Análise do Perfil dos Visitantes em uma Unidade de Conservação: o caso do Parque Nacional da Tijuca
Analysis of the Visitors Profile in a Conservation Unit: the case of the Tijuca National Park
Análisis del Perfil de los Visitantes en una Unidad de Conservación: el caso del Parque Nacional de la Tijuca
Análise do Perfil dos Visitantes em uma Unidade de Conservação: o caso do Parque Nacional da Tijuca
Research, Society and Development, vol. 8, núm. 2, pp. 01-21, 2019
Universidade Federal de Itajubá

Recepção: 15 Novembro 2018
Revised: 25 Novembro 2018
Aprovação: 16 Dezembro 2018
Publicado: 18 Dezembro 2018
Resumo: Os Parques Nacionais constituem-se como Unidades de Conservação fundamentais para a conservação da biodiversidade. Entretanto, a visitação pública nestes locais gera entre outros problemas, aumento da degradação ambiental. De modo a evitar esse impacto, os gestores dessas áreas precisam criar mecanismos capazes de manejar a visitação e, consequentemente, evitar qualquer impacto negativo nesses locais. Nesse sentido, este estudo teve como objetivo analisar o perfil dos visitantes do Parque Nacional da Tijuca, Rio de Janeiro. Foram aplicados questionários online durante o período de janeiro a abril de 2018. Como resultado, os dados indicam que os indivíduos que vão ao PNT estão satisfeitos com os atrativos e com a experiência da visita, porém, reivindicam por mais divulgação, segurança e infraestrutura dentro do parque. Há também um otimismo quanto o potencial da visitação do PNT, mas, seria necessário investir em atividades de recreação, lazer e educação ambiental. Diante disto, observou-se que a efetividade de gestão da visitação do PNT precisa ser alicerçada com o ensejo público, que reconhece a importância do parque em seus diferentes aspectos, bem como concordam que faltam condições, sendo a maior parte delas de ordem pública, para poderem contemplar ainda mais esse espaço natural.
Palavras-chave: Parque Nacional da Tijuca, Uso Público, Unidade de Conservação.
Abstract: The National Parks constitute as Units of Conservation fundamental for the conservation of the biodiversity. However, the public visitation in these places generates, among other problems, increased environmental degradation. In order to avoid this impact, the managers of these areas need to create mechanisms capable of handling the visitation and, consequently, to avoid any negative impact in those places. In this sense, this study aimed to analyze the profile of the visitors of the Tijuca National Park, Rio de Janeiro. Online questionnaires were applied during the period from January to April 2018. As a result, the data indicate that individuals who go to the NTP are satisfied with the attractions and the experience of the visit, but they claim for more dissemination, security and infrastructure within. of the park. There is also optimism about the potential of NTP visitation, but it would be necessary to invest in recreation, leisure and environmental education. In view of this, it was observed that the effectiveness of PNT visitation management needs to be based on the public interest, which recognizes the importance of the park in its different aspects, as well as agree that lack of conditions, most of them public order, to be able to contemplate even more this natural space.
Keywords: Tijuca National Park, Public Use, Conservation Unit.
Resumen: Los Parques Nacionales se constituyen como Unidades de Conservación fundamentales para la conservación de la biodiversidad. Sin embargo, la visita pública en estos lugares genera entre otros problemas, aumento de la degradación ambiental. Para evitar este impacto, los gestores de estas áreas necesitan crear mecanismos capaces de manejar la visita y, por consiguiente, evitar cualquier impacto negativo en esos lugares. En este sentido, este estudio tuvo como objetivo analizar el perfil de los visitantes del Parque Nacional de Tijuca, Río de Janeiro. Se aplicaron cuestionarios online durante el período de enero a abril de 2018. Como resultado, los datos indican que los individuos que van al PNT están satisfechos con los atractivos y con la experiencia de la visita, sin embargo, reivindican por más divulgación, seguridad e infraestructura dentro del parque. Hay también un optimismo como el potencial de la visita del PNT, pero, sería necesario invertir en actividades de recreación, ocio y educación ambiental. En este sentido, se observa que la efectividad de la gestión de la visitación del PNT debe basarse en la ocasión pública, que reconoce la importancia del parque en sus diferentes aspectos, así como concuerdan que faltan condiciones, siendo la mayor parte de ellas de orden público, para poder contemplar aún más ese espacio natural.
Palabras clave: Parque Nacional de Tijuca, Uso Público, Unidad de Conservación.
