Recepción: 31 Agosto 2021
Aprobación: 25 Enero 2022
DOI: https://doi.org/10.28976/1984-2686rbpec2022u577601
Resumo: As infecções por helmintos e protozoários são problemas de saúde pública, negligenciados, que atingem principalmente crianças e adolescentes em idade escolar em regiões tropicais e subtropicais. Pensando na divulgação do conhecimento e o papel atribuído ao livro didático para a preparação e desenvolvimento de conteúdos em sala de aula esta pesquisa objetivou avaliar o conteúdo de Parasitologia em 10 coleções de Biologia, aprovados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) no triênio 2018/2020. Foram feitas análises in loco e os resultados revelaram erros conceituais, incorreções científicas, emprego de ilustrações inadequadas e ausência de abordagem sobre parasitos importantes. Esta análise oferecerá subsídios para autores e editoras na construção do material didático e, para os professores que estão utilizando o livro didático como recurso, para adequarem as informações contidas nas atividades realizadas com os alunos, bem como complementando as informações faltantes.
Palavras-chave: PARASITOLOGIA, DOENÇAS NEGLIGENCIADAS, MATERIAL DIDÁTICO, DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO.
Abstract: Helminthiasis and protozoan infections are a neglected public health issue that affects mainly school-age children in underdeveloped countries of tropical and subtropical regions. In terms of dissemination of scientific knowledge and the role attributed to textbooks when it comes to biology lesson planning and design, this research aimed to evaluate this content of Parasitology in ten biology textbooks approved by the Brazilian National Textbook Plan (PNLD) for the triennium from 2018–2020. On-site analyses were performed and the results revealed conceptual errors, scientific inaccuracies, use of inappropriate illustrations, and absence of relevant parasites. This study offers support for authors and publishers in the design of textbooks, and for teachers who use them as a resource, so that they can adapt them in response to the content of the activities along with students, as well as to complement the missing information.
Keywords: PARASITOLOGY, NEGLECTED DISEASES, TEACHING RESOURCES, DISSEMINATION OF INFORMATION.
Introdução
O ensino da Biologia é uma atividade complexa. Nesse contexto se faz necessária uma profunda revisão sobre o modo como é praticado, além de uma reflexão estratégica e oportuna sobre os objetivos do processo de ensino/aprendizagem num contexto multidisciplinar, em que as informações e os conhecimentos não são mais privilégio do professor ou de materiais didáticos (Ribeiro, 2018).
Mesmo com tantas opções de consultas disponíveis hoje em dia, o livro didático é importante para a construção e estruturação dos saberes. Em diversas regiões do Brasil onde as parasitoses se tornam realmente mais um problema de saúde pública, dentre tantos, e onde há escassez de outras referências, o livro didático assume a principal fonte de consulta, tanto para os alunos quanto para os professores. Para Guerino e Guerino (2019), a educação em saúde é muito importante para os jovens. Ela deve ser inserida no seu dia a dia e tratada de forma a orientá-los, e a seus familiares, acerca dos riscos de se adquirir uma doença e as formas adequadas de diagnosticá-las e tratá-las.
A reflexão e a busca das bases conceituais no ensino da Biologia, enquanto saber organizado, é uma condição fundamental de revisitar o sentido do ensino na educação básica. Segundo Nardi (1999) e Ferreira e Selles (2003) uma das formas de melhorar a qualidade de ensino a partir da seleção das obras didáticas é dar autonomia aos professores na tomada de decisão na hora da escolha dos livros, pois por meio deles os professores organizam, desenvolvem e avaliam seus trabalhos pedagógicos.
A Base Nacional Curricular Comum (BNCC) do Ministério da Educação serve de referência para as redes de ensino e para a elaboração do livro didático. Após as obras serem aprovadas pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) é disponibilizado o Guia do Programa Nacional do Livro Didático que permite o professor avaliar a consonância entre os livros didáticos e o Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola. Os professores de cada disciplina, junto com a escola, devem apresentar duas opções na escolha das obras, para cada ano, no portal do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) (Ministério da Educação, 2018).
Os avanços tecnológicos e a enorme variedade de materiais curriculares, fez com que o livro didático perdesse o protagonismo pelos estudantes e professores, dando espaço a outras formas de comunicação e divulgação do conhecimento (Massara et al., 2013). No entanto, continua sendo o recurso mais utilizado nas salas de aula de todo o país, devido a precariedade de diversas instituições de ensino, que não dispõem de outros recursos para o processo ensino/aprendizado (Silva et al., 2006; Rosa & Mohr, 2016). Desta forma, se faz importante, pesquisas que avaliam os conteúdos dos livros didáticos que são ofertados e distribuídos na rede pública de ensino.
