Artigos

Recepción: 15 Junio 2021
Recibido del documento revisado: 11 Agosto 2021
Aprobación: 01 Septiembre 2021
Publicación: 02 Enero 2022
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i1.16193
Resumo: As instituições de ensino privadas inserem-se em um ambiente cada vez mais competitivo. Neste sentido, um fenômeno que precisa ser acompanhado pela gestão escolar é a evasão. Esta pesquisa teve como objetivo propor um plano de prevenção à evasão escolar associada a motivos ou causas pedagógicas. Para tal, realizou-se uma pesquisa de abordagem qualitativa exploratória documental sobre os dados disponibilizados pela instituição sobre a evasão, referentes ao período de 2016 a 2019, e sobre a satisfação das famílias com a escola, compreendendo o período de 2018 a 2020; uma revisão sistemática para o levantamento dos contributos da literatura sobre o assunto; e uma pesquisa descritiva de campo para a análise da percepção das famílias dos estudantes e professores sobre o trabalho pedagógico realizado pela instituição. Como resultado foram constatadas algumas dimensões pedagógicas relevantes para o estudo da evasão escolar e identificados problemas locais (por ano de ensino) e globais (do segmento) da instituição que se relacionam com seu produto pedagógico. A partir disso, foi elaborado um plano de prevenção para a evasão escolar associada a motivos ou causas pedagógicas.
Palavras-chave: Gestão escolar, Ensino básico, Evasão escolar, Pedagógico, Prevenção.
Resumen: Las instituciones educativas privadas se insertan en un entorno cada vez más competitivo. En este sentido, un fenómeno que debe ser controlado por la dirección de la escuela es la evasión escolar. Esta investigación tenía como objetivo proponer un plan para prevenir la evasión asociado a razones o causas pedagógicas. Para ello, se realizó una investigación de enfoque cualitativo exploratorio documental sobre los datos puestos a disposición por la institución sobre la deserción, referidos al período de 2016 a 2019, y sobre la satisfacción de las familias con la escuela, comprendiendo el período de 2018 a 2020; una revisión sistemática para el relevamiento de aportes bibliográficos sobre el tema; y una investigación descriptiva de campo para el análisis de la percepción de las familias de los alumnos y de los docentes sobre el trabajo pedagógico realizado por la institución. Como resultado, se determinaron algunas dimensiones pedagógicas relevantes para el estudio del abandono escolar y se identificaron problemas locales (por año de enseñanza) y globales (del segmento) de la institución que se relacionan con su producto pedagógico. A partir de ahí, se elaboró un plan de prevención de la evasión escolar asociado a razones o causas pedagógicas.
Palabras clave: Gestión de la escuela, Educación básica, Evasión escolar, Pedagógico, Prevención.
Abstract: Private educational institutions are part of an increasingly competitive environment. In this sense, a phenomenon that needs to be monitored by school management is dropout. This research aimed to propose a plan to prevent school dropout associated with pedagogical reasons or causes. To this end, a qualitative exploratory documental research was carried out on the data made available by the institution on dropout, referring to the period from 2016 to 2019, and on the satisfaction of families with the school, covering the period from 2018 to 2020; a systematic review to survey the contributions of the literature on the subject; and a descriptive field research to analyze the perception of the families of students and professors about the pedagogical work carried out by the institution. As a result, some pedagogical dimensions relevant to the study of school dropout were found and local (by year of education) and global (segment) problems of the institution were identified that are related to its pedagogical product. Based on this, a prevention plan was developed for school dropout associated with pedagogical reasons or causes.
Keywords: School management, Basic education, School dropout, Pedagogical, Prevention.
