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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">rf</journal-id>
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				<journal-title>Reflexão</journal-title>
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				<publisher-name>Pontifícia Universidade Católica de Campinas</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.24220/2447-6803v41n2a3869</article-id>
			<article-id pub-id-type="publisher-id">00002</article-id>
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					<subject>Editorial</subject>
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				<article-title>Contribuições do protestantismo histórico para os estudos de religião
					na América Latina: o caso das Ciências Sociais no Brasil</article-title>
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						<surname>CAMPOS</surname>
						<given-names>Breno Martins</given-names>
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					<xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>1</sup>
					</xref>
					<xref ref-type="corresp" rid="c1"><sup>*</sup></xref>
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					<label>1</label>
					<institution content-type="original">Pontifícia Universidade Católica de
						Campinas, Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Programa de
						Pós--Graduação em Ciências da Religião. Rod. Dom Pedro, km 136, Pq. das
						Universidades, 13086-900, Campinas, SP, Brasil. E-mail:
						&lt;breno.campos@puc-campinas.edu.br&gt;.</institution>
					<institution content-type="normalized">Pontifícia Universidade Católica de
						Campinas</institution>
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						Aplicadas</institution>
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						Religião</institution>
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					<author-notes>
					<corresp id="c1"><label>*</label> Rod. Dom Pedro, km 136, Pq. das
						Universidades, 13086-900, Campinas, SP, Brasil. E-mail:<email>&lt;breno.campos@puc-campinas.edu.br&gt;</email> .</corresp>
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			<pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>Jul-Dec</season>
				<year>2016</year>
			</pub-date>
			<volume>41</volume>
			<issue>2</issue>
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			<lpage>138</lpage>
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	<body>
		<p>Como parte integrante de um movimento de resposta a novas demandas por conhecimento
			especializado acerca do protestantismo no Brasil na segunda metade do século passado,
			foi publicado, em 1973, pela Editora Vozes (católica), o livro &quot;Para uma sociologia
			do protestan-tismo brasileiro&quot;, do sociólogo de tradição protestante Waldo A.
			César. Trata-se de um trabalho de pesquisa que veio à luz, segundo explicações do
			próprio autor, por solicitação do Instituto Superior de Estudos Teológicos (ISET)<xref
				ref-type="fn" rid="fn1"><bold>
					<sup>2</sup>
				</bold>
			</xref> e com objetivos bem delimitados: &quot;documentar e em parte criticar obras e
			pesquisas relevantes para um estudo sobre o protestantismo brasileiro&quot;; estabelecer
			uma espécie de <italic>sociografia</italic>, fundamentada em muitas obras, &quot;para
			sugerir um marco teórico e algumas hipóteses que nos parecem abarcar relações
			fundamentais, do ponto de vista sociológico (e teológico), para um estudo mais global do
			fenômeno religioso repre-sentado pelo protestantismo brasileiro&quot; (<xref
				ref-type="bibr" rid="B4">CÉSAR, 1973</xref>, p.5). Dentre os intelectuais
			brasileiros, havia o reconhecimento de que o protestantismo histórico vinha sendo pouco
			pesquisado em comparação com as investigações direcionadas, por exemplo, ao catolicismo
			e aos cultos africanos no país.</p>
		<p>Para corroborar a ideia de uma demanda por novos conhecimentos quanto à presença do
			protestantismo no Brasil, vale mencionar o comentário ou convite que Luiz Mott em 1975
			propôs na resenha que fez do livro <italic>&quot;</italic>Para uma sociologia do
			protestantismo brasileiro&quot;: que César publicasse, para benefício da comunidade de
			estudiosos das religiões no Brasil, uma bibliografia (de preferência, comentada) do
			protestantismo no Brasil, pois ele havia mencionado &quot;possuir ao redor de seiscentas
			fichas bibliográficas de referência sobre este tema&quot; (<xref ref-type="bibr"
				rid="B5">CÉSAR, 1975</xref>, p.86). Além disso, Mott deu destaque àquilo que pode
			ser tomado como o legado mais decisivo do livro de César (1973): a sugestão de dividir
			os estudos sociológicos do protestantismo no Brasil em três períodos<xref ref-type="fn"
				rid="fn2"><bold>
					<sup>3</sup>
				</bold>
			</xref>. Para César (1973), superado o aspecto polemista da primeira fase dos estudos do
			protestantismo no Brasil (1930-1940) e ultrapassada a situação de maioria estrangeira a
			caracterizar os investigadores acadêmicos na segunda (1940-1955), foi a partir de 1955
			que um número maior de protestantes brasileiros passou a se interessar por sociologia e
			começou a investigar cientificamente seu próprio universo de pertencimento e
