Visões Empreendedoras: Um Estudo Comparativo Entre Especialistas das Cinco Maiores Economias em Relação aos Especialistas de Países Membros do Mercosul
ENTREPRENEURS VISIONS: A COMPARATIVE STUDY BETWEEN SPECIALISTS FROM THE FIVE MAJOR ECONOMIES IN RELATION TO THE SPECIALISTS OF MERCOSUL MEMBER COUNTRIES
Visões Empreendedoras: Um Estudo Comparativo Entre Especialistas das Cinco Maiores Economias em Relação aos Especialistas de Países Membros do Mercosul
Desenvolvimento em Questão, vol. 17, núm. 46, 2019
Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
Recepção: 25 Janeiro 2017
Aprovação: 23 Abril 2018
Resumo: Este artigo tem como propósito compreender como os cinco países com maior PIB (EUA, China, Japão, Alemanha e Reino Unido) e cinco países membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Colômbia, Chile e Uruguai) percebem o empreendedorismo. Dessa forma, o objetivo deste trabalho busca identificar quais dimensões demonstram a existência de opiniões iguais e/ou divergentes relacionadas ao empreendedorismo entre especialistas que participaram da edição Global Entreperneurship Monitor (GEM) 2012. Quanto ao método configura-se como quantitativo de caráter exploratório. A fonte dos dados é secundária, oriunda da pesquisa GEM 2012 e disponibilizadas por meio do site http://www.gemconsortium.org/. Para tratamento destes dados utilizou-se estatística descritiva e multivariada. Como resultado descobriu-se nove dimensões que atenderam aos pressupostos, sendo discutidos neste trabalho apenas três: Direito de Propriedade Intelectual; Programas Governamentais e Mulher Empreendedora. Desta discussão constatou-se que embora a cultura social dos países com maior PIB seja ligeiramente mais agressiva que a cultura social existente entre os países membros do Mercosul, as percepções de seus especialistas confirmam a visão de pesquisadores ao afirmarem que o empreendedor enxerga novos mercados em ambientes caóticos e cercados de incertezas, cujo risco é o critério para a busca de oportunidades.
Palavras-chave: Empreendedorismo, Programas governamentais, Propriedade intelectual, Mulher empreendedora.
Abstract: This article aims to understand how the five countries with the highest GDP (USA, China, Japan, Germany and the United Kingdom) and five Mercosul member countries (Brazil, Argentina, Colombia, Chile and Uruguay) perceive entrepreneurship. In this way, the objective of this work is to identify which dimensions demonstrate the existence of equal and/or divergent opinions related to entrepreneurship between specialists who participated in the Global Entreperneurship Monitor (GEM) 2012 edition. As for the method it is configured as a quantitative of the exploratory nature. The source of the data is secondary from the GEM 2012 survey and made available through the website http://www.gemconsortium.org/. For the treatment of these data, descriptive and multivariate statistics were used. As a result, nine dimensions were found that met the assumptions, being discussed in this work only three: Intellectual Property Law; Government Programs and Entrepreneurial Women. From this discussion it was observed that although the social culture of the countries with the highest PIB is slightly more aggressive than the social culture existing among Mercosul member countries, the perceptions of their experts confirm the view of researchers when they affirm that the entrepreneur sees new markets in chaotic environments surrounded by uncertainty, whose risk is the criterion for seeking opportunities.
Keywords: Entrepreneurship, Government programs, Intellectual property, Enterprising woman.
Vivemos num mundo em que a abertura da economia e a globalização são processos irreversíveis e a integração econômica dos países e o incentivo à competitividade, além de atingir a todos, oportuniza novos aprendizados e melhor convivência. Em razão da velocidade com que acontecem estas mudanças, sejam elas tecnológicas, econômicas, entre outros fatores resultantes da globalização, tem-se a era do empreendedorismo. Nesse contexto, o empreendedorismo torna-se fundamental para o sucesso de uma nação e tem sido cada vez mais estudado, analisado e estimulado (PORTES, 2012).
Com um mercado internacional sofrendo grandes mutações e com a formação de grandes blocos regionais, como o Mercosul, Nafta e União Europeia, os empresários necessitam, cada vez mais, identificar essas alterações e desenvolver suas habilidades empreendedoras, tendo como estratégia aprender a tirar proveito das situações de crise que possam favorecer grandes realizações.
Dentro desta perspectiva, o Global Entreperneurship Monitor (GEM) desenvolve desde 1999 um projeto em parceria entre a London Business School e o Babson College, abrangendo quase cem países, constituindo-se assim como o maior estudo em andamento sobre o empreendedorismo no mundo (GLOBAL..., 2015). Esses dados fornecem variáveis que permitem a identificação de dimensões empreendedoras que diferenciam os principais países do mundo, e sob este argumento levanta-se a questão: De que forma os países com maior PIB e os países membros do Mercosul percebem o empreendedorismo?
