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				<journal-title>Reflexão</journal-title>
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				<publisher-name>Pontifícia Universidade Católica de Campinas</publisher-name>
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					<subject>Articles</subject>
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			<title-group>
				<article-title>Tradição apostólica: uma perspectiva evangélico-luterana<xref
						ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref></article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title><italic>Apostolic Tradition: A Lutheran perspective</italic></trans-title>
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						<surname>SINNER</surname>
						<given-names>Rudolf von</given-names>
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					<label>2</label>
					<institution content-type="original">Faculdades EST, Pro-Reitoria de
						Pós-Graduação e Pesquisa, Programa de Pós-Graduação em Teologia. R. Amadeo
						Rossi, 467, Morro do Espelho, 93020-220, São Leopoldo, RS, Brasil. E-mail:
						&lt;r.vonsinner@est.edu.br&gt;. </institution>
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						Pós-Graduação e Pesquisa</institution>
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				<author-notes>
					<corresp id="c1"><label>*</label> R. Amadeo
						Rossi, 467, Morro do Espelho, 93020-220, São Leopoldo, RS, Brasil. E-mail:<email>
						&lt;r.vonsinner@est.edu.br&gt;</email>. </corresp>
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			<pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>Jul-Dec</season>
				<year>2016</year>
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			<issue>2</issue>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>O problema da tradição em sua relação com a escritura surgiu a partir de
					divergências específicas. Como é sabido, o momento despertador da Reforma foi a
					crítica de Lutero às indulgências. No entanto, ao combatê-las, introduziu algo
					mais fundamental: o uso da escritura como crítica contra o magistério eclesial e
					a soberania papal. Nos tempos mais recentes, foram objeto de controvérsia os
					dogmas marianos, decisões unilaterais do magistério papal. Por outro lado, vem
					sendo contestada a inovação ocorrida em consideráveis setores do protestantismo,
					do anglicanismo e do veterocatolicismo, a partir do século XIX: o ministério
					ordenado feminino. O cerne do debate, além da força dos costumes culturais
					(também conhecidos como &quot;tradições&quot;), é a interpretação correta da
					escritura e o peso atribuído à tradição. Quem decide, afinal, sobre a verdade
					evangélica - a escritura, a tradição, o magistério eclesiástico, o
						<italic>sensus fidelium,</italic> a academia, cada fiel por si ou um
					conjunto dessas instâncias? Parece que se chegou a certo consenso, concordando,
					a princípio, que o processo de tradição precisa ser compreendido numa visão
					&quot;holística&quot;, bem como sendo, essencialmente, a &quot;tradição
					interpretativa da Escritura&quot;. Isso significa que o princípio de
						<italic>sola scriptura</italic> não seria compreendido num sentido
					literalista nem estático, mas como referente à <italic>viva vox
						evangelii</italic>, que continua sendo ouvida até hoje pela força do
					Espírito Santo. Por outro lado, a compreensão concreta da convergência
					alcançada, em especial, o papel da igreja e do seu magistério, continua como
					profunda divergência. Parece que não há como resolver o problema genericamente,
					mas apenas testando-o em casos específicos. </p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title><italic>Abstract</italic></title>
				<p><italic>The problem of Tradition in its relation to Scripture has emerged
								from specific divergences. As is well known, the starting point of
								the Reformation was Luther's critique of indulgences. However, as he
								struggled against them, he introduced something more fundamental:
								the use of Scripture as a critique against the ecclesial magisterium
								and papal sovereignty. In more recent times, controversies have
								emerged from the Marian dogmas, unilateral decisions of the papal
								magisterium. On the other hand, the innovation occurred in
								considerable sectors of Protestantism, Anglicanism and Old
								Catholicism, as of the 19th century, the ordination of women has
								been contested. At the center of the debate, beyond the influence of
								cultural customs (also known as &quot;traditions&quot;), lies in the
								correct interpretation of Scripture and the weight attributed to
								Tradition. Who, after all, decides about the truth of the Gospel -
								Scripture, Tradition, the magisterium, the sensus fidelium, the academy, each faithful by
						himself/herself, or a combination of such instances? It seems that a quite
						broad consensus has been reached, in principle agreeing that the process of
						tradition must be understood in a &quot;holistic&quot; vision as being,
						basically, the &quot;interpretative tradition of Scripture&quot;. This means
						that the principle of sola scriptura must not be understood
						in a literal or static sense, but rather as referring to the viva
					vox evangelii that continues to be heard today by the force of the Holy
						Spirit. On the other hand, the concrete understanding of the reached
						convergence, particularly the role of the church and its magisterium,
						continues to create profound divergence. It seems that the problem cannot be
						solved generically, but only by testing it in specific cases.</italic></p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Ecumenismo</kwd>
				<kwd>Hermenêutica</kwd>
				<kwd>Ordenação feminina</kwd>
				<kwd>Princípio escriturístico</kwd>
				<kwd>Tradição apostólica</kwd>
			</kwd-group>
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				<title><italic>Keywords:</italic></title>
				<kwd><italic>Apostolic tradition</italic></kwd>
				<kwd><italic>Ecumenism</italic></kwd>
				<kwd><italic>Women's ordination</italic></kwd>
				<kwd><italic>Scriptural principle</italic></kwd>
				<kwd><italic>Hermeneutics</italic></kwd>
			</kwd-group>
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		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>Ao se deparar com os quinhentos anos do início da Reforma Protestante, quando
				Martinho Lutero pregou as suas 95 teses contra as indulgências à porta da Igreja do
				Castelo em Wittenberg, cabe ao analista refletir sobre controvérsias teológicas que
				surgiram no decorrer da Reforma e que mostram diferenças de fundo na concepção da fé
				e da doutrina. Entrementes, muitas dessas diferenças perderam a força de outrora e
				precisam de uma nova avaliação. </p>
			<p>Uma delas é a questão da tradição apostólica, que pergunta pela norma que deve reger
				a fé cristã ao longo dos tempos, em conexão com o Evangelho de Jesus Cristo conforme
				testemunhado pelos seus seguidores, os apóstolos. Essa questão se põe para todas as
				tradições cristãs, conquanto suas respostas possam diferir. O que segue quer
				contribuir para um diálogo crítico e construtivo e insere-se num diálogo
				católico-romano/evangélico-luterano, conforme promovido por uma comissão bilateral
				de diálogo estabelecida no Brasil. Assim, primeiro este estudo tentará explicitar
				uma compreensão luterana da tradição apostólica e sua continuidade, seguida por uma
				abordagem do princípio escriturístico. A seguir, para explicitar o desafio
				contemporâneo, serão apresentados dois breves estudos de caso: a introdução do
				ministério ordenado feminino e a Declaração conjunta sobre a doutrina da
				justificação, firmada em 1999. O texto finalizará com algumas reflexões para um
				diálogo continuado no futuro. </p>
			<sec>
				<title>O problema e tentativas de sua resolução</title>
				<p>O problema da tradição em sua relação com a escritura não surgiu por si mesmo,
					mas a partir de divergências específicas. Como é sabido, o momento despertador
					da Reforma foi a crítica de Lutero às indulgências. No entanto, ao combatê-las,
					introduziu algo mais fundamental: o uso da escritura como crítica contra o
					magistério eclesial e a soberania papal<xref ref-type="fn" rid="fn2">3</xref>. Até então, as três instâncias - escritura, tradição e magistério -
					tinham sido entendidas como uma unidade, a tal ponto que a noção da
						<italic>traditio</italic> pouco ocorria até a Reforma, e pouca reflexão se
					dedicava a ela (<xref ref-type="bibr" rid="B20">EBELING, 1963</xref>, p.95s.).