Segundo Megid Neto e Fracalanza (2003) os professores fazem o uso do livro didático de três maneiras: (1) uso simultâneo de coleções, (2) apoio as atividades de ensino-aprendizagem e, (3) como fonte bibliográfica para complementar seus próprios conhecimentos e para a aprendizagem dos alunos.
A avaliação dos temas relacionados à Parasitologia nos livros didáticos não se caracteriza por uma prática nova (Jotta & Carneiro, 2009; Schall, 2010; Orlandi, 2011; França et al., 2011; Murta et al., 2014). A tendência maior indica a análise de seus conteúdos, visando identificar, principalmente, erros conceituais e ilustrações equivocadas (Schall, 2010, França et al., 2011, Murta et al., 2014).
O número crescente de pesquisas que avalia o livro didático reflete a atual preocupação da comunidade científica na divulgação de conhecimentos já estabelecidos que se adequam a realidade do público (Mohr, 1995; Jotta & Carneiro, 2009; Mohr, 2000; Megid Neto & Fracalanza, 2003; Carneiro et al., 2005; Rosa, 2009; Schall, 2010; Orlandi, 2011; França et al., 2011; Assis et al., 2013; Murta et al., 2014; Rosa & Mohr, 2016). Esta preocupação também é reflexo das ações do Ministério da Educação no estabelecimento do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) (Ministério da Educação, 2018), uma vez que movimenta significativos investimentos que se iniciam desde o processo de elaboração de políticas para o acesso do material didático, até sua chegada ao aluno (Murta et al., 2014).
É importante ressaltar que o parasitismo é uma relação ecológica entre hospedeiro e agente infeccioso em que há uma unilateralidade de benefícios (Neves et al., 2016). Na sala de aula este assunto pode ser utilizado como tema gerador de ações de saúde, dando oportunidade ao professor de abordar conceitos parasitológicos, ecológicos, epidemiológicos, de cidadania e de higiene.
Diante o exposto o objetivo do presente estudo foi avaliar o conteúdo referente as doenças causadas por helmintos e protozoários, em 10 livros de Biologia aprovados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD 2018–2020).
Materiais e métodos
Realizou-se entre os meses de maio e junho de 2019, uma busca in loco das 10 coleções de Biologia aprovadas pelo PNLD para o triênio 2018/2020, conforme a Figura 1.

De posse dos livros foi feita busca e leitura detalhada do tema em questão. Foram incluídas neste estudo as doenças causadas por protozoários e helmintos mais prevalentes no Brasil, segundo dados publicados pelo Ministério da Saúde (Ministério da Saúde, 2010). As protozooses incluídas foram: Amebíase, Doença de Chagas, Giardíase, Leishmanioses (Cutânea e Visceral), Malária e Toxoplasmose e as helmintíases Ancilostomíase/Bicho geográfico, Ascaridíase, Enterobiose, Esquistossomose, Estrongiloidíase, Filariose, Oncocercose e Teníase/Cisticercose.
Os critérios de análise foram construídos com base em Mohr (1995), Orlandi (2011) Perales e Jiménez (2012), Pires et al., (2013) e Dib et al., (2019) estando apresentados na Figura 2.

As variáveis contempladas, no item 2 da Figura 2, foram apontadas e apresentadas em gráfico em forma de radar (Figura 3). Os itens relacionados a qualidade científica do conteúdo textual foram apontados em (1) presença e (0) ausência a soma de todos os critérios foi de 180 pontos e representa o score total de cada parasitose analisada.

Resultados e discussão
Após a análise do conteúdo referente às helmintíases e protozooses (conforme referências utilizadas para a elaboração da Figura 2), foi observado que, além das doenças listadas, as protozooses Balantidíase e Tricomoníase, e as helmintíases Fasciolose e Hidatidose, não contempladas no guia do Ministério da Saúde (Ministério da Saúde, 2010), foram abordadas nos livros didáticos, sendo assim incluídas nas análises. No texto o número referente as obras (Figura 1) está entre parênteses.
m relação aos protozoários, todas as coleções fizeram referência à Malária, Doença de Chagas e as Leishmanioses. A Toxoplasmose foi abordada em oito obras (1, 2, 3, 4, 5, 7, 8 e 9), a Amebíase (3, 4, 5, 6, 7, 8 e 10) e Giardíase (1, 2, 3, 4, 5, 8 e 10) porsete e a Tricomoníase por seis (2, 3, 4, 5, 7 e 8). A Balantidíase foi abordada por duasobras (3 e 8).
Para as helmintíases: a Esquistossomose, a Ascaridíase e a Teníase foram descritas pelas dez coleções. Nove abordavam a Ancilostomíase e a Filariose (2 a 10), oito abordaram a Enterobiose (2, 3, 4, 5, 7, 8, 9 e 10) e seis o Bicho Geográfico (3, 4, 5, 7, 8 e 10). Foram abordadas por uma coleção a Estrongiloidíase, a Hidatidose e a Fasciolose(3) e a Oncocercose (10). Em nenhuma das coleções foi abordada a Tricuriase.
