Tradução

Livro Nove (Capítulo um) (páginas 1100-1133)

Neuntes Buch (Erstes Kapitel) (Seite 1100-1133)

Johann Baptist von Spix
Carl Friedrich P. von Martius
Alessandra Ramos de Oliveira Harden
Universidade de Brasília, Brasil
Hans Theo Harden
Universidade de Brasília, Brasil

Livro Nove (Capítulo um) (páginas 1100-1133)

Cadernos de Tradução, vol. 44, no. 4, Esp., e104203, 2024

Universidade Federal de Santa Catarina

Received: 15 May 2023

Accepted: 05 December 2023


Referências

Spix, J. B. von & Martius, C. F. P.h von. (1823, 1828, 1831). Reise in Brasilien. 3 Bande. und 1 Atlas. M. Lindauer (Band I), I. J. Lentner (Band II), C. Wolf (Band III).

Notes

1 Um pote de gordura de ovo de tartaruga é arrematado a 1.280 réis, a cesta de farinha de mandioca, a 500 réis, a arroba de tabaco, a 5.200 réis, a libra de Guaraná, a 640 réis, o alqueire de castanha, a 320 réis. O salário do governador é de 5.ooo crusados, e o do ouvidor, que também é Provedor da Fazenda (Fiscal de Finanças), 8,000.000 R. // Ein Topf Schildkröteneierfett wird von ihnen zu 1,280 Reis, der Korb Mehl von Mandiocca zu 500 R., die Arroba Tabak zu 5,200 R., das Pfund Guarandá zu 640 R., der Metzen (Alqueire) Castanien um 320 R. übernommen. — Der Sold des Gouverneurs beträgt 5ooo Crusados, und der des Ouvidors, welcher zugleich Provedor da Fazenda (Fiscal der Finanzen) ist, 8000,000 R.
2 (N.T.) “Aubl.” é a abreviatura do nome do botânico e explorador francês Jean Baptiste Christophore Fusée Aublet.
3 (N.T.) A letra L. após o nome da espécie indica que Carl Nilsson Linnæus (Carlos Lineu) é responsável por sua descrição.
4 (N.T.) Menção ao trabalho do naturalista e viajante Alexander von Humboldt.
5 (N.T.) Espécie com descrição atribuída a E. Geoffroy St. Hilaire.
6 (N.T.) Referência feita à obra de José Monteiro de Noronha: Roteiro da Viagem da Cidade do Pará até as Últimas Colônias do Sertão da Província, publicado em 1768.
7 (N.T.) Os autores se referem ao relatório de viagem de Francisco Xavier Ribeiro de Sampaio: Diário da viagem que em visita e correição das povoações da capitania de S. José do Rio Negro fez o ouvidor e intendente geral da mesma, no ano de 1774 e 1775. Lisboa: Tipografia da Academia, 1825.
8 (N.T.) Os tamanacos foram uma etnia que vivia ao norte do atual estado Bolivar, na Venezuela.
9 (N.T.) No texto em alemão, são duas as grafias: “Gurupira (Corupira)”.
10 Quando o índio é dominado por forças hostis que agem lentamente, quando o mal não surge de súbito, como se fosse de uma fonte elementar ou fantasmagórica, a arte negra de um Pajé enfurecido mostra ter funcionado. Já falamos sobre a influência do feiticeiro indígena (I, 379). Seu trabalho pode ser facilmente comparado ao do xamã do leste asiático. Na Amazônia, também ouvimos falar de bruxas (Maracá imbára, portadoras de cascavéis), cujas artes malinas, da mesma natureza das mencionadas, são igualmente baseadas no uso inteligente do medo infantil dos índios em relação aos fantasmas.
11 (N.T.) Esse ser parece ter sido parte do imaginário de diversas etnias e regiões brasileiras. Tratava-se de um monstro das águas que, segundo se acreditava, atacava as pessoas e as comia.
12 (N.T.) A lenda mencionada em alemão, “wilde Heer” (hostes selvagens ou caçada selvagem), fala de um exército fantasmagórico de seres vestidos como caçadores que, quando visto, é um sinal de mau presságio.
13 (N.T.) Spix e Martius usam em seu texto a escala Réaumur. No caso, neste ponto, as temperaturas mencionadas equivalem a 24o C, 25o C e 32,5o C, respectivamente.
14 (N.T.) Na época em que o texto foi escrito, a palavra em alemão Kakerlake era usada para denominar pessoas com albinismo.