					Embora não inédito - pessoas como Valdes, Francisco de Assis, Ockham, Wyclif e
					Hus já reivindicaram reformas a partir da escritura -, é com Lutero que o
					princípio escriturístico toma maior fôlego e começa a dividir a igreja
					ocidental. Não fora esse o propósito, mas a consequência talvez inevitável do
					princípio escriturístico na sua função crítica. Na dieta de Worms, em 1521,
					Lutero famosamente expressou esse princípio ao rejeitar a exigida
					retratação:</p>
				<p>A não ser que seja convencido pelo testemunho da Escritura ou por argumentos
					evidentes (pois não acredito nem no papa nem nos concílios exclusivamente, visto
					que está claro que os mesmos erraram muitas vezes e se contradisseram a si
					mesmos) - a minha convicção vem das Escrituras a que me reporto, e minha
					consciência está presa à palavra de Deus - nada consigo nem quero retratar,
					porque é difícil, maléfico e perigoso agir contra a consciência. Deus que me
					ajude, Amém (<xref ref-type="bibr" rid="B36">LUTERO, 1984</xref>, p.148s).</p>
				<p>Nos tempos mais recentes, momentos despertadores da controvérsia foram os dogmas
					marianos de 1854 e de 1950, decisões unilaterais do magistério papal, não
					aceitas pelas outras igrejas (<xref ref-type="bibr" rid="B39">MEYER,
					1974</xref>, p.193s.). Por outro lado, a inovação ocorrida em consideráveis
					setores do protestantismo, do anglicanismo e do veterocatolicismo, a partir do
					século XIX - o ministério ordenado feminino - vem sendo contestada por católicos
					romanos e ortodoxos e também por setores das próprias igrejas citadas. O cerne
					do debate, além da força dos costumes culturais (também conhecidos como
					&quot;tradições&quot;), é a leitura correta da escritura e o peso atribuído à
					tradição. Portanto, são problemas concretos da dogmática material e da prática
					eclesiástica que fazem surgir o problema do critério ou dos critérios. É também
					a questão da autoridade. Quem decide, afinal, sobre a verdade evangélica - a
					escritura, a tradição, o magistério eclesiástico, o <italic>sensus
						fidelium,</italic> a academia, cada fiel por si ou um conjunto dessas
					instâncias? Onde é que o Espírito Santo desenvolve seu trabalho? A lembrança da
					célebre palavra de Jesus a Nicodemus: &quot;O vento [<italic>pneuma</italic>]
					sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas não sabes nem de onde vem, nem para
					onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito [<italic>ek tou
						pneumatos</italic>]&quot; (Jo 3,8) não é de muita ajuda para resolver o
					problema, mas ensina humildade e cautela na identificação da atuação do
					Espírito. No mesmo Evangelho de João, Jesus inspira confiança ao afirmar que
					&quot;o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará
					todas as coisas e vos fará recordar tudo o que eu vos disse&quot; (Jo 14,26). </p>
				<p>Os anos 50 e 60 do século XX viram um intenso debate sobre a relação entre
					escritura e tradição, tanto do lado católico-romano, quanto do lado protestante
						(<xref ref-type="bibr" rid="B14">CONGAR, 1967</xref>; <xref ref-type="bibr"
						rid="B16">CULLMANN, 1954</xref>). O Concílio Vaticano II, na sua
					constituição <italic>Dei Verbum</italic> (1965), não chegou a superar totalmente
					a ambiguidade presente desde o Concílio de Trento, que é de uma pos-sível
					justaposição de escritura e tradição como duas fontes distintas (<xref
						ref-type="bibr" rid="B32">KÜNG, 1999</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33"
						>LIBÂNIO, 2003</xref>). De qualquer forma, confirmou a indissolúvel tríade,
					afirmando que a </p>
				<p>Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja estão de tal
					maneira entrelaçados e unidos, que um não tem consistência sem os outros, e que
					juntos, cada qual a seu modo, sob a ação do mesmo Espírito Santo, contribuem
					eficazmente para a salvação das almas<xref ref-type="fn" rid="fn3">4</xref>.</p>
				<p>No mesmo período, em 1963, a Comissão de Fé e Ordem do Conselho Mundial de
					Igrejas tentou aliviar o problema pela introdução de uma distinção entre
					Tradição, tradição e tradições. Afirmou-se que:</p>
				<disp-quote>
					<p>Pela Tradição, que é o próprio Evangelho, transmitido de geração em geração
						pela Igreja, o próprio Cristo se encontra na vida da Igreja. Por tradição se
						entende o processo de tradição. O termo 'tradições' é usado para indicar não
						só a diversidade de formas de expressão, como também tradições
						confessionais, como, por exemplo, a tradição Luterana [...].</p>
				</disp-quote>
				<p>Usa-se ainda &quot;tradição/tradições&quot; num sentido amplo, ao falar de
					&quot;tradições culturais&quot; (CONSELHO MUNDIAL DE IGREJAS; FÉ E CONSTITUIÇÃO;
					CONIC, 2000). A ênfase está, evidentemente, na Tradição, sendo o próprio
					Evangelho, o próprio Cristo e, portanto, jamais uma segunda fonte da
					revelação.</p>
				<p>Parece que se chegou a um consenso bastante amplo sobre a questão, concordando, a
					princípio, que o processo de tradição precisa ser compreendido numa visão
					&quot;holística&quot;, bem como sendo, essencialmente, a &quot;tradição
					interpretativa da Escritura&quot;<xref ref-type="fn" rid="fn4">5</xref>. Isso significa que o princípio de <italic>sola scriptura</italic> não
					seria compreendido num sentido literalista nem estático, mas como referente à
						<italic>viva vox evangelii</italic>, que continua sendo ouvida até hoje pela
					força do Espírito Santo. Ao mesmo tempo, a tradição não seria uma segunda fonte
					da revelação, à parte da escritura, mas a tradição <italic>da</italic>
					revelação, da qual a escritura é testemunha<xref ref-type="fn" rid="fn5">6</xref>. Não por último, é preciso ressaltar a fundamental importância desse
					processo interpretativo dar-se na comunhão da igreja, que funciona como
						<italic>comunidade hermenêutica</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B25"
						>HOUTEPEN, 1990</xref>, p.279; CONSELHO MUNDIAL DAS IGREJAS; FÉ E
					CONSTITUIÇÃO; CONIC, 2000).</p>
				<p>Seria o problema resolvido, então? Por um lado, houve uma considerável
					aproximação ecumênica. Por outro lado, a compreensão concreta da convergência
					alcançada, em especial, o papel da igreja e do seu magistério, continua como
					profunda divergência, impedindo um avanço significativo na comunhão ecumênica. O
					Papa João Paulo II nomeou, na sua Encíclica <italic>Ut unum sint</italic>
					(1995), o tema como o primeiro entre cinco que precisam ser resolvidos para
					realizar a unidade visível da Igreja<xref ref-type="fn" rid="fn6">7</xref>. O Conselho Mundial de Igrejas (CMI), por sua vez, vem retomando a
					temática a partir da V Conferência Mundial de Fé e Ordem realizada em Santiago
					de Compostela, em 1993 e dedicou a maior parte de um novo estudo sobre a chamada
						<italic>her-menêutica ecumênica</italic> ao problema, sem, contudo, mostrar