O presente artigo valeu-se da base de dados coletada pelo GEM em 2012, em seus relatórios anuais. Essa pesquisa contou com a participação de 69 países, incluindo o Brasil, contou com um público participante de 10.000 indivíduos, com faixa etária variando entre 18 e 64 anos, e, ainda, participação de 87 especialistas de diversos segmentos da sociedade. A partir dessa base de dados moldou-se o objetivo pesquisa que busca identificar quais dimensões demonstram a existência de opiniões iguais e/ou divergentes relacionadas ao empreendedorismo entre especialistas dos cinco países com maior PIB (EUA, China, Japão Alemanha e Reino Unido) e de cinco países membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Colômbia, Chile e Uruguai).
Metodologicamente este trabalho possui abordagem quantitativa de caráter exploratório. Para discussão adotou-se como estratégia o uso da estatística descritiva sobre 30 dimensões relacionadas a empreendedorismo, desenvolvidas e validadas pelo GEM (GLOBAL..., 2012), e avaliadas por meio da contribuição de especialistas, sendo 205 relacionados aos países com maior PIB (Desenvolvidos) e 251 respeitantes aos países membros do Mercosul.
Como resultado obteve-se o destaque de nove dimensões que apresentaram a distribuição normal, critério para validação dos constructos apresentados pelo GEM (2012), que possibilitaram a comparação das opiniões fornecidas entre especialistas sobre suas percepções quanto à realidade vivenciada em relação ao empreendedorismo em seus países. As dimensões destacadas são: Programas de Governo, Pesquisa e Desenvolvimento, Acesso à Infraestrutura, Normas Sociais e Culturais, Existência de Oportunidades, Valorização do Empresário, Proteção à Propriedade Intelectual, Apoio à Mulher Empreendedora e Suporte a Negócios de Alto Crescimento.
Neste artigo, porém, foram apresentadas e discutidas apenas as dimensões que tratam dos Programas de Governo, Apoio à Mulher Empreendedora e Proteção à Propriedade Intelectual, apontados por Borges et al. (2013) como temas emergentes relacionados ao empreendedorismo.
REFERENCIAL TEÓRICO
Nessa seção foram apresentados os principais pilares teóricos que deram sustentação ao presente estudo.
Direito de Propriedade Intelectual
A relação entre as temáticas empreendedorismo e direito de propriedade intelectual vem à tona quando oportunidades surgem. Os empreendedores, sejam empresas ou indivíduos, são capazes de reconhecer oportunidades, descobri-las e criá-las (SARASVANTHY et al., 2003), sob diversas formas tais como redes sociais, família, educação e formação (SHANE; ECKHARDT, 2010), que podem resultar em novos produtos, serviços, matéria-prima e métodos organizacionais (CASSONS, 1982). E é justamente pela intensa busca por oportunidades que empreendedores procuram lacunas na complexa rede de direitos de propriedade com vistas à formação de novas conexões entre direitos de propriedade existentes para criar diferentes combinações de regras (HARPER, 2014).
De acordo com Harper (2014, p. 377), “a lei de Propriedade e Contrato são partes da estrutura que compõe um núcleo de regras que apoiam a produção e o intercâmbio no sistema econômico, estes dois sistemas de regras fornecem conexões significativas entre empresários, consumidores e proprietários de recursos”. Estas conexões atuam como catalisadoras para a criação de um sistema complexo que necessita de uma ordem jurídica capaz de suportar sua estrutura. A estrutura dos sistemas de direito de propriedade é descrita no Quadro 1.
Com a globalização não se pode demarcar territórios, como consequência ocorre uma prática frequente em muitos países conhecida como “pirataria”. Embora Durand e Vergne (2013 apud LAPLUME; PATHAK; XAVIER-OLIVEIRA, 2014) mencionem a existência de grupos partidários que fazem apologia à “pirataria” e se opõem à defesa da proteção intelectual caracterizando-as como medidas repressivas, nascem ao mesmo tempo grupos de empresários que se preocupam com os custos de manutenção dessa cultura e pressionam coletivamente para a defesa de seus interesses relacionados à propriedade intelectual (LAPLUME; PATHAK; XAVIER-OLIVEIRA, 2014, p. 809).
No Brasil a proteção aos direitos da propriedade intelectual provém da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (BRASIL, 1988). Questões relacionadas ao direito da propriedade intelectual constantemente trazem indagações sobre a garantia do direito à propriedade intelectual aos seus legítimos criadores. De acordo com o Special 301 (PETERSON, 2016), publicação do governo norte-americano, demonstrou-se especial preocupação com as políticas brasileiras relacionadas à proteção dos direitos intelectuais, que em 2015 ocupou o segundo lugar na lista dos países que mais praticaram a violação aos direitos intelectuais.
