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Dificuldades na Formação do Pensamento Geográfico nos Estudantes do Ensino Médio
Queila Nere dos Santos
Queila Nere dos Santos
Dificuldades na Formação do Pensamento Geográfico nos Estudantes do Ensino Médio
Difficulties in Formation Geographical Thinking in High School Students
Dificultades en la formación del pensamiento geográfico en estudiantes de secundaria
Revista Cerrados (Unimontes), vol. 22, núm. 02, pp. 379-397, 2024
Universidade Estadual de Montes Claros
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Resumo: O presente artigo é resultado de um estudo que aborda as dificuldades de se ensinar o pensamento geográfico aos estudantes do Ensino Médio, tomando como base a importância da formação integral do estudante, proporcionando a compreensão das dinâmicas sociais, econômicas, políticas e ambientais que permeiam o espaço geográfico. Este trabalho visa mostrar as dificuldades dos professores de Geografia do Ensino Médio em conseguir ensinar a importância da Geografia na formação cidadã.A investigação foi conduzida por meio de uma abordagem qualitativa, com foco na compreensão aprofundada e contextualizada das características em questão, a partir das discussões e leituras realizadas nas aulas da disciplina Epistemologia do Ensino de Geografia, ministrada pelo Prof. Dr. Fernando Sobrinho/UnB. A leitura e análise dos textos propostos possibilitaram um estudo que evidenciasse tendências, lacunas e oportunidades de aprimoramento no ensino de Geografia no Ensino Médio, com ênfase em melhorias para os estudantes do Centro de Ensino Médio em Período Integral João Honorato. Essa abordagem permitiu identificar desafios, boas práticas e possíveis áreas de desenvolvimento, contribuindo para o aperfeiçoamento contínuo da prática pedagógica e para a qualificação do ensino e da aprendizagem de Geografia no Ensino Médio dessa Unidade Escolar.

Palavras-chave: Desafios pedagógicos, Ensino Médio/Geografia, EducaçãoIntegral, Formação dos estudantes, Pensamento Geográfico.

Abstract: This research is a study that addresses the difficulties of teaching geographic thinking to high school students, based on the importance of the student's comprehensive training, providing an understanding of the social, economic, political and environmental dynamics that permeate geographic space. The work presented here aims to show the difficulties faced by high school Geography teachers in teaching the importance of geography in civic education. The investigation was conducted through a qualitative approach, focusing on an in-depth and contextualized understanding of the phenomenon in question, based on discussions and readings carried out during classes in the Epistemology of Geography Teaching discipline, proposed by Prof. Dr. Fernando Sobrinho - UnB. The reading and analysis of the proposed texts enabled a study, which highlights trends, gaps and areas for improvement in the way of teaching Geography in High School, proposing improvements, especially in High School at the Centro de EnsinoemPeriodo Integral JoãoHonorato. This approach made it possible to identify challenges, good practices and possible areas for improvement, contributing to the continuous development of pedagogical practice and the improvement of Geography teaching and learning in high school at this school unit.

Keywords: Pedagógicos Callenges, High School/Geography, Comprehensive Education, Student training, Geographical Thinking.

Resumen: Esta investigación es un estudio que aborda las dificultades de la enseñanza del pensamiento geográfico a estudiantes de secundaria, a partir de la importancia de la formación integral del estudiante, brindando una comprensión de las dinámicas sociales, económicas, políticas y ambientales que permean el espacio geográfico. El trabajo que aquí se presenta tiene como objetivo mostrar las dificultades que enfrentan los profesores de Geografía de secundaria a la hora de enseñar la importancia de la geografía en la educación cívica. La investigación se realizó a través de un enfoque cualitativo, centrándose en una comprensión profunda y contextualizada del fenómeno en cuestión, a partir de discusiones y lecturas realizadas durante las clases de la disciplina Epistemología de la Enseñanza de la Geografía, propuesta por el Prof. Dr. Fernando Sobrinho - UnB. La lectura y análisis de los textos propuestos permitió realizar un estudio, que destaca tendencias, lagunas y áreas de mejora en la forma de enseñar Geografía en la Enseñanza Media, proponiendo mejoras, especialmente en la Enseñanza Media del Centro de Ensinoem Período Integral João Honorato. Este enfoque permitió identificar desafíos, buenas prácticas y posibles áreas de mejora, contribuyendo al desarrollo continuo de la práctica pedagógica y al mejoramiento de la enseñanza y el aprendizaje de la Geografía en el nivel medio superior de estaunidad escolar.

Palabras clave: Retos pedagógicos, Bachillerato/Geografía, Geografí, Educación Integral, Formación de Estudiantes, Pensamiento Geográfico.