Apresentação do tema
Nos livros analisados os temas, helmintíases e protozooses, estão contemplados em capítulos junto a outros temas. As protozooses estão apresentadas nos capítulos: Reino Protista (1, 4, 7 e 8), Protozoários, Algas e Fungos (2, 6), Protozooses e Doenças Sociais (3), Protozoários e Algas (5 e 10) e Seres vivos muito pequenos (9). As helmintíases estão distribuídas nos capítulos: Platelmintos e Nemátodos (1 e 9), Platelmintos, Nematódeos e Moluscos (2 e 10), Helmintíases: doenças negligenciadas (3), Platelmintos e Nematódeos (4 e 5), Animais invertebrados (6), Diversidade de invertebrados (7) eDiversidade animal (8).
A qualidade científica do conteúdo textual
Nomes científico e popular do agente etiológico e do vetor
O nome científico dos agentes etiológicos das protozooses e das helmintíases está escrito corretamente, na maioria das obras, conforme a norma taxonômica. Entretanto algumas exceções foram observadas como, por exemplo, no livro 1, em que não é citado o nome científico do agente etiológico da Esquistossomose. Nesta obra é feita apenas a citação: “O mais importante parasita humano é o esquistossomo, que causa a verminose chamada popularmente de barriga-d’água.” Os livros 4 e 6 não citam o nome científico do agente etiológico da cisticercose. Os livros 5 e 8 trazem o nome científico em desuso do agente etiológico da enterobiose (Oxyurus vermicularis) sendo o nome atual Enterobius vermicularis. Em relação a grafia do nome científico, o livro 8 traz “Le. brasiliensis” onde o correto é Le. brazilienzis (com z). O livro 9 traz o nome da espécie causadora da esquistossomose com letra maiúscula “S. Mansoni” onde o certo é “S. mansoni”.
Foi considerado se as obras trazem no texto os nomes vulgares, regionais e/ ou popularmente conhecidos das doenças. Entre os protozooses o nome vulgar mais citado para a Leishmaniose Cutânea, foi “úlcera de Bauru” (3, 4, 5, 6, 7 e 8) e para a forma Visceral “calazar” (3, 6 e 9). A Malária foi apresentada pelos nomes “tremedeira” e “batedeira” (4) e “impaludismo”, “maleita” e “sezão” (5). As demais protozooses não trazem nomes vulgares.
Considerando as helmintíases, a Ancilostomíase foi descrita como “amarelão” (2 ao 10), “opilação” (3, 4, 5 e 8), “mal da terra” (3 e 4), “mofina” e “canguari” (4). “Bichogeográfico” (3, 4, 5, 7, 8 e 10) e “bicho das praias” (5) foram os nomes utilizados para descrever a Ancilostomíase brasiliense. Para a Ascaridíase, Enterobíase e Filariose os nomes vulgares mais referidos foram “lombriga” (1 ao 10) “oxiúro” (3, 4, 5, 9 e 10) e “elefantíase” (2 ao 10), respectivamente. A Esquistossomose foi retratada como “barriga d’água” (1, 2, 3, 4, 8, 9 e 10), “xistosa” (5), “xistossomose” (5 e 7), “doença do caramujo”(5), “esquistossomo” (1 e 3) e “lagoas de coceira” (6). A Teníase como “solitária” (1, 3, 4,5, 7, 8 e 10) e “tênias” (2 e 3) e a Cisticercose como “canjiquinha” (4 e 5) e “pipoca” (4). A Oncocercose como “cegueira do rio” (10). Na Estrongiloidiase, Fasciolose e Hidatidose não foram abordados nomes vulgares.
Nos capítulos relacionados as protozooses todas as coleções trazem o gênero Anopheles como vetor do Plasmodium. As obras que abordam a Doença de Chagas trazem o gênero Triatoma como principal vetor do parasito causador da doença (3 a 10), embora, o gênero Rhodnius e Panstrongylus, também sejam descritos nas obras (3, 5 e 7). Todas as obras que abordaram a Leishmaniose Visceral (3, 4, 5, 6, 9, 10) eCutânea (3, 4, 5, 6, 7, 9, 10) citam o gênero Lutzomyia como vetor de uma das espécies de Leishmania. No entanto, cabe ressaltar que, segundo Galati, (2003) as novas regras taxonômicas passaram a considerar que um dos vetores da Leishmania, causadora da forma cutânea no Brasil, seja a espécie Nyssomyia whitmani e da forma visceral a espécie Lutzomyia longipalpis.
