Editorial

A polissemia dos conceitos e a esquizofrenia do método: desafios e estratégias editoriais

Everaldo Batista da Costa
Universidade de Brasilia (UnB), Brasil

A polissemia dos conceitos e a esquizofrenia do método: desafios e estratégias editoriais

PatryTer, vol. 8, núm. 16, e58221, 2025

Universidade de Brasília

Este editorial do núm. 16, vol. 8 da PatryTer – Revista Latinoamericana e Caribenha de Geografia e Humanidades aborda, resumidamente, um dos maiores problemas enfrentados na edição das revistas científicas, nesta etapa da história do conhecimento (e do capitalismo), que corresponde à evidência de uma espécie de “esquizofrenia do método”, episódio mais profundo ou mais grave do que os aspectos técnicos, normativos ou protocolares que, corriqueiramente, são assinalados como desafios do fazer editorial.

A polissemia dos conceitos empregados nos artigos científicos (ainda, ausência, desconhecimento ou maltrato de categorias), o evidente distanciamento dos autores em relação à epistemologia ou à teoria do conhecimento do campo de origem, junto à dificuldade na obtenção de avaliações aprofundadas dos trabalhos apresentados às revistas fomentam um “ecletismo difuso”[2] que perverte, no limite, o lugar social ou a finalidade política de cada campo do saber. Mesclam-se ou tratam como sinônimos, por exemplo, espaço e espaço geográfico, espaço e território, região e território, paisagem e espaço, espaço e meio ambiente, lugar e espaço, mundo e planeta, e uma infinidade de outras ideias, noções e conceitos que, em uma parte dos estudos, são indiscriminadamente utilizados ou mal adotados.

Ainda, confundem-se recorte e objeto, método e metodologia, noção, conceito e categoria; empregam-se palavras como se fossem conceitos e coisificam categorias de pensamento (abstratas), ou seja, fazem-nas pura concreção do mundo imediato, medido, geometrizado; negligencia-se o processo e o movimento inerente aos fenômenos da existência situada. Estas não são questões frívolas. Thomas Kuhn conclui A estrutura das revoluções científicas dizendo que “o conhecimento científico, como a linguagem, é intrinsecamente a propriedade comum de um grupo ou então não é nada. Para entendê-lo, precisamos conhecer as características essenciais dos grupos que o criam e o utilizam” (Kuhn, [1962] 2006, p. 259-260). Ora, se apreender as características essenciais dos grupos que geram e usam o conhecimento conduz à natureza mesma de determinada ciência, cabe às revistas científicas, notadamente aos editores e avaliadores, não perderem de vista o trabalho rigoroso na observação dos artigos postulados, quanto à construção do método (que muitos restringem, desavisadamente, ao nível dos procedimentos metodológicos).

Maria Adélia de Souza, em entrevista publicada pela PatryTer, auxilia na problematização assumida neste editorial:

Estamos em dissolução institucional e científica: essa é a minha hipótese central (...) Volto à minha fala do descuido que meus colegas têm na construção de textos sem prestar atenção que um cientista não é um literato; o cientista usa teorias, conceitos e definições no seu texto, valendo-se de uma escolha própria que revela tanto sua visão de mundo, quanto a opção de método adotada para seu trabalho disciplinar (...) Tenho uma enorme preocupação com a construção do método e da metodologia na nossa disciplina e busco rigor no uso de conceitos e teorias. Isso não é muito usual entre os geógrafos que, valendo-se do método descritivo, usam palavras, não conceitos em seus textos (...) Eu reflito também sobre as revistas que se propõem a publicar estudos da área de Geografia, portanto, têm que dar prioridade à evolução do conhecimento geográfico, que pode ser feito por um colega de outra disciplina, desde que domine nosso método de trabalho. A toponímia revelada e a descrição de uma paisagem não tornam um texto geográfico, cientificamente falando. Hoje o uso da palavra território, por exemplo, está na moda, vulgarizando-se um conceito primoroso da geografia contemporânea inclusive entre os geógrafos! (Entrevista de M. Adélia de Souza, em Costa & Queiroz, 2025, p. 11-12).

