O gênero infográfico e sua relação com a educomunicação no ensino
The infographic gender and its relationship with educomunication in teaching
El género infográfico y su relación con la educomunicación en la enseñanza
O gênero infográfico e sua relação com a educomunicação no ensino
Research, Society and Development, vol. 8, núm. 3, pp. 01-20, 2019
Universidade Federal de Itajubá

Recepção: 19 Dezembro 2018
Revised: 20 Dezembro 2018
Aprovação: 20 Dezembro 2018
Publicado: 21 Dezembro 2018
Resumo: Neste artigo, o objetivo é verificar as análises qualitativas em uma perspectiva educomunicativa de gêneros infográficos da Revista Superinteressante em atividade realizada com alunos do ensino fundamental de uma escola pública de São Sepé no âmbito da construção da inteligência coletiva e emocional. Para essa investigação, foram utilizados como fundamentos Soares (2011), Aparici (2014), Teixeira (2015), Paiva (2011), Abrahão (2012), entre outros. Os procedimentos metodológicos envolveram a seleção do corpus, a definição dos infográficos para a prática e análise e a organização de critérios para a investigação e para os procedimentos de análise. Essa proposta exigiu a descrição das atividades. Os infográficos aplicados em sala de aula evidenciam a natureza educomunicativa do texto midiático e a construção de sentidos interligados através das linguagens verbal e não verbal.
Palavras-chave: Educação, Comunicação, Infográficos, Mídia, Discentes.
Abstract: In this article, the objective is to verify the qualitative analyzes in an educomunicative perspective of infographic genres of Revista Superinteressante in activity carried out with elementary school students of a public school of São Sepé in the scope of the construction of collective and emotional intelligence. For this investigation, were used as fundamentals Soares (2011), Aparici (2014), Teixeira (2015), Paiva (2011), Abrahão (2012), among others. The methodological procedures involved the selection of the corpus, the definition of infographics for practice and analysis, and the organization of research criteria and analysis procedures. This proposal required a description of the activities. The infographics applied in the classroom demonstrate the multimodal nature of the mediatic text and the construction of interrelated meanings through verbal and nonverbal languages.
Keywords: Education, Communication, Infographics, Media, Students.
Resumen: En este artículo, el objetivo es verificar los análisis cualitativos en una perspectiva educomunicativa de géneros infográficos de la Revista Superinteressante en actividad realizada con alumnos de la enseñanza fundamental de una escuela pública de São Sepé en el ámbito de la construcción de la inteligencia colectiva y emocional. Para esta investigación, fueron utilizados como fundamentos Soares (2011), Aparici (2014), Teixeira (2015), Paiva (2011), Abraham (2012), entre otros. Los procedimientos metodológicos involucraron la selección del corpus, la definición de los infografías para la práctica y análisis y la organización de criterios para la investigación y para los procedimientos de análisis. Esta propuesta requirió la descripción de las actividades. Los infográficos aplicados en el aula evidencian la naturaleza educomunicativa del texto mediático y la construcción de sentidos interconectados a través de los lenguajes verbal y no verbal.
Palabras clave: Educación, la comunicación, infografía, medios de comunicación, Estudiantes.
1. Introdução
Com a exposição a um conjunto de informações às quais temos contato diariamente e com a evolução da tecnologia, bem com o aumento da oferta de dispositivos midiáticos móveis que permitem o acesso a tais informações, o leitor/usuário/consumidor precisa selecionar o que deseja acessar, conhecer, ler, ouvir e ver. Assim, a seleção dos conteúdos parece ser produto de pautas vinculadas a agendas de discussões que estão em evidência na sociedade, por exemplo, as descobertas recentes de pesquisadores e de especialistas em diferentes áreas do conhecimento, tais como saúde, educação e meio ambiente. Essas pautas passam a fazer parte das diferentes redes sociais e midiáticas e revelam a necessidade de facilitar o acesso ao discurso científico, pois sabe-se que o cidadão, muitas vezes, às pressas e em constante movimento, procura a informação que deseja em uma olhada rápida nos primeiros conteúdos.
Sob esse contexto, torna-se interessante os estudos sobre a Educomunicação, compreendida pelas inter-relações entre Comunicação e Educação, a qual visa ações que possibilitem uma formação crítica da produção, recepção e da gestão de processos comunicacionais, potencializando, assim, o diálogo pedagógico com as mídias e a construção de ecossistemas comunicacionais (SCHONINGER; SARTORI; CARDOSO, 2016, p. 3). Para Soares (2011, p. 4), “esses ecossistemas comunicacionais são entendidos como estratégias construídas coletivamente com o intuito de favorecer o diálogo social entre professores, alunos, gestores, pais, enfim, a comunidade escolar em geral”.