Carátula del artículo

Dificuldades na Formação do Pensamento Geográfico nos Estudantes do Ensino Médio

Difficulties in Formation Geographical Thinking in High School Students

Dificultades en la formación del pensamiento geográfico en estudiantes de secundaria

Queila Nere dos Santos
Universidade de Brasília– UnB, Brasília (DF), Brasil, Brasil
Revista Cerrados (Unimontes), vol. 22, núm. 02, pp. 379-397, 2024
Universidade Estadual de Montes Claros

Recepción: 22 Octubre 2024

Aprobación: 29 Diciembre 2024

Publicación: 30 Diciembre 2024

Introdução

A Geografia é uma ciência que dispõe de saberes específicos, fundamentais para o ensino e a aprendizagem dessa disciplina. Conceitos como paisagem, lugar, região, espaço e espaço geográfico, quando bem compreendidos, podem estimular nos estudantes habilidades de observação, análise e interpretação das diversas dinâmicas que ocorrem no espaço geográfico, em escalas local, nacional e global, promovendo o desenvolvimento do pensamento crítico. No entanto, muitas vezes, o ensino de Geografia é reduzido à memorização de conteúdos, o que compromete sua relevância e seu potencial formativo.

Além desse desafio metodológico, o ensino de Geografia no nível médio enfrenta dificuldades pedagógicas que impactam diretamente a qualidade da aprendizagem, dificultando a construção do pensamento geográfico pelos estudantes. Como aponta Da Cruz (2018), a complexidade das relações entre sociedade e espaço geográfico exige uma abordagem educacional que vá além da simples transmissão de conteúdo. Assim, este estudo busca investigar e analisar esses desafios, compreendendo suas origens, impactos e possíveis soluções.

No contexto educacional brasileiro, conforme ressaltado por Silva (2019), o ensino de Geografia no Ensino Médio desempenha um papel fundamental na formação dos estudantes, fornecendo ferramentas essenciais para a compreensão das dinâmicas socioespaciais. Entretanto, como discutido por Santos (2020), professores e alunos enfrentam dificuldades significativas no processo de ensino e aprendizagem, especialmente em escolas públicas urbanas. Diante desse cenário, este estudo busca contribuir para o debate acadêmico e prático sobre o aprimoramento do ensino de Geografia, promovendo uma educação geográfica mais eficaz e significativa, que favoreça o desenvolvimento do pensamento geográfico nos estudantes do Ensino Médio.

Além dos desafios pedagógicos mencionados, outros obstáculos comprometem a qualidade do ensino de Geografia e demandam atenção. Destacam-se a falta de recursos didáticos adequados, a formação inicial e continuada dos professores, a defasagem dos currículos escolares em relação às demandas contemporâneas e a necessidade de atualização constante diante das transformações socioespaciais (Vesentini, 2004).

Nesse contexto, a formação inicial e continuada dos professores de Geografia emerge como um aspecto central para a melhoria da qualidade do ensino. Muitos docentes enfrentam dificuldades para lidar com as demandas do mundo contemporâneo, que exigem uma abordagem interdisciplinar, crítica e reflexiva sobre as questões geográficas. Investir na capacitação docente, proporcionando oportunidades de atualização e aprimoramento profissional, é essencial para o desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras e eficazes (Silva, 2024).

Essa necessidade é confirmada por Libâneo (2004, p. 227), ao afirmar que:

A formação continuada é o prolongamento da formação inicial, visando o aperfeiçoamento profissional teórico e prático no próprio contexto de trabalho e o desenvolvimento de uma cultura geral mais ampla, para além do exercício profissional.

Dessa forma, a formação continuada contribui para a atualização do professor em um mundo globalizado e em constante transformação, exigindo metodologias mais dinâmicas e ativas que dialoguem com as mudanças econômicas, sociais, culturais e ambientais. O professor de Geografia, como responsável pela formação crítica dos estudantes, precisa acompanhar essas transformações para incorporar metodologias que contribuam efetivamente para o desenvolvimento do pensamento geográfico.

Outro desafio relevante diz respeito à defasagem dos currículos escolares diante das transformações socioespaciais. A realidade contemporânea exige que o ensino de Geografia incorpore temas como globalização, urbanização, migrações, questões ambientais e geopolíticas, de forma atualizada e contextualizada. Para tanto, é essencial reformular os conteúdos programáticos e diversificar as metodologias de ensino, promovendo abordagens que possibilitem aos estudantes interpretar a complexidade do mundo atual.

A necessidade de estabelecer uma relação mais estreita entre teoria e prática no ensino de Geografia é fundamental para tornar a aprendizagem mais significativa e contextualizada. Estratégias como atividades de campo, uso de tecnologias digitais, análise de dados geoespaciais e integração com outras disciplinas podem estimular a curiosidade, a autonomia e o senso crítico dos estudantes em relação às questões geográficas.

Enfrentar os desafios do ensino de Geografia no nível médio requer um esforço conjunto de professores, gestores educacionais, pesquisadores e demais atores envolvidos no processo educativo. Para isso, é essencial promover um debate amplo e participativo sobre práticas e políticas educacionais, com o objetivo de construir uma educação geográfica mais inclusiva, crítica e transformadora (Moura, 2015).

