Comparação do método de gesso com o método convencional de alvenaria de tijolos: uma breve revisão

Comparison of the plaster method with the conventional method of brick masonry: a brief review

Comparación del método de geso con el método convencional de alvarilla de ladrillos: una breve revisión

Pedro Emílio Amador Salomão
Faculdade Presidente Antônio Carlos, Brasil
Giuliana Araújo Soares
Faculdade Presidente Antônio Carlos, Brasil
Larissa Petrini Alves Lorentz
Faculdade Presidente Antônio Carlos, Brasil
Larissa Tatiane Gonçalves de Paula
Faculdade Presidente Antônio Carlos, Brasil

Comparação do método de gesso com o método convencional de alvenaria de tijolos: uma breve revisão

Research, Society and Development, vol. 8, núm. 10, pp. 01-17, 2019

Universidade Federal de Itajubá

Recepção: 01 Julho 2019

Revised: 28 Julho 2019

Aprovação: 15 Agosto 2019

Publicado: 23 Agosto 2019

Resumo: Analisa a construção a partir da comparação do método de gesso com o método convencional de alvenaria de tijolos e emite considerações a respeito de dilemas e possibilidades fundamentadas sob o mesmo que é de suma importância para os dias atuais em que se tem diminuído o respeito para com esta categoria. O objeto principal é, para tanto, dissecar o conceito geral do uso de gesso e tijolos, delimitando o mesmo ao âmbito de foco no Brasil. A problematizarão visa responder quais dos dois métodos ofereceria mais benefícios para a sociedade. O Objetivo Geral consiste em tecer comparações entre os dois métodos, informando conceitos e possibilidades no seu condicionamento. Os objetivos específicos são apresentar o histórico e conceitos de ambos os métodos, informar modelos e comparar como seriam as praticidades, ou seja, a construção. Ao final percebe-se que o gesso é mais econômico e fácil de operar.

Palavras-chave: construção civil, gesso, tijolos, comparativos.

Abstract: It analyzes the construction from the comparison of the gypsum method with the conventional method of masonry of bricks and issues considerations about dilemmas and possibilities under the same is of paramount importance for the current days in which the respect for this has been diminished category. The main object is to dissect the general concept of the use of plaster and bricks, delimiting the same to the scope of focus in Brazil. The problematization aims to answer which of the two methods would offer more benefits to the society. The General Objective is to make comparisons between the two methods, informing concepts and possibilities in their conditioning. The specific objectives are to present the history and concepts of both methods, inform models and compare how practices would be, that is, construction. In the end it is realized that the plaster is more economical and easier to operate.

Keywords: construction, plaster, bricks, comparatives.

Resumen: Analiza la construcción a partir de la comparación del método de yeso con el método convencional de albañilería de ladrillos y emite consideraciones respecto de dilemas y posibilidades fundamentadas bajo el mismo que es de suma importancia para los días actuales en que se ha disminuido el respeto hacia con esta categoría. El objeto principal es, para ello, disecar el concepto general del uso de yeso y ladrillos, delimitando lo mismo al ámbito de foco en Brasil. La problematizarán tiene por objeto responder cuáles de los dos métodos ofrecería más beneficios para la sociedad. El objetivo general consiste en tejer comparaciones entre los dos métodos, informando conceptos y posibilidades en su condicionamiento. Los objetivos específicos son presentar el histórico y los conceptos de ambos métodos, informar modelos y comparar cómo serían las praticidades, es decir, la construcción. Al final se percibe que el yeso es más económico y fácil de operar.

Palabras clave: construcción civil, yeso, ladrillos, comparativos.

1 INTRODUÇÃO

O uso de tijolos sempre foi uma unanimidade no Brasil, ocupando cerca de 99% das construções em todo o país, sendo, contudo, um material pesado, mas também resistente e consideravelmente acessível. O uso de tijolos começou de maneira rústica, com os mesmos sendo feitos em bloco, com palhas, cal e barro, depois queimados e empilhados, fazendo parte da arquitetura colonial.

Com o passar do tempo, esse tipo de tijolo foi diminuindo de tamanho, até os de blocos com furos, a fim de torná-los mais leves. Agora existem os de cimento, cimento com arame e outras variedades, na maioria pesados. Além disso, tem-se reinventado a maneira de se construir e com essas oportunidades surge o método de se construir paredes com gesso.

