Artigo

PSICÓLOGO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NA PERSPECTIVA DO PROFESSOR

SCHOOL PSYCHOLOGIST IN INCLUSIVE EDUCATION FROM THE TEACHER'S PERSPECTIVE

PSICÓLOGA ESCOLAR EN EDUCACIÓN INCLUSIVA DESDE LA PERSPECTIVA DEL DOCENTE

Rafaele Lima Batista Oriá
Universidade de Fortaleza, Brasil
Tereza Gláucia Rocha Matos
Universitat de Barcelona, Universidade Federal do Ceará, Universidade de Fortaleza, España

PSICÓLOGO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NA PERSPECTIVA DO PROFESSOR

Revista Exitus, vol. 14, e024057, 2024

Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA

Recepción: 15 Octubre 2024

Aprobación: 16 Octubre 2024

Publicación: 07 Noviembre 2024

RESUMO: Realizou-se uma revisão narrativa, com o objetivo de investigar como os professores percebem o trabalho do psicólogo escolar com estudantes que apresentam alguma deficiência. Formulou-se a pergunta norteadora com base no método PICO, que indaga: Quais as percepções dos professores em relação ao trabalho do psicólogo escolar com os estudantes com deficiências? A busca por artigos científicos foi restrita aos últimos cinco anos e realizada na base de dados Scielo, através do Portal de Periódicos CAPES e Google Acadêmico. A análise dos resultados identificou pontos de convergência e divergência entre os estudos, bem como lacunas na literatura. Os textos destacam o papel do psicólogo escolar no apoio aos estudantes, desenvolvendo intervenções e capacitações com os professores. Os psicólogos educacionais, nesse contexto, confrontam-se diariamente com uma série de desafios, buscando alinhar-se às expectativas dos professores, diretores e da própria comunidade escolar.

Palavras-chave: Psicologia Escolar, Professor, Trabalho, Educação Inclusiva.

ABSTRACT: A narrative review was carried out, with the aim of investigating0 how teachers perceive the work of school psychologists with students who have a disability. The guiding question was formulated based on the PICO method, which asks: What are teachers' perceptions regarding the school psychologist's work with students with disabilities? The search for scientific articles was restricted to the last five years and carried out in the Scielo database, through the CAPES Journal Portal and Google Scholar. Analysis of the results identified points of convergence and divergence between studies, as well as gaps in the literature. The texts highlight the role of the school psychologist in supporting students, developing interventions and training with teachers. Educational psychologists, in this context, are faced daily with a series of challenges, seeking to align themselves with the expectations of teachers, principals and the school community itself.

Keywords: School Psychology, Teacher, Work, Inclusive Education.

RESUMEN: Se realizó una revisión narrativa, con el objetivo de indagar cómo perciben los docentes el trabajo del psicólogo escolar con estudiantes que presentan alguna discapacidad. La pregunta orientadora se formuló a partir del método PICO, que pregunta: ¿Cuáles son las percepciones de los docentes en relación al trabajo de los psicólogos escolares con estudiantes con discapacidad?. La búsqueda de artículos científicos se restringió a los últimos cinco años y se realizó en la base de datos Scielo, a través del Portal de Revistas de la CAPES y Google Scholar. El análisis de los resultados identificó puntos de convergencia y divergencia entre los estudios, así como vacíos en la literatura. Los textos destacan el papel del psicólogo escolar en el apoyo a los estudiantes, el desarrollo de intervenciones y la formación con los docentes. Los psicólogos educativos, en este contexto, se enfrentan diariamente a una serie de desafíos, buscando alinearse con las expectativas de los docentes, directores y la propia comunidad escolar.

Palabras clave: Psicología Escolar, Maestro, Trabajo, Educación Inclusiva.

INTRODUÇÃO

Inicialmente, vale destacar que a inclusão é um processo em que todos os estudantes devem participar com equidade da sala de aula regular, proporcionando benefícios a todos e não semente aos estudantes com deficiência (Mantoan, 2003), existindo a necessidade também de modificações no ambiente escolar (Benitez, 2018).

Os estudantes, foco do atendimento da Educação Especial nas escolas, são “considerados com alguma deficiência física (DF), deficiência intelectual (DI), deficiência auditiva (DA), deficiência visual (DV), deficiência múltipla (DM), transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades/superdotação (AH/SD)” (Acuna, 2020, p. 89-90).

