As avenidas da minha cidade: observações a respeito das nomenclaturas

The avenues of my city: observations on the nomenclatures

Las avenidas de mi ciudad: observaciones sobre las nomenclaturas

Leonardo Mendes Bezerra
Universidade Estadual do Maranhão, UEMA/Câmpus Balsas, Brasil

As avenidas da minha cidade: observações a respeito das nomenclaturas

Research, Society and Development, vol. 8, núm. 8, pp. 01-18, 2019

Universidade Federal de Itajubá

Recepção: 20 Maio 2019

Revised: 27 Maio 2019

Aprovação: 28 Maio 2019

Publicado: 02 Junho 2019

Resumo: Os espaços arquitetados e edificados pelos sujeitos possuem vidas e contam histórias. O ambiente habitado pelas pessoas é uma representação da sua identidade e da sua cultura concebidas esteticamente. Os nomes dos locais podem estar associados às diversidades de classificação taxonômicas. Diante disso, o artigo tem o objetivo de apontar alguns elementos históricos, empíricos e linguísticos da microtoponímia da cidade de Anápolis (GO), por meio dos nomes oficiais das principais avenidas da cidade. Para tanto, realizou-se uma pesquisa bibliográfica a respeito das teorias toponímicas, da visão histórica da referida cidade. Como resultado, percebeu-se que, na amostra selecionada, as avenidas estudadas possuem duas categorias taxonômicas que são: Corotopônimos e Antropotônimos. Ambas as categorias foram discutidas sob a luz da história registrada de Anápolis e também com elementos empíricos percebidos sobre as nomenclaturas.

Palavras-chave: Anápolis, Avenidas, Toponímia.

Abstract: The spaces designed and built by the people have lives and tell stories. The environment inhabited by people is a representation of their identity and culture represented aesthetically. Names of sites may be associated with diversities of taxonomic classification. Therefore, the article aims to point out some historical, empirical and linguistic elements of the microtoponymy of the city of Anápolis (GO), through the official names of the main avenues of the city. For this, a bibliographical research was carried out on toponymic theories, on the historical view of the city. As a result, it was noticed that, in the selected sample, the studied avenues have two taxonomic categories that are: Corotoponimos and Antropotonimos. Both categories were discussed in light of the recorded history of Anápolis and also with perceived empirical elements on nomenclatures.

Keywords: Anápolis, Avenue, Toponymy.

Resumen: Los espacios arquitectónicos y edificados por los sujetos poseen vidas y cuentan historias. El ambiente habitado por las personas es una representación de su identidad y de sus culturas representadas estéticamente. Los nombres de los locales pueden estar asociados a las diversidades de clasificación taxonómica. En este sentido, el artículo tiene el objetivo de apuntar algunos elementos históricos, empíricos y lingüísticos de la microtoponimia de la ciudad de Anápolis (GO), por medio de los nombres oficiales de las principales avenidas de la ciudad. Para ello, se realizó una investigación bibliográfica acerca de las teorías toponímicas, de la visión histórica de dicha ciudad. Como resultado, se percibió que, en la muestra seleccionada, las avenidas estudiadas poseen dos categorías taxonómicas que son: Corotopónimos y Antropotones. Ambas categorías fueron discutidas bajo la luz de la historia registrada de Anápolis y también con elementos empíricos percibidos sobre las nomenclaturas.

Palabras clave: Anápolis, Avenidas, Los nombres de lugares.

1. Introdução

Os espaços construídos pelos seres humanos, como por exemplo: praças, ruas, avenidas... contam histórias. Os espaços e a cultura de um povo são indissociáveis pelo fato de que os seres humanos se organizam em sociedades que lhe proporcionam suportes para sobrevivência. Assim, pode-se dizer que o ambiente que os seres humanos habitam é parte da sua identidade. Habitar um local é sinônimo de conhecê-lo, transformá-lo e também humanizá-lo (Bonnemaison, 2000).

O ambiente habitado pelas pessoas é transformado e humanizado, pois se trata de um espaço cultural que é determinado pelo território geográfico, histórico, politico e cultural. Para organizar o espaço que o ser humano ocupa, são necessários organização e referenciamento. Para referenciar é necessário atribuir nomes, é preciso “batizar” os lugares.

