Globalização em debate: relato de uma sequência didática com alunos do ensino fundamental
Globalization in debate: report of a didactic sequence with elementary school students
Globalización en debate: relato de una secuencia didáctica con alumnos de la enseñanza fundamental
Globalização em debate: relato de uma sequência didática com alunos do ensino fundamental
Research, Society and Development, vol. 8, núm. 6, pp. 01-13, 2019
Universidade Federal de Itajubá

Recepção: 10 Março 2019
Revised: 18 Março 2019
Aprovação: 22 Março 2019
Publicado: 24 Março 2019
Resumo: A globalização é um tema atual e necessário ao debate com os alunos da Educação Básica. Além disso, integra os componentes curriculares de Geografia nos Anos Finais do Ensino Fundamental, especialmente nos 8º. e 9º. anos. Com base nisso, o presente artigo objetivou relatar uma atividade de revisão sobre o conteúdo globalização que foi desenvolvida com uma turma de 9º ano, do Ensino Fundamental, da EMEF Junto ao CAIC Luizinho de Grandi, Santa Maria/RS, em fevereiro de 2019. Essa atividade envolveu debates críticos reflexivos e utilizou diferentes recursos didáticos, potencializando, assim, a arguição dos alunos frente à temática e conduzindo-os a uma interpretação mais consistente do que é e das consequências e potencialidades da globalização. Conclui-se que a sequência didática se mostrou eficaz e contribuiu para dinamizar o espaço pedagógico da sala de aula incitando o pensamento crítico dos alunos e os seus posicionamentos frente ao contexto atual do mundo global.
Palavras-chave: Ensino de Geografia, Globalização, Práticas Pedagógicas.
Abstract: Globalization is a current and necessary topic for the debate with students of Basic Education. In addition, it integrates the curricular components of Geography in the Final Years of Elementary School, especially in the 8th and 9th years. Based on this, the present article aimed to report on a review activity on the content of globalization that was developed with a 9th grade class of Elementary School, EMEF Junto ao CAIC Luizinho de Grandi, Santa Maria/RS, in February 2019. This activity involved critical reflective debates and used different didactic resources, thus enhancing the student’s argument on the subject and leading them to a more consistent interpretation of what is and the consequences and potential of globalization. It was concluded that the didactic sequence proved to be effective and contributed to dynamize the pedagogical space of the classroom by stimulating the student’s critical thinking and their positioning in the current context of the global world.
Keywords: Geography Teaching, Globalization, Pedagogical practices.
Resumen: La globalización es un tema actual y necesario al debate con los alumnos de Educación Básica. Además, integra los componentes curriculares de Geografía en los Años Finales de la Enseñanza Fundamental, especialmente en los 8º y 9º años. Con base en ello, el presente artículo objetivó relatar una actividad de revisión sobre el contenido globalización que fue desarrollada con una clase de 9º año, de la Enseñanza Fundamental, de la EMEF Junto ao CAIC Luizinho de Grandi, Santa Maria/RS, en febrero de 2019. Esta actividad involucró debates críticos reflexivos y diferentes recursos didácticos, potenciando así la argumentación de los alumnos frente a la temática y conduciéndolos a una interpretación más consistente de lo que es y de las consecuencias y potencialidades de la globalización. Se concluye que la secuencia didáctica se mostró eficaz y contribuyó a dinamizar el espacio pedagógico del aula incitando el pensamiento crítico de los alumnos y sus posicionamientos frente al contexto actual del mundo global.
Palabras clave: Enseñanza de Geografía, globalización, Prácticas pedagógicas.
1 Introdução
O famoso e renomado geógrafo brasileiro Milton de Almeida Santos, nascido em 1926 e falecido em 2001, destacou-se por trabalhos em diversas áreas da ciência geográfica chegando a ganhar o prêmio Vautrin Lud, considerado o Oscar da Geografia, em 1994. Dentre suas obras de grande destaque estão “A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção” (Santos, 2006) e “Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal” (Santos, 2008). Nesta última, o autor debateu e aprofundou o entendimento sobre a globalização, tema extremamente relevante a compreensão do mundo atual e de suas dinâmicas e que integra o conteúdo dos Anos Finais da Educação Básica (8º. e 9º. anos).