1. Introdução
Após a Revolução Industrial houve o crescimento exponencial da economia em todo o mundo. Com isso, o desenvolvimento das forças produtivas gerou consequências imprevistas nas economias industrializadas. A exploração dos recursos naturais do planeta e as mudanças ocorridas nas últimas décadas ameaçam a qualidade de vida e a própria integridade do sistema de produção que se consolidou no século XX. Tal desenvolvimento implicou na remoção de grande parte dos ecossistemas existentes, alterando não apenas a paisagem como também colocando em risco a fauna e flora mundial (DEMAJOROVIC, 2003).
Como forma de mitigar os impactos ambientais, houve um movimento de criação de parques naturais. Desde o século XIX, quando foi inaugurado nos Estados Unidos o Parque Nacional de Yellowstone, outros países também adotaram medidas de proteção de ecossistemas presentes em seus territórios. Com isso, o número de Unidades de Conservação (UCs) se expandiu cada vez mais. Entretanto, para que essa expansão continue é necessária atenção a questões como investimentos de recursos, estratégias políticas e envolvimento da sociedade (DAVENPORT; RAO, 2002).
No Brasil, as UCs representam uma das principais formas de mediação do Estado na proteção de áreas representativas dos biomas naturais, diante do acelerado processo de exploração do meio ambiente imposto pelo sistema capitalista. Paradoxalmente, tem sido esse mesmo Estado que há tempos vem agindo de modo a fomentar o controle e a gestão desse sistema. Portanto, diante desse cenário, as UCs constituem-se objeto privilegiado de investigação sobre as relações entre Estado, Sociedade e Meio Ambiente (MENARIN, 2009).
De maneira específica as Unidades de Conservação podem ser definidas como:
(...) espaço territorial que contenha recursos ambientais de características relevantes, para a preservação ecológica, sendo estes ecossistemas em território nacional ou em águas jurisdicionais. Estes espaços são implantados pelo poder público e cada área terá um regimento de administração específico e contará com limites territoriais definidos, sem fugir do seu principal objetivo que é o de conservação (BRASIL, 2017).
Dentre suas principais características, podemos ressaltar que as UCs são amplamente diversificadas e podem contemplar desde o estímulo ao extrativismo até a conciliação da conservação com o uso público ou ainda áreas que se destinam especialmente para a realização de pesquisa científica. O que indica a necessidade de adaptações, bem como o entendimento sobre as UCs que englobam questões referentes aos períodos históricos, às realidades locais, avanços da ciência e mudança de valores de uma sociedade, considerando, nesse sentido, a cultura e as tradições (BRASIL, 2017).
Dentro de um contexto maior, as UCs são divididas em três esferas: federais, estaduais e municipais, as quais são subdivididas em dois grupos: Integral e Uso Sustentável, de acordo com o objetivo de proteção, manejo e uso. As Unidades de Proteção Integral têm por objetivo principal “preservar a natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais, com exceção dos casos previstos pela Lei”. Nesse grupo, há cinco categorias: Estação Ecológica, Reserva Biológica, Parque Nacional (Parque Estadual, Parque Municipal), Monumento Natural e Refúgio de Vida Silvestre (BRASIL, 2000).
Os Parques Nacionais se constituem como áreas protegidas essenciais que carregam grandes responsabilidades e busca de equilíbrio entre a manutenção da biodiversidade e do uso público, configurando-se como grande desafio para a gestão. Além disso, Freitas, Magalhães e Guapyassú (2002) e, posteriormente, Malta e Costa (2009) enfatizam a importância do conhecimento das potencialidades e as limitações de uma Unidade de Conservação diante do entendimento do perfil dos visitantes e suas impressões. Para a partir daí desenvolver planos de gestão, de modo a minimizar os conflitos e impactos ambientais que poderão decorrer da visitação.
Vale destacar, que o uso público em UCs, principalmente em Parques Nacionais, é uma atividade permitida legalmente, mesmo sendo alvo de discussões que se colocam a favor e contra a presença do público nestes espaços (BRASIL, 2006). Tratando-se de Brasil, mais especificamente, o Rio de Janeiro tem sido o palco de eventos internacionais como o encontro de jovens católicos conhecido como Jornada Nacional da Juventude em 2013, a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016, que contribuem para o aumento de fluxo de turistas nacionais e estrangeiros em locais atrativos, e o Parque Nacional da Tijuca (PNT) inclui-se nesse contexto (ICMBio, 2016).