Nesta perspectiva, de verificar os nomes dos lugares, a toponímia apresenta-se como um caminho interessante, pois os nomes dos lugares tem um grande potencial de revelar os traços culturais, de identidade e de memória da comunidade anapolina.

Os nomes das localidades podem definir tanto os lugares como as pessoas, pois, os nos estudos pioneiros tinham o escopo de coletar, classificar e procurar entender as origens para os nomes dos lugares, somente como provas acarretais das conexões com a totalidade que acompanha os fenômenos humanos (Zelinsky citado por Seemann, 2005).

Diante disto, este estudo tem-se como relevância social a possibilidade de produzir conhecimentos introdutórios que poderão ser atribuídos ao estudo histórico, relacionados ao município, pois a medida que um determinado nome tem uma referencia, este, por sua vez, se se converte em significado que pode representar o entendimento dos aspectos históricos da região.

Estruturalmente, este artigo inicia-se com algumas considerações acerca das teorias toponímicas com foco nos seguintes autores: Dick (1990, 1995, 1996), Sartori (2010), Misturini (2014). No tocante ao percurso metodológico do trabalho autores como Lakatos e Marconi (2001) e Dick (1990) colaboraram para a construção dos elementos que compõe o processo de investigação. Posteriormente Polonial (2000, 2007), Castro (2004) entre outros contribuíram para a exposição de uma breve visão a respeito da cidade de Anápolis. Por último, organiza-se o resultado da pesquisa que foram taxonomicamente categorizadas em: Antropotopônimos e Corotopônimos.

2. Considerações a respeito da toponímia

O ramo da linguística que se ocupa do estudo da etimologia, evolução, transformação e explicações dos nomes é a Onomástica, que é uma das disciplinas que integram a Lexicologia. A Antroponímia e a Toponímia são compreendidas pela Onomástica; a primeira se ocupa com o estudo dos nomes próprios de pessoas, o segundo tem como objeto d estudo os nomes próprios dos lugares, assim como suas origens, evolução, alteração e sentido (Sartori, 2010).

A toponímia é definida enquanto estudo da etimologia dos nomes dos lugares. A análise toponímica é comumente restritiva aos elementos linguísticos e históricos, é de fato um processo político e cultural que faz jus no enfoque que ultrapassa o nome atribuído a uma localidade (Seemann, 2005).

Já nos estudos de Misturini (2014) verificou-se que o ato de dar nomes aos lugares sempre foi uma atividade exercida pelo ser humano. Afirma também, que esse fato é observado em obras antigas da história mundial, demostrando que a prática em nomear lugares era muito costumeira. Assim, surgem os topônimos de modo espontâneos ou não, que podem ser revelados pela presença linguística de um determinado local.

Isso implica dizer que o ato de criar nomenclaturas para as localidades descortina-se nos elementos que compõe alguns operadores simbólicos. Neste sentido, cabe dizer que Cardoso (2006) e Cuche (2002) citado por Misturini (2014, p. 19)

[...] apresenta alguns operadores simbólicos que atuam nesses jogos contrastivos de inclusão e exclusão, tão presentes na construção das identidades sociais. São eles: a terra ou o território, a história (real ou suposta), o sangue, a língua, a propriedade e o caráter. Seguindo essa linha de raciocínio, podemos entender a identidade social como aquilo que distingue um grupo do outro. Ela, necessariamente, pressupõe diferença, a qual é criada, principalmente, pelo anseio de fazer-se diferente, o que acarreta o surgimento de certos marcadores de identidade.

Percebe-se que a identidade e a sua diversidade de influências culturais na formação dos topônimos, que podem carregar em sua essência características geográficas, sociais, econômicas e culturais de uma região.

A respeito da perspectiva histórica e antropológica, considera-se a denominação das nomenclaturas dos lugares, como tomada de posse da região, do espaço levando em consideração questões de cunho das ciências sociais. Diante disto, esse “batismo” dos lugares é considerado por Carter (citado por Seemann, 2005) como forma de fazer história espacial que se origina e finda com a língua. Pelo ato de atribuir nomes, o espaço é simbolicamente transformado em lugar que é um espaço transformado pela história.

Sendo assim, para se fazer uma análise profunda a respeito dos topônimos é necessária uma pesquisa interdisciplinar, ou seja, é preciso explorar outras áreas do conhecimento e buscar elementos nos estudos antropológicos, históricos e sociológicos, por exemplo, para erigir um conhecimento. Para isso, os aspectos extralinguísticos subsidiarão sobre o nome (Sartori, 2010).

