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<journal-title specific-use="original" xml:lang="pt">Administração: Ensino e Pesquisa</journal-title>
<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher" xml:lang="pt">RAEP</abbrev-journal-title>
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<issn pub-type="ppub">2177-6083</issn>
<issn pub-type="epub">2358-0917</issn>
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<publisher-name>Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração</publisher-name>
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<country>Brasil</country>
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<article-id pub-id-type="art-access-id" specific-use="redalyc">533560873005</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">https://doi.org/10.13058/raep.2016.v17n1.341</article-id>
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<subject>Artigos</subject>
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<article-title xml:lang="pt">ALFABETIZAÇÃO FINANCEIRA: UM ESTUDO POR MEIO DA APLICAÇÃO DA TEORIA DE RESPOSTA AO ITEM</article-title>
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<trans-title xml:lang="en">FINANCIAL LITERACY: A STUDY USING THE APPLICATION OF ITEM RESPONSE THEORY</trans-title>
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<institution content-type="original">Mestre em Ciências Contábeis pela FUCAPE Business School Instituição de vinculação: Universidade Federal do Rio de Janeiro Rio de Janeiro/RJ – Brasil Áreas de interesse em pesquisa: Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade, Governança Corporativa e Gestão Pública.</institution>
<institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio de Janeiro </institution>
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<institution content-type="original">Doutor em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ Instituição de vinculação: Universidade Federal do Rio de Janeiro Rio de Janeiro/RJ – Brasil Áreas de interesse em pesquisa: Contabilidade, Finanças, Métodos Quantitativos Aplicados à Contabilidade.</institution>
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<institution content-type="original">Doutor em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ Instituição de vinculação: Universidade Federal do Rio de Janeiro Rio de Janeiro/RJ – Brasil Áreas de interesse em pesquisa: Relatórios de Sustentabilidade, Responsabilidade Social, Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade.</institution>
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<institution content-type="original">Licenciada em Letras pela Universidade de Pernambuco Instituição de vinculação: Universidade Estácio de Sá Rio de Janeiro/RJ – Brasil Áreas de interesse em pesquisa: Consumo, Marketing, Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade. </institution>
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<p>Mestre em Ciências Contábeis pela FUCAPE Business School Instituição de vinculação: Universidade Federal do Rio de Janeiro Rio de Janeiro/RJ – Brasil </p>
<p>Áreas de interesse em pesquisa: Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade, Governança Corporativa e Gestão Pública.</p>
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<p>Doutor em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ Instituição de vinculação: Universidade Federal do Rio de Janeiro Rio de Janeiro/RJ – Brasil </p>
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<p>Doutor em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ Instituição de vinculação: Universidade Federal do Rio de Janeiro Rio de Janeiro/RJ – Brasil</p>
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<p>Licenciada em Letras pela Universidade de Pernambuco Instituição de vinculação: Universidade Estácio de Sá Rio de Janeiro/RJ – Brasil </p>
<p>Áreas de interesse em pesquisa: Consumo, Marketing, Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade.</p>
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<pub-date pub-type="epub-ppub">
<season>Enero-Abril</season>
<year>2016</year>
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<copyright-holder>Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração (ANGRAD)</copyright-holder>
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<title>Resumo</title>
<p>O presente estudo teve por objetivo mensurar o nível de alfabetização financeira dos discentes do curso de Administração de empresas de uma Instituição de Ensino Superior (IES) Federal, sendo conduzida, para tal, uma <italic>survey </italic>com 307 alunos. Para análise dos dados, foi utilizada a Teoria de Resposta ao Item (TRI). A título de resultado, foram obtidos indícios que permitem concluir pelo baixo nível de alfabetização financeira e pela existência de um perfil conservador de investimento por parte dos discentes. Esse cenário, alinhado aos estudos empíricos anteriores realizados no país, mostra-se preocupante, dado o potencial de externalidades negativas decorrente de más decisões financeiras, sobretudo, relacionadas ao financiamento da casa própria e à preparação para a aposentadoria. O presente estudo contribui ao testar empiricamente, no contexto nacional, a utilização da TRI à estimação da alfabetização financeira, permitindo concluir que a TRI é uma opção metodológica importante na estimação desse traço latente, que possibilita a comparabilidade dos conhecimentos financeiros por meio de uma medida consistente e confiável, por meio de estudos, populações, realidades e programas distintos.</p>
</abstract>
<trans-abstract xml:lang="en">
<title>Abstract</title>
<p>
<italic>This study aimed to measure the level of financial literacy of Business Administration course students at a federal Higher Education Institution (HEI). To this end, a survey was conducted on 307 students. The Item Response Theory (IRT) was employed for data analysis and the findings support the conclusion that the students show a low level of financial literacy, as well as the existence of a conservative investment profile among students. This scenario, in line with previous empirical studies conducted in the Brazil, is worrying given the potential negative externalities resulting from poor financial decisions, especially those related to home financing and retirement preparations. This study contributes to the empirical evaluation, within the national context, of the use of IRT in estimating financial literacy, and shows that it is, indeed, an important methodological option in the estimation of this latent trait. Furthermore, this enables financial knowledge to be compared through consistent and reliable means, using studies, populations, realities and separate programs.</italic>