A inclusão educacional é uma pauta central nas políticas de educação contemporâneas, visando assegurar que todos os estudantes tenham acesso equitativo e participação plena no ambiente escolar, independentemente de suas características individuais (Rosa; Lima, 2022). O papel desempenhado pelo psicólogo escolar emerge como um elemento essencial na promoção desse ideal inclusivo, especialmente no que concerne ao atendimento às necessidades dos estudantes com deficiências (Almeida, 2022).

Circunstâncias como a combinação da falta de formação específica, desvalorização do trabalho interdisciplinar, expectativas irrealistas, resistência a novas abordagens e sobrecarga de trabalho, podem levar muitos professores a não compreenderem plenamente o papel do psicólogo escolar, levando à subutilização ou interpretação equivocada de suas funções (Araújo; Silva; Zanon, 2023). A presente pesquisa busca compreender a percepção dos professores em relação ao trabalho do psicólogo escolar no atendimento aos estudantes com deficiências, no contexto educacional brasileiro.

Esta investigação justifica-se pela necessidade de aprofundar o entendimento sobre as dinâmicas e desafios enfrentados na promoção da inclusão desses estudantes no ambiente escolar, bem como pela importância de identificar oportunidades para aprimorar as práticas de intervenção psicológica nas escolas, com base nas perspectivas dos professores. Tem-se como objetivo principal identificar as diferentes visões dos professores, retratadas na literatura nacional, sobre o trabalho do psicólogo escolar com estudantes com deficiência, contribuindo para uma compreensão mais ampla e aprofundada dessa temática.

Em síntese, esta pesquisa busca, a partir de uma consulta piloto de evidências, explorar as perspectivas dos professores sobre o trabalho do psicólogo escolar com estudantes com deficiências, fornecendo subsídios teóricos e práticos para a promoção de uma educação verdadeiramente inclusiva e de qualidade para todos os estudantes, com o desenvolvimento de práticas mais eficazes e inclusivas nas escolas brasileiras.

METODOLOGIA

Este estudo adota uma abordagem de revisão de literatura, em textos de língua portuguesa, centrada no papel do psicólogo escolar no contexto da inclusão de estudantes com deficiências. A pesquisa foi realizada por meio de uma busca sistemática na base de dados Scielo, acessada através do Portal de Periódicos da CAPES, e pelo Google Acadêmico, publicados entre os anos de 2017 e 2022, utilizando os descritores: “psicologia escolar”, “inclusão” e “alunos com deficiências”. Foram encontrados 223 estudos, no qual 10 foram selecionados.

Os 10 estudos selecionados foram os seguintes, listados com nome do(s) autor(es), ano e título da publicação, em ordem alfabética crescente do(s) autor(es):

QUADRO 1
Estudos selecionados
Estudos selecionados

A análise dos dados extraídos dos artigos foi realizada de forma qualitativa, agrupando as informações em categorias temáticas que emergiram da literatura: demandas inclusivas direcionadas ao psicólogo escolar; controvérsias sobre como fazer algo; a evolução histórica da psicologia escolar; e papel da psicologia na escola. Por fim, os resultados da revisão foram organizados em uma síntese narrativa, destacando os principais achados e oferecendo uma visão crítica sobre o papel do psicólogo escolar no processo de inclusão, na perspectiva dos professores.

Utilizou-se uma pesquisa bibliográfica e a análise dos artigos selecionados, que visam a identificar pontos de convergência e divergência entre as diferentes abordagens encontradas na literatura.

A pergunta norteadora da pesquisa, formulada com base no método PICO (Participantes, Intervenção, Comparação e Outcome/desfecho), usado para auxiliar o que de fato a pergunta de pesquisa deve especificar, indaga: Quais as percepções dos professores em relação ao trabalho do psicólogo escolar com os estudantes com deficiências?

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Neste tópico, apresenta-se a evolução histórica da psicologia escolar, o papel da psicologia na escola, a inclusão e as atribuições do psicólogo escolar, demandas inclusivas direcionadas ao psicólogo escolar e controvérsias sobre como fazer algo.

A evolução histórica da psicologia escolar

A psicologia educacional “pode ser vista como uma subárea da psicologia que busca compreender o ensino e a aprendizagem em contextos educacionais” (Pereira; Silva, 2022, p. 5). No Brasil, observa-se que “a literatura sobre psicologia e educação se tornou mais abundante a partir da década de 1970, e essa produção se intensificou ao longo dos últimos vinte anos, especialmente a partir da década de 1990, tendo como pano de fundo a LDB” (Brasil, 1996; Dazzani, 2010). Esse desenvolvimento gerou uma importante reflexão sobre a formação e identidade dos profissionais da educação, incluindo o psicólogo, e particularmente sobre sua atuação no campo educacional (Pereira; Silva, 2022).

