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Ensaios sobre a prática pedagógica do professor de Educação Física da Educação Básica: uma análise de percepções
Sthefane Lorrane Marinho do Nascimento; Jean Takehiro Shimomaebara Sato; Sérgio Eduardo Nassar
Sthefane Lorrane Marinho do Nascimento; Jean Takehiro Shimomaebara Sato; Sérgio Eduardo Nassar
Ensaios sobre a prática pedagógica do professor de Educação Física da Educação Básica: uma análise de percepções
ESSAYS ON THE PEDAGOGICAL PRACTICE OF PHYSICAL EDUCATION TEACHERS IN BASIC EDUCATION: an analysis of perceptions
ENSAYOS SOBRE LA PRÁCTICA PEDAGÓGICA DE LOS PROFESORES DE EDUCACIÓN FÍSICA EN LA EDUCACIÓN BÁSICA: un análisis de percepciones
Revista Exitus, vol. 14, e024063, 2024
Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA
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RESUMO: O presente estudo versa sobre o trabalho de professores de Educação Física (EF) da Educação Básica do Ensino Fundamental, lotados em escolas públicas no município de Castanhal-Pará. Apresenta como objetivo identificar como o docente de EF percebe a mudança da sua prática pedagógica com o passar dos anos. A pesquisa é de caráter qualitativo do tipo descritivo, cuja coleta de dados foi realizada por meio de uma entrevista semiestruturada com 10 professores. Para análise dos dados, foi aplicada a técnica de elaboração e análise de unidades de significado. Os resultados apontam que das quatro unidades de significado debatidas, a experiência com a docência propiciou mudanças significativas nas práticas pedagógicas ao longo do tempo de atuação, ressignificando a identidade profissional dos entrevistados. No entanto, foi observado que os docentes esbarram em vários desafios que se configuram no trabalho pedagógico, como a falta de espaços, a carência de materiais para as aulas. Assim, a partir dos resultados, é fato que a identidade profissional do professor de EF se transforma a partir do tempo de atuação e a superação dos enfrentamentos encontrados na prática pedagógica, sendo essencial a potencialização do ensino e da aprendizagem de docentes que atuam na Educação Básica.

Palavras-chave: Educação Física, Prática pedagógica, Mudanças.

ABSTRACT: This study deals with the work of Physical Education (PE) teachers in Basic Education in Elementary School, working in public schools in the municipality of Castanhal-Pará. It aims to identify how PE teachers perceive the change in their pedagogical practice over the years. The research is qualitative and descriptive, with data collection carried out through a semi-structured interview with 10 teachers. For data analysis, the technique of creating units of meaning was applied. The results indicate that of the four units of meaning discussed, the experience with teaching led to significant changes in pedagogical practices over time, giving new meaning to the professional identity of the interviewees. However, it was observed that teachers face several challenges that arise in their pedagogical work, such as a lack of space and a lack of materials for classes. Thus, based on the results, it is a fact that the professional identity of the PE teacher changes over time and overcoming the challenges encountered in pedagogical practice, making it essential to enhance the teaching and learning of teachers who work in Education Basic.

Keywords: Physical education, Pedagogical practice, Changes.

RESUMEN: Este estudio aborda el trabajo de los profesores de Educación Física (EF) de la Educación Básica de la Enseñanza Primaria, que actúan en escuelas públicas del municipio de Castanhal-Pará. Su objetivo es identificar cómo los profesores de EF perciben el cambio en su práctica pedagógica a lo largo de los años. La investigación es cualitativa y descriptiva, la recolección de datos se realizó a través de una entrevista semiestructurada a 10 docentes. Para el análisis de los datos se aplicó la técnica de creación de unidades de significado. Los resultados indican que de las cuatro unidades de significado discutidas, la experiencia con la docencia provocó cambios significativos en las prácticas pedagógicas a lo largo del tiempo, dando nuevos significados a la identidad profesional de los entrevistados. Sin embargo, se observó que los docentes enfrentan varios desafíos que se presentan en su labor pedagógica, como la falta de espacio y la falta de materiales para las clases. Así, con base en los resultados, es un hecho que la identidad profesional del docente de Educación Física cambia con el tiempo y la superación de los desafíos encontrados en la práctica pedagógica, siendo imprescindible potenciar la enseñanza y el aprendizaje de los docentes que se desempeñan en Educación Básica.

Palabras clave: Educación Física, Práctica pedagógica, Cambios.

