As contribuições da Pedagogia Waldorf para a aprendizagem e o neurodesenvolvimento infantil no ensino fundamental
The Waldorf Pedagogy contributions for the learning process and the neurologic development of children in elementary school
Las contribuciones de la Pedagogía Waldorf para el aprendizaje y el neurodesarrollo infantil en la enseñanza fundamental
As contribuições da Pedagogia Waldorf para a aprendizagem e o neurodesenvolvimento infantil no ensino fundamental
Research, Society and Development, vol. 8, núm. 3, pp. 01-17, 2019
Universidade Federal de Itajubá

Recepção: 24 Novembro 2018
Revised: 07 Dezembro 2018
Aprovação: 18 Dezembro 2018
Publicado: 19 Dezembro 2018
Resumo: O presente estudo pretende refletir sobre as práticas pedagógicas da Pedagogia Waldorf. Objetivou-se analisar as contribuições desta metodologia para a aprendizagem ligadas ao neurodesenvolvimento infantil. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica considerando a contribuição de diversos autores, procurando enfatizar a importância de criar um ambiente propício para promover o desenvolvimento da criança, influenciando no processo de ensino-aprendizagem. Concluiu-se que a Pedagogia Waldorf contribui de forma significativa para a aprendizagem e desenvolvimento infantil, através da utilização de materiais lúdicos em sua metodologia de ensino, promovendo uma melhor aquisição dos conhecimentos.
Palavras-chave: s: Aprendizagem significativa, Educação inovadora, Práticas pedagógicas.
Abstract: This study aims to reflect on the pedagogical practices of Waldorf Pedagogy. The objective of this study was to analyze the contributions of this methodology to the learning process related to child neurologic development. A bibliographical research was carried out considering the contribution of several authors, trying to emphasize the importance of creating a favorable environment to promote the child's development, influencing the teaching-learning process. It was concluded that the Waldorf Pedagogy contributes meaningfully to children's learning and development, influencing the main processes for the acquisition of knowledge.
Keywords: significant learning, innovative education, teaching practices.
Resumen: El presente estudio pretende reflexionar sobre las prácticas pedagógicas de la Pedagogía Waldorf. Se objetivó analizar las contribuciones de esta metodología para el aprendizaje ligadas al neurodesarrollo infantil. Se realizó una investigación bibliográfica considerando la contribución de diversos autores, buscando enfatizar la importancia de crear un ambiente propicio para promover el desarrollo del niño, influenciando en el proceso de enseñanza-aprendizaje. Se concluye que la Pedagogía Waldorf contribuye de forma significativa al aprendizaje y desarrollo infantil, a través de la utilización de materiales lúdicos en su metodología de enseñanza, promoviendo una mejor adquisición de los conocimientos.
Palabras clave: Aprendizaje significativo, Educación innovadora, Prácticas pedagógicas.
Introdução
A Pedagogia Waldorf caracteriza-se por ter uma proposta de Educação Inovadora, podendo se encaixar na abordagem de Escola Nova, que ainda de acordo com Mizukami (1986), enfatiza as relações interpessoais e a vida psicológica e emocional do aluno, considerando sua subjetividade. Nessa abordagem, o educando é visto como um ser ativo e com iniciativa própria, tendo liberdade para aprender. O professor é visto como facilitador, auxiliando na criação de condições necessárias para que a aprendizagem ocorra.
Na Pedagogia Waldorfiana, utiliza-se da concepção de desenvolvimento do ser humano apresentada por Rudolf Steiner, que contempla as diferentes características de crianças e adolescentes segundo sua idade. Por conta disso, o ensino se diferencia, já que leva em consideração estas características. Deste modo, um mesmo assunto é dado de diversas maneiras conforme idades diferentes (FEWB, 2018).
Diante da temática envolvendo o modelo de Pedagogia Waldorf e suas implicações no processo de aprendizagem do sujeito, procurou-se desenvolver reflexões acerca da temática, porque se acredita que a escola tenha um papel fundamental no âmbito da educação, constituindo um local de aprendizagem e de conhecimento. O tema também é relevante pois a Educação possui uma relação direta com a sociedade, oferecendo espaços férteis de transformações (MEIRA, 2000). Sendo assim, este estudo surge decorrente do seguinte questionamento: quais as contribuições da Pedagogia Waldorf para a aprendizagem e o neurodesenvolvimento infantil?