Entre o final da década de 1990 e o início dos anos 2000, as produções em psicologia escolar enfatizaram a importância de considerar diversos aspectos culturais, históricos e constitutivos nos processos de desenvolvimento e aprendizagem dos indivíduos (Pereira; Silva, 2022). Já no século XXI, uma conquista significativa foi a promulgação da Lei nº 13.935, em 2019, que estabeleceu a presença dos serviços de psicologia e serviço social nas redes públicas de educação básica (Brasil, 2019). De acordo com o artigo 1º, inciso 1º da Lei nº 13.935/2019, as equipes multiprofissionais deverão desenvolver ações para melhorar a qualidade do processo de ensino-aprendizagem, com a participação da comunidade escolar, contribuindo para a mediação das relações institucionais e sociais (Pereira; Silva, 2022).

O Conselho Federal de Psicologia e a Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE) têm se mobilizado para garantir a implementação efetiva dessa Lei nas escolas brasileiras, embora ainda haja um longo caminho a percorrer para a plena inserção do psicólogo na educação básica (Pereira; Silva, 2022). É essencial que o psicólogo escolar direcione sua atuação para a saúde psicológica, desenvolvendo estratégias de intervenção que promovam o bem-estar de estudantes e professores. Ele deve atuar como mediador na construção de estratégias formativas e opções de aprendizagem (Pereira et al., 2018).

Os cursos de graduação em psicologia no Brasil devem seguir as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), instituídas pelo Parecer CNE/CES nº 62, de 7 de maio de 2004, que determinam a necessidade de uma formação ampla para os psicólogos, considerando a diversidade de metodologias e teorias (Pereira; Silva, 2022). Essas diretrizes destacam a formação em “psicologia e processos educativos”, que abrange competências para diagnosticar necessidades, realizar intervenções, e planejar condições para o processo de ensino-aprendizagem, visando o desenvolvimento de habilidades, conhecimentos, atitudes e valores de indivíduos e grupos em diferentes contextos institucionais (CNE, 2004, p. 9).

O Parecer CNE/CES nº 1.071, de 4 de dezembro de 2019, reforça a necessidade de os cursos de psicologia oferecerem uma formação que inclua uma estrutura curricular e estratégias de ensino-aprendizagem, que estejam alinhadas às transformações sociais e promovam inclusão, autonomia, pensamento crítico e ética. Esse parecer ainda aguarda homologação pelo Ministério da Educação (Pereira; Silva, 2022).

No âmbito dessa visão de atuação, o psicólogo deve lutar pela defesa da educação inclusiva e da sociedade, respeitando as diferenças de raça, nível socioeconômico, cultura, religião, orientação sexual, idade e deficiência, visando uma vida mais digna para todos (Pereira; Silva, 2022). Há, portanto, uma necessidade de incluir conteúdos relacionados à educação especial na perspectiva inclusiva em futuras atualizações das DCNs dos cursos de psicologia no Brasil, integrando-os à disciplina de psicologia escolar.

A formação em psicologia escolar, dentre as diversas especialidades da psicologia, é a que mais diretamente lida com estudantes com deficiência e tem sido um pilar no apoio à educação inclusiva. A atuação do psicólogo escolar no Brasil tem uma longa história, marcada por desafios e avanços no campo da psicologia como profissão e ciência, sempre focada em debates cruciais (Pereira et al, 2018).

Diante de todo o exposto, recomenda-se que esses profissionais compreendam a aprendizagem como um processo complexo, respeitando a subjetividade humana e promovendo seu desenvolvimento. Em sua prática futura, o psicólogo escolar deve utilizar métodos de avaliação para identificar os pontos fortes, potencialidades e as necessidades dos estudantes com deficiência, visando desenvolver intervenções, programas e serviços eficazes para promover a inclusão escolar (Pereira; Silva, 2022).