A articulação entre teoria e prática no ensino de Geografia permite que os estudantes desenvolvam uma compreensão mais profunda do mundo que os cerca. Como ciência que investiga as interações entre sociedade e natureza, a Geografia oferece uma oportunidade singular para explorar dinâmicas socioeconômicas, questões ambientais e transformações culturais. No entanto, para que os alunos assimilem esses conceitos e consigam aplicá-los em suas vidas, é imprescindível uma abordagem pedagógica que una conhecimento teórico e experiências concretas.

As aulas de campo são ferramentas essenciais nesse processo. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), essa metodologia favorece a construção ativa do conhecimento, ao possibilitar que os estudantes interpretem, selecionem e estabeleçam relações entre informações. Além disso, evidencia que o conhecimento geográfico não se constitui de maneira isolada, mas a partir da articulação entre a materialidade da vida concreta e as teorias que a explicam. Nesse sentido, os PCN ressaltam:

Uma participação ativa do aluno na elaboração de conhecimentos, como uma atividade construtiva que depende, ao mesmo tempo, da interpretação, da seleção e das formas de estabelecer relações entre informações. Favorece, por outro lado, a explicitação de que o conhecimento é uma organização específica de informação, sustentando tanto na materialidade da vida concreta como a partir de teorias organizadas sobre ela. Favorece, também, a compreensão de que os documentos e as realidades não falam por si mesmo; que para lê-los é necessário formular perguntas, fazer recortes temáticos, relacioná-los a outros documentos, a outras informações e a outras realidades (Brasil, 1997, p.91).

Ao proporcionar contato direto com diferentes paisagens, fenômenos naturais, padrões de ocupação humana e processos culturais, as atividades de campo tornam o aprendizado mais dinâmico e relevante. Essa vivência prática permite que os estudantes compreendam melhor a realidade em que estão inseridos e desenvolvam habilidades essenciais para a análise do espaço geográfico. Como destaca Cavalcanti, o ensino da Geografia deve levar os alunos a questionar: Onde? Por que está aí? – perguntas fundamentais para a construção do pensamento geográfico crítico e reflexivo.

Além das atividades de campo, o uso de tecnologias digitais tem se tornado um recurso essencial no ensino de Geografia. Ferramentas como Sistemas de Informação Geográfica (SIG), imagens de satélite, softwares de mapeamento e aplicativos móveis permitem que os alunos explorem dados geoespaciais, analisem padrões espaciais e visualizem informações geográficas de maneira dinâmica e inovadora. Essas tecnologias não apenas enriquecem o processo de aprendizagem, mas também contribuem para o desenvolvimento de habilidades digitais fundamentais no mundo contemporâneo.

A integração da Geografia com outras disciplinas é igualmente relevante para ampliar a compreensão dos alunos sobre o espaço geográfico. Ao estabelecer conexões com áreas como História, Economia, Ciências Ambientais e Sociologia, os estudantes desenvolvem uma visão mais holística e interdisciplinar dos desafios e oportunidades da sociedade globalizada. Essa abordagem possibilita uma análise mais abrangente dos fenômenos socioespaciais, promovendo um ensino mais contextualizado e significativo.

Todavia, superar os desafios do ensino de Geografia no nível médio exige um esforço conjunto e colaborativo entre professores, gestores educacionais, pesquisadores e demais agentes envolvidos no processo educativo. É essencial promover um debate amplo e participativo sobre práticas e políticas educacionais, com vistas à construção de uma educação geográfica mais inclusiva, crítica e transformadora. O objetivo é formar cidadãos conscientes e ativos, capazes de interpretar e questionar os processos que moldam a sociedade.

Para tanto, faz-se necessário repensar currículos, desenvolver materiais didáticos inovadores, investir na formação continuada de professores e fomentar parcerias entre escolas, universidades e instituições de pesquisa. Além disso, é fundamental considerar a diversidade cultural, social e ambiental dos alunos, assegurando que o ensino de Geografia seja acessível e relevante para todos.

Em última instância, a integração entre teoria e prática, aliada a uma abordagem interdisciplinar e participativa, pode tornar o ensino de Geografia uma experiência enriquecedora e inspiradora, capacitando os estudantes a compreenderem melhor o mundo em que vivem e a se tornarem cidadãos críticos e engajados.

MÉTODO

Este artigo baseia-se em uma pesquisa qualitativa, fundamentada na leitura e análise de textos e artigos apresentados na disciplina de Epistemologia do Ensino de Geografia, ministrada pelo professor Dr. Fernando Sobrinho/UnB, bem como nos debates e apresentações realizados ao longo das aulas. Além disso, foram feitas observações em aulas de Geografia no Centro de Ensino em Período Integral João Honorato, com o objetivo de identificar as dificuldades enfrentadas por professores e alunos na aplicação e compreensão de conteúdos básicos da disciplina na Educação Básica.

