Aplicação dos conhecimentos advindos das teorias de aprendizagem na atuação do tutor a distância
The learning theories’ knowledge applied in the performance of distance tutor
Aplicação dos conhecimentos advindos das teorias de aprendizagem na atuação do tutor a distância
Research, Society and Development, vol. 1, núm. 1, pp. 3-19, 2016
Universidade Federal de Itajubá

Recepción: 26 Junio 2016
Aprobación: 06 Julio 2016
Resumo: Este trabalho teve como objetivo identificar a teoria de aprendizagem mais influente relacionada à prática de tutoria dentre o behaviorismo, o cognitivismo, o humanismo, a teoria sociocultural e o conectivismo. Para este fim, utilizou-se o método bibliográfico. Notou-se que cada uma das teorias acaba sendo influente para a função do tutor. Portanto, o aprendizado tende a ser mais rico e efetivo na proporção que se aplicam diferentes teorias juntas. Contudo, as que corroboram melhor fundamentando o papel do tutor são o humanismo, a teoria sociocultural e o conectivismo. Percebeu-se que os problemas frequentemente vividos pelos alunos na EaD devem-se a falhas da interação e afeição do tutor, implicando para a resolução deles uma maior aproximação do tutor junto do aluno ao ter maior responsabilidade na troca de informações, cumprimento de prazos e clareza na divulgação de notas de avaliações. São conhecimentos provenientes principalmente do humanismo e da teoria sociocultural que acabam não só fundamentando a existência do tutor como servindo para a melhoria do desenvolvimento da qualidade da interação tutor-aluno. Palavras–chave: teorias de aprendizagem; ensino a distância (EaD); tutor a distância.
Palavras-chave: teorias de aprendizagem, ensino a distância (EaD), tutor a distância.
Abstract: This study aimed to identify the most influential theory of learning related to the practice of mentoring from behaviorism, cognitivism, humanism, the sociocultural theory and connectivism, and apply the most appropriate theories to solve common problems in distance education. For this purpose, we used the literature method. It was noted that each of the theories end up being influential to the role of tutor. Therefore, the learning tends to be richer in the ratio and effective to apply different theories together. However, that support better substantiating tutor's role is humanism, the sociocultural theory and connectivism. It was noticed that the problems often experienced by students in distance education are due to failures tutor interaction and affection, implying to resolve them closer tutor with the student to have more responsibility in the exchange of information, meeting deadlines and clarity in the disclosure notes assessments. Knowledge are mainly from humanism and sociocultural theory that end up not only reasons for existence of the tutor as serving to improve the development of the quality of tutor-student interaction.
Keywords: learning theories, distance learning (DL), tutor distance.
1. Introdução
A análise do aprendizado usando diferentes abordagens e perspectivas foi sendo realizada ao longo dos anos, seja exercendo na prática a função do ensino de como achava que fosse mais eficiente, seja trabalhando estritamente no campo teórico ou ainda por experimentação com animais.
O conhecimento dessas teorias ajuda a compreender fatos que acabam sendo negligenciados por profissionais de educação acarretando em uma aprendizagem defasada, ineficiente ou sem alcançar o proveito máximo possível.
Para aperfeiçoar a função do tutor na EaD, foram levantadas teorias que possam fundamentar sua atuação, assim como propor correções para problemas comuns no dia-a-dia junto com os alunos.
Dentre as teorias de aprendizagens conhecidas, destacam-se: a behaviorista, o cognitivismo, a humanista, a sociocultural e o conectivismo, conforme mostrado no Quadro 1.
| Teorias de Aprendizagem | Teóricos | Postulados |
| Behaviorismo (comportamentalismo) | · Pavlov · Watson · Thorndike · Skinner | · Ensino baseado na repetição, no condicionamento (Lei do Exercício – melhora-se o desempenho com a prática); · O homem é um ser passivo e os estímulos do ambiente externo é que o governam; · Conhecimento adquirido através da observação; · Influência das emoções no aprendizado (Lei do Efeito - reforço positivo – elogio); · O professor é dispensável por tratar os alunos como um grupo ao invés de seres individuais (Skinner). |
| Cognitivismo (construtivismo) | · Bruner · Piaget · Ausubel | · Princípio de currículo em espiral (repetição do mesmo conteúdo em níveis de profundidade diferentes) - Bruner; · Aprendizagem significativa (criação de associações com informações já existentes) – Ausubel; · Participação ativa do aluno na construção do conhecimento; · A escola deve estimular a dúvida, as experiências e não a repetição como o behaviorismo; · Gerar zonas de desconforto, desequilíbrio para que o aluno seja incentivado (Piaget). |
| Humanismo | · Rogers | · Importância da relação de confiança entre o aluno e o professor; · O professor deve ter comportamento de facilitador no processo de aprendizado; · O objetivo do ensino não é o controle do comportamento, o desenvolvimento cognitivo ou a formulação de um bom currículo e sim, o crescimento pessoal do aluno; · O ensino engloba as aprendizagens afetiva, cognitiva e psicomotora. |