Introdução
Inseridas em um ambiente cada vez mais competitivo, as instituições de ensino privadas necessitam de critérios e instrumentos para avaliar se estão preparadas para responder aos desafios internos e em relação ao mercado. Neste cenário, um fenômeno fundamental de ser acompanhado é o da evasão escolar. Dentre as concepções identificadas na literatura a respeito da evasão, destaca-se Rumberger (1995), que argumenta que o abandono ou a evasão escolar constitui a última etapa de um processo dinâmico e cumulativo de desengajamento do estudante da vida escolar. Neste sentido, Baggi e Lopes (2010) apontam a necessidade de a gestão das instituições integrarem o fenômeno da evasão escolar à qualidade de ensino e às avaliações institucionais, a fim de explorar esta problemática. Fall e Roberts (2012) mostram que nos Estados Unidos essa premissa tem pautado o desenvolvimento de diversos modelos que buscam se antecipar a esse problema, identificando o risco de evasão associado a fatores de toda ordem. Para uma instituição privada, se não acompanhada e retida, essa taxa pode impactar seu desempenho financeiro e a valorização de sua marca. Logo, é indispensável a gestão escolar estar atenta aos sinais desse problema e agir preventivamente.
Diante do exposto, este trabalho foi realizado em uma escola privada de ensino básico, na qual a linha histórica dos dados internos da instituição sinalizou que os anos finais do ensino fundamental detêm a segunda maior taxa de evasão no período de 2016 a 2019 e que existe alguma relação de parte destas evasões com o trabalho pedagógico realizado pela instituição. Frente a esse fenômeno, a análise de dados quantitativos desconectada de proposições a serem vivenciadas pela instituição parece inóspita, uma vez que a identificação de qual segmento ou ano escolar houve maior evasão ou quantos estudantes evadiram não tem sentido prático se não desvelar os motivos e as causas dessas evasões e se não culminar em ações que tenham a finalidade de minimizá-la.
O objetivo geral deste trabalho é propor um plano de prevenção para a evasão devido a motivos ou causas pedagógicas, e tem como objetivos específicos identificar na literatura os fatores pedagógicos associados à evasão escolar e analisar a percepção de responsáveis e professores do referido segmento sobre o trabalho pedagógico realizado pela instituição.
Material e Métodos
O trabalho, inscrito em uma abordagem quali-quantitativa, foi realizado em uma escola privada de classe média alta localizada no estado de São Paulo, na região do Grande ABC, e foi elaborado em três etapas.
Na primeira etapa, realizou-se uma pesquisa exploratória documental a partir de relatórios de pesquisas realizadas pela instituição em anos anteriores, sendo elas a pesquisa com os responsáveis dos estudantes evadidos no período de 2016 a 2019 e a pesquisa de satisfação referente ao período de 2018-2020. Segundo Gil (1999), a pesquisa documental se vale de materiais que ainda não receberam um tratamento analítico ou que podem ser reelaborados de acordo com os objetivos de uma pesquisa. Por outro lado, a abordagem exploratória proporciona maior familiarização com a temática, deixando o problema mais explícito ou facilitando a criação de hipóteses. Para sua realização, a direção da instituição assinou um termo de anuência para a utilização dos dados neste trabalho. Sobre as pesquisas, ambas tiveram seus dados coletados por meio de questionários enviados aos responsáveis via e-mail. Para os objetivos deste trabalho, na primeira pesquisa, foram observadas as perguntas: “Por qual motivo você transferiu o seu filho de escola?” e “Qual a probabilidade de você recomendar o colégio para um amigo ou colega?” e, na segunda pesquisa, as perguntas baseavam-se em: “Você já pensou em mudar o seu filho de escola?” e “Por qual motivo você mudaria seu filho de escola?”. Os dados foram reorganizados para os objetivos deste trabalho e analisados de maneira quali-quantitativa.