O interesse pela temática que envolve a Pedagogia e o neurodesenvolvimento tornou-se relevante frente em nível de discussão teórica à Psicologia. A escolha do tema, ao delimitar o contexto da Pedagogia Waldorf e do neurodesenvolvimento, considerou o cenário atual, onde novas pedagogias estão surgindo com o propósito de promover uma educação inovadora de maior qualidade às crianças, sendo possível afirmar que o processo neurodesenvolvimento e aprendizagem repercute ao longo da vida do sujeito, tendo esta pesquisa uma relevância social.
Teoricamente, justifica-se o trabalho no âmbito da Psicologia, em atentar-se sobre a importância de um ambiente propício para a aprendizagem e o desenvolvimento infantil. Assim sendo, o objetivo central deste estudo é verificar se o método de ensino da Pedagogia Waldorf possibilita avanços no processo de aprendizagem da criança.
Nesse trabalho será apresentado a seguir um referencial teórico abordando aspectos conceituais referente a Pedagogia Waldorf, seguidamente as contribuições da mesma para a aprendizagem e o neurosdesenvolvimento infantil. Também serão apresentados a metodologia, os resultados e discussões do estudo.
Metodologia
Para a realização deste trabalho ocupou-se dos seguintes passos metodológicos: a partir da escolha do tema, houve um levantamento bibliográfico para a elaboração deste artigo. Buscou-se materiais em bases eletrônicas de dados, tais como: Scielo, Google Acadêmico, Pepsic, Scopus, Sciense Direrct, livros, teses e dissertações, com os seguintes descritores “desenvolvimento escolar”, “aprendizagem”, “pedagogia Waldorf”, “ensino” e “educação”, sem delimitação de ano de publicação. A coleta de dados foi realizada no período de agosto a outubro de 2018.
Recorrendo a procedimentos científicos, utilizou-se da pesquisa bibliográfica:
[...] é feita a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas de web sites. Qualquer trabalho científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica, que permite ao pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto. Existem porém pesquisas científicas que se baseiam unicamente na pesquisa bibliográfica, procurando referências teóricas publicadas com o objetivo de recolher informações ou conhecimentos prévios sobre o problema a respeito do qual se procura a resposta (FONSECA, 2002, p. 32).
Para a análise dos dados foi feito uso da abordagem de análise de conteúdo, no qual consiste, segundo Bardin (2009), em três etapas básicas: pré-análise (implica em leitura flutuante, escolha dos documentos, preparação do material, índices referenciados e elaboração dos indicadores), exploração do material (codificação do material) e por fim, o tratamento dos resultados, a inferência e a intepretação.
Para a realização desse artigo, por meio dos descritores citados acima, foram encontrados, entre todas as plataformas de dados pesquisados, 79 artigos correspondentes. Assim, realizou-se uma filtragem dos documentos encontrados a partir da leitura de seus respectivos resumos. Após descartar os que não possuíam conexão com o tema, restaram 17 escritos. Por último, foi feita a leitura completa dos documentos para a elaboração deste trabalho.
Resultados e discussões
Educação inovadora
No âmbito da educação, a Pedagogia Waldorf se encaixa em uma didática inovadora, possuindo uma estrutura e organização curricular de caráter flexível (KRAMER, 2001). De acordo com Carbonell (2002), a educação infantil é a que mais permite inovação, refletindo num maior grau de flexibilidade e experimentação na organização institucional dos conteúdos e nos modos de aprender. Isso se deve ao fato de que nessa etapa da educação existe menos pressão, controle acadêmico, familiar e social. Desse modo, torna-se possível a criação e implementação de novas Pedagogias, com o objetivo de um ensino mais dinâmico, o que vem ao encontro da proposta metodologia Waldorf.
As escolas de educação inovadora caracterizam-se por possuírem:
Foco no sujeito aprendente, divisão dos grupos por projetos de pesquisa (e não por séries/idades), modificação nos processos avaliativos, trabalho na questão da construção de valores e/ou práticas coletivas, transformação de professores específicos (por idade e/ou conteúdo) para tutores (individuais e/ou coletivos), atendimento em turno integral, participação ativa da comunidade na escola, entre outras características (FLORES; SCHWANTES, 2017).