Programas Governamentais
Empreendedores enxergam novos mercados, novas possibilidades em ambientes tidos como caóticos, cujo risco é o critério considerado na busca de oportunidades (MORRIS; KURATKO; COVIN, 2011). São os empreendedores os agentes de mudanças que alicerçam o crescimento econômico (SCHUMPETER, 1982), que geram empregos em pequenas e grandes empresas (BIRCH, 1981) e que veem nas oportunidades a solução de problemas sociais (BROOKS, 2009). A geração de empregos por si só já é um forte argumento para o investimento em empresas, principalmente as que apresentam rápido crescimento (AUTIO; RANNIKKO, 2016). Somam-se a isto outros benefícios sociais advindos do empreendedorismo, tais como a vocação para a inovação e o dinamismo econômico (ACS; AUDRETSCH, 1988; ACS; AUTIO; SZERB, 2014; DAVIS; HALTIWANGER; SCHUH, 1996).
No Brasil, estudos já comprovaram que a aptidão empreendedora brasileira encontra-se, na forma latente, em todos os recantos do país, possibilitando a criação de ações para transformar essa riqueza potencial em agente de transformação do desenvolvimento local (NUNES, 2010), porém a inexistência de um histórico surge como barreira às novas empresas que enfrentam verdadeiras batalhas ao acesso a recursos devido aos elevados riscos relacionados à sobrevivência (ALDRICH, 2008). Neste aspecto surgem intervenções das políticas públicas. Essas intervenções são justificadas quando os mecanismos de mercado falham e o agente público enxerga em suas ações a produção de benefícios (MAHONEY; MCGAHAN; PITELIS, 2009). O conjunto dessas medidas, oriundas destas intervenções, ameniza as limitações de acesso aos recursos e atenua o elevado risco de sobrevivência das novas empresas (SINGH et al., 1986).
As políticas públicas mais recentes direcionam seus esforços ao apoio às empresas de alto crescimento. Mason e Brown (2013) relatam que países como a Escócia, Finlândia e Países Baixos já adotam medidas direcionadas a empresas de alto crescimento desde a década de 90, e por isso são os países com políticas de fomento mais desenvolvidas para este perfil de empresa. De acordo com Autio, Kronlund e Kovalainen (2007) os sistemas de apoio existentes em diversos países possuem característica genéricas, e não estão direcionadas às potenciais empresas com alto crescimento, a exemplo das políticas brasileiras.
No Brasil as pequenas e microempresas dispõem de microcrédito produtivo, cujo objetivo é atender às necessidades de capital de giro e de investimentos, estabelecendo diretrizes para operações de microcrédito nos bancos públicos federais, facilitando o acesso ao crédito, à formalização e à geração de trabalho e renda (BRASIL, 2012). Outro produto criado pelo governo federal brasileiro direcionado às micro e pequenas empresas é o denominado BNDES Automático mediado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com limites de crédito superiores, destinados a investimentos para instalação, ampliação, recuperação e modernização de ativos fixos, bem como projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, nos setores de indústria, infraestrutura, comércio, prestação de serviços, agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (BNDES, 2016).
De acordo com Borges et al. (2013, p. 6), as pesquisas científicas relacionadas ao empreendedorismo poderiam gerar subsídios de grande relevância a políticas públicas brasileiras. Os autores chegaram a esta conclusão após analisarem 591 artigos publicados no maior evento científico relacionado ao empreendedorismo, e entre os resultados destacaram-se as dimensões relacionadas à “promoção da cultura do empreendedorismo, introdução do empreendedorismo na educação, barreiras de entrada e saída, suporte aos empreendedores, e financiamento a grupos específicos, como mulheres empreendedoras”.
Mulher Empreendedora
Nestas últimas décadas a mulher obteve grandes conquistas e hoje é parte fundamental no desempenho econômico, principalmente quando relacionado ao empreendedorismo. Em 2010 o GEM divulgou que 42% dos novos empreendimentos eram liderados por mulheres. No Brasil, segundo o relatório GEM (GLOBAL..., 2015), esta taxa é de 49% para os empreendimentos iniciais e 44,3% para os empreendimentos estabelecidos (GLOBAL..., 2015).
De acordo com o último censo realizado pelo IBGE (2010), as mulheres são a maioria da população brasileira (57,90%) e quando se trata do ato de empreender, elas são as que mais abrem negócios, criando empregos e contribuindo para o crescimento econômico (HUARNG; MAS-TUR; YU, 2012). Esta faceta empreendedora soma-se a diversas outras (mãe, esposa) que as expõem a diversos conflitos, sejam esses em suas famílias ou em seus locais de trabalhos (POGGESI; MARI; VITA, 2017).
Além do crescimento vertiginoso do empreendedorismo feminino em negócios, é importante destacar também o crescimento dos estudos científicos nessa área, tais como o realizado por Jennings e Brush (2013, p. 695-696) que após intensa pesquisa sobre as produções dentro do tema concluíram que “o empreendedorismo é um fenômeno relacionado ao gênero; que a atividade empresarial está fortemente ligada à família, resultantes de necessidades e/ou oportunidades; em busca de diversos objetivos além do lucro econômico”. Jennings e Brush (2013) prosseguem afirmando que o material existente sobre a mulher empresária desafia as imagens dominantes na teoria e na pesquisa convencional.