Carátula del artículo

Artigo

Ensaios sobre a prática pedagógica do professor de Educação Física da Educação Básica: uma análise de percepções

ESSAYS ON THE PEDAGOGICAL PRACTICE OF PHYSICAL EDUCATION TEACHERS IN BASIC EDUCATION: an analysis of perceptions

ENSAYOS SOBRE LA PRÁCTICA PEDAGÓGICA DE LOS PROFESORES DE EDUCACIÓN FÍSICA EN LA EDUCACIÓN BÁSICA: un análisis de percepciones

Sthefane Lorrane Marinho do Nascimento
Universidade Federal do Pará, Brasil
Jean Takehiro Shimomaebara Sato
Universidade de Tsukuba/Tsukuba/Ibaraki/Japão, Japón
Sérgio Eduardo Nassar
Universidade Federal do Pará, Brasil
Revista Exitus, vol. 14, e024063, 2024
Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA

Recepción: 12 Julio 2024

Aprobación: 26 Noviembre 2024

Publicación: 02 Diciembre 2024

INTRODUÇÃO

As mudanças ocorridas nas práticas pedagógicas de docentes são compreendidas por meio das suas experiências vivenciadas e saberes adquiridos ao longo da carreira profissional. Nessa perspectiva, esta pesquisa teve como foco a busca das mudanças ocorridas nas práticas pedagógicas no período de atuação de professores de Educação Física (EF), com ênfase na Educação Básica. Assim, esta pesquisa teve como objetivo identificar como o professor de EF percebe a mudança na sua prática pedagógica com o passar dos anos.

Entende-se que por intermédio dessa experiência, obtida pelo tempo de atuação, o docente adquire novos aprendizados, bem como o aprimoramento dos conhecimentos, além da renovação no âmbito social e educacional (Dubar, 2009).

É fato que, em qualquer emprego, os saberes são construídos com o passar do tempo, sendo um motivo pelo qual o docente aperfeiçoa e atua de forma diferenciada no seu cotidiano, ou seja, coordena, gradativamente, os importantes saberes para o exercício da profissão. E, segundo esses autores, se um indivíduo exerce a docência por longos anos, a identidade profissional é conduzida por marcas do seu próprio exercício.

De acordo com Pimenta e Anastasiou (2011), para explorar os fatores que dizem respeito à profissão professor, considera-se as demandas que lhe são atribuídas e que representam o seu desempenho profissional, além de refletir sobre o contexto da Educação na sociedade hodierna. Para as autoras, educar, enquanto um modo de humanização, faz com que as pessoas sejam incluídas nas relações humanas em constante transformação e constituída historicamente.

Em se tratando ainda da profissão professor, é válido ressaltar que, por meio das vivências obtidas anteriormente na escola ou mesmo o contato com os professores nesse período, é que a identidade profissional docente tende a moldar-se e a construir-se por várias identidades, sendo vivenciadas na sala de aula durante a sua vida, o que contribui para esse processo de consolidação identitária.

Para Dubar (2009), a identidade profissional é uma forma das pessoas identificarem-se umas com as outras, seja no trabalho ou em outros lugares. Ela não se restringe ao âmbito social, mas também no pessoal, e esse conceito é fruto dos processos de socialização que mantêm características diversificadas tanto no trabalho, quanto em diferentes lugares do seu ciclo de vida. Nesse sentido, os indivíduos estão sempre sujeitos às mudanças em diferentes contextos.

Nesse viés, Brzezinski (2002, p. 10) aponta que no ambiente profissional, “as transformações que vão ocorrendo por toda a vida dos professores poderão levá-los a atingir condições ideais que garantam um exercício profissional de qualidade’’, assim, acredita-se que as profissões ‘sofrem’ mudanças ao decorrer do tempo, principalmente no ambiente educacional, onde os professores de EF estão inseridos, necessitando de atualização e implementação de novas estratégias nas suas práticas pedagógicas.

Ao se tratar de formação inicial e da atuação dos professores, esse conjunto constitui-se em um processo educativo acadêmico e pedagógico, a fim de capacitar o profissional para o exercício de uma atividade que não seja exclusivamente, a "ministrar aulas".

Tais responsabilidades, decorrentes das transformações no mundo do trabalho, na revolução midiática e nas relações sociais, têm provocado mudanças nas propostas educacionais e no desempenho dos docentes. Como consequência, vem reconfigurando-se a identidade profissional dos educadores, o que pode fragilizar o processo de capacitação desses profissionais.4

O pilar essencial na vida do professor é a formação inicial, mas acreditase que a formação continuada é o aspecto determinante para os processos que remetem o cotidiano dos professores de EF, em relevo os que atuam na Educação Básica, cerne desse ensaio.