Fagion, Dal Carno & Frosi (2008 citado por Misturini, 2014) afirma que os topônimos são sinais que indicam a cultura, a história e a linguagem de uma população. Isso se torna importante, pois, os topônimos proporcionam informações relativas à história de uma localidade, daqueles que aí nasceram, cresceram, estudaram, trabalharam e viveram, também como aqueles que merecem ser homenageados.

Neste raciocínio, algumas localidades podem aludir aos fatos e as datas significativas que traduzem devoções, sentimentos, reconhecimentos e homenagens com o intuito de conhecer, de reconhecer e de reconhecer os valores históricos (Misturini, 2014).

Numa outra visão a respeito dos topônimos de uma localidade, cabe informar que Seemann (2005) expõe que corriqueiramente, no Brasil, homenagear sujeitos vivos, políticos se autohomenageiam em nomes de ruas, bairros, conjuntos habitacionais etc.

Para se fazer um estudo toponímico é preciso seguir caminhos metodológicos específicos, que enfatizam a importância da investigação das toponímias no domínio cultural, social, linguístico e histórico, sob a ótica de determinadas classificações científicas, que favorecerão e promoverão as explicações dos seus sentidos que se encontram sistematizadas nas tipologias toponímicas.

2.1 Tipologias toponímicas

As categorias dos topônimos quanto a sua taxionomia de natureza física estão relacionados com as características relacionadas a natureza e suas manifestações. Fundamentadas nos estudos de Dick (1990), Sartori (2010) apresenta as seguintes taxonomias dos topônimos, quanto as suas características naturais e físicas: 1. Astrotopônimos (relativos aos corpos celestes); 2. Cardinotopônimos (relativos às posições geográficas); Cromotopônimos (relativos à escala cromática); 3. Dimensiotopônimos (relativos às dimensões dos acidentes geográfico); Fitotopônimos (relacionado índole vegetal); 4. Geomorfotopônimos (relativos às formas topográficas); 5. Hidrotopônimos (relativos a acidentes hidrográficos); 6. Litotopônimos (relativos aos minerais à constituição do solo); 7. Meteorotopônimos (relativos a fenômenos atmosféricos); 8. Morfotopônimos (formas geométricas); 9. Zootopônimos (referentes aos animais).

Esses topônimos que estão relacionados às características físicas da natureza, possuem relação com aquilo que é vital, que faz parte do universo físico que possui uma qualidade essencial. Também, percebe-se que essas características físicas e naturais podem ser referenciadas num domínio geral de uma diversidade de seres vivos e em alguns casos aos processos que se associam com um determinado objeto inanimado.

Outra categoria de topônimo que se relaciona com os aspectos culturais e antropológicos estão pautados entre si, pois a cultura na visão de Laraia (2006) a cultura é uma definição complexa e genérica, que foi elaborada por Edward Tylor, que inclui as crenças, a moral, a lei, o conhecimento, os costumes e hábitos, e as capacidades adquiridas pelos seres humanos que estão inseridos na sociedade. Diante disto, cabe dizer que as categorias toponímicas que se fundamentam na cultura e na antropologia são classificadas Dick (1990, 1995, 1996) e referenciada por Sartori (2010), conforme apresentas no Quadro 1:

Quadro 1 –
Classificações toponímicas
Classificação Explicação da categoria toponímica Exemplo
Animotopônimos ou Nootopônimostopônimos relacionados à vida psíquica, à cultura espiritual, e abrange todos os produtos do psiquismo dos seres humanoVitória (ES)
Antropotopônimostopônimos referentes aos nomes próprios individuaisArroio Barbosa (RS)
Axiotopônimostopônimos relacionados aos títulos e dignidades que acompanham nomes próprios individuais.Doutor Pedrinho (SC)
Corotopônimostopônimos relativos a nomes de continentes, países, estados, regiões e cidades.Uruguai (MG)
Cronotopônimostopônimos relativos aos indicadores cronológicos representados pelos adjetivos novo(a), velho(a).Velha Boipeba (BA)
Ecotopônimostopônimos referentes às habitações em geralCasa da Telha (BA)
Ergotopônimostopônimos atinentes aos elementos da cultura material.Jangada (MT)
Etnotopônimostopônimos relativos aos elementos étnicos: castas, povos, tribos.Guarani (PE)
Dirrematopônimostopônimos constituídos de frases ou enunciados lingüísticosHá Mais Tempo (MA)
Historiotopônimostopônimos relacionado aos movimentos histórico, a seus membros e às datas comemorativas.Vinte e Um de Abril (SP)
Hierotopônimostopônimos concernentes aos nomes sagrados de diversas crenças, a efemérides religiosas, às associações religiosas e aos locais/ambientes onde ocorrem os cultos. Essa categoria se subdivide: Hagiotopônimos e Mitotopônimos.Capela (AL)
1.Hagiotopônimos: representado pelos nomes de santos ou santas do hagiológio católico romano.Santa Tereza (GO)
2.Mitotopônimos: atinentes às entidades mitológicas.Ribeirão do Saci (ES)
Hodotopônimostopônimos atinentes às vias de comunicação urbana ou ruralCórrego do Atalho (GO)
Numerotopônimostopônimos relativos aos adjetivos numeraisDuas Barras (BA)
Poliotopônimostopônimos compostos pelos vocábulos aldeia, vila, arraial, povoação, cidadeRio da Cidade (RJ)
Sociotopônimostopônimos concernentes às atividades profissionais, aos locais/ambientes de trabalho e também aos pontos de encontro dos componentes de uma comunidade.Córrego Engenho Novo (MG)
Somatopônimostopônimos utilizados em relação metafórica a partes do corpo, sejam humanos ou animais.Igarapé do Dedo (RR)
Fonte: Sartori (2010) Elaboração: Leonardo M. Bezerra

3. Metodologia

Este estudo orientou-se nas orientações de Lakatos & Marconi (2001) em que refletem sobre a metodologia exploratória e descritiva. No tocante ao procedimento de pesquisa exploratória, cabe informar que deve ser planejado e elaborado de modo a definir e delimitar de forma segura a escolha das teorias trabalhadas, que sustentam os objetivos e colaborar na elaboração de instrumentos de coleta de dados. No que se refere ao procedimento descritivo fez-se necessário definir os modelos que orientaram a coleta e a interpretação de dados. A investigação teve como objeto de estudo os nomes das principais avenidas da cidade de Anápolis.

Para concretizar a investigação, fez-se necessário um estudo bibliográfico que se fundamentou nas teorias acerca da história do Brasil, de Goiás e de Anápolis. Assim como, no estudo do Plano Diretor Participativo, de 2006, da referida cidade para identificar as principais avenidas.

Foram selecionadas cinco avenidas que são: Avenida Brasil, Avenida Goiás, Avenida Mato Grosso, Avenida Fernando Costa e Avenida Pedro Ludovico. Derradeiramente, os resultados apresentados estão organizados e discutidos em conformidade com as taxonomias toponímicas e baseados na representação histórica dos nomes das referidas avenidas.

4. Resultados e discussão

4.1 A abrangência regional do estudo: Anápolis/Goiás

Segundo Alves (2014), o território que hoje se localiza a cidade de Anápolis iniciou-se em meados do século XVIII devido à dinâmica de tropeiros, que buscavam ouro nas vilas de Meia Ponte, atual Pirenópolis, e Corumbá. Com a exaustão do ouro na localidade, muitos desses tropeiros viajantes optaram residir na região, em especial, nas margens do Ribeirão das Antas.

O desenvolvimento do estado de Goiás iniciou-se em um processo de movimentações econômicas das atividades comerciais intermediadas no inicio do século XIX pelos tropeiros. Esse processo ocorreu pelo fato da economia estadual ser fechada em relação às dinâmicas da economia nacional do Sudeste do Brasil. A inserção de Anápolis com as dinâmicas econômicas do sudeste surgiu de forma mais efetiva com a abertura das fronteiras, com a chegada da Ferrovia, o que favoreceu a cidade ser um eixo economicamente integrador, implicando assim, o desenvolvimento da população e da economia, pois Anápolis tornou-se um ambiente de troca de mercadorias com as demais regiões do Estado (Freitas, 2002, Polonial, 2007, Soares, Pinto, Macedo & Moraes, 1999).