Sobre o distanciamento dos autores em relação à epistemologia ou à teoria do conhecimento do campo de origem, isso é notório quando, por exemplo, um geógrafo em seu estudo faz uso da ideia “espaço urbano”, “espaço rural”, “espaço político” ou “espaço público” acreditando tratar do espaço geográfico, ou incorpora o conceito de espaço tal qual formularam específicos filósofos, os quais não se preocuparam em discorrer sobre os princípios geográficos que estão na base do conceito, ou seja, sua concepção não é a do campo disciplinar. Ou o arquiteto, o urbanista e o historiador que, ao se aproximarem da Geografia (pelas denominadas geografia urbana ou geografia histórica, por exemplo), reduzem a ideia de espaço e de território à trivial extensão, e o tempo é tomado como entidade recortada, apartada ou dicotomizada do espaço.

Abandonar a epistemologia significa descuidar a filosofia do próprio campo do saber, ramo que estuda os desígnios categoriais da pesquisa científica e seu resultado, ou seja, o conhecimento do conhecimento da história dos conceitos. Foucault ([1969] 2012) indica que a ciência se localiza em um campo de saber, assumindo um papel variável segundo sua elaboração discursiva e a época, ou seja, há mutação do saber no interior da ciência e a ciência se inscreve e funciona no elemento do saber; é quando se estabelecem e se especificam as relações da ideologia com as ciências, afirma o autor. Isso nos obriga a reconhecer que distintas ideologias atravessam os campos científicos; estruturam seu objeto, sistematizam enunciados, definem conceitos e estratégias metodológicas. O alerta dado por Foucault ([1969] 2012) sobre a questão da ideologia inerente à ciência não se resume a suas situações ou práticas mais ou menos conscientes, ou a de sua utilização eventual ou de todos os empregos abusivos que se possa fazer da ideologia; para o filósofo, importa entender a questão de sua existência como prática discursiva e seu funcionamento entre outras práticas. Importante tese de Foucault ([1969] 2012, p. 224), que nos auxilia na crítica à polissemia dos conceitos e a esquizofrenia do método é a de que ...

As contradições, as lacunas, as falhas teóricas podem assinalar o funcionamento ideológico de uma ciência (ou de um discurso com pretensão científica); podem permitir determinar em que ponto do edifício esse funcionamento se dá. Mas, a análise de tal funcionamento deve ser feita no nível da positividade e das relações entre regras da formação e as estruturas da cientificidade.

Assim, as lacunas e as falhas teóricas presentes nos artigos científicos (nem sempre superadas após as rodadas avaliativas) correspondem não apenas ao distanciamento da epistemologia, mas a ideologias –como a capitalista– e, à sua esteira, à lógica contábil do conhecimento globalizado. A tecnificação da sociedade e dos territórios, dos objetos e das instituições, do trabalho e do lazer afeta a prática acadêmica, cada vez mais tecnicizada. Maria Laura Silveira lembra que somos convidados, todos os dias, a reproduzir modelos de sucesso, referências bibliográficas internacionalizadas, fichas de avaliação, indexações e mensurações, onde a matemática é a linguagem incontornável na gestão do big data.

Como o trabalho científico poderia ser excluído de tais imperativos? A ciência é, portanto, criadora e resultado desse processo. Por isso, padrões e modelos para artigos científicos também estão se consolidando em todo o mundo: eles devem ser cada vez mais curtos, conter menos citações textuais e mais referências bibliográficas, menos referências a clássicos e mais referências a publicações recentes, de preferência em inglês e em periódicos indexados. É como se a coerência do sistema fosse mais importante que a coerência do autor. (Silveira, 2024, p. 52)

O paradoxo está em que a polissemia percebida, incompreendida e acrítica dos conceitos (por parte das autorias e editores, e que resulta na esquizofrenia do método) corresponde também ao caráter estatístico-quantitativo-normativo imposto pelas agências de fomento (dirigidas também por acadêmicos) às universidades globalizadas, que seguem a cartilha dos parâmetros institucionais capitalizados. Neste sistema, cuja face mescla valor econômico, compressão do tempo e competição, a busca da concreticidade ou natureza dos fatos e fenômenos socioespaciais é, paulatinamente, substituída pela leitura do espaço absoluto e a operação de metáforas no lugar dos conceitos.[3] Segundo Silveira (2024, p. 52), “a valorização da compreensão da totalidade dá lugar ao escrutínio do fragmento e, pari passu, o ensaio se retira, golpeado pelo paper”.

