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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">rf</journal-id>
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				<journal-title>Reflexão</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Reflexão</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2447-6803</issn>
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				<publisher-name>Pontifícia Universidade Católica de Campinas</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="publisher-id">000011</article-id>
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					<subject>Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião - PUC-Campinas</subject>
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				<article-title>Dissertações em Ciências da Religião defendidas em 2015-2016</article-title>
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					<trans-title><italic>Dissertations defended in Religion Sciences in 2015-2016</italic></trans-title>
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				<article-title>Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião - PUC-Campinas</article-title>
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			<pub-date pub-type="epub">
				<season>Jan-Jun</season>
				<year>2016</year>
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			<!--<pub-date pub-type="collection">
				<month>01</month>
				<year>2016</year>
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			<volume>41</volume>
			<issue>1</issue>
			<fpage>123</fpage>
			<lpage>129</lpage>
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		<p><bold>Título da dissertação: <italic>A mística de Plotino e a experiência religiosa do Agostinho de Cassicíaco</italic>: <italic>uma análise à luz de William James</italic></bold></p>
		<p><bold>Mestrando: Carlos Alberto Olinto</bold></p>
		<p><bold>Orientador: Prof. Dr. Newton Aquiles von Zuben</bold></p>
		<p><bold>Data da defesa: 30/11/2015</bold></p>
		<sec>
			<title><bold><italic>Resumo</italic></bold></title>
			<p>Tomando como chave de leitura o misticismo religioso de William James, de <italic>As variedades da experiência religiosa</italic>, vamos aproximar e comparar a mística de Plotino com a experiência religiosa do Agostinho de Cassicíaco. O caminho que percorreremos para atingir nosso objetivo pressupõe quatro momentos distintos. No primeiro momento, falaremos sobre misticismo, mística e experiência religiosa (de uma forma geral), para em seguida discorrer sobre o misticismo religioso de William James. No segundo, vamos traçar um esboço do neoplatonismo de Plotino, para situar nele a mística plotiniana. No terceiro, iremos tratar da experiência religiosa do Agostinho de Cassicíaco, a partir de um estudo contextualizado dos Diálogos de Cassicíaco. No quarto, verificaremos quais as características do misticismo religioso de William James podemos divisar na mística de Plotino e na experiência religiosa do Agostinho de Cassicíaco. Queremos saber se há, e quais são as semelhanças e as diferenças entre a experiência mística de Plotino e a experiência religiosa do Agostinho de Cassicíaco, e que tipo de influência a primeira teria exercido sobre a segunda.</p>
			<p><bold>Título da dissertação: <italic>Esoterismo, modernidade e secularização</italic>: <italic>a gnose de Samael Aun Weor</italic></bold></p>
			<p><bold>Mestrando: Marcelo Leandro de Campos</bold></p>
			<p><bold>Orientador: Profa. Dra. Ana Rosa Cloclet da Silva</bold></p>
			<p><bold>Data da defesa: 2/12/2015</bold></p>
		</sec>
		<sec>
			<title><bold><italic>Resumo</italic></bold></title>