| Sociocultural (sócio-construtivismo, colaborativismo, interacionismo) | · Vygotsky · Paulo Freire · Wertsch | · Incentivo de uma educação crítica; · O ensino é visto como resultado de uma experiência individual (é contra a prática pedagógica restrita a aulas expositivas); · É importante a troca de informações e discussão para o aprendizado; · A aprendizagem é um processo dinâmico e interativo; · Necessário a presença de um mediador, um professor para que haja o processo de ensino. |
| Conectivismo | · George Siemens · Stephen Downes | · Novas informações estão sendo continuamente adquiridas; · A habilidade de distinguir entre informações importantes e não importantes é vital; · Aprendizagem e conhecimento apoiam-se na diversidade de opiniões; · É necessário cultivar e manter conexões para facilitar a aprendizagem contínua; · A habilidade de enxergar conexões entre áreas, ideias e conceitos é uma habilidade fundamental; · Atualização é a intenção de todas as atividades de aprendizagem conectivistas; · A tomada de decisão é, por si só, um processo de aprendizagem; · Foco nas mudanças promovidas pela tecnologia a favor da educação. |
Este trabalho teve como objetivo identificar a teoria de aprendizagem mais influente relacionada à prática de tutoria dentre o behaviorismo, o cognitivismo, o humanismo, a teoria sociocultural e o conectivismo. Para este fim, levantaram-se informações sobre as teorias behavioristas mostradas no item 2; as teorias cognitivas, no item 3; as teorias humanistas, no item 4; as teorias socioculturais, no item 5; e o conectivismo, no item 6. No item 7, é descrita a metodologia aplicada no estudo enquanto os resultados e discussões sobre o assunto tratado podem ser vistos no item 8. Seguem-se as considerações finais no item 9 e, por final, as referências.
2. Teorias behavioristas
Percebe-se que as teorias behavioristas são muito utilizadas nos métodos de aprendizagem atuais. Elas baseiam-se na repetição e no condicionamento (prática exaustiva de mesmos exercícios) que os pré-vestibulares e cursos preparatórios para concursos públicos atuam. Essa perspectiva, Pavlov (1979), Watson (1913), Thorndike (1911) e Skinner (1974) influenciaram no modo como o material didático é preparado e estruturado, assim como nos métodos de ensino mais enfatizados na sociedade.
O behaviorismo, também conhecido ou designado como comportamentalismo, considera o homem como um ser passivo e os estímulos do ambiente externo é que o governam. O comportamento é o que pode ser observado quando se submete o indivíduo a algum estímulo. Os comportamentalistas acreditam que o único meio pelo qual o conhecimento humano pode ser obtido é através da observação. O ser imaturo aprende observando aquele que sabe. Assim, o conhecimento só é possível através do que é observável e não pela especulação. (GOTARDO et al, 2012, p. 3).
Pavlov (1979) postulou que o reflexo condicionado teria um papel importante no comportamento humano e, consequentemente, na educação. Assim, seu trabalho forneceu bases para que John Watson (1913) fundasse o comportamentalismo (ou behaviorismo) no mundo ocidental (OSTERMANN; CAVALCANTI, 2010, p. 10).
Ao contrário de Watson, Thorndike (1911) foi um teórico do reforço e sua principal contribuição ao behaviorismo, provavelmente, foi a Lei do Efeito. Esta lei traz consigo uma concepção de aprendizagem na qual uma conexão é fortalecida quando seguida de uma consequência satisfatória e, inversamente, se a conexão é seguida de um "estado irritante" ela é enfraquecida. O professor, nesta concepção, deverá proporcionar ao aprendiz um reforço positivo (por exemplo, um elogio), caso o aluno tenha dado uma resposta desejada, ou um reforço negativo (por exemplo, uma punição) quando o aprendiz apresenta uma resposta indesejável (OSTERMANN; CAVALCANTI, 2010, p. 11).
A Lei do Exercício, como implicação para o ensino-aprendizagem, coloca que é preciso praticar (lei do uso) para que haja o fortalecimento das conexões; e o enfraquecimento ou esquecimento ocorre quando a prática sofre interrupção (lei do desuso). Cabe ao professor, portanto, propor aos alunos a prática das respostas desejadas através de muitos exercícios que fortalecem as conexões a serem aprendidas e, ao mesmo tempo, descontinuar a prática de conexões indesejáveis. É preciso praticar para melhorar o desempenho (OSTERMANN; CAVALCANTI, 2010, p. 12).
Skinner (1974) afirmava que o professor não só era dispensável, como também era um mau instrumento de ensino. Seu argumento fundava-se no fato de o professor, historicamente, trabalhar com grupos de alunos, não podendo acompanhá-los individualmente. Para esse autor, a possibilidade de ensinar adequadamente, isto é, de modelar o comportamento do aluno, exigia que esse aluno fosse tratado individualmente. E o professor, sendo um só, e centralizando a ação de ensinar na sua pessoa, não possibilitava essa situação individualizada (KIELING et al, 2006, p. 4).
