
<td style="width:30.6pt;border-top:none;border-left:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:3.9pt">
  31%
  </td>
</tr>
<tr style="height:3.9pt">
<td style="width:226.45pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:3.9pt">
  Questões regionais
  e integração
  </td>
<td style="width:30.6pt;border-top:none;border-left:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:3.9pt">
  31%
  </td>
</tr>
<tr style="height:3.9pt">
<td style="width:226.45pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:3.9pt">
  Co-operação e desenvolvimento
  de assistência
  </td>
<td style="width:30.6pt;border-top:none;border-left:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:3.9pt">
  28%
  </td>
</tr>
<tr style="height:3.9pt">
<td style="width:226.45pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:3.9pt">
  Promoção e perfil
  da instituição
  </td>
<td style="width:30.6pt;border-top:none;border-left:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:3.9pt">
  26%
  </td>
</tr>
<tr style="height:14.2pt">
<td style="width:226.45pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  Recrutamento de
  alunos internacionais
  </td>
<td style="width:30.6pt;border-top:none;border-left:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:14.2pt">
  23%
  </td>
</tr>
<tr style="height:14.2pt">
<td style="width:226.45pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:14.2pt">
  Diversificação das
  fontes de geração de rendimento
  </td>
<td style="width:30.6pt;border-top:none;border-left:none;border-bottom:   solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;   height:14.2pt">
  21%
  </td>
</tr>
</tbody>
</table>
</alternatives>
</table-wrap>
</p>
<p>Na Tabela 7, Veiga enumera segundo IAU (2003 apud
VEIGA, 2011), os alunos foram indagados a respeito dos riscos da
internacionalização, com base nisso, foi perguntado aos alunos se concordavam
totalmente ou parcialmente, ou se discordavam totalmente ou parcialmente. No
risco 1, temos que 39% concordavam parcialmente com a afirmativa. No risco 2,
chamado por Veiga (2011) de brain drain – “fuga de cérebros”, os alunos concordavam
parcialmente em 49%. No terceiro risco, os alunos discordavam totalmente em
37%. No risco 4, os alunos discordavam cerca de 60%. No risco 5 os alunos
concordavam parcialmente em 40%.</p>
<p>
<table-wrap id="gt10">
<label>Tabela 7</label>
<caption>
<title> Riscos da Internacionalização 

 </title>
</caption>
<alt-text>Tabela 7  Riscos da Internacionalização 

 </alt-text>
<alternatives>
<graphic xlink:href="533560864001_gt10.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
<table style="width:460.7pt;border-collapse:collapse;border:none;  " id="gt10-526564616c7963">
<tbody>
<tr style="height:10.95pt">
<td style="width:63.8pt;border:solid windowtext 1.0pt;border-right:   none;   padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:10.95pt"/>
<td style="width:99.25pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:10.95pt">
  1. A comercialização/ mercantilização da
  educação
  </td>
<td style="width:63.8pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:10.95pt">
  2. A perda de pessoal com competência
  </td>
<td style="width:63.75pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:10.95pt">
  3. A perda da identidade cultural
  </td>
<td style="width:63.75pt;border-top:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:10.95pt">
  4. A ameaça à qualidade de educação
  </td>
<td style="width:106.35pt;border:solid windowtext 1.0pt;border-left:   none;   padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:10.95pt">
  5. A condução de programas acadêmicos em
  língua inglesa
  </td>
</tr>
<tr style="height:14.85pt">
<td style="width:63.8pt;border-top:none;border-left:solid windowtext 1.0pt;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;padding:   0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:14.85pt">
  Concordo totalmente
  </td>
<td style="width:99.25pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:14.85pt">
  19,5%
  </td>
<td style="width:63.8pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:14.85pt">
  24%
  </td>
<td style="width:63.75pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:14.85pt">
  7%
  </td>
<td style="width:63.75pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:14.85pt">
  5%
  </td>
<td style="width:106.35pt;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;         padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:14.85pt">
  10%
  </td>
</tr>
<tr style="height:14.85pt">
<td style="width:63.8pt;border-top:none;border-left:solid windowtext 1.0pt;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;padding:   0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:14.85pt">
  Concordo parcialmente
  </td>
<td style="width:99.25pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:14.85pt">
  39%
  </td>
<td style="width:63.8pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:14.85pt">
  49%
  </td>
<td style="width:63.75pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:14.85pt">
  32%
  </td>
<td style="width:63.75pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:14.85pt">
  14%
  </td>
<td style="width:106.35pt;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;         padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:14.85pt">
  40%
  </td>
</tr>
<tr style="height:4.5pt">
<td style="width:63.8pt;border-top:none;border-left:solid windowtext 1.0pt;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;padding:   0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:4.5pt">
  Discordo parcialmente
  </td>
<td style="width:99.25pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:4.5pt">
  22%
  </td>
<td style="width:63.8pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:4.5pt">
  17%
  </td>
<td style="width:63.75pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:4.5pt">
  24%
  </td>
<td style="width:63.75pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:4.5pt">
  22%
  </td>
<td style="width:106.35pt;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;         padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:4.5pt">
  24%
  </td>
</tr>
<tr style="height:14.85pt">
<td style="width:63.8pt;border-top:none;border-left:solid windowtext 1.0pt;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:none;padding:   0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:14.85pt">