Nesse contexto, Castro (2004) e Polonial (2000, 2007) concordaram ao apontar que o município de Anápolis carrega, na sua trajetória histórica, uma vocação comercial. Atualmente, é considerada a capital industrial do cerrado, por estar estrategicamente localizada entre a capital federal e a capital estadual, assumindo a possibilidade de município, referência nas mediações do crescimento das diversas regiões do Brasil.

Geograficamente, Anápolis possui localização estratégica, localizada a 57 km de Goiânia e 140 km de Brasília, formando um assim um eixo integrador com as duas capitais, conforme expresso na Figura 1.

Localização do município de Anápolis
Figura 1:
Localização do município de Anápolis
Fonte: Anápolis-GO (2006)

Ligada a capital estadual pela rodovia federal BR 060/153, ao norte do país pela BR 153 e a cidade de Corumbá pela BR 414, pela capital federal pela BR 060, pela cidade de Leopoldo de Bulhões pela rodovia estadual GO 330, a Gameleira de Goiás pela GO 437, a Nerópolis pela GO 222 (Anápolis, 2006).

A figura 2 apresenta a malha rodoviária que passa pelo município de Anápolis-Goiás.

Visão da malha rodoviária da cidade de Anápolis-GO
Figura 2:
Visão da malha rodoviária da cidade de Anápolis-GO
Fonte: Google Maps (2019)

A população de Anápolis, em 2010 é de 334.613 habitantes e com uma estimativa de 381.970 habitantes para o ano de 2018, além de localizar-se na mesorregião de Centro Goiano (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE], 2018).

Historicamente, os estudos de Godinho, Mesquita & Ferreira (2006) corroboram com os de Freitas (2002), Castro (2004) e Polonial (2007) ao apontarem que o referido município possui um histórico vocacional para o comércio e para a indústria, o que tem contribuído ao longo das décadas para o desempenho da emergente economia de Goiás. Um fator que marcou foi a implantação do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA) na década de 1970 e no final da década de 1980, passou a ser referencia no Brasil e no exterior com a implantação do polo farmoquímico, referência nacional na produção de medicamentos genéricos.

Assim, possui hoje uma grande importância para o estado de Goiás, pois com o DAIA e o Porto Seco a cidade se tornou potencial/estratégica resultado da nova configuração espacial estabelecida com o Porto Seco, podendo citar como novidade estratégica a plataforma logística multimodal que realiza o escoamento dos produtos através de vários modais, agilizando o processo de circulação. Desta forma, o Porto Seco se destaca em operações nos negócios de exportação e importação, onde os principais produtos estão entre a soja, a cerâmica e principalmente produtos farmacêuticos, dinamizando e consolidando seu espaço na dinâmica econômica brasileira (Godinho, Mesquita & Ferreira, 2006, p.3)

Macedo (citado por Bezerra, 2008) esclarece que além do município ser área de segurança nacional, representada pela implantação da base Aérea na década de 1970, também conta com outras potencialidades, que são ferramentas essenciais que alavancam o desenvolvimento de Goiás.

Essas potencialidades são a Plataforma Logística Multimodal que integram o Porto Seco, o aeroporto e os ramais que dão acesso às ferrovias e as rodovias com ênfase nas ferrovias Centro-Atlântica e a Norte Sul que tem em Anápolis o quilometro zero (Bezerra, 2008).

Para melhor apresentar algumas considerações percebidas em cada uma das taxonomias, agrupou-se em categorias.

4.2 Primeira categoria taxonômica: corotopônimos

Em conformidade com os estudos de Dick (1990) se referem aos topônimos que se relacionam a nomes de cidades, de estados, de regiões, de países e de continentes. Diante disso, cabe informar que se classificam nessa taxonomia as seguintes avenidas: Brasil, Goiás e Mato Grosso.

No tocante a Avenida Brasil, apresenta-se, no Quadro 2, os elementos essenciais do estudo investigativo.

Quadro 2 –
Avenida Brasil
Topônimo Brasil
Área de abrangência - Maior, mais movimentada e mais importante via arterial da cidade - Tem uma extensão de aproximadamente 14 km- Dividida em três segmentos: sul, centro e norte
Taxonomia Corotopônimo
Informações gerais - Possui grande variedade comercial - Abriga Shopping, Câmara Municipal, Centro Administrativo, Estádio Jonas Duarte, Terminal Rodoviário, grandes lojas de materiais para construção, grandes concessionárias de veículos, hotel, grandes centros de distribuição atacadista, escola, entre outros.