METODOLOGIA

A presente pesquisa configura-se sob a abordagem qualitativa que se caracteriza como um procedimento que trabalha com a definição dos fenômenos, uma vez que percorre o laço das relações sociais. Desse modo, o estudo apropriou-se da natureza descritiva que visa, principalmente, à exposição das características de um dado público ou fato, ou também relações entre variáveis.

É válido pontuar que este trabalho é uma parte de um projeto maior que vem sendo desenvolvido dentro do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) da Universidade Federal do Pará (UFPA) em consonância com a Resolução nº 510/16 do Conselho Nacional de Saúde, que trata de pesquisa com seres humanos e apresenta aprovação CAAE 20700919.5.0000.8187 de nº 3.733.834.

Posteriormente, entrou-se em contato com 23 professores de EF que atuam nas escolas municipais da cidade de Castanhal, Pará, sendo que 10 (dez) sujeitos aceitaram participar. Quanto aos critérios de inclusão foram: ter Graduação em EF e atuar na rede municipal. E os de exclusão em: recusar-se em colaborar com as entrevistas e não ter o curso de EF ou não trabalhar em escolas no período da pesquisa.

Como instrumento de pesquisa foi utilizada a entrevista semiestruturada, pois esse é um recurso comunicativo que proporciona trabalhar com profundidade o assunto abordado. Dentro do projeto macro que continha sete perguntas norteadoras, foi utilizada para este artigo somente a questão geradora: “Como o professor de EF percebe a mudança na sua prática pedagógica com o passar dos anos?’’

Concomitantemente, antes das entrevistas, os sujeitos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). As entrevistas foram gravadas por meio de aparelho celular Iphone 7 e, posteriormente, transcritas em sua totalidade.

Com efeito, para o tratamento dos dados, recorreu-se à Técnica de Elaboração e Análise de Unidades de Significado, que analisa a opinião dos sujeitos por meio dos relatos, buscando, dessa maneira, a interpretação das falas dos docentes a respeito da mudança percebida nas atividades pedagógicas durante a sua trajetória enquanto professor.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Diante das entrevistas realizadas com os participantes e a partir da técnica adotada, ao perguntar aos docentes sobre a percepção da mudança na sua prática pedagógica com o passar dos anos, formulou-se 4 (quatro) unidades de significados, expostas a seguir.

QUADRO 1
Unidades de significado da pergunta: “Como você vê a mudança da sua prática pedagógica com o passar dos anos?”


A primeira aborda sobre como o docente apropria-se de novos saberes, visando uma atualização que acarrete mudanças na sua prática pedagógica, situação perceptível nas falas dos sujeitos 1, 4, 6, 8, 9 e 10. Nessa lógica, a unidade retrata a forma que o professor busca aperfeiçoar as suas atividades cotidianas, com ênfase na continuação dos estudos, como no caso das PósGraduações e cursos de extensão, salientando uma prática que acompanhe as transformações que acontecem na sociedade.

Isso observa-se na fala do sujeito 1 que diz: “[...] Eu busco sempre me atualizar, pesquisando ou fazendo formações, com isso, a prática vai se mudando ou modificando”. Tendo em vista esse processo de formação continuada, os saberes inseridos na prática pedagógica e os aprendizados constantes são fatores contribuintes para essas transformações no ensino, como aqui já mencionado, pois a busca por novas Especializações amplia esses saberes profissionais, proporcionando aos docentes novos olhares aos demais conteúdos.

Essas formações também são importantes para o docente desenvolver estratégias que busquem incluir todos os discentes nas aulas, fato este, que corrobora para o professor manter-se atualizado, visando superar os obstáculos presentes na prática pedagógica.

A pesquisa de Gemente e Matthiesen (2017), ao analisar um curso de formação continuada sobre o Atletismo na Educação Física escolar (EFe) com 21 professores da rede municipal de Goiânia, mostrou um ‘leque’ de novos conhecimentos sobre esse conteúdo, pois a vivência da modalidade no espaço escolar, ressignificou a implementação nas aulas. Os resultados mostraram que, por meio dessa formação, houve uma transformação na prática pedagógica desses docentes, visto que a maioria não conteve esse conteúdo na Graduação.

Convergindo com essa ideia, o sujeito 6 diz: “[...] essa mudança, ela vem na busca de novos conhecimentos para se adaptar à realidade [...] a gente busca novos conhecimentos para repassar aquilo que a gente já tem”. Na unidade de significado, notou-se que a prática pedagógica está intimamente relacionada com a realidade atual. Além disso, observou-se as múltiplas formas de atividades desenvolvidas que diversos ambientes escolares trabalham. Assim, a formação continuada, ao longo da vida profissional do docente, causa um impacto positivo e transformador no ambiente escolar e no incremento das aulas.