Melgaço (2025, p. 2-7) sintetiza tais provocações, ao discorrer sobre a irracionalidade acadêmica, as tiranias do tempo, da métrica e da competitividade na universidade. Sobre a tirania do tempo, o autor diz que, quanto mais se avança na carreira acadêmica, menos tempo se tem para leituras complexas e, ironicamente, para a escrita, de forma que a dedicação à leitura lenta e aprofundada dos clássicos, ou consagrar o tempo na redação de textos inéditos se tornou, paradoxalmente, um luxo na universidade do imediatismo. “Não conheço nenhuma acadêmica ou acadêmico que não viva constantemente correndo atrás de prazos, sempre com algo pendente e acumulando tarefas que parecem impossíveis de serem concluídas no tempo disponível”. Em relação à tirania da métrica, L. Melgaço considera que a calculabilidade, um dos pilares da racionalização científica, invade a universidade neoliberal e “reduz professores e pesquisadores a índices de desempenho”; o autor cita, dentre as várias formas de quantificação do trabalho acadêmico, o Índice-H, criado há duas décadas por Jorge E. Hirsch, o qual mede o impacto científico de um pesquisador, considerando o número de publicações e de citações que essas publicações recebem, sendo limitado, reducionista e injusto, ao não interpreta a qualidade das pesquisas; “o Índice-H pode ainda acentuar desigualdades de gênero, pois mulheres frequentemente enfrentam barreiras adicionais que dificultam o reconhecimento e a citação de seus trabalhos (...) o Índice-H pune as mulheres, ainda, por seus períodos ‘improdutivos’ durante licenças maternidades”. Por fim, Melgaço (2025, p. 07) considera que as tiranias do tempo e das métricas alimentam e são retroalimentadas por uma tirania da competitividade ...

As universidades mcdonaldizadas mais e mais se vêem como empresas e incorporam o vocabulário e as práticas empresariais. Recentemente minha universidade (Vrije Universiteit Brussel, Bélgica) adotou completamente a lógica dos key performance indicators (identificadores-chave de desempenho - KPI) como forma de estimular, mas sobretudo monitorar e controlar a produção acadêmica dos seus professores e pesquisadores. Vale também destacar o uso do termo Bolsa de Produtividade usado pelo CNPq no Brasil. Quando vemos as universidades se portando de forma corporativa, identificamos que muitas das críticas feitas por Milton Santos à perversidade das empresas (...) se encaixam perfeitamente no caso das universidades.

Em outro editorial da PatryTer, tratamos a importância de se analisar as publicações indexadas às quais somos submetidos nas universidades da América Latina, desde parâmetros criados pelas mesmas universidades e a ciência globalizadas neoliberais, chegando a adoecer o corpo, afetar a mente, acirrar as competições e promover os conflitos acadêmicos. Frisamos a urgência de se questionar a “qualidade da quantidade” do que se publica, hoje, com autocrítica e revisão interna dos nossos critérios de avaliação universitária, institucional e editorial (Costa, Moncada, Zomighani & Lima, 2022).

Logo, qual o caminho editorial a ser percorrido por nossas revistas que, uma vez criadas, se desenvolvem em meio às ditas tiranias do tempo, da métrica e da competitividade as quais, no limite, conduzem à polissemia dos conceitos e à esquizofrenia do método?

Algumas estratégias editoriais podem ser:

§ desenvolver, junto aos integrantes dos comitês editorial e científico das revistas, uma conscientização sobre a importância do rigor epistemológico e metódico na emissão de pareceres qualificados; tarefa difícil, considerando que os avaliadores são os mesmos acometidos pela burocracia acadêmica aniquiladora do tempo, apologética da quantidade e adoecedora da mente;

§ entender que, antes de alcançar indexadores, diretórios e bases de dados, a maioria sustentada por uma bibliometria lógico-formal, é preciso questionar e qualificar o material a ser publicado; independentemente dos índices de qualquer revista, devemos enfrentar a ideologia neoliberal do conhecimento, a qual apregoa que bom é o que foi publicado sob os moldes do mercado –parafraseando Sousa Neto (2014);

§ reconhecer que uma revista científica não é só uma plataforma de resultados de pesquisas, mas pode ser um meio pedagógico de estímulo ao retorno à epistemologia e à filosofia, zelando pelo método; quer dizer, não se trata simplesmente de aprovar ou reprovar um manuscrito, mas de estabelecer um diálogo construtivo entre avaliadores e autores, que ofereça apontamentos críticos, princípios epistemológicos e orientação metódica, para que os autores voltem ao artigo estimulados a ponderar quais aspectos do estudo concluído e apresentado fazem avançar a fronteira do conhecimento (ou não);