3. Teorias cognitivas
Das teorias cognitivas, cabe ressaltar o princípio de currículo em espiral (repetição do mesmo conteúdo em níveis de profundidade diferentes) promovido por Bruner (1997), os conhecimentos de Piaget (1971) que geraram o construtivismo e a aprendizagem significativa (criação de associações com informações já existentes) de Ausubel (1982).
O construtivismo assume que os aprendizes não são recipientes vazios que devem ser preenchidos com conhecimento. Ao invés disso, os aprendizes estão tentando, ativamente, criar significado. Os aprendizes, na maioria das vezes, selecionam e perseguem sua própria aprendizagem. Os princípios construtivistas reconhecem que a aprendizagem através da vida real é desordenada e complexa. Salas de aula que emulam a “confusão” dessa aprendizagem serão mais efetivas na preparação de aprendizes para aprenderem a vida toda. A escola deve estimular as dúvidas e não a repetição (como no comportamentalismo) (SIEMENS, 2004, p. 3).
Bruner mostra em sua obra “Atos de Significação” (1997) que o conhecimento é tratado como um processo através da descoberta relacionada com as experiências das pessoas. As interações com o ambiente externo são responsáveis pela construção do conhecimento no construtivismo. O aluno deixa de ser sujeito passivo e torna-se ativo na aprendizagem, experimentando, pesquisando, duvidando e desenvolvendo o raciocínio. O professor ou tutor é agora o estimulador de experiências e cria as estratégias para a busca de respostas (GOTARDO et al, 2012, p. 4).
Em “A epistemologia genética” (1971), Piaget ressalta que a aprendizagem e o desenvolvimento são consequências da formação contínua de esquemas, produzidos pela adaptação (assimilação e acomodação) e pela organização, mediante a abstração reflexiva ou empírica. O processo de equilibração desses esquemas foi denominado por Piaget de equilibração majorante (OLIVEIRA et al, 2012, p. 192).
O conceito central da teoria de Ausubel descrito em “A aprendizagem significativa” (1982) é o de aprendizagem significativa, um processo através do qual uma nova informação se relaciona de maneira não arbitrária e substantiva a um aspecto relevante da estrutura cognitiva do indivíduo. Neste processo, a nova informação interage com uma estrutura de conhecimento específica, a qual Ausubel chama de "subsunçor", existente na estrutura cognitiva de quem aprende. O "subsunçor" é um conceito, uma ideia, uma proposição já existente na estrutura cognitiva, capaz de servir de "ancoradouro" a uma nova informação de modo que ela adquira, assim, significado para o indivíduo: a aprendizagem significativa ocorre quando a nova informação "ancora-se" em conceitos relevantes preexistentes na estrutura cognitiva (OSTERMANN; CAVALCANTI, 2010, p. 22).
4. Teorias humanistas
As teorias humanistas e socioculturais são teorias que se destacam quando se fala de métodos de ensino. No tocante à ação dos tutores (modalidade de ensino a distância), essas teorias são as mais priorizadas e influentes. Destaca-se, das teorias humanistas, a importância da relação de confiança entre o aluno e o professor e o comportamento de facilitador que o professor deve ter no processo de aprendizado ressaltados por Rogers (1972).
Rogers (1972) segue uma abordagem humanista, na qual seu objetivo não é o controle do comportamento, o desenvolvimento cognitivo ou a formulação de um bom currículo e sim, o crescimento pessoal do aluno. Esta abordagem considera o aluno como pessoa e o ensino deve facilitar a sua auto-realização, visando à aprendizagem "pela pessoa inteira", que transcende e engloba as aprendizagens afetiva, cognitiva e psicomotora. O objetivo educacional deve ser a facilitação da aprendizagem. Por esse ponto de vista, o único homem educado é o homem que aprendeu a aprender; o homem que aprendeu a adaptar-se e mudou, que percebe que nenhum conhecimento é seguro e que só o processo de buscar conhecimento dá alguma base para segurança. Para que o professor seja um facilitador, segundo Rogers, em “Liberdade para aprender” (1972), ele precisa ser uma pessoa verdadeira, autêntica, genuína, despojando-se do tradicional "papel", "máscara", ou "fachada" de ser "o professor" e tornar-se uma pessoa real com seus alunos (OSTERMANN; CAVALCANTI, 2010, p. 24).
5. Teorias socioculturais
Nas teorias socioculturais, é importante frisar as interações sociais e com o professor dada por Vygotsky (1988), a educação crítica promovida e incentivada por Paulo Freire (1983) e a visão do ensino como resultado de uma experiência individual mencionado por Wertsch (1998).
O sócio-construtivismo, também chamado por autores de “colaborativismo” ou “interacionismo”, consiste na premissa básica do aprendizado através da interação entre pessoas. Desta forma, a “colaboração social” busca o encorajamento dentre os estudantes na exploração de suas ideias e a defesa das mesmas. O processo de ensino-aprendizagem torna-se, assim, um conjunto de ações de interação, onde a troca de informações é o maior foco. O principal representante desta teoria é o psicólogo Lev Vygotsky (GOTARDO et al, 2012, p. 5).