No Brasil a temática mulher empreendedora também ganhou espaço nas academias (GOMES; SANTANA; ARAÚJO, 2009; SILVEIRA; GOUVÊA, 2008) e, um dos fatores que tem contribuído para o aumento dos estudos na área do empreendedorismo feminino está relacionado ao aumento da participação da mulher no mercado de trabalho (CASSOL, 2006; MARASEA; ANDRADE, 2006).
Outros estudos apontam características empreendedoras femininas que enriquecem os processos de negócio, relacionadas a sua forma de atuação quando comparada ao perfil masculino (REED; STORRUD-BARNES; JESSUP, 2012; SAFARIK; WOLGEMUTH; KEES, 2003). Estas formas de atuação apontam que a mulher empreendedora estimula a participação, compartilha o poder e a informação, valoriza e motiva outros a trabalharem, numa demonstração nítida de que a sobrevivência de empresas dirigidas por mulheres tem atingido um tempo além dos padrões encontrados (OLIVEIRA; SOUZA NETO, 2010; GOMES, 2004).
Esses estudos mostram também divergências nas características, perfil e estilo de gerenciar de homens e mulheres. Para Souza, Melo e Oliveira (2014), novas conclusões ainda podem ser construídas, contribuindo para os modelos de gestão dos empreendimentos e para o entendimento desta prática dentro do contexto social, econômico e político. As diferenças nos valores e princípios morais reverenciados por homens e mulheres no mundo dos negócios muitas vezes os induzem a optar por trabalhar em um formato organizacional diferente do tradicional (estrutura burocrática e rigidez hierárquica), e adotando o modelo feminino de gestão como o que mais se valoriza como seres humanos (ROBINS; COULTER, 1998).
De acordo com Amorim e Batista (2012), as pessoas lideradas por mulheres são reconhecidas como portadoras de valores e talentos individuais, a flexibilidade nos horários de trabalho está presente e incentiva-se o aperfeiçoamento profissional, muito embora ainda seja visível, a desigualdade entre os gêneros, que aos poucos e de forma consistente é superada pelas mulheres empreendedoras.
Segundo Maerker (2000, p. 40), “a sensibilidade inerente ao sexo feminino coloca a mulher em vantagem competitiva para entrar e crescer no mundo empresarial globalizado”. Isto significa dizer que as características e habilidades femininas deixam-nas em vantagem competitiva no desenvolvimento dos negócios, culminando em fatores de sucesso, como mulheres empreendedoras. Maerker (2000, p. 109) complementa ao afirmar que “ser empreendedora é, antes de tudo, acreditar que seu próprio sucesso existe e está esperando para ser descoberto e conquistado”.
Global Entrepreneurship Monitor – GEM
Diversos estudos relacionados ao empreendedorismo são realizados pelo mundo, e entre eles encontra-se as pesquisas do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), um organismo internacional com sede na Inglaterra e que anualmente realiza estudos sobre empreendedorismo e os disponibiliza em seu portal (http://www.gemconsortium.org/).
Para o GEM Brasil (GLOBAL..., 2012, p. 8), “quando indivíduos são capazes de reconhecerem oportunidades de negócio e explorá-las toda a sociedade é beneficiada”. Sob esta interpretação o entendimento do termo “empreendedorismo” refere-se à criação de um novo empreendimento sob a forma de uma nova atividade ou ampliação de uma já existente (GLOBAL..., 2012, p. 7).
O GEM desde 1999 acompanha o desenvolvimento do empreendedorismo por meio de um projeto em parceria entre a London Business School e o Babson College, que em seu início abrangeu apenas 10 países. Hoje o GEM conta com a adesão de quase cem países associados à pesquisa, transformando-o no maior estudo em andamento sobre o empreendedorismo no mundo (GLOBAL..., 2015).
O Brasil participa das pesquisas conduzidas pelo GEM desde o ano de 2000. Em 2012, ano que subsidiou os dados do presente trabalho, foram entrevistados 10.000 brasileiros entre 18 e 64 anos, e 87 especialistas nos mais diversos segmentos da sociedade (GLOBAL..., 2012, p. 7), tendo como parceiros o Sebrae nacional, a Fundação Getulio Vargas (FGV), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP).
METODOLOGIA
Este trabalho possui abordagem quantitativa de caráter exploratório visando a identificar, entre as 30 dimensões que compõem o estudo do GEM, quais delas apresentam diferença estatística relevante entre os países com maior PIB e países membros do Mercosul. Para tal procedimento será adotada como estratégia de análise a estatística descritiva e multivariada.
Dessa forma, a presente pesquisa tem como objetivo identificar quais dimensões demonstram a existência de opiniões iguais e/ou divergentes relacionadas ao empreendedorismo entre especialistas dos cinco países com maior PIB (EUA, China, Japão, Alemanha e Reino Unido) e especialistas de cinco países membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Colômbia, Chile e Uruguai). O quantitativo de especialistas por país que contribuiu com a pesquisa é apresentado no Quadro 2.
É importante esclarecer que as dimensões que serão exploradas são resultantes de 120 variáveis estruturadas sob a escala Likert de cinco (5) pontos, desenvolvidas e validadas pelo GEM (GLOBAL..., 2012). Para melhor entendimento as dimensões avaliadas são apresentadas no Quadro 3.