Discutir a comparação entre gesso e tijolos é uma boa ideia nos dias atuais em que se procura reduzir ainda mais o tempo e os custos das construções, sendo destaque o uso de materiais que possam reduzir o tempo, e ao mesmo tempo, oferecer segurança na construção. O gesso é tão resistente quanto o tijolo, e se bem revestido com uma camada selante o gesso se torna impermeável à água. Existindo várias técnicas de isolamento para o mesmo, sendo ideal em uso externo.

Portanto, a discussão percebe uma gama de particularidades que somente uma busca na bibliografia técnica poderá responder. Nesse sentido, o presente trabalho se coloca em responder a esse questionamento de qual seria a melhor técnica para a construção: tijolo ou gesso? E para que se obtenha uma resposta à altura de tamanha curiosidade se faz necessário investigar conceitos, histórico, carências de ambas as técnicas e as possibilidades das mesmas, a fim de que se faça uma completa comparação no intuito de se chegar a uma escolha.

Enfim, encontrar quais a principais diferenças e definir qual seria a melhor opção e perceber antes o que se tem de realizado é preciso, e nessa incumbência permite-se uma profunda análise em técnicas e soluções já pesquisadas, sem perder de vista a segurança e o custo-benefício.

Este trabalho tem como objetivo realizar a comparação entre construir com gesso e com tijolos e emitir considerações. Já os objetivos específicos são: apresentar o histórico e conceitos de ambos os métodos; informar modelos atualmente utilizados e comparar como seriam as praticidades de ambos em relação a custo-benefício e segurança.

2 REVISÃO DA LITERATURA

Os tijolos, em geral, são ótimo isolamento acústico e térmico e fazem parte da composição de paredes com espessura maior. Eles têm três importantes desvantagens em relação ao bloco de concreto: tomam umidade mais simplesmente e, por isto necessitam de cuidados especiais durante a obra; dependendo da espécie, seu custo por metro quadrado preparado é superior; menor velocidade na obra, por ela estar composta de elementos menores. A ausência de perfeição dimensional da mesma forma deve aumentar os preços e dificultar categoria da obra (ÂNGULO, S. J., 2001) (SIQUEIRA, R. A., 2018)

2.1 TIPOS DE TIJOLOS

a) Tijolo Baiano ou Tijolo de Furo

É a espécie mais simples no Brasil, devido seu preço diminuído e a facilidade de ser achado em lojas de produtos para construção. Pode ser usado para vedação, uma vez que não suporta cargas indispensáveis. É recomendado adquirir 30 por cento a mais do que o necessário uma vez que o material tem um elevado apreçamento fixado de desperdício e no momento em que não está cimentado, quebra com facilidade. Pode possuir 6, 8 ou 9 furos, sendo o de 9 o mais forte (VIEIRA, 2006).

Tijolo baiano ou de furo
FIGURA 1 –
Tijolo baiano ou de furo
forumconstruçao.com.br

b) Tijolo Vazado

Possui uma categoria mais decorativa, em que a prevalência é a entrada de clareza e ventilação, sendo bastante proveitoso para divisão de ambientes. Essa espécie de tijolo é conhecido como Cobogó (JUNIOR; NETO; SIMÃO, 2006).

Tijolo vazado
FIGURA 2 –
Tijolo vazado
www.tudodafabrica.com

c) Tijolo Maciço

De acordo com Júnio (2006) Esse material se demonstram bastante eficazes para o isolamento térmico e acústico, afora dar bastante base para a unidade domiciliar.

As maiores desvantagens do tijolo de barro é um maior atraso no assentamento e carece de mais argamassa, para se ter a sua altura diminuída. Esse atraso é ainda maior caso ele fique aparente na parede, porque necessita dar um acabamento mais minucioso.

Tijolo maciço
FIGURA 3 –
Tijolo maciço
www.vanzo.ind.com.br

d) Tijolo Ecológico

Ele obtém este nome por estar fabricado sem nem uma espécie de queima e liberação de gases tóxicos. Dispensa o uso de vigas e pilares de base uma vez que se conecta com os outros tijolos por encaixe e uso de prensas. O tijolo ecológico é de elevada resistência e durabilidade e tem um lindo efeito na imagem estando com uma aparência menor na quantidade rústica que o tijolo de barro (JUNIOR; NETO; SIMÃO, 2006).