Em “Pensamento e linguagem” (1988), Vygotsky aborda a aprendizagem como processo dinâmico e interativo, sem destaque nem para os elementos externos, nem para os internos, mas sim da relação (interação) entre tais elementos (KIELING et al, 2006, p. 6).
Segundo Vygotsky (1988), a ausência do outro torna impossível a construção do homem. Para ele, o processo de aprendizagem humano acontece numa relação dialética entre a sociedade e o sujeito. O homem e o ambiente modificam-se mutuamente. Um conceito chave na teoria é a mediação. Toda interação com o mundo é realizada através de instrumentos técnicos, sejam ferramentas agrícolas, tecnológicas, entre outras, assim como a própria linguagem em si. Esses elementos permitem não apenas a interação do sujeito com o mundo, mas com outros indivíduos também. Nesta teoria de aprendizagem, torna-se necessária a presença de um mediador, ou de outra forma, de um professor (GOTARDO et al, 2012, p. 5).
Paulo Freire é considerado ainda um dos educadores mais influentes em todo o planeta. Seus primeiros projetos educacionais se voltavam à alfabetização de adultos, que se originaram no final da década de 50 a partir de seu trabalho com os círculos de cultura, comprometendo-se com uma transformação total da sociedade (OSTERMANN; CAVALCANTI, 2010, p. 28).
Em “Estudos socioculturais da mente” (1998), Wertsch aponta para um importante aspecto relativo à capacidade dos agentes: o de que o desenvolvimento de certas habilidades específicas vem da experiência. Essa noção contrasta com as práticas pedagógicas tradicionais, cuja principal atividade docente é a realização de aulas expositivas (OSTERMANN; CAVALCANTI, 2010, p. 35).
6. Conectivismo
O conectivismo é guiado pela noção de que as decisões são baseadas em fundamentos que mudam rapidamente. Novas informações estão sendo continuamente adquiridas. A habilidade de distinguir entre informações importantes e não importantes é vital. A habilidade de reconhecer quando novas informações alteram o panorama baseado em decisões tomadas ontem, também é crítica (SIEMENS, 2004, p.6).
A teoria do conectivismo foi desenvolvida por George Siemens e Stephen Downes.
Alguns princípios do conectivismo são:
· Aprendizagem e conhecimento apoiam-se na diversidade de opiniões;
· Aprendizagem pode residir em dispositivos não humanos;
· A capacidade de saber mais é mais crítica do que aquilo que é conhecido atualmente;
· É necessário cultivar e manter conexões para facilitar a aprendizagem contínua;
· A habilidade de enxergar conexões entre áreas, ideias e conceitos é fundamental;
· Atualização é a intenção de todas as atividades de aprendizagem conectivistas;
· A tomada de decisão é, por si só, um processo de aprendizagem. Escolher o que aprender e o significado das informações que chegam é enxergar através das lentes de uma realidade em mudança. Apesar de haver uma resposta certa agora, ela pode ser errada amanhã devido a mudanças nas condições que cercam a informação e que afetam a decisão.
O conectivismo apresenta um modelo de aprendizagem que reconhece as mudanças contínuas que ocorrem na sociedade, onde a aprendizagem não é mais uma atividade interna, individualista. O modo como a pessoa trabalha e funciona são alterados quando se utilizam novas ferramentas. O campo da educação tem sido lento em reconhecer, tanto o impacto das novas ferramentas de aprendizagem como as mudanças ambientais na qual tem significado de aprendizado. O conectivismo fornece uma percepção das habilidades e tarefas de aprendizagem necessárias para os aprendizes florescerem na era digital (SIEMENS, 2004, p.8).
7. Metodologia
Quanto ao procedimento, usou-se o método bibliográfico, pois através de teses, dissertações e artigos, foram obtidas informações sobre as teorias de aprendizagem a fim de se poder discuti-las e aplicar seus conhecimentos para corrigir falhas comuns dos tutores, assim como levantar e enumerar as teorias que mais se aplicam ao ambiente do EaD.
Quanto ao objetivo, a pesquisa foi exploratória, porque levantou problemas corriqueiros entre os alunos e tutores e correlacionou postulados de teorias de aprendizagem para que eles fossem solucionados, identificando a(s) teoria(s) de aprendizagem mais influente(s) relacionada(s) à prática de tutoria dentre o behaviorismo, o cognitivismo, o humanismo, a teoria sociocultural e o conectivismo.
Como não se manusearam dados e nem se fez análise estatística, a pesquisa enquadrou-se no âmbito qualitativo quanto à abordagem.
A pesquisa abordou problemas na interação do tutor com os alunos via plataforma (chats, fóruns, feedbacks de tarefas) e via e-mail em cursos de graduação e de pós-graduação lato sensu ministrados a distância.
O foco foi analisar fatos frequentes em cursos EaD, de forma genérica, não importando qual fosse a organização responsável por geri-los.
8. Resultados e discussões
As teorias de aprendizagem trazem considerações de como aumentar a eficácia do aprendizado, tendo cada uma delas um enfoque em destaque.