Valle e Rezer (2022), em seus estudos a respeito da visão dos professores de EF sobre a formação continuada, informam que esta é um processo positivo nas práticas pedagógicas e necessitam estar de modo vigente no cotidiano do profissional, pois na EFe, infelizmente, existem desafios que dificultam as atividades da disciplina. Segundo os docentes da pesquisa, a prática desenvolve-se melhor quando há participação em eventos, como oficinas e cursos de curta duração, por exemplo, aquelas atividades que têm como foco a integração entre a teoria e a prática.

Consoante com esse raciocínio, reafirma-se a importância de entender e modificar as aulas, além de informar que a prática pedagógica necessita ser repensada, como comenta o sujeito 9: “[...] a gente vê mesmo no dia a dia, a gente precisa tá repensando, evoluindo, revendo, refazendo, então, a gente vive mudando”. Nesse viés, a busca por práticas significativas para os sujeitos envolvidos no processo educacional, promove um ambiente dinâmico, relevante e eficaz que incentiva a participação ativa, sendo que tais práticas devem ser incorporadas ao cotidiano do professor de EF.

Somado a isso, é relevante que o docente esteja buscando novas atualizações, principalmente a respeito dos avanços tecnológicos que acontecem na sociedade. Desse modo, explorar formações que envolvem esse âmbito potencializa as atividades docentes, incrementando o seu trabalho pedagógico e ampliando as possibilidades de ensino.

Criar um ambiente de aprendizagem ideal, implica em fornecer condições para que os alunos adquiram conhecimentos, habilidades e competências. Isso inclui a presença de recursos adequados, o uso de metodologias pedagógicas apropriadas e o contínuo suporte aos discentes. Além disso, as instituições devem incentivar a autonomia, o pensamento crítico e as habilidades de resolução de problemas, preparando-os para os desafios do mundo atual.

Na sequência, a segunda unidade configura-se sob a forma que o docente trata os elementos constitutivos da área EF de forma a problematizar, redefinir e relacionar na aula e com os discentes envolvidos, que fora mencionado pelos entrevistados 3, 4, 7 e 10. Logo, a unidade retrata como o professor traz ênfase na EF dentro da escola, com olhar flexível ao conteúdo planejado, tentando diálogo com as unidades temáticas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (Brasil, 2018), problematizando todos os assuntos.

Como relatado pelo sujeito 10: “[...] nós sempre vamos precisar adaptar algum conteúdo que a gente tem que se moldar ao sistema de ensino, ao nosso público e às características das escolas [...]”. Percebeu-se por meio da unidade que esses profissionais têm um novo olhar aos conteúdos, à estruturação de suas metodologias e, principalmente, tendo os discentes como cerne das aulas.

Lima e Nóbrega-Therrien (2023), mediante uma pesquisa historiográfica, discutiram sobre os elementos organizacionais da prática pedagógica na disciplina EF em espaços escolares e afirmam que esta continua sendo organizada e relacionada às dimensões biológicas, esportivas e militares, diferente das concepções e orientações que a BNCC (2018) apresenta atualmente para que o professor possa nortear sua prática pedagógica.

Entretanto, é perceptível que houve mudanças nas metodologias de ensino da EFe, essencialmente, a partir desse documento pedagógico que rege as atividades docentes. As diretrizes que a compõem norteiam os professores a trabalharem de forma reflexiva e inclusiva, visando o distanciamento de práticas relacionadas apenas ao rendimento físico, à competitividade ou as ideias de aulas militaristas, ou seja, há a necessidade de o professor estar envolvendo todos os conteúdos que incluem as práticas da cultura corporal do movimento.

Por conseguinte, atentar-se ao público nas escolas é essencial para uma prática pedagógica acessível a todos, respeitando as individualidades, buscando modificar as estratégias quando necessário, além de incrementar as tendências pedagógicas e novas metodologias da EF, almejando aulas que acompanhem os objetivos curriculares dessa atividade.

Referente à unidade de significado analisada, Farias et al. (2019) descreveram suas experiências pedagógicas, aplicando o planejamento participativo, que visa envolver os estudantes a colaborarem nas estratégias de ensino, sendo que estes escolheriam alguns conteúdos, presentes na BNCC (2018) e atividades práticas. Por meio dessa ideia entre eles e os professores, verificou-se o incentivo e a motivação dos discentes que promoveram a participação de modo mais frequente nas aulas de EF.