Na segunda etapa, realizou-se uma revisão sistemática acerca do tema evasão escolar relacionada a fatores pedagógicos. Para Donato e Donato (2019), a revisão sistemática permite a realização de uma pesquisa bibliográfica abrangente e crítica sobre a temática, além desta abordagem permitir responder a uma questão de investigação bem definida. Para tal, definiu-se as bases Google Acadêmico, Dialnet e Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pelo caráter multidisciplinar do trabalho, e o período de 2015 a 2021, a fim de coletar os contributos mais recentes sobre o assunto. Os descritores utilizados foram: “evasão escolar”, “motivos”, “causas”, “pedagógica(s)” e “pedagógico(s)”.
Na plataforma Google Acadêmico buscou-se esses descritores apenas nos títulos das publicações, sem considerar citações, utilizando as seguintes combinações: “evasão escolar motivos”, “evasão escolar causas”, “evasão escolar pedagógicas”, “evasão escolar pedagógica” e “evasão escolar pedagógicos”. Na plataforma Dialnet foram utilizadas as mesmas combinações entre os descritores. A busca na base Periódico Capes resultou em um número considerável de publicações, mas a partir de uma leitura prévia dos títulos observou-se que uma quantidade expressiva destes trabalhos não tinha relação com a temática e, por isso, a base foi desconsiderada. Em seguida, utilizou-se como critério de inclusão associar a evasão a fatores pedagógicos no título ou no resumo e ter sido publicado em língua portuguesa. Foram excluídos trabalhos de conclusão de curso, monografias, dissertações, teses ou livros por questões logísticas para a realização da pesquisa, e trabalhos que, apesar de publicados no período referido, analisaram períodos históricos anteriores, dando ênfase apenas em artigos e relatos de experiência publicados em periódicos científicos e anais de congressos. A base final de dados foi organizada e os artigos foram analisados individualmente.
Por fim, na terceira etapa, realizou-se uma pesquisa descritiva de campo com os professores e com os responsáveis dos estudantes matriculados nas turmas dos anos finais do ensino fundamental. Na concepção de Gil (1999), a abordagem descritiva tem como principal objetivo descrever características de determinada população ou fenômeno e estabelecer relações entre as variáveis. Inicialmente, decidiu-se, junto à direção da instituição, a forma de coleta dos dados e as etapas de divulgação da pesquisa. Sobre a coleta de dados, foi enviado para cada categoria de respondente (responsáveis dos estudantes e professores) um formulário. A fim de obter dados mais precisos, decidiu-se elaborar um formulário para cada ano de ensino para as famílias dos estudantes e, tanto para as famílias quanto para os professores, lhes foi comunicado que as respostas seriam anônimas. Referente à divulgação da realização da pesquisa para as famílias dos estudantes, foram realizadas três etapas ao longo de três semanas consecutivas, compreendendo o mês de agosto do ano de 2021. Na primeira semana foi enviado um comunicado oficial para o e-mail dos responsáveis dos estudantes explicando a relevância da pesquisa para a instituição, juntamente com os links de acesso aos formulários para a coleta de dados. Na segunda semana, a direção e a coordenação pedagógica entraram em contato com os responsáveis considerados próximos da instituição para que eles estimulassem os demais responsáveis a também participarem da pesquisa. E, por fim, na terceira semana, a orientação pedagógica entrou em contato por meio de WhatsApp com todas as famílias com uma versão sintetizada do primeiro comunicado e com os mesmos links de acesso aos formulários. Quanto à divulgação da realização da pesquisa para os professores, a coordenação pedagógica encaminhou um comunicado por meio do grupo de WhatsApp do segmento na primeira semana e reforçou individualmente a relevância da pesquisa ao longo das outras duas semanas. A Tabela 1 abaixo apresenta as taxas de resposta percentuais locais (por ano) e global (segmento) obtidas com a pesquisa com os responsáveis e com os professores do segmento.