Baseando-se no levantamento bibliográfico elaborado, de todas as teorias mencionadas, as que mais respaldam e fundamentam o papel do tutor na EaD são o humanismo, a teoria sociocultural e o conectivismo.
As abordagens humanista e sociocultural enfatizam a importância da presença do professor como mediador e facilitador, além de destacarem ser fundamental a interação entre os indivíduos para o processo de aprendizagem. Como no modelo de EaD são usados muitos fóruns nos ambientes virtuais de aprendizagem (AVA’s), a interação é promovida constantemente através de debates levantados em áreas que todos podem acessar e contribuir ativamente. Isso não é algo característico da modalidade de ensino presencial que é baseada predominantemente em aulas expositivas, em que se parte da premissa de que o professor seja o detentor do saber e deve transferi-la para os alunos.
São poucos os professores presenciais que estimulam seus alunos a refletirem, discutirem e pensarem, sendo, assim, meros construtores de pessoas repetidoras do que aprenderam. É um paradoxo muito comum de se observar que a interação e discussão é mais observada na modalidade EaD do que no modelo presencial de ensino. Com isso, constata-se que a EaD tende a estar menos distante do aluno do que o ensino presencial, que se demonstra longe mesmo estando próximo no tocante à presença do professor e do aluno nos mesmos ambientes simultaneamente. Esse fator constitui um ponto forte da EaD e contribui para atestar sua validade e disseminação. Além disso, a EaD oferece um acompanhamento síncrono e assíncrono em um espaço de tempo maior do que o modelo presencial, que acaba se restringindo, em sua maioria das vezes, ao tempo dedicado às aulas.
Uma observação a ser destacada pelas afirmações da teoria humanista é a visão da aprendizagem com uma amplitude maior do que se vê normalmente na modalidade presencial, que fica comumente restrita à aprendizagem cognitiva. O humanismo abrange o aluno como um ser completo, que apresenta aprendizagens afetiva, cognitiva e psicomotora. A EaD tende atuar com essa mesma percepção, enfatizando o caráter emocional e afetivo do aluno e suas implicações para a construção do conhecimento, embora isso fique, às vezes, mais na teoria do que na prática. Outro ponto importante no humanismo é a relação de confiança entre o aluno e o professor a fim de que decorra um aprendizado com maior eficácia, já que se associa a aproximação da relação entre eles com o maior retorno na aprendizagem.
No caso particular da teoria sociocultural, há a valorização da interação para a construção do conhecimento. Esse é justamente o alvo da existência dos fóruns de discussão na EaD mediados pelo tutor, ou seja, promover maior interação entre os alunos. Logo, tal teoria só vem a corroborar para a importância do papel da tutoria.
O conectivismo é outra teoria de aprendizagem que consegue consolidar o papel do tutor no aprendizado do aluno. Ao descrever apoio às tecnologias e relatar as numerosas informações que mudam constantemente, essa teoria acaba trazendo justificativas para a existência da modalidade de ensino a distância e, por conseguinte, do tutor também.
Embora o behaviorismo e o cognitivismo não sejam teorias tão abrangentes e determinantes para a modalidade de EaD como as teorias humanistas, sociocultural e o conectivismo, é possível enumerar constatações importantes oriundas delas.
Um dos postulados de destaque do behaviorismo e sua aplicação na EaD é a importância dada às emoções do aluno e sua ligação com o seu aprendizado. Isso é um fato muitas vezes negligenciado pela modalidade presencial e bem mais valorizado no ambiente a distância. Nobre e Melo (2011) retratam vários papéis do tutor e suas funções para com os alunos, sendo um deles justamente o papel afetivo, no qual se estimula o incentivo através de palavras de elogio (conhecido como reforço positivo – lei do efeito - pelo behaviorismo) e a preocupação constante do tutor para com os alunos, buscando para que não haja evasão do curso.
No caso do cognitivismo, pode-se destacar, como maior contribuição para a EaD, a geração de zonas de desconforto e desequilíbrio para que o aluno seja constantemente incentivado, conforme proposto por Piaget. É um método de ensino aplicado tanto na EaD (nos fóruns, predominantemente) quanto na modalidade presencial. O tutor tem a função de questionar, levantar pensamentos para serem discutidos e avaliados, fatos que não foram questionados nos fóruns ainda pelo interlocutor (aluno), agregando maior conhecimento, por exigir cada vez mais do aluno, instigando-o a se desenvolver e crescer progressivamente.
Além da fundamentação oferecida pelas teorias levantadas para o papel do tutor, de acordo com o que foi retratado anteriormente, o conhecimento das teorias de aprendizagem também pode ser utilizado para corrigir problemas típicos e constantes observados nos cursos oferecidos a distância, de uma forma geral, sejam eles de graduação ou especialização.
