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A continuidade do diálogo nos Simpósios-2016 da Associação Brasileira de História das Religiões1

The continuity of the dialogue in the Symposiums-2016 of the Associação Brasileira de História das Religiões

Sarita dos Santos CARVALHO
Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Brazil

A continuidade do diálogo nos Simpósios-2016 da Associação Brasileira de História das Religiões1

Reflexão, vol. 41, núm. 2, pp. 259-265, 2016

Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Recepção: 24 Agosto 2016

Revised document received: 20 Outubro 2016

Aprovação: 21 Novembro 2016

Resumo: Esta comunicação visa informar os principais acontecimentos do II Simpósio Internacional da Associação Brasileira de História das Religiões, XV Simpósio Nacional da Associação Brasileira de História das Religiões e II Simpósio Sul da Associação Brasileira de História das Religiões, ocorridos concomitantemente dos dias 25 a 29 de julho de 2016, na Universidade Federal de Santa Catarina, na cidade de Florianópolis (SP). Dentre as diversas atividades, conferências, Grupos de trabalhos, Mesas redondas, Lançamentos, Minicursos, Oficinas, Apresentações, destacamos alguns encontros e falas específicas relacionadas ao tema do evento (História, gênero e religião: violências e direitos humanos), procurando demonstrar a intensidade das discussões ali ocorridas, importantes para o momento histórico, político e social em que vivemos. O evento da Associação Brasileira de História das Religiões, possibilitando a continuidade das discussões sobre o tema escolhido, chamou a atenção de cerca de 1 600 participantes, entre conferencistas, pesquisadores, ouvintes - um universo de ideias comportado por uma ilha de diversidades.

Palavras-chave: História, Religião, II Simpósio Internacional da ABHR, XV Simpósio Nacional da ABHR, II Simpósio Sul da ABHR.

Abstract: The aim of this communication is to report the main events of the II International Symposium of Associação Brasileira de História das Religiões, XV National Symposium of Associação Brasileira de História das Religiões, and II Southern Symposium of Associação Brasileira de História das Religiões, held concurrently from July 25 to 29, 2016, at the Universidade Federal de Santa Catarina, in the city of Florianópolis. Among the different activities, conferences, Work groups, round tables, new book releases, mini-courses, workshops, and presentations, we highlight some specific meetings and lectures related to the theme of the event (History, Gender and Religion: Violence and Human Rights) with the purpose of showing the intensity of discussions, which were important for the historical, political and social moment in which we live. The event held by the Associação Brasileira de História das Religiões, enabling the continuity of the discussions on the chosen theme, attracted the attention of about 1,600 participants, among lecturers, researchers, and participants - a universe of ideas situated on an island of diversity.

Keywords: History, Religion, II International Symposium of ABHR, XV National Symposium of ABHR, II South Symposium of ABHR.

Introdução

Se as portas do diálogo sobre história, gênero e religião foram abertas no Simpósio Sudeste da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR) em 2013, tal qual citado por Terzetti (2013), doutor e mestre em Ciências da Religião e membro editorial da REVER- Revista de Estudos da Religião (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), em 2016 efetivamente se adentrou em um templo das discussões no II Simpósio Internacional, XV Simpósio Nacional e II Simpósio Sul da ABHR, realizados concomitantemente nos dias 25 a 29 de julho de 2016, na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis (SC). Sob o tema "História, gênero e religião: violências e direitos humanos", o evento contou com o maior público de sua história, entre palestrantes, interlocutores, comunicadores e ouvintes - cerca de 1 600 inscritos, segundo a gestão ABHR 2016. Seu enfoque, acrescido de cartas abertas, manifestações orais e escritas, cartazes e teatros, era o repúdio à intolerância religiosa e demais intolerâncias e a programação direcionada às discussões e apresentações de pesquisas ligadas a gêneros, sexualidades, religiões e políticas públicas. Conforme se pôde verificar nos Cadernos de Programação (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HISTÓRIA DAS RELIGIÕES, 2016) do evento, confeccionados em mídia impressa e digital, foram oferecidas inúmeras possibilidades de diálogos inter-religiosos e novas perspectivas de interação plural entre as múltiplas interfaces do Sagrado rumo ao século que já é chamado de o mais secular de todos os tempos.