De acordo com Castro (2016), houve um aumento significativo do número de visitantes no PNT durante esses eventos, por exemplo, a Jornada Mundial da Juventude em 2013 proporcionou ao parque o maior número de visitação desde então, contabilizando a presença de cerca de três milhões de visitantes. Diante destes dados, percebe-se a importância de estudos voltados o uso público, proporcionando uma reflexão sobre a criação e/ou manutenção de procedimentos relacionados à gestão, visto que, diante destes eventos e números, esta demanda tende a crescer a cada ano. O autor indica que essa alta frequência de turistas e usuários gera uma série de oportunidades de fortalecimento de outras áreas da gestão como: manejo de espécies invasoras, exposições interpretativas, programas de educação ambiental e projetos socioambientais em comunidades do entorno. Bem como proporciona a visibilidade através da atração de parcerias para pesquisa e projetos em parceria.
Segundo Eagles (2013), o planejamento e o desenvolvimento do turismo nas áreas protegidas ao longo do século XX foram dominados pelo modelo científico que tendia a excluir a comunidade local e o conhecimento informal. Porém, o planejamento de uma UC está estreitamente ligado à gestão dessas áreas e é muito importante para efetividade de manejo de cada local. Denes (2006) afirma que a pressão que já existe sobre os Parques Nacionais tem entre suas causas a falta de planejamento nas áreas de seu entorno, os fatores políticos e a ausência de aplicação dos princípios de sustentabilidade que compreendem uma integração harmônica positiva entre o homem e a natureza.
Quanto à visitação, o Ministério do Meio Ambiente - MMA (BRASIL, 2017) definiu princípios que devem ser observados durante o planejamento e a gestão da visitação em UCs. Compreende-se que é preciso priorizar os objetivos da UC, prever as atividades pertinentes e encarar a visitação como instrumento essencial para despertar a consciência e aproximar a sociedade da natureza, devendo ser promovida de forma democrática e inclusiva e oferecida infraestrutura mínima para ser realizada.
O MMA entende que a visitação deve ser uma alternativa de uso sustentável, colaborando para a promoção do desenvolvimento econômico e social das comunidades locais, buscando manter a integridade ambiental e cultural que sustentam a qualidade de vida. Dentre os últimos princípios, o Ministério indica que o planejamento e a gestão da visitação devem buscar a excelência na qualidade dos serviços oferecidos aos visitantes e procurar satisfazer as expectativas dos visitantes quanto à qualidade e variedade das experiências, e do conhecimento além de segurança, assim como considerar formas distintas de visitação: individual, grupos espontâneos, grupos organizados, etc (BRASIL, 2017).
Eagles (2013) afirma que os atributos do visitante devem ser estudados, reconhecidos e analisados como uma forma de contribuição valiosa tanto para o planejamento como para a gestão. Num contexto geral, considera-se que o planejamento e a gestão de uma área protegida procuram maximizar as oportunidades para a conservação e para os usuários, enquanto reconhecem e consideram as restrições para minimizar os impactos negativos.
Diante do cenário apresentado, esse estudo teve como objetivo analisar o perfil dos visitantes do PNT. A partir de nossos resultados, esperamos gerar uma reflexão acerca do uso público em UCs, bem como criar oportunidades de trabalhar com os visitantes acerca do conhecimento de elementos da natureza e, ainda, a sensibilização para a importância da conservação desses espaços.
2. Metodologia
A área de estudo desta pesquisa foi o Parque Nacional da Tijuca, uma Unidade de Conservação situada na cidade do Rio de Janeiro. Abrange, dentro de sua área, pontos de interesses de visitação como a Pedra da Gávea, o Corcovado e o Pico da Tijuca, entre outros. Ocupa cerca de 3,5 % da área do município, no entanto, apresenta um dos maiores índices de biodiversidade (ICMbio, 2017).
Para o levantamento das informações sobre os visitantes do PNT foi necessário se utilizar de amostras do universo das visitas. O tipo de amostra escolhida deve ser pertinente ao objetivo final da pesquisa. Bem como a amostragem indicada quando a análise de alguns casos é suficiente para permitir estimativas referentes ao universo e quando as variáveis tratam de formas de avaliação ou opinião de segmentos específicos, não sendo necessário, nesse caso, investigar todos os indivíduos do universo (ALVES-MAZZOTTI; GEWANDSZNAJDER, 1998).
Para a coleta de dados foi aplicado um formulário online, de fevereiro a maio de 2018. O formulário é uma técnica explicada por Alves-Mazzotti e Gewansznajder (1998) e Dencker (1998) como sendo o questionário aplicado pelo pesquisador, sua finalidade é obter informações ordenadas dos componentes de uma determinada amostra. Sendo importante, neste contexto, prezar para que as questões tenham o mesmo significado para todos os entrevistados, tendo, na medida do possível, as mesmas condições de circunstância com cada um. Independentemente do método, as respostas para as mesmas perguntas a partir de um número de indivíduos deve permitir ao pesquisador não apenas descrever, mas também comparar e relacionar uma característica com outra para demonstrar que existem determinadas categorias.