Por isso, com esse intuito, foram elencados alguns problemas comuns na EaD, os quais, estudados à luz dessas teorias, podem ajudar para que tais divergências possam ser solucionadas conforme mostrado no Quadro 2.
| Problemas observados | Teoria de aprendizagem | Postulados da teoria não aplicados de forma coerente | ||
| Falta de retorno de feedback das atividades | Behaviorismo | · Influência das emoções no aprendizado (Lei do Efeito - reforço positivo – elogio). | ||
| Humanismo | · Importância da relação de confiança entre o aluno e o professor; · O professor deve ter comportamento de facilitador no processo de aprendizado; · O ensino engloba as aprendizagens afetiva, cognitiva e psicomotora. | |||
| Sociocultural | · É importante a troca de informações e discussão para o aprendizado; · A aprendizagem é um processo dinâmico e interativo; · Necessário a presença de um mediador, um professor para que haja o processo de ensino. | |||
| Conectivismo | · Aprendizagem e conhecimento apoiam-se na diversidade de opiniões; · É necessário cultivar e manter conexões para facilitar a aprendizagem contínua. | |||
| Atraso na correção das tarefas | Behaviorismo | · Influência das emoções no aprendizado (Lei do Efeito - reforço positivo – elogio). | ||
| Humanismo | · Importância da relação de confiança entre o aluno e o professor; · O professor deve ter comportamento de facilitador no processo de aprendizado; · O ensino engloba as aprendizagens afetiva, cognitiva e psicomotora. | |||
| Sociocultural | · É importante a troca de informações e discussão para o aprendizado; · A aprendizagem é um processo dinâmico e interativo; · Necessário a presença de um mediador, um professor para que haja o processo de ensino. | |||
| Ausência do tutor nos fóruns | Behaviorismo | · Influência das emoções no aprendizado (Lei do Efeito - reforço positivo – elogio). | ||
| Cognitivismo | · A escola deve estimular a dúvida, as experiências; · Gerar zonas de desconforto, desequilíbrio para que o aluno seja incentivado (Piaget). | |||
| Humanismo | · Importância da relação de confiança entre o aluno e o professor; · O professor deve ter comportamento de facilitador no processo de aprendizado; · O ensino engloba as aprendizagens afetiva, cognitiva e psicomotora. | |||
| Sociocultural | · É importante a troca de informações e discussão para o aprendizado; · A aprendizagem é um processo dinâmico e interativo; · Necessário a presença de um mediador, um professor para que haja o processo de ensino. | |||
| Conectivismo | · Aprendizagem e conhecimento apoiam-se na diversidade de opiniões; · É necessário cultivar e manter conexões para facilitar a aprendizagem contínua. | |||
| Pouca ou nenhuma informação oferecida pelo tutor por e-mails de aviso ou notificações | Behaviorismo | · Influência das emoções no aprendizado (Lei do Efeito - reforço positivo – elogio). | ||
| Humanismo | · Importância da relação de confiança entre o aluno e o professor; · O professor deve ter comportamento de facilitador no processo de aprendizado; · O ensino engloba as aprendizagens afetiva, cognitiva e psicomotora. | |||
| Sociocultural | · É importante a troca de informações e discussão para o aprendizado; · A aprendizagem é um processo dinâmico e interativo; · Necessário a presença de um mediador, um professor para que haja o processo de ensino. | |||
| Demora em responder as dúvidas levantadas | Humanismo | · Importância da relação de confiança entre o aluno e o professor; · O professor deve ter comportamento de facilitador no processo de aprendizado; · O ensino engloba as aprendizagens afetiva, cognitiva e psicomotora. | ||
| Sociocultural | · É importante a troca de informações e discussão para o aprendizado; · A aprendizagem é um processo dinâmico e interativo; · Necessário a presença de um mediador, um professor para que haja o processo de ensino. | |||
| Conectivismo | · É necessário cultivar e manter conexões para facilitar a aprendizagem contínua. | |||
| Geração de problemas pelo tutor por falta de exercício de autonomia | Humanismo | · Importância da relação de confiança entre o aluno e o professor; · O professor deve ter comportamento de facilitador no processo de aprendizado; · O ensino engloba as aprendizagens afetiva, cognitiva e psicomotora. | ||
| Sociocultural | · É importante a troca de informações e discussão para o aprendizado; · A aprendizagem é um processo dinâmico e interativo; · Necessário a presença de um mediador, um professor para que haja o processo de ensino. | |||
Nos cursos a distância, são propostas muitas atividades e frequentemente observa-se a falta de retorno de feedback. É muito ruim fazer uma atividade, dispender tempo nela e ter como retorno apenas “avaliado” sem um lançamento de notas ou ver uma nota sem entender o porquê dela. Discriminar o erro feito e emitir sugestões de como se deveria melhorar são fatos a serem especificados claramente em um feedback de uma atividade, pois, senão, não há um ato de agregar crescimento ao aluno. O componente emocional também acaba atuando no aluno nesse caso, pois acaba gerando desmotivação com o curso.
Outro problema enfrentado pelos alunos é a demora no lançamento de notas, além do prazo estipulado pela coordenação para os tutores. Quando há atividades, os alunos são obrigados a seguirem o cronograma proposto, caso contrário, perdem a possibilidade de entrega das atividades sem possibilidade de uma nova entrega. Como os prazos funcionam à risca para os alunos, também deveriam ser válidos integralmente para todos os tutores, o que, na prática, não é o que ocorre. Acabam sendo regras unilaterais desequilibradas em peso e exigência, gerando a percepção de que o tutor não tem interesse ou pouco se importa pelo andamento do processo do curso, já que fica claro sua falta de comprometimento.