				atuação<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>4</sup>
			</xref>.</p>
		<p>Naquele que pode ser considerado o primeiro balanço bibliográfico da produção em ciências
			sociais da religião no Brasil com &quot;vida própria&quot; e &quot;caráter
			monográfico&quot; - a opinião é de <xref ref-type="bibr" rid="B7">Pierucci (1999</xref>,
			p.250) -, <xref ref-type="bibr" rid="B1">Alves (1978</xref>, p.134), outro intelectual
			brasileiro de tradição protestante, chegou a uma conclusão interessante em diálogo com o
			livro de César, princi-palmente quanto ao terceiro período dos estudos de protestantismo
			no Brasil (marcado por confrontos e divisões):</p>
		<disp-quote>
			<p>Os cientistas que se dedicaram a fazer uma análise crítica do Protestantismo são,
				todos eles (na medida em que conheço), ex-pastores, ex-seminaristas, ex-líderes
				leigos forçados a deixar suas funções. [...] Os trabalhos, sem exceção, procuram as
				relações do Protestantismo com os processos de invasão cultural e ideológica que
				marcaram a expansão colonial norte-americana. O Protestantismo é analisado como uma
				ideologia repressora, totalitária, capitalista, que se encontra em casa num Estado
				Capitalista e totalitário. O que explicaria, em parte, o seu silêncio no Brasil após
				1964.</p>
		</disp-quote>
		<p>No final dos anos 70 do século passado, a conclusão de Alves revela outra forma de dizer
			que os estudos acadêmicos do protestantismo no Brasil, mesmo conduzidos por protestantes
			históricos, continuavam restritos a um grupo de interessados.</p>
		<p>Em seu próprio balanço acerca do que ler na sociologia da religião no Brasil, no fim do
			século XX, <xref ref-type="bibr" rid="B7">Pierucci (1999</xref>, p.270) voltou aos três
			períodos propostos por César:</p>
		<p>No primeiro (1930-1940), que representa a passagem da pura polêmica para a obra histórica
			(ainda) polemicamente orientada, os autores escrevem na qualidade de membros filiados a
			uma ou outra das denominações protestantes. No segundo (1940-1955), marcado pelo
			aparecimento das primeiras obras e pesquisas sociológicas, surgem autores já vinculados
			ao meio universitário, principalmente estrangeiros. O terceiro (a partir de 1955),
			marcado pelo aprofundamento do foco igreja-sociedade, é o mais prolífico em obras de
			caráter mais definidamente sociológico, realizadas entretanto <italic>em dupla
				filiação</italic>: os autores estão o tempo todo com um pé no contexto eclesiástico
			e o outro no acadêmico<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>5</sup>
			</xref>.</p>
		<p>Na mesma seção do balanço bibliográfico em que apareceu o livro
			<italic>&quot;</italic>Para uma sociologia do protestantismo brasileiro&quot;, <xref
				ref-type="bibr" rid="B7">Pierucci (1999</xref>, p.270) fez também menção honrosa a
			outra obra de 1973 muito importante para os estudos de religião no Brasil, inclusive os
			do protestantismo histórico: <italic>&quot;</italic>Católicos, protestantes,
			espíritas&quot;, de Cândido Procópio Ferreira de Camargo <italic>et al</italic>. A data
			da publicação e o estilo dos dois livros, ambos publicados pela Editora Vozes, não podem
			ser tomados como &quot;feliz coincidência&quot; - é preferível enxergar &quot;um certo
				<italic>Zeitgeist</italic>&quot;, como propôs Pierucci (1999, p.270).</p>
		<p>Um salto no tempo, mas sem distanciamento do assunto: em 2003, mais precisamente nos dias
			26 a 28 de agosto, o Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da Pontifícia
			Universidade Católica de São Paulo realizou o &quot;Encontro Temático: Católicos,
			pro-testantes, espíritas... 30 anos depois&quot; como parte das celebrações de seus
			trinta anos de existência - visto que fundado em 1973 (de novo, o mesmo ano) - e com o
			objetivo de reunir estudiosos da religião para o debate teórico e metodológico das
			expressões religiosas no Brasil do início deste século. No ano seguinte, os temas e
			exposições do evento foram publi-cados no livro <italic>&quot;</italic>Sociologia da
			religião e mudança social: católicos, protestantes e novos movimentos religiosos no
			Brasil&quot;, organizado por Beatriz Muniz de Souza e Luís Mauro Sá Martino.</p>
		<p>Quando foi publicado em 1973, seu livro [de Camargo], <italic>Católicos, protestantes,
				espíritas</italic>, dividiu as pesquisas em sociologia da religião no Brasil em duas
			fases. De certa maneira, parafraseando Engels, esse livro levou a pesquisa da fase
			&quot;utópica&quot; a uma nova, a &quot;científica&quot;. A partir de dados empíricos
			coletados por uma equipe de pesquisadores do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento
			(Cebrap), Camargo desenvolveu um quadro teórico sistemático dos estudos de religião no
			Brasil (<xref ref-type="bibr" rid="B8">SOUZA; MARTINO, 2004</xref>, p.8).</p>
		<p>A opinião dos organizadores do livro de 2004 quanto ao caráter de <italic>divisor de
				águas</italic> atribuído ao livro de 1973 é bastante plausível: &quot;A maior parte
			dos estudos de religião feitos até 1970 restringiam-se à história da Igreja Católica ou
			do protestantismo, e eram, em geral, feitos por participantes das próprias