			<p>O presente trabalho tem o propósito de analisar a obra do esoterista colombiano Samael Aun Weor à luz do conceito de secularização do esoterismo do historiador Wouter Hanegraaff, que integra um importante debate, no campo da História Cultural, que analisa as relações reversivas e as influências mútuas que pautam, de um lado, a construção da moderna cultura ocidental e seus paradigmas de racionalidade e ciência empírica, e do outro a constituição de uma tradição esotérica que busca harmonizar estes paradigmas com uma concepção fortemente &quot;encantada&quot; do universo, e dos mútuos processos de apropriação/reinterpretação envolvidos. Esse debate também dialoga com uma discussão mais específica ao campo da Ciência das Religiões, que busca compreender as transformações que ocorrem no campo religioso ocidental frente à nova sociedade secularizada. Nesse sentido, nosso trabalho busca contribuir com o debate oferecendo uma perspectiva destes processos a partir da &quot;periferia do ocidente&quot;, a América Latina, buscando identificar em que medida essas dinâmicas são reproduzidas no Novo Continente, e o que elas possuem de específico. Com esse propósito, tomando-se a obra de Samael Aun Weor como estudo de caso, conduziu-se uma contextualização histórica de longa duração, inserindo o autor no processo mais geral de constituição do moderno esoterismo ocidental, e de maneira mais específica no processo de constituição de um campo de espiritualidades esotéricas na Colômbia. A partir de uma análise histórico-comparativa da evolução de sua obra, de sua institucionalização e de suas práticas, que leva em conta contribuições conceituais e metodológicas da Escola Italiana de História das Religiões, nosso trabalho destaca a transição doutrinária que o autor opera em sua obra, deslocando-se do Rosacrucianismo em direção às concepções de um Esoterismo Psicológico do esoterista russo Gurdjieff. Essa transição é analisada à luz do imaginário dominante no milieu esotérico de sua época, perspectiva que oferece um importante material analítico para a compreensão das dinâmicas estruturais que norteiam a institucionalização do gnosticismo na América Latina e das especificidades que definem suas relações reversivas com o universo social em que estão inseridas.</p>
			<p><bold>Título da dissertação: <italic>Hannah Arendt</italic>: <italic>autoridade e secularização</italic></bold></p>
			<p><bold>Mestrando: Matheus Petrolli Gomes da Rocha</bold></p>
			<p><bold>Orientador: Prof. Dr. Douglas Ferreira Barros</bold></p>
			<p><bold>Data da defesa: 14/12/2015</bold></p>
		</sec>
		<sec>
			<title><bold><italic>Resumo</italic></bold></title>
			<p>O presente trabalho tem por objetivo analisar os conceitos de autoridade e secularização a partir das obras da filósofa Hannah Arendt, buscando encontrar a articulação entre esses temas, cuja importância se adensa a partir das obras <italic>Entre o passado e o futuro</italic> (2011a), <italic>A condição humana</italic> (2010) e <italic>Sobre a revolução</italic> (2011b). Observamos que a investigação sobre a secularização perpassa a reflexão arendtiana sobre a autoridade como também é tema crucial para a compreensão do fenômeno da revolução. Para executar o trabalho, partiremos da análise da concepção de autoridade, pensando o problema da perda da tradição e almejando sempre um diálogo com a temática da secularização. Em seguida, analisaremos o conceito de secularização propriamente dito e quais seus reflexos na compreensão das Revoluções Francesa e Americana. No terceiro e último momento, numa conclusão, avaliaremos os resultados desta aproximação entre autoridade, tradição e secularização e mostraremos que o estudo nos abre uma via para investigarmos a religião na ótica arendtiana. Em nosso estudo, faremos uma abordagem de suas primeiras obras em sequência cronológica, a saber: <italic>Entre o passado e o futuro</italic> (1954), <italic>A condição humana</italic> (1958) e <italic>Sobre a revolução</italic> (1963). Nelas encontramos a exposição sobre o nosso objeto e sua interferência em diversos campos da sociedade, abrindo-se aos questionamentos: como se compreende a relação entre autoridade, tradição e secularização? É possível pensar a secularização como fenômeno revolucionário? Será através destes e de outros questionamentos que procuramos pensar esse fenômeno da secularização, que tanto tem preocupado os pensadores das Ciências da Religião, da teologia e de outras áreas.</p>
			<p><bold>Título da dissertação: <italic>A Cavalaria Antoniana de Jaguariúna</italic>: <italic>um estudo sobre as transformações provocadas pela secularização no campo do catolicismo popular</italic></bold></p>