					um avanço significativo nessa temática<xref ref-type="fn" rid="fn7">8</xref>. Uma consulta sobre chaves hermenêuticas confessionais realizada em
					Estrasburgo, em 2002, tema já mencionado em Montreal, mostrou que o desafio
					contextual é, pelo menos, tão urgente quanto o confessional, e que não há como
					identificar, nitidamente, chaves hermenêuticas únicas a uma confissão e não a
					outra, embora haja, evidentemente, diferentes ênfases<xref ref-type="fn"
						rid="fn8">9</xref>. Parece que não há como resolver o problema genericamente, mas apenas
					testando-o em casos específicos.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>A tradição apostólica e sua continuidade</title>
				<p>&quot;A tradição cristã é sempre e essencialmente 'ab Apostolis traditio'&quot;,
					disse Ireneu (<xref ref-type="bibr" rid="B39">MEYER, 1974</xref>, p.188). Os
					apóstolos foram os testemunhos diretos da vida, morte e ressurreição de Jesus, o
					Cristo; portanto, têm um privilégio de originalidade sobre qualquer outro
					testemunho. Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B39">Meyer (1974</xref>, p.188),
					a </p>
				<disp-quote>
					<p>[...] 'apostolicidade' é o critério por excelência para [garantir] o caráter
						cristão da fé, proclamação, vida e doutrina. Portanto, o problema da
						tradição ou transmissão [<italic>Traditions- oder
							Überlieferungsproblem</italic>] é, largamente, idêntico com a questão da
						apostolicidade.</p>
				</disp-quote>
				<p>A igreja primitiva, constituída pelos apóstolos movidos pelo Espírito Santo, já
					demonstrava considerável diversidade, o que se reflete no processo de escrever,
					compor e escolher os textos que farão parte do cânon, processo definitivamente
					encerrado em meados do século IV, com a 39ª carta pascal de Atanásio (367), que
					lista em definitivo os 27 escritos do Novo Testamento. Conforme disse o biblista
					protestante de Heidelberg, Gerd Theissen, certamente com um sorriso no rosto:
					&quot;já no protocristianismo, o modo de agir dos cristãos era muito
					protestante. Onde dois ou três estavam reunidos, eles constituíam uma minoria
					desviante&quot; (<xref ref-type="bibr" rid="B54">THEISSEN, 2004</xref>, p.87).
					Tornou-se famosa a constatação de Ernst Käsemann de que &quot;o cânon
					neotestamentário como tal não fundamenta a unidade da Igreja. Pelo contrário,
					funda-menta como tal, isto é, em sua apresentação factual, acessível ao
					historiador, a multiplicidade das confissões&quot;<xref ref-type="fn" rid="fn9">10</xref>.</p>
				<p>Como avaliar o processo de constituição do cânon? A posição católico-romana
					mantém que é preciso uma instância externa à escritura para garantir a
					autoridade desta, e aponta para o processo da constituição do cânon, que se deu
					na igreja<xref ref-type="fn" rid="fn10">11</xref>. Já a posição luterana é que a própria escritura contém o critério de
					sua apostolicidade e, portanto, sua canonicidade. Reconhece, isso sim, que a
					escritura faz parte de um processo de tradição, sendo precedida pelo testemunho
					oral e escrito ao longo de várias décadas. O método histórico-crítico - aliás,
					hoje uma ferramenta exegética ecumênica como poucas outras - demonstrou isso
					claramente. Consequentemente, o problema de escritura e tradição não é bem a
					questão de uma fonte oral e outra escrita, mas de um processo que fixou o
					testemunho da revelação por escrito. É difícil imaginar por que conteúdos
					fundamentais da tradição oral não teriam sido escritos, mas transmitidos apenas
					oralmente e se tornado acessíveis por meio da sucessão apostólica pessoal<xref
						ref-type="fn" rid="fn11">12</xref>.</p>
				<p>Não é a letra que é decisiva, mas o conteúdo, conforme afirmou Lutero: &quot;O
					que não ensina Cristo ainda não é apostólico, mesmo que S. Pedro ou Paulo o
					ensinem. Por outro lado, o que prega Cristo seria apostólico, mesmo que fosse
					feito por Judas, Anás, Pilatos e Herodes&quot; (<xref ref-type="bibr" rid="B38"
						>LUTERO, 2003</xref>, p.154). </p>
				<p>Com base nesse princípio, Lutero inclusive criticou escritos bíblicos e julgou,
					por exemplo, a carta de Tiago como não sendo apostólica, pois promoveria apenas
					a lei e não o Cristo<xref ref-type="fn" rid="fn12">13</xref>. Segundo a compreensão luterana, é precisamente esse o &quot;cânon no
					cânon&quot;, ou seja, o princípio hermenêutico fundamental: o que promove o
					Cristo. É esse princípio que regeu e rege o pro-cesso da canonização e a
					posterior interpretação, sob influência do Espírito Santo. É essa Boa Nova
						(<italic>euanggelion</italic>) que autentica o cânon, e não é preciso ter
					uma instância externa para atribuir-lhe sua autoridade. É a partir desse
					princípio que se pode dizer que a escritura é <italic>sui ipsius
						interpres</italic>.</p>
				<p>É importante ressaltar que a Confissão de Augsburgo (CA) insiste na continuidade
					da igreja, à qual as igrejas oriundas da Reforma de Lutero se compreendem como
					pertencentes (COMISSÃO INTERLUTERANA DE LITERATURA, 2005, p.13): &quot;Ensina-se
					também que sempre haverá e permanecerá uma única santa igreja cristã, que é a
					congregação de todos os crentes, entre os quais o evangelho é pregado puramente
					e os santos sacramentos são administrados de acordo com o evangelho&quot; (CA
					VII, <italic>A Confissão de Augsburgo</italic>). Além do Evangelho e dos
					sacramentos do Batismo e da Santa Ceia, é subentendido também o ministério
					ordenado para garantir sua reta pregação e administração (<xref ref-type="bibr"
						rid="B41">MEYER, 2003</xref>, p.170). As &quot;tradições&quot;, sempre
					usadas no plural, são entendidas como &quot;ordenações eclesiásticas
					estabelecidas por homens&quot; (CA XV)<xref ref-type="fn" rid="fn13">14</xref>. Não são simplesmente rechaçadas. Bem ao contrário, &quot;se ensina
					observar aquelas que possam ser observadas sem pecado e contribuam para a paz e
					a boa ordem na igreja, como, por exemplo, certos dias santos, festas e coisas
					semelhantes&quot;. O problema surge, porém, quando são entendidas como
					necessárias para a salvação: </p>
				<p>Ensina-se [...] que todas as ordenanças e tradições feitas pelo homem com o
					propósito de por elas reconciliar-se a Deus e merecer a graça são contrárias ao
					evangelho e à doutrina da fé em Cristo. Razão por que votos monásticos e outras
					tradições concernentes a distinção de alimentos, dias, etc. pelas quais se pensa
					merecer graça e satisfazer por pecados, são inúteis e contrários ao
						evangelho<xref ref-type="fn" rid="fn14">15</xref>.</p>
				<p>A reforma luterana não tem efetuado uma total ruptura com as tradições. Nos
					capítulos XXI a XXVIII da CA, percebe-se um tratamento positivo das tradições,
					porém com modificações. Os santos, por exemplo, devem ser lembrados para o
					fortalecimento da fé e como exemplos de boas obras, porém, havendo um só
					mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo (1Tm 2,5), não devem ser invocados