O papel da psicologia na escola

É crucial analisar a atuação do psicólogo escolar em diferentes contextos, como o clínico e o institucional, além de considerar o desconhecimento geral sobre seu papel. Uma pesquisa realizada com professores revelou os seguintes pontos:

  1. a) No contexto clínico, os professores frequentemente veem o psicólogo como responsável por diagnosticar os estudantes, compreendendo suas questões internas e encaminhando-os para atendimento. Existe uma expectativa de que o psicólogo intervenha diretamente para resolver problemas relacionados ao relacionamento e ao aprendizado dos estudantes;

  2. b) Quanto à contribuição do psicólogo para o trabalho do professor, muitos acreditam que o psicólogo deve oferecer soluções extraordinárias, não necessariamente integradas ao trabalho interdisciplinar da equipe escolar. Essa visão posiciona o psicólogo como um profissional externo que deve resolver as dificuldades sem questionar a estrutura da instituição. Além disso, há uma tendência de focar apenas no estudante, ignorando os fatores intraescolares e sociais que afetam o desempenho escolar;

  3. c) Em relação à contribuição dos professores para o trabalho do psicólogo, surgem três concepções principais: o vínculo com os estudantes, a experiência docente e a indicação de casos para intervenção. Os depoimentos indicam que os professores contribuem com seu conhecimento profundo dos estudantes, recomendando situações e estudantes que necessitam de intervenção do psicólogo, e utilizando sua experiência direta com os estudantes. Essa visão pode refletir uma abordagem clínica ou uma “pedagogia do encaminhamento” ou do “descompromisso” (Moll, 2000).

Atualmente, observa-se uma tendência crescente em que os professores encaminham estudantes para diferentes tipos de atendimento, na tentativa de resolver problemas ocorridos em sala de aula, distantes das suas responsabilidades na dinâmica escolar e no desempenho dos estudantes (Giongo; Oliveira-Menegotto, 2010).

As principais dificuldades relatadas pelos professores geralmente estão focadas nas características dos estudantes ou nas condições de trabalho. De acordo com esses depoimentos, as dificuldades com os estudantes decorrem de fatores como a falta de limites, baixa autoestima, agressividade, famílias pouco envolvidas, baixa escolaridade dos pais, condições socioeconômicas desfavoráveis, falta de higiene e dificuldades de aprendizado (Giongo; Oliveira-Menegotto, 2010).

É importante diferenciar que, enquanto os profissionais da psicologia educacional concentram-se no desenvolvimento humano e nas diversas manifestações desse processo, os pedagogos são responsáveis por promover o desenvolvimento ao identificar e transmitir os conteúdos escolares adequados para cada fase da vida, organizando-os da melhor forma para o ensino. As leis do ensino, seus conteúdos e métodos de transmissão são atribuídos ao pedagogo (Magalhães; Martins, 2020).

A psicologia educacional, ao compreender melhor o processo de desenvolvimento humano e suas particularidades, pode oferecer contribuições significativas para o trabalho pedagógico. Quanto mais avançado for o trabalho pedagógico, maior será a contribuição da psicologia para o desenvolvimento humano, proporcionando apoio essencial ao processo de desenvolvimento promovido pelas práticas pedagógicas (Magalhães; Martins, 2020).

Historicamente, a psicologia inserida no ambiente escolar utilizou modelos clínicos baseados em psicoterapia, psicodiagnóstico e psicometria, o que muitas vezes resultou na patologização e medicalização das crianças (Firbida; Vasconcelos, 2019). Esse modelo, originado na década de 1970, recebeu críticas por não considerar o contexto do desenvolvimento humano ou as causas das dificuldades no desenvolvimento, nem o processo de ensino que gera esse desenvolvimento (Magalhães; Martins, 2020). Nesse cenário, o psicólogo deve esclarecer essas questões, estabelecer limites de forma gradual e atender às expectativas da comunidade educativa, o que frequentemente é uma tarefa desgastante (Pereira-Silva et al., 2017).

De acordo com a literatura, o psicólogo deve adotar uma abordagem ampla e sistêmica, envolvendo diversos atores sociais na instituição de ensino (Farrell, 2009). Pereira-Silva et al. (2017) ressaltam que a intervenção exclusiva com o estudante não assegura a sua reintegração ao ritmo de desenvolvimento no ambiente escolar, familiar e social. Assim, é necessário considerar todos os sistemas aos quais as crianças e adolescentes estão inseridos, utilizando uma abordagem ecológica que promova a saúde e o bem-estar subjetivo. Essa abordagem busca ajudar os estudantes a superarem desafios, reduzindo comportamentos de risco como violência, gravidez precoce e fracasso escolar. Além disso, é crucial que o psicólogo reconheça a importância de integrar seu trabalho com outros sistemas que influenciam o desenvolvimento da criança, especialmente a família, a escola e a sociedade (Pereira-Silva et al., 2017).

