Ensaio Fotográfico
Ensaio fotoetnográfico na aldeia Sateré-Mawé (AM) de Ponta Alegre, na Amazônia central
Ensaio fotoetnográfico na aldeia Sateré-Mawé (AM) de Ponta Alegre, na Amazônia central
Revista Internacional de Folkcomunicação, vol. 17, núm. 39, pp. 226-238, 2019
Universidade Estadual de Ponta Grossa

Este ensaio fotográfico foi produzido em 2014 na ocasião da gravação do vídeo documentário Memorial Sateré-Mawé: Ponta Alegre, nossa aldeia, editado pelo Núcleo de Antropologia Urbana da USP/NAU, em parceria com o Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ-UFAM). Ponta Alegre é a maior aldeia indígena (ou comunidade de indígenas não aldeados, como eles preferem) Sateré no Rio Andirá/AM, e está à margem de muitos mundos.
Trata-se de uma abordagem folkcomunicacional do olhar fotográfico, quando da observação participante por um período de 15 dias de vivência etnográfica com indígenas da etnia Sateré-Mawé, no município de Barreirinha/AM. A ideia foi captar urbanidades presentes na comunidade (eles não chamam de aldeia).
A tradição oral é latente em sua cultura. A língua materna é falada por todos os velhos e repassada a jovens, até mesmo dentro da escola da comunidade. Apesar dos contornos de urbanização e da iminente hibridização cultural, vestuário, artesanato, técnicas de caça e pesca e etnoconhecimento para curar males por meio de ervas e benzeduras e para a construção de casas caminham lado a lado com a apropriação das novas tecnologias.
A objetiva da câmera buscou captar estas pistas deste grupo social relativamente marginalizado, sociocultural e midiaticamente. É em Ponta Alegra que se encontram memórias de transformações e aprendizados dos contatos de seus moradores com os não indígenas ao longo do tempo. Este ensaio fotoetnográfico percorre travessias de mundos e revela parte do modo de vida da aldeia, onde memórias do passado resistem e convivem com transformações do presente, (re)definindo um futuro para os Sateré de Barreirinha.











