Era digital: letramento(s) digital (is)

Digital age: digital letter(s)

Era digital: carta(s) digital

Elizete de Fatima Veiga da Conceição
Universidade Franciscana, Brasil
Taís Steffenello Ghisleni
Universidade Franciscana, Brasil

Era digital: letramento(s) digital (is)

Research, Society and Development, vol. 8, núm. 12, pp. 01-18, 2019

Universidade Federal de Itajubá

Recepção: 02 Outubro 2019

Revised: 09 Outubro 2019

Aprovação: 14 Outubro 2019

Publicado: 16 Outubro 2019

Resumo: Este estudo é um recorte da pesquisa de mestrado letramento digital: inserções tecnológicas no contexto formador do pedagogo, que está em andamento no Mestrado em Ensino de Humanidades e Linguagens na Universidade Franciscana de Santa Maria, RS. Estamos numa Era digital, onde se requer dos sujeitos o a prática do letramento digital, letramento este que envolve práticas sociais de leitura e escrita em meios digitais. Para tal, escolhemos o seguinte objetivo específico: explorar o letramento digital e sua inserção na formação acadêmica do pedagogo. Visando estudar o conceito de letramento digital em sua concepção teórica, optamos por uma revisão bibliográfica a cerca do conceito. Sendo assim, observou-se que o letramento digital além de abordar práticas sociais de leitura e escrita em dispositivos digitais, também envolve a formação de um sujeito crítico e reflexivo, sujeito este que faz uso destas práticas sociais de leitura e escrita.

Palavras-chave: Ensino, Letramento, Tecnologias Digitais.

Abstract: I This study is an excerpt from the master's research on digital literacy: technological insertions in the educational context of the pedagogue, which is underway at the Master in Humanities and Languages Teaching at the Franciscan University of Santa Maria, RS. We are in a digital age, where subjects are required to practice digital literacy, which involves social practices of reading and writing in digital media. To this end, we chose the following specific objective: to explore digital literacy and its insertion in the pedagogical academic formation. In order to study the concept of digital literacy in its theoretical conception, we opted for a literature review about the concept. Thus, it was observed that digital literacy, in addition to addressing social reading and writing practices on digital devices, also involves the formation of a critical and reflective subject, who uses these social reading and writing practices.

Keywords: Teaching, Literacy, Digital Technologies.

Resumen: Este estudio es un extracto de la investigación del Máster en alfabetización digital: inserciones tecnológicas en el contexto educativo del pedagogo, que está en curso en el Máster en Enseñanza de Humanidades e Idiomas de la Universidad Franciscana de Santa María, RS. Estamos en una era digital, donde los sujetos deben practicar la alfabetización digital, lo que implica prácticas sociales de lectura y escritura en los medios digitales. Para ello, elegimos el siguiente objetivo específico: explorar la alfabetización digital y su inserción en la formación académica pedagógica. Para estudiar el concepto de alfabetización digital en su concepción teórica, optamos por una revisión de la literatura sobre el concepto. Por lo tanto, se observó que la alfabetización digital, además de abordar las prácticas sociales de lectura y escritura en dispositivos digitales, también implica la formación de un sujeto crítico y reflexivo, que utiliza estas prácticas sociales de lectura y escritura.

Palabras clave: Enseñanza, Alfabetización, Tecnologías Digitales.

1. Introdução

“Um mundo de intensas e rápidas mudanças levou a sociedade e as organizações à Era da Informação e do Conhecimento” (Angeloni, 2010, p. 21). Com isso, o que era estratégico na Era Industrial abriu espaço a outros recursos como a informação e o conhecimento, com o suporte da tecnologia. A pesquisadora explica que passamos das ondas que privilegiavam os músculos para as ondas que privilegiam o cérebro, e o nosso foco deixou de se concentrar em valores tangíveis para se concentrar na importância dos valores intangíveis. Com isso tem-se uma maior “valorização do ser humano nas organizações, pois a utilização desses elementos depende essencialmente do ser humano educado, competente, envolvido no processo gerencial” (Angeloni, 2010, p. 21). Diante deste contexto, é possível inferir que a Era atual valoriza mais o conhecimento e a comunicação do que a mão de obra braçal.

