Artigos

A contribuição da visão baseada em recursos para o estudo da internacionalização: uma análise bibliométrica da produção científica entre os anos de 2007 e 2016

The contribution of the resource-based view to the internationalization study: a bibliometric analysis of scientific production between 2007 and 2016

Maíra Nunes Piveta
Universidade Federal de Santa Maria, Brasil
Flavia Luciane Scherer
Universidade Federal de Santa Maria, Brasil
Aletéia de Moura Carpes
Centro Universitário Franciscana, Brasil
Nathália Rigui Trindade
Universidade Federal de Santa Maria, Brasil
Andréa Bach Rizzatti
Universidade Federal de Santa Maria, Brasil
Maríndia Brachak dos Santos
Universidade Federal de Santa Maria, Brasil

A contribuição da visão baseada em recursos para o estudo da internacionalização: uma análise bibliométrica da produção científica entre os anos de 2007 e 2016

Revista Eletrônica de Negócios Internacionais (Internext), vol. 13, núm. 2, pp. 43-58, 2018

Escola Superior de Propaganda e Marketing

Recepção: 31 Agosto 2017

Revised: 17 Novembro 2017

Aprovação: 04 Fevereiro 2018

Publicado: 01 Maio 2018

Resumo: Este estudo buscou analisar as características das publicações sobre Visão Baseada em Recursos e Internacionalização (Resource Based View and Internationalization), nas bases de dados Web of Science e Scopus, no período de 2007 a 2016, e identificar quais tópicos estão sendo estudados junto a este tema e quais são os mais relevantes (hot topics), realizando uma comparação dos resultados encontrados nas duas bases de dados. O estudo se caracteriza como quantitativo uma vez que procurou quantificar algumas variáveis inerentes à produção científica sobre o tema pesquisado. A busca das publicações sobre VBR e Internacionalização no período de 2007 a 2016 encontrou 210 publicações na base WOS e 127 na Scopus. Tecendo uma comparação das bases pesquisadas, verificou-se que o número de publicações cresceu nos últimos dois anos e que os Estados Unidos lideram o ranking quanto ao número de publicações. Percebe-se que em ambas as bases de dados, os autores das publicações mais citadas não estão entre os autores que mais publicaram no período, com exceção de Mike Wright. Duas combinações foram classificadas como hot topics na Web of Science: Performance (desempenho) e Strategy (estratégia).

Palavras-chave: Visão Baseada em Recursos , Internacionalização, Web of Science, Scopus, Bibliometria.

Abstract: This study aimed to analyze the characteristics of publications patterns based on the Resource Based View (RBV) and Internationalization, in the databases Web of Science and Scopus, from 2007 to 2016, and to identify the topics related with this study and which of them are the most relevant (hot topics), making a comparison of the results found in the two databases. It has a quantitative approach considering that it sought to quantify some variables referring to the scientific production on the researched topic. Searches for publications on VBR and Internationalization in the period from 2007 to 2016 found 210 publications in the WOS database and 127 in Scopus. By comparing the bases surveyed, it was verified that the number of publications grew in the last two years and that the United States leads the ranking in the number of publications. It is noticed that in both databases, the authors of the most cited publications are not among the authors who published most in the period, except for Mike Wright. Two combinations were classified as hot topics in the WOS: Performance and Strategy.

Keywords: Resource Based View , Internationalization, Web of Science, Scopus, Bibliometrics.

1. INTRODUÇÃO

As evoluções observadas no decorrer dos anos nas esferas econômicas, sociais e tecnológica impactaram significativamente a gestão organizacional, tendo a internacionalização de empresas emergido neste contexto como um importante desafio estratégico assumido pelos empreendimentos dos mais variados setores econômicos (ZEN et al., 2009). A internacionalização possibilita às empresas atuar no mercado global vislumbrando crescimento e expansão dos negócios para além das fronteiras domésticas. Ademais, o enfrentamento da acirrada concorrência imposta pelo mercado doméstico também se configura numa das razões que motivam a internacionalização.

Destaca-se que o processo de internacionalização exige das empresas diversos fatores que as qualifiquem a atuar satisfatoriamente em mercados internacionais. Os recursos estratégicos constituemse num destes fatores. Podendo ser compreendidos à luz da teoria Resource-Based View (RBV), em português, visão baseada em recursos, os mesmos pressupõem vantagens competitivas para as empresas. De acordo com Newbert (2007), a RBV configura-se numa das teorias mais amplamente aceitas na perspectiva da gestão estratégica. isto pois a RBV contribui com o processo de internacionalização principalmente no que tange à dinâmica dos modos de entrada no mercado externo, à performance superior, à função dos recursos tangíveis e intangíveis da empresa do país anfitrião e, ainda, ao desenvolvimento de capacidades no decorrer do processo de internacionalização (Salazar et al., 2011).

A perspectiva teórica da Visão Baseada em Recursos (do inglês, Resource Based View – RBV) perpassa diversas temáticas sendo amplamente adotada por diversos pesquisadores em seus campos de estudo. O desenvolvimento da teoria é conferido ao trabalho seminal da economista Edith T. Penrose intitulado “The theory of the growth of the firm”, publicado em 1959. Sendo a referência principal da base teórica, Penrose (1959) tratou dos aspectos internos da firma considerando a organização como um conjunto de recursos a serem utilizados. A abordagem teórica da RBV continuou a ser utilizada e desenvolvida na década de 1980 pelos autores Wernerfelt (1984) e Barney (1986). Em seguida, apresentou considerável avanço por meio de estudos de diversos pesquisadores, tais como, Prahalad e Hamel (1990), Barney (1991), Grant (1991), Peteraf (1993), Hansen et al. (2004), Newbert (2007, 2008) e Kraaijenbrink et al. (2010).