15 Na língua brasileira, essas palavras são assim: Ike cecói ndé juruparí; matá momendár potár xe-irupamó? — Nde jurupari poranga, cunháetá pabé momendar potár ndé-irunamó. De acordo com o dialeto corrompido falado pelos índios do Rio Negro, as mesmas palavras são: Pussucu éné juruparí; matá umenar putar sairúm? - Iné jurupari poránga, coinángetá paué umenár putár neirúm. Esse exemplo pode provar o quanto a língua geral muda na boca do povo em comparação à sua versão original. // In der Lingua brasilica heissen diese Worte so: Ike cecói ndé juruparí; matá momendár potár xe-irupamó? — Nde jurupari poranga, cunháetá pabé momendar potár ndé-irunamó. Nach dem verdorbenen Dialekte, der von den Indianern am Rio Negro gesprochen wird, lauten dieselben Worte so: Pussucu éné juruparí; matá umenar putar sairúm? — Iné jurupari poránga, coinángetá paué umenár putár neirúm. Dieses Beispiel mag beweisen, wie sehr die Lingua geral im Munde des Volkes von dem ursprünglichen Typus abgewandelt wird.
16 (N.T.) Aqui, por “Labatia macrocarpa” (grafada sem itálico), provavelmente os autores se referem à espécie conhecida como abiurana.
17 (N.T.) Os autores usam aqui e em outros pontos do texto a palavra “Lamantin”, que se acredita ter vindo do francês (por sua vez vindo do espanhol “manatí”) para o alemão como designação geral dos animais aquáticos, mamíferos e herbívoros que conhecemos em português pelo nome de “peixe-boi”.
18 (N.T.) O paricá é composto de ervas, cascas de árvores e outras plantas e é usado como rape por tribos indígenas da América do Sul. O ipadú é um arbusto cujas folhas têm as mesmas propriedades da coca.
19 (N.T.) Aqui, os autores se referem ao Crocodilus sclerops um jacaré chamado em alemão de Brillenkaiman (jacaré-de-óculos), que é conhecido no Brasil como “jacaré-do-pantanal”, “jacaretinga” ou “tinga”, e cujo nome científico tem vários sinônimos dados por naturalistas diferentes.
20 (N.T.) Aqui, a referência é ao Caiman niger, identificado por Spix em 1825. A espécie é conhecida como “jacaré-açú” (nome indígena indicado no texto pouco adiante) ou “jacaré-preto”.
21 (N.T.) Provável referência à obra de Spix, de 1825: Animalia nova sive species novae lacertarum, quas in itinere per Brasiliam annis MDCCCXVII-MDCCCXX [...]. München: F. S. Hübschmann.
22 O jacaré-do-papo-amarelo do rio Amazonas difere do jacaré-de-óculos [ver nota 16] também na fisionomia, se é que essa expressão pode ser usada para se referir a sua horrível cabeça, que, por assim dizer, não passa de uma garganta. Suas órbitas oculares são mais largas e os ossos entre elas se projetam em uma crista menos proeminente. Os pés curtos e a cauda larga são mais fortes. Deitado ou andando na margem, o animal tem uma expressão menos amedrontadora do que tem ao nadar, quando tem maior agilidade. Em geral, ele caminha lentamente e, então, a barriga e a cauda ficam um pouco elevadas acima do solo; somente quando corre com rapidez é que a cauda sobe obliquamente. Na água, ao contrário, a desproporção entre a massa do corpo diluviano e os pés, então esticados, parece diminuir, e os movimentos são executados com uma violência furiosa. Quando está com raiva, a cauda aponta para cima e chicoteia a água com golpes rápidos; em seguida, os movimentos da cabeça são impetuosos e ainda mais selvagens. Mas quando o animal nada calmamente, deixa apenas os olhos e a ponta da cauda fora d’água; em seguida, ele geralmente se movimenta para lá e para cá sem perturbar muito a água. À espreita de presas, muitas vezes permanece imóvel por um longo tempo e toma a aparência de um tronco de árvore flutuante. Deve-se ressaltar que ele é menos perigoso na água, mesmo com maior mobilidade, do que em terra. Os índios nos asseguram que podemos escapar da perseguição do jacaré se ficarmos submersos, pois somente as partes que se projetam para fora d’água são capturadas por ele. Em perseguição ou em uma luta com um inimigo, ele redobra os golpes de sua cauda; na verdade, diz-se que ele a usa para levar a presa até a garganta. O que cai entre suas poderosas mandíbulas ele nunca mais solta; o jacaré abaixa e levanta a cabeça até arrancar o pedaço preso pelos dentes. Excepcionalmente