Em convergência, o entrevistado 7, apesar das dificuldades, trabalha os conteúdos de modo a causar ponderações, como declara: “[...] questionar a realidade, problematizar, tentar trabalhar em cima dela, pra dar um novo entendimento dessa realidade [...]”. Para tanto, relacionar os conteúdos, conjuntamente com os alunos, facilita o aprendizado, propicia outras conexões com assuntos já estudados. Além disso, cada temática da EF apresenta a sua singularidade e redefine a prática pedagógica, favorecendo o processo de ensino e de aprendizagem.

Quando se trata da EFe, que engloba danças, lutas, jogos, brincadeiras, atividades circenses, modalidades esportivas, conhecimentos e cuidados com o corpo, lida-se com um amplo espectro de manifestações culturais. Nesse contexto, é fundamental que o planejamento forneça formas e conteúdos estruturados para atender as necessidades das turmas.

A apropriação dos conteúdos é um fator considerado pauta no trabalho desses docentes, que compreendem a necessidade de referências, seja em leituras ou com a tecnologia. E ao buscar por elas, ampliam seus saberes, conferem maior credibilidade e inovação nas aulas, como comenta o participante 3: “[...] eu vou buscar o conhecimento pra poder passar a eles, eles absorvem quando eles demonstram [...] aí, eu vejo que o objetivo foi alcançado [...]”.

O uso de novas metodologias, estratégias e ferramentas tecnológicas de ensino requer pesquisa e dedicação, de modo que esses recursos tenham sentido em suas abordagens. Em um cenário em que muitos profissionais da educação ainda têm dificuldades na incorporação desses meios em suas práticas, um dos objetivos é superar os desafios e estabelecer soluções que possam orientar o trabalho pedagógico, de modo a garantir que o processo educativo seja conduzido de forma satisfatória.

Convergindo com o debate acerca da unidade de significado, verificou-se no trabalho de Batista, Silva e Sousa (2023) que os docentes participantes do estudo conscientizam os discentes a experimentar todos os conteúdos, propostos para área de conhecimento em questão, na tentativa de práticas atrativas. No entanto, os resultados revelaram que abordar sobre a conscientização torna-se um passo para estimular os alunos nas demais atividades.

É função dos professores aplicar de forma diferente e criativa os conteúdos da BNCC (Brasil, 2018) direcionados à disciplina EF, mesmo que haja resistência dos alunos. Nesse viés, as temáticas para área, sobretudo nas séries iniciais, devem ser ministradas de maneira lúdica, visto que, desse modo, influencia no desenvolvimento, seja físico, intelectual, afetivo, social ou mesmo cognitivo de forma inclusiva e harmoniosa. Dessa forma, a reciprocidade entre os discentes e os professores é determinante para esses fatores, sendo por intermédio do lúdico que os alunos têm um aprendizado mais favorável.

Em síntese, compreende-se, por meio da referida unidade, que aliar os conteúdos, sistematizar a prática e a organização do trabalho pedagógico, proporciona novas formas no ensino, capazes de engajar os alunos nas atividades, favorecendo a sua atuação profissional na disciplina EF.

Desse modo, estruturar sua metodologia facilita o reconhecimento das dificuldades de cada discente, propiciando uma segurança maior na realização das atividades educacionais, uma vez que cada temática expressa sua particularidade e importância para o âmbito social, educacional e cultural. E por esse motivo, na EFe é necessário dar ênfase para as demais temáticas, e não apenas explorar somente um assunto específico, como exemplo, a prática das modalidades esportivas, situação ainda muito presente no contexto escolar.

A terceira unidade de significado demonstra que o professor na sua 11 vivência escolar encontra diversos enfrentamentos que provocaram frustrações e dificuldades para a atuação na prática pedagógica, relatadas pelos sujeitos 2, 3, 5, 7 e 10.

A partir da técnica de pesquisa adotada, notou-se que os indicadores demonstraram que os docentes encontram em seu campo de atuação um “choque de realidade”, ao sair da universidade e sua inserção no mundo trabalho, devido às dificuldades que estes enfrentam, como exemplo: a falta de materiais e de espaços adequados para as atividades; a resistência dos alunos quanto à aplicabilidade dos conteúdos da área; e a utilização inadequada da tecnologia.

Nessa ótica, o sujeito 5 dialoga: “[...] há uma utopia muito grande dentro da academia que, infelizmente, não é uma questão dos professores ou das disciplinas [...]”. Percebe-se que os desafios encontrados pelo docente na EFe, geralmente destaca a falta de preparação para lidar com esses entraves em suas atividades, como visto na fala do entrevistado em relação ao ensino público nas escolas.