Os formulários enviados para cada categoria de respondentes apresentavam, em sua primeira página, o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) e a pergunta “Você aceita participar da pesquisa?”, com as opções de “Aceito” e “Não aceito”. No caso de aceite, o formulário levava o respondente à próxima página, que continha cinco afirmativas e uma pergunta aberta. Para cada categoria de respondente foram elaboradas cinco afirmativas diferentes, mas cada uma delas se relacionava a uma mesma dimensão pedagógica, sendo elas: (1) Método avaliativo, (2) Acompanhamento da vida acadêmica, (3) Relacionamento com colegas e professores, (4) Qualidade das aulas, (5) Desenvolvimento da autonomia através das práticas pedagógicas e (6) Infraestrutura do ensino remoto. Já a pergunta aberta teve a intenção de coletar elementos que não foram compreendidos nas dimensões consideradas ou permitir ao respondente descrever com maior precisão alguma(s) de sua(s) resposta(s). A Tabela 2 abaixo apresenta as afirmativas elaboradas para cada categoria de respondentes e a pergunta aberta.

Cada uma das afirmativas foi avaliada pelos respondentes através de uma escala de satisfação do tipo Likert de quatro pontos, sendo eles: “Discordo fortemente”, “Discordo parcialmente”, “Concordo parcialmente” e “Concordo fortemente”. O objetivo da escala de satisfação foi coletar a percepção de cada uma das categorias de respondentes sobre cada uma das dimensões consideradas.
Os dados coletados através das afirmativas foram tabulados e transformados em gráficos para o tratamento estatístico, e realizou-se uma discussão destes resultados com a literatura e com os resultados da revisão sistemática. Já a questão aberta foi analisada através da análise de conteúdo. Para tal utilizou-se Câmara (2013), que em seu trabalho descreve e exemplifica as três etapas fundamentais para a realização de uma análise de conteúdo: a pré-análise, a exploração e a interpretação.
Resultados e Discussão
A pesquisa exploratória documental realizada com os dados disponibilizados pela instituição sobre os alunos evadidos no período de 2016-2019 apontou que uma das opções do questionário enviado para os responsáveis destes estudantes, denominada “Parte pedagógica”, ocupou posição de destaque como resposta à pergunta “Por qual motivo você transferiu seu filho de escola?”, sendo selecionada por 30% dos respondentes. Além disso, outras opções que podem estar relacionadas com o pedagógico, como “Falta de atenção individual”, também emergiram como resposta a esse item. Por outro lado, estes mesmos responsáveis, ao comentarem a resposta da pergunta “Qual a probabilidade de você recomendar o Colégio Harmonia para um amigo ou colega?”, destacam a “qualidade de ensino” como o principal motivo para a indicação, o que sugere um problema no entendimento de quais elementos constituem, ou o que significa para os responsáveis respondentes, a “parte pedagógica”.
Já na pesquisa de satisfação dos responsáveis no período de 2018-2020, ao serem questionados sobre “Você já pensou em mudar seu filho de escola?”, 43% dos responsáveis responderam a categoria “algumas vezes”, e ao responderem à pergunta “Por qual motivo mudaria seu filho de escola?”, novamente a opção “Parte pedagógica” apareceu entre as principais respostas, sendo escolhida por 26% dos respondentes. A pesquisa exploratória documental apontou a existência de problemas referentes ao pedagógico da instituição, porém as inconsistências apontadas sugerem a necessidade de uma maior compreensão sobre o que foi colocado pelos responsáveis como “parte pedagógica”. Para desvelar os elementos que constituem essa expressão que estejam associados com a evasão escolar, foi realizada, inicialmente, uma revisão sistemática da literatura sobre o tema.
A revisão sistemática resultou em 111 trabalhos, dos quais 45 foram considerados potencialmente relevantes, pois os resultados atenderam aos critérios de inclusão. Após o exame dos trabalhos através dos critérios de exclusão, obteve-se a base de dados final. A Figura 1 abaixo apresenta os resultados da revisão sistemática.

A base de dados final contém 26 artigos que foram lidos integralmente, e em cada artigo buscou-se identificar a proposta geral (propor estratégias para lidar com a evasão ou analisar elementos relacionados à evasão) e quais aspectos pedagógicos foram relacionados com a temática da evasão escolar. A Tabela 3 abaixo apresenta esses dados compilados, em relação ao primeiro autor, ano, modalidade de ensino, a proposta geral do artigo e quais aspectos pedagógicos foram associados à evasão no trabalho.