voraz e especialmente inclinado à carne em decomposição, ele não rejeita nenhum tipo de presa. Dizem, mas talvez essa seja mais uma das muitas histórias dos índios, que, depois de comer carne humana, o bicho se torna cada vez mais cobiçoso e mais ousado. A propósito, ele é mais selvagem e mais ativo na época do acasalamento e da postura dos ovos, que ocorrem quase os mesmos períodos que os das tartarugas do rio Amazonas. O coito ocorre em terra ou em poços rasos do rio. Eles vivem em poligamia. A fêmea põe 30 ovos elípticos e duros, com cerca de quatro polegadas de comprimento, em uma cova rasa na terra acima da margem, cobre-os com folhas e areia e os protege à distância. Quando os filhotes que já eclodiram descem para o rio, não raro são presas das grandes cegonhas e abutres ou dos próprios machos vorazes. Se não fosse isso, esses animais se multiplicariam aqui de forma terrível. Os índios comem não apenas esses ovos, mas também a carne de todo o corpo, embora ela tenha um cheiro almiscarado repugnante, que lhes é transmitido pelas glândulas almiscaradas no pescoço e pelos órgãos genitais. Os índios secam a carne no moquem e derretem a gordura esverdeada, que usam para fazer pomadas e tintas para pintar o corpo. Várias tribos guerreiras entre o Rio Negro e o Jupurá fazem seus escudos com uma parte da carapaça do jacaré. - Sem dúvida, é a mesma espécie de jacaré que, junto com o C. fissipes. Spix, habita as áreas mais a oeste do Solimões, na província de Maynas, onde ambos são chamados de lagarto. // Der schwarze Kaiman vom Amazonenstrome unterscheidet sich von dem Brillenkaiman auch in der Physiognomie, wenn man diesen Ausdruck von seinem furchtbaren Kopfe gebrauchen kann, der gleichsam nichts als Rachen ist. Seine Augenhöhlen sind weiter und die zwischen ihnen liegenden Knochen treten in einen minder hohen Kamm hervor. Die kurzen Füße und der breite Schwanz sind kräftiger. Am Ufer liegend oder gehend hat das Tier weniger von dem furchtbaren Ausdrucke, den es schwimmend, gleichsam mit erhöhter Beweglichkeit, erhält. Gewöhnlich geht es langsam, und dann werden Wanst und Schwanz wenig über die Erde erhaben getragen; nur wenn es einen heftigen Anlauf nimmt, erhebt es den letzteren schräg aufwärts. Im Wasser dagegen scheint das Missverhältnis zwischen der Masse des ungeschlachten Leibes und den, dann ausgestreckten, Füssen verringert, und die Bewegungen werden mit einer wütenden Heftigkeit ausgeführt. Im Zorne starrt der Schwanz empor und peitscht unter schnellen Krümmungen das Gewässer; dann sind die Bewegungen des Kopfes ungestümen und vom wildesten Ausdrucke. Wenn aber das Tier ruhig umherschwimmt, lässt es kaum die Augen und die Spitze des Schwanzes aus dem Wasser hervorsehen; es schießt dann gewöhnlich in gerader Richtung hin und her, ohne das Wasser viel zu beunruhigen. Auf Beute lauernd bleibt es oft lange Zeit unbeweglich, und gleicht dann einem schwimmenden Baumstrunke. Auffallend ist, dass es gerade im Wasser bei verstärkter Beweglichkeit weniger gefährlich ist, als am Lande. Die Indianer versichern, dass man den Verfolgungen des Jacaré entgehe, sobald man untertauche, weil nur die aus dem Wasser hervorragenden Theile von ihm ergriffen würden. In der Verfolgung oder im Kampfe mit einem Feinde verdoppelt es die Schläge des Schwanzes; ja es soll diesen benutzen, seine Beute zum Rachen zu führen. Was in sein mächtiges Gebiss gefallen, wird nicht mehr losgelassen; der Kaiman wendet den Kopf hin und her, bis er den gefassten Theil abgerissen hat. Ausserordentlich gefrässig und vorzüglich dem faulenden Fleische geneigt, verschmäht er keine Art von Beute. Man sagt, doch ist dies vielleicht eines der vielen Indianermärchen, dass er, wenn er einmal Menschenfleisch gefressen habe, immer lüsterner darnach und immer kühner werde. Er ist übrigens am wildesten und tätigsten zur Zeit der Begattung und des Eierlegens, worin er am Amazonenstrome fast dieselben