Um aspecto que interfere nestas questões é que o surgimento de novas formas de comunicação aumenta as possibilidades de mudança social, dependendo de modo óbvio da cultura, da organização, e da cognição do indivíduo (Castells, 2015). E, “para melhorar a qualidade da comunicação, o ser humano precisa desenvolver as habilidades de se expressar e de ouvir” (Angeloni, 2010, p. 20). E essas habilidades serão maiores à medida que essa pessoa consegue se comunicar de forma satisfatória, de acordo com as práticas sociais que circulam na sociedade em que vive.

Soares (2015) explica que as práticas sociais de leitura e de escrita que permeiam a sociedade, tais como a leitura de jornais e revistas, a interpretação das informações e do contexto que nos cerca caracterizam um estado de letramento dos indivíduos. A educadora explica ainda que o letramento é um processo que se estende por toda a vida, e que para se tornar letrado o indivíduo precisa saber onde e como usar as habilidades adquiridas.

Considerando a era da nova tecnologia é possível inferir que estamos inseridos em um processo de formação permanente. Isto acontece, pois, mesmo sem sair de casa, já é possível a concretização de um aprendizado à distância, e esse processo preenche boa parte do tempo livre dos indivíduos que estão sempre conectados em busca de informação. Segundo Carmo (2016, p. 27) “é preciso considerar que as tecnologias evoluem junto com o ser humano ao longo da história, e este processo está sempre inacabado”.

A tecnologia é a grande responsável por todo o movimento da informação, já que impulsiona seu transporte, edições e armazenamento em todo o mundo. E, diante disso, é necessário que seja estudada e aproveitada em todos os campos do conhecimento. Para tal a necessidade de mudanças no ensino e na aprendizagem, pois como nos afirma Motta (2014):

A aprendizagem voltada a um cenário futuro de inovação como centro demonstra um profundo processo social, no qual habilidades interpessoais contam como nunca. Nesse cenário, o professor também se modifica profundamente. Além de manter as tarefas originais de instrução (transmissão de conhecimento), a elas se somam orquestrar e estimular as potencialidades dos educandos neste universo digital de forma associada com as habilidades interpessoais e outras (Motta, 2014, p. 127).

O Letramento Digital apresenta-se como exigência aos sujeitos emersos nos contextos da era digital, pois a sociedade contemporânea está imersa nos contextos tecnológicos, tal fenômeno se justifica como sendo oriundo do processo de globalização ocorrido nas últimas décadas. Mesmo que o sujeito não seja a favor do uso das tecnologias, as mesmas estão inseridas em seu dia a dia, e em suas atividades cotidianas, como por exemplo, o uso dos serviços bancários que a cada dia estão mais informatizados, exigindo assim dos sujeitos capacidades técnicas de manuseio das ferramentas tecnológicas que estão a sua disposição. Vieira e Silvestre (2015, p. 39) destacam que a sociedade precisa “com urgência de instituições de ensino que não se coloquem à margem do mundo globalizado, necessitamos de outras alternativas de letramento, do letramento informacional e digital [...]”.

Se para Soares (1998, p. 72) o letramento em si caracteriza-se como “[...] conjunto de práticas sociais ligadas à leitura e à escrita em que os indivíduos se envolvem em seu contexto social”, logo letramento digital se caracteriza pelas práticas de escrita originadas das práticas de interações dos indivíduos, utilizando-se de ferramentas tecnológicas interligadas ou não pelas redes de internet.

Anteriormente a inserção das tecnologias digitais, o lápis e o papel, a lousa eram os instrumentos disponíveis para escrever, tanto nos contextos escolares quanto fora dos mesmos, com o passar do tempo surgiram às máquinas de datilografar e após os computadores. Ferreiro (2013) destaca como essas mudanças ocorreram, bem como algumas contribuições das tecnologias para o ensino, como a acessibilidade do aluno a uma diversidade de textos, mais autonomia ao aluno, pois o mesmo tem a sua disposição ferramentas que mostram quando a escrita não se apresenta de forma correta, através de corretores ortográficos, mostrando que o aluno não depende exclusivamente só do professor como o único detentor do conhecimento.

O letramento digital surge da necessidade de aprimoramento de técnicas para uso das tecnologias digitais da informação e comunicação, bem como da necessidade de análise crítica das informações resultantes das interações midiáticas proporcionadas pelas tecnologias. Bukinghan (2010) enfatiza para a necessidade de irmos além das questões técnicas relacionadas ao letramento digital, como saber manusear uma ferramenta tecnológica, pois é preciso a capacidade de criticidade das informações acessadas na web. Vale lembrar que, o letramento digital no contexto escolar se apresenta principalmente no ambiente de sala de aula, pois os alunos já chegam ao contexto escolar inseridos nos contextos midiáticos.