Dos trabalhos identificados, todos discutem a educação pública, sendo que 11 tratam do ensino básico, 9 tratam do ensino superior, 3 tratam da educação de jovens e adultos, 2 tratam do ensino técnico e profissional e 1 trata da formação continuada de professores.
Observou-se que 14 trabalhos (6 de ensino básico, 4 de ensino superior, 2 de ensino profissional e técnico e 2 de educação de jovens e adultos) têm como objetivo analisar possíveis causas da evasão escolar. Dentre estes, 7 tomaram os dados a partir da visão dos estudantes, 3 a partir dos professores, 2 a partir dos orientadores/coordenadores/diretores e 2 trabalhos são de natureza bibliográfica ou documental. Entre as causas encontradas destacam-se questões relacionadas ao projeto político pedagógico, ao currículo (estrutura e organização), às metodologias de ensino, à didática, aos métodos avaliativos, ao corpo docente, ao apoio institucional ao estudante e às relações interpessoais.
Por outro lado, 12 trabalhos (5 de ensino básico, 5 de ensino superior, 1 de formação continuada de professores e 1 de educação de jovens e adultos) discutem possíveis ações pedagógicas para lidar com a evasão. Dentre estes, 8 sugerem medidas relacionadas à metodologia de ensino e 4 relacionadas ao acompanhamento da vida escolar e acadêmica do estudante para lidar com a evasão. Além disso, pode-se destacar outras ações apresentadas nos trabalhos relacionadas ao projeto político pedagógico, ao currículo (estrutura/organização e percepção de valor pelo estudante), à formação continuada docente, aos métodos avaliativos e ao relacionamento com os colegas e professores. A partir desta análise, pode-se notar que apesar da complexidade da temática da evasão apontada pela literatura, os trabalhos que apresentam propostas para lidar com esse fenômeno o abordam sem levar em conta a multiplicidade de dimensões pedagógicas associadas à evasão.
A partir dos resultados da revisão sistemática, que culminaram no levantamento das dimensões pedagógicas que possuem relação com a evasão escolar, realizou-se uma pesquisa descritiva de campo com os responsáveis e professores da instituição. A seguir, serão apresentados os resultados, expressos percentualmente, obtidos com a avaliação feita pelos respondentes das afirmativas apresentadas na Tabela 2 e as discussões destes resultados com os resultados da revisão sistemática e outras literaturas pertinentes.
Referente à dimensão 1 da Tabela 2, a Figura 2 evidencia que as atividades avaliativas não são um ponto de atenção do segmento na percepção dos responsáveis. Porém, observa-se que localmente no 9º ano existe uma diminuição significativa entre aqueles que “concordam fortemente” que as atividades avaliativas contribuem para o desenvolvimento dos estudantes. Haja vista que este é um ano de ensino vinculado à rematrícula para o próximo segmento, observa-se no trabalho de Figueiredo (2017) que as práticas relativas à avaliação, seja seu método ou sua condução, podem emergir como possíveis fatores de impacto sobre a evasão.

Fonte: Resultados originais da pesquisa
Sobre a mesma dimensão, a Figura 3 representa a percepção dos professores sobre a contribuição do sistema de avaliação para o desenvolvimento dos estudantes. Dos professores respondentes, 50% encontram-se entre “discordo parcialmente” (16,67%) e “concordo parcialmente” (33,33%) que o sistema de avaliações contribui para o desenvolvimento dos estudantes. Os resultados sugerem algum grau de insatisfação dos docentes em relação ao sistema de avaliação. Neste sentido, Grisa e Ferrari (2016), argumentam que a avaliação depende dos interesses e objetivos da escola, e também deve respeitar princípios e critérios refletidos coletivamente pelos professores e presentes no projeto político pedagógico da instituição.

Referente à dimensão 2, na Figura 4 observa-se que o acompanhamento da vida acadêmica do estudante é um ponto de atenção do segmento, já que 38,18% dos responsáveis estão entre “discordo fortemente” (16,67%) e “discordo parcialmente” (29,09%) sobre estar recebendo devolutivas da coordenação, da orientação ou dos professores ao longo do processo de aprendizagem do estudante. Além disso, observa-se que este problema se agrava nos anos iniciais, com destaque para o 7º ano, em que 63,63% dos responsáveis estão entre “discordo fortemente” (18,18%) e “discordo parcialmente” (45,45%). O levantamento feito por Santos e colaboradores (2020) sobre a evasão no ensino superior indica a necessidade de se elaborar um plano de acompanhamento institucional estruturado da vida acadêmica dos discentes, não apenas sobre sua aprendizagem, mas também sobre sua experiência no ambiente educacional.