Em relação às helmintíases, das 10 obras que abordam a Esquistossomose, nove trazem o caramujo do gênero Biomphalaria como hospedeiro intermediário do S. mansoni. A única obra que aborda a Fasciolose (3) traz o caramujo do gênero Lymnaea como hospedeiro intermediário da Fasciola hepatica, embora na nova classificação o gênero, do caramujo hospedeiro, passou a ser designado como Pseudosuccinea (MolluscaBase eds. 2022). A obra 10 cita o inseto do gênero Simulium como vetor da Oncocercose. As nove coleções que abordaram a Filariose trazem o gênero Culex como vetor do parasito (2 a 10).
No que se refere aos nomes vulgares dos vetores dos parasitos, a Doença de Chagas trouxe “chupança” (2, 3, 4, 5, 6, 8 e 9), “percevejo” (5 e 9), “procotó” e “bicho de parede”(5); as Leishmanioses trouxeram os nomes “mosquito palha” (2 ao 10), “birigui” (2, 3,4, 5, 8, 9 e 10), “maruim” (6) e “cangalhinha” (9); a Malária os nomes “mosquito-prego”(1, 2, 3, 5, 8 e 9) e “muriçoca”, “carapanã” e “sovela” (9). O vetor do helminto Onchocerca volvulus causador da Oncocercose, foi descrito como “borrachudos” e “piuns” na obra 10.
É importante destacar que as nomenclaturas populares devem ser consideradas nos livros, sobretudo, em razão da ampla diversidade linguística no Brasil (Megid-Neto e Fracalanza, 2003; Murta et al., 2014). Para Enk et al., (2003, 2004), Massara et al., (2008) e Murta et al., (2014) os autores, ao denominarem genérica ou erroneamente os agentes etiológicos e/ou os hospedeiros intermediários, não permitem o conhecimento mais específico sobre o ciclo das doenças, principalmente para os estudantes que vivem em áreas endêmicas e também para aqueles de áreas não endêmicas que, ocasionalmente, frequentam áreas onde ocorre transmissão da doença.
Transmissão
De todas as obras, apenas a primeira (1) deixa de apresentar a transmissão da Doença de Chagas, Leishmaniose, Toxoplasmose, Giardíase, Teníase e Ascaridíase.
Observa-se que, de modo geral, a transmissão das doenças descritas em cada obra é igual em todas as coleções. Exemplifica-se, no caso da Malária, que o mecanismo de transmissão sempre é abordado como “picada da fêmea do gênero Anopheles” ou “fêmea do Anopheles”. Na obra 9 além dos exemplos listados lemos também “doação de sangue”.
Além das formas já bastante conhecidas da transmissão da Doença de Chagas (picada do inseto, transfusão de sangue, leite materno, placenta e transplante) os livros 3 e 4 enfatizam a ingestão de bebidas e alimentos contaminados como o açaí e caldo de cana.
Diante dos resultados apresentados, Murta et al., (2014) enfatizam a importância do conhecimento da transmissão de cada uma das doenças analisadas, estimulando e desenvolvendo o senso crítico do aluno, levando-o a pesquisar e discutir a estrutura sanitária e os impactos ambientais na região onde ele vive.
Sintomatologia
Observou-se que a sintomatologia não foi abordada para a Amebíase (4), Doença de Chagas (2), Malária (2 e 7), Esquistossomose (1), Fasciolose (3), Teníase (1, 8 e 9) eCisticercose (4 e 8).
O conhecimento sobre a sintomatologia das parasitoses auxilia na busca de diagnóstico e consequentemente, o tratamento. Neste sentindo, o livro didático é a principal, e muitas vezes a única ferramenta onde o aluno terá a oportunidade de aprender a identificar a manifestação clínica de uma determinada doença e, se for o caso, procurar diagnóstico e tratamento.
Prevenção/profilaxia
A prevenção não foi abordada para a Doença de Chagas, Leishmanioses e Toxoplasmose (1 e 2), Malária (1, 2, 9 e 10), Tricomoníase (2) e Giardíase (1 e 5).
Para as helmintíases a prevenção não foi abordada para a Esquistossomose (1 e 10); Teníase (1); Cisticercose (2, 4, 6, 7, 8 e 9); Ascaridíase (1, 6 e 9); Oxiurose (4, 9e 10); Ancilostomíase (9); Bicho-geográfico (10) e Filariose (2, 9 e 10). Vale ressaltar que a obra 2 generaliza a prevenção para todas as parasitoses, indicando por exemplo: “lavar as mãos após usar o banheiro e antes das refeições; lavar os alimentos antes de ingeri-los; evitar andar descalço, cortar e manter limpa as unhas; beber água filtrada ou fervida; lavar os utensílios com água potável” como medidas preventivas também para a esquistossomose e teníase. O livro 10 cita medidas importantes para diminuir as chances de contaminação para a cisticercose e teníase: “lavar as mãos após o uso do banheiro e antes das refeições e desinfetar os alimentos”. Cabe enfatizar que as medidas citadas acima devem ser tomadas para prevenir somente a cisticercose.