					ou procurados para auxílio (CA XXI). Ao falar da comunhão sob ambas as espécies
					(CA XXII) e do matrimônio dos sacerdotes (CA XXIII), a CA refere-se também à
					tradição eclesiástica, embora esses argumentos sirvam apenas para reforçar o
					argumento escriturístico. Nisso, conforme Wolf-Dieter Hauschild, &quot;a práxis
					protestante reclama para si sua correspondência com a tradição eclesiástica mais
					velha contra a novidade católico romana&quot; (<xref ref-type="bibr" rid="B24"
						>HAUSCHILD, 1992</xref>, p.222).</p>
				<p>Aqui como em outros momentos da história, percebe-se que a Reforma, no intuito de
					garantir o reto caminho para o futuro, volta às origens. De modo especial, a
					religião cristã é herdeira do judaísmo na sua caminhada entre &quot;memória e
					esperança&quot;, na formulação de Dietrich Ritschl, sendo que o <italic>Christus
						praesens</italic> garante que essa caminhada possa ser compreendida como
					acompanhada por Deus (<xref ref-type="bibr" rid="B45">RITSCHL, 1967</xref>,
					p.17). Assim, o testemunho dos apóstolos, firmado na escritura, continua vivo na
					grande corrente da tradição, na qual se caminha rumo ao
						<italic>eschaton.</italic> A apostolicidade olha para trás, para o
					testemunho dos apóstolos, mas também para frente, inserindo-se na missão dos
					apóstolos da qual a igreja faz parte. A tradição, apostólica nesse duplo
					direcionamento, é um constante processo, com crescimento e desenvolvimento ao
					confrontar a mensagem do mesmo Evangelho com os novos tempos e localidades<xref
						ref-type="fn" rid="fn15">16</xref>. Dentro das tradições confessionais, há elementos que orientam na
					caminhada e dão coerência a ela, em especial os credos e os escritos
					confessionais (<xref ref-type="bibr" rid="B3">ALTMANN, 2004</xref>; <xref
						ref-type="bibr" rid="B56">WACHHOLZ, 2004</xref>)<italic>.</italic></p>
			</sec>
			<sec>
				<title>O princípio escriturístico da Reforma</title>
				<p>Retoma-se agora o princípio escriturístico da Reforma que norteia toda sua
					teologia. É importante lembrar que o Cristo, o <italic>logos</italic> encarnado,
					é a Palavra viva de Deus<xref ref-type="fn" rid="fn16">17</xref>. É Dele que os apóstolos ouviram o que constitui a <italic>viva vox
						evangelii</italic>. O testemunho deles deu origem aos escritos do Novo
					Testamento. O Evangelho nele contido não é, em primeiro lugar, informação, mas
					interpelação (<italic>Anrede</italic>), cujo conteúdo principal, para a Reforma
					e, em especial, para sua vertente luterana, é o anúncio da justificação<xref
						ref-type="fn" rid="fn17">18</xref>.</p>
				<p>Portanto, os quatro <italic>solus</italic> da Reforma não estão todos no mesmo
					patamar. A ordem teologicamente correta seria <italic>solus Christus, sola
						gratia, sola fide, sola scriptura.</italic> O Cristo efetua a justificação,
					que vem ao homem mediante a graça e é abraçada pela fé, sendo orientada pela
					escritura. É o evangelho, o Cristo <italic>pro nobis</italic> que confere
					normatividade à escritura. Ela mesma é lida a partir do princípio hermenêutico
					do &quot;o que promove o Cristo&quot;, que constitui o já citado &quot;cânon no
					cânon&quot;. A escritura é tida como suficiente: Tudo que é preciso saber para a
					salvação, para a fé e a vida cristã, está nela contida. Nesse sentido, ela
					também é clara, pois como diz Lutero em seu escrito sobre o <italic>livro
						hipercristão, hiperespiritual e hipererudito de Goat Emser</italic>: &quot;o
					Espírito Santo é o escritor e orador mais claro que existe no céu e na terra, e,
					por esta razão, suas palavras não podem ter mais de um sentido: o mais simples,
					que chamamos de sentido literal, ordinário, natural&quot; (<xref ref-type="bibr"
						rid="B8">BRAATEN, 2002</xref>, p.86).</p>
				<p>Contudo, o <italic>sola scriptura</italic> não constitui um fundamentalismo
					escriturístico, não entroniza um &quot;papa de papel&quot;, substituindo o
					magistério da igreja por um &quot;magistério da letra&quot; (<xref
						ref-type="bibr" rid="B32">KÜNG, 1999</xref>, p.71). Na verdade é,
					essencialmente, o <italic>solo verbo,</italic> o Cristo pregado que dá sentido
					ao <italic>sola scriptura</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B20">EBELING,
						1963</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">JÜNGEL, 1999</xref>). Ao
					identificar o Cristo como chave herme-nêutica, não se constitui um princípio
					apenas <italic>formal,</italic> mas, em primeiro lugar, um princípio
						<italic>material</italic>, pois nada outro pode ser considerado autêntico
					que não seja expressão desse Evangelho contido na escritura. A autoridade da
					escritura vem, exclusivamente, desse Evangelho, e o Espírito Santo garante sua
					compreensão, que não depende de nenhum e nada outro. Nisso, o princípio
					escriturístico funciona como instância crítica frente a qualquer outra
					autoridade, seja ela assumida pela igreja e seu magistério, seja ela assumida
					por inspirações diretas como Lutero as identificava entre os
					&quot;entusiastas&quot;. É nessa função crítica que reside a novidade trazida
					por Lutero, uma vez que a escritura sempre fora usada como fundamento da
					teologia.</p>
				<p>A escritura é a <italic>norma normans</italic>, conforme Lutero formula nos
					artigos de Esmalcalde (1536): &quot;A norma é: a palavra de Deus, e mais
					ninguém, nem mesmo um anjo, estabelecerá artigos de fé&quot;<bold>
						<sup>19</sup>
					</bold> . Numa fase bem mais posterior, a <italic>Fórmula de Concórdia</italic>
					(1577) insiste que &quot;cremos, ensinamos e confessamos que somente os escritos
					proféticos e apostólicos do Antigo e do Novo Testamento são a única regra e
					norma segundo a qual devem ser ajuizadas e julgadas igualmente todas as
					doutrinas e todos os mestres...&quot;<xref ref-type="fn" rid="fn19">20</xref>. Toda outra formulação da fé, inclusive os escritos confessionais,
					depende dessa norma primária e é, portanto, <italic>norma normata.</italic>
					Embora os escritos confessionais tenham autoridade porque
					(<italic>quia</italic>) correspondem ao Evangelho, isso é verdade apenas na
					medida em que (<italic>quatenus</italic>) correspondem ao Evangelho, o que pode
					e deve ser verificado por qualquer fiel, razão pela qual importa tanto a ampla
					divulgação e leitura da escritura, traduzida para o vernáculo. Se não se pode
					justapor escritura, tradição e magistério, também não se pode partir apenas dos
					escritos confessionais. Não se pode advogar um estreito confessionalismo, pois
					também os escritos confessionais derivam sua autoridade do Evangelho e não têm
					valor em si mesmos (<xref ref-type="bibr" rid="B12">BRAKEMEIER,
					2004</xref>).</p>
				<p>Afinal, quer-se preservar o evangelho, de origem divina, da sua distorção ao ser
					usurpado por seres humanos que se arroguem ser detentores da leitura