Tijolo Ecológico
FIGURA 4 -
Tijolo Ecológico
www.solostocks.com.br

2.2 TIPOS DE BLOCOS

a) Bloco de Concreto

Além de garantirem uma construção mais rápida, os blocos de concreto costumam possuir um ótimo benefício em custos em se tratando de resistência, tornando-se ideal para a construção de muros, galpões e prédios. Sua espaçosa usabilidade na construção civil proporciona benefícios, como: diminuição no preço e tempo da obra; menor uso de argamassa; pedem camadas mais finas de reboco ou devem ser usados sem acabamento (em muros, por exemplo); se fazem bastante resistentes para o fogo.

As desvantagens dos blocos de concreto é que seu isolamento térmico é abaixo do proporcionado pelos tijolos, afora apresentar maior dificuldade na hora de tornar concreto as modificações. Afinal, eles se fazem mais maciços e difíceis de perfurar que os tijolos, sendo mais trabalhoso instalar novas fiações ou encanamentos (VIEIRA, 2006).

Podemos observar que os dois produtos mostram, bastantes benefícios. Tudo irá depender do tempo que você necessita para finalizar a obra e da espécie de acabamento esperado.

Bloco de Concreto
FIGURA 5 –
Bloco de Concreto
www.paraconstruir.com

b) Bloco Cerâmico

Segundo especialistas o bloco cerâmico gera uma economia de 30% no custo final da construção, pela competência no tempo de assentamento e na agilidade de conjunto investigativo da parede. Possui alto nível de combinação no molde e desiguais modelos se fazem disponíveis em desiguais espessuras e larguras para uso de vedação. É essencial para as instalações elétricas e hidráulicas devem ser instaladas durante a execução da obra. Outro ponto importante a destacar é que esta espécie de construção torna difícil a ação transformadora (VIEIRA, 2006).

Pergunte a respeito do rendimento e a categoria do produto. De uma forma geral, um produto de elevada categoria gera menor custo na quantidade e despesas com correções e mão de obra.

Bloco de Cerâmico
FIGURA 6 –
Bloco de Cerâmico
www.campoagro.com

2.3 USO DO GESSO EM PAREDES

Entre as paredes, temos também reconhecida como gesso acartonado, a tecnologia drywall consiste em chapas com miolo de gesso e face em função cartão. Empregadas em painéis simples ou duplos e com espessuras variadas, formam paredes e divisórias que devem substituir a alvenaria, resultando em construções versáteis e arrojadas, com recortes, desníveis e curvas (JUNIOR; N. S., 2006) (GOMES, J. H. D. 2018).

Seus enchimentos configuram desiguais isolamentos, como o térmico e o acústico, existindo três espécies de chapas que se diferenciam através das tonalidades e finalidades. A verde (RU) é composta de silicone e aditivos fungicidas, sendo apontada para ação de aplicar-se com maestria em áreas úmidas como cozinhas, banheiros e lavanderias. A rosa (RF) é forte para o fogo devido a vinda de fibra de vidro em sua cadeia sendo recomendada para áreas com lareira e bancadas de cooktop. A branca (ST) é a mais básica das três, sendo totalmente usada em forros e paredes de ambientes secos (JUNIOR; NETO; SIMÃO, 2006).

Além da praticidade, essa tecnologia é classificada através dos seus elementos que fazem parte da composição de recicláveis e substâncias naturais sem descartes tóxicos, dessa forma como pelo transporte econômico devido a sua suavidade (JUNIOR, 2008)

Ainda que pareçam frágeis, as chapas mostram, dois versos de cartão e composto de gesso aditivado, configurando resistência. Segundo a engenheira Bárbara Moraes, a instalação de uma parede drywall é mais rápida, tem um custo menor em relação a de alvenaria e menor na quantidade de sujeira na obra, no entanto dessa forma como todos os outros produtos de construção, da mesma forma demonstra vantagens e desvantagens (TAVARES, et al., 2010)

Gesso acartonado
FIGURA 6 –
Gesso acartonado
www.speeddry.com.br

Destaca-se no Quadro I algumas vantagens e desvantagens do uso do gesso acartonado.