  Discordo totalmente
  </td>
<td style="width:99.25pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:14.85pt">
  19,5%
  </td>
<td style="width:63.8pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:14.85pt">
  10%
  </td>
<td style="width:63.75pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:14.85pt">
  37%
  </td>
<td style="width:63.75pt;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;   height:14.85pt">
  59%
  </td>
<td style="width:106.35pt;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;         padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:14.85pt">
  26%
  </td>
</tr>
</tbody>
</table>
</alternatives>
</table-wrap>
</p>
<p>Na Tabela 8, Veiga (2011, p. 17-18), lista segundo
Knight (2010, p. 9, apud VEIGA, 2011), as motivações para a
internacionalização, as agrupando em quatro categorias, que constituem um
conjunto de motivos multi-nivelados que segundo a
autora evoluem ao longo do tempo, devido as necessidades e tendências. Sendo
assim, aplicamos no questionário essa questão, onde os alunos de Administração
acreditam que a categoria que melhor define a internacionalização é o Motivo
acadêmico, seguido do motivo cultural e social. Apenas 3% dos alunos acreditam
que o motivo político melhor define como categoria a mobilidade acadêmica
internacional.</p>
<p>
<table-wrap id="gt11">
<label>Tabela 8</label>
<caption>
<title>Categorias que melhor definem os motivos para a
mobilidade acadêmica internacional</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 8  Categorias que melhor definem os motivos para a
mobilidade acadêmica internacional</alt-text>
<alternatives>
<graphic xlink:href="533560864001_gt11.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
<table style="width:459.6pt;border-collapse:collapse;border:none;  " id="gt11-526564616c7963">
<tbody>
<tr style="height:8.3pt">
<td style="width:422.8pt;border:solid windowtext 1.0pt;   padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:8.3pt">
  Motivo acadêmico: Dimensão
  internacional para a investigação e ensino; extensão do horizonte acadêmico;
  construção da instituição; Perfil e status; melhoria da qualidade; Standards
  acadêmicos internacionais
  </td>
<td style="width:36.8pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:8.3pt">
  55%
  </td>
</tr>
<tr style="height:12.3pt">
<td style="width:422.8pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:12.3pt">
  Motivo cultural e social: Identidade cultural nacional; entendimento intercultural;
  desenvolvimento da cidadania; desenvolvimento social e da comunidade
  </td>
<td style="width:36.8pt;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:12.3pt">
  45%
  </td>
</tr>
<tr style="height:10.15pt">
<td style="width:422.8pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:10.15pt">
  Motivo econômico: crescimento
  econômico e competitividade; mercado de trabalho; incentivo financeiro
  </td>
<td style="width:36.8pt;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:10.15pt">
  33%
  </td>
</tr>
<tr style="height:25.25pt">
<td style="width:422.8pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;   padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:25.25pt">
  Motivo político: política
  estrangeira; segurança nacional; assistência técnica; paz e entendimento mutuo; identidade nacional; identidade regional
  </td>
<td style="width:36.8pt;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;      padding:0cm 3.5pt 0cm 3.5pt;height:25.25pt">
  3%
  </td>
</tr>
</tbody>
</table>
</alternatives>
</table-wrap>
</p>
</sec>
<sec>
<title>Considerações
Finais</title>
<p> A temática da internacionalização do ensino superior implica na mobilização de diversos agentes, dentre eles, o Estado, instituições de ensino nacionais e internacionais, gestores educacionais e comunidade acadêmica. Esta mobilização passa pelo desenvolvimento de políticas de mobilidade internacional, programas de financiamento, metas para internacionalização e critérios de avaliação dos intercâmbios realizados. </p>
<p> Apesar da importância dessa temática, o que se encontra em campo é, muitas vezes, um desconhecimento efetivo sobre os programas e possibilidades de internacionalização por parte da comunidade envolvida. Muito se fala a respeito, mas pouco ainda se faz. Reconhece-se a importância de se internacionalizar enquanto administrador em formação, mas pouco se sabe sobre as efetivas alternativas para tal.  </p>
<p> Em consonância com esta questão e, buscando compreender o grau de conhecimento dos discentes de uma IFES em relação à temática ora apresentada, realizou-se uma pesquisa de campo, obtendo-se uma amostra de 42 indivíduos. Os dados coletados apontam para a confirmação da hipótese inicial, qual seja, de que há uma grande disseminação do tema da internacionalização do ensino superior, mas a compreensão de que a sua efetividade é muito mais complexa do que realmente é. É como se as pessoas pensassem que a internacionalização não está ao alcance delas.  </p>
<p> Os resultados coletados apontam para o baixo grau de conhecimento por parte dos alunos. Apontamos como uma saída para este baixo grau de conhecimento, a inserção de oficinas, palestras e ações, desde o início do curso, o que poderia culminar em maiores possibilidades de mobilidade acadêmica. Outra questão que os dados apontam refere-se ao financiamento da internacionalização, que muitas vezes significa o impedimento de realização de tal programa por partes dos discentes. Superando-se este fator, pode-se buscar o estabelecimento de parcerias a fim de se oferecerem programas de financiamento aos discentes que os auxiliem financeiramente para a mobilidade acadêmica internacional. </p>
<p> Este artigo apresenta inúmeras limitações, tais como a abrangência de sua amostra, bem como a exploração inicial do tema da internacionalização, no entanto, avança em termos de proporcionar o debate sobre o tema nas instâncias da IFES. Observou-se a necessidade de uma pesquisa com maior amplitude, motivada pela necessidade entender melhor os alunos e suas relações com os programas de internacionalização do ensino superior.</p>
</sec>
</body>
<back>
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<title>Referências</title>
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<source>Educação e Pesquisa</source>
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