						correta<xref ref-type="fn" rid="fn20">21</xref>. Evidentemente, a hermenêutica moderna e a exegese histórico-crítica têm
					dinamizado essa concepção, insistindo no papel do autor e do leitor nos seus
					contextos específicos, visando, como diria <xref ref-type="bibr" rid="B23"
						>Gadamer (1997</xref>, p.457), uma &quot;fusão de horizontes&quot;. Ou, numa
					formulação feliz do biblista ecumênico <xref ref-type="bibr" rid="B59">Weber
						(1998</xref>) enquanto eu leio a Bíblia, esta também é &quot;o livro que me
					lê&quot;. Nessa dinâmica de leitura mútua, que acontece num âmbito comunitário e
					ecumênico, como com muito êxito demonstrou o movimento bíblico no Brasil e na
					América Latina, acredita-se que seja o Espíri-to Santo que mostra o caminho<xref
						ref-type="fn" rid="fn21">22	</xref>. A tarefa da igreja como <italic>creatura verbi</italic> é facilitar
					esse processo e zelar pela continuidade do testemunho apostólico, compreendido
					na contem-poraneidade.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>A introdução do ministério ordenado feminino</title>
				<p>Numa carta ao então arcebispo de Cantuária, o Papa Paulo VI escreveu: </p>
				<p>Ela [sc. a Igreja] defende que não é admissível ordenar mulheres para o
					sacerdócio, por razões verdadeiramente fundamentais. Estas razões compreendem: o
					exemplo - registado [<italic>sic</italic>] na Sagrada Escritura - de Cristo, que
					escolheu os seus Apóstolos só de entre os homens; a prática constante da Igreja
					que imitou Cristo ao escolher só homens; e seu magistério vivo o qual
					coerentemente estabeleceu, que a exclusão das mulheres do sacerdócio está em
					harmonia com o plano de Deus para a sua Igreja<xref ref-type="fn" rid="fn22">23</xref>.</p>
				<p>Na sua argumentação, o papa recorre às três instâncias interligadas: à escritura,
					à tradição (a prática constante da igreja) e ao magistério, que estariam em
					perfeita harmonia. Essa posição foi reforçada pelo Papa João Paulo II, em 1994,
					na sua carta apostólica <italic>Ordinatio Sacerdotalis,</italic> quando declarou </p>
				<p>[...] para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância,
					que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu
					ministério de confirmar os irmãos (cf. Lc 22,32), declaro que a Igreja não tem
					absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que
					esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja
						(<xref ref-type="bibr" rid="B27">JOÃO PAULO II, 1994</xref>, n.4). </p>
				<p>Embora a base dessa decisão seja a falta de &quot;faculdade&quot;, é com o poder
					do seu ministério e magistério que o papa proclama uma decisão definitiva. É
					preciso encerrar um assunto pelo poder do magistério. Este se sabe em
					correspondência com a escritura e a tradição, mas reage diante de pressões de
					considerável número de fiéis e de opiniões de teólogos católico--romanos que o
					questionam, não por último a partir de uma outra leitura da escritura<xref
						ref-type="fn" rid="fn23">24</xref>.</p>
				<p>É sabido que, também nas igrejas protestantes, demoraram séculos para que fosse
					introduzido o ministério ordenado feminino<xref ref-type="fn" rid="fn24"><bold>
							<sup>25</sup>
						</bold>
					</xref>. Tal possiblidade não estava na visão de Lutero, embora tenha previsto a
					substituição de homens ordenados por mulheres &quot;em caso de
						necessidade&quot;<xref ref-type="fn" rid="fn25">26</xref>. Nisso, em princípio, foi mantida a tradição antiga. Esta conhecera
					apenas diáconas ordenadas, porém tal ministério caiu em desuso no século V
						(<xref ref-type="bibr" rid="B5">BEHR-SIGEL; WARE, 1998</xref>, <xref
						ref-type="bibr" rid="B21">FITZGERALD, 1998</xref>). De fato, não houve
					ordenações presbiterais ou episcopais femininas. </p>
				<p>Contudo, releituras do testemunho bíblico mostraram um papel muito mais forte das
					mulheres do que em geral se assume. Também emergiu uma nova visão sobre a
					suposta subordinação da mulher na criação e na vida cristã. Por fim,
					questionou-se a continuidade entre os Doze e o ministério ordenado da igreja e a
					necessidade de uma representação física do Cristo enquanto homem na celebração
					eucarística. Não por último, a partir da pressão do ambiente secular, onde a
					igualdade da mulher fora mais e mais claramente afirmada, efetivou--se uma
					mudança fundamental na prática e teologia de muitas igrejas. </p>
				<p>Na lógica de Lutero, embora não vislumbrado por ele, o princípio escriturístico
					chegou a superar uma antiga tradição, mantida pela própria Reforma. Houve e
					ainda há fortes debates em muitas igrejas sobre o assunto. Na igreja luterana da
					Suécia, por exemplo (que manteve a sucessão apostólica no seu sentido histórico
					e pessoal), houve uma forte discussão sobre a interpretação do testemunho
					bíblico em torno da decisão de ordenar mulheres ao ministério sacerdotal, tomada
					em 1958 (<xref ref-type="bibr" rid="B7">BERTINETTI, 1965</xref>; <xref
						ref-type="bibr" rid="B51">STENDHAL, 1985</xref>). Além da releitura da
					escritura, pesou a reflexão sobre a própria natureza do ministério, fundamentada
					no princípio do sacerdócio de todos os crentes. Não havia, portanto, razão para
					continuar excluindo mulheres do ministério ordenado. Resumindo, pode-se dizer
					que uma volta às fontes, a partir do contexto atual, permitiu um novo caminho
					para o futuro.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>A Declaração conjunta sobre a doutrina da justificação</title>
				<p>Em 1999, um acordo muito significativo foi firmado entre o Pontifício Conselho
					pela Unidade dos Cristãos e a Federação Luterana Mundial: a &quot;Declaração
					Conjunta sobre a doutrina da justificação&quot; (DC) (DECLARAÇÃO CONJUNTA SOBRE
					A DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO<italic>,</italic> 1999). Em preparação desde 1972,
					quando o relatório de Malta sobre &quot;O Evangelho e a Igreja&quot;, da
					Comissão Mista Internacional Católico-Romana/Evangélico-Luterana constatou que
					&quot;se esboça sobre este assunto um amplo consenso&quot; (<xref
						ref-type="bibr" rid="B40">MEYER <italic>et al</italic>., 1991</xref>, p.255)
					sua aprovação final foi complicada por um forte protesto de teólogos alemães,
					que viram a Reforma abandonar-se a si mesma ao abrir mão, por exemplo, da
					unicidade da justificação como critério. Um ponto de debate foi precisamente se
					esta seria <italic>um</italic> critério, ainda que &quot;indispensável, que visa
					orientar toda a doutrina e prática da Igreja incessantemente para Cristo&quot;
					(DC, 18), ou <italic>o</italic> critério. Parecia uma luta do magistério
					acadêmico contra o magistério eclesial, pois a aprovação da Declaração cabia às
					igrejas, e o protesto veio dos professores.</p>
				<p>O conflito, portanto, não se deu sobre o conteúdo da doutrina da justificação,
					mas antes sobre sua função como critério principal. Viu-se que o princípio
					escriturístico não significa um biblicismo, mas é regido pelo Cristo vivo e