A relação da RBV com o processo de internacionalização de empresas se constitui mediante as contribuições relevantes que a teoria fornece no entendimento deste processo. Considerando-se a importância da teoria da RBV para o campo de estudos da administração estratégica, evidencia-se a pertinência da perspectiva teórica dos recursos para a análise do processo de internacionalização (Salazar et al., 2011). Muitos trabalhos (Peng, 2001; Fahy, 2002; Dhanaraj E Beamish, 2003; Knight e Kim, 2009), assim como os levantados no presente estudo bibliométrico, explicitam este aporte (Zen et al., 2014). De modo geral, ao decidir internacionalizarem-se, as empresas precisam contar com uma série de recursos que possibilitem o sucesso deste processo. Alguns autores contribuem neste sentido, Fahy (2002), por exemplo, dedica-se a expor uma relação de interconexões referentes às contribuições da teoria para os estudos em negócios internacionais preconizando a utilização de recursos específicos na criação de vantagem competitiva sustentável impulsionando o desempenho organizacional em ambientes globais.

Sharma e Erramilli (2004) utilizam a perspectiva teórica da RBV em seu trabalho buscando elucidar as decisões referentes ao modo de entrada no mercado externo adotado pelas organizações. Além disso, Peng (2001) apresenta as evoluções das pesquisas referentes aos negócios internacionais sob a ótica da visão baseada em recursos explicitando a ampla base de conhecimento existente e a conexão entre os assuntos. Por fim, tem-se que a RBV se tornou uma perspectiva influente e bastante utilizada nas pesquisas em negócios internacionais (Peng, 2001; Westhead et al., 2001; Hitt et al., 2006).

Assim, ao considerar que o conhecimento do estado da arte de uma área de estudo é importante para a caracterização da produção intelectual de um campo teórico (Favoreto, Amâncio-Vieira; Shimada, 2014) este estudo busca ampliar e, em especial, atualizar o conhecimento acerca das publicações que permeiam a temática da RBV e da Internacionalização. Com isto, define-se o objetivo geral do presente estudo como: analisar as características das publicações sobre Visão Baseada em Recursos e Internacionalização nas bases de dados Web of Science (WOS) e Scopus. Apresenta, ainda, como objetivos específicos, identificar os hot topics relacionados à Visão Baseada em Recursos e Internacionalização, e identificar os principais artigos citados explicitando as características fundamentais dos mesmos.

Para isto, desenvolveu-se um estudo bibliométrico, tendo em vista que de acordo com Chueke e Amatucci (2015, p.2) os estudos bibliométricos têm muito a contribuir com as pesquisas acadêmicas uma vez que estes sintetizam pesquisas e conhecimentos construídos anteriormente sobre determinado campo de saber, avançando a geração de novos conhecimentos a partir da indicação de problemas interessantes de serem investigados em pesquisas futuras, podendo “servir como base para estudos comparados, cada vez mais demandados num mundo considerado global”. Desta forma, este trabalho encontra-se estruturado em quatro seções além desta introdução. A primeira apresenta o aporte teórico acerca da bibliometria e os procedimentos metodológicos adotados neste estudo. Na sequência, são elucidadas a apresentação e discussão dos resultados. E, na quarta e última seção as conclusões da pesquisa são abordadas.

2. BIBLIOMETRIA: PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O referido estudo foi desenvolvido na perspectiva de uma pesquisa bibliométrica. De acordo com Araújo (2006), a bibliometria consiste em uma técnica quantitativa e estatística de medição dos índices de produção e disseminação de conhecimento científico vislumbrando a análise quantitativa de informações bibliográficas. A utilização desta abordagem justificase pelo fato de que se desenvolveu a pesquisa com o objetivo de ampliar o conhecimento referente às publicações relacionadas à Visão Baseada em Recursos e a Internacionalização de empresas, a partir do levantamento de artigos que versam sobre o assunto. Ademais, o estudo procurou identificar quais tópicos relacionados com a temática estão sendo estudados e quais são os temas em voga.

Além disto, conforme Vanti (2002) a bibliometria auxilia a identificar tendências de crescimento do conhecimento em uma área, identificar revistas de uma disciplina, verificar tendências de publicação, mapear a produtividade de autores, organizações e países, medir o crescimento de determinadas áreas e o surgimento de novos temas, entre outros aspectos. Neste contexto os métodos bibliométricos são quantitativos, pois buscam medir e quantificar algumas variáveis referentes à produção científica (CRONIN, 2001), que no caso deste estudo, concernem a Visão Baseada em Recursos e Internacionalização (“Resource based view” and “Internationalization”).

Neste contexto, a obtenção dos dados e informações necessárias ao estudo foram coletados por intermédio das bases de dados Web of Science do Institute for Scientific Information (ISI) e Scopus da Elsevier. A escolha se deu mediante o notório reconhecimento que as bases apresentam no cenário mundial acadêmico e nos demais estudos de caráter bibliométrico. A WOS (Web of Science) consiste em uma base multidisciplinar que indexa apenas os periódicos mais citados em suas respectivas áreas. Ademais, constitui-se num índice de citações na web, que além de possibilitar a identificação das citações recebidas, referências utilizadas e registros relacionados, disponibiliza ferramentas para análise de citações, referências, índice h, permitindo análises bibliométricas. Possui atualmente cerca de 12.000 periódicos indexados (CAPES, 2017).

Já a Scopus consiste numa base de dados das áreas de Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Físicas e Ciências Sociais. A base indexa títulos acadêmicos revisados por pares, títulos de acesso livre, anais de conferências, publicações comerciais, séries de livros, páginas web de conteúdo científico e patentes de escritórios. Funcionalidades de apoio à análise dos resultados como, por exemplo, identificação de autores e filiações, análises de citações, de publicações e índice h são disponibilizados ao usuário (CAPES, 2017).

Assim, os esforços desta pesquisa se concentraram no rastreamento e descrição de indicadores no que se refere a produção acadêmica sobre a temática abordada. Para Sancho (2002), os indicadores bibliométricos são ferramentas de avaliação e podem ser de quatro tipo, a saber: i) indicadores de qualidade científica; ii) indicadores de atividade científica; iii) indicadores de impacto científico e iv) indicadores de associações temáticas. Neste estudo, optou-se por dar ênfase aos indicadores de atividade científica uma vez que estes vislumbram quantificar a atividade científica desenvolvida, principalmente no que tange ao cálculo do número de publicações de determinados grupos, instituições ou países e suas distribuição, à produtividade dos autores e à colaboração nas publicações (Sancho, 2002).