Desse modo, salienta-se os infográficos, como um gênero textual que serve para transmitir informações através do uso de imagens, desenhos e demais elementos visuais gráficos, onde a sua leitura exige estratégias quanto ao conhecimento de outras linguagens tanto da parte de quem produz quanto de quem lê, porque em sua estrutura aparecem diversos elementos além de ilustrações, desenhos ou fotografias, são elementos tipográficos como títulos, textos de abertura e explicações descritas em palavras que se somam às imagens e exigem interpretações em torno do conhecimento de cada pessoa. Fairclough (2001, p. 23), na introdução do seu livro Discurso e mudança social, afirma que “a compreensão das práticas discursivas e das práticas sociais servem como recurso para transmitir e informar dados importantes aos leitores”.
Assim, essas práticas estabelecem o que se lê, onde se lê e como se lê. E ainda conforme Fairclough (2001, p. 23), “é aí que se evidenciam as percepções humanas, que são os processos pelo qual as pessoas tomam conhecimento de si, dos outros e do mundo à sua volta, ou seja, no cotidiano os indivíduos formam concepções das demais pessoas e das situações”, e, por isso, o gênero infográfico exige essa percepção. Com base neste contexto, o objetivo do presente artigo é verificar as análises qualitativas em uma perspectiva educomunicativa de gêneros infográficos da Revista Superinteressante em atividade realizada com alunos do ensino fundamental de uma escola pública de São Sepé no âmbito da construção da inteligência coletiva e emocional. Assim, seguiu-se metas de refletir aportes teóricos sobre educomunicação e ensino interativo; explorar os dados qualitativos para averiguar o gênero infográfico como mediatizador no processo de formação social dos discentes e entender o valor das práticas educomunicativas.
Nesse sentido, esta pesquisa é importante porque destaca a relação entre a linguagem verbal e a não verbal, ou seja, os recursos multimodais presentes também no texto informativo, além de inferir sobre o papel desse gênero na mídia e na formação social e cultural dos discentes. “Entende-se brevemente por recursos multimodais o processo de compreensão e articulação dos diversos modos semióticos utilizados nas práticas sociais com o objetivo de fazer significados" (HEMAIS, 2015, p 1).
É relevante destacar que reconhecer os sentidos veiculados por meio dos infográficos, nestes textos midiáticos, contribui para que os alunos possam ler adequadamente as informações a que são expostos. Isso se deve ao fato de que a sociedade está, cada vez mais exigida em termos de competências de leitura sobre conhecimento especializado e, também, conhecimento crítico em relação aos diversos assuntos que circulam em nosso dia a dia. Essa pode ser uma das razões pelas quais estamos conectados a um dispositivo, como a própria televisão, por exemplo. É a partir dessas exigências que o gênero infográfico ganha prestígio, pois ele pode ser utilizado pela mídia como um recurso eficaz para divulgar as informações, visto que parece tornar mais fácil a compreensão das informações veiculadas na mídia.
A educomunicação: um processo de mediatização no ensino
Atualmente, a discussão sobre educomunicação tem ganhado espaço notório nas áreas de ensino, pois são formas de mediatizar sobre assuntos que interessam a grande parcela da população. Em outras palavras, a experiência de aprendizagem mediatizada baseia-se numa relação de interagir, de forma a selecionar, mudar, ampliar ou interpretar os estímulos, utilizando estratégias interativas centradas na mediação verbal com o objetivo de produzir significação para além das necessidades imediatas da situação.
Mueller e Caribé (2010, p.1) explicam que “mediatizar é trazer um tema de conteúdo científico e tecnológico”, por exemplo, para os alunos, a fim de que tenham acesso a informações, como temas de mudanças climáticas, sustentabilidade, meio ambiente, questões sociais, midiáticas, econômicas entre outros que passem a ser foco das discussões do dia a dia na sociedade. Porém, a mediatização não deve ser confundida com midiatização. Dentre vários conceitos, entendamos midiatização no papel de especificar os meios de comunicação na mudança social em um sentido mais abrangente. “É um metaprocesso em paridade com a individualização e a globalização. A midiatização, por sua própria definição, está sempre vinculada ao momento e ao contexto cultural” (KROTZ, 2007, p. 39). Assim, midiatizar é um processo contínuo em que os meios alteram as relações e o comportamento humanos, e assim, alteram a sociedade e a cultura, ou seja, os meios configuram-se pelo ato de mediatizar.