Também sobre a segunda dimensão, a Figura 5 representa a percepção dos docentes sobre o processo de devolutivas sobre sua prática pela coordenação. Entre os respondentes, 50% estão entre “discordo fortemente” (16,67%), “discordo parcialmente” (16,67%) e “concordo parcialmente” (16,67%). A dispersão dos dados sugere que este processo não está estruturado ou claro para os professores. Segundo Domingues (2013), a escola é um locus para o processo de formação continuada dos docentes, que deve considerar aspectos como a cultura escolar da instituição. Para este autor, aproximar a formação do local de trabalho encurta a distância entre a ação docente real e a reflexão sobre essa ação. Assim, a coordenação pedagógica desempenha um papel fundamental para o envolvimento pessoal e afetivo dos docentes, dando concretude ao projeto educativo da escola.

Relacionado à dimensão 3, na Figura 6 tem-se que a visão dos responsáveis no segmento é positiva sobre as relações entre os estudantes, seus colegas e professores, já que 94,55% dos respondentes estão entre “concordo parcialmente” (41,82%) e “concordo fortemente” (52,73%) que os estudantes mantêm relações positivas com seus colegas e professores. Sobre a relação professor-aluno, Queiroz e Vieira (2019), ao estudar as imbricações entre as mediações e práticas pedagógicas e a evasão no ensino básico, colocam a relação professor-aluno como um fator motivacional de primeira ordem, de tal forma que pode favorecer a construção de um ambiente favorável à aprendizagem.

Por outro lado, sobre a terceira dimensão, a Figura 7 aponta que na visão dos docentes 50% estão entre “concordo fortemente” e “concordo parcialmente” com a existência de práticas de bullying entre os estudantes. Sobre as relações interpessoais entre os estudantes, Boff e Bagnara (2020) investigaram a evasão escolar no ensino técnico e profissional e destacam que a falta de respeito no ambiente acadêmico e a ausência de compreensão ao expor suas ideias são pontos que necessitam a atenção da instituição. A divergência entre a percepção dos responsáveis e dos docentes sobre esse tema torna necessária uma investigação pontual para compreender como está o ambiente de aprendizagem, no que tange às relações interpessoais, e o cuidado institucional sobre elas.

Sobre a dimensão 4, na Figura 8 pontua-se que a insatisfação dos estudantes com as aulas é um ponto de atenção para o segmento, já que 61,81% dos responsáveis estão entre “concordo parcialmente” (36,36%) e “concordo fortemente” (25,45%) em relação aos estudantes demonstrarem direta ou indiretamente insatisfação com as aulas. Além disso, observa-se que estes resultados se acentuam no 6º e 9º ano. Para estes anos em particular, destaca-se o trabalho de Silva e colaboradores (2019), que propuseram ações pedagógicas para o combate da evasão escolar com projetos para o acompanhamento da transição entre os segmentos como ação preventiva, visto que as mudanças acadêmicas e, por vezes, institucionais, podem impactar significativamente na vida do estudante.

Relativo à quarta dimensão, na Figura 9 tem-se que na visão dos docentes 66,66% estão entre “concordo fortemente” (33,33%) e “concordo parcialmente” que os estudantes são engajados em suas aulas. Por um lado, temos a percepção dos responsáveis que veem os estudantes insatisfeitos com as aulas e, por outro, os professores, que percebem os estudantes como engajados. O resultado pode derivar de diversas situações, como uma insatisfação local, relativa a uma ou mais disciplinas, ou situacional, relativa ao ensino não presencial devido à pandemia da COVID-19.