Acontece também ausência do tutor nos fóruns propostos durante o curso e isso prejudica justamente pela falta de questionamentos a fim de agregar novos conhecimentos, tendo pouca interação com os alunos, desmotivando-os.
É práxis o aluno esperar o envio de mensagens por parte do tutor, esclarecendo datas e lembrando atividades e prazos. Muitos tutores acabam atuando de forma muito pequena nesse sentido, deixando uma lacuna de informações que deveriam ser sanadas e explicadas de forma pormenorizada. Esse é outro problema gerado por uma falta de interação a contento.
É comum na EaD estabelecer que as dúvidas devem ser respondidas dentro do prazo de, em média, 24 horas, mas não é muito raro ver fóruns de dúvida com questões apresentadas e não respondidas há mais de uma semana. Os alunos acabam notando o descaso e entendem que não são valorizados e são pouco importantes.
Outro caso que acontece é de tutores que, ao invés de atuarem como facilitadores, tomam para si o papel de “dificultadores” do processo de aprendizagem, não exercendo bem a autonomia que possuem, seja criando um método de correção que não estava descrito na atividade (como cobrar a extensão do arquivo, sendo que isso não foi especificado claramente na atividade) ou não sendo uma pessoa proativa e criando problemas onde não existem, ao invés de solucionarem si mesmos os problemas. Nesse sentido, deixam fatos corriqueiros a cargo da coordenação (como se negar a corrigir uma atividade corretamente), por acreditar que deve seguir o que está estritamente escrito no gabarito divulgado pelo coordenador, mesmo notando que ele cometeu um erro na resolução de uma questão e isso estando altamente claro.
Logo, ao analisar as três partes que formam o Quadro 2 e os casos enumerados acima, percebe-se que as teorias humanista e sociocultural respaldam pressupostos valiosos que solucionariam tais problemas caso fossem plenamente aplicados.
Como em todos os problemas citados anteriormente podem-se aplicar as teorias humanista e sociocultural a fim de solucioná-los, (conforme observado no Quadro 2), infere-se que eles são causados por falta de uma melhor interação do tutor com seu aluno. A falha está em negligenciar que a presença do tutor ajuda na construção do aprendizado por ele, intermediando o processo, incentivando o aluno e que uma relação de confiança é necessária entre esses dois atores para um melhor dinamismo do ensino, pois o fator emocional e afetivo é de grande peso de influência nessa questão.
9. Considerações finais
O estudo revelou que cada uma das teorias acaba sendo influente a certo ponto para a função do tutor, dependendo do caso em que ele se apresente e enfrente. Portanto, o aprendizado tende a ser mais rico e efetivo na proporção que se aplicam diferentes teorias de aprendizagem durante o desenvolvimento de um curso de EaD, já que cada uma favorece um ponto forte a ser acrescentado na vida do aluno.
Contudo, baseando-se nas teorias de aprendizagem levantadas, as que corroboram melhor fundamentando o papel do tutor são o humanismo, a teoria sociocultural e o conectivismo.
Dentre essas três, o destaque prevalece sobre o humanismo e a teoria sociocultural por enfatizarem a importância do papel do professor como mediador e facilitador no processo de aprendizagem. Todas as teorias apresentadas neste estudo frisam na relevância da interação para que haja um aprendizado mais impactante e substancial, valorizando a discussão e a educação crítica. Tais fatos são observados frequentemente nos ambientes virtuais de aprendizagem (AVA’s) usados como ferramenta tecnológica de apoio para o andamento dos cursos a distância, especificamente nos casos dos fóruns de discussão mediados pelos tutores.
Cabe ressaltar a atenção dada pelo humanismo a diferentes âmbitos que envolvem o aluno e corroboram para um aprendizado eficaz, já que o veem como um todo, não importando somente com a aprendizagem cognitiva como também com a afetiva; fato que maximiza e respalda a atuação do tutor na EaD.
Apesar do conectivismo não representar o mesmo nível de importância quanto o humanismo e a teoria sociocultural para o papel do tutor em si, é válido retratar que ele fundamenta o nascimento da modalidade de EaD, e, como sua própria expansão, logo acaba atestando, mesmo que indiretamente, a atuação do papel do tutor por defender o uso de tecnologias na difusão do conhecimento e aprendizagem.
Percebeu-se que os problemas frequentemente vividos pelos alunos na EaD devem-se a falhas da interação e afeição do tutor, implicando para sua resolução uma maior aproximação do tutor junto ao aluno, ao demonstrar maior responsabilidade na troca de informações, cumprimento de prazos e clareza na divulgação de notas de avaliações.
É notório que, mesmo a EaD destacando a validade da interação para a aprendizagem, ela ainda não ocorre da melhor forma possível, apresentando várias divergências que precisam ser aplainadas. São conhecimentos provenientes do humanismo e da teoria sociocultural que acabam não só fundamentando a existência do tutor na construção do conhecimento, como servindo para a própria melhoria do desenvolvimento da qualidade dessa interação tutor-aluno.