O livro “Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal”, de Milton Santos (2008), está profundamente relacionado com a educação e para com a responsabilidade dos educadores contemporâneos e também as discussões sobre o que é e como se apresenta a globalização no século XXI, como apontam Batista, Feltrin & Becker (2018). Segundo Santos (2008), é impossível construir uma nova sociedade, uma globalização solidária, sem reestruturar a educação, a escola, o pensamento dominante, a democracia e a ética.
Nesta interface, ao discutir a temática globalização com alunos da Educação Básica, “torna-se interessante utilizar esse importante autor como referência [...], fazendo com que os alunos reflitam sobre as diferentes faces do fenômeno: a fábula, a perversidade e a possibilidade, e também que compreendam o que é o espaço geográfico” (Batista, Feltrin, Becker, 2018, p. 110).
Segundo Santos (2008), a globalização como fábula mostra lado ilusório do mundo global, colocando-o como um espaço onde todos tem acesso aos bens e serviços essenciais a qualidade de vida. Logo, é preciso entender que:
[...] A máquina ideológica que sustenta as ações preponderantes da atualidade é feita de peças que se alimentam mutuamente e põem em movimento os elementos essenciais à continuidade do sistema. [...] Um mercado avassalador dito global é apresentado como capaz de homogeneizar o planeta quando, na verdade, as diferenças locais são aprofundadas. Há uma busca de uniformidade, ao serviço dos atores hegemônicos, mas o mundo se torna menos unido, tornando mais distante o sonho de uma cidadania verdadeiramente universal. Enquanto isso, o culto ao consumo é estimulado. [...] No lugar do fima da ideologia proclamado pelos que sustentam a bondade dos presentes processos de globalização, não estaríamos, de fato, diante da presença de uma ideologização maciça, segundo a qual a realização do mundo atual exige como condição essencial o exercício de fabulações. (Santos, 2008, p. 9).
Por outro lado, a globalização como perversidade expõe todas as mazelas causadas pela exploração do humano pelo grande capital, onde o ser é apenas um recurso (humano) e:
[...] Alastram-se e aprofundam-se males espirituais e morais, como os egoísmos, os cinismos, a corrupção. [...] A perversidade sistêmica que está na raiz dessa evolução negativa da humanidade tem relação com a adesão desenfreada aos comportamentos competitivos que atualmente caracterizam as ações hegemônicas. Todas essas mazelas são direta ou indiretamente imputáveis ao presente processo de globalização. (Santos, 2008, p. 9).
“Todavia, podemos pensar na construção de um outro mundo, mediante uma globalização mais humana” (Santos, 2008, p. 10). Esse outro mundo é plausível a partir da globalização como possibilidade apresenta a necessidade de um mundo mais solidário e comprometido com as gerações futuras, com a sustentabilidade, com a paz entre os povos, com a ética (Batista, Feltrin & Becker, 2018).
Essas interfaces da globalização também são destacadas por David Harvey (1992) em “Condição Pós-moderna”. O pesquisador apresenta todas as contradições geradas pelo encurtamento do espaço-tempo e pelas diferentes fases do capitalismo no mundo global. Com a pós-modernidade, múltiplas formas de alteridade emergem das subjetividades, do individualismo, do comercialismo e do empreendimento. E esse processo desencadeia inúmeras transformações políticas e econômicas no capitalismo, especialmente, após o final do século XX, que afetam a vida nas esferas macro e micro, globais e locais, sociais e subjetivas. Por isso, Harvey (1992) destaca que a condição pós-moderna é uma condição histórica.