QUADRO I –
Comparação entre vantagens e Desvantagens do Gesso.
VantagensDesvantagens
Rapidez da obra (facilidade de corte, produto suave e que gera menor quantidade de sujeira);Materiais apropriados(Na hora de instalar armários e outros móveis, será necessária a utilização de acessórios especiais) ;
Proporciona conforto térmico (devido a comprovação de que existe colchões de ar entre as placas ou composto de lã);Baixa resistência mecânica(O sistema é menos resistente a impactos que a alvenaria, mas atende as normas técnicas) ;
Facilidade de manutenção (para a atualização das instalações elétricas, hidráulicas ou de telefonia, rasga-se somente, ou apenas a parte requerente que depois é reconstituída com um remendo);Proliferação de bactérias e fungos( o espaço vazio entre as placas acartonadas na formação das paredes pode ser um bom espaço para a formação e desenvolvimento de bactérias e insetos, como cupim; principalmente em regiões mais quentes) ;

QUADRO I –
Comparação entre vantagens e Desvantagens do Gesso - Continuação.
Estrutura menor na quantidade robusta e mais econômica (devido a sua cadeia e espessura que racionalizam a construção);Resistência a impactos: as placas de gesso possuem certa resistência, mas nada comparado a uma parede tradicional de alvenaria.
Reformas simplificadasMais sensível à umidade
Multiplicidade de acabamentos (assim como as paredes tradicionais, o drywall da mesma forma suporta texturas, pinturas, papéis de parede, cerâmicas e azulejos, sempre se atentando às vedações e impermeabilizações); Ambientes internos (a composição das placas de gesso ainda não são resistentes para espaços externos como fachadas, já que ficam expostas a intempéries do tempo, como chuva e sol excessivo) ;

O esquema é menor na quantidade forte do que a alvenaria (mas atende para os requisitos de desempenho técnico em relação a pesos, entre outros aspectos);

Apresenta dilemas de acústica (rapidamente decididos com a ação de aplicar-se com maestria de sanduíche ou composto em lã mineral de rocha ou vidro). Segundo Tavares, at al (2010), o preço médio para um apartamento de 60m² em São Paulo deve custar R$ 80,00 o metro, já em alvenaria aumenta para R$ 100,00. Essa desigualdade de preço bastantes vezes é devido a mão de obra e os preços devem variar por território e metragem a ser instalada no programa para os instaladores calcularem o espaçamento e material necessário para aguentar o peso, o drywall deve agüentar até 50 kg/m², contudo, este valor deve possuir desigualdade de um construtor para outro” comenta a engenheira.

Como um exemplo, segue abaixo uma tabela comparativa dos gastos de uma obra se for feita de Drywall e se for feita de tijolos cerâmicos (alvenaria):

Tabela 2:
Relações valores, mão de obra e preço final do tijolo convencional.
Relações valores, mão de obra e preço final do tijolo convencional.
Adaptado de www. engenhareia.wordpress.com.

Tabela 3:
Relações valores, mão de obra e preço final do gesso acartundado.
Relações valores, mão de obra e preço final do gesso acartundado.
Adaptado de www. engenhareia.wordpress.com;

Eletrodomésticos, armários e nichos não tão leves necessitam de buchas especiais para serem pendurados. Uma parede de acartonado simples suporta uma média de 10kg/m². É necessário que se distribua o peso entre os montantes, ou seja, ação de aplicar-se com maestria de um apoio entre os perfis de metal para que se evite trincos no gesso.

Para bancadas embutidas de mármore, que chegam a 60kg/m², se faz necessário esses reforços interiores, que se fazem com pedaços de madeira ou lâmina metálica presa entre dois perfis verticais de metal recomenda se que somente, ou apenas se especifique no programa em que as portas serão instaladas, “a classificação de metal galvanizado deverá ser instalada no término do drywall em que deverá ser fixada a porta. O batente ganha montantes e uma verga metálica na parte de cima do vão; o batente é preso com parafusos ou espuma de amplificação. Em portas corrediças, as vergas recebem trilhos que devem estar ocultados com a construção de uma segunda parede simples atrás dela” (FILHO, 2010) (DA SILVA BARBOSA, U., 2018).

São bastante resistentes no momento em que adequadamente exercidas sendo necessário atenção para o cálculo essencial correto para o pé-direito. O drywall é projetado para a absorção de fluxos naturais, sobrevivendo a trombadas e batidas de porta sem danos.