O Simpósio da ABHR de 2016 contou com uma mesa de abertura polêmica, três conferências de viés crítico às matrizes religiosas tradicionais, 15 mesas-redondas com temas éticos plurais, 15 oficinas, 24 minicursos que foram do Sagrado ao Profano transitando pela política, filosofia e até literatura comparada e 78 grupos de trabalho, com a presença de personagens impor-tantes do circuito historiográfico, além de estudantes da Graduação e Pós-Graduação em diversas áreas das Humanidades. Enfim, um verdadeiro desafio para seus organizadores devido ao grande volume de participantes e mesmo à certa pluralidade de temas que necessitaram ser concentrados em áreas de interesse ou similaridade de perspectivas em suas pesquisas. Em relação ao que foi observado durante o evento, apresenta-se nesta comunicação uma pequena parcela das discussões e atividades às quais se obteve acesso, proporcionando ao leitor algum entendimento acerca das dimensões empíricas e herme-nêuticas de um diálogo que foi plural, crítico, com grandes contribuições para o entendimento das novas e multifacetadas experiências religiosas e fenomenológicas que este novo século apresenta, permeadas por novas posturas no que tange às Ciências Humanas.

Conferências

A sessão de abertura contou com a presença de Rita Laura Segato, PhD do Departamento de Antropologia Social da Queens University of Belfast e professora da Universidade de Brasília, discorrendo sobre o tema "Corpo, política, violência e religião na fase apocalíptica do capital". Segundo a conferencista, é um desafio falar em religião no Brasil de hoje. Ao mesmo tempo, o momento da ABHR é propício, considerando que o evento, segundo Segato (2016), aconteceu naquela que se intitula a mais feminista das universidades do país. Avaliar a questão da violência contra as minorias, a situação política do Brasil e da Argentina (seu país de origem), somadas a questões religiosas, sem cair num reducionismo ou simplificações, foi tarefa que a palestrante cumpriu com rigor. De início, ressaltou a excessiva preocupação da sociedade com o que definiu como "a vida das coisas" (a vida regida pelas coisas, não as coisas pelas pessoas) em oposição à vida relacional (sujeitos relacionais), o que, segundo a pesquisadora, tem dificultado o diálogo entre religiões. Seguiu seu discurso falando dos fundamentalismos e, dentro de alguns deles, o perigo da tendência em coibir uma interpretação polissêmica da Bíblia, que tem resultado, por sua vez, na inibição de um engajamento dialógico dentro das próprias denominações religiosas. O fundamentalismo é, para a conferencista, a forma mais ocidentalizada de falar do outro (e principalmente do Oriente), o que a faz pensar que há uma mente mestra que tem arquitetado o comportamento religioso atual. Na conclusão de suas palavras, destacam-se o realce crítico às ações fundamentalistas e a percepção de que a reli-giosidade é parte essencial da esfera relacional humana, além de um importante apontamento que se revela na reversão da visão atual exclusiva e excludente do outro, solicitando aos par-ticipantes que não fossem cúmplices daqueles que respeitam e valoram unicamente os de sua mesma confissão.

Para a sessão central, ninguém menos que Tim Jensen, dinamarquês que preside a Associação Internacional de História das Religiões; em pauta "O estudo acadêmico das religiões e a educação religiosa nas escolas". Contudo, a ausência do convidado ilustre foi sentida pelos participantes, mas substituída por uma explanação por um de seus membros sobre os fins e métodos da ABHR.