					presente. O Evangelho pode ser resumido na boa nova da justificação do pecador
					mediante graça e fé. Nos artigos de Esmalcalde, Lutero disse: &quot;Desse artigo
					a gente não se pode afastar ou fazer alguma concessão, ainda que se desmoronem
					céu e terra ou qualquer outra coisa. [...] Sobre esse artigo fundamenta-se tudo
					o que ensinamos e vivemos contra o papa, o diabo e o mundo&quot; (LIVRO DE
					CONCÓRDIA, 1997, p.313). É esse princípio que quer salvaguardar o Evangelho de
					qualquer poder humano que queira dele apropriar-se. </p>
				<p>Porém, não se pode esquecer que a defesa desse princípio só faz sentido quando se
					tem certeza do seu significado nos dias de hoje. No âmbito da América Latina,
					procurou-se dar nova expressão à justificação por meio da libertação, sendo este
					o tema central numa situação de cativeiro (<xref ref-type="bibr" rid="B2"
						>ALTMANN, 1994</xref>). Decorridos 31 anos do final da ditadura militar,
					diminuiu a exclusão política, mas ainda permanece, apesar de certos avanços, a
					exclusão social. Para milhões de brasileiros, latino-americanos e muitos outros
					povos, a questão principal é a sobrevivência e não o medo diante do pecado, como
					fora para Lutero<xref ref-type="fn" rid="fn26">27</xref>. </p>
				<p>Por outro lado, existe uma &quot;coação à justificação&quot; de si mesmo diante
					do mundo; eu pre-ciso &quot;lutar pelo meu lugar na sociedade&quot; (<xref
						ref-type="bibr" rid="B10">BRAKEMEIER, 2002</xref>. p.83). O programa de
					televisão <italic>Big Brother</italic> pode ser lido assim: As pessoas se
					apresentam 24 horas por dia ao público, que julga sobre sua permanência ou não
					na casa, assim decidindo sobre quem &quot;presta&quot; ou não<xref ref-type="fn"
						rid="fn27">28</xref>. Outro aspecto nesse contexto é a &quot;coação à heresia&quot;, como
					formulado pelo sociólogo Peter Berger: as pessoas hoje não têm apenas a
						<italic>liberdade</italic> para sua autorrealização, mas também a
						<italic>obrigação</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B6">BERGER,
						1979</xref>). </p>
				<p>Voltando à questão da exclusão social, as pessoas excluídas, aparentemente, não
					têm nada a oferecer - não têm dinheiro, nem inteligência comprovada por ótimas
					notas na escola, nem a cor preferida (branca), nem ligação a uma pessoa ou
					família de renome. Essa situação é uma explicação para o fato de, mesmo com toda
					informação sobre planejamento familiar, tantas meninas jovens tornarem-se mães
					quando ainda não têm maturidade para tal: parece o único jeito para conseguir
					certo reconhecimento e respeito na sociedade.</p>
				<p>Portanto, não é pela simples repetição de princípios historicamente defendidos
					que se dá continuidade ao Evangelho. Antes, este deve ser compreendido no
					contexto atual, e seu testemunho principal (a escritura) deve ser relido com os
					olhos de hoje, sendo que essa leitura pode e deve desafiar o leitor, numa
					situação de leitura mútua: leio a Bíblia, e sou lido por ela. O diálogo
					ecumênico sobre a doutrina da justificação, além de significativo avanço
					ecumênico, trouxe de volta a necessidade de tal releitura do próprio princípio
					escriturístico.</p>
				<p>Este articulista entende que um dos avanços da DC está em conceder uma mudança de
					posição sem querer corrigir o passado. As condenações mútuas referentes à
					doutrina da justificação não foram simplesmente consideradas falsas ou
						inúteis<xref ref-type="fn" rid="fn28">29</xref>. Refletiam posições mutuamente exclusivas, e cada lado teve que manter
					sua posição diante do que viu como mal-entendido do Evangelho e da tradição por
					parte do outro. O que acontece na DC é uma releitura dessas condenações, à luz
					das posições atuais das igrejas implicadas, que não são mais aquelas que se
					queria atingir. Assim se podem remover pedras do caminho do ecu-menismo,
					modificando a leitura da escritura e da tradição, de modo a chegar a um
					&quot;consenso nas verdades básicas&quot; que facilite a superação da mútua
					exclusão. É um novo olhar sobre a escritura, sobre a tradição e sobre o irmão e
					a irmã em Cristo na contemporaneidade. O que falta, por enquanto, são
					desdobramentos concretos desse novo olhar, na facilitação de uma maior comunhão
					ecumênica.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Conclusão</title>
			<p>Em termos de conclusão, sugerem-se as seguintes teses para debate:</p>
			<p>1) A igreja é uma igreja a caminho, norteada pela memória de sua origem e pela
				esperança do seu futuro. No início, no centro e no final dessa caminhada está o
				Cristo, Filho do Pai, o Verbo que se tornou carne. Seu testemunho foi, pela ajuda do
				Espírito Santo, colecionado na escritura do chamado Novo Testamento, que se tornou a
				suprema referência da fé cristã, junto com os textos que Jesus de Nazaré, sendo
				judeu, conheceu como escritura e que hoje se denomina de Antigo Testamento. </p>
			<p>2) Os que foram renovados pela justificação e inseridos no rebanho do Cristo pelo
				batismo, pertencem à comunidade hermenêutica da igreja. Nesta, são lidos e relidos
				os textos da escritura, criando-se uma tradição de sua compreensão. Assim, a
				tradição não é uma fonte ao lado da escritura, mas seu conteúdo interpretado ao
				longo dos séculos.</p>
			<p>3) A leitura da escritura procura manter a continuidade com os apóstolos, os
				testemunhos que presenciaram o caminho de Jesus de Nazaré enquanto Cristo, que foram
				enviados ao mundo pela força do Espírito Santo para proclamar a boa nova. A igreja
				é, assim, <italic>creatura verbi et spiritus</italic><xref ref-type="fn" rid="fn29">30</xref>. Sua apostolicidade não se restringe a olhar para o passado, mas inclui sua
				missão no presente contexto.</p>
			<p>4) O princípio <italic>sola scriptura</italic> é um derivado do <italic>solo
					verbo</italic>, partindo do Evangelho de Cristo que interpela ao ser proclamado.
				Enquanto tal, é um princípio material crítico que serve para avaliar a validade de
				qualquer doutrina e prática. Toda autoridade é sujeita à escritura a partir desse
				princípio. Contudo, fica a pergunta quanto às formas concretas do exercício da
				autoridade na igreja cristã, necessário para manter a coerência da fé.</p>
			<p>5) Enquanto a Palavra de Deus é viva, presente no Cristo pela força do Espírito
				Santo, a tra-dição é também viva, garantindo a continuidade das origens, a
				orientação para o futuro escatológico e a contextualidade no tempo presente. Assim,
				é um processo contínuo e dinâmico. Não significa a petrificação de um denominado
				corpo de proposições, nem no sentido de um fundamentalismo bíblico, nem de um
				tradicionalismo eclesiástico ou de um autoritarismo magisterial.</p>
			<p>6) A volta às fontes tem como finalidade a caminhada para frente. Assim sendo,
				salvaguar-dados a origem e o fim, uma mudança de caminhada deve ser possível.