Historicamente, a região que hoje é ocupada pelo Brasil, era habitada por indígenas ameríndios. Em 1500, com a chegada dos portugueses, tendo como líder da expedição, Pedro Alvares Cabral, a região passou a ser colônia de Portugal e nesse período Frei Vicente do Salvador, Pero de Magalhães e João de Barros concordaram em informar que a origem do nome Brasil advém do “pau brasil”, que tinha como significado madeira da cor de brasa (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE], 2012).

Atualmente, o Brasil é o maior país da América Latina em território estando na quinta colocação mundial de maior país. É majoritariamente o único país da América onde se fala a língua portuguesa e mundialmente é o maior país com falantes desta língua (IBGE, 2012).

Entretanto, no que diz ao topônimo Brasil, cabe informar que é o nome da avenida é uma homenagem à República Federativa do Brasil. Informação que corriqueiramente são ouvidas é que a Avenida Brasil recebeu esse nome porque estamos no Brasil e por estar no Brasil a avenida ganhou esse nome como forma de reconhecer a nossa pátria.

Assim como em Anápolis, a cidade do Rio de Janeiro também tem uma avenida com o nome de Avenida Brasil. Acredita-se que em outras cidades também tenham o nome Brasil em avenidas. Já me disseram que no Rio de janeiro é uma das maiores avenidas. Aqui em Anápolis também é uma das maiores avenidas e mais importantes avenidas.

Em Anápolis, são aproximadamente 14 quilômetros de extensão que percorre a cidade de norte ao sul nela contem órgãos públicos tais como Câmera municipal de Vereadores, Centro administrativo, um número significativo de concessionárias de automóveis assim como grandes lojas de matérias de construção e centros de distribuições atacadistas.

Isso reforça o que Polonial (2000, 2007), Soares, Pinto, Macedo & Moraes (1999) e Bezerra (2008) informaram que Anápolis possui uma vocação comercial e industrial acentuadas que alavancam a economia do centro-oeste brasileiro.

Quadro 3 –
Avenida Goiás
Topônimo Goiás
Área de abrangência - Principal avenida que liga o Centro com o Bairro Jundiaí - Principal eixo de ligação entre as regiões oeste e leste.
Taxonomia Corotopônimo
Informações gerais - Possui lojas de roupas, calçados, lotéricas, cosméticos e perfumarias, livrarias, papelarias, comércio atacadista e varejista em geral.

Vasconcelos (1974) informa que ainda não se sabe com precisão a origem do topônimo Goiás, que anterior era grafado: Goyaz. De modo usual, percebe-se que o termo teria vindo de uma suposta tribo indígena chamada Goiases, que teria se fixado na região que se encontra a antiga capital estadual.

De acordo com Anápolis (2006) e Damásio Educacional (2015), atualmente o Estado que se localiza na região do Centro-Oeste, no Planalto Central do Brasil possui um território de 340.086 km², tendo suas delimitações pelos seguintes estados: sudoeste (Mato Grosso do Sul), Oeste (Mato Grosso), Nordeste (Bahia), Norte (Tocantins), Leste, Sul e Sudeste (Minas Gerais) e a Leste (pelo Distrito Federal)

Percebeu-se que o nome Goiás em uma avenida é para homenagear o estado, corriqueiramente ouve-se da população que não sabe a origem do nome Goiás, acreditam que foi em homenagem ao nome Estado. Também acreditam que esse nome Avenida Goiás é realmente muito bonito porque representa o valor que dá à Unidade Federativa. É uma forma de homenagear o Estado que abriga o município, de Anápolis.

Assim, o nome Avenida Goiás é uma homenagem ao topônimo Goiás (referindo-se a unidade federativa). Em Anápolis é a principal via que liga as regiões leste e oeste. Destaca-se também que é a principal avenida que conecta a região central da cidade com o mais antigo bairro da cidade, que é o Jundiaí. A avenida é muito bem representada por um forte comércio de vestuário, de calçados, de cosméticos, livrarias entre outras.

O resultado da análise, que ora apresenta-se, no Quadro 4, é o da Avenida Mato Grosso.