Este trabalho trata-se de um recorte da pesquisa que está em andamento no Mestrado em Ensino de Humanidades e Linguagens (MEHL), intitulado, letramento digital: inserções tecnológicas no contexto formador do pedagogo, e, com base no contexto apresentado tem como objetivo explorar o letramento digital e sua inserção na formação acadêmica do pedagogo. Optou-se pela realização de uma pesquisa bibliográfica a cerca da temática letramento digital, em especial o que envolve o entendimento sobre o seu conceito.

2. Metodologia

Para compor o corpus deste trabalho partimos da realização de uma pesquisa bibliográfica. Sendo assim, este estudo trata de uma discussão teórica, tendo como base estudos já realizados por outros teóricos a respeito da temática que aborda o conceito de letramento digital. Para Gil (2010, p. 30) a pesquisa bibliográfica tem importância fundamental, pois a partir da mesma é que o pesquisador terá “fundamentação teórica” para embasar seu trabalho. Ainda segundo o autor, tal pesquisa é elaborada a partir de estudos que já foram publicados, sendo assim são fontes que podem oferecer uma ampla cobertura sobre a temática a ser estudada. Como afirmam Marconi & Lakatos (2009, p. 44) a pesquisa bibliográfica coloca “[...] o pesquisador em contato direto com tudo aquilo que foi escrito sobre determinado assunto, [...]”. Assim, a pesquisa bibliográfica nos permite uma ampla visão sobre o que estamos pesquisando.

3 Era Digital: Desafios Na Formação Dos Profissionais De Ensino

Ao longo do tempo o mundo se transformou economicamente, pois tivemos o que chamamos de revoluções econômicas, como a revolução industrial que substituiu a era da agricultura. Seguindo essas transformações atualmente estamos na era digital, que se caracteriza pelo grande avanço das tecnologias da informação e comunicação. Longo (2014, p. 69) já dizia que “a revolução não acontece quando a sociedade adota novas ferramentas, e sim quando adota novos comportamentos inspirados por elas”. Partindo de tal afirmação podemos atribuir a era digital não só ao uso das ferramentas tecnológicas, mas como uma era que transmite informações originadas pelas mídias, as quais estão influenciando o comportamento dos sujeitos diante grande quantidade de informação que é disseminada.

Segundo Gabriel (2013, s/p) a era digital é uma era que “[...] requer novas habilidades tanto dos estudantes quanto de professores e educadores”. Como essa nova era denominada era digital se apresenta com a difusão de um emaranhado de informações, as quais tem o poder de alcançar vários contextos, espaços e tempos diferentes ao mesmo momento. Sendo assim, é preciso cuidado quanto à análise e repasse dessas informações.

A validão da informação e reflexão para analisá-la e construir significados, na realidade, passa a ser uma das principais habilidades da era digital e, portanto, não apenas os professores, mas todos os profissionais que lidam com a informação – como jornalistas e bibliotecários – passam por uma mudança crucial em seus papéis sociais e, em minha opinião, ganham mais importância (Gabriel, 2013, p. 105).

A informação na Era digital tornou-se algo capaz de influenciar comportamentos e atitudes, assim antes de ser repassada por qualquer pessoa, a mesma precisa de uma análise mais aprofundada de seu conteúdo, uma leitura interpretativa onde a pessoa a qual está em seu poder possui grande responsabilidade, pois uma informação mal colocada pode interferir tanto na vida particular e social de uma pessoa, quanto na economia de um país.

Para tanto, surge a importância de o processo de ensino ser pautado não apenas na transmissão da informação, pois o ato de ensinar não se resume somente ao aplicar algo, expressar uma ação. Anastasiou & Alves (2015) destacam o termo ensinagem[1]

Como uma ação de ensino na qual resulta a aprendizagem do estudante superando o simples dizer do conteúdo por parte do professor, pois é sabido que na aula tradicional, que se encerra numa simples exposição de tópicos, somente há garantia da citada exposição, e nada pode se afirmar acerca da apreensão do aluno (Anastasiou & Alves, 2015, p. 20).

Assim, quando se supera o ensino tradicional indo além, é que se formam os meios para se desenvolver a ensinagem, proporcionando ao aluno o contato com novas formas de ensino aprendizagem.