				Precisa ter respaldo primeiramente na Palavra e, portanto, recorrer ao testemunho da
				escritura. Porém, é também necessária a recepção, pela igreja, do <italic>consensus
					fidelium</italic>, considerando sua dimensão ecu-mênica no tempo e no
				espaço.</p>
			<p>7) O Evangelho é adequadamente resumido na boa nova da justificação por graça e fé.
				Como Palavra viva de Deus, proclamado para todo o mundo, procura estabelecer um
				rela-cionamento do ser humano com Deus a partir da salvação em Cristo. Contudo, é
				necessário um debate sobre o sentido da justificação na contemporaneidade, pois não
				tem a mesma plausibilidade hoje que tinha para Lutero. O diálogo ecumênico ajuda
				nessa releitura do con-teúdo central do Evangelho.</p>
			<p>8) Embora o Evangelho do Cristo que justifica o pecador seja o centro da escritura,
				ele não a esgota na sua integralidade. Foram transmitidos mais livros do que seriam
				necessários para tal mensagem. Existem outros motivos regulativos que constituem a
				mensagem bíblica e sua interpretação. Gerd Theissen cita quinze deles, dentre os
				quais o motivo da criação, da encarnação, da vicariedade e da troca de posições
				(&quot;o primeiro será o último&quot; e vice-versa), do ágape e do juízo (<xref
					ref-type="bibr" rid="B54">THEISSEN, 2004</xref>, p.92). Estes regem, como uma
				gramática, o conteúdo evangélico, base para o mito, rito e ética próprios do
				cristianismo, razão pela qual se formou uma religião distinta do judaísmo (<xref
					ref-type="bibr" rid="B53">THEISSEN, 2009</xref>). Numa linha parecida, aplicando
				um modelo linguístico à teologia, Robert Schreiter sugeriu que a tradição fornece o
				vocabulário; a fé, a competência; a expressão concreta da fé, a performance; e as
				instâncias normativas (a escritura, os credos, os concílios e o magistério), a
				gramática (1985). Este estudo propõe que um modelo linguístico da fé, onde não
				interessam tanto as proposições, mas a gramática que rege o uso dessa linguagem, tem
				um grande potencial ecumênico<xref ref-type="fn" rid="fn30">31</xref>.</p>
			<p>9) Por fim, é fundamental afirmar que o fazer teológico, a atuação nas igrejas e a
				procura ecumênica não fazem sentido sem a fé no Deus trino, Pai, Filho e Espírito
				Santo, pois é a partir da confiança nele que se pode continuar a caminhada.
				Volta-se, portanto, mais uma vez às palavras do Evangelho de João: &quot;Disse,
				pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra,
				sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos
				libertará&quot; (Jo 8,31s.).</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
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					<source><italic>Pelo Evangelho de Cristo</italic>: obras selecionadas de
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					<source><italic>Reden vom dreieinigen Gott in Brasilien und Indien:</italic>
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		</ref-list>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>Este texto foi, originalmente, apresentado durante o Seminário Bilateral Católico
					Romano - Evangélico Luterano sobre &quot;Sucessão apostólica e tradição
					apostólica&quot;, em novembro de 2004 e levemente revisado para a
					publicação.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>3</label>
				<p>Os debatedores de Roma contra Lutero - Tetzel, Eck, Prierias e Cajetan - logo
					descobriram essa implicação fundamental. Ao destacar o poder absoluto do papa e
					exigir a submissão de Lutero, firmaram nele a crescente convicção da necessidade
					do princípio <italic>sola scriptura</italic> contra esse poder que se cria
					&quot;acima do concílio, acima da Escritura e acima de toda a igreja&quot;
					(KIRCHNER, 1998, p.26).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>4</label>
				<p><italic>Dei Verbum</italic> 10. Os textos do Concílio Vaticano II são citados
					segundo Vier (2000). Cf. a abordagem crítica do que é chamado de &quot;fraco
					compromisso&quot; por Küng, (1999<italic>,</italic> p.69s). O Catecismo da
					Igreja Católica (2000), mantém a ambiguidade, baseando--se, principalmente, em
						<italic>Dei Verbum</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>5</label>
				<p>Kirchner (1998, p.152); <italic>Cf</italic>. Libânio (2003, p.121); Meyer (1974,
					p.194): &quot;A maneira como a letra da Escritura permanece 'espírito', 'vida'
					está em ser transmitida, lida, interpretada, experimentada dentro da Tradição da
					Igreja. Estabelece-se assim uma relação única entre ambas, de modo que se supera
					definitivamente uma divisão que dominou as relações entre católicos e
					protestantes&quot;.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>6</label>
				<p>O caráter da escritura como testemunho da revelação é apresentado como solução
					ecumênica por Küng, (1999, p.75-77). Para os autores patrísticos, conforme Ware
					(2002, p.1143-1148, p.1144), tradição significara &quot;simplesmente a forma
					pela qual a escritura é interpretada e vivida por sucessivas gerações por dentro
					da igreja&quot;.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>7</label>
				<p> João Paulo II (1995, n.79): &quot;Já desde agora é possível individuar os
					argumentos que ocorre aprofundar para se alcançar um verdadeiro consenso de fé:
					1) as relações entre Sagrada Escritura, suprema autoridade em matéria de fé, e a
					Sagrada Tradição, indispensável interpretação da palavra de Deus&quot;. Nota-se
					que o Papa afirma a suprema autoridade da Escritura e entende Tradição como
					interpretação, e não como fonte à parte.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>8</label>
				<p>Conselho Mundial das Igrejas (2000, n.14-37). O maior avanço, não por último para
					a teologia no continente sul-americano, parece estar no menor capítulo do
					documento, que versa sobre &quot;um Evangelho em muitos contextos&quot;
					(Conselho Mundial das Igrejas, 2000, 38-48; Sinner, 2003. p.9-33, 331-340; 2007,
					p.89-118).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>9</label>
				<p>Diante do desafio pastoral de confeccionar uma prédica, exercício virtual que se
					fez num grupo de discussão na Consulta da Comissão de Fé e Constituição do
					Conselho Mundial de Igrejas em Estrasburgo, no ano de 2002, mostrou-se uma
					semelhança surpreendentemente ampla nas referências e métodos aos quais se
					recorre, sem, contudo, facilitar o processo de identificar divergências e
					convergências, pois não foi possível traduzir esse consenso &quot;pastoral&quot;
					em posições nitidamente confessionais e/ou contextuais. Outra consulta,
					realizada em Viena no ano de 2004, ao tentar explorar tais convergências e
					divergências refe-rentes a &quot;símbolos, ritos e práticas&quot;,
					principalmente no âmbito litúrgico, mostrou mais claramente ainda a perplexidade
					que perpassa as posições confessionais e contextuais.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn9">
				<label>10</label>
				<p> &quot;Käsemann (1960, p.221); tradução conforme Brakemeier (1997, p.212).