Portanto, a psicologia escolar deve estar alinhada com o processo pedagógico e apoiar o trabalho colaborativo com diversos profissionais da comunidade escolar. Esse trabalho só será eficaz se todos os envolvidos compreenderem claramente suas funções e responsabilidades (Farrell, 2009). Investigar as percepções de gestores educacionais e professores sobre o papel do psicólogo na escola é essencial para refletir sobre a atuação desse profissional, especialmente no setor privado. Baseado em entrevistas, o papel do psicólogo é visto como a solução para problemas dos estudantes, com autonomia para escolher e implementar estratégias, abordando questões como bullying, problemas comportamentais e dificuldades de convivência. A visão limitada da comunidade escolar sobre as atribuições do psicólogo decorre da falta de conhecimento prévio sobre suas possíveis funções (Pereira-Silva et al., 2017).

As discussões sobre o papel do psicólogo escolar indicam um potencial significativo para a transição de um modelo tradicional para um modelo mais abrangente e diversificado (Pereira-Silva et al., 2017). Embora possa ser desafiador para o psicólogo se integrar ao campo da Educação, ele possui ferramentas eficazes para apoiar o diálogo interdisciplinar e promover os processos sociais e institucionais da escola (Pereira-Silva et al., 2017).

Promovendo um papel fundamental para promover o bem-estar emocional, social e acadêmico dos estudantes, além de oferecer suporte individualizado para lidar com questões emocionais e comportamentais, os psicólogos escolares desempenham um papel crucial na criação e implementação de estratégias de intervenção que visam melhorar o ambiente escolar como um todo. Eles colaboram com professores, administradores e pais para identificar e abordar problemas de aprendizagem, ajustamento social e outras dificuldades que possam afetar o desempenho acadêmico e o desenvolvimento pessoal dos estudantes.

A psicologia na escola assume um papel importante na promoção de práticas inclusivas e na garantia de que todos os estudantes tenham igualdade de oportunidades educacionais, na perspectiva da equidade. Os psicólogos escolares trabalham para criar ambientes escolares acolhedores e inclusivos, onde cada estudante sinta-se valorizado e capaz de alcançar seu potencial máximo. Colaborando com professores e equipes de apoio para desenvolver programas de intervenção que atendam às necessidades específicas dos estudantes público-alvo da educação especial e outros desafios, garantindo que todos os estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade.

A inclusão e as atribuições do psicólogo escolar

Inicialmente, no tocante a inclusão, é importante destacar que a educação inclusiva precisa suplantar mudanças e aceitar representações nos aspectos do processo de ensino-aprendizagem, da função social da instituição de ensino, da organização do trabalho pedagógico, dos modelos de participação e gestão escolar, bem como da deficiência (Fonseca; Freitas; Negreiros, 2018).

Assim, os profissionais da educação enfrentam diariamente o desafio de atender às exigências do ambiente escolar, que envolvem tanto o processo de aprendizagem quanto a convivência na diversidade entre os estudantes. O psicólogo escolar, que atua nesses contextos, precisa ajustar suas ações para responder às novas demandas que surgem. A escola inclusiva e a sala de aula inclusiva trazem desafios adicionais para os professores, uma vez que o coletivo e o individual tornaram-se mais relevantes na rotina escolar.

Nesse contexto, os professores da sala de aula regular se destacam como um público-alvo crucial para o trabalho do psicólogo escolar. A colaboração do psicólogo escolar na educação inclusiva, junto aos professores, é de grande importância para a comunidade escolar, beneficiando diretamente tanto os professores quanto, indiretamente, os estudantes (Fonseca; Freitas; Negreiros, 2018).

As principais atribuições demandadas para o psicólogo escolar seriam: contribuir com a adequação de conhecimentos da Psicologia pelos professores, reflexivos na sua prática docente; colaborar, com os participantes do trabalho escolar, com atividades resolutivas e preventivas; estabelecer uma metodologia de ensino que incentiva a aprendizagem e o desenvolvimento do estudante, através de uma ação coletiva e interdisciplinar, bem como da criação e implementação de procedimentos voltados ao conhecimento da relação professor-estudante; engajar no trabalho dos times de planejamento pedagógico; envolver-se na avaliação e no redirecionamento das práticas de educação; cooperar com o currículo e as políticas educacionais, focando sua atuação em processos de aprendizagem, de desenvolvimento humano e das relações interpessoais (CFP, 1992).