As primeiras ações realizadas sobre os dados visaram primeiramente ao seu refinamento. Retirou-se todos os casos que apresentavam dados faltantes, codificados ou não como 99 (missings); retirou-se questões que não se aplicavam na opinião dos especialistas, codificados como 98; e por fim também foram retiradas as questões não respondidas pelos especialistas, codificados como 97. Todas as informações já estavam tabuladas e disponíveis dentro do banco de dados do GEM (GLOBAL..., 2012), procedendo-se apenas com o filtro dos dados.
Com o banco de dados refinado, adotou-se como critério a existência de normalidade para a escolha das dimensões que foram analisadas, obtidos por meio do teste Kolmogorov-Smirnov com correção de significância de Lilliefors, indicado quando se deseja a obtenção de resultados mais robustos (HAIR et al., 2009, p. 84).
Separadas as dimensões, optou-se pela adoção de duas outras técnicas multivariadas: a análise fatorial e a regressão linear múltipla. A análise fatorial foi aplicada sobre as variáveis independentes, que originalmente compuseram os constructos relatados na pesquisa GEM (GLOBAL..., 2012) objetivando comprovar se estas variáveis agrupavam-se de modo semelhante ao original. Em caso negativo procedeu-se ao ajuste destas dimensões.
De posse das dimensões ajustadas, dividiu-se o banco de dados em dois. O primeiro composto pelos países com maior PIB (desenvolvidos) e o segundo sobre os cinco países membros do Mercosul. Com os dados separados, aplicou-se a regressão linear múltipla sobre cada constructo ajustado e suas variáveis. Esta medida permitiu que fossem examinadas as relações entre cada variável dependente (dimensões) e seus conjuntos de variáveis independentes (HAIR et al., 2009, p. 154). O exame destas relações permitiu a observação do poder de explicação gerado pelo coeficiente “β” (beta) conforme descrevem Hair et al. (2009, p. 188).
O uso dos critérios mencionados além de permitirem segurança e confiabilidade estatística aos dados observados, descartou todas as dimensões e variáveis que não obedecerem aos pré-requisitos para uso dos métodos mencionados. Como instrumento de apoio utilizou-se o software denominado Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 20.

ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Uma das formas para aferição da percepção dos países quanto ao empreendedorismo é por meio da contribuição de especialistas. Entre os países foco desta pesquisa participaram 205 especialistas que contribuíram com informações referentes aos cinco países com maior PIB e 257 especialistas que contribuíram com informações referentes a cinco países membros do Mercosul. Entre as 30 dimensões avaliadas, apenas 9 apresentaram significância relativa à existência de normalidade. O Quadro 4 apresenta as informações referentes aos testes de normalidades; o critério para aceite é obtido por meio da observação da significância (Sig.), que conforme Hair et al. (2009), deve ser maior ou igual a 0,05.

As dimensões demonstradas pelo Quadro 4 são resultantes do refinamento realizado sobre o banco de dados oriundos de pesquisa realizada pelo GEM (GLOBAL..., 2012). O refinamento exigiu, além da exclusão dos dados dos países que não são objeto de estudo, a exclusão de 76 casos dos países desenvolvidos e 111 casos dos países pertencentes ao Mercosul. Todas as exclusões foram resultantes de dados faltantes, não respondidos ou fora do enquadramento dos especialistas que colaboraram com a pesquisa. Também foram excluídas 21 variáveis com significância de normalidade abaixo de 0,05, conforme preveem Hair et al. (2009). De posse das dimensões que apresentaram normalidade, procedeu-se à verificação da formação fatorial das variáveis que compõem os constructos estudados. As premissas para a validação da análise fatorial foram obedecidas conforme observações de Hair et al. (2009). KMO (Kaiser-Meyer-Olkin) igual a 0,847 (mínimo recomendado KMO = 0,500) e teste de esfericidade de Bartllet´s com significânica (Sig.) igual a 0,000 (recomendado Sig. £ 0,05). O MSA (Measures of Sampling Adequacy) resultante da matriz anti-imagem com todos os valores acima de 0,50 (recomendado MSA 0,50). Os valores referentes à comunalidade que expressam o quanto das variações está sendo explicado pelo conjunto de fatores apresentam valores acima de 0,50, tolerância mínima aceita pela premissa, conforme Hair et al. (2009). A variância total explicada pelos fatores demonstrados pelo percentual acumulado (%) é igual a 61,54, mínimo recomendado é de 60% (Hair et al., 2009). O método de extração adotado foi a Análise dos Componentes Principais (ACP) juntamente com a rotação Varimax. A ACP é recomendada quando se deseja obter o menor número possível de componentes (fatores) explicando-se o máximo da variação total. A rotação Varimax tem a função de minimizar o número de variáveis que cada fator terá. Explicitadas todas as premissas, o Quadro 5 apresenta a composição das dimensões após ajustados e os compara com a formação original proposta pelo GEM Brasil (2012).