As pedagogias inovadoras buscam uma nova formação, que aconteça de forma compreensiva e integral, visando conhecimentos socialmente relevantes através da formação e administração do currículo, das relações em sala de aula e do espaço escolar. A pedagogia formulada por Rudolf Steiner enquadra-se numa proposta de didática inovadora, pois a inovação presente nesta metodologia de ensino promove a criação de projetos que busquem tornar a escola um espaço mais atrativo, estimulante e democrático (CARBONELL, 2002). Se tratando desta Pedagogia, é possível afirmar que a escola tem um cuidado na construção ambiental tanto externa como interna, assim como pode-se perceber na literatura relacionada a sua infraestrutura.
Ela diferencia-se das outras teorias pedagógicas por basear-se numa profunda observação do “ser criança” e das condições necessárias para o bom desenvolvimento delas (MARINIS, 2015). Sendo assim, tem como base sua concepção integral do ser humano, que reflete na sua prática pedagógica, atuando no sentido de buscar uma unidade harmônica no desenvolvimento bio-psicoemocional e espiritual do educando (SILVA, 2015). Toda sua metodologia baseia-se nessa concepção de ser tri membrado, que é a soma dos aspectos citados acima. Deste modo, busca-se promover uma harmonia entre eles, através de experiências vivenciadas pela criança.
Para isso, considerando que as relações com o mundo se transformam e a disposição para o aprender não é constante, os conteúdos do ensino se relacionam diretamente com a faixa etária dos alunos, levando em conta a compreensão das diferentes idades, que é diferenciada nas fases evolutivas da infância e da adolescência (REIS, 2015). Além disso, essa aprendizagem depende do desenvolvimento biológico (físico), psicológico (anímico) e espiritual da criança (LIEVEGOED, 1994). Levando em conta estas fases evolutivas e o desenvolvimento da criança, busca-se promover uma maior aprendizagem, já que o conteúdo dado pretende englobar o mundo da criança, fazendo com que ela se identifique e consequentemente, possa ter um maior aprendizado.
A aprendizagem, do ponto de vista neurológico, consiste em um processo de aquisição, conservação e evocação do conhecimento, dependendo de um cérebro bem desenvolvido, envolvendo o encéfalo como um todo, o sistema nervoso central (SNC), cerebelo e medula. (ROTTA; OHLOWIELER; RIESGO, 2006), mas é claro que, ela não ocorre sozinha, envolvendo também fatores com o ambiente, o aluno, o professor, estados emocionais, entre outros. De acordo com Bunzen e Mendonça (2013), a capacidade de aprender, além da estrutura cerebral, depende do funcionamento operacional das funções neuropsicológicas que são: atenção, memória, percepção, linguagem, funções executivas e inteligência. Estas funções, quando utilizadas de maneira conjunta, podem possibilitar uma maior aprendizagem, já que cada uma atuará de um modo diferente.
Setênios – períodos característicos
Os setênios são os períodos da vida humana que caracterizam a teoria de Rudolf Steiner, divididos de sete em sete anos. Na Pedagogia Waldorf, esses preceitos são seguidos na linha pedagógica, adaptando esse agir conforme o ciclo de vida em que se encontram as crianças, ou seja, os procedimentos pedagógicos são diferenciados para cada setênio (STEINER, 2000). Nessa lógica, a função dos professores e educadores é a de criar um ambiente favorável para que a criança se desenvolva norteada por seu próprio interior (OLIVEIRA, 2012). Assim, o professor atua a fim de auxiliar a descoberta interna do aluno, levando em conta a idade e a capacidade de cada um, considerando sua subjetividade, seu tempo de aprender, fazendo com que a criança seja a autora do seu próprio conhecimento.
Contribuições da Pedagogia Waldorf para a aprendizagem e neurodesenvolvimento infantil
O primeiro setênio, que vai dos zero aos sete anos, é tratado com maior atenção na Pedagogia Waldorf, isso porque se trata de uma fase de vida na qual é desenvolvida a organização do corpo. A criança emprega todas as suas energias para o desenvolvimento de seu físico, manifestando-o através de intensa atividade corporal. Neste primeiro período, a percepção sensória da criança está aguçada, tendo grande atividade interior e respondendo aos estímulos vindos do ambiente exterior através da repetição, ou seja, a imitação (SOCIEDADE ANTROPOSÓFICA, 2016).