De acordo com Filho (2010), a parede de gesso nem sempre é a escolha mais barata, porém dependendo da sua carência deve ser mais barata que as outras opções. Todos desejam colocar gesso em unidade domiciliar, ele é lindo e deixa sua unidade domiciliar e construção mais inovadora e requintada, ideal para quem está construindo e reformando e da mesma forma para quem deseja modificar sua unidade domiciliar já pronta.

2.2.1 Vantagens do usufruto da parede de gesso

O usufruto de uma parede de gesso, facilita quase que uma infinidade de decorações para o seu ambiente.

Mesmo que seja apenas para colocar somente em uma parede ou cômodo, o resultado vai ser uma cara totalmente inovadora na decoração.

Outra barganha do usufruto de uma parede de gesso 3d é dependendo do programa a facilidade de instalação, como pouca sujeira durante a execução da montagem.

Dependendo da espécie de parede que você decida construir a instalação é exercida em alguns dias, subtraindo o transtorno dado causa a:

• O pequeno custo de instalação;

• Facilidade de manutenção;

• Maior conforto e isolamento térmico;

• Preço da parede de gesso m²;

• O preço de instalação de uma parede de gesso, varia de acordo com a atividade que você deseja fazer na sua unidade domiciliar.

Porém o preço de instalação de uma parede de gesso está diminuindo com o tempo, uma vez que está ficando mais popular e com mais colaboradores no comércio

Filho (2010) indica que a escolha correta dos produtos e esquemas construtivos para um programa é uma das mais importantes escolhas a se tomar para que se tenha um resultado final realmente satisfatório.

Quando escolhemos entre paredes em drywall e paredes convencionais (em alvenaria de tijolos), bastantes pessoas ainda encontram perguntas quanto às vantagens e desvantagens de cada esquema construtivo.

Por isto para ajudar essa escolha listamos aqui vários, enfim, alguns prós e contras do usufruto do esquema drywall comparados com a alvenaria. Antes de começarmos, que tal ver o que é o drywall e compreender como ele funciona?

2.2.2. Em projeto: menor espessura, maior área útil

O esquema drywall deixa as paredes com menor espessura que as paredes convencionais em alvenaria de tijolos.

Com paredes mais estreitas, recebe-se em torno de 5% de área proveitosa na obra. À primeira vista esta porcentagem deve parecer pequena, todavia, na verdade esta quantidade deve tornar concreta a desigualdade notadamente no momento em que se tratam de apartamentos com área baixa em que todo acréscimo de ambiente disponível é bastante bem-vindo.

O esquema drywall deixa respostas criativas e diversificadas que devem personalizar os seus empreendimentos O drywall deve estar usado para a construção de paredes curvas, recortes para iluminação embutida em painéis dentre outras possibilidades.

O drywall da mesma forma deve ser usado para construção de tópicos de mobiliário como prateleiras, estantes e nichos, componentes que bastantes vezes contribuem por onerar o custo do programa dependendo do material e acabamento escolhido.

2.2.3. Durante a obra: agilidade e assepsia na montagem

O termo drywall caracteriza um esquema de construção a seco, uma vez que não emprega o uso de água em sua montagem: as chapas de gesso acartonado são parafusadas em perfis metálicos que já vão adequados para a obra. Deste modo o uso do esquema drywall deixa uma construção bastante mais clara, sem manchas, em relação a aplicação de paredes convencionais, dado que não solicita o uso de argamassa ou diferente material e gera menor quantidade de entulho que a alvenaria convencional, sendo que as sobras se fazem reutilizáveis.

Além dos benefícios do drywall em relação a limpeza da obra, a facilidade de corte e uso das peças e a suavidade do drywall autorizam que uma parede sob este material seja executada com mais agilidade e praticidade, diminuindo dessa forma o tempo de obra e os preços com os prestadores de atividade. Outra vantagem do esquema drywall é a carência que se deve abordar em divisões de medidas de programa e nivelamento de paredes e a categoria do acabamento conquistado excelentemente liso.

Além do mais as paredes em drywall aderem uma enorme variedade de revestimentos afora a pintura, como texturas, papéis de parede, cerâmicas e azulejos, recordando a todo momento das adequadas vedações e impermeabilizações necessárias.