Nesse sentido, o professor percebe que somente a sua formação inicial não o prepara para lidar com a realidade cotidiana das escolas, e que a formação continuada pode contribuir para prepará-lo para diversos desafios da prática, ensinando o que não foi abordado anteriormente, aliando os conhecimentos teóricos e práticos que visam ser construídos no decorrer do exercício profissional.

A experiência docente, aliada ao conhecimento teórico atualizado, permite que os professores repensem suas abordagens e metodologias na perspectiva de diferenciar a prática pedagógica, adquirindo a capacidade de adaptação como característica fundamental aos que buscam, não apenas transmitir saberes, mas também envolver os alunos em um processo de aprendizagem significativa, distanciando-se de práticas tradicionais e mecanicistas que focam o rendimento físico e a competitividade.

Ademais, os indicadores também apontam sobre o fato de como os sujeitos precisaram repensar suas práticas perante essas adversidades, como declara o sujeito 10: “[...] eu acreditava que a minha prática ia ser muito organizada, sistemática, que eu conseguiria passar os conteúdos de forma que eu tinha aprendido [...]”.

Ao dialogar a fala do entrevistado com o estudo de Lagares, Sousa e Grossi Júnior (2024), verifica-se que a Educação, na rede municipal de ensino, orientou-se por diferentes parâmetros ao longo do tempo, tais como: interferências na conjuntura, infraestrutura, cultura etc., e reformulações nas instituições municipais. Com o passar dos anos, esses fatores, principalmente nas estruturas físicas, foram transformados de modo a garantir o direito à Educação para todos.

Todavia, o estudo de Brito, Conti e Nardim (2024) converge com a realidade encontrada na região Norte do Brasil, ou seja, por mais que o território brasileiro apresente leis e diretrizes que favoreçam o trabalho docente, muitos são os impasses que impactam as atividades docentes, como a má distribuição dos recursos pedagógicos, as carências de investimentos, a escassez de infraestruturas adequadas para algumas aulas, entre outros. Por isso, os autores defendem a necessidade de políticas públicas que são indispensáveis para auxiliar a prática pedagógica dos professores que atuam com a EF escolar nas diversas regiões do país.

Convergindo com a unidade, Krug et al. (2019) destacaram alguns fatores que consequentemente dificultam a prática pedagógica, por intermédio de um estudo que analisou as percepções de docentes de EF na Educação Básica no ensino público do Estado do Rio Grande do Sul. Dentre os obstáculos, o choque com a realidade escolar, dificuldades na organização/planejamento do trabalho pedagógico e problemas na gestão das aulas, a pesquisa mostrou que esses desafios ocorrem em diversos momentos durante a trajetória da vida profissional.

Em relação a unidade analisada, o sujeito 3 afirma que em uma escola que trabalhava não havia o apoio da coordenação para auxiliá-lo, o que dificultou seu trabalho com as turmas, ao dizer: “[...] eu ficava… ‘que eu vou passar pros meninos?’ [...] aí também não tinha vamos dizer um coordenador geral [...] eu tentava me virar por lá [...]”.

Em meio a essas dificuldades, é inevitável que a gestão escolar deva contribuir para esse processo de adaptação dos docentes nas escolas, especialmente, os menos experientes, uma vez que esse suporte propicia orientação necessária para as atividades exercidas por esses profissionais. Dessa forma, sabe-se que a docência é algo complexo e requer uma formação inicial valiosa, envolvendo estratégias, planejamentos e elementos didáticos-pedagógicos bem estruturados e que seguem além da simples aplicação de conteúdo.

Essas problemáticas para a implementação de alguns assuntos são fatores que interferem durante as aulas, como sinaliza o sujeito 7: “[...] a gente tem material, mas estes não estão em bom estado de uso [...] a gente fica sem material e a nossa prática desqualifica [...]”.

Deparar-se com escolas em que há carência de recursos é um fato bem comum, e no diálogo com o estudo de Sato, Silva e Nassar (2021), que trata sobre como explorar os saberes adquiridos na formação inicial dos professores, foi verificado que, nesse município, onde realizou-se a pesquisa, os entrevistados esbarram em muitos desafios, presentes no ambiente escolar, como o caso de infraestrutura e a falta de materiais, dificultando exercício profissional docente.

Outro fato encontrado nos dados foi a respeito do uso da tecnologia que contribui para a prática docente, no entanto, na maioria das vezes, acaba interferindo no desempenho dos estudantes, sobretudo ao se tratar do uso do celular, causando uma resistência e tornando maior o desafio nas suas aulas. Isso é perceptível no comentário do sujeito 2: “[...] a tecnologia ajuda, mas tem os pós e contras [...] algumas vezes, o celular acaba atrapalhando as aulas, eles querem fazer o que eles querem, não tem limites [...]”. Assim, o uso inadequado do celular em sala de aula interfere, cada vez mais, na vida dos estudantes, aumentando os problemas no rendimento escolar devido a distração durante as aulas.