A partir da análise bibliográfica e das observações, constatou-se que a formação do pensamento geográfico pelos estudantes representa um desafio constante para professores e alunos. No entanto, superar esse desafio é essencial para promover uma educação geográfica significativa, contribuindo para a formação integral do cidadão.

A RELEVÂNCIA DA DISCIPLINA DE GEOGRAFIA NO CONTEXTO ESCOLAR

A Geografia é uma ciência cujo objeto de estudo é o espaço geográfico, resultado da interação entre a natureza e a sociedade, manifestada na distribuição desses elementos pela superfície terrestre. O objetivo central dessa ciência é compreender a dinâmica espacial, que se desenvolve de forma simultânea e ao longo do tempo, provocando a produção, reprodução, organização e transformação do espaço geográfico nas escalas local, regional, nacional e mundial.

O estudo da Geografia se fundamenta em um corpo conceitual composto por noções essenciais, como tempo, espaço, cultura, sociedade, poder, relações econômicas e sociais, natureza, lugar, região, território e paisagem. Esses conceitos são interdependentes e essenciais para uma compreensão crítica das relações espaciais que configuram a realidade do nosso planeta.

O ensino de Geografia deve atender às exigências do mundo contemporâneo, no qual as interações globais entre as esferas sociais, econômicas, políticas e culturais se refletem diretamente nas experiências vividas pelos alunos em seu contexto espacial imediato. Nesse sentido, é fundamental que o ensino se articule com as transformações sociais e ambientais que marcam a sociedade globalizada e que se integrem aos desafios locais que os estudantes enfrentam.

Para tanto, o estudo do espaço geográfico deve ser orientado pela identificação das variáveis básicas que permitam sua apreensão como totalidade. Conceitos como distância, localização, semelhanças, diferenças, atividades humanas e sistemas de relações precisam ser explorados de maneira a integrar as diversas dimensões do conhecimento geográfico. Essa abordagem visa não apenas à transmissão de conteúdo, mas também à construção de uma visão crítica, reflexiva e integradora do mundo.

Quando o professor de Geografia aproxima o conhecimento acadêmico da realidade vivida pelos estudantes, possibilita o desenvolvimento de um olhar crítico em relação aos fatos e fenômenos presentes no seu cotidiano. Essa conexão prática é essencial para que os jovens possam compreender as dinâmicas do espaço geográfico e se tornar cidadãos conscientes, capazes de analisar e transformar o seu entorno.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino Médio (Brasil, 2017, p. 166) reforça essa abordagem ao enfatizar a importância de aprendizagens significativas, que incentivem os estudantes a explorar os espaços nos quais estão inseridos.

Considerando as aprendizagens a serem garantidas aos jovens no Ensino Médio, a BNCC da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas está organizada de modo a tematizar e problematizar algumas categorias da área, fundamentais à formação dos estudantes: Tempo e Espaço; Territórios e Fronteiras; Indivíduo, Natureza, Sociedade, Cultura e Ética e Política e Trabalho. Cada uma delas pode ser desdobrada em outras, ou ainda analisada à luz das especificidades de cada região brasileira, de seu território, da sua história e da sua cultura (Brasil, 2017, p.166).

O papel da nova Geografia no sistema escolar é o de integrar o educando ao meio, proporcionando-lhe uma compreensão crítica da realidade. Essa integração desafia o estudante a refletir sobre o mundo que o cerca, estimulando mudanças que busquem a construção de um mundo melhor e mais justo. Conforme destaca Lana de Sousa Cavalcanti:

O fato é que, além da disciplina de Geografia, formar o entendimento do cidadão no que se refere às relações sociais, ela possibilita ainda estudar os fenômenos que acontecem na Terra, assim como saber se esses fenômenos afetam a humanidade. Faz-se necessário, portanto, a compreensão do ecossistema e das relações sociais, ou entre a interação dos dois para um entendimento melhor do espaço. Sendo assim, é a partir dessa questão que se consegue analisar a dinâmica global, dos povos e dos processos históricos que os influenciam (Cavalcanti, 2012, p. 39).

A partir dessa análise, o professor de Geografia desempenha o papel de traduzir a realidade, utilizando adequadamente seus métodos e técnicas para abordaros problemas concretos apresentados. Dessa forma, ele permite que os estudantes compreendam e se conscientizem das condições e desafios que o espaço geográfico impõe.

Ensinar Geografia no Ensino Médio, conforme os novos parâmetros propostos, se torna um grande desafio no século XXI, dado os problemas encontrados na própria epistemologia da Geografia, bem como as limitações estruturais da educação no Brasil, que impactam diretamente o ensino e a formação dos professores.