Nesta etapa, o educador tem um papel muito importante, pois como a criança ainda não desenvolveu sua capacidade de raciocínio pleno, o professor não pode utilizar de uma abordagem que envolva compreensão, mas sim recorrer a algo que já é nato da criança: a imitação. Seu papel deve ser de um exemplo digno a ser imitado, além de usar a fantasia, para que a criança adapte-se à realidade do mundo. Isto quer dizer que é assim, através da repetição/imitação, que a criança terá acesso aos seus primeiros processos de aprendizagem, inclusive o do falar, do fazer, do certou ou do errado em relação ao comportamento humano (SOCIEDADE ANTROPOSÓFICA, 2016).
Na Pedagogia Waldorf, o brincar, especialmente nesse primeiro setênio, é visto como a maior e melhor forma de estimular o desenvolvimento de acordo com as capacidades individuais de cada criança. Esse brincar não é dirigido ou proposto, mas sim livre. Durante esse período, deixa-se de lado um ensino formal de informações, como o que acontece em pré-escolas tradicionais, e busca-se desenvolver um ambiente propício para promover essa organização corpórea, estimular os órgãos sensoriais, ocorrendo através do brincar (IBID, 2016).
Nesta perspectiva, o brincar influencia o intelecto, o emocional e o corpo da criança. A brincadeira tem uma função social, desenvolve o lado intelectual da criança e cria oportunidade da mesma elaborar e vivenciar situações emocionais e conflitos que possa ter (CORDAZZO; VIEIRA, 2007). É brincando que se favorece o aprendizado da criança, pois assim ela se torna mais apta a viver numa ordem social e num mundo culturalmente simbólico;
Não possuindo um objetivo de ensino escolar formal, as crianças de zero a sete anos encontrarão na sala de aula uma extensão de suas casas, tendo elementos que lembram uma cozinha, para as aulas de culinária. Durante as refeições, que são feitas em uma grande mesa, as crianças sentam-se próximas umas das outras, para que tenham uma maior interação social, assim como em seus lares. A fim de proporcionar um brincar livre, a sala possui diversas ferramentas que auxiliam na ludicidade da criança, a ela é permitido criar e usar objetos como cavaletes e panos para a construção de cabanas, brinquedos de madeira e bonecas de pano, sementes, conchas, pedras, madeira, giz de cera, etc.
Do lado de fora das salas de cada escola Waldorf, encontra-se um espaço bem arborizado, com flores e árvores frutíferas, que quando dão frutos, são usadas na alimentação das crianças. Também possui caixas de areia, gangorras, pontes, balanços, torneiras para utilizar água, entre outras coisas. Todo esse espaço foi pensado e feito com o propósito de que a criança adquira experiências e vivências que a ajudam a situar-se no meio ambiente, além de conhecer a si e ao outro, criando habilidades de relacionamento social e coordenação motora (BIBLIOTECA VIRTUAL DA ANTROPOSOFIA, 2016).
Esse ambiente criado nas escolas Waldorf, a fim de promover um brincar livre, contribui para que a criança crie situações imaginárias que lhe permite operar com objetos e situações do mundo dos adultos, como os utensílios dentro de sala que simulam sua casa. Enquanto brinca, seu conhecimento se amplia, pois ela pode fazer de conta que age de maneira adequada ao manipular objetos com os quais o adulto opera e ela ainda não (SOUZA, [2018). Ao contrário do meu muitos pensam, as brincadeiras não são um simples passatempo, elas ajudam no desenvolvimento, no processamento de eventos a níveis emocionais, nas habilidades motoras e nos processos de socialização e de descoberta do mundo (MALUF, 2004).
Ademais, a atividade lúdica, dá múltiplas possibilidades de brincadeira, que é utilizada na Pedagogia Waldorf, como um recurso de aprendizagem e desenvolvimento, visto que a brincadeira e a atividade lúdica instigam a criatividade e a espontaneidade da criança, além de estimular a resolução de problemas (CORDAZZO, VIEIRA, 2007).
Corroborando com os autores, Oliveira (2011) afirma que lúdico é um importante princípio na construção do saber, fazendo com que os indivíduos se envolvam no processo de aprendizagem, utilizando dos vários estados de consciência e vivência. Ainda de acordo com a autora, é através da brincadeira que a criança compreende o mundo e se compreende nele, na interação com os outros. Essas brincadeiras promovem a evolução e a maturação psicomotora e psicológica da criança.