Adicionalmente, destaca-se a importância de o professor estar ciente das possibilidades de uso das tecnologias em sala de aula. No entanto, há a necessidade de capacitação dos profissionais para que seja possível manter o foco dos alunos em meio a tantas informações disponíveis, garantindo um aprendizado diversificado e de constante renovação.

Para tanto, o trabalho de Santos, Cazuza e Aleixo (2023) tratou sobre o uso da Tecnologia Digital de Informação e Comunicação (TDIC), acerca das dificuldades e possibilidades na prática pedagógica, e revelou que apesar dos recursos tecnológicos serem fortes aliados para as atividades educacionais, é essencial que o docente estabeleça limites para que ocorra a efetivação desse instrumento nas aulas.

No entanto, ao discutir a unidade de significado que destaca os diversos enfrentamentos e o que pode provocar na atuação do docente, reafirma-se que a prática pedagógica carece de mudanças com o propósito de reestruturar o que está em falta ou mesmo o reinventar, adaptando os conteúdos, conforme a necessidade para que o docente saiba como superar esses obstáculos dentro do espaço escolar.

Por fim, a quarta unidade de significado diz respeito à experiência com os diversos campos de atuação da EF proporcionou aos docentes ressignificar a sua identidade profissional, situações observadas nas entrevistas 2, 4, 7, 9 e 10. Nessa unidade, nota-se que a partir das experiências vividas no campo de atuação, foi preciso repensar a identidade profissional, buscando uma prática que o foco estivesse na aprendizagem dos alunos, tendo em vista a superação das dificuldades enfrentadas no campo escolar.

Na análise, identificou-se mudanças na prática pedagógica com o passar dos anos, ao longo do tempo de atuação, e a aquisição de novos saberes, como relatado pelo sujeito 9: “[...] acredito que ela tem melhorado, a gente vai pegando experiência [...] vai conhecendo as estratégias para usar [...] esse processo de se reinventar, de repensar, a nossa própria prática [...]”.

A percepção sobre si e a sua profissão faz parte do dia a dia de cada pessoa, à medida que o profissional avança na sua trajetória. Reconhecer uma nova visão do trabalho, ocasiona a mudança na identidade e nas experiências, sejam elas negativas ou positivas, e influencia nessa transformação. Entende-se que o docente está aberto à constante formação e transformação a partir de sua trajetória pessoal e profissional, e é por meio disso que ele constrói sua identidade. Assim, embora a identidade docente possa ser influenciada por fatores coletivos e pelo processo formativo, cada indivíduo torna-se professor de forma única, moldando sua própria jornada de acordo com suas experiências, valores e aspirações.

Em conformidade, o sujeito 10 dialoga: “[...] a palavra-chave pra essa mudança com o passar dos anos é a flexibilidade [...] o que se pensa, planeja e que consegue ser executado na prática foi meu aprendizado”. Compreende-se que a identidade não é algo constante, pois perpassa ao longo da vida, transformando-se e podendo ocasionar mudanças em várias situações, dentre elas, o âmbito profissional (Dubar, 2009). No percurso docente, é importante que os profissionais sejam reflexivos no que tange às suas práticas, zelem por melhorias, estejam atenciosos às alterações na educação, adaptando-se às novas realidades.

A reflexão e a experimentação são fatores essenciais para as ações educativas dos professores que resultam no aprimoramento e autoconfiança no decurso da atuação profissional. Assim, o exercício docente demanda sucessivos questionamentos e renovações, visto que a sociedade contemporânea exige profissionais cada vez mais competentes e especializados. Nessa perspectiva, não é possível deixar de lado as atividades dos professores e as mudanças que ocorrem na sua trajetória. Observar as particularidades dos estudantes no ensino-aprendizagem são pontos positivos para organização do trabalho pedagógico, adaptando-se às constantes transformações no contexto educacional.

Dialogando com a unidade, o entrevistado 4 comenta sobre a transformação da sua prática a partir das reflexões durante a experiência da sua profissão, pois notou que a EF está além de eventos esportivos e busca dar atenção ao conteúdo da área, como informa: “[...] você às vezes trilha um caminho que pensa que ‘tá’ certo e depois que você começa a estudar vê que não era por ali e repensa muito a prática pedagógica [...]”.