É importante salientar que todas as obras citam o saneamento ambiental como medida importante e permanente para prevenção das helmintíases e protozooses. Segundo o Ministério da Saúde (Ministério da Saúde, 2014), o saneamento ambiental visa atingir níveis de salubridade que incluem o abastecimento de água potável, coleta e disposição sanitária dos resíduos líquidos e sólidos, uso e ocupação adequada do solo, drenagem, controle de vetores e reservatórios de doenças transmissíveis.
Na abordagem da prevenção e profilaxia os autores, dos livros didáticos, têm a oportunidade de abordar os comportamentos que devem ser evitados para não secontrair uma doença, promovendo principalmente ações de saúde. Faz-se necessária uma aproximação do texto didático com a realidade dos alunos, deixando de maneira clara, correta e contextualizada as vulnerabilidades para a aquisição da infecção parasitária.
Diagnóstico
Após a análise das obras, observou-se que, em relação às protozooses os livros 5, 6 e 9 abordaram a importância do diagnóstico laboratorial. Sendo as obras 5 e 9 para a Doença Chagas, Leishmaniose e Toxoplasmose; a obra 6 para Amebíase e a 9 para Malária. Nas helmintíases apenas três livros (5, 6 e 9) citam o exame de fezes como indicador laboratorial de certeza, somente para a teníase não dando destaque para o papel das fezes como elemento contaminante no ambiente. Lefèvre (1981) alerta para o falso moralismo que impede os autores de representarem as fezes nos livros didáticos levando a minimizar sua importância nos ciclos de diversas parasitoses.
A abordagem deste tema é fundamental para a discussão das políticas públicas de saúde e meio ambiente. A não abordagem do diagnóstico negligencia o tratamento e consequentemente a prevenção, levando a manutenção dos aspectos epidemiológicos das doenças (Murta et al., 2014).
Tratamento
A informação referente ao tratamento é dada para Amebíase (3, 5, 6, 10), Doença de Chagas (3, 5, 6 e 8), Malária (3, 5, 6 e 9), Leishmanioses (3, 5, 8, 9 e 10), Tricomoníase(3, 4 e 5), Giardíase (3 e 10) e Balantidíase (3 e 8). Nenhuma obra abordou o tratamento para Toxoplasmose. No caso das helmintíases, a indicação de tratamento foi feita para a Esquistossomose (3 a 9), Teníase (3, 4, 6 e 10), Cisticercose (3, 5 e 10), Ascaridíase (3, 4e 5), Oxiuríase (3 e 5), Ancilostomíase (3 a 6), Bicho-geográfico (3 e 5), Filariose (3 a 6), Oncocercose (10), Fasciolose, Hidatidose e Estrongiloidíase (3).
A disponibilização de tratamento para toda a população, a melhoria das condições de saneamento básico e educação, juntamente com a melhoria dos hábitos higiênicos, são ações muito eficazes no combate a estas doenças. Contudo deve-se primeiramente defender a mudança social como meio substitutivo para reduzir a pobreza (Hotez, 2008). Vale ressaltar que não é papel do livro didático e nem do professor a indicação do tratamento dessas parasitoses, nem de nenhuma outra doença, mas sim, a informação de que existe diagnóstico e tratamento disponíveis, e de forma gratuita, no sistema público de saúde. Cabem somente ao profissional de saúde a prescrição do medicamento e aorientação também para prevenção e promoção de saúde.
Epidemiologia
A distribuição geográfica das doenças foi citada para Malária (1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 9e 10), Doença de Chagas (3, 6 e 9), Leishmaniose Cutânea (3, 5, 6 e 10), LeishmanioseVisceral (3, 6, 8 e 9), Esquistossomose (3, 4, 5, 6, 8, 9 e 10), Teníase (6), Ancilostomiase(10), Filariose (2, 5, 9 e 10), Oncocercose (10) e Hidatidose (3). As doenças queapresentaram maior detalhamento na sua distribuição, em mapa ou descritivo, correspondente às regiões do Brasil foram: Malária (3, 5, 6, 8 e 10), Doença de Chagas(3 e 9) e Esquistossomose (3, 6 e 10).
A única helmintíase que foi contemplada em mapas foi a Esquistossomose (6 e 10). Vale ressaltar que o livro 10 traz o mapa da distribuição geográfica da Esquistossomose no Brasil em 2014 (Figura 4) com indicação de casos de alta endemicidade no estado de Rondônia. Segundo Katz (2018), autor do Inquérito Nacional de Prevalência da Esquistossomose mansoni e Geo Helmintíases (2010–2015), o estado não está mais inserido na área endêmica da doença.