A partir disto, objetivando a viabilização da análise bibliométrica e utilizando-se dos recursos de análise disponibilizados nas bases de dados WOS e Scopus, estabeleceu-se doze características a serem analisadas, conforme demonstra a Tabela 1.

Tab. 1
Modelo conceitual para análise bibliométrica
Modelo conceitual para análise bibliométrica
Fonte: Elaborado pelas autoras

Vale destacar que estas características foram definidas com base nos indicadores de atividade científica (Sancho, 2002) e em diversos estudos bibliométricos que fazem uso destes aspectos (Carpes et al., 2011; Rocha et al., 2013; Avila et al., 2014; Motke; Ravanello; Rodrigues, 2016).

Como pode-se perceber, a partir da Tabela 1, além de englobar os indicadores de atividade científica (Sancho, 2002), também buscou-se analisar alguns indicadores de impacto científico, aqui compreendidos nos índices h-b e m, que serviram para posterior realização e análise de hot topics. Conforme Hirsch (2005), faz-se necessária a quantificação do impacto e relevância da produção científica individual com o intuito de se obter a análise de pesquisadores e a comparação de propósitos. Destarte, Hirsch (2005) propõe um número único o h-index (índice-h) como uma forma acessível e útil para caracterizar a produção científica de um pesquisador. Posteriormente, Banks (2006) contribuiu com o índice h-b, uma extensão do hindex, onde as citações são listadas em ordem decrescente e é alcançado a partir do número de citações de um tópico ou combinação em determinado período. Este índice é encontrado em publicações que tenham obtido um número de citações igual ou maior à sua posição no ranking (Banks, 2006).

Banks (2006) explica ainda como se calcula o índice m, o qual é alcançado por meio da divisão do índice h-b pelo período de anos que se deseja obter informações (n). Para a análise dos índices h-b e m, foram utilizadas as definições de Banks (2006) expostas no Tabela 2.

Tab. 2
Definições para classificação de hot topics
 Definições para classificação de hot topics
Fonte: Banks (2006).

Destaca-se que, a partir das definições de Banks (2006) expostas anteriormente, neste estudo serão considerados hot topics as combinações com índice m ≥ 2. Ainda, na sequência serão melhor explicados os procedimentos adotados para realização desta análise.

Por conseguinte, a coleta dos dados foi realizada a partir dos mecanismos de busca da WOS e da Scopus. Em um primeiro momento digitaram-se as palavras: Visão baseada em recursos e Internacionalização (“Resource based view” and Internationalization) como tópico no campo de pesquisa das bases WOS e Scopus, no idioma inglês, delimitando-se o período temporal que compreende os anos de 2006 a 2017. Cabe destacar que, as referidas palavras-chave foram utilizadas uma vez que ao realizar testes e a partir de uma leitura prévia dos artigos mais citados nos resultados da busca, esta combinação foi a que mais se aproximou do interesse do escopo definido para o presente trabalho. Ainda, no que tange a delimitação do período de 10 anos, destaca-se que esta limitação temporal foi realizada buscando-se apresentar o nível mais contemporâneo (atual) de conhecimento observado neste campo de estudo. O que é corroborado na pesquisa de Moraes, Strehlau e Turolla (2015) que também adotam este período baseados em diversos autores e estudos bibliométricos.

Em um segundo momento, realizou-se o levantamento dos hot topics para averiguar os tópicos mais relevantes de estudo no que tange a temática. Para isso, inicialmente foram identificados os tópicos a serem combinados com “Resource based view” e Internationalization. Estes tópicos foram selecionados a partir do levantamento das palavraschave dos 10 artigos mais citados em cada uma das bases. Com isto, foram selecionadas as 20 palavraschave mais citadas em cada base, aqui denominadas tópicos. A partir disto, nos mecanismos de busca de cada uma das bases de dados, realizou-se a combinação de cada um dos 20 tópicos selecionados com os tópicos iniciais da pesquisa (“Resource based view” and Internationalization) no período de, também, 10 anos (2006 a 2017) para levantamento do índice h-b de cada um deles. Na sequência, então, os “hot topics” foram elencados por meio do cálculo do índice m (divisão do índice h-b pelo período de anos que se deseja obter informações, neste caso 10 anos), conforme definido por Banks (2006).

Por fim, a Tabela 3 a seguir evidencia as etapas para realização da pesquisa.

Tab. 3
Etapas da pesquisa
Etapas da pesquisa
Fonte: Elaborado pelas autoras

Dado o exposto, de acordo com as etapas apresentadas na Tabela 3 foi realizada a análise bibliométrica do referido estudo, cujos resultados são apresentados na seção a seguir.

3. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A consolidação da globalização combinada com o avanço das tecnologias de informação e comunicação tornaram a internacionalização de empresas uma constante. A temática é um fenômeno que está em voga nas pesquisas acadêmicas, destacando-se, por seminais, os estudos de Vernon (1966), Johanson e Weindersheim-Paul (1975) e Dunning (1980). De acordo com Hitt et al. (2006), a maioria das pesquisas se concentra na elucidação das motivações para as empresas buscarem mercados externos deixando uma grande lacuna sobre quais são os recursos específicos que as empresas precisam para prosperar com êxito nos mercados internacionais. O presente estudo coaduna com o exposto mediante a intenção de analisar a contribuição da Visão Baseada em Recursos para o estudo da internacionalização das organizações.

Os resultados da pesquisa evidenciaram as principais características da produção científica relacionada às temáticas “Resource based view” and Internationalization. Primeiramente foi realizada a pesquisa com os termos na base WOS, no período de 2007 a 2016, sendo encontradas 210 publicações. Num segundo momento, procedeu-se com a pesquisa na base de dados da Scopus, sendo encontradas no mesmo período 127 publicações. Após, realizou-se a comparação entre o número de publicações por autor e o número de citações.