Destarte, o processo da educomunicação por meio da recontextualização é um modo de transformar o conhecimento comum de cada um em um conhecimento para a população. Dessa maneira, o jornalismo especializado, por meio de uma linguagem mais próxima da população apresenta o conhecimento especializado nos infográficos, facilitando o acesso e a compreensão de conteúdos restritos a estudantes que estão nos centros de ensino. Eles são colocados em revistas como a Superinteressante, Revista Galileu, Revista Saúde, entre outras, tendo a ideia de educomunicação presente em todos esses infográficos.
Soares (2002, p. 23), um dos maiores estudiosos da Educomunicação, conceitua a mesma como “um conjunto de ações cuja finalidade é integrar às práticas educativas os processos comunicativos democráticos, abertos e participativos para assim, criar e fortalecer ecossistemas comunicativos em espaços educativos”. Com isso, nos novos modelos de relação pedagógica e comunicativa aconselha-se que “os professores ensinem não o que os alunos devam fazer, mas como fazer, fugindo de um modelo mecânico de leitura unívoca e passiva que afasta a dialogicidade” (SOARES, 2000, p. 21). Só assim é possível a autonomia do leitor e a possibilidade de descentralização da palavra autorizada do professor, fortalecendo a transformação das relações sociais internas do espaço escolar.
Essa transformação das relações sociais fortalece a cultura participativa para a construção da inteligência coletiva caracterizada por Aparici (2014, p. 270), em que “utiliza-se a integração de conhecimentos individuais para construir um conhecimento compartilhado superior, como fazem nos videogames, em que os usuários trabalham juntos para resolver um problema que seria impossível de resolver por uma só pessoa”. Destarte, a mesma comparação pode ser utilizada e fortalecida em sala de aula nas atividades mediadas pelos docentes. Nesta perspectiva de ensino, pode-se destacar um outro tipo de participação também comentado por Aparici (2014), a emocional:
Mediante os mecanismos de identificação e projeção, o espectador convencional tem vivido, por participação à mídia, todo tipo de experiências que lhe são negadas em sua vida cotidiana: viajar a países exóticos, voltar a tempos passados, instalar-se no futuro, sentir-se protagonista de situações conflituosas, experimentar sentimentos exacerbados, viver experiências arriscadas sem correr perigo real… Os videogames de simulação souberam recolher estes desafios e levar o espectador a limites até agora inimagináveis (APARICI, 2014, p. 266).
O exemplo da participação emocional lido acima refere-se a exercícios simulativos, como os videogames, porém nos infográficos essa ideia identificação e projeção também se acarreta fortemente, pois no primeiro contato com o infográfico, os discentes depositam seus mecanismos mentais e comportamentais, ou seja, seus sentimentos, para entender o que é apresentado no texto.
Para isso acontecer de maneira sensata, o professor deve seguir o papel de facilitador, ou seja, “organizar seu trabalho pedagógico de forma a desenvolver no educando suas várias capacidades, como a de desafiar, de provocar, de contagiar, de despertar o desejo, fazendo com que ele realize, por meio da interação educativa, a construção do conhecimento” (Vasconcellos 1993 apud CERQUEIRA, 2006, p. 6). O professor deve agir como facilitador das relações e problematizador das relações, reconhecendo a sala de aula como um ambiente diversificado de ideias, contextos, sentidos e histórias. Assim, os infográficos como um ideal educomunicativo são utilizados como recursos a novas descobertas, desafios e problemas que necessitam de soluções.
O infográfico: um gênero recontextualizado
“O infográfico pode ser entendido como um elemento que auxilia na compreensão das informações por meio da conjunção das linguagens verbal e não verbal” (HENDGES; NASCIMENTO; MARQUES, 2013, p. 24). Quando o leitor está diante de um meio de comunicação, ele está exposto a uma gama de informações que atraem sua atenção, como no caso de uma reportagem televisiva.