Para complementar o que foi mencionado pelo Conselho Federal de Psicologia, é possível afirmar que o psicólogo escolar pode, juntamente com os professores, desenvolver as seguintes atividades: apoio à autonomia do professor em sua prática profissional; auxílio na integração entre teoria e prática, além da definição de objetivos educacionais, conteúdos, métodos e materiais didáticos; coordenação ou participação em reuniões multidisciplinares para análise e discussão de casos e para o desenvolvimento profissional (como grupos vivenciais e treinamentos especializados); orientação, mediação e acompanhamento dos casos de inclusão, assim como das dificuldades individuais e/ou coletivas (Fonseca; Freitas; Negreiros, 2018).

O psicólogo, levando em conta suas principais atribuições, deve ter ciência das múltiplas exigências da atividade educacional, para dar maior atenção e de forma mais adequada as áreas específicas de intervenção, para assim contribuir num trabalho, que possa aglutinar toda a comunidade escolar - pais, professores, estudantes e funcionários (CFP, 2013), bem como atuar, como psicólogo escolar, em conjunto com diversas frentes no cotidiano escolar, para ajudar numa atuação profissional mais crítica (Fonseca; Freitas; Negreiros, 2018).

É importante ressaltar que a atuação do psicólogo escolar pode ser categorizada em dois grupos principais: tradicionais e emergentes. As abordagens tradicionais estão historicamente consolidadas no campo da Psicologia Escolar, destacando-se o papel do psicólogo na promoção da aprendizagem e no desenvolvimento de diversas formas de expressão, como a orientação de professores. Por outro lado, as abordagens emergentes são de configuração mais recente. Contudo, a distinção entre tradicional e emergente não se baseia apenas no aspecto histórico, mas também em uma nova configuração da prática profissional (Martinez, 2010).

Em resumo, o psicólogo escolar tem ainda várias possibilidades de atuação, que podem ser segregadas também em: assessor e consultor, especialista educacional, modificador de comportamento, ecólogo, ergonomista, pesquisador e avaliador (Maluf, 1994). Cada uma dessas funções contribui de maneira única para o desenvolvimento integral dos estudantes, promovendo um ambiente educacional mais inclusivo e acolhedor.

Demandas inclusivas direcionadas ao psicólogo escolar

É necessário reportar alguns documentos que são referência neste assunto, como base teórica e normativa, e que não podem deixar de serem citados. São principalmente os seguintes, entre outros: Declaração de Salamanca; Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB (Lei nº 9.394/1996), Lei Brasileira de Inclusão e da Pessoa com Deficiência - LBI (Lei nº 13.146/2015) e Plano Nacional de Educação Especial - PNEE, na Perspectiva da Educação Inclusiva (Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência - CPD) de 2018.

Pode-se afirmar ainda que o psicólogo escolar é o profissional que oferece suporte técnico aos professores, especialmente no que se refere ao manejo comportamental dos estudantes, que são o foco da educação especial em sala de aula (Fonseca; Freitas; Negreiros, 2018). Além disso, ele se preocupa com a forma como esses estudantes são inseridos na classe regular, pois a falta de apoio adequado por parte do professor, assim como a ausência de adaptações metodológicas e curriculares, pode gerar condições excludentes dentro da própria sala de aula (Antunes, 2017; Góes, 2013). O psicólogo escolar também pode intervir diretamente em sala de aula para responder às demandas que surgem (Fonseca; Freitas; Negreiros, 2018).

O psicólogo escolar deve ajudar a escola a se transformar em um ambiente inclusivo, que favoreça o desenvolvimento completo de estudantes atípicos. Isso implica criar um espaço de convivência que promova a inclusão de todos, ajustando-o para garantir uma interação igualitária entre os indivíduos (Conceição et al., 2021). Vale ressaltar que o desenvolvimento atípico “refere-se a um atraso e/ou prejuízo significativo no desenvolvimento do indivíduo em relação a sua faixa etária, acarretando dificuldades físicas, cognitivas e psicossociais” (Conceição et al., 2021, p. 4).

Além disso, o profissional de psicologia deve atuar em parceria com os professores da sala regular, oferecendo suporte e orientações sobre práticas pedagógicas inclusivas e desenvolvendo programas de capacitação contínua para o corpo docente. É essencial que o psicólogo realize avaliações constantes das necessidades dos estudantes, colaborando com a equipe escolar na elaboração de estratégias que contemplem as diversidades cognitivas, emocionais e sociais presentes no ambiente escolar.