De acordo com o Quadro 5, a similaridade entre a formação das dimensões originais comparadas à formação das dimensões ajustadas apresenta grande semelhança, à exceção das variáveis NES12_C03, NES12_E04, NES12_E06, NES12_M01, NES12_M02, NES12_P03, NES12_P04 e NES12_Q03, excluídas por apresentarem coeficientes abaixo de 0,50. Este coeficiente está acima da exigência mínima de 0,40 para estudos provenientes de fenômenos sociais (HAIR et al., 2009, p. 110), pressuposto que aumenta o grau de exigência nas formações dos fatores.
Por fim, a última etapa da análise dos dados refere-se à Regressão Linear Múltipla. A opção pelo seu uso não buscou a capacidade de Previsão ou Estimação, e sim para a “Explicação” das relações entre as dimensões e suas variáveis independentes, com vistas à observação do poder de explicação gerado pelo coeficiente “β” – beta (Hair et al.,2009, p. 188). Do mesmo modo como realizado com a análise fatorial, obedeceu-se às premissas exigidas pela técnica recomendada pela literatura (HAIR et al., 2009; GUJARATI, 2009; GARSON, 2007).
O Quadro 6 apresenta o modelo sumário obtido na análise de cada dimensão em relação às variáveis com os indicadores de “R” que demonstra a correlação entre as variáveis, R2 Square (RS) que trata do ajuste da correlação, R2 Square Adjusted – ARS, que demonstra a proporção real que a regressão explica, o Erro Padrão (SE) que demonstra a variância residual e o teste de Durbin-Watson (DW), que demonstra a existência de autocorrelação dos resíduos cujo valor desejado é de valores próximos a 2,00, indicando inexistência de autocorrelação.

De modo complementar ao modelo Sumário necessita-se apresentar os valores de β (Beta), valor que será usado para comparar a importância relativa entre as variáveis independentes entre os países desenvolvidos e os países do Mercosul, o teste t-Student que demonstra a relevância da estimativa e o VIF (Variance Inflation Factors) que afere o quanto a variância de cada coeficiente de regressão estimado aumenta devido à multicolinearidade. Todos serão apresentados a seguir nas discussões e comparações das relações levantadas entre os países com maior PIB e os países membros do Mercosul.
A comparação entre países mais desenvolvidos e com maior PIB (EUA, Alemanha, Japão, Reino Unido e China) em relação aos países membros do Mercosul (Brasil, Uruguai, Argentina, Colômbia e Chile) permite que sejam feitas observações sobre a valoração que os especialistas de cada bloco fazem sobre cada componente que são arguidos. E entre as 30 dimensões avaliadas pelos especialistas no GEM (GLOBAL..., 2012) apenas 9 apresentaram o pré-requisito (existência de normalidade) para a seleção e discussão. Embora seja um método matemático/estatístico para a escolha, seus resultados muito se aproximaram das pesquisas realizadas por Borges et al. (2013) e Negri (2015), que também apresentaram temas que mereciam serem mais bem discutidos sob a ótica do empreendedorismo.
Programas de Governo
Esta dimensão abrange questões relativas e relacionadas às políticas públicas. O Quadro 7 exibe a opinião entre os especialistas e aponta qual a ordem de importância para cada questão que compõe o constructo Programas de Governo.

A diferença entre as opiniões dos especialistas é demonstrada pelo “Beta – β” que compara a importância relativa entre as variáveis independentes pertencentes a cada constructo.
Entre as quatro variáveis que compõem o constructo Programas de Governo (NES12CSUM) avaliado entre os países com maior PIB, a que trata da eficácia dos programas de governo (NES12_C06) é a mais que mais importância relativa apresenta com valor de β=0,423. Os programas de apoio concentrados num só local (NES12_C05) é o segundo em importância relativa β = 0,292 seguidos da acessibilidade a programas (NES12_C03) com β=0,286 e número adequado de programas destinado a novas empresas (NES12_C01) com β=0,207. As percepções dos especialistas dos países com maior PIB convergem com a evidência descrita por Mason e Brown (2013) ao afirmarem que países como Escócia, Finlândia e Países Baixos investem há quase 30 anos em empresas com alto crescimento explicando seu grande desenvolvimento quando se trata de políticas públicas de fomento ao empreendedorismo.
Entre os membros do Mercosul a variável que apresenta a maior importância relativa no constructo Programas de Governo é a que dá acessibilidade a programas (NES12_C03) com β = 0,361, seguidas da eficácia dos programas com β = 0,360, número adequado de programas com β = 0,271 e programas de apoio concentrados num só local com β = 0,229. A acessibilidade não tem caráter segmentado, o programa é igual para todos, caracterizado pelo perfil generalista apontado por Austin et al. (2007) como o mais comum entre os países que ainda necessitam aprimorar suas políticas públicas de fomento ao empreendedor.
Direito de Propriedade Intelectual
Esta dimensão aborda a percepção dos especialistas sobre a situação dos direitos de propriedade intelectual entre os países com maior PIB e os países membros do Mercosul. O Quadro 8 apresenta os resultados da situação dos direitos de propriedade intelectual.