			<p><bold>Mestrando: Benedito Sérgio Vieira de Melo</bold></p>
			<p><bold>Orientador: Prof. Dr. Breno Martins Campos</bold></p>
			<p><bold>Data da defesa: 15/12/2015</bold></p>
			<p><bold><italic>Resumo</italic></bold></p>
			<p>Esta pesquisa versa sobre a festa da Cavalaria Antoniana que acontece anualmente no mês de junho, na cidade de Jaguariúna, SP, entendida como expressão típica do catolicismo popular no interior paulista. Constitui-se como trabalho de Ciências da Religião, com enfoque sociológico no tratamento do objeto, mas de caráter interdisciplinar, dialogando com outras disciplinas, sobretudo a História e a Antropologia. A pesquisa baseou-se em revisão de bibliografia especializada partindo de obras de autores que trabalham a temática do catolicismo popular. Por outro lado, utilizou-se da observação e da participação indireta no planejamento e execução do evento durante os anos de 2014 e 2015. O trabalho tem por objetivo compreender as transformações que ocorreram com essa tradição e entender de que maneira ela sobreviveu e se sustenta dentro de um contexto social, secularizado, atraindo milhares de participantes. No primeiro capítulo, faz-se uma revisão histórica sobre a formação das características do catolicismo popular no Brasil. Em seguida, no segundo capítulo, identifica-se que, por conta do desenvolvimento da modernidade secular, a Igreja Católica procurou reagir através da elaboração de um projeto de reforma e padronização da experiência religiosa, no contexto brasileiro, conhecido como romanização. Este por sua vez serviu para distanciar e fortalecer as práticas do catolicismo popular em órbita própria e paralela à oficial. O terceiro capítulo focou no surgimento da Cavalaria, entendo-a como uma expressão própria de catolicismo popular e que logo foi suspensa pela autoridade religiosa da localidade. No último capítulo, verificou-se que, após sua suspensão, houve o fortalecimento da tradição. Mais tarde, acontece o retorno da Cavalaria que, sofrendo novamente interferências externas dessa pretensa sociedade secularizada, passa por outro processo de transformação, reconfigurando a experiência religiosa da qual é portadora, chegando ao formato que conserva até os dias de hoje. A pesquisa entende que, hoje, a Cavalaria não tem a preocupação de garantir práticas tradicionais de expressão de crença, mas, ao contrário, dá liberdade para que os participantes expressem a devoção a Santo Antônio, cada um a seu modo. No fundo, ela se caracteriza muito mais pela oferta da aparência do que propriamente pela experiência de práticas devocionais. O evento em si pode conter essa dimensão religiosa sem, contudo, sentir-se obrigado a propiciar mediações para sua prática, pelo menos, naquele formato tradicional que se praticou até sua total transformação.</p>
			<p><bold>Título da dissertação: <italic>A liberdade religiosa na Declaração Dignitatis humanae</italic>: <italic>contexto, gênese temática e debate</italic></bold></p>
			<p><bold>Mestrando: Alexandre Boratti Favretto</bold></p>
			<p><bold>Orientador: Prof. Dr. Paulo Sérgio Lopes Gonçalves</bold></p>
			<p><bold>Data da defesa: 16/12/2015</bold></p>
			<p><bold><italic>Resumo</italic></bold></p>
			<p>A Declaração <italic>Dignitatis humanae</italic> do Concílio Vaticano II apresenta doutrinariamente a concepção de liberdade religiosa fundamentada na dignidade da pessoa humana. Sobressai, neste ínterim, o fundamento antropológico que se desdobra do teológico e doutrinário, configurando a liberdade religiosa como o apogeu de todas as liberdades. O objetivo desta dissertação é desenvolver o processo de gênese deste tema, estabelecer a definição conceitual e apresentar o debate acerca da liberdade religiosa. Isto, mediante uma análise fenomenológica que desemboca na hermenêutica histórica e teológica dos períodos conciliares Antepre-paratório, Preparatório e das quatro Sessões do Concílio Vaticano II, bem como de documentos do Magistério eclesiástico dos séculos XIX e XX que trataram do tema. O texto se estrutura de maneira sistemática em quatro capítulos. O primeiro deles se