</p>
</trans-abstract>
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<title>Palavras-chave</title>
<kwd>alfabetização financeira</kwd>
<kwd>habilidades latentes</kwd>
<kwd>Teoria de Resposta ao Item</kwd>
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<title>Keywords</title>
<kwd>financial literacy</kwd>
<kwd>latent skills</kwd>
<kwd>Item Response Theory.</kwd>
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<title>
<bold>INTRODUÇÃO</bold>
</title>
<p>A partir da primeira década dos anos 2000, foi notada, no Brasil, uma substancial melhoria dos indicadores de distribuição de renda decorrente, principalmente, da tríade: ciclo de crescimento econômico, políticas públicas de valorização do salário mínimo e de transferência de renda (<sc>
<sc>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref7">barbosa, 2012</xref>
</sc>
</sc>). Entretanto, surpreendentemente, não é notada uma evolução similar no tocante aos indicadores educacionais, a despeito da forte relação entre ambas variáveis, dado que, no médio e longo prazo, a distribuição eficiente de renda está intimamente relacionada à promoção da educação (<sc>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref17">fields, 1980</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref20">gregorio; lee, 1999</xref>
</sc>). Essa conjuntura tem levantado sérias preocupações acerca da segurança financeira da população, especialmente em relação àqueles que não têm as habilidades necessárias para tomar boas decisões financeiras,  sendo  nomeadamente  as  mais  importantes:  a  aquisição  e financiamento da casa própria e a preparação para a aposentadoria (<sc>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref24">hung; parker; yoong, 2009</xref>
</sc>).</p>
<p>Após o advento dos novos instrumentos financeiros criados no âmbito do Sistema de Financiamento Imobiliário (<sc>sfi</sc>), o nível de contratação de financiamentos habitacionais vem crescendo vertiginosamente desde o início de 2005, mesmo em meio ao aprofundamento da crise financeira internacional, em meados de 2008 (<sc>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref9">cagnin, 2012</xref>
</sc>). Segundo estimativas de <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref28">Lima e Matias-Pereira (2014)</xref>, no período de 2012 a 2030, a dinâmica demográfica incrementará em até cinco vezes a necessidade de financiamento observada no ano de 2003.</p>
<p>Relativo à previdência, o envelhecimento da população tem despertado a atenção dos governos para a necessidade de promoção de mecanismos de fomento ao incremento à idade média de aposentadoria visando minimizar o impacto sobre o setor público, bem como de mitigação dos constantes <italic>déficits </italic>da previdência social. Um exemplo dessa tendência é a Lei nº 12.618/2012 que instituiu o Regime de Previdência Complementar para os servidores públicos federais.</p>
<p>A despeito da iminente complexidade e relevância inerente a ambas as decisões supracitadas, a literatura revela que parte relevante da população mundial (<sc>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref14">danes; hira, 1987</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref50">volpe; chen; pavlicko, 1996</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref11">chen; volpe, 1998</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref8">beal; delpachitra, 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref34">murphy, 2005</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref26">klapper; lusardi; panos, 2013</xref>
</sc>) e brasileira (<sc>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref48">vieira; bataglia; sereia, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref3">alves; silva; bressan, 2011</xref>
</sc>) apresenta baixos níveis de alfabetização financeira.</p>
<p>As primeiras definições de alfabetização financeira (<italic>financial literacy</italic>) caracterizavam-na como a capacidade de fazer julgamentos e tomar decisões efetivas sobre o uso e gestão do dinheiro. Desde então, vários autores têm contribuído no tocante às definições, entretanto, a essência tem sempre convergido nessa mesma direção. No presente estudo, foi adotado o conceito da <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref36">
<sc>oecd (2012)</sc>
</xref> que entende alfabetização financeira como a capacidade de usar o conhecimento e as habilidades para gerenciar os recursos financeiros de forma a proporcionar eficácia nas decisões financeiras.</p>
<p>Para mensuração da alfabetização financeira, tem-se utilizado desde testes univariados de médias e de frequência até, mais recentemente, a modelagens multivariadas. Entretanto, não é notada a existência de uma medida amplamente disseminada de alfabetização financeira desenvolvida por meio de análises psicométricas rigorosas o que acarreta, entre outras implicações, na baixa comparabilidade do desempenho dos participantes por meio de estudos, populações, realidades e programas distintos. Nesse aspecto, alinhada à recomendação de <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref27">Knoll e Houts (2012)</xref>, o presente estudo teve como objetivo mensurar o nível de alfabetização financeira dos discentes do curso de Administração de Empresas de uma Instituição de Ensino Superior (<sc>ies</sc>) Federal, utilizando, como técnica de análise dos dados, a Teoria de Resposta ao Item <sc>(tri)</sc>.</p>
<p>A <sc>tri</sc> fundamenta-se em modelos matemáticos nos quais o cálculo da estimativa do traço latente leva em conta não só as respostas dadas pelos indivíduos, mas também, as propriedades dos itens que serviram para essa avaliação (<sc>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref16">embretson; reise, 2000</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref42">reise; ainsworth; haviland, 2005</xref>
</sc>).</p>
<p>Justifica-se a condução do presente estudo pela relevância da alfabetização financeira na atual conjuntura, sobretudo no cenário de existência de baixos níveis de alfabetização financeira por parte da população brasileira reportado pela literatura e, sobretudo, pela importância de testar a utilização da <sc>tri</sc> para mensurar a alfabetização financeira tendo em vista que, segundo <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref27">Knoll e Houts (2012)</xref>, essa modelagem possibilita a comparabilidade dos conhecimentos financeiros por meio de uma medida consistente e confiável, entre estudos, populações e programas distintos.</p>
<p>Além dessa Introdução, o estudo encontra-se segmentado em quatro tópicos. Inicialmente é realizada uma breve revisão da literatura acerca das técnicas utilizadas na mensuração do nível de alfabetização financeira no âmbito internacional, uma sucinta apresentação dos principais estudos nacionais sobre a temática, e uma explanação acerca do conceito, modelos, pressupostos e estimação dos parâmetros da<sc> tri.</sc>