O ensino não se forma sem a existência da pesquisa, tão pouco a pesquisa sem o ensino, são ações que estão interligadas, pois quando ensina-se algo é porque algum tipo de indagação sobre este existiu, como nos afirma Freire

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, recuperando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade (FREIRE, 1996, p.14).

O ensino e a pesquisa são processos que evoluem concomitantemente durante a atuação do professor em sala de aula. São processos que perpassam no passado, no presente e no futuro, pois, trata-se de algo que está sempre em constante construção e transformação.

Para que o ensino aconteça é essencial aos professores o respeito aos alunos, aos seus saberes, suas experiências e suas vivências, Freire (1996, p. 15) nos indaga quando pergunta “Porque não discutir com os alunos a realidade concreta a que se deva associar a disciplina cujo conteúdo se ensina [...]”. São associações que se relacionadas com os conteúdos trabalhados em sala de aula irão contribuir para o ensinar do professor e para o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos, pois a valorização das vivências, do associar o conteúdo com a realidade do mesmo, com seu contexto é o que irá formar-se em ensino.

Outro ponto destacado por Freire (1996, p. 21) sobre o ensino se refere ao fato de que “[...] ensinar não é transferir conhecimento é fundamentalmente pensar certo [...]”, assim caracteriza-se que o professor não pode ser apenas o transmissor do conteúdo, mas sim alguém que mesmo sabendo da dificuldade que é o pensar certo fará o possível para manter uma postura que não seja discriminatória valorizando o que é vivido pelo outro. Libâneo (1994, p. 90) também complementa quando diz que “[...] a relação entre ensino aprendizagem não é mecânica, não é uma simples transmissão do professor que ensina para um aluno que aprende”. Destacando que ensino aprendizagem são relações recíprocas entre o professor e o aluno, onde o ensino estimula a aprendizagem dos alunos, assim os sujeitos estão sempre aprendendo.

Outro fator destacado por Libâneo (1994) é que o ensino aprendizagem não deve ser pautado na memorização dos conteúdos, mas sim devem ser desenvolvidos através da participação do professor como o facilitador deste processo, pois este processo precisa estabelecer certas exigências e gerar expectativas aos alunos. Para que a aprendizagem aconteça de fato é necessário que o conteúdo seja organizado pelo professor de modo que atenda às necessidades dos alunos, para os mesmos possam descobrir e criar novas possibilidades.

As tecnologias digitais e o papel da inovação na sociedade contemporânea aparecem como símbolo de uma terceira revolução educacional, contudo, segundo Motta (2014, p. 126), os mesmos "[...] estão afetando profundamente dois elementos essenciais dos processos de ensino e de aprendizagem: a forma como produzimos conhecimento e a maneira segundo a qual o trabalha­mos pedagogicamente.” Assim, os processos de ensino aprendizagem passam por mudanças, e tais acontecem muito rapidamente, não acontecendo somente no espaço da escola. O autor também chama a atenção para tal, quando afirma que,

Atualmente, o ambiente de aprendizagem formal vai muito além dos muros da escola, permitindo expe­riências educacionais sem precedentes, fazendo uso de ferramentas e oportunidades inéditas, jamais disponí­veis anteriormente aos modelos tradicionais de ensino. Tais novas circunstâncias exigem um pensar profundo acerca da relação que se estabelece entre educação e tecnologia, [...] (Motta, 2014, p. 123).

Com isso a escola não pode ignorar que precisa estabelecer relações de aprendizagem fora da sala de aula também, e os professores precisam aliar suas práticas de ensino com o que o aluno já traz consigo, ou seja, com suas experiências e com as informações prévias que os mesmos obtêm a partir do uso das tecnologias digitais de informação e comunicação fora do espaço escolar.

4 Letramento Digital

Para entendermos o letramento digital é necessário que entendamos o que é o conceito de letramento e o conceito de alfabetização. Soares & Batista (2005, p. 50), definem letramento como “[...] o conjunto de conhecimentos, atitudes e capacidades envolvidos no uso da língua em práticas sociais e necessários para uma participação ativa e competente na cultura escrita.” Para os autores existe distinção entre o conceito de letramento e o conceito de alfabetização, pois os mesmos argumentam que alfabetização é “[...] o ensino e o aprendizado de uma outra tecnologia de representação da linguagem humana, a escrita alfabético-ortográfica” (Soares & Batista, 2005, p. 24).