constitui em <italic>status quaestionis</italic> ao apresentar o contexto do desenvolvimento do tema da liberdade religiosa nos documentos magisteriais que antecedem a <italic>Dignitatis humanae</italic>, bem como o posicionamento do Magistério eclesiástico, que da intolerância religiosa, passa à tolerância e afirmação do direito à liberdade religiosa. O segundo e terceiro capítulos abarcam o conteúdo doutrinal dessa Declaração em seu contexto próximo, o do Concílio Vaticano II. Apresentam o processo de gênese da concepção de liberdade religiosa expressa no texto da Declaração <italic>Dignitatis humanae</italic> expondo e, já analisando, as diversas etapas temáticas e redacionais até que se chegue à versão definitiva da Declaração e da concepção de direito à liberdade religiosa. O quarto capítulo apresenta os desdobramentos jurídico, teológico, antropológico e ético prospectivos à <italic>Dignitatis humanae</italic>. Âmbito que possibilita a compreensão do fenômeno da pluralidade religiosa em termos de um horizonte possível não somente à reflexão teológica, mas também às ciências da religião, ao inferir da Declaração as suscitações concernentes à concepção de uma teologia das religiões como teologia do pluralismo religioso; cuja linguagem religiosa oferece contributo à constituição do Estado de direito democrático, que por sua vez, tem a função de tutelar e promover a liberdade religiosa. O tema da liberdade religiosa proporciona nova perspectiva para a livre prática da religião e inaugura amplo empenho dialógico entre a Igreja Católica, as outras Igrejas cristãs, as outras religiões, as pessoas &quot;sem religião&quot; e outras de &quot;boa vontade&quot;.</p>
			<p><bold>Título da dissertação: <italic>Experiência fática da vida e fenomenologia da religião segundo Martin Heidegger</italic></bold></p>
			<p><bold>Mestrando: Claudiléia Cavalheiro Julião</bold></p>
			<p><bold>Orientador: Prof. Dr. Renato Kirchner</bold></p>
			<p><bold>Data da defesa: 1/2/2016</bold></p>
		</sec>
		<sec>
			<title><bold><italic>Resumo</italic></bold></title>
			<p>A obra de Martin Heidegger <italic>Phänomenologie des religiösen Lebens</italic>, publicado no volume 60 das obras completas (<italic>Gesamtausgabe</italic>) heideggerianas, em 1995, traduzida no Brasil pelo orientador desta dissertação e publicado pela Editora Vozes sob o título <italic>Fenomenologia da vida religiosa</italic>, em 2010, reúne um conjunto de preleções proferidas pelo filósofo alemão na Universidade de Friburgo e que remontam ao semestre de inverno de 1920/21. A primeira parte consiste numa &quot;introdução metodológica&quot; e a segunda numa &quot;explicação fenomenológica de fenômenos religiosos concretos tomando por base as epístolas paulinas&quot;. Heidegger interpreta as epístolas paulinas, a fim de compreender a vida fática do apóstolo Paulo tal como ela se apresenta nas epístolas enviadas às comunidades cristãs. A presente pesquisa procura acessar a experiência religiosa paulina, empregando o método da fenomenologia da religião, tendo, portanto, por objetivo investigar &quot;a experiência fática da vida e a fenomenologia da religião segundo Martin Heidegger&quot;, por meio da interpretação fenomenológica das epístolas paulinas, particularmente a Epístola aos Gálatas e as duas Epístolas aos Tessalonicenses, compreendendo a formulação da experiência fática da vida, que, no caso, coincide com experiência de vida de fé no Cristo.</p>
			<p><bold>Título da dissertação: <italic>Mística Marial</italic>: <italic>uma releitura da Espiritualidade Mariana de Chaminade em tempos de secularização</italic></bold></p>
			<p><bold>Mestrando: Zilda Maria da Silva</bold></p>
			<p><bold>Orientador: Profa. Dra. Ceci Maria Costa Baptista Mariani</bold></p>
			<p><bold>Data da defesa: 11/2/2016</bold></p>
			<p><bold><italic>Resumo</italic></bold></p>