Na Revista Superinteressante, os infográficos convidam o leitor a entender o assunto de maneira mais atrativa e com elementos que apenas o texto verbal não pode oferecer. O fato de nos dias de hoje a sociedade viver em um ritmo acelerado, obriga as informações a serem entendidas de imediato, por isso a importância das imagens e dos infográficos para facilitar a discussão sobre temáticas sociais, políticas, sustentáveis, entre outras. Módolo (2007, p. 4) observa que atualmente “há a necessidade de uma linguagem que dê preferência à imagem”, e o gênero infográfico parece encaixar-se mais adequadamente a esse estilo de vida, pois ele pode ser lido mais rapidamente, “já que é predominantemente visual e apresenta-se como resultado de uma simultaneidade de informações” (PAIVA, 2011, p. 3).
Os infográficos, por contarem com a presença de texto, imagens e dados, permitem ao leitor que ele escolha o caminho de sua leitura. O infográfico permite que ele direcione seu olhar para o ponto de interesse, sem prejudicar a compreensão dos fatos. Segundo Coelho Passos (2010 apud TEIXEIRA 2015, p. 5), “a importância da representação visual reside no fato de o infográfico unir a imagem que vai além da estética e do texto, cujo objetivo é contar ou explicar um evento jornalístico”. A concepção narrativa dos infográficos jornalísticos deve levar em conta o arranjo lógico entre os elementos semióticos para que a informação seja apresentada de forma mais clara e compreensível.
Coelho Passos (2010 apud TEIXEIRA 2015, p. 5) ainda aborda que “o infográfico, enquanto discurso, deve reproduzir uma informação de sentido completo, favorecendo a compreensão de algo complexo”. Os mapas, tabelas e gráficos também são representações importantes no complemento de determinada informação e, em alguns casos, podem ser independentes em relação ao texto por conta do seu valor informativo. Já os infográficos não possuem um valor de independência, pois são recontextualizados a partir de outros textos verbais ou não verbais.
A formação social e cultural em sala de aula
Notoriamente, educação e cultura caminham juntas no processo educativo. “Não se pode conceber atividades pedagógicas sem que a referência cultural não esteja presente” (MOREIRA; CANDAU, 2003, p. 159). A escola por si já é sem dúvida uma instituição cultural, pois é nela que desenvolvemos o que a humanidade produziu de mais significativo, perpassando a outras gerações. Dessa maneira, quando planejamos os planos de aulas, naturalmente suscitam-se várias questões:
Que entendemos por produções culturais significativas? Quem define os aspectos da cultura, das diferentes culturas que devem fazer parte dos conteúdos escolares? Como se têm dado as mudanças e transformações nessas seleções? Quais os aspectos que têm exercido maior influência nesses processos? Como se configuram em cada contexto concreto? (MOREIRA; CANDAU, 2003, p. 160).
Ao planejamento da atividade pedagógica com a temática dos infográficos, foi possibilitado um cruzamento de culturas por meio de comparações entre as funções que eles já conhecem e o que é propício à realidade do educando e suas idealizações. Entretanto, a cultura ganha reprodução através da socialização, e é nós, docentes, que propiciamos isso com diferentes estratégias educativas enquanto facilitadores. Em outra visão relacionada à ideia anterior, “não havendo educação que não esteja imersa na cultura, não se pode conceber experiências pedagógicas e metodologias organizativas” (CARVALHO, 2013, p. 3). A educação é influenciada principalmente por fatores sociais, o que aumenta sua relação participativa na sociedade.
O processo educacional no ensino de linguagens está repleto de conceitos, valores, e finalidades que lhe dão sentido e direcionamento. Atualmente, com a educação como transformação da sociedade, “professores e alunos precisam entender o mundo em que vivem, em seus aspectos políticos, sociais, econômicos e tecnológicos” (FOGAÇA; GIMENEZ, 2007, p. 13). Assim, precisa-se entender que o ensino de linguagens está no centro da vida contemporânea, dada a importância que a linguagem tem na vida social. Com essas práticas educomunicativas possibilita-se o conhecimento de outros discursos, dentro e fora da realidade desses educandos. “O professor, nesse contexto, pode mediar a compreensão de como os discursos circulam nas práticas sociais, contribuindo para a desconstrução de discursos únicos, globais, e colaborando para a reconstrução de práticas sociais fundamentadas em princípios éticos” (FOGAÇA; GIMENEZ, 2007, p. 14).