</p>
<p>A seguir, são apresentados os aspectos metodológicos adotados no estudo, nomeadamente, o desenvolvimento e validação do instrumento de coleta de dados. Na sequência é realizada a análise e discussão dos dados e, por fim, são apresentadas as considerações finais com as devidas limitações e indicações de oportunidades para o desenvolvimento de futuras pesquisas.</p>
</sec>
<sec>
<title>
<bold>REVISÃO DA LITERATURA</bold>
</title>
<sec>
<title>
<bold>MENSURAÇÃO DO NÍVEL DE ALFABETIZAÇÃO FINANCEIRA</bold>
<bold>MENSURAÇÃO DO NÍVEL DE ALFABETIZAÇÃO FINANCEIRA</bold>
</title>
<p>Os primeiros estudos sobre alfabetização financeira utilizavam a porcentagem média de acertos em testes específicos como técnica de mensuração. As observações eram agrupadas em três grupos: aqueles com rendimento acima de 80% apresentavam alto nível de conhecimento; na faixa de 60% a 79% nível médio de conhecimento e com acerto abaixo de 60% representava níveis baixos de conhecimento financeiro (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref14">
<sc>danes; hira, 1987</sc>
</xref>).</p>
<p>A partir da segunda metade da década de 90, os estudos começaram a adotar metodologias mais robustas à mensuração da alfabetização financeira. <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref12">Chen e Volpe (1998)</xref>, por exemplo, utilizaram Análise de Variância (<sc>anova</sc>) e Regressão logística. Nos anos 2000, é notada a utilização de Regressões Logísticas (<sc>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref12">chen; volpe, 2002</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref8">beal; delpachitra, 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref52">worthington, 2004</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref34">murphy, 2005</xref>
</sc>), Regressões Múltiplas (<sc>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref51">volpe; kotel; chen, 2002</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref25">jang; hahn; park, 2014</xref>
</sc>) e Dados em Painel (<sc>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref26">klapper; lusardi; panos, 2013</xref>
</sc>).</p>
<p>Muito embora estudos com ferramentais mais simples ainda tenham sido conduzidos como, por exemplo, a utilização de Correlações e testes de médias por <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref40">
<sc>rmr (2003)</sc>
</xref>, nota-se a predominância de modelagens multivariadas à estimação da alfabetização funcional.</p>
<p>No entanto, a despeito dessa recente aderência aos métodos multivariados para a mensuração do nível de alfabetização financeira, existe uma relevante limitação na literatura sobre alfabetização financeira decorrente do fato do fenômeno alfabetização financeira não ser, necessariamente, dicotômico (alfabetizado ou não), mas um <italic>continuum</italic>.</p>
<p>O <xref ref-type="table" rid="gt1">Quadro 1</xref>, a seguir, apresenta um breve levantamento acerca das estratégias utilizadas para a mensuração da alfabetização financeira no âmbito internacional:</p>
<p>
<table-wrap id="gt1">
<label>Quadro 1</label>
<caption>
<title>Estratégias para a mensuração da alfabetização financeira</title>
</caption>
<alt-text>Quadro 1 Estratégias para a mensuração da alfabetização financeira</alt-text>
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</table-wrap>
</p>
<p>Na literatura nacional, corriqueiramente, utiliza-se testes de médias e de frequência para estimar o nível de alfabetização financeira. <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref30">Lucci, Zerrenner e Verrone (2006)</xref>, utilizando-se de estatística descritiva para analisar a influência da educação financeira nas decisões de consumo e investimento dos indivíduos, notaram que o conhecimento sobre finanças aprendidos na universidade influenciou positivamente na qualidade das decisões financeiras.<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref48">Vieira, Bataglia e Sereia (2011)</xref> analisaram se a alfabetização financeira obtida junto aos cursos de graduação de Administração, Ciências Econômicas e Ciências Contábeis influenciam na atitude de consumo, poupança e investimento dos indivíduos. Para tal, por meio da utilização do teste estatístico não paramétrico, qui-quadrado de Pearson, aplicado a uma amostra de 303 alunos, os autores concluíram que a formação acadêmica contribui para a melhor tomada de decisões de consumo, investimento e poupança dos indivíduos.</p>
<p>Buscando confrontar o nível de alfabetização financeira de alunos de graduação em Ciências Contábeis de uma universidade privada do Rio de Janeiro e frente ao desempenho de alunos norte-americanos, <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref3">Alves, Silva e Bressan (2011) </xref>utilizaram o teste Z de proporções e obtiveram indícios empíricos de que 74% da amostra possui baixo nível de educação financeira, especialmente, quando confrontado com o desempenho de discentes estadunidenses.</p>
<p>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref39">Potrich, Vieira e Kirch (2014)</xref>, por meio da condução de uma <italic>survey </italic>com 1572 indivíduos, e utilizando-se da análise de conglomerados (<italic>clusters</italic>), concluíram que alunos do gênero masculino, sem dependentes, com maior grau de escolaridade e níveis elevados de renda própria e familiar apresentam maior propensão a possuir níveis elevados de alfabetização financeira.</p>
<p>Por fim, <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref38">Potrich, Vieira e Ceretta (2013)</xref>, utilizando-se de estatísticas descritivas, testes de diferença de média (teste t) e técnicas de análise multivariada de análise de variância (anova) e análise fatorial exploratória, notaram que os estudantes apresentam comportamento financeiro positivo, porém, não satisfatório, dado que não têm, de forma bem estabelecida, hábitos de poupar mensalmente e de manter uma reserva financeira para casos inesperados.</p>