Perioden mit den Schildkröten einhält. Die Begattung geschieht am Lande oder in seichten Lachen des ausgetretenen Stromes. Sie leben in Polygamie. Das Weibchen legt dreißig, etwa vier Zoll lange, elliptische harte Eier in eine seichte Grube des Erdreiches oberhalb des Ufers, bedeckt sie mit Blättern und Sand und bewacht sie von Ferne. Wenn die ausgekrochenen Jungen zum Strome herabkommen, sind sie nicht selten eine Beute der großen Störche und Geier oder der heißhungrigen Männchen selbst. Ohne diesen Umstand würden sich die Tiere hier auf eine furchtbare Weise vermehren. Die Indianer essen nicht bloß diese Eier, sondern auch das Fleisch des ganzen Körpers, obgleich es einen widerlichen Moschusgeruch hat, der ihm zum Theile von den Moschusdrüsen am Halse und von den Geschlechtsteilen mitgeteilt wird. Sie dörren das Fleisch im Moquem und braten das grünliche Fett heraus, womit sie Salben und Farben zur Bemalung des Körpers anreiben. Aus einem Theile des Panzers bereiten sich mehrere kriegerische Stämme zwischen dem Bio Negro und dem Yupurá ihre Schilde. — Ohne Zweifel ist es dieselbe Art des Kaimans, welche, nebst C.fissipes. Spix, auch die westlicheren Gegenden am Solimões in der Provinz Maynas hewohnt wo beide Lagarto heissen.)
23 Nas águas do Amazonas, Rio Negro e Solimões, o lamantim atinge o tamanho entre quinze e, às vezes, até vinte pés, e pesa de 280 a 320 arrobas. Nesse caso, a parte mais grossa do corpo mede de 12 a 15 pés de circunferência. Por mais feia que seja a forma do desajeitado animal, os traços do rosto largo e mal definido, que não sem motivo é comparável ao de um bezerro, expressam a tranquilidade com a qual vive pacificamente não em grupos numerosos, mas em pares que convivem lado a lado com outros. Como as fêmeas dão à luz a apenas um ou dois filhotes e, conforme afirmaram os índios, têm gestações de onze meses, não é de surpreender que a perseguição pelo crocodilo e pelo homem esteja reduzindo rapidamente o número de lamantins. Também deve se observar que isso está acontecendo em um ritmo muito significativo à medida que a população humana se espalha. O lamantim vive apenas da grama das margens, preferencialmente da Echinochloa elephantipes, Nees, e de várias espécies de Panicum e Paspalus, cujo crescimento durante os meses secos ao longo das margens é extremamente exuberante. Na época das cheias, quando essas gramíneas ficam submersas e apodrecem, o animal é forçado a subir mais na terra seca para buscar alimento. Entretanto, ele nunca sai completamente da água porque tem dificuldade para se mover em terra. Se, às vezes, um animal ficar no seco quando as águas recuam, ele geralmente é vítima da morte. É possível aproximar-se deles sem medo, pois são muito tímidos para atacar e só poderiam morder se, por acaso, algo fosse levado à sua boca, que nos animais adultos só tem dentes molares, sem ponta. As fêmeas amamentam os filhotes em seus seios flácidos por pelo menos meio ano. A organização semelhante à humana estimulou a luxúria selvagem dos índios a ponto de se tornar um vício vergonhoso, que eles cometem com muita frequência quando pegam uma fêmea, pois acreditam que assim aumentam sua sorte na caça. - Nas costas da África, também, os portugueses conhecem o manatim pelo nome de Peixe Mulher. // Der Lamantin erreicht in den Gewässern des Amazonas, Rio Negro und Solimões eine Größe von fünfzehn, ja bisweilen sogar von zwanzig Fuß, und wiegt dann siebzig bis achtzig Zentner. Der dickste Theil des Leibes misst in diesem Falle im Umkreise zwölf bis fünfzehn Fuß. So hässlich im Allgemeinen die Form des ungeschlachten Tieres ist, liegt doch in den Zügen des dicken, stumpfen, nicht mit Unrecht dem eines Kalbes verglichenen Antlitzes jener Ausdruck stiller Friedfertigkeit, womit das Tier, wenn auch nicht in größeren Haufen zusammen, doch paarweise nebeneinander zu wohnen pflegt. Da die Weibchen nur ein oder zwei Junge werfen, und, wie die