Essa ideia converge com Dubar (2009), ao apontar que a identidade profissional pode ser reproduzida e transformada, o que, nesse caso, demonstra uma mudança radical após vivenciar o cotidiano do campo escolar.

A constante reflexão sobre a própria prática, aliada à experiência adquirida ao longo dos anos lecionando, permite que esses professores adquiram uma visão mais integral do processo educativo. Esse processo de autoavaliação, melhora a qualidade do ensino e transforma a identidade profissional dos docentes que experienciam constantes mudanças no ambiente educacional. Assim, a evolução da prática pedagógica e da identidade profissional dos professores de EF é um processo dinâmico e refletem tanto as experiências individuais quanto às influências externas onde atuam.

Em convergência com a unidade, Nascimento, Kimura e Cardoso (2020) ressaltam que os professores tendem a ressignificar suas ações pedagógicas, indo além do método tradicional de ensino, buscando estratégias que visem à superação das dificuldades da implementação do plano de aula.

Cabe destacar que as práticas pedagógicas dos professores de EF em diferentes formas, sendo uma delas as práticas inovadoras que visam à ampliação dos conteúdos da cultura corporal, contendo maior atenção aos alunos, estando atento a resolução de problemas e a construção do conhecimento que buscam experimentar novas ideias, essas propiciam um ensino significativo e relevante aos discentes.

O sujeito 7 sinaliza que participou do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (CAPES), no período da Graduação, projeto esse que visa a melhoria do ensino público brasileiro, “[...] eu creio nessa mudança da prática pedagógica [...] no início da minha docência há três anos, é como eu saí de uma formação do PIBID e da Graduação [...]”. Como mencionado pelo sujeito, mesmo que contenha pouca experiência com a EFe, já notou mudanças na sua ação pedagógica por meio do programa.

A flexibilidade e a capacidade de adaptação, mencionadas por alguns dos entrevistados, são essenciais para que os professores possam alinhar suas práticas às novas exigências educacionais e individualidades dos alunos. Além disso, ressignificar a prática pedagógica, não se limita à adoção de novas técnicas ou métodos de ensino, mas envolve uma transformação profunda na forma como os professores entendem e exercem sua profissão.

Reinventar a prática pedagógica permite ao docente a criação de novas estratégias e em virtude dessas reestruturações, desenvolver metodologias que se adaptam às realidades e que sejam diferenciadas, tende a promover maior interesse dos discentes, visto que cada aluno tem suas características individuais. Logo, entende-se que a sociedade está sujeita a constantes evoluções, o que remete ao professor a busca por soluções criativas e inovadoras, capazes de enfrentar os impasses presentes na EFe.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto, ratifica-se que esses professores de EF apresentam uma mudança expressiva nas suas práticas pedagógicas com o passar dos anos. Essas transformações são consequência de diversos fatores, incluindo as vivências dos docentes, os desafios encontrados no ambiente escolar e as contínuas demandas por um ensino inovador e adaptado às realidades dos alunos, como os discutidos ao longo do texto e nos estudos mencionados neste artigo.

Portanto, os dados indicam que mais estudos sejam realizados com o intuito de discutir o trabalho pedagógico desses profissionais, especialmente em relação aos conteúdos da cultura corporal e a transformação da identidade profissional do professor que ocorre durante o tempo de atuação. Essas pesquisas são essenciais no sentido de dar voz aos docentes e ajudar a compreender os desafios diários enfrentados por educadores, além de apresentarem novas estratégias utilizadas para sobrepor adversidades.

Além disso, é imprescindível que instituições educacionais e programas de formação tanto inicial quanto à continuada considerem as especificidades da EF e disponibilizem ambientes e materiais educacionais que contribua com o docente a fim de garantir um aprendizado de qualidade e permitir o aprimoramento de seus conhecimentos e metodologias.

Por fim, é importante reconhecer e valorizar o esforço desses profissionais em atualizarem e inovarem, pois, acredita-se que dar continuidade aos estudos, seja por intermédio de formações, especializações, cursos de curta duração e participação em eventos científicos, são fatores essenciais aos docentes. Por isso, esses recursos devem ser disponibilizados tanto presencialmente quanto virtualmente, na ideia de facilitar a colaboração entre profissionais de diferentes regiões e contextos, além de favorecer à ampliação dos saberes adquiridos e potencializar o ensino e aprendizagem, ofício este do professor que atua na Educação Básica no Brasil.

Material suplementario
REFERÊNCIAS
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Notas
QUADRO 1
Unidades de significado da pergunta: “Como você vê a mudança da sua prática pedagógica com o passar dos anos?”


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