Dessa maneira, discutir em sala de aula tais abordagens do mundo global permite outro olhar sobre o espaço geográfico, sobre o encurtamento espaço-tempo e sobre as relações socioespaciais empreendidas pelos estudantes de Ensino Fundamental. Um olhar mais crítico e reflexivo, capaz de fazer compreender como a globalização afeta o seus cotidianos e que faz os estudantes repensarem suas vivências no mundo global e as influências que sofrem e são oriundas desse processo.
Batista, Feltrin & Becker (2018) e Albarello, Becker & Galvão (2019) destacam as potencialidades de debater a globalização com alunos de Educação Básica, destacando respectivamente, uma sequência didática realizada com alunos de Ensino Fundamental em 2018 e os diferentes recursos didáticos multimodais como fonte de estudo da globalização. Essas abordagens ressaltam a importância de debater o mundo global com esses estudantes e reforçam a necessidade de relatos como o presente trabalho para a difusão de práticas docentes inovadoras e que estimulem o debate crítico e o embasamento científico dos conteúdos trabalhados com os estudantes da Educação Básica.
Não basta abordar temáticas tão complexas, multifatoriais e interessantes apenas com base no senso comum. Assim, perde-se a riqueza de detalhamento e se conduz a uma compreensão fragmentária, distante do que se busca com a formação de cidadãos críticos. Trazer Milton Santos e David Harvey para a sala de aula da Educação Básica, adequando-os a linguagem e ao nível de entendimento dos estudantes e associando-os a elementos da cultura que os estudantes se interessam, enriquece a prática pedagógica e estimula os estudantes a pensarem o mundo com bases mais sólidas e menos ingênuas, bem como os estimula a valorizar esses importantes geógrafos. Com base nesses apontamentos, o presente artigo objetivou relatar uma atividade de revisão do conteúdo globalização desenvolvido com uma turma de 9º ano, do Ensino Fundamental, da EMEF Junto ao CAIC Luizinho de Grandi, Santa Maria, RS.
2 Relato sobre a proposta pedagógica referente a globalização desenvolvida com alunos de 9ºano do Ensino Fundamental
A sequência didática sobre globalização foi desenvolvida com uma turma de 9º ano, do Ensino Fundamental, da EMEF Junto ao CAIC Luizinho de Grandi, Santa Maria, RS (Figura 1). Cabe ressaltar que a maioria desses estudantes participou da atividade relatada por Batista, Feltrin & Becker (2018) e, portanto, já apresentavam um embasamento sólido sobre a temática.

Fez-se a retomada do conteúdo para consolidar os conhecimentos construídos no ano anterior, relembrar os conceitos centrais dessa discussão e potencializar as discussões que envolverão os continentes “do Norte” ou “desenvolvidos”, tema a ser abordado no 9º ano ao longo de 2019. Além disso, também se revisou os conhecimentos sobre os continentes americano e africano trabalhados no ano anterior e suas relações com a globalização. Pretendeu-se ressaltar que o mundo não funciona de forma isolada e que determinadas ações tem influência em todo o globo terrestre, essa concepção irá facilitar os debates que serão desenvolvidos no restante do corrente ano e o entendimento de questões atuais como a dos refugiados, dos problemas ambientais, das crises políticas, entre outros.
A sequência didática visou trabalhar integrando ferramentas pedagógicas que aproximassem os estudantes da discussão a ser realizada: os clipes de músicas, a charge e o texto verbal. Assim, inicialmente se revisou teoricamente os conceitos de globalização (como fábula, como perversidade e como possibilidade) de Milton Santos, bem se debateu o encurtamento espaço-tempo defendido por Harvey (1992). Para isso, trabalhou-se com breves textos com sínteses das ideias dos autores para leitura e questões elaboradas pela professora para nortearem o trabalho.