§ combater a autoria indevida, textos com autores presenteados ou convidados, ou seja, aqueles que não têm colaboração efetiva no manuscrito; isso pode ser verificado com a adoção da Taxonomia CRediT, que indica quem e como cada autor contribuiu na elaboração do trabalho apresentado à revista;[4]

§ ponderar a adoção de dossiês temáticos e edições especiais que, apesar de aprofundarem temas específicos, devem ser dirigidos e avaliados pela equipe editorial a cargo da revista, não delegando aos editores convidados a plena responsabilidade dos pareceres;

§ resistir às tiranias do tempo, da métrica e da competitividade (Melgaço, 2025), por meio da contestação às fórmulas avaliativas das revistas, adotação da política da Ciência Aberta (gratuidade na publicação e acesso aos artigos), não eliminar as línguas não-hegemônicas. Melgaço (2025) cita uma política assumida pela Comissão Europeia em relação às publicações financiadas pela mesma instituição, que seria um exemplo às agências de financiamento da pesquisa no Brasil: toda publicação que resulte de financiamento público deve ser, obrigatoriamente, disponibilizada de forma aberta e gratuita ao público.

Estas são algumas de distintas estratégias editoriais favoráveis a enfrentar a polissemia dos conceitos condutora da esquizofrenia do método, bem como a agir pela volta à epistemologia, essencial à qualificação das publicações científicas. O abandono dos preceitos filosóficos, que estão na base dos conceitos científicos, é um dos elementos causantes das crises teóricas e da miserabilidade do mundo. As desigualdades socioespaciais e a produção das diferenças cunhadas nas paisagens resultam da ideologia encarnada na operação sistemática do espaço cartesiano (no âmbito do planejamento, da gestão, da política, no limite, das instituições), que abstrai o sujeito, as classes sociais, as diferenças e, por fim, se reproduz nas e pelas ciências.

Em seu Metacrítica da teoria do conhecimento, Theodor Adorno argumenta que o ideal conservado da ciência, que ajudou um dia a filosofia a se libertar dos grilhões teológicos, se transformou nos grilhões que proíbem o pensamento de pensar, onde a cientificação do pensamento submete o desenvolvimento à divisão do trabalho, quando toda e qualquer temática é, antecipadamente, demarcada no mapa científico. Adorno ([1970] 2015] polemiza que a primazia do método seja a primazia da organização, a disponibilidade dos conhecimentos por meio da ordem lógico-classificatória transforma-se em seu próprio critério. “De maneira drástica, o pensamento é remetido ao estrito controle por meio da organização social, na medida em que todo enunciado científico deve ser verificado por qualquer cientista avalizado da área, independentemente de sua constituição intelectual (...) A intelecção precisa, por assim dizer, apresentar sua carteira de identidade, caso queira ser tolerada” (Adorno, ([1970] 2015, p. 91). Ou seja, o estímulo é pela incorporação do método (construído no desenvolvimento da pesquisa e segundo os princípios filosóficos de cada ciência, não sendo ele um dado imediato ou a priori) como oportunidade de criatividade, criação e revisão categorial explicativa da complexidade do mundo.

Este editorial quer provocar a reflexão sobre a qualidade das publicações científicas, especialmente nas novas revistas (incluído o balanço interno dos primeiros oito anos de existência da PatryTer), as quais enfrentam a lógica onde a velocidade e as técnicas de produção (de mercadorias e de papers) conduzem o mercado editorial globalizado gerador de mecanismos de classificações e acesso restritivo ao conhecimento elaborado com o dinheiro público. A tendência atual deriva do imaginário difundido e estabelecido segundo o qual as revistas indexadas e ranqueadas (no SJR – Scientific Journal Rankings e no JCR - Journal Citation Reports [WoS], por exemplo) são as mais qualificadas e, por isso, tornam-se as mais atraentes aos acadêmicos de “prestígio”, que pagam alto preço (monetário, emocional ou com a saúde) pelo fator de impacto. Mede-se ou adquire-se o fator de impacto segundo a oscilação do dólar e não pelos resultados das práticas acadêmicas (pesquisa, ensino e extensão) na concreta mudança do quadro de vida social.