A utilização de plataformas online para o preenchimento de questionários vem se constituindo numa ferramenta moderna de pesquisa que apresenta, de acordo com Silva, Lós e Lós (2011) vantagens como: a não necessidade de encontros presenciais para a aplicação do questionário, o não uso de papel na aplicação dos questionários já que o formulário é respondido/preenchido online por meio de computadores ou equipamentos conectados à internet, não é necessário o deslocamento do pesquisador para o local onde está presente o grupo/população visado, não é necessária a impressão do questionário ou realização de cópias, isto é, fica dispensada a utilização de papel na elaboração do questionário, os dados inseridos pelo público-alvo no formulário online são vinculados a uma planilha eletrônica já graficamente estruturada e, finalmente, a qualquer momento pode ser observado como está o andamento da pesquisa, ou seja, a análise pode ser realizada em tempo real.
Outro fator importante é o turista local (brasileiro de outro estado) e o morador do Estado do Rio de Janeiro. Quanto a eles, podemos afirmar que andam cada vez mais ocupados, pois as demandas do trabalho e a necessidade de sobrevivência, normalmente, restringem o indivíduo em suas atividades de lazer. Porém, é importante salientar que as recreações ao ar livre reduzem as tensões do homem moderno, pois proporciona o desenvolvimento pessoal ao cidadão, o qual nem o trabalho, nem a escola suprem. Atividades ao ar livre proporcionam maior produtividade individual, melhor integração em grupo, melhor aproveitamento de dotes pessoais, redução com gastos com acidentes e transgressões da ordem, expansão da indústria e comércio, fomento do turismo, estímulo à conservação dos recursos naturais e prosperidade para a comunidade como um todo (OLIVEIRA, 2007).
Diante disso, Lindoso, Lorenzeto e Castro (2015) e Freitas, Magalhães e Guapyassú (2000) recomendam a caracterização do perfil dos visitantes como estratégia fundamental para melhor conhecer e satisfazer as necessidades dos usuários e, ao mesmo tempo, desenvolver programas preventivos destinados aos visitantes, a fim de que suas atividades produzam o mínimo impacto possível sobre os ambientes naturais e culturais.
No primeiro momento do questionário buscou-se traçar o perfil socioeconômico das pessoas, partindo para o enfoque na opinião delas em relação à gestão do parque, aos atrativos, a divulgação, à infraestrutura e os impactos gerados pela visitação. Posteriormente, foram indagados sobre os objetivos de um Parque Nacional e qual órgão realiza a gestão do PNT.
Para efeito da análise dos visitantes, foram feitas questões exclusivas para um grupo de indivíduos que respondeu ter visitado o Parque mais de uma vez. Eles foram solicitados a responder a frequência com que visitam o PNT e quais são os atrativos que os motivou a retornar à UC. Alguns itens do roteiro de perguntas permitiam a atribuição de valor por escalas. De acordo com Bell (2005), esta modalidade de avaliação é bastante eficiente, pois são dispositivos para descobrir sentimento ou atitude, justificando o seu uso pelo propósito do trabalho, principalmente quando se trata de percepção. O esquema de correspondência apresentado na tabela 1 explica a maneira como a técnica foi inserida na investigação.
| Valor Atribuído | Correspondência (previamente explicada) |
| 1 | Ruim (insatisfatório/desagradável) |
| 2 | Razoável (pouco satisfatório) |
| 3 | Bom (satisfatório/agradável) |
| 4 | Muito bom (plenamente satisfatório / ótimo) |
A fase posterior compreendeu a análise e interpretação de dados que são etapas distintas de tratamento dos resultados obtidos. A análise deve organizar e sumarizar os dados para que seja possível extrair informações úteis para a investigação; já a interpretação busca o sentido mais amplo das respostas, conciliando-as com conhecimento prévio (GIL, 2008).
A tabulação das informações geradas pelos visitantes envolveu análise qualitativa e quantitativa para que os resultados em percentuais pudessem expressar a representatividade de cada grupo, categoria ou resposta para classificações e/ou comparações. Buscou-se evidenciar correlações simples entre as questões feitas para se pensar em conclusões possível e depois sugestões cabíveis de melhoria para algum problema apontado.