3.1 Características Gerais das publicações sobre Visão Baseada em Recursos e Internacionalização na Web of Science e Scopus

A seguir encontram-se dispostas as características gerais das publicações relacionadas ao tema de acordo com as seguintes categorias: áreas temáticas, tipo de documentos, ano das publicações, autores, título das fontes, instituições, países e idiomas, conforme exposto previamente na Tabela 1.

Áreas Temáticas

Iniciando-se as análises, o primeiro aspecto categórico a ser averiguado são as áreas temáticas. Sendo assim, as dez principais áreas temáticas encontradas nas bases podem ser conferidas na Tabela 4.

Tab. 4
Principais áreas temáticas.
Principais
áreas temáticas.
Fonte: Web of Science e Scopus (Fev./2017)

A diversidade quanto às áreas temáticas relacionadas com a temática Resource based view and Internationalization, pode ser averiguada por meio da visualização da Tabela 4. Foi possível, ainda, notar certa similaridade no que tange às áreas temáticas de ambas as bases. Na WOS a área temática Business Economics (Economia) merece destaque apresentando um número de 197 publicações.

Já no que se refere a Scopus, a área Business, Management and Accounting (Negócios, Gestão e Contabilidade) destacou-se com a incidência de 118 publicações. Cabe destacar que a base WOS apresentou um número maior de publicações quando comparado com a Scopus.

Tipos de Documentos

A Tabela 5 apresenta os tipos de documentos referentes às publicações encontradas na WOS e na Scopus.

Tab. 5
Tipos de Documentos
Tipos de Documentos
Fonte: Web of Science e Scopus (Fev./2017)

Por meio da análise da Tabela 5 acima pode-se notar que em ambas as bases de dados a maioria das publicações encontradas são artigos, correspondendo a 85,2% das publicações na WOS e 81,9% na Scopus. Os demais tipos de documentos elencados não se destacaram de forma expressiva, mas as suas frequências estão demonstradas na Tabela 5. O predomínio de artigos nas bases reflete as características dos periódicos que estão nelas incluídos e evidencia trabalhos mais maduros se comparados a proceedings papers, por exemplo.

Principais Anos de Publicação

A Tabela 6 aborda a relação de quantidade de documentos no que tange à distribuição entre os anos cujo período a presente pesquisa se propôs a pesquisar.

Tab. 6
Principais anos de publicação
Principais anos de publicação
Fonte: Web of Science e Scopus (Fev./2017)

Na base WOS observou-se que o ano com maior destaque em termos de número de publicações foi o de 2016 com 37 publicações representando 17,6% do total. Já na Scopus, o ano de 2014 destacou-se apresentando 23 publicações (18,1%) seguido pelo ano de 2016, anteriormente mencionado em destaque na WOS, com 22 publicações (17,3%).

Na Figura 1, a seguir, a distribuição das publicações no decorrer dos anos pesquisados apresenta-se disposta num gráfico que busca traçar um comparativo dos resultados encontrados em ambas as bases de modo a facilitar a visualização.

Anos de Publicação
Fig. 1
Anos de Publicação
Fonte: Elaborado pelas autoras

Por meio da Figura 1 pode-se perceber que as publicações acerca da “Resourced based view” and Internationalization nas bases WOS e Scopus não apresentaram um comportamento de crescimento estável durante o período determinado para a pesquisa (2007 – 2016). No entanto, pode-se notar que nos últimos dois anos houve um salto no número de publicações. Embora haja queda em anos específicos, como 2015, a tendência geral é de crescimento no número de artigos, saindo de 9 em 2007 e chegando em 37 em 2016 na Web of Science e evoluindo de 6 para 22 ao longo do período analisado na Scopus. Os anos de 2013 e 2015 mostram, em ambas as bases, quedas significativas no número de artigos, o que é curioso, mas que pode evidenciar certo comportamento isomórfico entre os pesquisadores e seus interesses de estudo.

Na sequência, os principais autores elencados junto às bases serão apresentados.

Principais Autores

Os autores que mais publicaram sobre a temática Visão Baseada em Recursos e Internacionalização, nas duas bases analisadas, estão dispostos na Tabela 7 a seguir.

Tab. 7
Principais autores
 Principais autores
Fonte: Web of Science e Scopus (Fev./2017)

Ressalte-se que foram selecionados apenas os oito primeiros para fins desta apresentação.

Por meio da análise do quadro tornou-se possível verificar uma grande diversidade e multiplicidade quanto à autoria dos trabalhos, já que não existe um destaque com relação à quantidade de trabalhos publicados acerca da temática sendo atribuído a determinado autor. Na base WOS o destaque foi do autor Mike Wright apresentando cinco artigos publicados. Mike é professor na escola de negócios do Imperial College London desde setembro de 2011 atuando na área de empreendedorismo. Na base Scopus o destaque com 3 três publicações foi para os autores Kumar, V. (Professor e Diretor do Programa de Marketing do J. Mack Robinson College of Business da Georgia State University em Atlanta, EUA) e Rajshekhar G Javalgi (Professor de Marketing e Negócios Internacionais na Cleveland State University, EUA).

A não concentração de artigos em poucos autores pode ser um fator positivo, pois evidencia que o tema encontra interesse em diferentes grupos de pesquisadores, oriundos de diferentes escolas. Como resultado, pode-se ter uma diversidade de olhares – embebidos de traços culturais díspares – que pode contribuir para maior riqueza metodológica e conceitual.

Principais Fontes de Publicação

A Tabela 8 apresenta as principais fontes de publicações relacionadas com a temática Resource based view and Internationalization.

Tab. 8
Principais fontes de publicação
Principais fontes de publicação
Fonte: Web of Science e Scopus (Fev./2017)

Com relação às fontes de publicação, as que mais destacaram-se na base WOS foram as seguintes: International Business Review, Journal of World Business e Journal of International Business Studies. Já na base Scopus, o destaque foi para o Journal of World Business, International Business Review e International Marketing Review.