A sessão de encerramento contou com a presença de Oscar Calavia Saéz, Coordenador do Simpósio e professor do Departamento de Artes da Universidade Federal de Santa Catarina, que expôs o controverso tema "Contra naturam: o sexo e o cristianismo".Saéz (2016) afirmou que o cristianismo, historicamente, posicionava-se contra a família tradicional por meio de posturas repressoras e da insistência quanto ao não exercício da sexualidade plena. Afirmou ainda que pensadores como Bertrand Russell3 partiam de raciocínios equivocados ao associarem o puritanismo a uma reação contra o comportamento da civilização romana. Enfatizou que Roma fora uma república preocupada com solidez legal, e que a percepção de moral e de perspectivas moralistas deveriam ser alinhadas ao seu tempo histórico, algo que Russell, a seu ver, não fez. Ponderou que a visão cristã do sexo como pecado poderia ser vista como uma forma da comunidade cristã se contrapor a toda e qualquer expressão religiosa e cultural pagã (entre elas, a própria civilização romana). Com a primeira "onda" escatológica primitiva, a negação da vida conjugal tornou-se uma prioridade e o celibato passou a vigorar como marca de excelência da nova configuração religiosa - o que perdurou até os tempos da institucionalização da igreja Apostólica Romana. Para dar forma à apresentação do seu raciocínio, o professor Saéz (2016), fez uso de amplo material iconográfico, tendo como foco analítico pinturas com referência à "sagrada família" (Jesus, Maria e José). Comparou, entre outras, "A adoração dos pastores" (pintura em tela, também conhecida como "A adoração dos magos"), de 1474, de Sandro Botticelli, na qual está demonstrada uma enorme diferença de idade entre Maria e José, imagem que remete a um matrimônio sem relações íntimas, como a igreja previa, e a obra "A sagrada família do passarinho" (1645-1650), de Murilo, que apresenta uma Maria e um José com idades provavelmente mais próximas, em uma pintura encomendada como reação da Igreja Católica à Reforma Protestante (esta, a favor do casamento dos clérigos e da sacralização da família). Para Saéz (2016), as questões atuais de intolerância às diversidades relacionais e o formato do "ideal" de família seriam, assim, o resultado do domínio cristão no ocidente como Igreja-Estado colonizadora, o que gerou, ao longo da história, conceitos moldados pela religião e remoldados segundo os interesses dominantes do Estado vigentes em cada época.

Mesas-Redondas

As mesas-redondas abordaram o tema do encontro da ABHR com excelência, reforçando a necessidade de priorizar a aplicação efetiva dos direitos humanos e de promover a cessação da violência em diversos âmbitos e a igualdade de gêneros.

Dentre elas, destaca-se a Mesa de número 2, cujo tema foi "Mídia, religião e cultura: per-cepções e tendências em perspectiva global". Compuseram a mesa: Jorge Miklos, professor titular no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Midiática da Universidade Paulista (Unip); Karina Kosicki Bellotti, doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professora adjunta da Universidade Federal do Paraná (UFPR); Luis Henrique Marques, doutor em História pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) e professor titular na Unip; e Magali do Nascimento Cunha, doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP), professora na Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) e coordenadora do grupo de pesquisa MIRE - Mídia, Religião e Cultura. Dentre as abordagens, Magali Cunha ressaltou a verdade de que o Estado Laico é um processo em construção. A culpa da difusão de intolerância, lançada atualmente sobre a "bancada evangélica" brasileira não é, por assim dizer, por suas atitudes concretas. A intolerância, segundo a palestrante, se dá por uma forte condescendência e pela produção de fatos pela grande mídia - esta, sim, seria a grande produtora de intolerância, inculcando um excesso de culpa sobre o Estado Islâmico e gerando o que se poderia chamar de intolerância naturalizada. Segundo Miklos (2016), desse processo de uso da grande mídia também se beneficia a máquina do consumo, pelo uso dos meios de comunicação que funcionam por um "bios-midiático" - uma nova forma de ser e pensar o mundo pela necessidade de escoamento da produção global, criando, para isso, uma relação emocional (não mais de utilidade ou necessidade) do indivíduo com as "novas experiências" (mercadorias). Por esse parâmetro também se moldam as religiões do momento, carismáticas, neopentecostais, mercadológicas, oferecendo "produtos de fé emocional" ao alcance dos indivíduos, a fim de criar o desejo e, ao mesmo tempo, satisfazê-lo (em um processo infinito de geração e satisfação), prendendo o religioso à fidelidade à instituição. Para Marques, o processo de midiatização atinge também a Igreja Católica, que busca, por processo semelhante, resgatar certa hegemonia perdida para as neopentecostais. Como diferencial, a Igreja Católica tem seus santos e procissões, elementos palpáveis que a diferenciam e que potencializam a visualização do sagrado, materializando a experiência do fiel. Ainda dessa corrente midiática se beneficiam as editoras, aproveitando o crescente número de leitores evangélicos que despertaram para o consumo de obras literárias, principalmente aquelas que desenvolvem temas ligados à liderança pessoal e profissional, embasadas em "fórmulas" de autoajuda com religiosidade e empreendedorismo. Segundo Karina Bellotti, esses consumidores de produtos de editoras evangélicas são, em sua maioria, de classe média, profissionais que buscam orientações para atingir alta performance, máxima rentabilidade, oferecida por temas como Jesus, o melhor executivo ou lições de liderança de Jesus, um Jesus desprendido da teologia, mais humano que espiritual, de dedicação profissional 24 horas, vocacionado ao trabalho, como sugere a ética calvinista unida a uma sutil harmonia com o mercado atual.