Após essa retomada inicial e visando fazer com que os estudantes aplicassem os conhecimentos sobre globalização adquiridos na sequência didática relatada em Batista, Feltrin e Becker (2018) e com a revisão teórica, buscou-se identificar os elementos da globalização no clipe “Medicina” da cantora brasileira Anitta. As músicas da artista fazem parte do cotidiano dos alunos e isso os estimulou a entrarem na discussão. Eles consideraram as imagens e a parte visual do clipe e concluíram que expõem as características da cultura global na medida em que apresenta uma brasileira, cantando em espanhol e ressaltando inúmeros povos do mundo como se pode observar em alguns trechos capturados da Plataforma Virtual Youtube® e apresentados na Figura 2.

A partir dessa abordagem inicial que mostra a mundialização da cultura, a integração dos povos e que apresenta a globalização como possibilidade de um mundo mais feliz e solidário, os estudantes foram convidados a pensarem em músicas que conheciam e que, assim como a música de Anitta, apresentassem as características e elementos referentes ao mundo global ou que falassem da globalização. Eles destacaram as músicas dos Mamonas Assassinas[i], pois essas misturam palavras em diferentes idiomas e remontam uma época de forte influência americana no Brasil no pós Guerra Fria (visão da globalização como fábula, pois é uma integração superficial das culturas). Além disso, destacaram a música “Globalização: o delírio do Dragão”[ii], da Tribo de Jah, que faz uma consciente crítica ao processo de globalização e que já foi discutida por Batista & Auzani (2013) com maior destaque. Essa abordagem pode ser entendida frente às características da globalização como perversidade, pois apontam as contradições do processo de mundialização da economia e das mazelas sociais. E, também, mencionaram as características do “Funk Ostentação” que ressalta as diversas marcas e produtos do mundo global como a fonte de felicidade e que remete a globalização como fábula. Porém, sobre essa última não destacaram nenhuma música, em especial. Apenas comentaram sobre o gênero musical.
A articulação entre os saberes sobre globalização e os clipes e os ritmos musicais despertou a curiosidade dos alunos sobre o debate e fomentou as suas interações. Após essa discussão acerca da globalização e da música, os estudantes analisaram a charge elaborada por Carlos Ruas, de Um Sábado Qualquer (USQ), apresentada na Figura 3, como forma de sistematização dos debates realizados e de consolidação dos conhecimentos em foco. Na charge, os personagens “Deus” e “Adão” analisam o processo de globalização e da expansão acelerada do processo de mundialização da economia, com isso se procurou destacar as potencialidades e fragilidades da globalização e articular argumentos prós e contra esse fenômeno pós-moderno.

Despois dessa análise, os estudantes elaboraram textos argumentativos destacando seu entendimento sobre a globalização. Como forma de exemplificar essa etapa da sequência didática, foram selecionadas (por sorteio) três redações criadas pelos educandos que demonstram os conhecimentos construídos e que enfatizam a colaboração da proposta com as suas aprendizagens sobre a temática.
No texto da Figura 4, o autor demostra interesse em destacar como imagina o mundo sem o processo global ou com a globalização em ritmo menor que a observada. É interessante destacar a concepção de cultura apresentada no trabalho: expõe uma visão crítica e aberta ao novo, que compreende que apresar dos problemas trazidos por esse contexto também há ganhos culturais nas trocas com o diferente e, mais do que isso, há um posicionamento contrário ao processo homogeneizador que se pretende com a globalização da cultura. Para o estudante a cultura é diversidade e a globalização precisa respeitar e contribuir para isso para que, assim, tenha sentido a sua existência.

O texto da Figura 5 ressalta a atualidade do tema globalização e a necessidade de compreendê-la para entender o mundo e o espaço geográfico. Aponta a sua interdependência com o sistema capitalista e apresenta suas dimensões de integração econômica, política, social e cultural a nível planetário, bem como os problemas que ela gera. Mostra um posicionamento que se pretende imparcial e crítico sobre o processo global, ressaltando os seus prós e contras e evidenciando que compreende o processo de globalização com clareza e discernimento.