A percepção entre os especialistas é semelhante, o valor das variáveis (NES12_N02) com valores de β = 0,277 e β = 0,283, e (NES12_N04) com β = 0,269 e β = 0,267 são indicativos de que a legislação de direitos de propriedade é eficiente e que as novas empresas e as que estão em franco crescimento têm garantias de que suas patentes e direitos autorais serão respeitados. Embora os especialistas apontem a existência de segurança, recentemente o governo americano, por meio do relatório denominado “Special 301”, demonstrou preocupação com diversos países, com foco especial sobre as políticas brasileiras relacionadas à proteção dos direitos autorais provenientes da indústria de software e musicais.
Mulher Empreendedora
Este tópico também é composto por um constructo, o qual aborda a percepção dos especialistas sobre apoio às mulheres com espírito empreendedor entre os países com maior PIB e os países membros do Mercosul. O Quadro 9 apresenta os resultados do apoio às mulheres com espírito empreendedor.

De acordo com o Quadro 9, entre os especialistas dos países membros do Mercosul o incentivo à independência, colocando as mulheres como potenciais empreendedoras e geradoras de emprego e renda, ainda não possui grande importância relativa, conforme apresenta a variável (NES12_P03) com β = 0,315, mesmo sendo as mulheres responsáveis por 49% dos novos negócios em pesquisa apresentada pelo GEM Brasil (2015) e de serem ampla maioria na população, com 57,9% de brasileiras de acordo com o IBGE (2010), muito embora seja visto com bons olhos que as mulheres iniciem suas carreiras investindo em novos negócios, conforme apresenta a variável (NES12_P03) com β = 0,426.
Comportamento inverso foi apresentado pelos especialistas dos países com maior PIB, conforme apresenta a variável (NES12_P03) com β = 0,507. Nesses países a mulher atua no mercado ativamente, assumem riscos ao abrirem seus negócios e são aceitas plenamente pela sociedade e pelos programas de governo, conforme apresenta a variável (NES12_P03) com β = 0,507. De modo análogo ao evidenciado entre os especialistas membros dos países do Mercosul, as mulheres que iniciam suas carreiras nos países com maior PIB investindo em novos negócios são aceitas pela sociedade, conforme apresenta a variável (NES12_P02) com β = 0,287.
Estes números contribuem com as afirmações de Oliveira e Souza Neto (2010) e Gomes (2004). No entendimento desses autores as características empreendedoras femininas e o estímulo à participação de outros, compartilhando o poder e informações, constituem-se nos principais motivos que levam suas empresas a alcançarem maior longevidade quando comparadas a outros empreendimentos, 44,3%, de acordo com o GEM Brasil (2015).
CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante da importância do papel do governo como agente regulador e principal articulador na concessão de linhas de crédito ao agente empreendedor e, principalmente, o apoio à mulher empreendedora, conclui-se que embora a cultura social dos países com maior PIB seja ligeiramente mais agressiva que a cultura social existente entre os países membros do Mercosul, as percepções de seus especialistas confirmam a visão de pesquisadores ao afirmarem que o empreendedor enxerga novos mercados em ambientes caóticos e cercados de incerteza, cujo risco é o critério para a busca de oportunidades.
É possível também concluir que os avanços das tecnologias, oriundas da produção do conhecimento, induzem de forma recorrente as discussões sobre a garantia da propriedade intelectual. Especialistas dos dez países concordam que o tema é relevante e fomentam discussões que permeiam sobre as políticas e legislações que garantam o direito à propriedade intelectual aos seus legítimos criadores.
E finalmente verificou-se que as mulheres empreendedoras, cujo incentivo à sua independência é visível, estão em plena ascensão, configurando-as como protagonistas na economia mundial, geradoras de emprego e renda, mas que ainda buscam igualdade quando se trata da sua participação no mercado empreendedor.
Considerou-se como limitações da pesquisa a falta de dados mais recentes disponibilizados pelo GEM em sua plataforma. Usou-se para as discussões e conclusões a base de dados de 2012, as informações mais recentes estavam estruturadas sob a forma de relatórios executivos (2013, 2014 e 2015), sem acesso aos dados que os originaram, impossibilitando trazer outra ótica de análise e/ou conclusão mais pontual. Como sugestão consideramos relevante um estudo comparativo entre os dados mais recentes quando forem disponibilizados pelo GEM como meio para verificar se houve ou não mudança de comportamento/opinião entre os especialistas. Sugere-se também o uso de outras metodologias diferentes da aplicada neste trabalho para comprovar e/ou refutar as análises e conclusões aqui apresentadas.
Referências
ACS, Z. J.; AUTIO, E.; SZERB, L. National Systems of Entrepreneurship: Measurement Issues and Policy Implications. Research Policy, v. 43, n. 3, 2014.
ACS, Z. J.; DAVID, B. A. Innovation in Large Small Firms: An Empirical Analysis. American Economic Review,v. 78, n. 4, 1988.