Para abordar o tema Direitos humanos, golpe e resistência, a Mesa-redonda 10 contou com a presença de Alexandre Brasil Fonseca, professor do Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde (NUTES) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (atualmente cedido para a Secretaria Especial de Direitos Humanos); Carlos André Macêdo Cavalcanti, membro fundador do Comitê Nacional da Diversidade Religiosa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; Jessie Jane Vieira de Sousa, doutora em História Social pela Universidade Fede-ral do Rio de Janeiro e pós-doutora pelo Instituto de Desarrollo Económico y Social; e Zwinglio Motta Dias, professor associado da Universidade Federal de Juiz de Fora. O segundo e a terceira participantes discorreram comparativamente sobre fatos que envolveram o Golpe de 1964 e os eventos que se sucederam à reeleição da Presidente da República Dilma Rousseff, em 2014. Apresentando tabelas estatísticas, com base no Índice de Gini4, Alexandre Brasil afirmou que, em 2012, o Brasil atingiu índices de concentração de renda similares aos da década de 1960, o que indicava uma melhor (não ideal) distribuição da renda em comparação à década de 1990. Assim, segundo especialistas em estatísticas de crescimento econômico e social, se o Brasil mantivesse o índice de crescimento e diminuição da desigualdade, em 2030 chegaria a patamares semelhantes aos do Canadá. Com a incerteza política do momento (julho de 2016), essas projeções não podem ser feitas. Fazendo uma análise sobre essas projeções estatísticas, considera-se que a desigualdade social está relacionada à violência e, esta, à intolerância. Apesar de o Brasil estar categorizado como país campeão mundial em liberdade religiosa, em 2013 concentrou um alto nível de intolerância nas escolas, nas igrejas e em determinados espaços públicos - uma orquestração contra a abertura ao outro, às minorias, que, segundo Brasil, é reflexo do comportamento idealizado por alas mais conser-vadoras. A "pregação" dessa intolerância, para Cavalcanti, é parte das técnicas de golpe, que se constituem de articulações progressivas - no descrédito do parlamento, na geração de uma crise socioeconômica progressiva, na fomentação da ideia da necessidade de um herói moralizador, na exploração de fatos sociais que a grande mídia expõe como desastres, no esvaziamento de análises políticas pela população, que levam, consequentemente, a uma total desarticulação social e política. Essas táticas da técnica de golpe, porém, não acontecem de forma sequencial e única, mas podem ocorrer tanto concomitantemente quanto em sequência, e sem ordem estabelecida. Cavalcanti afirma que essa propaganda de desastre social e moral produz uma demonização da esquerda, gerando na sociedade não politizada o desejo de um messias para a salvação social. Para Jessie Sousa, no Brasil, a dificuldade em reverter o golpe é maior porque se vê uma burguesia colonizada, somada a uma maioria não politizada, com receio de perder os bens e a ascensão social conquistados nos últimos anos, sem nenhuma preocupação com o quadro social geral. O resgate da memória social do país, da sua história passada e recente, segundo Jessie, é fundamental, sendo urgente uma retomada da memória do Golpe de 64 pelas instituições de ensino, de forma a conscientizar as novas gerações daquilo que pode ainda ser revertido com resistência na sociedade brasileira. Sobre a intolerância entre as igrejas protestantes, Zwinglio lembrou que Direitos Humanos é o tema principal na agenda da Comunidade Ecumênica Internacional, da qual faz parte. Contudo, a igreja protestante não tem se valido dessa agenda devido ao fato de ter se moldado aos conceitos históricos protestantes norte-americanos. Como conclusão das exposições da Mesa, ressaltou-se que as comunidades religiosas e demais grupos ou instituições sociais e políticas necessitam questionar e conhecer sobre imperialismo (palavra que tem sido apagada dos diversos níveis discursivos no Brasil), aprofundando-se no estudo da história e das estratégias de relações internacionais. Ceder à intolerância leva à ignorância sobre o outro e sobre fatos que afetam a vida social e relacional. Foi consenso entre todos os componentes da Mesa que, apesar do espanto e do sentimento de desencantamento atual com a política e a sociedade, o caminho continua aberto a debates, a questionamentos e à resistência, que deve ser ampliada de forma mais precisa e organizada. Aos jovens estudantes foi proposta a missão de retomar as urgentes discussões sobre a manutenção dos direitos sociais adquiridos, e diga-se, com tanto esforço, nos anos de abertura política e redemocratização do país.