<p>É possível notar a inexistência de uma medida amplamente disseminada de alfabetização financeira desenvolvida por meio de análises psicométricas rigorosas. Nessa abordagem tradicional de mensuração de traços latentes, pautada na Teoria Clássica dos Testes (<sc>tct</sc>), o desempenho é mensurado por meio da quantidade/ percentual de itens corretos, o grau de dificuldade das questões é obtido restritamente pela proporção de erros e o grau de confiabilidade e o erro de medida são estimados globalmente, isto é, para o instrumento como um todo. Nessa abordagem, o poder discriminatório dos itens é obtido por meio de correlações bisserial e ponto-bisserial entre o item e o desempenho total no teste, ou ainda por meio da diferença no desempenho do item entre os 33% com maior nota total e os 33% com menor nota total baixa (<sc>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref23">hayes, 1992</xref>;<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref37"> pasquali, 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref42">reise; ainsworth; haviland, 2005</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref41">reckase, 2009</xref>
</sc>).</p>
<p>Nesse aspecto, a tct apresenta como principal limitação o fato dos parâmetros do instrumento, isto é, informações do item, a confiabilidade da escala, validade e erros-padrões serem sensíveis à amostra trabalhada, o que demanda a necessidade de um grande número de participantes para validação do instrumento e, sobretudo, dificulta a obtenção de uma medida consistente e confiável, por meio de estudos, populações e realidades distintos (<sc>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref15">embretson, 1996</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref42">reise; ainsworth; haviland, 2005</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref41">reckase, 2009</xref>
</sc>). Parte substancial dessas limitações é corrigida por meio da tri que possibilita compor um instrumento de pesquisa considerando os parâmetros de dificuldade e de discriminação de cada item e, por consequência, do instrumento como um todo. Além disso, por meio do procedimento de equalização (<italic>equating</italic>) do teste, possibilita-se o desenvolvimento de vários instrumentos  com níveis  equivalentes de  dificuldade  e discriminação, possibilitando, assim, o acompanhamento longitudinal de turmas/indivíduos. Logo,  pode-se  notar  que  a utilização  da  tri  para  a mensuração  da alfabetização financeira  acarretará,  potencialmente,  em  uma  série  de benefícios, sobretudo, no fomento à comparabilidade de desempenho de alunos longitudinalmente e por meio de estudos, populações, realidades e programas distintos.</p>
</sec>
<sec>
<title>
<bold>TEORIA DE RESPOSTA AO ITEM</bold>
</title>
<p>Algumas  variáveis,  como  por  exemplo,  a percepção  da  qualidade,  a inteligibilidade e a compreensibilidade, entre outras, apresentam como principal característica o fato de não possibilitarem a observação direta, sendo, portanto, necessária a aferição com base na observação de variáveis secundárias relacionadas (<sc>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref46">valle, 1999</xref>
</sc>).</p>
<p>Esse tipo de variável, denominada como latente, pode ser estimada por meio do estabelecimento de relações entre o desempenho do indivíduo em determinado teste composto por itens e a variável de interesse (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref44">
<sc>tavares, 2001</sc>
</xref>), sendo a tri a técnica predominante nas últimas décadas à estimação de habilidades latentes (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref4">
<sc>andrade; tavares; valle, 2000</sc>
</xref>).</p>
<p>Pautada na premissa de que os itens que constituem o teste são os elementos centrais da análise, a tri pode ser definida como um arcabouço de funções matemáticas que especifica o relacionamento de interação entre indivíduos e itens do teste (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref41">
<sc>reckase, 2009</sc>
</xref>). Nessa mesma perspectiva, <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref4">Andrade, Tavares e Valle (2000)</xref> afirmam que a tri é um conjunto de modelagens matemáticas que buscam estimar a probabilidade do respondente <italic>“j”</italic> apresentar a resposta correta ao item <italic>“i”</italic> de um determinado instrumento avaliativo em função dos parâmetros dos itens e do nível de proficiência  (<italic>theta</italic> ou habilidade latente) do respondente.</p>
<p>Os valores de <italic>theta</italic> são estimados com base na distribuição normal das habilidades dos respondentes na sua padronização de forma similar aos escores z, cuja média é igual a zero (0,00) e o desvio padrão é igual a um (1,00). O nível de <italic>theta</italic> de cada indivíduo é então obtido por meio do somatório dos <italic>thetas</italic> parciais de cada item do instrumento avaliativo (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref2">
<sc>alexandre et al., 2001</sc>
</xref>).</p>
<p>Após  a  estimação  de  <italic>theta</italic>,  são  consideradas  as  probabilidades  de o  respondente  acertar  os  demais  itens  do  questionário,  ou  seja,  dado determinado nível de traço latente, soma-se a probabilidade do individuo acertar o primeiro item, mais a probabilidade de acertar o segundo e assim por diante <sc>(<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref33">müller, 2007</xref>
</sc>).</p>
<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref46">Valle (1999, p. 3)</xref>, no âmbito dos traços latentes que se pretende mensurar, os modelos podem assumir duas classificações: unidimensional - quando o interesse limita-se em estimar um traço latente; e multidimensional: quando se busca examinar dois ou mais traços latentes simultaneamente. Entretanto, segundo <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref41">Reckase (2009)</xref>, toda a modelagem matemática da tri foi fundamentada no modelo unidimensional, sendo esse o modelo mais utilizado na prática.</p>
<p>Existem vários modelos não lineares na<sc> tri </sc>(um, dois ou três parâmetros), sendo  o modelo  logístico  unidimensional  de  dois  parâmetros  (<sc>2plm)</sc>, desenvolvido por Lord em 1952 (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref29">
<sc>lord, 1967</sc>
</xref>, p. 383), o pioneiro. O modelo 2plm é apresentado abaixo na Equação 1 (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref5">
<sc>baker, 2001</sc>
</xref>):</p>
<p>
<disp-formula id="e1">
<label/>
<graphic xlink:href="533560873005_ee2.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</disp-formula>
</p>
<p>Onde:</p>
<p>P(.<bold>
<italic>ij</italic>
</bold> = 1 | .<bold>.</bold> ) é a probabilidade do respondente . acertar o item . considerando sua habilidade .<bold>.</bold> ;</p>
<p>.<bold>
<italic>ij</italic>
</bold> = é a resposta dada pelo respondente . ao item <italic>i; θ</italic>
<bold>.</bold> = habilidade ou traço latente do respondente j; .<bold>. </bold>= parâmetro de discriminação do item i;</p>
<p>.<bold>. </bold>= parâmetro de dificuldade do item i.</p>