Sendo assim, é possível que o sujeito seja letrado e não alfabetizado, pois a partir do momento em que ele tem contato com as letras e as faz uso em seu meio social, o sujeito se torna letrado. Contudo, Soares & Batista (2005, p. 50) afirmam que diante das demandas da sociedade atual o sujeito precisa ser alfabetizado e letrado, para assim conseguir fazer uso da leitura e da escrita como práticas sociais.

Outro aspecto que não pode ser ignorado é a definição correta dos termos educação e tecnologia, e Munhoz (2016, p. 13) chama atenção para as definições de tais termos, destacando que a educação “é um processo organizado para comunicar ao aluno uma combinação de conhecimentos, técnicas e ferramentas, bem como a compreensão de todas as atividades que o ser humano desenvolve em sua vida”, e tecnologia apresenta-se como, “o estudo de materiais com o objetivo de aplicar a ciência para criar novos objetos e máquinas”. O autor destaca a necessidade de cuidado ao unir esses dois conceitos, a fim de não centrar somente no conceito de educação resultante do uso das ferramentas tecnológicas.

A partir de tais definições sobre letramento, alfabetização, educação e tecnologias, será realizado um diálogo sobre o conceito de letramento digital, suas significações e demandas. Para corroborar Buckingham (2010) destaca que, letramento digital no uso contemporâneo consiste em,

[...] um conjunto mínimo de capacidades que habilitem o usuário a operar com eficiência os softwares, ou a realizar tarefas básicas de recuperação de informações. Trata-se de uma definição essencialmente funcional, uma vez que especifica as capacidades básicas necessárias para realização de certas operações (Buckingham, 2010, p. 47).

Mas, para o autor a definição de letramento digital vai mais além de capacidade técnica de manuseio das ferramentas tecnológicas, pois apesar da necessidade de tais capacidades técnicas básicas o autor afirma que, “[...] letramento digital é bem mais do que uma questão funcional de aprender a usar o computador e o teclado, ou fazer pesquisas na web, ainda que seja claro que é preciso começar com o básico” (Buckingham, 2010, p. 49). Assim, de acordo com o autor, letramento digital apresenta-se também como o desenvolvimento da capacidade crítica dos sujeitos diante das informações acessadas via web bem como a capacidade de elaborar questionamentos sobre as fontes de tais informações.

Para corroborar com o tema, Romaní (2012, p. 10) também nos faz um alerta quando conceitua letramento digital a partir da seguinte afirmação: “Proficiência ao construir conhecimento novo, com base no emprego estratégico de TICs”. Destacando que, a partir do uso das tecnologias é essencial que tais informações devem gerar conhecimento novo, e que tal conhecimento seja útil aos sujeitos envolvidos.

O Letramento digital demanda competências técnicas básicas aos sujeitos, assim o conceito de sujeito letrado compreende algumas capacidades, ou seja, “ser digitalmente letrado envolve usar tecnologias para informação e conhecimento, para acessar, recuperar, armazenar, organizar, gerir, sintetizar, integrar, apresentar, partilhar, trocar e comunicar em múltiplos formatos, textuais ou multimídia” (Romaní, 2012, p. 10).

Tais competências básicas enfatizadas pelo autor são necessárias para que o sujeito possa inserir-se no contexto tecnológico, para que o mesmo possa ser incluído diante das tecnologias, mas não são as principais, pois para Goméz (2015) tal conceito vai além de tais competências básicas, elencando outros tipos, sendo uma delas a utilização do conhecimento de forma crítica.

Na era da saturação de informação, parece mais necessário do que nunca o desenvolvimento da capacidade de criticar, discernir, comparar e avaliar os fundamentos e os sentidos dos dados e das ideias que manipulamos. Criticar não é destruir, é discernir, ser capaz de questionar, debater, contrastar, mesmos as opiniões mais básicas de cada indivíduo, cada grupo e cada comunidade (Goméz, 2015, p. 80).

Atitude crítica não significa opor-se de imediato a uma determinada informação que nos é apresentada, mas sim, ter a capacidade de distinguir e compreender tal informação, e que esta compreensão se apresente como resultado de um pensamento crítico, o qual o sujeito inserido na Era da informação precisa desenvolver.

Corroborando com a temática em questão, Ribeiro (2018, p. 39) também destaca a importância de leitores críticos e analíticos diante desta era digital.