Ressalte-se que as duas principais fontes de publicação foram as mesmas para ambas as bases. O periódico International Business Review figurou como o mais representativo na WOS apresentando 23 artigos e em segundo lugar na Scopus com 7 registros. Já o Journal of World Business apresentou 8 registros na Scopus e 13 na WOS figurando em primeiro e segundo lugar respectivamente nas bases mencionadas. Tem-se aí um retrato dos periódicos que mais recebem contribuições relativas aos dois temas analisados, indicando a necessidade de tê-los como referência em estudos que abordem RBV e internacionalização.

Principais Instituições

As instituições que mais publicaram trabalhos relacionados ao tema Resource based view and Internationalization estão em destaque na Tabela 9.

Tab. 9
Principais instituições
Principais instituições
Fonte: Web of Science e Scopus (Fev./2017)

As instituições que mais se destacaram na WOS, foram as seguintes: University Leeds (Reino Unido); University Nottingham (Reino Unido). E, na Scopus as seguintes universidades: Cleveland State University (Estados Unidos da América); Queensland University of Technology QUT (Austrália); The University of Sydney (Austrália).

Idiomas e Países de Origem

O idioma inglês se destaca veementemente na base WOS, com 206 registros (98%). Na base Scopus não foi possível acessar este dado. No que tange aos países de origem das publicações, a Tabela 10, a seguir, apresenta os dez principais países que possuem publicações relacionadas ao tema pesquisado.

Tab. 10
Países de origen
Países de origen
Fonte: Web of Science e Scopus (Fev./2017

De acordo com a análise da Tabela 10 tornou-se possível verificar que em ambas as bases os Estados Unidos da América figuram em primeiro lugar no que diz respeito ao número de publicações. Na WOS o país apresentou 51 publicações enquanto que na Scopus foram 32 publicações.

Na sequência, na base WOS a Inglaterra apresenta 36 publicações representando 17,1% da amostra seguida pela Espanha com 25 registros. Já na Scopus, o Reino Unido, a Austrália e a Espanha destacam-se na sequência com 18, 13 e 13 registros de publicações respectivamente. Para ambas a bases (WOS e Scopus), os demais países que figuraram entre os dez com maior número de publicações podem ser conferidos no quadro exposto acima.

Na base Scopus o Brasil figura na quinta posição, com 7,0% de representatividade no total de artigos publicados, o que pode ser considerado um desempenho ainda tímido, embora superior a outros importantes países.

Na WOS, ao contrário, o Brasil não figurou entre as 10 primeiras posições. Talvez o idioma ainda seja uma importante barreira a explicar a baixa participação de autores brasileiros dentre os que mais publicam nos temas avaliados.

3.2 Os “Hot Topics” relacionados com a Visão Baseada em Recursos e Internacionalização

Esta etapa da pesquisa dedicou-se a investigar os principais tópicos relacionados à Visão baseada em recursos e Internacionalização que estão sendo estudados no período que compreende os anos de 2007 e 2016. Levando-se em consideração uma análise prévia das publicações encontradas na Web of Science e Scopus, foram selecionados 20 tópicos relacionados à temática em cada base conforme a conduta já apresentada na seção de número 2 – “Bibliometria: Procedimentos Metodológicos”.

Posteriormente, foi realizada a combinação de cada um destes tópicos com a expressão “Resource based view” and Internationalization, sendo calculado o total de publicações para cada combinação (tópico relacionado), o h-b e o coeficiente m, tanto na base Web of Science quanto na Scopus. Os resultados encontram-se apresentados nas Tabelas 11 e 12 a seguir.

Tab. 11
Hot topics no estudo sobre o tema pesquisado na Web of Science.
 Hot topics no estudo sobre o tema
pesquisado na Web of Science.
Fonte: Web of Science (Fev./2017)

Tab. 12
Hot topics no estudo sobre o tema pesquisado na Scopus.
Hot topics no estudo sobre o tema
pesquisado na Scopus.
Fonte: Web of Science (Fev./2017) x

Pautando-se nas considerações tecidas por Banks (2006) foi possível classificar como hot topic ou tópico quente, apenas duas combinações dos temas Resource based view and Internationalization que apresentaram um coeficiente m ≥ 2 na base de dados Web of Science, são elas: Performance (desempenho) e Strategy (estratégia) com coeficientes de 2,4 e 2,2 respectivamente. Tais tópicos são amplos em si e abordam olhares que conversam diretamente com a temática de análise RBV e internacionalização, ambos fortemente vinculados a considerações estratégicas e de desempenho.

Os tópicos Network (rede), Knowledge (conhecimento), Learning (aprendizagem), Manufacturing (fabricação), Innovation (inovação), Foreign (estrangeiros), Exporting (exportação), Globalization (globalização), Alliance (aliança), Entrepreneurship (empreendedorismo),

Emerging economies (economias emergentes), Knowledge transfer (transferência de conhecimento), Small and medium-sized enterprises (pequenas e médias empresas), Dynamic capabilities (capacidades dinâmicas) e Multinational enterprises (empresas multinacionais) obtiveram um coeficiente m entre 0,5 e 2, sendo considerados como hot topics emergentes em suas áreas de pesquisa. Como emergentes, merecem a atenção dos pesquisadores pois podem indicar tendências de interesse crescente da academia. Ademais, os tópicos que apresentaram m ≤ 0,5 podem ser de interesse para pesquisadores em um campo específico de pesquisa.

Já na base Scopus, não foi possível encontrar nenhum hot topic para a combinação proposta. Contudo, onze tópicos obtiveram um coeficiente m entre 0,5 e 2, sendo considerados como hot topics emergentes em suas áreas de pesquisa, são eles: Performance (desempenho), Network (Rede), Size (Tamanho), Industry (Indústria), China, Institutions (Instituições), Exports (Exportações), Small and medium-sized enterprises (Pequenas e médias empresas), Small Firms (Pequenas empresas), Institutional theory (Teoria Institucional), Multinational enterprises (Empresas multinacionais). Os nove tópicos restantes que podem ser visualizados na Tabela 12 apresentaram m ≤ 0,5 sendo classificados na mesma condição supracitada no parágrafo anterior.