<p>Existem  dois  pressupostos  que  devem  ser  observados  a  utilização  de modelos  unidimensionais da  tri:  a unidimensionalidade  do  item  e a independência local. A unidimensionalidade refere-se ao fato do teste avaliar apenas um único traço latente (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref4">
<sc>andrade; tavares; valle, 2000</sc>
</xref>), enquanto a independência local pressupõe que, mantidas constantes as aptidões, com exceção do . dominante, as respostas dos itens são independentes. Em outras palavras, o desempenho do indivíduo em determinado item não é afetado pelo desempenho nas demais questões do instrumento de coleta de dados (<sc>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref22">hambleton; swaminathan; rogers, 1991</xref>
</sc>).</p>
<p>A estimação dos parâmetros na tri é realizada pelo Método da Máxima Verossimilhança por meio da utilização de algum processo interativo, como por exemplo, o algoritmo em - <italic>Expectation Maximization</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref4">
<sc>andrade; tavares; valle, 2000</sc>
</xref>).</p>
<p>O algoritmo em é uma ferramenta utilizada na estimação do estimador de máxima verossimilhança (<sc>emv</sc>) de forma iterativa, inclusive suportando bases de dados com dados incompletos (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref10">
<sc>casella; berger, 2011</sc>
</xref>).</p>
<p>Quando  comparada  à  abordagem  da  <sc>tct</sc>,  a <sc> tri</sc>  apresenta  como principais vantagens: a estimação e controle dos parâmetros de dificuldade, discriminação  e probabilidade  de  acerto  casual  (no  caso  do  modelo logístico unidimensional de três parâmetros - 3<sc>plm); </sc>a invariância dos parâmetros independentemente da amostra estudada; o cálculo do grau de confiabilidade e o erro padrão de cada item; e a equalização do teste que possibilita acompanhamentos longitudinais de turmas/indivíduos (<sc>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref23">hayes, 1992</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref15">embretson, 1996</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref4">andrade; tavares; valle, 2000</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref42">reise, ainsworth; haviland, 2005</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref41">reckase, 2009</xref>
</sc>).</p>
</sec>
</sec>
<sec>
<title>
<bold>METODOLOGIA</bold>
</title>
<p>Dado que o instrumento de coleta de dados utilizado por<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref27"> Knoll e Houts (2012)</xref> apresenta 20 itens, em decorrência da disponibilidade de tempo dos alunos, optou-se pelo desenvolvimento de um questionário mais sucinto visando criar incentivos à maior adesão à pesquisa, porém, conservando as características do instrumento seminal. Os itens da versão final do instrumento  demandam  conhecimento  acerca  de  volatilidade,  ativos financeiros, planejamento financeiro, finanças pessoais e instrumentos de política monetária, como a <sc>selic</sc>.</p>
<p>Como apresentado anteriormente, o objetivo do presente estudo não é a validação do instrumento desenvolvido por <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref27">Knoll e Houts (2012)</xref> ao contexto brasileiro, mas sim, a avaliação da plausibilidade da utilização da tri à estimação da alfabetização financeira no âmbito nacional. Assim, esforços futuros devem ser direcionados à construção de um instrumento mais amplo, englobando itens alinhados às particularidades do contexto brasileiro via <sc>tri.</sc>
</p>
<p>Inicialmente foi realizado um pré-teste aplicando o questionário a uma turma de 36 alunos, visando analisar a adequação dos itens e o dimensionamento do tempo necessário para a participação. Concluída essa etapa inicial, foi dado prosseguimento à aplicação às demais turmas.</p>
<p>Da amostra inicial de 322 alunos, 15 questionários foram descartados em decorrência da existência de <italic>missing, </italic>assim, foram compreendidas 307 observações. Dada à existência de disciplinas específicas de Finanças na grade curricular do curso de graduação em Administração, espera-se notar evidências da existência de níveis intermediários a avançado de alfabetização financeira.</p>
<p>Inicialmente buscou-se avaliar a consistência interna do instrumento de pesquisa. Para tal, dada a natureza binária dos dados, foi utilizado o método de Kuder-Richardson. O valor de 0,871, obtido na análise, permitiu concluir pela existência de um bom nível de consistência interna (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref19">
<sc>george; mallery, 2003</sc>
</xref>). Concluída a análise da consistência interna, seguiu-se à validação do instrumento de coleta de dados. Este procedimento foi realizado por meio da Análise Fatorial Exploratória, por meio do <italic>software</italic> factor v9.3, <italic>software </italic>gratuito desenvolvido pelos professores Urbano Lorenzo-Seva e Pere Joan Ferrando, da <italic>Universitat Rovira i Virgili</italic> (Tarragona, Espanha).</p>
<p>Mais uma vez, em decorrência da natureza dicotômica dos dados, a análise fatorial confirmatória foi realizada utilizando correlações policóricas (<italic>polychoric correlations</italic>). O índice de 0,735 para a estatística Kaiser-Meyer- Olkim (<sc>kmo</sc>), o valor Qui Quadrado do teste de Bartlett de 293,9, significante a 0,000 e a variância total explicada de 61,61% após a extração de um único fator, permitiram concluir pela existência de apenas um fator captado pelo questionário. Muito embora inexista unanimidade na definição de um único critério objetivo, conclui-se pela unidimensionalidade quando a variância total explicada é superior a 50% (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref21">
<sc>hair júnior et al., 2010</sc>
</xref>). Ao se confirmar a unidimensionalidade, consequentemente obtém-se a independência local (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref22">
<sc>hambleton; swaminathan; rogers, 1991</sc>
</xref>).</p>
<p>O gfi (<italic>goodness-of-fit índex</italic> ou índice de qualidade do ajuste), coeficiente de determinação geral para modelos de equações estruturais análogo ao R² da regressão múltipla, indica a proporção de variância-covariância explicada pelo modelo. O valor obtido de 0,99 permite concluir elevada adequação ao modelo (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref43">
<sc>tanaka, 1993</sc>
</xref>). Outra medida importante, o valor obtido à raiz da média dos quadrados dos erros de aproximação (<sc>rmsea</sc>) de 0,075 - abaixo de 0,08, teto para ser considerado desejável (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref45">
<sc>thompson, 2004</sc>
</xref>) - indica quão bem o modelo se ajusta à população (não apenas à amostra utilizada para a estimação).</p>