Quadro 4 –
Avenida Mato Grosso
Topônimo Mato Grosso
Área de abrangência - Faz parte do corredor leste /oeste
Taxonomia Corotopônimo
Informações gerais- Possui comércio bem diversificado.

O que atualmente se conhece pelo nome de Mato Grosso já foi território de domínio da Espanha, considerando os limites geográficos estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas. No início do século XVII com a descoberta do ouro, proporcionou a região uma aceleração do povoamento e com isso Portugal criou a capitania de Mato Grosso (Figueiredo, 1999).

Entretanto, atualmente, o cultivo de soja que foi implantado na década de 1980 e impulsionado pelo governo federal cresceu fortemente e também incluiu a expansão da criação de bovinos. Esse crescimento tem desencadeado conflitos entre indígenas e posseiros por terras e proporcionando também um problema ambiental, que é o desmatamento.

Logo após apresentada às informações a respeito dos topônimos que se relacionam com as nomenclaturas de cidades, de unidades federativas, continentes, e países, tem-se a seguir os resultados das avenidas, que são taxonomicamente classificadas como antropotônimos.

4.3 Segunda categoria taxonômica: antropotônimos

De acordo Dick (1990, 1996) os topônimos que se relacionam aos nomes próprios individuais são chamados de Antropotopônimos. O Quadro 5 aponta os resultados da Avenida Fernando Costa.

Quadro 5 –
Avenida Fernando Costa
Topônimo Fernando Costa
Área de abrangência - Principal via da Vila Jaiara - Abrange toda Vila Jaiara
Taxonomia Antropotopônimo
Informações gerais - Possui comércio diversificado e residências.- Possui shopping, escolas e uma Faculdade Particular.

Fernando Costa foi uma pessoa que estava ligada a algum governo ou alguma política nacional. As pessoas se questionaram bastante a respeito do sujeito, Fernando Costa, que deu nome a avenida. De acordo com as informações de Alves (2014, p. 3), a referida avenida tinha outro nome e foi substituído pelo nome Av. Fernando Costa – Quem foi Fernando Costa? – no governo presidencial de Getúlio Vargas, foi ministro da Agricultura no Governo Vargas e amigo de Luiz de Godoy.

A informação anterior reforça a ideia de que Fernando Costa realmente exercia um cargo público de Ministro da agricultura no governo de Getúlio Vargas. Neste sentido, cabe informar que a Avenida Fernando Costa é a principal via que fica na Vila Jaiara e que na década de 1940 “[...] a cidade se desenvolveu ao embalo de um significativo progresso industrial e comercial. Dentro desse processo, a primeira grande fábrica de Anápolis se estabeleceu na Vila Jaiara, junto a Rodovia Anápolis – Colônia Agrícola, na atual cidade de Ceres” (Alves, 2014, p. 1).

A próxima análise realizada refere-se a uma avenida que ganhou o nome de uma figura que se destacou nacionalmente em meados do século XX, trata-se de Juscelino Kubitschek. O Quadro 6 apresenta os principais dados coletados a respeito desse logradouro.

Quadro 6 –
Avenida JK – Avenida Juscelino Kubitschek
Topônimo Juscelino Kubitschek - JK
Área de abrangência - Liga a região central e a avenida Brasil com a região leste e é saída para a cidade de Brasília.
Taxonomia Antropotopônimo
Informações gerais- Localizada no bairro Jardim América, na cidade de Anápolis- GO.

Empiricamente, sabe-se que o nome dado à Avenida se refere ao Médico e Político Mineiro Juscelino Kubitscheck. Conhecido como JK, foi Presidente da República no final da década de 50, mais precisamente nos anos de 1956 até 1961. Também exerceu na política o cargo de interventor federal, na década de 30; foi eleito deputado federal, em 1934, e foi cassado com o surgimento do golpe do Estado Novo (Governo Vargas). Foi Prefeito de Belo Horizonte, em Minas Gerias, de 1940 até 1945 (Carvalho, 2015, Jardim, 1999).

Pouco tempo antes do Golpe de Estado de 1964, JK se elegeu senador pelo Estado de Goiás e tentou tornar viável a sua candidatura para pleitear o cargo Presidente da Republica em 1965. Portanto, com o advento do golpe militar de 64, os militares acusaram-no de corrupção, assim como de ter o apoio dos comunistas. Contudo, como consequência teve seu mandato cassado e também seus direitos políticos suspensos (Carvalho, 2015).