3.3 Relação dos trabalhos com maior número de citações

Nesta etapa do estudo buscou-se averiguar por meio do levantamento e apreciação das produções científicas mais citadas nas bases Web of Science e Scopus quais são os delineamentos prestados pelos autores ao tratar das temáticas “Resource based view” e Internationalization e as características fundamentais encontradas nestes estudos. Nesta fase foram selecionadas as dez publicações que obtiveram o maior número de citações em cada base, conforme está apresentado nas Tabelas 13 e 14 adiante aonde as principais informações a respeito dos estudos estão dispostas sucedidas por uma discussão acerca das mesmas.

Tab. 13
Principais artigos em números de citações – WOS (2007 a 2016)
 Principais artigos em números de citações – WOS (2007 a 2016)
Fonte: Web of Science (Fev./2017)

Tab. 14
Principais artigos em números de citações – WOS (2007 a 2016)
 Principais artigos em números de citações – WOS (2007 a 2016)
Fonte: Web of Science (Fev./2017)

Examinando os estudos classificados no quadro acima tornou-se possível auferir uma inclinação dos pesquisadores em examinar o fenômeno das pequenas e médias empresas (PMEs) sob as lentes teóricas oferecidas pelas temáticas da RBV e internacionalização.

Constatou-se que 30% das pesquisas prestaram ênfase às organizações que fazem parte deste lócus de estudo. Posteriormente, notou-se que existe um interesse crescente nas pesquisas que envolvem as empresas denominadas de born globals, ou seja, aquelas que já nascem globais. Ademais, notou-se um interesse em elucidar o comportamento apresentado pelas organizações que decidem internacionalizar-se de economias emergentes para as desenvolvidas.

Destarte, de acordo com os delineamentos teóricos e metodológicos observados nos estudos, a contribuição da lente teórica da Visão Baseada em Recursos emerge – para os estudos que se dedicam a investigar os processos e trajetórias de internacionalização organizacional – na compreensão das diferenças específicas emanadas pelas empresas de posse de recursos distintos e, até mesmo, como se comportam estas organizações em busca de adquirir recursos estratégicos importantes. Estas diferenças se deram basicamente, nos casos aqui investigados, a nível comportamental e de adoções estratégicas mediante o intento da internacionalização dos negócios.

Contrastando com a situação encontrada nos dez artigos mais citados na base Web of Science, o enfoque prestado pelos autores dos trabalhos com maior número de citações na base Scopus mostrouse mais disperso mediante a abrangência de distintas perspectivas, não apresentando uma consonância significativa entre as temáticas. Foi possível notar que os pesquisadores associaram as temáticas da RBV e internacionalização também com o fenômeno bastante emergente das pequenas e médias empresas (PMEs) e a sua expressiva participação na economia global, estendendo suas análises para outros quatro enfoques.

A atenção voltou-se para a compreensão da performance (desempenho) internacional das organizações, fenômeno das born globals, empresas de países emergentes (EMEs) e redes. Ambos enfoques se encontraram suportados e investigados

utilizando-se dos ditames teóricos da RBV, assim como propunha inicialmente o objetivo de investigação deste estudo ao compreender a contribuição da mesma para o estudo da internacionalização.

Tecendo uma análise geral dos quadros acima apresentados, evidenciou-se que o artigo mais citado na base WOS, com 169 citações, foi o “What drives new ventures to internationalize from emerging to developed economies?” com autoria de Yasuhiro Yamakawa, Mike W. Peng e David L. Deeds publicado em 2008 no Entrepreneurship Theory And Practice. O artigo trata da lacuna existente na literatura no que se refere a internacionalização de novos empreendimentos de economias emergentes para desenvolvidas buscando elucidar os impulsionadores que conduzem estes empreendimentos por meio da elaboração de uma tabela baseada em três perspectivas teóricas: a visão baseada na indústria, baseada em recursos e baseada na instituição.

Já na Scopus, o artigo que se sobressaiu com 98 citações foi o “International business competence and the contemporary firm” dos autores Gary A. Knight e Daekwan Kim publicado em 2009 no periódico Journal of International Business Studies. O trabalho dedicou-se a tratar da internacionalização das pequenas e médias empresas (PME’s) objetivando investigar os aspectos gerais e específicos que conferem um desempenho superior internacional às PME’s na medida em que estas contam com muito menos recursos financeiros e tangíveis do que as grandes empresas multinacionais. Como resultado identificou-se a competência comercial internacional (IBC) como um dos recursos geradores de desempenho superior para as PME’s. Ademais, um modelo que relacionasse a IBC com o desempenho internacional das pequenas e médias empresas foi desenvolvido e avaliado.

Por meio desta análise, notou-se que dois artigos figuraram como mais citados em ambas as bases de dados, modificando apenas a colocação destes quanto ao número de citações. Para fins de verificação, os mesmos se encontram em destaque nas Tabelas 13 e 14. Ademais, percebe-se que em ambas as bases de dados, a grande maioria dos autores das publicações mais citadas não estão entre os autores que mais publicaram no período. A única exceção foi o autor Mike Wright que figurou na 1ª posição no ranking dos que mais publicaram no período na base WOS e cujo artigo aparece dentre os que mais foram citados, ocupando a posição 5 na Scopus e 10 na WOS.

4. CONCLUSÃO

O presente estudo contou com o objetivo de verificar a contribuição da Visão baseada em recursos na Internacionalização de empresas por meio de um estudo bibliométrico que buscou analisar as características das publicações sobre as temáticas, nas bases de dados Web of Science e Scopus, no período de 2007 a 2016, e identificar quais tópicos estão sendo estudados junto a este tema e aqueles que constituem-se nos mais relevantes (hot topics), realizando uma comparação dos resultados encontrados nas duas bases de dados (WOS e Scopus).