			<p>O presente trabalho convida a refletir e pensar a devoção mariana hoje. Com o objetivo de apresentar a espiritualidade do Pe. Chaminade, que se apoia em uma mística marial, que busca conferir uma melhor compreensão da devoção mariana em tempos de secularização. Em seu tempo Pe. Chaminade estudou e aprofundou o papel e missão de Maria no mistério de Cristo e da Igreja, antecipando ao Concilio Ecumênico Vaticano II. Propõe a devoção a Maria com prudência e cuidado. Para ele a devoção a Maria leva o fiel a uma relação filial, que ele chamou de &quot;piedade filial&quot;. Ele viveu uma experiência profunda de Deus, diante da imagem da Virgem do Pilar em Zaragoza, Espanha, onde ficou por três anos. Esta experiência o levou a um novo jeito de evangelizar a França, pós Revolução Francesa, em pleno processo de secularização. Para chegar aos elementos da mística marial fizemos uma abordagem geral do conceito de mística privilegiando a dimensão da experiência: a união íntima com Deus como conteúdo e meta da experiência; sua condição de experiência imediata na mediação da alma e o rastro que nela deixa a presença de Deus e por último o amor como caminho e meio da união. Desenvolvido o conceito de mística, tratamos o conceito de mística cristã, onde o elemento central é a Encarnação de Jesus Cristo, Filho de Deus, feito Filho de Maria. A história do Pe. Chaminade e da espiritualidade mariana, a constatação de uma Mística Marial no seio da espiritualidade mariana. Pe. Chaminade apresenta Maria, como a Virgem, que acolhe a vida, a Mãe que comunica a vida e a Esposa, que vive um amor incondicional, podendo ser chamada de ícone do Mistério, pois carregou em seu ventre o mistério de um Deus que se fez humano, Jesus Cristo. Para o Pe. Chaminade a devoção a Maria é o imitar suas virtudes para chegar à conformidade com Cristo. Para ele toda a devoção deve conduzir o fiel ao centro da fé cristã, que é Jesus Cristo. Preocupado com a formação das pessoas, e como educador na fé e nos costumes cristão, propõe o sistema de virtudes, um método, que pode vir a ser um caminho: para o autoconhecimento, um caminho para o amor e um caminho para o serviço, que aponta para um crescimento humano e integral da pessoa, com uma ética comunitária, do cuidado, da solidariedade e da compaixão. Para novos tempos e novos desafios métodos novos. Vinho novo em odres novos.</p>
			<p><bold>Título da dissertação: <italic>Os intelectuais leigos e o Centro Dom Vital</italic>: <italic>à luz das publicações da revista A Ordem</italic></bold></p>
			<p><bold>Mestrando: Bruna Aparecida da Silva Miguel</bold></p>
			<p><bold>Orientador: Prof. Dr. João Miguel Teixeira da Godoy</bold></p>
			<p><bold>Data da defesa: 29/2/2016</bold></p>
			<p><bold><italic></italic></bold></p>
			<p>A proposta deste trabalho de pesquisa é desenvolver um estudo de algumas dimensões políticas do fenômeno religioso a luz das publicações do periódico <italic>A Ordem</italic>. Com ênfase nos aspectos institucionais presentes na trajetória da Igreja Católica no Brasil. Em linhas gerais, busca analisar qual o seu discurso e debates sobre a atuação do Centro Dom Vital na sociedade brasileira, trinta anos após a sua fundação; bem como, investigar a postura desempenhada pelos intelectuais católicos diante dos acontecimentos internos e externos ao campo religioso, em meados do século XX. Tem-se ainda a pretensão de tecer considerações sobre o contexto histórico e teórico do catolicismo no país. Esta revista que surge como a primeira expressão leiga de produção intelectual sobre a Igreja Católica, que juntamente com o Centro Dom Vital, marcam o início de uma nova fase dos escritos sobre a Igreja Católica Brasileira. <italic>A Ordem</italic> é considerada por estudiosos como um núcleo de debates e exposição de pensamentos do grupo católico que a compunha. Levando em consideração toda relevância deste periódico para formação inicial de um pensamento católico brasileiro e a expressão e engajamento dos intelectuais é que se propõe o seu estudo. Tendo em vista que a grande maioria das pesquisas sobre o tema concentram suas atenções nas primeiras décadas da revista e do Centro, este trabalho, diferentemente, propõe um estudo que se prolonga até a década de 1950, buscando entender as especificidades deste momento para a Igreja, computando assim a pertinência desta pesquisa.</p>
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