Embora tenha se elaborado um estudo aplicando as teorias de aprendizagem levantadas em relação aos problemas comuns vividos pelos alunos, especialmente aqueles relacionados aos tutores, percebe-se a necessidade de outros estudos que sejam, de fato, aplicáveis, porém não de forma genérica como foi feito, mas se referindo a um determinado curso de graduação ou especialização a distância para que sejam refutados os fatos constatados aqui ou acrescidos de outros.
Sugerem-se, assim, estudos de caso usando métodos de pesquisa que não sejam apenas de inferências baseadas no conhecimento histórico pessoal (mesmo que se tenham evitadas aqui análises subjetivas e buscado por imparcialidade), mas formas quali e quantitativas, como aplicação de questionários e entrevistas, usando-se a estatística como meio balizador dos dados obtidos.
Convém afirmar também que o estudo realizado alcançou não apenas a meta de fundamentar o papel do tutor na EaD, através das teorias de aprendizagem, como proporcionou uma melhor compreensão do processo de expansão da modalidade de ensino a distância frente ao modelo presencial, por promover maior interação e desenvolvimento crítico do que é observado no modelo presencial, mesmo que essa interação precise ainda ser aperfeiçoada para dirimir os problemas frequentes como os levantados.
Referências
ARETIO, Lorenzo Garcia. La educacion a distancia: De la teoría a la práctica. 2ª ed. Barcelona: Editora Ariel, 2002.
AUSUBEL, D. P. A aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel. São Paulo: Moraes, 1982.
BRUNER, J. Atos de significação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
FREIRE, Paulo. Educação e mudança. 9ª ed. América Latina: Paz e Terra, 1983.
GOTARDO, Reginaldo Aparecido et al. Teorias de aprendizagens na EAD: fundamentação no uso dos recursos de design instrucional e design interacional. SIED 2012 – Simpósio Internacional de Educação a Distância. ENPED 2012 – Encontro de Pesquisadores em Educação a Distância. UFSCar – Universidade Federal de São Carlos – set. 2012. Disponível em: . Acesso em: 15 mar. 2016.
KIELING, Sérgio Roberto Franco et al. Aprendizagem na Educação a Distância: Caminhos do Brasil. CAPS, 2006. Disponível em: <www.ufrgs.br/nucleoead/documentos/francoAprendizagem.pdf>. Acesso em: 23 fev. 2016.
NOBRE, Cláudia Valéria; MELO, Keite Silva de. Convergência das competências essenciais do mediador pedagógico da EAD. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENSINO A DISTÂNCIA, 8, 2011, Ouro Preto. Anais... Ouro Preto: Unirede, 2011, p. 1 - 15. Disponível em: <http://www.wr3ead.com.br/ENPED 2012/texto_base_etapa_2 (2).pdf>. Acesso em: 09 de out. 2015.
OLIVEIRA, Aldo Sena de et al. Educação a Distância e teorias psicogenéticas: um diálogo possível. In: IV SEMINÁRIO DE PESQUISA EM EAD – EXPERIÊNCIAS E REFLEXÕES, 2012, p. 191 - 192. Santa Catarina. Anais... Disponível em: <https://ead.ufsc.br/seminario2012/files/2012/04/Anais-vers%C3%A3opreliminar-.pdf>. Acesso em: 23 fev. 2016.
OSTERMANN, Fernanda; CAVALCANTI, Cláudio José de Holanda. Teorias de Aprendizagem – Texto Introdutório. Universidade Federal do Rio Grande do Sul -UFRGS. 2010. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/uab/informacoes/publicacoes/materiais-de-fisicapara-educacao-basica/teorias_de_aprendizagem_fisica.pdf>. Acesso em: 20 fev. 2016.
PAVLOV, Ivan Petrovitch. Pavlov: Psicologia. São Paulo: Ática, 1979.
PIAGET, J. A epistemologia genética. Trad. Nathanael C. Caixeira. Petrópolis: Vozes, 1971.
ROGERS, Carl Ransom. Liberdade para aprender. Trad. de Edgard de Godói da Mata Machado e Márcio Paulo de Andrade. 2ª ed. Belo Horizonte: Interlivros, 1972.
SIEMENS, George. Conectivismo: Uma Teoria de Aprendizagem para a Idade Digital. 2004. Disponível em: <http://usuarios.upf.br/~teixeira/livros/conectivismo%5Bsiemens%5D.pdf>. Acesso em: 23 fev. 2016.
SKINNER, Burrhus Frederic. Sobre o behaviorismo. São Paulo: Cultrix, 1974. p. 7-11.
THORNDIKE, Edward. Animal intelligence. New York: The Macmillan Company, 1911.
VYGOTSKY, Lev Semenovitch. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1988.
WATSON, John. Psychology as the behaviorist views it. Psychologic Review, 1913, 20, p. 77-158.
WERTSCH, James V. Estudos socioculturais da mente. Porto Alegre: Artmed, 1998.