Referenciando um pouco da história desse ilustre político, cabe informar que ele teve uma grande participação para o desenvolvimento de Goiás, assim como da região Central do Brasil, na cidade de Anápolis ele permanece imortalizado com uma homenagem ao nome de uma das principais avenidas, que por sinal, é uma das vias de acesso para a cidade, que foi construída no seu mandato como Presidente da República.

Depois de findado o estudo da avenida que recebeu o nome de um dos presidentes do Brasil, tem-se outro sujeito, que também ganhou destaque nacional e que o seu nome está batizado na Avenida Pedro Ludovico.

Quadro 7 –
Avenida Pedro Ludovico
Topônimo Pedro Ludovico
Área de abrangência - Principal via de ligação do centro da cidade com a região sudeste da cidade.
Taxonomia Antropotopônimo
Informações gerais- Forte comércio ligado aos serviços funerários, materiais de construção e motociclismo - Abriga o Cemitério Parque, um Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia e também o Parque de Exposições Agropecuárias.

Empiricamente sabe-se que o nome da avenida foi um político de Goiás, responsável pela construção de Goiânia. No entanto, de acordo com o Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930 (2001), o registro da história de Goiás informa que Pedro Ludovico Teixeira foi um médico e político que tinha como pais João Teixeira Alvares e Josefina Ludovico de Almeida. Teve como cônjuge Gercina Borges Teixeira. Pedro Ludovico Teixeira foi interventor do Estado de Goiás, permaneceu a frente do Governo do mesmo Estado na década de 30, foi senador por oito anos e reeleito sequencialmente, permanecendo por dezesseis anos no cargo e faleceu em 1979 na cidade de Goiânia.

No Estado de Goiás Pedro Ludovico impulsionou o desenvolvimento geográfico, social e cultural da região na tentativa de aumentar a produtividade econômica. Tinha como vislumbre a interligação do centro-oeste com o sul do país por meio de infraestrutura e tecnologias apropriadas para a comunicação entre essas regiões (Secretaria de Comunicação da Universidade Federal de Goiás [SECOM], 2009).

De modo sintético, pode-se afirmar que Pedro Ludovico foi um dos responsáveis pela transferência da capital, lançando assim a pedra fundamental de Goiânia, em 1933, também foi responsável pelo incentivo e pelas construções das estradas estaduais, pela reforma agrária e também pela Marcha para Oeste do Brasil.

5 Conclusão

A toponímia das avenidas selecionadas em Anápolis-GO revela-se como um meio de propagação da cultura brasileira por possuir vultos nacionais. Esses estão presentes, de modo geral, na toponímia brasileira como, por exemplo, a Avenida Juscelino Kubitschek. Neste sentido, a cultura nacional funciona como uma representação sistemática que, ao logo do tempo e dos acontecimentos, pode ser significado e ressignificado.

No caso estudado foi descoberto duas categorias de classificação taxonômica dos topônimos. Na primeira classificação, corotopônimos, tem-se as avenidas: Goiás, Mato Grosso e Brasil na quais representam os topônimos que adotam nomes de unidades federativas e de um país, respectivamente. Nesta produção coube apenas identificar a toponímia por se tratar apenas dos nomes próprios de lugares. Mesmo possuindo nome de pessoas nas avenidas de Anápolis, este estudo não se preocupou em fazer uma análise antroponímica, pois não era o objetivo estudar os nomes próprios de pessoas. E, os antropotônimos aparecem como segunda categoria taxonômica. Isso implica em informar que se referem aos nomes próprios individuais que foram emprestados para “batizar” uma determinada localidade, como por exemplos: Avenida Fernando Costa, Avenida Pedro Ludovico e Avenida Juscelino Kubitschek, marcando, assim, uma forte representatividade na figura masculina.

Esta pesquisa não se conclui apenas com os dados informados, é apenas o início de novas pesquisas e investigações. Diante disto, o que se propõe é a realização de um levantamento mais detalhado de outras avenidas, que não foram incluídas neste estudo, assim como nome de ruas, dos bairros, praças e parques, pois cada lugar carrega em sua essência a história e a cultura de um povo.

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Porcentagem de contribuição de cada autor no manuscrito

Leonardo Mendes Bezerra – 100%

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