					Käsemann (1984, p.90) conclui que &quot;é necessário definir o que significa
					Evangelho de Jesus Cristo, para identificar o cerne do cânon e o caminho da
					solidariedade ecumênica que nele se aponta&quot;. Afirma ainda que &quot;uma
					herança 'apostólica' no sentido estrito só nos tenha sido legada por Paulo e
					seus discípulos, ainda que encoberta por pseudoepígrafes&quot;,
						<italic>ibid</italic>., p.80. <italic>Cf</italic>. ainda Dunn (2009). </p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn10">
				<label>11</label>
				<p>Assim, por exemplo, Karl Rahner, que estava disposto a aceitar o <italic>sola
						scriptura</italic> também por parte da teologia católico-romana, desde que
					se entenda que &quot;exista um testemunho autêntico e uma interpretação da
					Sagrada Escritura pela palavra viva da Igreja e de sua autoridade magistral, e
					que esse testemunho da Escritura em si e sua interpretação autêntica não podem
					ser substituídos pela própria Escritura&quot;. Rahner (1965, p.121-138, p.132),
					tradução nossa. O problema, portanto, não estaria numa suposta insuficiência da
					escritura quanto a seu conteúdo, mas na autoridade atribuída a ela e sua
					interpretação autêntica, que caberia apenas à igreja. Sobre Rahner e a tradição
					numa perspectiva luterana, veja-se Altmann (1974)<italic>.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn11">
				<label>12</label>
				<p>Rahner (1965, p.135), afirmou que não seria possível encontrar, nos primeiros
					três séculos, em outras fontes materiais o que faltaria na escritura; portanto,
					a suposição de uma fonte oral não facilitaria de modo algum a fundamentação de
					algo que carece de embasamento bíblico.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn12">
				<label>13</label>
				<p>Esse é um julgamento passível de revisão, conforme mostra, por exemplo, Altmann
						(1994<italic>.</italic> p.112).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn13">
				<label>14</label>
				<p>Para o uso da palavra nos escritos confessionais luteranos, vide Wenz (2004,
					p.9-28,10-14).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn14">
				<label>15</label>
				<p>Confissão de Augsburgo XV (COMISSÃO INTERLUTERANA DE LITERATURA, 2005, p.16);
						<italic>Cf</italic>. também CA XXVI, <italic>ibid</italic>., p.33-36, sobre
					a &quot;distinção de comidas&quot;, que, dentre outros aspectos, rejeita a ideia
					do jejum como &quot;satisfação pelos pecados&quot;, citada por Tomás de Aquino
					como uma das suas finalidades, ST II, 2, q. 147 art. 1, <italic>apud</italic>
					Livro de Concórdia (1997, p.48s., n.134).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn15">
				<label>16</label>
				<p><italic>Cf</italic>. Schreiter (1985, p.75-121). Schreiter define tradição como
					&quot;série de teologias locais&quot; que se alimentam da tradição e, ao mesmo
					tempo, contribuem para ela.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn16">
				<label>17</label>
				<p>Esse aspecto recebeu destaque fundamental na teologia da Palavra de Deus de Karl
					Barth, para quem a Palavra é, em primeiro lugar, o próprio Cristo, testemunhado
					pela palavra escrita e proclamado na palavra pregada. Barth (1986,
					p.89-128).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn17">
				<label>18</label>
				<p> Nisso insiste, na sua polêmica contra a Declaração conjunta sobre a doutrina da
					justificação (vide a seção &quot;a declaração conjunta sobre a doutrina da
					justificação&quot;), Jüngel (1999).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn18">
				<label>19</label>
				<p>Artigos de Esmalcalde<italic>,</italic> parte II, artigo II, 15, <italic>Livro de
						Concórdia</italic>, (1997. p.316); <italic>Cf</italic>. Gl 1,8: &quot;Mas,
					ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do
					que vos temos pregado, seja anátema.&quot;</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn19">
				<label>20</label>
				<p>Fórmula de Concórdia - Epítome, introdução, <italic>Livro de Concórdia</italic>
					(1997, p.499).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn20">
				<label>21</label>
				<p>Nas palavras de Brakemeier (2003, p.29): &quot;...o primado da Escritura é a
					única barreira eficaz contra os desvios da Igreja e o arbítrio dos
					intérpretes&quot;.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn21">
				<label>22</label>
				<p><italic>Cf</italic>., dentre outras, as publicações do CEBI e os livros seminais
					de Carlos Mesters. Parece que, nisso, as comunidades católico-romanas
					ultrapassaram os protestantes, conforme insinua Altmann (1994<italic>,</italic>
					p.100s).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn22">
				<label>23</label>
				<p>PAULO VI, Papa. Rescrito à carta de Sua Graça o Rev.mo Dr. F.D. Coggan, Arcebispo
					de Cantuária, sobre o ministério sacerdotal das mulheres, 30 de novembro de
					1975: AAS 68 (1976), 599-600 (<italic>apud</italic> JOÃO PAULO II, 1994, n.1).
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn23">
				<label>24</label>
				<p>Do lado católico-romano, veja-se o livro de Soberal (1989). Dentre outros pontos,
					destaca que a Pontifícia Comissão Bíblica mostrou-se bastante favorável à
					possibilidade da ordenação feminina, enquanto a Sagrada Congregação para a
					Doutrina da Fé teria desconsiderado essa posição e confeccionado um documento
					claramente contrário a ela, <italic>ibid.</italic>, p.18s. O próprio autor chega
					a um posicionamento favorável ao percorrer o testemunho bíblico. De sua parte, o
					bispo ortodoxo Kallistos (Timothy) Ware julga necessário promover, ao menos, uma
					investigação teológica maior sobre o assunto. Embora haja poucos que admitam,
					hoje, a ordenação feminina, &quot;existe um grupo bem maior que julga os
					argumentos até agora proferidos, tanto contra quanto a favor de tal ordenação,
					serem profundamente inadequados&quot; Ware (1997, p.293).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn24">
				<label>25</label>
				<p><italic>Cf</italic>., numa visão histórica, Reily (1989). Para a Igreja
					Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), numa visão prática,
						<italic>Cf</italic>. Freiberg (1997).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn25">
				<label>26</label>
				<p>&quot;É verdade, porém, que nesse artigo o Espírito Santo excetuou as mulheres,
					as crianças e pessoas ineptas e que escolheu para isso somente homens aptos
					(exceto em caso de necessidade)...&quot;. Lutero (1992, p.413). Assim já em:
					Kirchenpostille (1522), EA 12, 376, <italic>apud</italic> Bertinetti (1965,
					p.169), obra em que há mais referências.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn26">
				<label>27</label>
				<p> A categoria da exclusão é central para o desenvolvimento da questão por Tamez
					(1995).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn27">
				<label>28</label>
				<p>Assim constata Develey (2004). Develey compara a casa do <italic>Big
						Brother</italic> a um mosteiro beneditino, cujas regras de entrada e
					comportamento são, em muitos aspectos, parecidas. Existe certa renúncia
					(restrição de objetos a serem trazidos), isolamento do mundo, necessidade do
					trabalho próprio (cada qual tem que fazer suas comidas, lavar roupa etc.),
					frequência da confissão (há um &quot;confessionário&quot; no <italic>Big
						Brother</italic>), dentre outros aspectos.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn28">
				<label>29</label>
				<p>Do lado luterano houve apenas uma condenação explícita, na Fórmula de Concórdia,
					mas o teor dos escritos confessionais implica tal condenação num sentido mais
					amplo.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn29">
				<label>30</label>
				<p><italic>Cf</italic>. a proposta da Comissão de Fé e Constituição do CMI, no seu
					documento FO 2004:32: <italic>The Nature and Mission of the Church.</italic> A
					stage on the way to a common statement, n. 10-14 (mímeo).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn30">
				<label>31</label>
				<p><italic>Cf</italic>. Lindbeck (1984)<italic>;</italic> Ritschl (1990, p.608-621);
					Wiedenhofer (1994, p.64ss).</p>
			</fn>
		</fn-group>
	</back>
</article>