3. Resultados e Discussão
Foram respondidos um total de 156 questionários, sendo 133 pessoas que visitavam o PNT pela primeira vez e 23 que já o conheciam. A frequência com que os visitantes voltam ao mesmo destino pode indicar uma possibilidade de mecanismos de conservação do ambiente. Pois diante das percepções adquiridas e da sensação de pertencimento, dificilmente vão querer causar algum dano pois sabem a importância da conservação do local. Ladeira et al., (2007) revelam que o maior número de visitas demonstra maior comprometimento com os problemas socioambientais existentes na região e servem como instrumento de pressão junto ao poder público e as autoridades responsáveis pela gestão do parque.
Em relação a faixa etária dos visitantes, observa-se que a maioria possui entre 18 e 25 anos. Destaca-se assim, que este público é formado por jovens de uma geração que tiveram mais contato com as questões ambientais mundiais, além de já crescerem sob a influência da expansão ao acesso de tecnologias e informações. Esses resultados coincidem com os encontrados por Campos, Vasconcelos e Felix (2011) que verificaram através da caracterização do perfil dos visitantes no Parque Nacional da Serra do Cipó, em Minas Gerais que a maioria dos visitantes se encontravam na faixa etária de 19 a 34 anos, caracterizando assim, um perfil de visitantes entre jovens e adultos.
Para caracterização socioeconômica dos visitantes foram realizadas perguntas sobre a escolaridade e o local de origem. O grau de escolaridade foi dividido nas categorias: ensino fundamental, médio/técnico e superior. A maioria dos visitantes declararam ter ensino superior (91%), seguido por 9% dos que concluíram o ensino médio/técnico, enquanto que nenhum dos entrevistados possuía apenas o nível fundamental. O nível de escolaridade elevado também foi observado por outras pesquisas realizadas em Parques Nacionais como em Campos, Vasconcelos e Felix (2011), sendo representado por mais de 80% de seus entrevistados no Parque Municipal da Serra do Cipó, bem como em Ladeira et al., (2007) cuja a predominância de visitantes de nível superior foi de 76% no Parque Estadual de Ibitipoca. Em Oliveira et al., (2015) foi observado que 69% dos visitantes do Parque Nacional do Itatiaia, no Rio de Janeiro possuíam nível superior. Por fim, no estudo de Dutra et al., (2008), o índice de visitantes do Parque Estadual do Jalapão, em Tocantins, com nível superior atingiu 64%, sendo que 51% destes, possuíam pós graduação.
Esses índices sugerem que visitantes que apresentam um bom nível de escolaridade podem ser mais receptivos às atividades ecoturísticas. Podendo, se apresentar assim, com um bom grau de comprometimento no que se refere a preservação ambiental (BARROS; DINES, 2000).
Ainda, na primeira parte do questionário, foi possível perceber que a maioria dos visitantes (93%) que frequentam o PNT são oriundos do Estado do Rio de Janeiro, enquanto que, apenas 7% vêm de outros estados/países. Nossa pesquisa revelou que a maioria dos visitantes vindos do Estado do Rio de Janeiro pertence a municípios próximos ao Parque.
Numa pesquisa realizada em 2002, Freitas, Magalhães e Guapyassú verificaram que dentre os visitantes do PNT, os que foram entrevistados no ponto Cascatinha e Meu Recanto são oriundos, em sua maioria da Zona Norte e são praticantes de atividades físicas, motivados pela contemplação da natureza. Com relação a distribuição etária, o ponto Meu Recanto atrai público bastante heterogêneo, enquanto a Cascatinha é procurada basicamente por indivíduos adultos, acima de 30 anos. Os visitantes do Corcovado são turistas com grande amplitude etária que buscam esse local com finalidades contemplativas, enquanto que nas Paineiras, o público é mais homogêneo, procedentes das Zonas Norte e Sul, interessados em espaços livres para a prática de atividades físicas.
Os resultados indicam similaridades dos encontrados em Malta e Costa (2009) que realizaram um estudo verificando a Gestão do Uso público em Unidade de Conservação: a Visitação no Parque Nacional da Tijuca – RJ, onde foi caracterizado o perfil e feita a análise as reações dos visitantes da Floresta da Tijuca, um dos setores mais visitados do PNT. Neste trabalho foi verificado que a maioria dos visitantes é constituído do sexo masculino (54,39%), possui renda mensal maior que dez salários-mínimos (31,58%), faixa etária entre 18 e 35 anos (65,7%), nível de escolaridade superior (61,4%) e é composta por moradores de bairros vizinhos à área do PNT, tais como: Tijuca, Jacarepaguá, Vila Isabel, Méier e Grajaú. Um percentual de 36,84% visitava a Floresta da Tijuca pela primeira vez, enquanto que 46,49% eram frequentadores assíduos. Os resultados desta pesquisa também indicaram que o grupo mais homogêneo eram compostos por grupos organizados por agências de turismo e escolas. Os mais heterogêneos eram formados por familiares/amigos, grupos de funcionários de empresas e clubes de caminhada que buscavam o PNT somente aos fins de semana e feriados, visando principalmente a prática de caminhadas.