Sobre a dimensão 5, na Figura 10 observa-se que o desenvolvimento da autonomia dos estudantes é percebido positivamente pelos responsáveis no segmento, visto que 92,73% dos respondentes estão entre “concordo parcialmente” (32,73%) e “concordo fortemente” (60%) sobre perceber o desenvolvimento da autonomia do estudante como decorrência das práticas escolares. Berbel (2011), ao analisar estudos voltados para a promoção da autonomia dos estudantes e os potenciais pedagógicos, coloca que atividades que promovem autonomia demandam envolvimento pessoal do estudante, um ambiente de baixa pressão e alta flexibilidade, e a liberdade psicológica e de escolha. Também na figura do professor residem características que corroboram com o desenvolvimento da autonomia dos estudantes, como o professor nutrir motivações internas, oferecer explicações racionais para o estudo de determinado conteúdo ou para a realização de determinada atividade, a utilização de uma linguagem informacional e não controladora, o respeito ao ritmo de aprendizagem dos estudantes e o reconhecimento e aceite das expressões de sentimentos negativos dos estudantes (BERBEL, 2011).

Por outro lado, na percepção dos professores quanto à quinta dimensão, a Figura 11 mostra que 41% “discorda parcialmente” sobre observar os estudantes agindo de maneira autônoma, de acordo com sua faixa etária, como decorrência do trabalho escolar. Grisa e Ferrari (2016), ao propor a reformulação do projeto político pedagógico como estratégia para combater a evasão escolar, apontam que o currículo deve contribuir para o desenvolvimento da autonomia intelectual dos estudantes, o que é percebido pelos responsáveis, e que este deve ser um trabalho colaborativo e participativo da comunidade escolar. Então, o resultado entre os docentes sugere a necessidade da escuta destes profissionais sobre suas expectativas em relação à autonomia dos estudantes para cada ano e uma análise conjunta das expectativas traçadas pela instituição dentro do seu projeto político pedagógico.

Referente à dimensão 6, a Figura 12 evidencia que a percepção dos responsáveis sobre a infraestrutura do ensino remoto/semipresencial oferecida pela escola é positiva para o segmento, com 81,82% dos respondentes entre “concordo parcialmente” (50,91%) e “concordo fortemente” (30,91%). Observa-se que esse resultado é mais bem percebido no 8º e 9º ano, mas destaca-se negativamente no 7º ano, onde 36,36% dos respondentes estão entre “discordo fortemente” (9,09%) e “discordo parcialmente” (27,27%).

Já na visão dos professores sobre a sexta dimensão, a figura 13 salienta que a percepção sobre o apoio institucional recebido durante o período de ensino remoto/semipresencial é percebida positivamente, sendo que 83,33% estão entre “concordo parcialmente” (25%) e “concordo fortemente” (58,33%) que a instituição ofereceu materiais e formações para que a qualidade do trabalho fosse mantida.

Em relação à pergunta aberta, após a pré-análise dos dados, organizou-se as informações coletadas dos responsáveis respondentes em seis categorias. A partir do mesmo processo se organizou os dados dos professores respondentes em cinco categorias. A Tabela 4 apresenta as categorias para responsáveis dos estudantes e professores e a frequência relativa em relação a cada uma delas.