			denominações&quot; (<xref ref-type="bibr" rid="B8">SOUZA; MARTINO, 2004</xref>, p.8);
			constatação que César havia transmitido aos partícipes do campo de interesse pelo
			protestantismo no Brasil desde 1973. O contexto histórico dos anos 70 (século XX) talvez
			possa ser tomado como um quarto período no roteiro proposto por César: o dos estudos de
			religião <italic>puramente acadêmicos</italic> no Brasil, dentre os quais a revista
				<italic>Religião e Sociedade</italic>, cujo primeiro número foi lançado em 1977,
			tornou-se um marco (<xref ref-type="bibr" rid="B7">PIERUCCI, 1999</xref>). Além disso,
			os livros de Camargo e César coin-cidiam numa opinião que não pode ficar sem destaque: o
			pentecostalismo como um capítulo de interesse especial no início da década de 70 do
			século passado. O pentecostalismo ultrapassara o protestantismo histórico na condição de
			objeto de estudo dos cientistas da religião no Brasil porque também o deixara para trás
			em número de fiéis - ainda que, em boa parte dos casos, os pesquisadores do fenômeno
			pentecostal no Brasil continuassem a ser os protestantes históricos com formação em
			ciências sociais.</p>
		<p>Mais recentemente, outro divisor de águas no campo dos estudos do protestantismo no
			Brasil foi o livro &quot;Introdução ao protestantismo no Brasil&quot;, de Antonio Gouvêa
			Mendonça e Prócoro Velasques Filho (ambos acadêmicos de tradição protestante), publicado
			em 1990 pelas Edições Loyola (católica) em parceria com o Programa Ecumênico de
			Pós-Graduação em Ciências da Religião. Na apresentação da obra, o também protestante
				<xref ref-type="bibr" rid="B6">Maraschin (1990</xref>, p.10) propôs a seguinte
			reflexão:</p>
		<p>Os estudos científicos de religião no Brasil estão se desenvolvendo, aos poucos, em
			centros de pesquisa e universidades, preocupados com certos fenômenos que nos fascinam a
			todos, como os cultos africanos, o pentecostalismo, e a chamada &quot;religião
			popular&quot;. Mas não têm havido estudos e reflexão sobre o protestantismo brasileiro,
			numa linha mais científica e, portanto, não-sectária.</p>
		<p>A consideração de Maraschin veio em boa hora (em seu tempo e também aqui) para confirmar
			a suspeita de que a mera chegada dos estudos e dos estudiosos de religião em
			universidades e programas de pós-graduação confessionais (protestantes) não era a
			garantia de que a tentação da polêmica e do sectarismo estivesse vencida. Perspectiva
			que <xref ref-type="bibr" rid="B7">Pierucci (1999</xref>, p.248) radicalizou quase dez
			anos depois da opinião de Marachin ter sido publicada:</p>
		<p>É bem verdade que hoje, no final dos anos 1990, depois da oficialização dos cursos de
			pós-graduação em Ciências da Religião em muitas universidades brasileiras, poderíamos
			multiplicar indefinidamente a lista de agentes religiosos que se autoproclamam
			cientistas simplesmente porque fazem &quot;ciência da religião&quot;. Durma-se com um
			barulho desses!</p>
		<p>O caso particular das ciências sociais da religião no Brasil permite a compreensão de que
			as contribuições do protestantismo histórico para os estudos de religião no país - e,
			por extensão, na América Latina - deram-se mais por atuação individual de protestantes
			do que por projetos institucionais. Além disso, a maior de todas as contribuições dos
			protestantes para os estudos de religião no Brasil foi a produção de conhecimento a
			respeito do próprio protestantismo histórico, uma vez que os movimentos e as igrejas
			protestantes tradicionais no Brasil, desde a segunda metade do século XIX até os dias de
			hoje, nunca foram o foco principal, muito menos exclusivo, dos estudos de religião - o
			que não significa que os protes-tantes históricos, dos polemistas aos cientistas, não
			tenham produzido também outras formas de saberes.</p>
		<p>Ao dedicar um número para pensar o protestantismo no Brasil às vésperas dos quinhentos
			anos da Reforma Protestante, a revista <italic>Reflexão</italic> (fundada também na
			década de 70 do século XX, mais precisamente em 1975) cumpre o importante papel de dar
			prosseguimento à produção de conhecimento acerca do protestantismo no Brasil na academia
			universitária; ademais, ao publicar os artigos que compõem este número, a revista
			permite ao próprio protestantismo, reflexivamente, a análise do tipo de conhecimento que
			vem sendo produzido nas últimas décadas, bem como a possibilidade de dar continuidade a
			eles.</p>
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		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>ALVES, R.A. A volta do sagrado: os caminhos da sociologia da
					religião no Brasil. Religião e Sociedade, n.3, p.109-141, 1978.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
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					<article-title>A volta do sagrado: os caminhos da sociologia da religião no
						Brasil</article-title>
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					<year>1978</year>
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			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>BOURDIEU, P. Sociólogos da crença e crenças de sociólogos. In:
					BOURDIEU, P. Coisas ditas. São Paulo: Brasiliense, 1990.