Indianer versicherten, elf Monate trächtig gehen, ist es nicht zu wundern, wenn die Verfolgungen des Krokodils und der Menschen die Zahl der Lamantine schnell verringern. Auch will man bemerken, dass dies in einem sehr bedeutenden Verhältnisse statt finde, je mehr sich die Bevölkerung ausbreite. Der Lamantin lebt lediglich vom Gras der Ufer, darunter vorzugsweise von Echinochloa elephantipes, Nees, und von mancherlei Arten von Panicum, und Paspalus, deren Wachstum während der trocknen Monate längs den Ufern überaus Üppig ist. Zur Zeit der Hochwasser, wo jene Gräser großenteils unter Wasser gesetzt und verfault sind, wird er gezwungen, weiter landaufwärts zu steigen, um Nahrung zu suchen. Er verlässt jedoch niemals das Wasser gänzlich, weil er zu Lande sich kaum bewegen kann. Wird bisweilen ein Tier beim Zurücktritt der Gewässer auf dem Trocknen gelassen, so ist es meistens eine Beute des Todes. Man kann sich ihnen ohne Furcht nähern, da sie zu scheu sind, irgend einen Angriff zu machen, und selbst nur dann beißen könnten, wenn der Zufall ihnen etwas in den Rachen geführt hatte, der bei ausgewachsenen Tieren nur mit Stockzähnen versehen ist. Die Weibchen säugen das Junge an ihrer flachen Brust wenigstens ein halbes Jahr lang. Die Menschenähnlichkeit ihrer Organisation hat die wüste Lüsternheit der Indianer zu einem schändlichen Laster gereizt, das sie bei dem Fange eines Weibchens umso häufiger begehen, als sie glauben, dadurch ihr Jägerglück zu befestigen. — Auch an den Küsten von Afrika kennen die Portugiesen einen Manatus, unter dem Namen Peixe Mulher.
24 (N.T.) Ver nota de tradução 8.
25 (N.T.) Referência a Alexandre de Humboldt, A. von (1814-1830), Voyage aux régions équinoxiales du nouveau continent. Relation historique, 3 vol., Paris..
26 (N.T.) Menção oo trabalho de Gilij, Filippo Salvadore (1780-1784). Saggio di storia americana o sia Storia naturale, civile, e sacra de regni, e delle provincie spagnuole di Terra-Ferma nell´America meridionale. Rome: L. Perego erede Salvioni.
27 (N.T.) Uma provável referência a Pachira glabra, a castanha do Maranhão, ou cacau do Maranhão.
28 (N.T.) A referência parece ser feita ao Repertorium für die Pharmacie (1815-1851?), obra em vários volumes do farmacologista Johann Andreas Buchner, que trabalhava em Munique. Referênica aqui ao volume 25.
29 (N.T.) O dracma é uma unidade de massa imperial que equivale a 1,77 gramas.
30 (N.T.) Escrópulo (de boticário) é uma unidade de massa usada no século XVIII na preparação de medicamentos. Equivale a aproximadamente 1,3 gramas.
31 (N.T.) Não foi possível identificar a referência feita neste ponto.
32 (N.T.) Referência a Martius, C. F. Ph. Von e Zuccarini, J. G. (1824-1832). Nova genera et species plantarum quas in intenere per Brasiliam annis MDCCCXVII-MDCCCXX [...]. Lindauer, 1824; C. wold, 1826; C. Wolf, 1829-1832.
33 (N.T.) Referência à obra de von Spix: Simiarum et vespertilion brasiliensium species novae, ou Historie Naturelle des espèces Nouvelles de singes et de chauves-souris observes et recueillies pendant le Voyage dans l’intérieur du Brésil. Munique: F.S. Hübschmann, 1823.
34 (N.T.) Menção ao Midas Tamarin ou Saguinus midas, conhecido como sagui-de-mãos-douradas.
35 (N.T.) Referência ao trabalho de Maria Sybilla Merian, naturalista, entomologista e ilustradora alemã que já na virada do século XVII para o XVIII publicava registros de insetos do Suriname.
36 (N.T.) Provável referência a José de Acosta, jesuíta espanhol que foi missionário e naturalist ana América Latina.
37 (N.T.) Referência provável aos ecritos de Antonio de Ulloa y de la Torre-Giral, general da marinha Espanhola, que foi explorador, cientista e naturalista
38 (N.T.) Muito provavelmente uma referência a Anselme Gaëtan Desmarest, naturalista e zoólogo francês que publicou, em 1820, uma descrição dos mamíferos conhecidos à época.

Author notes

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