Neste sentido, constatou-se por meio do estudo que o tema Visão baseada em recursos e Internacionalização se encontra em evolução no que tange o número de publicações. Apesar de não apresentar crescimento constante nos últimos dez anos, a temática alcançou seu pico de publicações no ano de 2016, conforme a base WOS.

Entre os periódicos com maior número de publicações na base WOS, destaca-se o International Business Review e na base Scopus o Journal of World Business.

Os Estados Unidos lideram o ranking dos países que mais publicam sobre a temática nas duas bases. Na WOS a Inglaterra é o segundo país que mais publica, seguido por Espanha, China e Austrália. Na Scopus, o Reino Unido é o segundo que mais publica, seguido por Austrália, Espanha, Brasil e China. Foi possível, ainda, classificar como hot topics, duas combinações da temática na base Web of Science: Performance (desempenho) e Strategy (estratégia).

O estudo possibilitou a construção de dois quadros com as dez publicações mais citadas em cada uma das bases aonde realizou-se uma comparação com os autores que mais publicaram no período pesquisado, elucidando que as publicações com o maior número de citações não pertencem aos autores que mais publicam sobre o mesmo tema no período determinado para a pesquisa (2007-2016), exceto no caso do autor Mike Wright.

Durante a realização do trabalho, tornou-se possível reconhecer e salientar a utilidade que os mecanismos de busca possuem para as pesquisas acadêmicas. A utilização de bases como a WOS e a Scopus, serve de ferramenta para o desenvolvimento das pesquisas por meio do acesso possibilitado à comunidade acadêmica no que tange às publicações e informações a respeito da evolução dos temas de interesse dos pesquisadores. A relevância deste trabalho reside na compilação das características fundamentais das publicações que integram o referido campo teórico investigado o que pode favorecer o surgimento de insights para pesquisas futuras.

Por conseguinte, as limitações que podem ser apontadas para o presente estudo se referem ao levantamento ter sido realizado junto a duas bases de dados específicas (WOS e Scopus). Ademais, recomenda-se que estudos futuros de mesma natureza ampliem a busca para outras bases e busquem verificar também, o cenário nacional da temática utilizando-se de eventos acadêmicos nacionais e periódicos com notável expressão no campo de estudo.

5.REFERENCES

▪ ARAÚJO, C. A. (2006). Bibliometria: Evolução Histórica e Questões Atuais. Em Questão, v. 12, n. 1, p. 11- 32.

▪ AVILA, L. V.; BARROS, I. C. F.; MADRUGA, L. R. R. G.; JÚNIOR, V. F. S. (2014). Características das publicações sobre Empreendedorismo (Social) no Web of Science no período 2002-2011. Administração Pública e Gestão Social, v.6(2), abr-jun, p.88-100.

BANKS, M. G. (2006). An extension of the hirsch index: indexing scientific topics and compounds. Recuperado de: <http://www.arxiv.org/abs/physics/0604216>. Acesso em: fevereiro 2017.

▪ BARNEY, J. B. (1986). Organizational culture: Can it be a source of sustained competitive advantage? Academy of Management Review, v. 11.

▪ ____________ . (1986). Strategic factor markets: expectations, luck and business strategy. Management Science, vol. 32, n. 10, p.1231-1241.

▪ ____________ . (1991). Firm resources and sustained competitive advantage. Journal of Management, vol. 17, p. 99-120.

▪ CAPES – COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR. Acervo. 2017. Disponível em: . Acesso em: Fev. 2017.

▪ CARPES, A. de. M.; SCHERER, F. L.; VELTER, A. N; LÜTZ, C. (2011). Panorama Internacional das Publicações em International Business: Levantamento através da Base Web of Science. In: Encontro da ANPAD, XXXV EnANPAD, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: EnANPAD.

▪ CHUEKE, G.V.; AMATUCCI, M. (2015) O que é bibliometria? Uma introdução ao Fórum. Revista Eletrônica de Negócios Internacionais (Internext), v.10, n. 2, p. 1-5, mai./ago. São Paulo.

▪ CRONIN, B. (2001) Bibliometrics and beyond: some thoughts on web-based citation analysis. Journal of Information Science, 27 (1), p. 1-7.

▪ DHANARAJ, C.; BEAMISH, P. W. (2003). A Resourcebased approach to the study of export performance. Journal of Small Business Management, Milwaukee, v. 41, n.3, p.242-261, July.

▪ DUNNING, J. H. (1980) Toward an Eclectic Theory of International Production: Some Empirical Tests. Journal of International Business Studies, v. 11, n. 1, p. 9-31.

▪ FAHY, J. (2002). A resource-based analysis of sustainable competitive advantage in a global environment. International Business Review, v.11, p.5778.

FAVORETO, R. L.; AMÂNCIO-VIEIRA, S. F.; SHIMADA, A. P. (2014) A produção intelectual em RBV: Uma incursão bibliométrica nos principais periódicos internacionais. Revista Brasileira de Estratégia, v. 7, n. 1, p. 37-55, jan/mar.

▪ GRANT, R. M. (1991). The resource-based theory of competitive advantage: Implications for strategy formulation. California Management Review, v. 33, n. 3, Spring.

▪ HANSEN, M. H.; PERRY, L. T.; REESE, C. S. (2004). A Bayesian operationalization of the resource-based view. Strategic Management Journal, v. 25, Issue 13.

▪ HIRSCH, J. E. (2005). An index to quantify an individual’s scientific research output. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America.

▪ HITT, M. A.; BIERMAN, L.; UHLENBRUCK, K.; SHIMIZU, K. (2006) The importance of resources in the internationalization of professional service firms: The good, the bad, and the ugly. Academy of Management Journal, 49, p. 1137-1157.

▪ JOHANSON, J.; WIEDERSHEIM-PAUL, F. (1975). The internationalization of the firm: Four Swedish cases. Journal of Management Studies, Blacwell Publishing, Oxford and Malden, v. 12, n. 3, p. 305-322.