Desse modo, explorar os infográficos é uma forma de socialização e, além de tudo, uma inclusão de culturas. Nesse caso, uma forma de fazer parte do mundo, de ser um cidadão global, com direitos e deveres na sociedade que possui uma ampla diversidade cultural e mundial. “Uma perspectiva sociocultural entende que a cognição humana é construída por meio do engajamento em atividades sociais, e que são a interação social e os materiais, signos e símbolos culturalmente construídos” (ABRAHÃO, 2012, p. 460). Entretanto, nós temos o papel de trazer conhecimentos científicos, tais eles necessários em atividades pedagógicas que se conectam a atividades do cotidiano.
Metodologia
Este trabalho surgiu a partir da análise de uma prática didática desenvolvida com influência dos aportes teóricos estudados na disciplina de Educomunicação, do Mestrado em Ensino de Humanidades e Linguagens, da Universidade Franciscana. A atividade foi realizada em 4 horas\aula em uma escola municipal de São Sepé, que abriga aproximadamente 70 alunos. A escola é localizada em um bairro singelo da cidade, é relativamente pequena, contando com 3 salas de aula, 2 banheiros, sala de informática (8 computadores), sala dos professores e equipe diretiva, bem como um pátio de bom espaço. A escola funciona em turno integral (6º ao 9º ano), oferecendo refeições matinais e vespertinas aos seus alunos, devido ao pouco número de alunos e situação de vulnerabilidade social de alguns.
A atividade tem como público-alvo duas turmas, respectivamente 7º e 9º ano do ensino fundamental. Para a análise dessa prática foram feitas pesquisas bibliográficas sobre a educomunicação, infográficos e formação dos discentes. Assim, foram escolhidos aportes teóricos que salientem sobre a educomunicação enquanto um processo de mediatização no ensino, o infográfico como um gênero recontextualizado e a formação social e cultural em sala de aula, são eles estudiosos renomados como Soares (2011), Aparici (2014), Teixeira (2015), Paiva (2011), Abrahão (2012), entre outros. Estes estudos basearam-se em uma estratégia qualitativa de pesquisa de caráter exploratório:
a pesquisa qualitativa preocupa-se com aspectos da realidade que não podem ser quantificados, centrando-se na compreensão e explicação da dinâmica das relações sociais”. [...] a pesquisa qualitativa trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis (GERHART e SILVEIRA, 2009, p. 31- 32).
Assim, o ponto de partida vai de encontro ao objetivo desta pesquisa, que é verificar as análises qualitativas em uma perspectiva educomunicativa de gêneros infográficos da Revista Superinteressante em atividade realizada com alunos do ensino fundamental de uma escola pública de São Sepé no âmbito da construção da inteligência coletiva e emocional. Sendo assim, esse estudo complementa os aportes teóricos sobre educomunicação e ensino interativo, bem como explora os dados da pesquisa para averiguar o gênero infográfico como mediatizador no processo de formação social dos discentes e entender o valor das práticas educomunicativas.
Torna-se interessante entender um pouco sobre os infográficos apresentados aos discentes, o contexto da Revista Superinteressante, meio veiculado dos textos escolhidos para a aplicação dessa análise. Assim:
A Superinteressante é uma publicação da Editora Abril e teve o primeiro número lançado em setembro de 1987. A revista tem periodicidade mensal e circulação em todo o território nacional e também é exportada. A publicação caracteriza-se por ser moderna, com layout e editorial variados e arrojados. Tem um projeto gráfico diferenciado e apresenta assuntos que atendem aos mais diversos interesses (MÓDOLO; JUNIOR, 2007, p. 6).
Uma das características principais desses infográficos é relacionada ao tema da notícia apresentada, pois primeiramente é utilizada a informação visual para subsidiar as informações mais técnicas e pouco acessíveis. São informações que, muitas vezes, o docente possui dificuldade em levar para a sala de aula junto de sua didática, tendo um obstáculo em trazer esse ensino educomunicativo que valoriza o contexto social e cultural desses discentes que vivem numa nova geração de leitores.