A capa deste núm. 16, vol. 8 de PatryTer é alusiva à Feira do Agricultor de Zapote, localizada no centro de Zapote, distrito da província de San José, Costa Rica (figura 1), país que sediará nosso V CLUP - Colóquio Latinoamericano sobre Urbanização e Patrimonialização, em agosto de 2026. No mês de junho de 2025, divulgaremos a circular deste evento acadêmico bianual dirigido pelo GECIPA/UnB/CNPq e que, nesta edição, será recebido pela Escola de Arquitetura e a Escola de Geografia da Universidade da Costa Rica. A atividade tem reunido pesquisadores da Geografia, ciências humanas e sociais de diferentes países da América Latina e Caribe, fazendo-se espaço de debate, sobretudo, teórico-metodológico relacionado à cidade, ao campo e à interação sociedade-natureza no continente, alinhado ao que se preconiza neste editorial.

Feira do Agricultor de Zapote, San José, Costa Rica.
FIGURA 1
Feira do Agricultor de Zapote, San José, Costa Rica.
Acervo de Everaldo Batista da Costa, trabalho de campo, 2022.

Por fim, este número apresenta artigos de pesquisadores da Argentina, do México e do Brasil, oriundos da Geografia, da Arquitetura e do Urbanismo, da Sociologia, da Antropologia, do Direito e do Serviço Social. Os resultados de pesquisas aceitos para esta edição da PatryTer expressam os desafios e estratégias editoriais aqui relatadas e assumidas, no cerne desta variedade de áreas do saber e respectivos enfoques trabalhados.

Desejamos uma boa leitura deste novo número!

Referencias

Associação dos Geógrafos Brasileiros, AGB. (2025). Ética e desafios editoriais da publicaçao científica de Geografia no Brasil: um manifesto necessário. Seções Locais de São Paulo (SP), Dourados (MS), Belo Horizonte (MG) e Aracaju (SE). São Paulo.

Adorno, T. ([1970] 2015). Para a metacrítica da teoria do conhecimento. São Paulo: Unesp.

Costa, E., Moncada, J., Zomighani, J. & Lima, L. (2022). Revistas científicas en el mundo de la globalización neoliberal. PatryTer, 5(9), 1-4. https://doi.org/10.26512/patryter.v5i9.41533

Costa, E. & Queiroz, P. (2025). Entrevista e homenagem a Maria Adélia Aparecida de Souza. Debate à Geografia brasileira. PatryTer – Revista Latinoamericana e Caribenha de Geografia e Humanidades, 8(15), e55341. https://doi.org/10.26512/patryter.v8i15.55341

Foucault, M. ([1969] 2012). A arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária.

Kuhn, T. ([1962] 2006). A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva.

Melgaço, L. (2025). Irracionalidade acadêmica: a universidade e as tiranias do tempo, da métrica e da competitividade. PatryTer, 8(15), 01–11. https://doi.org/10.26512/patryter.v8i15.55915

Silveira, M. (2024). Desatando el nudo gordiano de la publicación científica: reflexiones sobre el papel actual de nuestras revistas de Geografía. Estudios Socioterritoriales, (35), 49-64. https://dx.doi.org/10.37838/unicen/est.35-103

Moraes, A. (2006). Na trilha do purgatório: política e modernidade na geografia brasileira contemporânea. In J. Borzacchiello da Silva, L. Cruz Lima, & E. Dantas. (Ed.). Panorama da Geografia Brasileira II (p. 39-46). São Paulo: Annablume.

Sousa Neto, M. (2014). Queime depois de ler. In E. Sposito. (Ed.). A diversidade da geografia brasileira: escalas e dimensões da análise e da ação (pp. 83-95). Rio de Janeiro: Consequência.

Souza, M. (2015). As Humanidades e a Universidade: crise e futuro. Biblios (Coimbra), 3(1), 31-56. https://doi.org/10.14195/0870-4112_3-1_2

Notas

[1] Professor do Departamento de Geografia da Universidade de Brasilia (UnB) e Bolsista Produtividade em Pesquisa do CNPq. Editor-Chefe de PatryTer. Orcid: https://orcid.org/0000-0003-0734-6680. E-mail: everaldocosta@unb.br.
[2] O termo é de Moraes (2006), ao tratar do “clima babélico” ou das confusões de fundamento metodológico na produção geográfica brasileira.
[3] Para maior aprofundamento na lógica da substituição dos conceitos por metáforas, ver Souza (2015).
[4] Para este e outros aspectos da ética na produção científica, ver Manifesto da Geografia pela ética na publicação científica (AGB, 2025).

Información adicional

redalyc-journal-id: 6040

HTML generado a partir de XML-JATS por