O foco nas demandas inclusivas reflete uma abordagem holística da prática psicológica na escola, que vai além do suporte puramente clínico, para abraçar uma visão mais ampla de apoio psicossocial e pedagógico. Os projetos de formação de professores, por exemplo, destacam-se como uma estratégia-chave para capacitar os educadores a lidarem de maneira eficaz com a diversidade de necessidades dos estudantes. Ademais, o papel do psicólogo escolar na redução das demandas direcionadas ao serviço de psicologia na escola evidencia não apenas uma resposta às necessidades imediatas, mas também um investimento na prevenção e no fortalecimento da resiliência escolar (Cohen et al., 2020).

Nesse contexto, a atuação do psicólogo vai além do auxílio individual aos estudantes, posicionando-se como um agente transformador no ambiente educacional. Ao promover estratégias de inclusão, o psicólogo contribui para a criação de um ambiente escolar mais acolhedor e justo, que reconhece e valoriza as diferenças entre os estudantes (Weizenmann, Pezzi; Zanon, 2020). Esse papel preventivo e integrador reflete um compromisso com o desenvolvimento integral dos estudantes, garantindo que a escola não seja apenas um espaço de aprendizado acadêmico, mas também de crescimento emocional e social (Scarin; Souza, 2020).

Por outro lado, ao atuar de forma colaborativa com outros profissionais, como coordenadores pedagógicos e assistentes sociais, o psicólogo escolar pode ampliar o impacto de suas intervenções, tornando a escola um ambiente mais inclusivo em todos os aspectos (Matos; Matos, 2018). Ao trabalhar em equipe, é possível desenvolver programas que contemplem as necessidades da comunidade escolar como um todo, abordando questões como bullying, saúde mental, dificuldades de aprendizagem e inclusão social. Essas ações coletivas contribuem para a construção de uma cultura escolar mais solidária e empática, onde todos os membros da comunidade são valorizados e respeitados (Chaves; Silva; Cavalcante, 2018).

O psicólogo escolar, em síntese, tem a oportunidade de influenciar as políticas educacionais da instituição, participando ativamente de discussões sobre inclusão, diversidade e bem-estar (Moraes et al., 2019). Ao trazer uma perspectiva psicológica para essas discussões, ele pode ajudar a criar diretrizes que promovam a igualdade de oportunidades e o respeito às diferenças, assegurando que as práticas educacionais estejam alinhadas com os princípios da educação inclusiva (Santos et al., 2018). Isso reforça a importância de uma atuação proativa e integrada, na qual o psicólogo se torna não apenas um mediador de conflitos e dificuldades, mas também um promotor de um ambiente educacional mais justo e equitativo para todos.

Controvérsias sobre como fazer algo

O estudo de Giongo e Oliveira-Menegotto (2010) identificou, a partir dos depoimentos dos professores participantes, uma contradição entre os fundamentos teóricos que orientam o trabalho do psicólogo escolar e suas expectativas quanto ao papel da psicologia no ambiente escolar. Também foram observados equívocos em relação à compreensão do papel do psicólogo na escola, especialmente quanto às suas possibilidades de intervenção. Outro fator que contribui significativamente para as dificuldades na atuação do psicólogo na escola são as expectativas equivocadas da equipe de Direção e dos professores em relação às intervenções da psicologia no ambiente escolar.

A distorção entre as expectativas de atuação do psicólogo escolar e a sua prática escolar, deve-se a vários aspectos, dentre eles, a própria história da psicologia escolar (Giongo; Oliveira-Menegotto, 2010). Nesta perspectiva histórica, no começo, a psicologia escolar teve como foco de atuação o estudante e seus problemas de aprendizagem, visando como propósito ideal um comportamento do sujeito dentro das normas (Patto, 2002).

Estas concepções, nas instituições escolares, parecem ter se mantido, com a ideia equivocada de que a atribuição do psicólogo deve ser o de “consertar” os estudantes “problemas”, para que estes se “enquadrem” nas normas e padrões da instituição de ensino. Nesse aspecto, o psicólogo escolar se vê rotineiramente com essa contradição entre o que ele tem a fazer e o que dele é demandado (Giongo; Oliveira-Menegotto, 2010).