Os objetos oferecidos em sala de aula, não são pré-determinados, e nesse sentido, Kishimoto (1993) afirma que o que encanta as crianças são os obstáculos oferecidos pelos objetos, a diferença é que as fascina. Ao contrário dos brinquedos industrializados, que apresentam as mesmas formas e já determinam como brincar. O autor continua dizendo que um determinado brinquedo exige uma relação restrita com a criança, na qual ela pode determinar sua função, sem recorrer a regras que delimitam sua utilização. Qualquer coisa pode virar uma brincadeira e assim, dão-se asas para o desenvolvimento da criança:
Dar um brinquedo a criança é estar promovendo a oportunidade de seu desenvolvimento. Brincando, a criança experimenta, descobre, inventa, aprende e confere habilidades. Além de estimular a curiosidade, autoconfiança e autonomia, proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração e da atenção (OLIVEIRA, 2011, pg. 12).
Já no segundo setênio, ao ingressar na escola, os alunos do primeiro ano terão um (a) professor (a) que os acompanhará até o 9º ano do Ensino Fundamental. Essa metodologia favorece, através da intensa convivência, que educador tenha a possibilidade de conhecer profundamente cada criança e a partir disso, desenvolver um acompanhamento mais individualizado, com ênfase nas necessidades de cada aluno. É esse mesmo educador que ministrará as matérias básicas e acompanhará seu grupo de educandos em viagens. Além disso, o professor estabelece o elo entre as famílias das crianças, com o objetivo de criar um grupo social integrado entre elas (BIBLIOTECA VIRTUAL DA ANTROPOSOFIA, 2016).
Ressalta-se que a não participação dos responsáveis na educação da criança, evidentemente, afeta a educação dos filhos. As escolas Waldorf buscam reforçar o vínculo família-escola como uma forma metodológica e pedagógica de atuação, a fim de criar uma sintonia entre os ambientes sociais e educacionais da criança, promovendo um contexto favorável para o desenvolvimento e aprendizagem das mesmas:
Uma ligação estreita e continuada entre os professores e os pais leva, pois a muita coisa que a uma informação mútua: este intercâmbio acaba resultando em ajuda recíproca e, frequentemente, em aperfeiçoamento real dos métodos. Ao aproximar a escola da vida ou das preocupações profissionais dos pais, e ao proporcionar, reciprocamente, aos pais um interesse pelas coisas da escola chega-se até mesmo a uma divisão de responsabilidades [...] (PIAGET, 2007, p.50)
Como diretriz para a Pedagogia Waldorf, existe um programa específico de formação de professores, que prepara e capacita o educador para compreender o desenvolvimento da criança como um ser trimembrado, bem como para que saibam de que forma propiciar o desabrochar de suas potencialidades nas épocas certas e da forma correta (FEWB, 2018).
Dos 7 aos 14 anos, para esta linha pedagógica, é o período em que a criança evolui animicamente, ou seja, que conhece e sente o mundo ao seu redor (MARIS, 2016). É também nesse período que Lanz (2013) afirma que o pensar e o raciocínio possuem uma carga emocional, ligadas ao sentir. O ensino então considera o desenvolvimento físico das crianças para definir e aplicar o currículo básico do ensino fundamental. De acordo com Reis (2015), cada matéria destinada ao ano escolar faz ligação direta a uma necessidade de idade cronológica dos alunos, ele continua dizendo que, “no 7º ano do ensino fundamental, os alunos estudam sobre o corpo humano, em plena fase de mudanças em seu próprio corpo, podendo sanar suas dúvidas latentes”.
Nessa segunda fase, considera-se que a criança está mais voltada ao sentir. Sendo assim, a Pedagogia Waldorf volta-se para um enfoque artístico, com o objetivo de desenvolver o uso da imaginação e estimulação da fantasia. Deste modo, a criança pode desenvolver sua criatividade e evoluir animicamente. Busca-se um contato maior com as cores, que são capazes de proporcionar sentimentos e vivências emocionais; a criança é convidada a brincar com o colorido, sem necessariamente possuir a técnica de desenhar uma casa, por exemplo, sendo esse colorir também livre (GOETHE, 1993; ROMANELLI, 2015).