É importante ressaltar que o ensino de Geografia tem o potencial de desenvolver diversas capacidades e habilidades nos alunos, sendo possível fomentar esse desenvolvimento por meio da educação (Cavalcanti, 2012). Além disso, conforme as orientações de Cavalcanti, o ensino de Geografia também contribui para que o estudante reflita sobre si e sobre seu lugar no mundo, permitindo-lhe estabelecer uma conexão mais profunda com o espaço em que vive e com as maneiras de atuar de forma crítica e responsável nesse contexto.


Figura 1:
A formação do Pensamento Geográfico: Onde? Porque aí?
Fonte: Brasil Escola, 2023. Disponível em:https://s2.static.brasilescola.uol.com.br/be/2023/02/mulher-em-frente-a-mapa-mundi.jpg. Acesso em: 15 jun. 2024.

Ainda conforme Cavalcanti, no movimento de renovação da Geografia, as perguntas “Onde?” e “Por que aí?” são questionamentos fundamentais, típicos dessa disciplina. Para a formação do pensamento geográfico, essas indagações são acionadas em diferentes escalas, sendo essenciais para a elaboração de raciocínios críticos, que dependem de uma capacidade de reflexão: o Pensamento Geográfico.

Esse desenvolvimento ocorre a partir do momento em que o professor promove, no estudante, uma reflexão ativa sobre o espaço. Para tanto, o docente pode aproveitar os espaços de vivência dos alunos, como o caso de São Domingos-GO. Ao levar os estudantes do Centro de Ensino em Período Integral João Honorato para vivenciar o campo, o professor propicia a oportunidade de realizar esses questionamentos de forma concreta. O município é repleto de paisagens naturais, com trilhas que permitem observar o Cerrado, nascentes, rios, grutas e cavernas. Além disso, possibilita uma experiência prática com os contrastes entre áreas preservadas e as intervenções humanas, como o desmatamento para a agricultura e a criação de pastagens. Essa vivência contribui significativamente para a formação integral do jovem, integrando conteúdos de Geografia Física e Humana e, ao mesmo tempo, desmistificando a separação entre essas áreas do conhecimento.

Dessa forma, o professor pode adotar a metodologia de aula de campo, que possibilita ao aluno associar teoria e prática de maneira eficaz. Cordeiro e Oliveira (2011, p. 03) ressaltam que a aula de campo é uma metodologia de ensino que:

Contribui para uma melhor compreensão dos conteúdos ao relacionar a teoria proposta em sala de aula com os estudos e análises práticas da paisagem do ambiente observado, ampliando os seus horizontes geográficos ao ir além dos textos e das fotografias do livro didático, e permitindo o desenvolvimento de diversas habilidades nos alunos, tais como identificar, distinguir e ampliar os conhecimentos adquiridos nas instituições de ensino, comparando-a com a realidade do lugar em que os envolvidos estão habituados.

Portanto, a aula de campo, quando bem planejada, se configura como uma metodologia eficaz para consolidar o conhecimento, ao mesmo tempo em que o vincula à realidade local. Essa abordagem favorece o desenvolvimento do pensamento crítico nos estudantes, permitindo que eles estabeleçam conexões entre os conteúdos aprendidos em sala de aula e as situações do seu cotidiano. Ao vivenciar o conteúdo de forma prática, o aluno não apenas internaliza o saber, mas também compreende sua aplicação no mundo real.

Além disso, a formação do pensamento geográfico está intimamente ligada à organização do currículo escolar. O currículo atual, frequentemente desorganizado e desconectado da realidade do aluno, limita o desenvolvimento do pensamento geográfico, pois os conteúdos são tratados de forma isolada. Os estudantes têm dificuldades em estabelecer conexões entre os assuntos e com o contexto em que vivem. O objetivo do ensino, portanto, deve ser mais do que a simples transmissão de conteúdos; ele precisa proporcionar uma maneira de pensar a realidade de forma crítica e reflexiva, por meio de análises, raciocínios e compreensões. O ensino de Geografia, dessa forma, objetiva levar os alunos a produzirem conhecimento por meio dessas práticas de reflexão e análise crítica (Cavalcanti, 2012, p. 82).

Essa desarticulação do currículo pode ser atenuada quando o professor de Geografia tem um domínio profundo dos conteúdos e sabe como e quando aplicá-los adequadamente. Nesse sentido, é fundamental que o professor analise o currículo durante o planejamento das aulas, buscando integrar e alinhar temas que promovam uma discussão integral sobre os conteúdos, com vistas ao desenvolvimento completo do aluno. Para tanto, é essencial que o professor reflita sobre sua prática pedagógica. A falta dessa reflexão pode levar a uma estagnação, em que o professor acredita que o método atual não precisa de mudanças.

Pimenta (2008, p. 60) argumenta que o docente deve “documentar não apenas as práticas tomadas na sua concreticidade imediata, mas buscar a explicitação das teorias que se praticam, a reflexão sobre os encaminhamentos realizados em termos de resultados conseguidos”. Com essa abordagem reflexiva, o professor pode perceber como melhorar o que já está bom.