A compreensão limitada sobre o papel do psicólogo escolar e sua relação com o ambiente educacional também está profundamente enraizada em concepções tradicionais de saúde mental e educação, que ainda permeiam o imaginário de muitos profissionais da educação (Lopes; Silva, 2018). Nesse contexto, o psicólogo é, muitas vezes, visto como um especialista clínico, cuja função principal seria diagnosticar e tratar problemas individuais dos estudantes. No entanto, essa visão ignora a perspectiva contemporânea da psicologia escolar, que valoriza uma abordagem sistêmica e preventiva, priorizando a promoção do bem-estar de toda a comunidade escolar, e não apenas o atendimento pontual de dificuldades específicas de estudantes (Feitosa; Araújo, 2018).

Outro desafio enfrentado pela psicologia escolar é a integração de suas práticas com as políticas educacionais vigentes (Scarin; Souza, 2020). Muitas vezes, o psicólogo é solicitado a intervir apenas quando há uma crise, reforçando uma atuação reativa, ao invés de uma abordagem preventiva e colaborativa. Para que haja uma mudança efetiva nesse paradigma, é necessário que tanto os gestores quanto os professores compreendam que o psicólogo escolar pode contribuir para a criação de um ambiente educacional mais saudável e inclusivo, promovendo práticas pedagógicas que favoreçam o desenvolvimento integral de todos os estudantes, e não apenas a resolução de comportamentos que fogem aos padrões normativos (Lopes; Silva, 2018).

Por outro lado, é fundamental repensar as formações iniciais dos profissionais da educação, uma vez que grande parte das expectativas distorcidas em relação ao trabalho do psicólogo escolar surge do desconhecimento sobre o papel transformador que a psicologia pode desempenhar no contexto educacional (Pott, 2020). A formação continuada e o desenvolvimento de um trabalho conjunto entre psicólogos e professores podem ajudar a desconstruir concepções ultrapassadas e abrir caminho para práticas que reconheçam a importância do contexto social e emocional no processo de ensino-aprendizagem (Feitosa; Araújo, 2018).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O termo inclusão, articula-se aos direitos humanos e democráticos, sob influências locais, globais, ideológicas, econômicas, sociais e culturais (Nozu; Bruno; Cabral, 2018 apud Weizenmann; Pezzi; Zanon, 2020, p. 2). Em vista disso, renovou-se a necessidade de se buscar por políticas públicas educacionais que declarem a importância física deste profissional nas escolas, para que, assim, embasado em práticas inclusivas, se possa desmanchar estereótipos no tocante às suas intervenções e facilitar o processo ensino e aprendizagem dos estudantes público-alvo da educação especial - EPAEE (Acuna, 2020). Neste sentido, os diversos atores educacionais são desafiados cotidianamente a quebrar barreiras e a corresponder às demandas do ambiente escolar.

O psicólogo escolar apoia os estudantes e os estudantes público-alvo da educação especial, para que se desenvolvam intervenções personalizadas, capacite os professores em práticas inclusivas, intervenha em crises, implemente programas de prevenção e colabore com a equipe escolar e a comunidade, sempre buscando melhorar o ensino-aprendizagem inclusivo. Assim, embora a atuação do psicólogo escolar junto aos professores seja reconhecida como uma prática valiosa, ainda há espaço para um maior aprofundamento e pesquisa nessa área, especialmente considerando a crescente demanda da educação especial na perspectiva inclusiva.

Estudos adicionais são necessários para explorar mais profundamente as estratégias eficazes de apoio psicossocial aos professores e para identificar lacunas na prática atual, visando desenvolver intervenções mais robustas e centradas nas demandas inclusivas em constante evolução. Várias são as atribuições dos psicólogos educacionais, mas ainda pouco compreendidas e ainda pouco aderentes as expectativas dos professores, direção e comunidade escolar. Atualmente, há várias possibilidades de atuação do psicólogo escolar, tanto no âmbito clínico como no institucional.

No âmbito histórico, no Brasil, relata-se que a produção científica em relação a psicologia e educação torna-se mais produtiva a partir da década de 1970 e vai-se intensificando ao longo dos últimos vinte anos, que gerou uma importante reflexão sobre a formação e a identidade dos profissionais atuantes no contexto da educação, incluindo o psicólogo e, especialmente, seu agir na educação. Por fim, as reflexões sobre o papel do psicólogo escolar demonstram-se bastante promissoras e positivas.

REFERÊNCIAS

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