As conexões entre letramento, especialmente em agências como a escola, e processos de edição são cada vez mais evidentes e necessárias, em um mundo de vozes cada vez mais diversas e mais concorrentes. Concomitantemente, no entanto, é preciso ter sempre presente a ideia de que leitores analíticos e críticos favorecem muito a existência de um mundo mais horizontal e menos manipulado por poucos (Ribeiro, 2018, p. 39).

Para tal, a autora destaca a importância da escola como agência, como espaço de produção do conhecimento, estar atenta para a necessidade de os sujeitos não se tronarem apenas reprodutores de conteúdos e informações, e sim desenvolver a capacidade de análise crítica do que é ofertado através das mídias digitais.

Soares (2002, p. 156) também busca discutir letramento digital, ou seja, novos tipos de letramentos diante das novas práticas de leitura e escritas proporcionadas pelo uso das tecnologias, “[...] para enfatizar a ideia de que diferentes tecnologias de escrita geram diferentes estados ou condições naqueles que fazem uso dessas tecnologias, em suas práticas de leitura e de escrita: [...]”. Letramento se compõe em todos os tempos e caracterizam-se na pluralidade, pois se perpetua como diferentes letramentos, no passado, no presente e também no decorrer do tempo.

Gabriel (2013, p. 130) define o letramento digital na Era digital como,

O letramento digital consiste não apenas em se saber operar o ambiente digital, os seus buscadores on-line ou conhecer os comandos de login e logout dos seus sistemas, mas também, e principalmente, em compreender o processo informacional mais complexo e interconectado por detrás desses sistemas para conseguir obter o melhor resultado possível nas pesquisas. Isso só é possível por meio da combinação de habilidades e conhecimentos técnicos do ambiente digital associadas com o exercício da capacidade analítica e crítica em relação à informação.

Sendo assim, o letramento digital não se funde apenas no ato básico de lidar tecnicamente com uma ferramenta digital, mas também com o desenvolvimento nos sujeitos de capacidades analíticas das informações contidas nos ambientes digitais.

4.1 Os Letramentos Digitais

Letramento digital não se resume apenas a um tipo de letramento, pois segundo Dudeney, Hockly & Pregun (2016, p. 17), estamos diante de um contexto no qual não sabemos para que finalidade e para qual tipo de desafios estamos preparando os estudantes, assim surge a necessidade de os estudantes terem a seu dispor “[...] um conjunto completo de letramentos digitais [...]”. A Figura 1 ilustra a relações dos letramentos digitais.

letramentos digitais
Figura 1-
letramentos digitais
Fonte: elaborada pela autora conforme Dudeney, Hockly & Pegrun, (2016).

A partir do exposto na Figura 1, os autores definem que, o foco da linguagem está ligado à comunicação dos sentidos, onde tal comunicação se dá através da linguagem; no foco da informação apresentado, destaca-se que já não é mais necessário aos sujeitos a capacidade de memorização das informações, pois com a facilidade e grande quantidade de informações, é necessário aos sujeitos habilidades para o acesso, avaliação e administração; o foco das conexões as mesmas se fundem através da comunicação dos sentidos e do gerenciamento das informações, e no foco do (re)desenho destaca-se que diante do contexto atual digital, não devemos nos focar apenas na cópia ou crítica de modelos antigos de letramento, mas sim atribuir nossos significados ao já existentes, construir novos conceitos.

A partir de tal abordagem realizada pelos autores, fica claro que na Era digital, era das informações em grande quantidade e de fácil acesso, não existe mais espaço para o memorizar das informações, “[...] memorizar informação vem se tornando menos importante que nossas habilidades de acessar, avaliar e administrá-la”, (Ibidem., p. 35) assim, fica evidente a necessidade de saber o que fazer com a informação, e saber como utilizá-la a fim de construção de conhecimento.

Com isso os autores definem letramentos digitais e não apenas letramento digital, afirmando que “Letramentos digitais: habilidades individuais e sociais necessárias para interpretar, administrar, compartilhar e criar sentido eficazmente no âmbito crescente dos canais de comunicação digital”. Afirmando que letramentos digitais se formam não apenas nas habilidades próprias dos sujeitos, mas, os mesmos também envolvem o contexto social dos sujeitos, suas habilidades de convivência, o ter acesso e o participar ativamente em sociedade.