O livro 3 contém informações equivocadas como: “A esquistossomose não ocorre na Amazônia, pois o volume de água dos grandes rios não é apropriado para a vida dos caramujos planorbídeos”. Segundo Gouveia et al., (2019) uma grande quantidade de caramujos e pessoas infectadas foi relatada na região metropolitana da cidade de Belém-PA. Murta et al., (2014) relatam que mapas de distribuição das doenças no Brasil poderiam facilitar o aluno e o professor na avaliação de sua inserção no espaço geográfico de vulnerabilidade.
O livro 5 traz em texto a distribuição geográfica de três espécies de Schistosoma no mundo. Muitas vezes essa informação pode confundir quando o objetivo principal seria o de esclarecer.
Segundo Orlandi, (2011) os mapas permitem uma visualização global do fenômeno em estudo. A sua diagramação deve encorajar a leitura, com o número mínimo de legendas e informações para não gerar dúvidas ou confusões na interpretação. O objetivo ao utilizar os mapas é levar os estudantes a reflexão sobre o seu significado e a relação com o texto do livro didático. Os mapas devem ter a potencialidade de auxiliar a compreensão do conteúdo e permitir uma interpretação clara dos dados.
Análise de Score
Conforme o exposto na Figura 3, as obras analisadas foram comparadas seguindo os mesmos critérios do item 2 (Figura 2). Diante do exposto na Figura 5, o livro 3 teve maior score (118), e foi o que mais se aproximou da pontuação total (180), ou seja, abordando com mais detalhes os itens listados na “Qualidade científica do conteúdo textual” (Figura 2). Os demais livros obtiveram as seguintes pontuações, do maior score para o menor, livro 5 (100), 8 (82), 4 e 10 (81), 7 (71), 6 (67), 9 (66), 2 (56) e 1 (22).

Características textuais e contextualização
As obras trazem adequada redação do texto e não apresentam vícios de linguagem. Embora haja termos regionais, nem todos contextualizam a realidade do aluno, por isso uma das alternativas para sanar esta limitação seria a inclusão de mapas que poderiam ajudar o aluno a se inserir nesse contexto. Todas as obras trazem termos técnicos, com a definição da palavra ao longo do texto.
Somente o livro 4 apresenta um glossário etimológico no final da obra. A definição dos termos técnicos não usuais é apresentada ao longo do texto (3, 8 e 9). As demais obras não apresentam o glossário devido a clareza da linguagem.
Refletir sobre concepções de educação científica, que são demandas da nossa sociedade, pode, de alguma forma, contribuir na transformação do ensino científico em um domínio da ciência como prática social (Santos et al., 2007).
Para Lorenzetti (2000), o uso de termos científicos nos livros de Biologia, desempenha um papel crucial na alfabetização e no letramento científico do aluno, bem como na maneira de utilização destes conhecimentos na vida social, que é um dos objetivos do ensino ao longo da vida escolar. Com isso, é possível uma maior compreensão, reflexão e discussões sobre os temas científicos e tecnológicos nas salas de aula e fora delas. Seguindo o mesmo pensamento, Nunes (2013), diz que a terminologia científica é uma forma de facilitar a troca de informação entre os estudiosos da ciência. Neste sentido o letramento científico é importante para que as pessoas possam entender e se fazerem entendidas. A mesma relação deve ser feita em relação as figuras e ilustrações que devem ser de fácil entendimento, mas não perdendo a qualidade da informação a qual se propõe.
Figuras e ilustrações
As imagens são amplamente utilizadas nos livros didáticos. Para Silva et al. (2006), esta utilização se deve ao apelo visual que elas causam ao público, porém elas são pouco exploradas em sala de aula, pois os professores acreditam que as imagens falam por si e transmitem um sentido único. Entretanto, para os autores, para que tal sentido seja transmitido de forma correta, as imagens devem ser trabalhadas integralmente, mostrando ao aluno a real proposta do assunto que está sendo abordado em sala de aula, pois imagens erradas levam a compreensões equivocadas. Desta forma observa- se a grande variação em relação ao número de imagens apresentadas sobre o tema pesquisado neste estudo (3 imagens no livro 1 a 34 no livro 4) (Tabela 1).

Já Oliveira e Coutinho (2009) relatam que a utilização de cores nos processos de ensino de ciências não pode ser aleatória e que esse fato implica na possibilidade de maior envolvimento dos estudantes com o conteúdo de ciências e no processo de aprendizado. Dib et al (2019) enfatizam que a utilização de cores relacionadas a realidade do aluno é muito importante para evitar concepção distante do cotidiano.