▪ KNIGHT, G. A.; KIM, D. (2009). International business competence and the contemporary firm. Journal of International Business Studies, v. 40, n. 2, p. 255-273.

▪ KRAAIJENBRINK, J.; SPENDER, J. C.; GROEN, J. A. (2010). The Resource-Based View: A Review and Assessment of Its Critiques. Journal of Management. v. 36.

▪ MOTKE, F. D.; RAVANELLO, F. S.; RODRIGUES, G. O. (2016) Teoria Institucional: Um Estudo Bibliométrico da Última Década na Web of Science. Contextus - Revista Contemporânea de Economia e Gestão, v. 14, p. 63.

▪ _______________. (2008). Value, rareness, competitive advantage, and performance: a conceptual level empirical investigation of the resource-based view of the firm. Strategic Management Journal, v.29, Issue 7.

▪ PENG, M. W. (2001). The resource-based view and international business. Journal of Management, v. 27, n. 6, p. 803-829.

▪ PETERAF, M. A. (1993). The cornerstones of competitive advantage: a resource-based view. Strategic Management Journal, v. 14.

▪ PRAHALAD, C. K.; HAMEL, G. (1990). The core competence of the Corporation. Harvard Business Review, may-june, p. 79-91.

▪ REID, S. D. (1981). The decision-maker and export entry and expansion. Journal of International Business Studies, 12 (Fall): 101-12.

▪ ROCHA, A. C.; CAMARGO, C. R.; KNEIPP, J. M.; GOMES, C. M.; ZAMBERLAN, J. F. (2013) Recursos Hídricos e Gestão: um estudo bibliométrico da produção científica e dos hot topics publicados na base Web of Science na última década. Espacios (Caracas), v. 34, p. 6.

▪ SALAZAR, V. S.; MORAES, W. F. A. de.; LEITE, Y. V. P. (2011) Resource based view: Das proposições basilares de Penrose à internacionalização das empresas contemporâneas. In: Encontro Nacional de Engenharia de Produção, XXXI ENEGEP, Belo Horizonte, 2011. Anais... Belo Horizonte: ENEGEP.

▪ SANCHO, R. (2002) Indicadores bibliométricos utilizados en la evaluación de la ciencia y la tecnologia: revisión bibliográfica. In Inteligencia competitiva: documentos de lecture. [Em linha]. Barcelona: Fundació per a la Universitat Oberta de Catalunya, p.77-106. Disponível em: < http://digital.csic.es/bitstream/10261/23694/1/SAD_DI G_IEDCyT_Sancho_Revista%20Espa%C3%B1ola%20de %20Documentacion%20Cientifica13%284%29.pdf

▪ SOUZA, E. C. L. de.; FENILI, R. R. (2012). Internacionalização de empresas: Perspectivas teóricas e agenda de pesquisa. Revista de Ciências da Administração, v.14, n. 33, p. 103-118, ago.

▪ VANTI, N. A. P. (2002). Da bibliometria à webometria: uma exploração conceitual dos mecanismos utilizados para medir o registro da informação e a difusão do conhecimento. Ciência da Informação, v. 31, n. 2, p. 152-162, maio/ago.

▪ VERNON, R. (1966) International Investment and International Trade in the Product Cycle. The Quarterly Journal of Economics, v. 80, n. 2, p. 190-207.

▪ ZEN, A. C.; FENSTERSEIFER, J. E.; PRÉVOT, F. (2014). O impacto dos recursos do desempenho exportador de empresas pertencentes a clusters: Um estudo no setor vitivinícola francês. R. bras. Gest. Neg., São Paulo, v.16, n.52, p. 374-391, jul./set.

▪ ___________________________________________. (2009). A Internacionalização de Empresas em Clusters Industriais e a Visão Baseada em Recursos. In: Encontro da Associação Nacional dos Programas de PósGraduação Em Administração, XXXIII EnANPAD, São Paulo, 2009. Anais... São Paulo: ANPAD.

▪ WERNERFELT, B. (1984). The Resource-Based View of the Firm. Strategic Management Journal, n. 5, p. 171 – 180.

▪ WESTHEAD, P; WRIGHT, M.; UCBASARAN, D. (2001) The internationalization of new and small firms: A resourcebased view. Journal of Business Venturing, 16, p. 333358.

▪ MORAES, S. G.; STREHLAU, V. I.; TUROLLA, F. A. (2015) Produção acadêmica de autores brasileiros sobre Internacionalização: Balanço das publicações no Brasil no Séc. XXI. Revista Eletrônica de Negócios Internacionais (Internext), v.10, n. 2, p. 82-96, mai./ago. São Paulo.

▪ NEWBERT, S. L. (2007). Empirical research on the resource-based view of the firm: an assessment and suggestions for future research. Strategic Management Journal, v.28, Issue 2.

▪ PENROSE, E. T. (1959). The theory of the growth of the firm. New York: John Wiley.

▪ SHARMA, V. M.; ERRAMILLI, M. K. (2004). Resourcebased explanation of entry mode choice. Journal of Marketing Theory and Practice, v. 12, n. 1, p. 1-18, Winter.

Autor notes

mairanpiveta@gmail.com

Informação adicional

Para citar este artigo:: Piveta, M. N., Scherer, F. L., Carpes, A. de M., Trindade, N. R., Rizzatti, A. B., e Santos, M. B. (2018) A contribuição da visão baseada em recursos para o estudo da internacionalização: uma análise bibliométrica da produção científica entre os anos de 2007 e 2016. Internext – Revista Eletrônica de Negócios Internacionais, 13 (2), 43-58. DOI: http://dx.doi.org/ 10.18568/1980-4865.13243-58 Para acessar este artigo: http://dx.doi.org/10.18568/1980-4865.13243-58 (Error 4: El enlace externo http://dx.doi.org/10.18568/1980-4865.13243-58 debe ser una url) (Error 5: La url http://dx.doi.org/10.18568/1980-4865.13243-58 no esta bien escrita)

HMTL gerado a partir de XML JATS4R por