Tradução

Viagem de exploração no interior da Guiana, pelo doutor Jules Crevaux, médico de primeira classe da marinha francesa (1876-1877)

Voyage d'exploration dans l'intérieur des Guyanes (1876-1877)

Jules Crevaux
Marie Helene Catherine Torres
Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil
Letícia Fiera
Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil
Brenda Bressan Thomé
Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil
Marcio Fernando Rodrigues Campos
Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil

Viagem de exploração no interior da Guiana, pelo doutor Jules Crevaux, médico de primeira classe da marinha francesa (1876-1877)

Cadernos de Tradução, vol. 44, no. 4, Esp., e104186, 2024

Universidade Federal de Santa Catarina

Mots clés: Exploration, Géographie, Faune, Flore, Habitants locaux


Referências

Bakker, P. B., Gretenkort, T. & Parkvall, M. (2018). Dr. Crevaux’s Wayana-Carib Pidgin Of The Guyanas: A Grammatical Sketch. Amerindia. 40, pp. 169-217. https://etnolinguistica.wdfiles.com/local--files/biblio%3Abakker-2018-wayana/bakker2018b_Gretenkort_Parkvall_Amerindia_40_OCR.pdf.

Crevaux, J. (1879). Voyage d’exploration dans l’intérieur des Guyanes (1876-1877). Mise à jour par RevColEurop [2023]. Publié sous la direction de M. Edouard Charton et illustré par nos plus célèbres artistes. Louis Hachette Et Compagnie. https://revcoleurop.cnrs.fr/ark%3A/67375/2CJXHGdngtVq.

Notes

1 É sabido que os Índios fumam, mas o cigarro aqui está relacionado com a espiritualidade e a medicina. De forma alguma é o mesmo cigarro que fumamos. O tabaco e algumas ervas são considerados sagradas por sua conexão com os espíritos.
2 O sal era retirado da vegetação os indígenas queimavam os troncos das palmeiras até se transformarem em cinzas, que então eram fervidas para obter o sal, de cor parda.
3 O caxiri (ou caium) é uma bebida fermentada de teor alcoólico tradicionalmente produzida pelos povos indígenas na Amazônia. Feito à base de mandioca, a produção do caxiri é manual, mas rica em rituais durante o processo de produção.
4 A tradução dos antropônimos “Yeleumeu” e “Apatou” por “Ielemê” e “Apatu” foi uma decisão conjunta das tradutoras para trazer o aspecto fonético dos nomes para o português.
5 De acordo com Bakker Gretenkort & Parkvall (2018), “séné” significa “ver” e “oua” é uma partícula negativa. Uma tradução mais exata do uaiana ao português seria “Você não vê?”, mas optamos por manter tal como Crevaux traduziu ao francês.
6 (N.T.) Não conseguimos encontrar referências às rochas de Talangman nas informações geográficas atuais. Supomos que pudesse se tratar de um lugar secreto dos negros refugiados, uma espécie de quilombo protegido por lendas que invocavam a presença de “maus espíritos” para afastar forasteiros. Havia uma tensão de domínio entre os negros refugiados e os indígenas.
7 (N.T.) No capítulo 2 do livro, Creveaux descreve a descida do rio Tapanahoni, no Suriname, e cita as cachoeiras de Manbarei e Siengateté Val, inclusive com o significado.
8 (N.T.) Desconfiamos, mas não podemos afirmar com toda certeza, de que “Nùmes” seja uma tentativa de transcrição do sobrenome “Nunes”, a julgar pela sonoridade.

Author notes

marie.helene.torres@gmail.comleticia.fiera@gmail.combrendathome@gmail.comcampos.marcio@gmail.com

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