Quanto à característica de pesquisa qualitativa, segue-se a concepção de Vergara (2009, p. 42) quanto à investigação empírica, isto é, “a pesquisa foi realizada no local onde ocorreu um fenômeno ou que dispõe de elementos para explicá-lo, que pode incluir entrevistas, aplicação de questionários, testes e observação participante ou não”. Desse modo, na análise qualitativa foram adotados 3 critérios para essa pesquisa: o primeiro refere-se à interpretação: “influenciar a análise textual discursiva no exercício da escrita, elevando seu fundamento enquanto ferramenta mediadora na produção de significados e por isso, em processos recursivos, a análise se desloca do empírico para a abstração teórica, que só pode ser alcançada se os discentes fizerem um movimento intenso de interpretação e produção de argumentos” (MORAES; GALIAZZI, 2006, p. 118). Assim, o professor enquanto facilitador, trouxe palavras-chave sobre os infográficos escolhidos para que os discentes, em grupos, elaborem a análise textual discursiva. O segundo critério refere-se à recontextualização dos infográficos. Para isso, faz-se
clara relação com os contextos particulares em que são produzidos e usados, elaborando uma “desconstrução” dos textos visando a compreensão de seu processo de produção, tornando-se um importante mecanismo de análise discursiva, na medida em que permite localizar as inconsistência dos textos e os pontos em que transgride os limites dentro dos quais foi construído (FAIRCLOUGH 2001 apud SHIROMA; CAMPOS; GARCIA, p. 433).
Dessa maneira, o processo reconstrutivo dos infográficos foi evidenciado através de uma atividade denominada “Como eu vejo o mundo”, em que os alunos, em grupos, receberam a figura de um óculos e nele fizeram a desconstrução dos textos, levando em conta a prévia análise textual discursiva e sua realidade social e cultural. Já o 3º critério foi baseado na ideia de construção da inteligência coletiva e participação emocional, discutido por Aparici (2014) e apresentado nos aportes teóricos deste artigo.
O número e conteúdo dos infográficos escolhidos foram 3, onde classificamos o conteúdo do material pela própria revista. O primeiro (figura 01) infográfico referia-se à Ciência e Tecnologia. O infográfico tem uma estrutura de comparação, mesclando imagem e texto para apresentar os eletrodomésticos mais utilizados e sua durabilidade. Os pequenos textos retratam pesquisas científicas acerca dos objetos, dando informações principais ao leitor:

O segundo infográfico (figura 2) encaixa-se no conteúdo sobre Cotidiano, retratando um tema atual, a violência contra as mulheres. O infográfico mescla a linguagem verbal e não verbal no intuito de apresentar em números sobre as relações que essas mulheres vivem, os casos de maior violência, os lugares mais frequentes de agressão, tipo de parceiros e os tipos de violência existentes

Por último, o terceiro infográfico (figura 03) pertence ao conteúdo Cultura. Entre textos e imagens bem coloridas e distribuídas, o infográfico trata sobre tatuagens, contendo entrevistas de pessoas que possuem tattoos. As entrevistas contêm sobre pessoas que tem a tatuagem como um símbolo de superação, outras que já foram criticadas, outras que foram confundidas com bandidos (retratando o preconceito), as tatuagens mais populares por década, outros motivos de o porquê decidiram tatuar etc.

RESULTADOS
A análise textual discursiva foi subsidiada pelo pressuposto de Moraes e Galiazzi (2006). Assim, optou-se por fazer um quadro explicativo por turma (7º e 9º ano), evidenciando a perspectiva interpretativa de cada grupo no decorrer da atividade, conforme foi explicada a tarefa no campo metodológico.
| GRUPO 1 - Infográfico 2 e Palavras-chave | MULHER | VIOLÊNCIA | MUDANÇAS |
| “Independência, espaço na sociedade”. | “Ainda é muito presente no contexto da mídia, as mulheres não tem o seu papel na sociedade”. | “Comportamentos da sociedade.” | |
| GRUPO 2 - Infográfico 3 | PERSONALIDADES | INFLUÊNCIA | TABU |
| “Uma tatuagem não muda a personalidade da pessoa, porque é só uma figura.” | “Uma tatuagem marca um momento ou uma coisa importante, não existe influência, vem da pessoa.” | “Ainda tem preconceito pelo mundo que muda a personalidade pelo o que os outros acham e que não são inocentes.” | |
| GRUPO 3 – Infográfico 1 | TECNOLOGIA | DESCARTÁVEL | DURÁVEL |
| “Trás coisas novas e cada ano renova com coisas modernas”. | “Computadores, pilhas, lâmpadas etc. São descartáveis pela questão do consumismo (comprar outro).” | “Livros, carros, TV etc. São coisas mais caras, não são acessíveis a todos”. | |
| Grupo 4 – Infográfico 2 | MULHER | VIOLÊNCIA | MUDANÇAS |
| “Delicada, bonita, guerreira, carinhosa e amigável”. | “A mulher sofre agressão, várias morrem, muitas continuam com o marido.” | “Teve pouca mudança quanto à agressão de mulheres, muitas ainda sofrem.” | |
| GRUPO 5 - Infográfico 3 | PERSONALIDADES | INFLUÊNCIA | TABU |
| “A tatuagem tem tudo a ver com a pessoa porque demonstra suas vontades, suas crenças etc.” | “Por manifestação, seja positiva ou negativa, por exemplo, presidiários tem suas tatuagens na cadeia”. | “Preconceito com os gays por ficarem com homens e lésbicas por ficarem com mulheres. Por isso julgamos a demonstração das pessoas, como nas tatuagens”. |
O quadro 01 mostrou que o 7º ano se configurou em 5 grupos e o quadro 02 trará os resultados do 9º ano, divididos em 2 grupos.