Considera-se que este segundo setênio seja “o mais saudável da vida, porque nessa faixa etária toda organização irradia do sistema rítmico, que nunca se cansa e nunca é estimulado demais” (STEINER, 2000). É por isso que o ensino neste período deve ser voltado para a arte em suas variadas manifestações, elementos devem ser vivos, maleáveis, orgânicos, criativos e dinâmicos. Deste modo, utiliza-se de símbolos, imagens, contos, histórias, desenhos, pinturas, fantasia, entre outros componentes que despertam os sentimentos e emoções (BACH, 2012).
O enfoque artístico estimula nossa atenção, pois fatores como cor, tamanho, posição e complexidade, estimulam nosso cérebro, que processa as informações como sendo significantes. Cosenza e Guerra acreditam que a atenção pode ser regulada de duas maneiras:
‘De baixo para cima’ ou de ‘cima para baixo’. No primeiro caso, são importantes os estímulos periféricos e suas características (como a novidade ou o contraste) e esse tipo de atenção pode ser chamado também de atenção reflexa. No segundo caso, ela é regulada por aspectos centrais do processamento cerebral, [...] (COSENZA; GUERRA, 2011, pg.44).
Os estímulos periféricos e suas características são utilizados na sala para ministrar as aulas. O educador desenha no quadro para que as cores e formas interajam com a matéria que será dada, possibilitando maiores assimilações por parte do aluno. Trabalhando-se com o lúdico, permite-se que a criança sinta prazer em realizar atividades de forma natural e agradável, se tornando um indivíduo ativo no processo de ensino-aprendizagem (OLIVEIRA, 2011).
A prática de contação de histórias é uma metodologia que enriquece a prática docente, ao mesmo tempo em que promove conhecimentos e aprendizagens múltiplas:
Contar histórias é saber criar um ambiente de encantamento, suspense, surpresa e emoção, no qual o enredo e os personagens ganham vida, transformando tanto o narrador como o ouvinte. O ato de contar histórias deve impregnar todos os sentidos, tocando o coração e enriquecendo a leitura de mundo na trajetória de cada um (MATEUS et al, pg. 56).
Utilizar histórias para a comunicação infantil não se dá somente pela literatura escrita, até porque em muitos casos aindanão (Autor ocorreu a alfabetização da criança. Assim, a literatura infantil deve vir acompanhada de ilustrações significativas e agradáveis, de uma dramatização convincente por parte daquele que narra a história (SANI, 2014), indo ao encontro à proposta de Pedagogia. A utilização desta metodologia vem a contribuir de forma muito significativa para a aprendizagem infantil:
A contação de história promove, através da atenção, a imaginação, a criatividade, a oralidade, incentiva o gosto pela leitura, a ampliação do vocabulário, da narrativa, da cultura e contribui na formação da personalidade da criança envolvendo o social e o afetivo (MATEUS et al, pg. 55).
Contar histórias contribui, igualmente, para o desenvolvimento da linguagem, que tem um papel fundamental na determinação de como a criança vai aprender a pensar, devido ao fato que formas avançadas de pensamento são transmitidas à criança através de palavras (VIGOTSKY, 1989). É a partir da linguagem oral que habilidades de escrita e leitura se desenvolvem (MOUSINHO et al. 2008).
Ademais, ao se tratar da contação de histórias vinculadas aos conteúdos do currículo escolar, através de imagens, Sani (2014) afirma que o processo de assimilação da criança é despertado através dos sentidos, que em ensinos tradicionais pode estar adormecido devido ao modo conteudista e frio das salas de aula.
A ludicidade manifestada nas artes, através dos desenhos, pinturas e afins, com o objetivo do ensino da matemática, por exemplo, pode despertar, conforme Almeida (2003), a percepção das crianças, que entendem que o desenho e a escrita são formas de dizer coisas. Por esse meio, amplia-se o domínio e influência sobre o ambiente, promovendo ações que criam e recriam a possibilidade de imaginação e transformação da prática vivida pelo aluno (OLIVEIRA, 2011).
A percepção é definida por Lamb, Hair e McDaniel (2012) como um processo onde ocorre seleção, organização e interpretação de estímulos, traduzindo-os em uma imagem significativa e coerente. Utilizar materiais que favoreçam a percepção infantil, além de permitir diversas sensações táteis, auditivas e visuais, também servem como recurso motivador (JÚNIOR; OLIVEIRA; RIBEIRO, 2016).