A segunda etapa do questionário levantou dados acerca da relação dos visitantes com o PNT através de indagações sobre o Parque e sobre quem seria o responsável pela sua gestão. O levantamento dos principais atrativos do Parque foi feito por meio de uma questão aberta em que os entrevistados poderiam dizer os atrativos que quisessem, sendo possível ter mais de uma resposta para esta pergunta. No total, foram coletadas 189 respostas, das quais 48 correspondem aos indivíduos que já conheciam o local. Devido à possibilidade de respostas variadas à pergunta, houve, durante o processo de tabulação, a separação desses dados em categorias que reuniram referências à atividade física, lazer natureza e outros que não se encaixaram em nenhuma das outras opções segundo o critério adotado pela pesquisa, como a obtenção de mudas, atividades religiosas, conforme indicado nas figuras 1 e 2.
O levantamento de informações sobre os atrativos existentes em uma Unidade de Conservação constitui um importante elemento de investigação, principalmente quando se trata de gestão de um Parque Nacional, pois neste item é avaliado se o local contempla as expectativas dos visitantes (KATAOKA, 2004).


O PNT oferece ao público muitas opções de atividades que atendem a diversas preferencias e interesses. De acordo com os dados analisados, é possível identificar uma porcentagem considerável em relação aos aspectos naturais, sobretudo entre os visitantes que já estiveram no parque. Este resultado é importante e revela que, inicialmente, os visitantes podem ir ao PNT direcionados a outras opções de atividades, especialmente as que lhes proporcionem lazer, estudos, turismo e atividades educacionais; no entanto, impactados com a grandiosidade da natureza, retornam.
Os dados obtidos por Oliveira et al., (2015); e Campos, Vasconcelos e Felix (2011) indicaram maior interesse em atividades relacionadas a contemplação da natureza e ao lazer. Esse aumento do interesse pelas atividades relacionadas à natureza pode ser explicado através do apontamento de Kinker (2002) ao indicar que quanto maior a frequência em áreas naturais, maior a percepção e a sensibilização ambiental, pois a insegurança do visitante, morador de grandes centros urbanos, diminui à medida que a sensação de bem-estar aumenta a cada visita.
A frequência da visita foi indagada entre o grupo que conhecia o parque por mais de uma vez. Foi possível observar que cerca de 46,4% dos visitantes que já conheciam o parque afirmaram que se deslocam até o mesmo pelo menos uma vez ao ano. As visitas semestrais e a cada dois anos tiveram o mesmo percentual, ou seja, 26,8%. É importante destacar que o Rio de Janeiro possui inúmeros atrativos, principalmente suas praias mundialmente conhecidas. No entanto, de acordo com o perfil dos visitantes deste estudo, mesmo imersos nestes inúmeros atrativos gratuitos, ainda frequentam o PNT.
Quando questionados em relação à gestão das Unidades de Conservação, principalmente, o PNT, as respostas dos visitantes distribuíram-se de acordo com os percentuais apresentados abaixo.

Os resultados revelam que a maioria dos visitantes sabem que o ICMBio é o responsável pela gestão do PNT. No entanto, a resposta que mais chama atenção é que 19% dos entrevistados não sabe quem é o responsável. Neste caso, temos uma demonstração de que parte dos visitantes ainda desconhecem o arcabouço administrativo do PNT. Esse apontamento pode sugerir uma lacuna na formação da identificação entre a sociedade e as áreas protegidas no Brasil.
Posteriormente, foi questionado quais seriam os objetivos de um Parque Nacional. O questionamento foi realizado em pergunta aberta que gerou 567 respostas. Esta questão objetivou levantar a opinião e o nível de conhecimento em relação aos intuitos de um Parque Nacional a partir das imposições legais. A análise dos resultados foi efetuada após a distribuição em categorias, conforme descrito na tabela 2.
| Categoria | Respostas |
| Preservação (41%) | Cuidar; preservar; manter a natureza; conservar; reserva ambiental; valorizar; manter fauna e flora; divulgar preservação; representar paisagem. |
| Educação e Interpretação ambiental (27%) | Educação ambiental; conscientização; orientação ambiental; orientação; conhecimento. |
| Recreação em contato com a natureza (15%) | Contato com à natureza; integração homem e natureza; estar em lugar natural; ver a natureza. |
| Visitação e Turismo (13%) | Visitação; descansar; relaxar; lazer. |
| Outros (4%) | Fiscalização; mudas. |
Os resultados encontrados reiteram a fala dos visitantes ao se remeterem a natureza como principal atrativo do PNT. Há a correlação destes dados com os apresentados por Oliveira et al., (2015) cujos valores indicaram que 70% dos visitantes responderam ser a proteção dos ecossistemas o maior objetivo de um Parque Nacional, seguidos de local para a realização de estudos e pesquisa.