| GRUPO 1 - Infográfico 2 e palavras-chave | MULHER | VIOLÊNCIA | MUDANÇAS |
| “Teve muitas conquistas na sociedade, independência. Ainda tem muito tabu na questão da postura da mulher.” | “LGBT’s não são aceitos na sociedade e a violência doméstica ainda é muito presente” | “O mundo precisa de mais aceitações, a sociedade em geral precisa cuidar de si mesmo ao invés de cuidar dos outros.” | |
| GRUPO 2 – Infográfico 1 | TECNOLOGIA | DESCARTÁVEL | DURÁVEL |
| “É usada em nosso dia a dia para ajudar nas necessidades. Tecnologia não depende da classe social, mas uma viagem para o exterior já depende.” | “As pessoas descartam mais livros, celulares, CD, TV, DVD etc. Hoje em dia é mais fácil de comprar, pois tem muito mais comércio e opções de preço”. | “Tudo tem o prazo de validade, nada nessa vida dura”. |
Na análise discursiva do infográfico 01, os grupos de ambas as turmas utilizaram os próprios objetos para descrever seu entendimento, mas deram frases finais retratando o poder do consumismo, cada um à sua maneira. O 9º ano, uma turma de característica mais madura e aberta de opiniões, acredita-se que por mais experiências, deixou em suas palavras um pouco da sua opinião sobre a influência da mídia na compra de produtos, retratado também no ato da fala do grupo (2). Já o grupo do 7º ano (3), deixou a ideia de inovação, mas que ainda faltam acesso a todos, principalmente na compra de produtos maiores, tal qual está na ordem do infográfico. Essa interpretação deu-se pelo que Fairclough (2001, p. 23) reflete como “a compreensão das práticas discursivas e das práticas sociais como recurso para transmitir e informar dados importantes aos leitores”, ou seja, refletiram o seu meio para interpretar o necessário.
Já na interpretação do infográfico 02, algumas palavras repetem-se na análise discursiva, como independência e sociedade (Grupo 1 – 7º ano e Grupo 1 - 9º ano). Entendendo a ideia de Krotz (2007), pode-se refletir que são palavras que fazem parte do metaprocesso do contexto desses alunos. Em outras palavras, a midiatização, vinculada ao momento e ao contexto cultural, foi propiciada pela mediatização dos infográficos. Na turma de 9º ano, evidenciou-se um aspecto diferente da interpretação dos outros dois grupos do 7º ano, pois comentaram sobre os LGBT’S (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) em um infográfico que não retratou esse conteúdo de violência. Contudo, é um assunto que eleva vários fatores sociais, um infográfico que está “imerso na cultura” (CARVALHO, 2013), e foi por isso que se concebeu outras experiências, outros vínculos no campo da educação.
As análises discursivas do infográfico 03 tiveram opiniões bem distintas, como no caso do grupo 2 e grupo 5 (7º ano). O grupo 2 defende que a tatuagem nada tem a ver com a personalidade e que qualquer tipo de preconceito em relação a isso deve ser deixado de lado. Já o grupo 5 tem opinião contrária e por isso acontecem os julgamentos. Vale lembrar que em todos os discursos interpretativos seguiu-se a reflexão de Fogaça (2007, p. 14), em que o professor apenas “media a compreensão de como os discursos circulam nas práticas sociais, contribuindo para a desconstrução de discursos únicos, globais, e colaborando para a reconstrução de práticas sociais fundamentadas em princípios éticos”.
No processo da recontextualização dos infográficos, foram utilizados os aportes de Fairclough (2001) e de Aparici (2014) na ideia de construção da inteligência coletiva e participação emocional, conforme também apresentado na metodologia. Os resultados estão expostos nas figuras 04 (7º ano) e 05 (9º ano).