De maneira semelhante, o texto da Figura 6 conceitua a globalização com base nas concepções dos autores que foram debatidos nas aulas de Geografia e destaca suas vantagens e desvantagens, trazendo marcadores que demostram que o estudante entende o processo de globalização nos três níveis: fábula, possibilidade e perversidade.

Assim, as três produções permitem afirmar que os conhecimentos sobre a globalização foram consolidados entre os estudantes de 9º ano e que eles estão aptos para debaterem e se colocarem crítica e conscientemente sobre esse processo. As demais atividades desenvolvidas motivaram os estudantes a pensarem a globalização e a retomarem conhecimentos debatidos no ano anterior, consolidando os saberes frente à temática.
As diferentes linguagens empregadas na prática elucidam a necessidade do professor utilizar diferentes ferramentas para se aproximar dos alunos e fazê-los pensar sobre as temáticas geográficas que estão no seu cotidiano e que talvez passassem despercebidas se não abordadas com o devido cuidado. Os textos apresentados (e não apresentados no artigo) e os debates empreendidos em sala de aula corroboraram a eficiência da proposta desenvolvida e enfatizaram o entendimento dos estudantes frente a esse relevante tema que necessita ser trabalhado nos Anos Finais do Ensino Fundamental e ao longo de toda a formação intelectual dos discentes.
3 Conclusão
A globalização é um processo muito importante para a compreensão do mundo na contemporaneidade e que está intimamente ligado a educação e aos debates geográficos cotidianos em sala de aula. Por meio de seus meandros a globalização influencia a vida em macro e micro escalas, interfere na cultura e nas escolhas sociais e subjetivas dos indivíduos. Por isso, precisa ser entendida a fundo e seu debate aprofundado com os estudantes de Ensino Fundamental. Não basta olhá-la superficialmente. É preciso refletir sobre todos os impactos causados pela mundialização da economia, da cultura, dos problemas ambientais, das relações que se dão a nível global, do encurtamento espaço-tempo, da aldeia global, entre outros.
Com o desenvolvimento da sequência didática, observou-se grande envolvimento dos estudantes com a temática e muita dedicação na realização de todas as atividades e nos debates e posicionamentos frente à globalização. Verificou-se que interação com as diferentes linguagens e formas de exposição/demonstração do conteúdo promoveu o debate crítico e reflexivo entre os discentes, fazendo-os compreender com mais facilidade esse tema relevante, complexo e multifatorial. Portanto, conclui-se que a sequência didática se mostrou eficaz e contribuiu para dinamizar o espaço pedagógico da sala de aula incitando o pensamento crítico dos alunos e os seus posicionamentos frente ao contexto atual do mundo global.
4 Referências
Albarello, P. S., Becker, E. L. S. & Santos, E. A. G. (2019). Sequência Didática Interdisciplinar para o Letramento a partir do tema “globalização”: Reflexões para a formação de professores. In: Research, Society and Development, 8 (5), p. 1-21.
Batista, N. L., Cassol, M. S. & Feltrin, T. (2018). Uma sequência didática para integrar saberes ambientais nos sextos anos do Ensino Fundamental. Revista Ensino de Geografia (Recife), 1 (3), p. 152-165.
Batista, N. L., Feltrin, T. & Becker, E. L. S. (2018). Pensando a Globalização com alunos do Ensino Fundamental: um relato de prática. In: Revista Ensino de Geografia (Recife), 1 (2), p. 108-119.
Batista, N. L. & Auzani, G. M. (2013). Ser ou não ser professor(a)? In: Rodrigues, R. V.; Boeira, C. S., Brond, A. & Caron; M. S. O pibid na uri III. Ed. Frederico Westphalen, RS: URI, 2 (1), p. 228-238.
Harvey, D. (1992) A condição pós-moderna. 17 (1). São Paulo: Loyola.
Santos, M. (2008). Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro, RJ: Record.
Santos, M. (2006). A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo.
Porcentagem de contribuição de cada autor no manuscrito
Natália Lampert Batista – 100%
Notas