					p.108-113.</mixed-citation>
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					<lpage>113</lpage>
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			<ref id="B3">
				<mixed-citation>CAMARGO, C.P.F. (Org.). Católicos, protestantes, espíritas.
					Petrópolis: Vozes, 1973.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>CÉSAR, W.A. Para uma sociologia do protestantismo brasileiro.
					Petrópolis: Vozes , 1973.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>CÉSAR, W.A. Para uma sociologia do protestantismo brasileiro.
					Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n. 16, p.85-86, 1975. Resenha de:
					MOTT, L. Disponível em: &lt;<comment content-type="cited">Disponível em:
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					</comment>&gt;. Acesso em: 24 out. 2016. </mixed-citation>
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					<date-in-citation content-type="access-date" iso-8601-date="2016-10-24">24 out.
						2016</date-in-citation>
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					Introdução ao protestantismo no Brasil. São Paulo: Loyola, 1990.
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				<element-citation publication-type="book">
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					<comment>Sociologia</comment>
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					<source><italic>Sociologia da religião e mudança social</italic>: católicos,
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					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Paulus</publisher-name>
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			</ref>
		</ref-list>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>2</label>
				<p>&quot;O ISET realizou encontro em S. Paulo, de 27 a 29 de julho de 1972, entre
					sociólogos e teólogos, com o objetivo de examinar as ba-ses sociográficas do
					catolicismo romano, do protestantismo e dos cultos africanos no Brasil. Por
					motivos de força maior, não foi possível estudar estes últimos. O ISET pretende
					dar continuidade aos debates, agora estimulando temas específicos de pesquisa no
					campo religioso e registrando informações gerais sobre trabalhos em
					execução&quot; (CÉSAR, 1973, p.43).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>3</label>
				<p>A tese do autor propõe que o roteiro bibliográfico dos estudos do protestantismo
					no Brasil, da polêmica sectária à investigação sociológica, pode ser dividido
					nos três períodos seguintes: &quot;1. Polêmica e história: a história como
					elemento polêmico (1930-1940)&quot; (CÉSAR, 1973, p.10); &quot;2. Primeiras
					obras e pesquisas sociológicas (1940-1955)&quot; (CÉSAR, 1973, p.14); &quot;3.
					Igreja e sociedade: confronto e divisão ideológica (a partir de 1955)&quot;
					(CÉSAR, 1973, p.19).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>4</label>
				<p> Trata-se de uma proposta de análise que leva em conta o caráter processual dos
					estudos do protestantismo no Brasil, que não é a mesma coisa que considerar que
					o advento do último estágio tenha eliminado protestantes polemistas e
					pesquisadores estrangeiros do cenário de produção de saberes protestantes e de
					conhecimentos sobre o protestantismo no Brasil - a mudança é quanto à ênfase ou
					hegemonia a caracterizar cada período.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>5</label>
				<p>Em nenhum dos três períodos de investigação do protestantismo no Brasil ao longo
					do século XX, os autores citados nas recensões (de César, Alves e Pierucci)
					estiveram livres dos riscos apontados por Bourdieu (1990) quanto às tentações do
					jogo duplo e da dupla vantagem envolvidas numa condição de dupla filiação
					(religiosa e científica); ainda assim, pode-se dizer que os autores polemistas
					(líderes das igrejas protestantes), os pesquisadores estrangeiros (cientistas
					protestantes) e os cientistas sociais brasileiros (protestantes) cumpriram o
					papel de produzir conhecimento a respeito do protestantismo no Brasil.</p>
			</fn>
		</fn-group>
	</back>
</article>