Nessas artes foram expressos valores sociais, revelando o espaço e a época em que foram desenhadas. No infográfico do grupo 1 (7º ano), foi retratado um desenho da mulher negra como uma representatividade cultural, o desenho da lente esquerda do óculos com o colorido refere-se igualmente a diversidade e o respeito e à direita o sofrimento ainda vivido pelas mulheres, no símbolo das lágrimas vermelhas. O grupo 4 (7º ano) recontextualizou na lente esquerda o sofrimento da mulher sendo violentada pelos seus parceiros(as), e na lente direita o símbolo das cores do movimento LGBT’s, movimento muito comentado na mídia e que eles veem como uma representatividade da mulher. E, o grupo 1 (9º ano), trouxe nas duas lentes sobre esse mesmo movimento, no lado esquerdo a sigla escrita em letras maiúsculas e no lado direito também as cores dessa representatividade. Como a ideia proposta era de um lado os pontos negativos e o do outro os positivos, entende-se que mesmo com as conquistas que os LGBT’s ganharam\ganham na sociedade, ainda há muito preconceito e dificuldades sendo enfrentadas. Tais recontextualizações referem-se ao segundo infográfico (02), que se encaixa no conteúdo sobre Cotidiano, retratando um tema atual, a violência contra as mulheres.
Na representação do grupo 2 (7º ano) elaborou-se na lente esquerda o desenho de uma moça, com um estilo próprio, sem seguir padrões e marcada por tatuagens. Na lente direita foi relembrado um ato que foi muito polêmico na mídia, um rapaz assaltante, que foi “castigado” com uma tatuagem ao invadir um lar. A tatuagem possuía o seguinte jargão “Eu sou vacilão”, como demonstrado no desenho. Já o grupo 5 (7º ano) utilizou do mesmo desenho nas lentes esquerda e direita, através da escrita “Love”, em que no lado negativo seria a crítica das pessoas sobre as simbolizações que cada um escolhe sobre o seu corpo, como o caso desta própria palavra. No lado positivo refere-se ao respeito e amor, tal qual a tradução, às pessoas e suas escolhas com o seu corpo. Essas representações referem-se ao infográfico 03, sobre o tema tatuagens.
O grupo 3 (7º ano), recontextualizando o infográfico 01, apresentou na lente esquerda símbolos de riqueza (cédulas, diamantes e ouro) e no lado direito os produtos considerados por eles mais consumidos e propagados pela mídia. O grupo considerou a lente esquerda como negativa, por essa riqueza tornar as pessoas ambiciosas, e o lado direito como positivo porque ao mesmo tempo, nós seres humanos, temos necessidades de progressão, também no ponto do consumismo. O grupo 2 (9º ano) utilizou de palavras para fazer sua recontextualização sobre o mesmo infográfico. Na lente esquerda nota-se o aspecto positivo, no qual eles explicam que mesmo a mídia tendo poder de consumismo, por isso algumas coisas durarem menos e outras mais, aproveitamos muito na evolução de conhecimento, pesquisa, informação etc. Já na lente direita, com a frase “Manipulação da mídia”, o grupo demonstra que a mídia ainda influencia muito na opinião das pessoas, mesmo com os crescentes aspectos positivos abordados por eles.
Sendo assim, através dessas recontextualizações, puderam-se perceber as transformações que estão ocorrendo no mundo. A sociedade atual é muito complexa, globalizada e não menos na arte e, com isso acontece as expressões nas várias linguagens, como foi no caso desta atividade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Investigar a análise de investigação da linguagem verbal e não verbal em infográficos propostos em sala de aula mostrou-se um exercício proveitoso para compreender a importância dos mesmos no contexto midiático e principalmente, o valor nas práticas educomunicativas.
A veiculação sobre as temáticas dos infográficos permitiu que os discentes tenham ainda maior acesso às informações e o seu papel nas críticas sociais, pois os significados produziram representações sociais que estão presentes nos discursos estabelecidos. O caráter ideológico dessas informações pode ficar encoberto pela prestação de serviço característica da mídia. Já os vários modos de linguagens contribuem para esclarecer o público sobre problemas atuais. Nos infográficos apresentados nesta pesquisa, é possível perceber que são facilitadores e permitem a compreensão do assunto veiculado.
Dessa forma, pode-se afirmar, por meio da análise, que os infográficos auxiliam e facilitam as práticas educomunicativas, dando aos discentes o acesso ao conhecimento especializado, e\ou global e cultural.
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