<p>Confirmado os pressupostos da tri, a análise teve continuidade. Alinhado a <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref27">Knoll e Houts (2012)</xref>, o nível de alfabetização financeira dos discentes foi mensurado com base no modelo logístico unidimensional para itens dicotômicos com dois parâmetros, com as respostas sendo categorizadas como correta ou incorreta, sendo as respostas “não sei”, quando disponíveis, tratadas como incorretas.</p>
<p>Os  parâmetros  do  modelo  2plm  da  tri  foram  estimados  usando  o algoritmo EM por meio do <italic>software</italic> irtpro. A opção pela estimação baseada no algoritmo EM também se encontra alinhada ao estudo e <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref27">Knoll e Houts (2012)</xref>.</p>
</sec>
<sec>
<title>
<bold>ANÁLISE DOS DADOS</bold>
</title>
<sec>
<title>
<bold>MENSURAÇÃO DO NÍVEL DE ALFABETIZAÇÃO FINANCEIRA</bold>
</title>
<p>Como apresentado anteriormente, os parâmetros dos itens propostos para avaliar o nível de alfabetização financeira foram estimados com base no modelo logístico unidimensional para itens dicotômicos com dois parâmetros. Os valores estimados dos parâmetros (a) e (b) e seus respectivos erros padrões são apresentados na <xref ref-type="table" rid="gt3">Tabela 1</xref>.</p>
<p>
<table-wrap id="gt3">
<label>Tabela 1</label>
<caption>
<title>Estimativas dos parâmetros e erros padrões dos itens</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 1  Estimativas dos parâmetros e erros padrões dos itens</alt-text>
<graphic xlink:href="533560873005_gt4.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</table-wrap>
</p>
<p>O parâmetro (a) mensura o nível de discriminação do item, isto é, aplicado ao presente estudo, o parâmetro distingue discentes com níveis distintos de alfabetização financeira. Este parâmetro reflete a inclinação da curva do modelo logístico, sendo que, quanto maior o parâmetro, mais robusta é a capacidade de discriminação dos alunos com níveis diferenciados de alfabetização financeira.</p>
<p>Muito embora possa assumir valores entre - ∞ a + ∞, não é comum a ocorrência de valores negativos (<sc>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref4">andrade; tavares; valle, 2000</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref5">baker, 2001</xref>
</sc>), sendo usualmente utilizados itens com valores orbitando no intervalo de 0 a 2 (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref22">
<sc>hambleton; swaminathan; rogers, 1991</sc>
</xref>). Na <xref ref-type="table" rid="gt3">Tabela 1</xref>, é possível notar que os itens 2, 3, 4 e 5 ostentam maior poder discriminatório, sendo que a capacidade média de segregação do teste é positiva em 1,91, com desvio padrão de 0,60, resultado alinhado ao preconizado pela literatura.</p>
<p>O parâmetro de dificuldade (b), que apresenta valores esperados de -3 a +3, corresponde ao valor de theta (habilidade latente) e, no caso do presente estudo, capta o nível de alfabetização financeira. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref22">Hambleton, Swaminathan e Rogers (1991)</xref>, se (b) &lt;θj , é mais provável que o respondente acerte o item, caso (b) &gt;θj provavelmente o indivíduo erre o item e, por fim, se (b) =θj sugere dificuldade mediana, exigindo uma habilidade média (percentil de 50) de alfabetização financeira para acertar o item. Em outras palavras, quanto maior o valor do parâmetro, menor a probabilidade de um aluno com baixo nível de alfabetização financeira acertar o item.</p>
<p>Novamente analisando a <xref ref-type="table" rid="gt3">Tabela 1</xref>, pode-se concluir pela existência de itens com variados níveis de dificuldade no questionário o que, segundo Harraway e Barker (2005), é desejável. O item 1 demanda de baixo a mediano nível de alfabetização financeira para o acerto, enquanto os demais itens captam nível intermediário. Dado que o valor médio do parâmetro (b) é de -0,38 pode-se concluir que o instrumento apresenta nível satisfatório para captar o nível de alfabetização financeira.</p>
<p>A análise do parâmetro (b) de cada item evidencia o nível de alfabetização financeira que o item em específico é capaz de captar, conforme evidenciado em ordem decrescente na <xref ref-type="table" rid="gt4">Tabela 2</xref>.</p>
<p>
<table-wrap id="gt4">
<label>Tabela 2</label>
<caption>
<title>Itens conforme nível de captação da alfabetização financeira</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 2  Itens conforme nível de captação da alfabetização financeira</alt-text>
<graphic xlink:href="533560873005_gt5.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</table-wrap>
</p>
<p>A curva de informação do teste, apresentada na <xref ref-type="fig" rid="gf1">Figura 1</xref>, evidencia a capacidade do instrumento captar distintos níveis de alfabetização financeira, compreendendo o somatório de informação de todos os itens em cada região da escala de habilidade latente.</p>
<p>
<fig id="gf1">
<label>
<bold>Figura 1</bold>
</label>
<caption>
<title>Curva de informação do instrumento</title>
</caption>
<alt-text>Figura 1 Curva de informação do instrumento</alt-text>
<graphic xlink:href="533560873005_gf2.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>A função informação do teste evidencia a região da escala de habilidade latente em que existe maior precisão do instrumento, isto é, para qual nível de alfabetização financeira é capturada maior informação. Analisando a <xref ref-type="fig" rid="gf1">Figura 1</xref>, é possível concluir que o instrumento capta um maior volume de informação entre os níveis de conhecimento financeiro de –1,5 a +1,5, aproximadamente. Na <xref ref-type="table" rid="gt5">Tabela 3</xref>, são apresentadas as estatísticas descritivas do nível de alfabetização financeira dos discentes.</p>
<p>
<table-wrap id="gt5">
<label>Tabela 3</label>
<caption>
<title>Estatísticas descritivas do nível de alfabetização financeira dos discentes</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 3  Estatísticas descritivas do nível de alfabetização financeira dos discentes</alt-text>
<graphic xlink:href="533560873005_gt6.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</table-wrap>
</p>
<p>Considerando a moda de 1,099, a mediana (-0,0560) e média (0,0002), pode- se concluir pela existência de uma distribuição assimétrica positiva ou à direita (assimetria de 0,0048), ou seja, a maior parte dos alunos apresenta desempenho inferior à média. Adicionalmente, o valor de -1,2682 para curtose indica uma distribuição platicúrtica, isto é, as observações encontram-se relativamente dispersas em torno da média.</p>