Nos livros analisados pôde-se observar que em muitas doenças descritas não há presença de fotografias. Foi identificado que os autores priorizaram ilustrações em detrimento das fotos. Essa abordagem limita o entendimento e afeta a compreensão do aluno trazendo mais dúvidas do que esclarecimento.
O conhecimento das fases do ciclo biológico de cada uma das doenças analisadas contribui para a construção de ações que minimizem o risco de se contrair doenças, fortalecendo as medidas promotoras de saúde. Os livros 4 e 5 apresentam imagens equivocadas do hospedeiro intermediário do S. mansoni (Figura 6).

Segundo Pimenta et al., (2007) o uso equivocado ou espetacular das imagens acaba por reificar e estigmatizar o doente, além de incutir os sentimentos de horror e medo que impedem o desenvolvimento de um senso crítico necessário a aprendizagem. Corroborando com este pensamento Guerino e Guerino (2019) descrevem o cuidado na escolha das imagens, pois elas podem comprometer o aprendizado e dificultar a compreensão das causas das doenças por parte dos alunos.
Mohr (2000) relata que, inserir nas ilustrações do ciclo biológico dos parasitos, objetos mais conhecidos como a imagem de uma moeda ou régua, pode ser referencial de tamanho para o que se quer mostrar. Schall et al., (1987) usando como exemplo a esquistossomose, falam da importância da presença de escalas, pois “...as crianças observando um ambiente aquático imaginam que as cercarias são do tamanho de peixinhos”.
Como pode ser observado na Figura 7, o número de imagens por parasitose é muito variado indo de 7 para a Malária até uma na maioria das outras parasitoses.

Os livros 2, 3, 5, 6 e 10 trazem figuras das Leishmanioses de forma generalizada sem distinção entre a forma Cutânea e Visceral, não concordando com os achados de Teixeira et al. (2020), que analisaram o conteúdo de Leishmanioses, nos mesmos livros, e relataram ausências de imagens relacionadas a doença. O tamanho da imagem foi estipulado de forma arbitrária em pequeno quando ocupava 1/8 da página, médio 1/4 e grande 1/2. A escala não se aplica a imagens que podem ser reconhecidas a olho nu, como paisagens, grandes objetos e pessoas. A Fasciolose e a Estrogiloidíase não apresentaram imagens em nenhum dos livros.
As obras 1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 9 e 10 apresentaram imagens com escalas de tamanho. A obra 7 traz, nas legendas, a expressão “representação fora de proporção” (Figura 8).

Atividades práticas e exercícios propostos
Todas as obras analisadas trazem exercícios propostos direcionados aos temas analisados em forma de múltipla escolha, verdadeiro ou falso e dissertativos, em número variado como pode ser observado na Tabela 2. As atividades práticas vêm em forma de indicação de produção de vídeos mostrando medidas preventivas contra a Malária e incentiva o trabalho em grupo para verificar, em mapas, as coincidências entre a distribuição da Malária e o tipo de vegetação (1). O livro 4 incentiva a reunião com colegas para a busca de mais informações sobre a importância do saneamento básico, com o objetivo de elaboração de infográficos e cartazes, a serem afixados na escola e/ ou no bairro. O livro 5 incentiva a reunião em equipe para a busca de informações para elaboração de campanhas de controle de parasitoses. Incentiva também a elaboração de cartazes, frases de alertas, músicas e visitas a instituições educacionais ou de pesquisas que desenvolvam atividades relacionadas as parasitoses.

Interdisciplinaridade e fontes complementares de consulta
A interdisciplinaridade embora seja um tema importante para a construção de novas abordagens foi pouco observada. Algumas destas obras apresentam possibilidades de ações interdisciplinares, seja em relação ao texto ou imagens — gráficos e mapas. Os professores da área têm opções de interagir com diferentes disciplinas, como por exemplo, nas obras (1, 3, 4, 5, 8 e 10) que trazem mapas do Brasil com a distribuição das várias doenças. Assim podem interagir com a Geografia. Foram identificados gráficosa) de proporção de estados brasileiros com rede de coleta e tratamento de esgoto (5), b) casos notificados de malária na região amazônica (8), e c) evolução dos casos de Malária no Brasil (9) que poderiam ser trabalhados na disciplina de Matemática.
Já no critério de fontes complementares apenas os livros 7 e 8 não apresentaram outros recursos para a consulta. Os livros 1, 4 e 10 disponibilizaram sites e nos livros 2, 3, 5, 6 e 9 matérias de jornais, livros e revistas.
Uma forma utilizada pelos autores, em alguns livros, foi a associação da interdisciplinaridade e fontes complementares. O livro 3 trouxe vários textos sobre: a vacina e tratamento da Malária, eliminação da Doença de Chagas no Brasil, mosquitos transgênicos, saneamento ambiental, Prêmio Nobel de Medicina para tratamento dasinfecções parasitárias e mudanças climáticas e saúde humana. Esses recortes permitem um diálogo interdisciplinar com os conteúdos de Português, Geografia, Química, e História, e as fontes complementares, enriquecem o material com uma maior contextualização do assunto.