Para o professor de Geografia, estabelecer um ensino que favoreça a formação de cidadãos pensantes é um grande desafio. Muitas vezes, isso exige o desenvolvimento de uma postura político-profissional que se contrapõe aos interesses de um grupo político ou ideológico dominante, que tende a impor suas ideologias à população. Quando o professor não se propõe a esse desafio, o ensino de Geografia corre o risco de ser reduzido a uma disciplina simplista, que apenas descreve e decora fatos e fenômenos espaciais. Nesse contexto, é crucial refletir sobre o papel do professor na formação crítica do estudante. Como ressalta Selbach (2010, p. 41): “Um professor de Geografia ensina quando ajuda o seu aluno a aprender e, portanto, a se transformar, e também quando permite que seus alunos transformem informação em conhecimento.”

Ademais, Kaercher (2003, p. 173) lembra que:

[...] A geografia não deve se restringir às aparências, ao visível [...] a geografia deve falar, sobretudo, das pessoas. São elas que com seu trabalho, modificam o espaço e os lugares. Riquezas, mapas, cidades e países são frutos do trabalho destas pessoas [...] (Kaercher, 2003, p.173).

O ensino de Geografia não deve ser limitado à simples transmissão de conhecimentos explícitos, mas deve provocar a reflexão sobre o onde e o porquê dos fenômenos, questionando suas causas e conexões, e propondo soluções para os problemas que surgem no espaço geográfico.

Dessa forma, o professor não apenas transmite conteúdos, mas contribui de maneira significativa para a formação de cidadãos críticos e conscientes, capazes de compreender e transformar a sociedade em que vivem. Como destaca Gadotti (1979, p. 26), “Ensinar nessa sociedade é tarefa de partido, isto é, não educa realmente aquele que ignora o momento em que vive, aquele que pensa estar alheio ao conflito que o cerca”. Esse pensamento reforça a ideia de que a educação não pode ser neutra, especialmente em um contexto social e político carregado de desigualdades e desafios.

AS DIFICULDADES DE SE FORMAR O PENSAMENTO GEOGRÁFICO NA ESCOLA

O processo de ensino-aprendizagem da Geografia deve estar intimamente ligado ao desenvolvimento da cidadania, pois a disciplina possui o potencial de despertar nos alunos uma visão crítica sobre o mundo ao seu redor. Quando o ensino de Geografia é bem estruturado, ele não só transmite conteúdos, mas também proporciona ferramentas para que os estudantes questionem e compreendam a realidade em que vivem. A partir disso, são capazes de propor soluções para os problemas que afetam tanto o seu cotidiano quanto a sociedade de maneira mais ampla.

Aprender a pensar se constitui numa estratégia [geográfica] para potencializar a competência cognitiva. São inúmeras as possibilidades, na prática pedagógica, de despertar o interesse dos alunos pelo conhecimento, mas, para isso, é necessário mobilizá-los, acompanhar e colaborar para que eles construam o conhecimento até chegar a elaborar e expressar a síntese do conhecimento [...] (Cacete, 2015, p. 236).

A partir dessa análise, é possível afirmar que o ensino de Geografia, quando pautado em estímulos adequados, pode despertar o interesse dos estudantes pelo conhecimento do mundo. Contudo, é fundamental que o aluno seja mobilizado, de modo a conseguir expressar o que aprendeu com profundidade e habilidade. Nesse contexto, surge um grande desafio para o professor de Geografia: como despertar o interesse dos estudantes nos dias atuais? Como fazê-los compreender a importância do conhecimento? Quais práticas pedagógicas podem alcançar os jovens do Ensino Médio? Essas questões são desafiadoras e fazem parte do cotidiano dos professores das mais diversas áreas de ensino.

Os desafios contemporâneos são cada vez mais complexos e exigem uma abordagem mais flexível e criativa. Diante desse cenário, surgem novas necessidades no espaço geográfico, e a educação, junto aos educadores, precisa desenvolver os conteúdos já existentes, adaptando-os à realidade local, para que os estudantes possam compreendê-los de maneira mais significativa. No século XXI, os problemas humanos exigem indivíduos criativos, capazes de propor soluções inovadoras. A Geografia, como disciplina, coloca em debate o ser humano e suas inquietações, tornando-se uma ferramenta para refletir sobre as dinâmicas globais e locais.

No entanto, é necessário que os professores busquem práticas pedagógicas que estimulem o pensamento crítico dos estudantes, um desafio particularmente árduo diante das dificuldades enfrentadas pela categoria, como a sobrecarga de trabalho, os baixos salários, a desvalorização social e a indisciplina dos alunos. A constante pressão do controle burocrático do Estado e a violência nas escolas são fatores que desmotivam os educadores e dificultam o processo de ensino-aprendizagem (Souza, 2011).