Das categorias identificadas entre os responsáveis, três já eram dimensões consideradas na pesquisa (acompanhamento da vida acadêmica, método avaliativo e metodologia) e as respostas serviram para melhor descrever as intenções dos respondentes, e outras três são inéditas. Referente a essas categorias, quanto ao acompanhamento da vida acadêmica, observa-se que esta categoria se desdobra em duas subcategorias: as devolutivas feitas para os pais (individualmente e por meio da reunião de pais) e as devolutivas feitas para os estudantes. Quanto ao método avaliativo, os respondentes questionam sua relação com a aprendizagem do estudante e, quanto à metodologia, os responsáveis sugerem práticas e estratégias a serem utilizadas em sala de aula, seja para aumentar a dinâmica das aulas, seja para instigar a curiosidade ou o senso crítico. Entre as categorias inéditas, no que se refere à distribuição da carga horária, esta categoria desdobra-se em duas subcategorias, sendo elas: redistribuição para o aumento das práticas esportivas e redistribuição para momentos de apoio acadêmico, como monitoriais. Sobre a categoria tecnologia, os respondentes apontam sobre um apoio excessivo na utilização da tecnologia pela instituição.
Sobre as categorias identificadas entre os professores, duas já constavam na pesquisa (devolutivas pela coordenação e desenvolvimento da autonomia dos estudantes) e três são inéditas. Referente a essas categorias, os professores apontam a necessidade de um processo estruturado de devolutivas sobre sua prática e uma necessidade de desenvolver a autonomia dos estudantes dentro dos processos da instituição. Sobre as categorias inéditas, os docentes indicam a necessidade de a instituição ter uma escuta maior, e mais ativa, de suas propostas, e a necessidade de o corpo docente ser partícipe das decisões institucionais. Em outra categoria, burocracia, emerge-se a necessidade de se revisar quais documentos são efetivamente necessários para a condução da prática pedagógica e para a documentação escolar e quais são desnecessários.
Considerações finais
A pesquisa exploratória documental permitiu a identificação de uma problemática até então não percebida pela instituição escolar, fatores pedagógicos relacionados a evasões e problemas no trabalho pedagógico realizado nos anos finais do ensino fundamental. Com a revisão sistemática da literatura identificou-se as dimensões pedagógicas significativas para o estudo da evasão escolar, como as utilizadas neste trabalho: o método avaliativo, o acompanhamento da vida acadêmica, o relacionamento com colegas e professores, a qualidade das aulas e o desenvolvimento da autonomia do estudante e outras, como a formação de professores, o currículo e o projeto político pedagógico.
Ao analisar a percepção dos responsáveis dos estudantes sobre tais dimensões, foi possível identificar problemas locais (em determinados anos de ensino) e globais (de todo o segmento), bem como a relevância de cada dimensão dentro da “parte pedagógica”, mencionada tanto pelos responsáveis dos estudantes evadidos quanto pelos responsáveis dos estudantes que atualmente estão na instituição. Em uma das dimensões, “Qualidade das aulas”, apesar de se ter percebido a insatisfação dos estudantes na visão dos responsáveis dos estudantes, a percepção dos professores sobre a participação dos estudantes nas aulas foi positiva, indicando a necessidade de uma maior investigação neste ponto em particular.
Ao analisar a percepção dos docentes foi possível identificar necessidades, como uma maior participação dos docentes nas decisões institucionais, e processos, como as devolutivas sobre a prática, que precisam ser melhorados ou estruturados.
A partir dos resultados deste trabalho, pode-se propor um plano de prevenção junto ao corpo gestor da instituição, com foco na prevenção da evasão devido a motivos ou causas pedagógicas. Para tal, decidiu-se quais dimensões pedagógicas constituem o plano, à luz da revisão sistemática, e quais são prioritárias, considerando o que foi levantado na pesquisa descritiva de campo. Em seguida, decidiu-se quais agentes pedagógicos estão envolvidos e como estão envolvidos em cada dimensão, como a direção pedagógica, a coordenação pedagógica, a orientação pedagógica, a psicóloga da instituição, o corpo docente e os próprios estudantes. Estruturado o papel de cada agente em cada dimensão, foram elaborados os instrumentos de condução e acompanhamento, como entrevistas, fóruns de discussão e pesquisas quantitativas, considerando as particularidades de cada ano de ensino do segmento e as expectativas de cada uma das dimensões ao longo dos anos escolares como uma das formas de mensuração do trabalho pedagógico realizado para os estudantes e professores. O conteúdo deste plano auxiliará na qualificação do trabalho pedagógico realizado pela instituição e a mitigar futuras evasões por motivos pedagógicos.
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Notas de autor
Información adicional
Como referenciar este artigo: SERRAIN, P. D. T.; SANTOS CRUZ, J. A. A evasão escolar devido a motivos ou causas pedagógicas. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 1, p. 0072-0096, jan./mar. 2022. e-ISSN: 1982-5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i1.16193