Quanto mais importante e significativa for a informação, mais fácil poderá ser retida na memória e mais sólida ela poderá ser reutilizada, de modo que, a memória está ligada diretamente ao pensamento, que consequentemente tem direta relação com o conhecimento (FONSECA, 2011). E quanto mais algo nos chamar atenção, mais significativo ele será, gerando uma memória e consequentemente, a aprendizagem.
Considerações finais
O estudo realizado possibilitou compreender a importância do método de ensino da Pedagogia Waldorf, e o quanto esse modelo educacional possibilita avanços no processo de aprendizagem da criança, levando em conta as fases evolutivas do ser humano, que dependem de um aspecto biológico, psicológico e espiritual. Já de um ponto de vista neurológico, a aprendizagem é um processo que depende de outros, envolvendo o cérebro como um todo, também envolvendo fatores como o ambiente e o professor. Nesse sentido, pode-se dizer que há um cuidado genuíno na Pedagogia Waldorf em promover e atender ao desenvolvimento dos alunos.
Possuindo uma didática inovadora e flexível, o foco está no sujeito que aprende, tendo como base a transformação da escola em um espaço mais atrativo e estimulante aos alunos. A Pedagogia Waldorf defende que a escola deva fornecer condições necessárias para o bom desenvolvimento das crianças e faz uso de uma observação integral e profunda das mesmas, refletindo em sua metodologia.
Dividindo os períodos da vida humana em setênios, onde cada fase se diferencia por características e necessidades diferentes, o ensino infantil segue este modelo, de promover um ambiente que atenda aos requisitos. No primeiro setênio, a criança está desenvolvendo a organização física, demonstrando através de intensa atividade corporal. Ela também utiliza muito de sua percepção, respondendo a estímulos do exterior, utilizando a imitação. O brincar, nessa fase, é visto como a melhor forma de estimular o desenvolvimento das crianças e por isso, a Pedagogia Waldorf propõe um brincar livre.
Assim, dispõe-se de diversos tipos de materiais que podem ser utilizados por elas. Logo em idades iniciais, sabe-se da importância da adaptação do indivíduo na escola. É possível dizer que ao encontrar, dentro da sala de aula, um ambiente atrativo e parecido com o de sua casa, este processo seja realizado de forma mais rápida. Além disso, os elementos oferecidos livremente e não pré-determinados, contribuem para a fantasia e a imitação, ambas muito importantes no processo de aprendizagem. Nessa fase também, é dada ênfase na atividade motora, através de brincadeiras que envolvam o corpo, como danças e afins. Utilizando da ludicidade, estimula-se também, a criatividade, a resolução de problemas e na socialização.
No segundo setênio, ao ingressar no primeiro ano e até terminar seus estudos dentro de uma escola Waldorf, o aluno terá o mesmo professor no ensino de matérias básicas. Essa metodologia auxilia no processo de aprendizagem, pois o professor terá profundo conhecimento de seu aluno, dando ênfase nas necessidades do mesmo. Neste período, acredita-se que a criança evolui animicamente, ligada a aspectos psicológicos. Ou seja, a aprendizagem está diretamente ligada ao sentir, ao emocional. Assim, a metodologia toma um direcionamento mais artístico, buscando um maior contato com cores através de pinturas, contos, histórias e afins, despertando sentimentos e emoções. O professor utiliza de materiais para desenhar no quadro algo referente à matéria dada.
Mediante cores e contos, a atenção é estimulada, pois há fatores como novidade, tamanho e complexidade envolvidos. Do mesmo modo, a arte pode ser considerada uma forma lúdica de expressão e assim sendo, permite e motiva o aluno se tornar ativo no processo de aprendizagem ao participar de atividades que a envolvem, despertando sua percepção e imaginação.
Com práticas pedagógicas que respeitam o ritmo da criança e seu aprendizado, é inegável que a Pedagogia Waldorf contribui, em sua metodologia “viva, dinâmica e integrada”, para uma aprendizagem significativa, pois as novas informações se relacionam com o sujeito de forma natural e agradável, facilitando a compreensão e a retenção do conhecimento.
Sugere-se que sejam realizadas novas pesquisas sobre a temática abordada nesse estudo, que possam dar mais visibilidade e importância a Pedagogia Waldorf, pois esse método poderá auxiliar de forma importante os educadores no aprimoramento e inovação de suas práticas em sala de aula em diferentes níveis de ensino e ter reflexos importantes na aprendizagem e no neurodesenvolvimento dos alunos.
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