Esse dado é importante, pois demonstra que embora a noção sobre a gestão da visitação do PNT seja, de certa forma insipiente, existem paridades entre o público, o local e a consequente identificação das finalidades do mesmo. Trazendo implicações positivas para a gestão da visitação no sentido de fornecer suporte de planejamento de ações que já partam do princípio de que a maioria do público possui conhecimento coeso sobre os objetivos de um Parque Nacional.
Por fim, os últimos questionamentos levantados compreendem componentes da experiência da visita ao PNT sobre os aspectos qualitativos evidenciados na profundidade de conhecimento da área, atribuição de valores a itens do Parque e sugestões. Para interpretação das informações foram avaliados os atrativos que consistiam nas trilhas, serviços de apoios aos visitantes, etc., a infraestrutura – sanitários, lixeiras, bebedouros, locais de descanso, etc., gestão – organização do Parque, disposição dos funcionários, atendimento na portaria, etc. e serviços de comunicação/ divulgação do Parque – informações disponíveis sobre a área, placas de sinalização da cidade, materiais informativos, etc. e conhecimento – presença de guias no parque, placas indicativas, etc. e atribuídos valores qualitativos.
Na figura 4 é possível observar que a satisfação dos visitantes é considerada boa, exceto no quesito comunicação/divulgação em que aparece um índice considerável de descontentamento. Oliveira et al., (2015) em uma abordagem similar, verificaram que a maioria dos visitantes avaliaram o Parque Nacional de Itatiaia (PNI) como excelente, porém não houve um seccionamento sobre em quais aspectos essas qualificações se referiam.
De modo geral, pode-se inferir que as respostas forneceram índices positivos ao PNT. Destacamos que este item merece a atenção dos gestores do PNT, visto que, até mesmo seu trabalho foi considerado, em média, bom, pelos visitantes.

Com o objetivo de estimular a espontaneidade dos visitantes, foi realizada uma questão aberta de modo que cada um respondesse o que desejassem. As respostas foram agrupadas em quatro tipos de impactos que poderiam ser considerados positivos (+) ou negativos (-), conforme apresentado na tabela abaixo.
| Tipo de impacto | Respostas avaliadas |
| Ambiental positivo | Sensibilização, conscientização, pertencimento. |
| Ambiental negativo | Resíduos, lixo, destruição da natureza, alimentação fauna, poluição dos veículos, coleta de plantas, compactação de trilhas, etc. |
| Econômico positivo | Positivo econômico, valor agregado. |
| Econômico negativo | Recursos financeiros que poderiam angariar |
| Social positivo | Revigoramento, construção de amizades, laços e integração entre gerações. |
| Social negativo | Observação e descontentamento com ações antrópicas no local. |
| Educacional positivo | Educação ambiental, possibilidade de inserir a população com o meio em que vive. |
O gráfico abaixo revela que a maioria dos impactos se enquadram como sendo positivos, principalmente o ambiental (42%), seguido pelo social (23%), educacional (13%) e o econômico (12%). A opinião dos visitantes mostra que os mesmos entendem que a presença deles tem efeitos sobre a área, no entanto, acreditam que a maioria deles sejam positivos.
Não há dúvidas de que a visitação proporcione benefícios para os visitantes e há muitas possibilidades de que esse caminho seja uma via de mão dupla, resultando também em retornos positivos ao PNT, à preservação de recursos naturais e a valorização do mesmo enquanto espaço de desenvolvimento humano e ambiental. Nota-se que existe uma demanda por ações de alçadas educacionais e sociais, bem como situações que permitem a interligação entre os quatro itens analisados.

Baseados na observação dos dados entre o nível de escolaridade e a percepção dos impactos causados pela visitação no PNT foram obtidas informações que podem ser entendidas no gráfico a seguir.