Outras atividades do Simpósio

O Simpósio da ABHR oportunizou o lançamento, exposição e venda de novas publicações (cerca de cinquenta lançamentos entre livros e revistas científicas), algumas apresentadas pelos próprios autores.

Ainda entre as programações, o público pôde apreciar as apresentações do 2º Fazendo Arte, que constou de diversas performances artísticas e da projeção de filmes de curta e média duração.

Outro importante encontro foi o ABHRinha e a ABHR Jovem, com programação direcionada a crianças e adolescentes, a fim de estimular a cidadania e o respeito às diversidades, seguindo a proposta do tema do Simpósio.

Moções e Cartas contra a violência foram apresentadas ao público, conduzidas pelo coordenador do evento e presidente da ABHR, Eduardo Maranhão, bem como apresentados o Código de Ética da Comissão de Direitos Humanos da ABHR, sob condução de Leila Albuquerque, atual coordenadora do grupo de trabalho "Religião e Ciência: tensão, diálogo e experimentações" da ABHR, e Carlos André Cavalcanti (supracitado). Na sequência, deu-se o lançamento do Prêmio ABHR de Teses, Dissertações e Trabalhos de Conclusão de Curso, bem como a premiação de Pôsteres expostos no evento.

O Pós-Evento foi destinado às reuniões internas da ABHR e seus associados, reunidos em Assembleia Geral Ordinária para eleição da diretoria da associação, que concedeu novamente a Eduardo Maranhão mais um mandato na presidência.

Muito há que ser discutido e pesquisado sobre História e Religiões - e mais ainda neste momento em que se vivenciam novas possibilidades em embate (também) com perspectivas de retrocesso. Talvez um seja a mola propulsora do outro, o que deixa uma boa expectativa pela continuidade, pelo envolvimento de mais pessoas na pesquisa científica dos fatos e sociedades, e pelo que virá para o próximo evento.