<p>Analisando a distância entre o valor mínimo (-1,4020) e máximo (1,0990), pode-se notar a existência de importante amplitude dos dados, fato este corroborado pelo desvio padrão de 0,8381. O nível de alfabetização financeira dos discentes é apresentado na <xref ref-type="fig" rid="gf2">Figura 2</xref>.</p>
<p>
<fig id="gf2">
<label>
<bold>Figura 2 </bold>
</label>
<caption>
<title>Distribuição dos discentes conforme nível de alfabetização financeira</title>
</caption>
<alt-text>Figura 2  Distribuição dos discentes conforme nível de alfabetização financeira</alt-text>
<graphic xlink:href="533560873005_gf3.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>Com base na distribuição dos discentes conforme nível de alfabetização financeira é possível notar que 83 alunos (27%) apresentaram nível razoável de alfabetização financeira, isto é, com theta de 1 a 1,1 numa escala que orbita de -3 a + 3. Parte dos discentes, 51 ou 16% aproximadamente, ostentou desempenho de 0,1 a 0,8, enquanto a grande maioria 173 ou 56,35% apresentou baixo nível de conhecimento financeiro, ou seja, theta oscilantes de -1,5 a 0, sendo que 72 alunos (23,45%) apresentaram thetas no intervalo de -1,5 a -0,7. Nesse ponto, pode-se concluir pela existência de baixo nível de alfabetização financeira por parte dos graduandos em Administração de Empresas.</p>
<p>Visando analisar a existência de diferença de desempenho dos alunos nos 8 (oito) períodos do curso, foi realizado o teste não paramétrico Kruskal- Wallis  para  amostras  independentes.  Considerando  a  significância  de 0,00 obtida no teste, a hipótese nula de que todas as populações possuem funções de distribuição iguais pôde ser rejeitada, ou seja, existem diferenças estatisticamente significativas em pelo menos dois dos períodos analisados, como pode ser observado na <xref ref-type="fig" rid="gf3">Figura 3</xref>.</p>
<p>
<fig id="gf3">
<label>
<bold>Figura 3</bold>
</label>
<caption>
<title>Desempenho médio por período</title>
</caption>
<alt-text>Figura 3 Desempenho médio por período</alt-text>
<graphic xlink:href="533560873005_gf4.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>É possível notar, na <xref ref-type="fig" rid="gf3">Figura 3</xref>, que a tendência ascendente é revertida a partir do 6º período, tendo o pior desempenho no 7º período. Essa realidade pode ser decorrente da concentração das disciplinas de Finanças no meio do curso, do fato dos alunos terem estudado apenas com o intuito de serem aprovados na disciplina e, principalmente, da percepção, por parte dos alunos, de que os conteúdos discutidos na disciplina não têm aplicação imediata no atual momento da vida (estudos).</p>
<p>O resultado notado no 8º período, quando confrontado com o apresentado no 1º período não foi estatisticamente distinto, conforme a significância de 0,351 do teste Mann-Whitney. Como não houve um acompanhamento longitudinal com a mesma turma, não é possível afirmar pela inexistência de evolução do nível de alfabetização financeira dentro da graduação, mas apenas que não foi notada a existência de diferenças significativas entre ingressantes e concluintes. Esses resultados corroboram parcialmente com os achados de <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref48">Vieira, Bataglia e Sereia (2011)</xref> que notaram que, em algumas questões, o desempenho dos alunos ingressantes e concluintes não apresentou diferenças significativas.</p>
<p>Esses achados mostram-se ainda mais relevantes quando se pondera que esses discentes tão logo estarão no mercado de trabalho, diariamente, exercendo decisões de captação e aplicação de recursos financeiros e, potencialmente, gerando externalidades negativas para as empresas, stakeholders e a si próprios. A despeito da existência de disciplinas específicas de Finanças na grade curricular, o desempenho dos discentes mostrou-se pouco satisfatório, levantando questionamentos acerca do eventual desempenho de discentes de cursos que não dispõem de disciplinas correlatas na grade curricular.</p>
<p>No  que  diz  respeito  ao  desempenho  da  <sc>tri </sc> para  a  mensuração  da alfabetização  financeira, pode-se notar que a <sc>tri </sc>mostrou-se uma opção metodológica importante na estimação desse traço latente, possibilitando a comparabilidade dos conhecimentos financeiros por meio de uma medida consistente e confiável, entre estudos, populações, realidades e programas distintos. Nesse aspecto, esforços devem ser direcionados à construção de um instrumento mais amplo, englobando a proposição de itens mais alinhados às particularidades do contexto brasileiro via <sc>tri.</sc>
</p>
<p>Além das vantagens já apresentadas, a aplicação da<sc> tri</sc> permite aos pesquisadores desenvolverem instrumentos compostos por subconjuntos de questões particularmente relevantes a propósitos específicos sem a necessidade  de  administrar  todo  o  conjunto  de  itens  do  instrumento (tendo  em  vista  a  validação  prévio  dos  itens),  reduzindo,  assim,  uma série de problemas relacionados à aplicação de questionários como, por exemplo, a saturação dos respondentes, tempo de aplicação e baixa taxa de retorno. Assim, torna-se plausível desenvolver instrumentos com itens especificamente relacionados, por exemplo, a financiamentos, com itens estreitamente relacionados à questão de pesquisa.</p>
<p>Por fim, ressalta-se que no eventual interesse de grupos e subtemas específicos, por exemplo, jovens adultos e suas estratégias de planejamento da aposentadoria, é possível, por meio da equalização do teste, desenvolver testes específicos por meio da inclusão ou exclusão de itens (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref27">
<sc>knoll; houts, 2012</sc>
</xref>).</p>
</sec>
<sec>
<title>
<bold>PERFIL E ESTRATÉGIAS DE INVESTIMENTOS</bold>
</title>
<sec>
<title>
<bold>
<italic>Concluída a mensuração do nível de alfabetização financeira dos graduandos</italic>
</bold>
</title>
<p>e a consequente avaliação da adequabilidade da tri para mensuração da alfabetização financeira, a seguir são reportadas informações incrementais coletadas. Inicialmente notou-se que apenas 27,69% ou 85 alunos costumam poupar parte do orçamento mensal com um objetivo específico. Para esse grupo de poupadores, 52,87% (46 respondentes) poupam sem nenhum motivo específico (28,74% afirmaram não ter objetivo específico, 12,64% escolheram a opção “Outros” e 11,49% não responderam). Ademais, 22,99% (20  alunos)  sinalizaram  preocupação  com  a  aposentadoria,  17,24%  (15 discentes) justificaram investir em educação e 3,45% (três alunos) planejam viajar ou investir em saúde.</p>
<p>Esse cenário é especialmente preocupante dada a atual conjuntura de recorrentes déficits nas contas da previdência social e a iminente necessidade da realização de previdência complementar. Outro dado importante ocorre pela baixa poupança com o objetivo de contratar serviços de saúde.</p>