Portanto, para que o professor possa desenvolver metodologias inovadoras que estejam alinhadas com as demandas do mundo globalizado, é imprescindível que haja formas de valorização desse profissional. O reconhecimento da sua importância e o estímulo à criatividade pedagógica são fundamentais para que o educador se sinta motivado a implementar práticas pedagógicas mais eficazes e estimulantes para os estudantes.

Nessa perspectiva, Callai et al. (2016, p. 52) relatam que:

Consideramos que a formação inicial do professor de Geografia é o momento apropriado para se desenvolver conhecimentos da ciência articulados aos contextos escolares, criando uma identidade própria para esse contexto. Uma dimensão importante nesse processo é a valorização do profissional que seria uma tarefa central das políticas públicas da educação. De modo diferente, percebe-se que elas não têm apresentado condições concretas para atingir esse fim.

Para que o processo de ensino e aprendizagem no Ensino Médio seja eficaz, é fundamental que haja o incentivo a políticas públicas educacionais que priorizem a valorização do professor de Geografia como formador de cidadãos. A valorização profissional do educador reflete diretamente na qualidade do ensino, permitindo ao professor se sentir motivado a desenvolver práticas pedagógicas mais eficazes.

Quando o professor é devidamente valorizado, ele pode fornecer uma formação geográfica mais significativa para o estudante, estimulando-o a refletir sobre sua realidade. Nesse processo, o ensino da Geografia deve ir além da simples transmissão de conteúdos: deve estimular o aluno a praticar o olhar geográfico, capacitando-o a pensar de forma geográfica e espacial. Como resultado, sua interação e compreensão dos fatos e especificidades ao seu redor será ampliada, levando-o a uma visão mais crítica e abrangente da realidade:

Nesse sentido, não é o conteúdo em si que importa, mas a transformação no modo de pensar e agir do aluno como resultado da apropriação dos conteúdos. Estudo não significa memorizar, reproduzir, nem mesmo ter domínio de um conhecimento. É, principalmente, uma atividade que implica mudanças, reestruturações, certo enriquecimento, que leve a transformar o aluno em sujeito de sua própria atividade (Libâneo, 2016, p.367).

Além dos desafios relativos à formação do professor, existem outros problemas que dificultam o desenvolvimento do pensamento geográfico no Ensino Médio, como a indisciplina e a falta de motivação dos estudantes. Hagemeyer (2004, p. 64) destaca que:

O contexto atual, em que os problemas político-econômicos estão aliados à vertiginosa evolução científica e tecnológica, reflete-se em mudanças nas formas de ser e viver dos homens em todos os níveis, desconcertando a quem tem a profissão de ensinar/formar crianças e adolescentes.

As dificuldades impostas pelo mundo tecnológico contemporâneo realmente aumentam as responsabilidades do professor, que, além de ser um transmissor de conteúdo, precisa também ser um facilitador da aprendizagem. Nessa visão, a prática pedagógica deve ser envolvente e estimulante para os estudantes, a fim de evitar que se dispersassem, especialmente diante da atração que os meios de telecomunicações exercem sobre eles, que frequentemente competem pela atenção dos jovens de maneira mais intensa do que o ambiente escolar. O mundo globalizado exige que o professor saiba lidar com as diversidades presentes na sala de aula, criando um espaço de diálogo no qual os estudantes possam expressar suas ideias e desenvolver um pensamento próprio.

Temos acompanhado o alarmante aumento de casos registrados acerca do aumento da violência em nossas escolas, fato este anunciado por diversos meios de comunicação, o que contribui para gerar um clima de angústia e insatisfação no ambiente escolar. A indisciplina leva à violência e surge quando ocorre o não cumprimento das regras impostas e normas sociais estabelecidas. Refletir sobre suas causas, consequências e caminhar para a mudança envolve a participação dos diversos segmentos: pais, alunos, professores, equipe pedagógica, funcionários e comunidade. Precisamos ter clareza da parcela de responsabilidades de todos os professores que não podem ser o único culpado nesse processo; envolvendo todos na discussão e no enfrentamento do problema, podemos evitar a transferência de responsabilidades (Vagula; Rampazzo; Steinle, 2009, p.84).

Nesse cenário, o professor de Geografia precisa desenvolver metodologias que não apenas estimulem a participação dos alunos, mas também os façam pensar criticamente sobre o conteúdo. Isso implica também buscar formas de combater a indisciplina, garantindo que o ambiente escolar seja propício para uma aprendizagem significativa. O professor deve ter pleno conhecimento de sua área, Geografia, e usar esse conhecimento para aprimorar suas práticas pedagógicas, criando um ambiente de aprendizagem dinâmico, organizado e com um planejamento bem estruturado.