O drywall traz também qualidades que reduzem o alastramento de chamas, retardando o fogo, ou seja, impede seu alastramento, sendo bastante recomendado para saídas de emergência ou em áreas de enorme perigo de incêndio, já que é apto de “segurar” o fogo por até 90 minutos.

Para esta espécie de uso é necessário utilizar espécies especiais de placas de drywall, conhecidas como drywall rosa. A enorme diferença afora a facilidade de instalação do material, é o valor pequeno se comparado às outras técnicas de isolamento.

É preciso estar atendo ao uso do gesso na construção, pois o mesmo deve ser respeitado no seu tempo de secagem. Talvez essa seja uma das maiores observações que podem ser realizadas nesse sentido. O modo como se trabalha com o mesmo, a fim de que não se perca.

Outro ponto importante a ser destacado é a necessidade de acabamento com qualidade. O gesso permite um acabamento com maior facilidade do que uns rebocos simples de massa sendo possível até mesmo moldá-lo em traços diferenciados, principalmente no forro do teto.

Em seguida, os preços destacados do gesso que saem com quase o mesmo valor da alvenaria comum, porém com a vantagem do tempo e sanidade da obra, quando comparado com alvenaria convencional.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com base nas informações colhidas observa-se que a construção ainda tem muito a ganhar com as inovações que surgem diariamente, entre elas está a possibilidade da substituição de paredes de tijolos por gesso.

Diante das comparações realizadas ao longo do trabalho, se percebeu que existe na opção do gesso certa economia de tempo e limpeza da obra. A possibilidades da construção de edificações pode-se optar pelo gesso, pois não diminui a resistência, a segurança e ainda é de fácil utilização.

O trabalho com o gesso é rentável e com tempo menor do que o trabalho com alvenaria ficou constatado que o gesso proporciona uma maior economia na construção, e com relação principalmente ao tempo que se faz menor, contudo, alguns cuidados devem ser tomados como por exemplo preparar somente a quantidade correta e no momento do uso, pois o tempo de secagem do mesmo é bem mais rápido.

Ainda existe a maior facilidade de modelagem do mesmo, permitindo designs mais atualizados com os novos modelos de arquitetura atuais. Da mesma forma, possibilita menor acumulo de sujeira, além da possibilidade de uma menor ação das bactérias. Com relação a infiltrações de água, os mesmos cuidados devem ser tomados em ambos os tipos de construção.

Finalmente, verificando pela maior oportunidade de que o gesso afere com relação a construções de alvenaria, considera-se que este trabalho é oportuno à pratica, consultas e estudos a respeito dessa técnica, além de servir de base teórica nesse mesmo sentido.

4 REFERÊNCIAS

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Antunes, R. P. N. Estudo Da Influência Da Cal Hidratada Nas Pastas De Gesso. 1999. Dissertação (Mestrado Em Engenharia Da Construção Civil) – Escola Politécnica Da Universidade De São Paulo, São Paulo, 1999.

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Filho, Luiz Antônio Martins: Sistema Drywall Atende À Norma De Desempenho. 2010.

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Tavares, Yêda Vieira Póvoas; Lordsleem Junior, Alberto Casado; Schmitz, Italo Benjamin Telles Arruda And John, Vanderley Moacyr. Reaproveitamento Do Resíduo De Gesso Na Execução De Revestimento Interno De Vedação Vertical. Ambient. Constr. [Online]. 2010, Vol.10, N.1, Pp.103-119. Issn 1678-8621.

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Siqueira, Rodrigo Alves Et Al. Análise Comparativa Entre O Concreto Usinado E O Concreto Produzido No Canteiro De Obra. Revista Multidisciplinar Do Nordeste Mineiro–Unipac Issn, V. 2178, P. 6925, 2018.

Da Silva Barbosa, Uende Et Al. Reutilização Do Concreto Como Contribuição Para A Sustentabilidade Na Construção Civil. Revista Multidisciplinar Do Nordeste Mineiro–Unipac Issn, V. 2178, P. 6925, 2018.

Vieira, Hélio Flavio. Logística Aplicada À Construção Civil Como Melhorar O Fluxo De Produção Nas Obras. 2006. Editora Pini, 2006.

Porcentagem de contribuição de cada autor no manuscrito

Pedro Emílio Amador Salomão – 40%

Giuliana Araújo Soares – 40%

Larissa Petrini Alves Lorentz – 10%

Larissa Tatiane Gonçalves de Paula – 10%

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