<p>Quando questionados acerca da estratégia utilizada, isto é, a linha de crédito geralmente utilizada para fechar as contas no final do mês, 36,48% afirmou não utilizar nenhuma linha de financiamento o que pode ser explicado pelo financiamento por parte dos pais. Cerca de 16% utilizam crédito pessoal, 7,5% crédito consignado e 3,58% optou por não responder. No tocante às linhas disponibilizadas pelo mercado, 24,76% dos alunos confessaram utilizar o limite do cheque especial e 11,40% o refinanciamento da fatura do cartão de crédito, opções que apresentam como principal característica a exorbitante taxa de juros praticada, o que vai de encontro ao preconizado pela cartilha da alfabetização financeira e reforça a conclusão de baixo nível de alfabetização financeira nos discentes.</p>
<p>Notou-se ainda que, aproximadamente, 61% da amostra, 188 alunos, investem na caderneta de poupança, resultado que permite concluir que, de uma forma geral, os discentes apresentam perfil de investimento conservador. Por fim, questionados acerca da motivação para o não investimento em ações, entre outras opções, cerca de 45% alegou falta de conhecimento e 18% afirmou preferir opções de investimentos menos voláteis, o que corrobora, respectivamente, o baixo nível de alfabetização financeira e o perfil conservador de investimento dos alunos.</p>
</sec>
</sec>
</sec>
<sec>
<title>
<bold>CONSIDERAÇÕES FINAIS</bold>
</title>
<p>Cidadãos com baixos níveis de alfabetização financeira são, inconscientemente, mais propensos a cometerem erros financeiros, menos propensos a se envolverem em práticas financeiras recomendadas e incapazes de lidar com choques econômicos repentinos (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref26">
<sc>klapper; lusardi; panos, 2013</sc>
</xref>). Esse cenário torna-se ainda mais relevante no contexto brasileiro, onde se pratica uma das mais altas taxas de juros do mundo.</p>
<p>Nesse aspecto, o presente estudo teve por objetivo mensurar o nível de alfabetização financeira dos discentes do curso de Administração de empresas de uma Instituição de Ensino Superior (<sc>ies</sc>) Federal. A despeito da existência de disciplinas específicas de Finanças na grade curricular do curso de graduação em Administração, por meio da utilização da <sc>tri</sc>, foram notados indícios que permitem concluir pela existência de baixo nível de alfabetização financeira por parte dos discentes.</p>
<p>Embora tenha sido notada uma evolução ascendente importante, após o 6º período a tendência foi invertida, acarretando em níveis similares de alfabetização financeira entre ingressantes e concluintes. Mesmo não tendo sido realizado um estudo longitudinal, é possível formular o <italic>insight </italic>de que não houve na amostra uma evolução significativa na graduação em Administração.</p>
<p>Baixos níveis de alfabetização financeira, entre outros efeitos, acarretam em baixa participação nos mercados financeiros (investimentos) e alta utilização de fontes informais de empréstimo, que acarretam em altas taxas de juros (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref26">
<sc>klapper; lusardi; panos, 2013</sc>
</xref>).</p>
<p>Acerca das estratégias de investimentos dos graduandos, notou-se que estes apresentam perfil conservador e que poucos (cerca de 37%) efetuam investimentos, sendo que apenas 9,77% sinalizaram preocupação com a aposentadoria e 4,23% poupam para investir em saúde.</p>
<p>Esses achados encontram-se alinhados ao preconizado pela literatura prévia, o que evidencia a relevância da problemática dentro do ensino superior, sobretudo, nos cursos da área de gestão, como é o caso específico do curso de Administração de empresas. Muito embora os resultados obtidos sejam similares à literatura prévia, o presente estudo contribui ao testar empiricamente, no contexto nacional, a utilização da tri à estimação da alfabetização financeira.</p>
<p>Os resultados obtidos permitem concluir que a tri é uma opção metodológica importante na estimação desse traço latente, possibilitando a comparabilidade dos conhecimentos financeiros por meio de uma medida consistente e confiável, entre estudos, populações, realidades e programas distintos.</p>
<p>A título de limitações, cita-se a impossibilidade de generalizar os resultados alcançados, tendo em vista que esses são limitados à amostra analisada, bem como a não apresentação dos itens de forma randômica no questionário o que, eventualmente, penaliza os últimos itens do instrumento em decorrência, dentre outros fatores, da saturação e cansaço.</p>
<p>Outra limitação surge na impossibilidade de explicar o motivo para o baixo nível de alfabetização financeira nos alunos concluintes do curso. Uma abordagem quanti-quali contribuiria à mitigação dessa fragilidade. Cita-se ainda como limitação o fato do instrumento de coleta de dados aplicado não ser equivalente ao utilizado por <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref27">Knoll e Houts (2012)</xref>, o que impossibilitou a confrontação dos resultados alcançados.</p>
<p>A exemplo de <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_533560873005_ref48">Vieira, Bataglia e Sereia (2011)</xref>, o presente estudo também não contemplou variáveis relevantes à alfabetização funcional, como por exemplo, a experiência prática, fatores esses que devem ser compreendidos em futuras investigações. Como apresentado anteriormente, esforços podem ser direcionados à construção de um instrumento mais amplo, englobando a proposição de itens mais alinhados às particularidades do contexto brasileiro via tri.</p>
<p>Sugere-se ainda, acerca das oportunidades para a condução de futuras pesquisas, visando detectar a evolução do nível de alfabetização financeira, efetuar um estudo longitudinal, acompanhando turmas do início até a conclusão da graduação. Outra oportunidade surge na condução de estudos que confrontem o resultado decorrente da estimação via tri frente à adoção de uma abordagem qualitativa visando captar as eventuais motivações da ocorrência de baixos níveis de alfabetização financeira mesmo após os discentes terem cursado as disciplinas de Finanças na graduação.</p>
<p>Por fim, a condução de estudos semelhantes em outros cursos, sobretudo naqueles que não apresentam disciplinas específicas de Finanças na grade curricular, bem como confrontar os resultados do curso de Administração frente a outros cursos correlatos, como por exemplo, Ciências Contábeis, Ciências Atuariais e Economia visando detectar a existência de diferenças significativas. Por fim, nota-se uma oportunidade relevante no tocante à detecção dos determinantes à alfabetização financeira.</p>
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