Outros exemplos acontecem nos livros 4 e 10 com o clássico texto “Jeca Tatu” de Monteiro Lobato e no livro 4 a biografia de Carlos Chagas que podem ser trabalhados em História ou Português, e associado a ele, foram adicionadas outras referências como fontes complementares.
Segundo Assis e Araújo-Jorge (2014) a maioria das propostas curriculares utiliza o modelo tradicional de ensino, oferecendo uma série de conteúdo sem articulação com os assuntos de outras disciplinas que compõem o ensino básico. A ausência dessas informações não só compromete o processo de ensino aprendizagem sob a perspectiva do estudante como torna mais árduo o trabalho do professor que se preocupa com um ensino contextualizado.
Outros recursos que poderiam ser utilizados são textos literais, biografias e artigos de pesquisadores da área, pois, desse modo contribuiriam para uma melhor assimilação do conteúdo. Os livros poderiam trazer biografias resumidas sobre cientistas para que os alunos tenham a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a trajetória deles e para serem trabalhados também na disciplina de História. Importante enfatizar que toda esta interdisciplinaridade apresentada não é explicita nas obras e depende de cada professor a iniciativa de torná-la possível.
Considerações finais
As análises realizadas no presente estudo, bem como as que têm sido descritas na literatura, revelam, como afirma Murta et al., (2014), que a elaboração de material didático sobre saúde deve ter como ponto de partida a investigação de conhecimentos, atitudes, comportamentos e crenças da população para que se estabeleçam, mais adequadamente, os referenciais de linguagem e comunicação.
Podem-se observar, nos livros aprovados pelo PNLD (2018/2020) e analisados neste estudo, situações estáticas no tempo, com poucas informações atualizadas, principalmente quanto a prevalência das parasitoses e sua distribuição geográfica. São necessárias atualizações sistemáticas que acompanhem principalmente as mudanças relacionadas as prevalências, aos novos diagnósticos e a distribuição geográfica das endemias, com a finalidade de apoiar a formação continuada dos professores e auxiliar no processo ensino/aprendizagem. Em muitos casos os textos apresentam informações resumidas e incompletas. As ilustrações foram contempladas em todas as obras e tiveram associação direta com o texto. Cabe ressaltar que em diversas obras as imagens utilizadas não trouxeram informações relevantes ao tema, sendo incompletas ou não caracterizando a doença em questão. Mesmo sendo sabido que a Tricuríase é uma parasitose bastante prevalente (Katz, 2018), principalmente no norte e nordeste do Brasil, e não sendo referida pelo Ministério da Saúde (Ministério da Saúde, 2010) nenhum dos livros analisados fez referência a tal parasitose, indicando também desatualização do tema.
Como os autores dos livros didáticos não podem tratar de todos os aspectos relacionados às doenças e suas causas e aos problemas de meio ambiente de forma igual, e menos ainda, de uma forma completa — para que o material didático não se torne uma enciclopédia — e ainda, aos tratá-los, devem levar em conta o público a atingir (ensino fundamental anos finais ou ensino médio) torna-se necessário que o professor se mantenha constantemente atualizado, na tentativa de encontrar uma forma de minimizar os problemas decorrentes da falta de acesso às informações em sua tarefa de instruir o aluno.
Muitas vezes esse professor não conta com fontes atualizadas, pois há escolas que ainda não tem acesso fácil às informações sugeridas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais como jornais, revistas, computadores e filmes, outras que não contam com meios eletrônicos facilitadores da informação como a internet e outras que ainda não tem energia elétrica.
Segundo Guerino e Guerino (2019) levando-se em conta as dificuldades encontradas pelos professores nas diversas regiões do Brasil, seria bem-vindo um critério diferenciado por parte dos autores das coleções didáticas ao tratar de temas novos e de interesse em nível de saúde pública e meio ambiente, pois a informação correta e completa contribui na construção do conhecimento e na formação de atitudes que minimizam o risco de se contrair doenças.
Com certeza a formação de uma rede de comunicação entre diversos setores públicos, como, por exemplo, os Ministérios, da Educação e da Saúde, pode auxiliar a construção mais detalhada do tema abordado e consequentemente a seleção dos livros didáticos que serão disponibilizados pelas escolas, fazendo com que seja um caminho mais fácil para construção de um recurso didático que atenda às necessidades regionais, possibilitando a formação de cidadãos conscientes, críticos e observadores da realidade onde vivem.
Agradecimentos
Às escolas que nos disponibilizaram as obras para consulta.
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