Para representar os letramentos Dudebey, Hockly & Pegrum, (2016) apresentam quatro diferentes focos. Primeiro foco: a linguagem, composto por letramento impresso; letramento em SMS; letramento em hipertexto; letramento em multimídia; letramentos em jogos; letramento móvel; letramento em codificação. Segundo foco: a informação, composto por letramento classificatório; letramento em pesquisa; letramento em informação; letramento em filtragem. Terceiro foco: conexões, composto por letramento pessoal; letramento em rede; letramento participativo; letramento intercultural. Quarto foco: (re) desenho, composto por letramento remix. No foco da linguagem apresentado pelos autores, destaca-se a ligação dos sujeitos com a comunicação de sentido a partir do uso das linguagens.

Buzato (2006, p. 16) também afirma a existência de diferentes letramentos digitais, definindo como,

Letramentos digitais (LDs) são conjuntos de letramentos (práticas sociais) que se apoiam, entrelaçam, e apropriam mútua e continuamente por meio de dispositivos digitais para finalidades específicas, tanto em contextos socioculturais geograficamente e temporalmente limitados, quanto naqueles construídos pela interação mediada eletronicamente.

Com isso, o autor sinaliza que, diante das tecnologias digitais surgem diferentes tipos de letramentos em diferentes contextos, pois, são práticas de letramento que se fundem, tanto no convívio social quanto nos processos interativos vivenciados pelos sujeitos proporcionados pelas tecnologias digitais.

Rojo (2012, s/p) usa o termo multiletramentos para definir a existência de mais de um tipo de letramento, assim define dois tipos de multiplicidade que fazem parte da sociedade atual, sedo elas, “[...] a multiplicidade cultural das populações e a multiplicidade semiótica de constituição dos textos por meio dos quais ela se informa e se comunica”. A autora chama a atenção para multiletramentos como necessários para significar textos que são compostos por uma variedade de linguagens, ou seja, textos compostos por múltiplas linguagens, ou seja, compostos por multimodalidades, pois segundo a autora a escrita também é imagem, e a multimodalidade é objeto de leitura e escrita.

Para complementar, Vieira & Silvestre (2015) conceituam multimodalidades como,

[...] a composição textual multimodal tem alimentado as práticas sociais, cuja riqueza de modos de representação utilizados incluem desde imagens, até cores, movimento, som e escrita, haja vista a existência frequente de eventos híbridos de letramentos, constituídos por composições com linguagem verbal, com linguagem visual e com linguagem corporal, marcas preponderantes do discurso contemporâneo. (Vieira & Silvestre, 2015, p. 43).

Para tal, Rojo (2013) destaca que neste campo é necessário “[...] negociar uma crescente variedade de linguagens e discursos: interagir com outras línguas e linguagens, interpretando ou traduzindo, usando interlínguas específicas de certos contextos, [...]” (Ibidem., p. 17) Assim, a autora defende que não devemos esquecer as práticas de letramentos não valorizadas pela escola, os letramentos que se formam fora da escola, o letramento cultural e local, pois independente de qual for a classe social, as crianças já tiveram contato com algum tipo de dispositivo móvel. Sendo assim, a escola não pode ignorar e sim refletir sobre, além de pensar as tecnologias para produção de materiais didáticos (Rojo, 2016).

Idem (2016) cita o New London Group[2], destacando a existência de um diagrama que comtempla o que entra na pedagogia dos multiletramentos, sendo eles como requisitos necessários aos sujeitos. Para tal, o sujeito precisa ser: um “usuário funcional”, abarcando competência técnica e conhecimento prático, ou seja, saber operar dispositivos e programas e aplicativos; “criador de sentidos”, no qual o sujeito precisa ser mais produtor do que consumidor, mas para ser criador de sentidos, ele precisa ser “analista crítico”, precisa ler criticamente as informações disponíveis no digital, somente para então criar sentidos, e que tais se transformem, usando o que foi aprendido de novos modos, ou seja, utilizando-se da ideia do remix, criar a partir do que os outros já produziram, assim tornando-se um sujeito “transformador”.

Soares (2002, p. 155) também chama a atenção para a necessidade da utilização do termo letramentos, diante da inserção tecnológica, pois segundo a autora é necessário que “[...] se reconheça que diferentes tecnologias de escrita criam diferentes letramentos”. Assim, os letramentos envolvem práticas de leitura e escrita com mais complexidade, perpassando a verbalidade e a escrita, definindo-se como algo que vai além de desenvolver capacidades técnicas de manuseio, exigindo dos sujeitos o entendimento crítico das informações.