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HISTÓRIA DAS RELIGIÕES. SIMPÓSIO INTERNACIONAL DA ABHR, 2.; SIMPÓSIO NACIONAL DA ABHR, 15.; SIMPÓSIO SUL DA ABHR, 2., 2016, Florianópolis. Anais... Florianópolis: ABHR, 2016. p.33. Disponível em: <Disponível em: http://www.simposio.abhr.org.br/download/download?ID_ DOWNLOAD=31>. Acesso em: 11 ago. 2016.

MIKLOS, J. et al. Mídia, religião e cultura: percepções e tendências em perspectiva global. In: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HISTÓRIA DAS RELIGIÕES, SIMPÓSIO INTERNACIONAL DA ABHR, 2.; SIMPÓSIO NACIONAL DA ABHR, 15.; SIMPÓSIO SUL DA ABHR, 2., 2016, Florianópolis. Anais... Florianópolis: ABHR , 2016.

RUSSEL, B. Vida e obra. Porto Alegre: RP&M Editores, [s.d.]. Disponível em: <Disponível em: http://www.lpm.com.br/site/default.asp?TroncoID=805134&SecaoID=948848&SubsecaoID=0&Template=../livros/layout_ autor.asp&AutorID=506200>. Acesso em 11 ago. 2016.

SAÉZ, O.C. Contra naturam: o sexo e o cristianismo. In: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HISTÓRIA DAS RELIGIÕES; SIMPÓSIO INTERNACIONAL DA ABHR, 2.; SIMPÓSIO NACIONAL DA ABHR, 15.; SIMPÓSIO SUL DA ABHR, 2., 2016, Florianópolis. Anais... Florianópolis: ABHR , 2016.

SEGATO, L.R. Corpo, política, violência e religião na fase apocalíptica do capital. In: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HISTÓRIA DAS RELIGIÕES; SIMPÓSIO INTERNACIONAL DA ABHR, 2.; SIMPÓSIO NACIONAL DA ABHR, 15.; SIMPÓSIO SUL DA ABHR, 2., 2016, Florianópolis. Anais... Florianópolis: ABHR , 2016.

TERZETTI FO., C.L. Uma porta para o diálogo: o simpósio sudeste e simpósio internacional da ABHR. Rever, v.13, n.2, 2013. Disponível em: <Disponível em: http://revistas.pucsp.br/index.php/rever/article/view/18406/13654>. Acesso em 11 ago. 2016.

WOLFFENBÜTTEL A. O que é? Índice de Gini. Desafios do Desenvolvimento, ano 1, n.1, 2004. Disponível em: <Disponível em: http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&id=2048:catid=28&Itemid=23>. Acesso em: 12 ago. 2016.

Notas

1 Associação Brasileira de História das Religiões. Informações do evento 2016. Disponível em: <http://www.simposio.abhr.org.br/>. Acesso em: 11 ago. 2016.
3 Bertrand Arthur William Russell, terceiro conde de Russell, nasceu no País de Gales, em uma família tradicional, no auge do poderio econômico e político inglês. Tornou-se filósofo, lógico e matemático, além de inveterado humanista. Escritor prolífico, ajudou a popularizar a filosofia por meio de palestras e comentários sobre uma grande variedade de assuntos, não apenas acadêmicos mas também relativos a questões da atualidade (RUSSELL, [s.d.]).
4 O Índice de Gini, criado pelo matemático italiano Conrado Gini, é um instrumento para medir o grau de concentração de renda em determinado grupo. Ele aponta a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. Numericamente, varia de zero a um (alguns apresentam de zero a cem). O valor zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. O valor um (ou cem) está no extremo oposto, isto é, uma só pessoa detém toda a riqueza. Na prática, o Índice de Gini costuma comparar os 20% mais pobres com os 20% mais ricos (WOLFFENBÜTTEL, 2004).

Autor notes

*.Rod. Dom Pedro I, km 136, Pq. das Universidades, 13086-900, Campinas, SP, Brasil. E-mail: <sarita.scarvalho@gmail.com>..

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