Através da análise deste gráfico, podemos observar que os visitantes que declararam ter ensino médio/técnico foram os que menos declararam que sua presença no parque era capaz de gerar impactos negativos ao mesmo. Este resultado mostra o oposto ao encontrado por Hirata (2013) cuja pesquisa indicou que a maioria dos visitantes que declarou possuir ensino superior afirmou que as visitações em Parques Nacionais não geram impactos negativos.
Por fim, os participantes tiveram a oportunidade de fazer comentários e sugestões sobre todo o questionário e sobre a pesquisa em si, de forma livre para escreverem o que quisessem e também como aprimoramento da gestão da visitação no PNT. O conjunto de opiniões dos visitantes é imprescindível para analisar a gestão da visitação do parque e ir além, contribuir de forma assertiva para melhorias de gestão. Os comentários foram agrupados em categorias de modo a facilitar a interpretação dos dados. Diante disso, temos críticas em relação a deficiência de comunicação/divulgação, segurança, infraestrutura, atividades de educação ambiental, custos, etc. A correspondência entre as categorias e as respostas obtidas podem ser observadas na figura 7.

Podemos observar que a maior demanda apresentada pelos visitantes diz respeito à falta de divulgação/comunicação, item esse já citado anteriormente. O segundo item reivindicado refere-se a segurança do local, bem como a falta de atividades de educação ambiental, os visitantes sugerem, para este item atividades e eventos de integração entre o Parque e a sociedade, bem como o maior número de visitas monitoradas. Diante disso, é imprescindível que tais indicações quanto a melhoria de segurança, divulgação, entre outras, sejam absorvidas pela gestão do PNT e que sejam aplicados esforços através de medidas que possam proporcionar mais qualidade à experiência do visitante, bem como forneça estímulos que possam enriquecer a percepção ambiental sobre o PNT, bem como outras áreas de interesse ambiental.
Dutra et al., (2008) acreditam que os interesses do visitante por maiores informações auxiliam os gestores, pois podem resultar em propostas de criação de novos atrativos culturais como museus, galerias, casa de cultura, etc. Esses atrativos possibilitam a divulgação da cultura, natureza e importância do local, além de representar um instrumento de percepção e conscientização dos visitantes, repercutindo de forma positiva quanto à conservação do local.
O enriquecimento da percepção ambiental, citado anteriormente, refere-se também ao fato de que a integração entre a gestão do PNT e a sociedade instigue e oriente os indivíduos para que, de fato, estejam presentes no ambiente e saibam respeitar os atributos locais com comportamentos apropriados. Através da proposição de condutas condizentes com os objetivos do local configurada são somente através de proibições, mas sim, pela apresentação dos motivos que levam a tais limitações, solicitando a colaboração de todos na redução dos impactos negativos e não através da imposição de regras vazias de contextualização.
4.Considerações Finais
Esta pesquisa mostrou-se eficiente e cumpriu com as propostas apresentadas em seu principal objetivo. A pesquisa, de caráter qualitativo e quantitativo, apresentou dados relevantes, coerentes e compatíveis com a metodologia proposta. Bem como reuniu elementos e dados que forneceram embasamento para análise da gestão da visitação do Parque Nacional da Tijuca, pois a compreensão da realidade local e as principais tendências de comportamento que configuram a visitação do parque são essenciais para o direcionamento da gestão em busca do bom funcionamento embasado na compreensão dos impactos do uso público.
Diante disso, as informações e resultados obtidos se estabeleceram como elementos que atenderam e permitiram gerar considerações sobre a visitação e gestão do PNT, constituindo resultados importantes comentados nesta pesquisa.
Não há dúvidas quanto ao potencial de visitação do Parque, porém, é importante salientar que há limitações, bem como entraves de ordem política, econômica e laboral que impedem que as ações planejadas e desejadas sejam efetivadas.
Este estudo pode colaborar também para estudos de outras Unidades de Conservação e/ou outras sazonalidades, visto que a visão dos entrevistados a respeito delas é mutável ao ambiente e ao tempo.
De modo geral, a análise e a interpretação dos resultados da pesquisa se alicerçaram a metodologia proposta e auxiliaram na análise da gestão da visitação do PNT, objetivo maior deste estudo. Porém, é evidente a complexidade das variáveis que envolvem a gestão de Unidades de Conservação e principalmente Parques Nacionais.
Evidenciam-se, também, as relações causais e temporais essenciais no entendimento e satisfação de estudos de caráter exploratório e descritivo. Bem como, cabe enaltecer que os principais elementos que interferem na gestão de parques nacionais como questões políticas, aspectos humanos, interesses divergentes, carência de recursos e, principalmente, falta de continuidade de políticas de gestão, estão presentes em várias esferas no âmbito federal.
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