A formação de um professor bem preparado, atuando em um ambiente escolar com normas bem definidas, facilita aulas mais atrativas e dinâmicas, propiciando aos estudantes uma formação integral. Conforme observa Cavalcanti (2019, p. 68), a Geografia possui um conjunto específico de pensamentos que o professor pode desenvolver com os alunos, utilizando o olhar geográfico para despertar questionamentos e análises sobre o espaço vivido. Quando o professor tem consciência da sua importância no desenvolvimento do pensamento crítico do estudante, isso reflete diretamente em sua prática pedagógica, criando um ambiente de aprendizado mais eficaz e possibilitando o desenvolvimento do pensamento geográfico nos alunos. Assim, o ensino e a aprendizagem se tornam mais significativos, e os estudantes se tornam mais críticos e capacitados para analisar o mundo em que vivem.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As dificuldades para desenvolver o pensamento geográfico nos estudantes do Ensino Médio estão, de fato, associadas a vários fatores, os quais têm se intensificado no contexto atual, marcado pela rapidez com que a informação circula no mundo globalizado. A pesquisa identificou uma série de problemas, como a desmotivação dos estudantes, as altas cargas horárias dos professores que dificultam o planejamento adequado das aulas, a indisciplina e a falta de formação continuada, entre outros fatores que comprometem a qualidade do ensino.

Uma solução eficaz para esses desafios é o desenvolvimento de conteúdos de Geografia a partir de aulas práticas. Essa abordagem prepara melhor o estudante para o exercício da cidadania, pois proporciona uma conexão mais direta entre teoria e prática. Ao vivenciar o conteúdo de forma concreta, o estudante adquire condições de analisar, criticar, planejar e avaliar os fenômenos que acontecem no espaço em que vive, utilizando um olhar mais apurado e reflexivo.

Embora os problemas sejam complexos, é essencial buscar formas de superá-los. Os professores de Geografia devem estar dispostos a investir em sua própria formação, adotando uma postura de constante aprendizado. Além disso, é imperativo que os sistemas educacionais repensem a estrutura curricular, incluindo a carga horária, que frequentemente impede um planejamento de aula adequado, contribuindo para o desgaste físico e emocional dos educadores.

Os docentes de Geografia precisam compreender a importância dessa ciência e seu papel na formação integral dos estudantes. Quando os professores reconhecem a relevância de sua disciplina e têm plena consciência de seu impacto no desenvolvimento crítico do aluno, isso se reflete diretamente em suas práticas pedagógicas, promovendo um ensino mais eficaz e significativo. É fundamental que as aulas sejam planejadas com clareza, com objetivos pedagógicos bem definidos e com métodos que favoreçam o desenvolvimento de um pensamento crítico:

O objetivo principal da organização didática da aula é possibilitar um trabalho mais significativo e colaborativo, consequentemente, mais comprometido com a qualidade das atividades previstas. A organização didática da aula como projeto colaborativo de ação imediata representa o produto de um movimento processual de reflexão e decisão, de comprometimento e criticidade (Veiga, 2008, p. 274).

Portanto, para que o estudante desenvolva o pensamento geográfico de forma eficaz, é fundamental que os professores de Geografia se mantenham abertos à formação continuada, buscando aprimorar suas posturas críticas em relação à ciência geográfica e ao seu papel no processo educacional. Ao mesmo tempo, é necessário que os sistemas educacionais implementem alternativas que ofereçam essa formação com qualidade, incluindo a reorganização de currículos e a revisão das cargas horárias. Essas mudanças são essenciais para que os professores possam aplicar o que aprendem de forma prática e significativa em suas aulas.

Com uma organização mais eficiente, tanto os professores quanto os estudantes terão maiores condições de produzir conhecimento de forma mais eficaz, estabelecendo o pensamento geográfico e promovendo a formação de cidadãos críticos, capazes de influenciar positivamente a sociedade em que estão inseridos. A cidadania, como um valor conquistado, é um instrumento de liberdade, que permite ao ser humano tomar consciência de seus direitos e lutar pela garantia desses direitos. A Geografia, como disciplina fundamental para essa formação, desempenha um papel central nesse processo, visto que, por meio dela, consegue-se moldar cidadãos mais preparados para compreender e intervir no mundo ao seu redor.

AGRADECIMENTOS

Ao professor Dr. Fernando Luiz Araújo Sobrinho/UnB, pelas orientações e contribuições durante as aulas, e aos colegas do ProfGeo, turma 2024.

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REFERÊNCIAS
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Notas
Notas
QueilaNere dos Santos – É graduada em Geografia pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Atualmente é Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade de Brasília (UnB) e é Professora da Secretaria de Estado da Educação de Goiás, Centro de Ensino em Período Integral João Honorato.

Endereço: Campus Universitário Darcy Ribeiro, Asa Norte, Brasília, Distrito Federal, Brasil, CEP 70910-900.


Figura 1:
A formação do Pensamento Geográfico: Onde? Porque aí?
Fonte: Brasil Escola, 2023. Disponível em:https://s2.static.brasilescola.uol.com.br/be/2023/02/mulher-em-frente-a-mapa-mundi.jpg. Acesso em: 15 jun. 2024.
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