5 Discussão

A partir dos autores aqui estudados para compor o conceito de letramento digital, observou-se que o letramento digital além de abordar práticas sociais de leitura e escrita em dispositivos digitais, também requer ao sujeito a necessidade de desenvolver capacidades técnicas quanto ao uso das ferramentas digitais, bem como o desenvolvimento de capacidades críticas e reflexivas, no que diz respeito ao que o mesmo está acessando, ou seja, nas informações que estão a sua disposição nos meios digitais.

O que vem corroborado por Gabriel (2013) quando nos fala em validão e reflexão das informações, também por Buckinghan (2010), quando afirma que o letramento digital vai além da técnica, do manuseio e também adentra o desenvolvimento da capacidade crítica e analítica dos sujeitos, não ignorando que, sim é necessário aos sujeitos saber manusear uma ferramenta digital, mas que não é o suficiente. Gomez (2015) reforça quando afirma a necessidade de análise crítica, não no sentido de diminuir, destruir algo, mas sim no sentido discernir, no entendimento, compreensão e avaliação das informações. Necessidade esta também destacada por Riberio (2018), quando chama a atenção para a necessidade do sujeito desta Era digital precisa ser um leitor analítico e crítico.

Outro destaque se refere à existência de mais de um tipo de letramento digital, como apontado por Dudeney, Hocly & Pegrum (2016), pois envolve diferentes letramentos que acontecem em diferentes espaços e em variados dispositivos, pois são letramento que se formam em diferentes focos, como na linguagem, na informação, nas conexões e no (re) desenho. O que para Rojo (2012) caracteriza-se como multiletramentos evidenciados pela multimodalidade, ou seja, dos textos multimodais, que além de letras, compõem-se por imagens e sons. A autora ainda destaca a necessidade do sujeito que está envolvido neste contexto portar-se como alguém que desenvolva habilidades práticas e técnicas de manuseio, ser mais produtor do que consumidor, desenvolvendo criticidade sobre o que está acessando e lendo, bem como ter a capacidade de recriar o que já foi criado, ampliando sua capacidade criativa. O que vem reforçado por Buzatto (2006) quando também aponta a existência de letramentos digitais, pois segundo o autor existi um conjunto de letramentos, que se juntam e se formam no convívio social e nas práticas interativas entre os sujeitos.

6 Considerações Finais

O presente trabalho nos fornece um aporte teórico sobre o letramento digital, o qual potencializa e possibilita o entendimento a cerca de seu conceito e suas possibilidades, bem como o seu estudo e desenvolvimento no contexto escolar. Tal estudo direciona-se a estudantes e professores inseridos neste contexto tecnológico proporcionado pela Era digital.

Sendo assim, após o estudo destes autores citados no corpus deste trabalho, é possível observar que o letramento digital se faz necessário especialmente na Era digital, pois estamos na Era da informação, na qual a tecnologia faz parte do cotidiano, e cada vez mais é necessário estar inserido no ecossistema e saber como manusear as ferramentas tecnológicas, desenvolvendo um mínimo de capacidade e de competência técnica. Contudo, é preciso ir além da capacidade técnica de manuseio das ferramentas tecnológicas que estão à nossa disposição, e desenvolver capacidade crítica e analítica da vasta quantidade de informações que estão a nossa disposição. Estamos imersos em um contexto de letramento que se forma a partir de práticas sociais de leitura e escrita, e as tecnologias digitais fazem parte deste contexto. Assim, o letramento digital coloca-se como uma necessidade ao sujeito que faz parte desta Era.

A partir do que foi exposto neste trabalho sugere-se que o letramento digital seja estudado não apenas no que tange o seu conceito, mas que o mesmo seja investigado em sua abordagem e em seu desenvolvimento nos contextos educacionais, sendo tanto na formação do professor como em sua prática em sala de aula.

REFERENCIAS

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Porcentagem de contribuição de cada autor no manuscrito

Elizete de Fatima Veiga da Conceição – 50%

Taís Steffenello Ghisleni – 50%

Notas

[1] O termo ensinagem foi utilizado por Anatasiou, L.G.C em sua tese de doutorado, Metodologia do ensino superior: da prática docente a uma possível teoria pedagógica. Curitiba IBPEX, 1998. Termo que destaca a aprendizagem como resultado de uma parceria entre professor e aluno.
[2] Grupo de professores e pesquisadores dos letramentos, responsável pelo cunho do termo multiletramentos. Disponível em: www.learning-theories.com/multiliteracies-new-london-group.html
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