ACS, Z. J.; AUDRETSCH, D. B. Innovation and firm size in manufacturing. Technovation, v. 7, n. 3, p. 197-210,1988.
ALDRICH, H. Organizations and Environments. Califórnia; Redwood City: Stanford University Press, 2008.
AMORIM, R. O.; BATISTA, L. E. Empreendedorismo feminino: razão do empreendimento. Núcleo de Pesquisada Finan., v. 3, n. 3, 2012.
AUSTIN, Robert D., NOLAN, Richard L. Bridging the Gap Between Stewards and Creators. MIT Sloan Management Review, v. 48, n. 2, p. 29-36, 2007.
AUTIO, E.; KRONLUND, M.; KOVALAINEN, A. High-growth SME support initiatives in nine countries: Analysis,categorization, and recommendations. Helsink: Ministry of Trade and Industry, 2007.
AUTIO, E.; RANNIKKO, H. Retaining winners: Can policy boost high-growth entrepreneurship? Research Policy, v. 45, n. 1, p. 42-55, 2016.
BIRCH, D. Who creates jobs? The Public Interest, v. 65, 1981.
BNDES. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. BNDES Automático. 2016. Disponível em: http://www.bndes.gov.br/bndesautomatico. Acesso em: 12 jun. 2016.
BORGES, C. et al. Perfil das recomendações dos pesquisadores brasileiros às políticas públicas de empreendedorismo. Administração Pública e Gestão Social, v. 5, n. 1, p. 2-9, 2013.
BROOKS, Arthur C. Social entrepreneurship: A modern approach to social value creation. Upper SaddleRiver, NJ: Pearson Prentice Hall, 2009.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Presidência da República Casa Civil, Brasília,1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ constituicaocompilado.htm. Acesso em: 2 jul. 2016.
BRASIL, G. DO. Programa Crescer oferece microcrédito a pequenos empreendedores. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2012/02/programa-crescer-oferece-microcredito-a-pequenos-empreendedores.
CASSOL, N. K. A produção científica na área de empreendedorismo feminino: análise dos estudos indexados na base de dados do Institute for Scientific Information (ISI). Blumenau: Universidade Regional de Blumenau, 2006.
CASSONS, M. The Entrepreneur. Totowa: Barnes and Noble Books, 1982.
DAVIS, S. J.; HALTIWANGER, J.; SCHUH, S. Small Business and Job Creation: Dissecting the Myth and Reassessingthe Facts. Small Business Economics, v. 8, n. 4, 1996.
DOLABELA, F. O segredo de Luísa. São Paulo: Cultura, 2006.
DOPFER, K.; FOSTER, J.; POTTS, J. Micro-meso-macro. J Evol Econ., 14, 2004.
DURAND, RODOLPHE; VERGNE, J. P. The pirate organization: Lessons from the fringes of capitalism. Cambridge,MA: Harvard Business Press, 2013.
GARSON, G. David. Testing of assumptions. In: GARSON, GD Statnotes: Topics in Multivariate Analysis. Disponível em: http://www2.chass.ncsu.edu/garson/pa765.statnote.html. Acesso em: 20 maio 2007.
GARSON, D. Hierarchical Linear Modeling. Nova York: Sage, 2012.
GLOBAL ENTREPRENEURSHIP MONITOR – BRASIL. GEM. São Paulo, 2010.
GLOBAL ENTREPRENEURSHIP MONITOR – BRASIL. GEM. São Paulo, 2012.
GLOBAL ENTREPRENEURSHIP MONITOR – BRASIL. GEM. São Paulo, 2015.
GLOBAL ENTREPRENEURSHIP MONITOR – BRASIL. GEM. Relatório Técnico 2015. Disponível em: http://www.gemconsortium.org/report. Acesso em: 30 ago. 2016.
GOMES, A. F. O perfil empreendedor de mulheres que conduzem seu próprio negócio: um estudo na cidadede vitória da Conquista, Bahia. Revista Alcance, v. 11, n. 2, p. 207-226, 2004.
GOMES, A. F.; SANTANA, W. G. P.; ARÁUJO, U. P. Empreendedorismo feminino: o estado da arte. ENCONTRO DA ANPAD, 33., 2009. São Paulo: [s.n.], 2009.
GUJARATI, D. Econometria básica. São Paulo: Macron Books, 2009.
GUJARATI, D. N. Basic Econometrics. New York: The Mc-Graw Hill, 2004.
HAIR, F. J. at al. Análise multivariada de dados. Porto Alegre: Bookman, 2009.
HARPER, D. A. Property rights as a complex adaptive system: how entrepreneurship transforms intellectualproperty structures. Journal of Evolutionary Economics, v. 24, n. 2, 2014.
HUARNG, K.-H.; MAS-TUR, A.; YU, T. H.-K. Factors affecting the success of women entrepreneurs. International Entrepreneurship and Management Journal, v. 8, n. 4, p. 487-497, 2012.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo 2010. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/apps/snig/v1/?loc=0&cat=2,-2,-3,128&ind=4733. Acesso em: 19 jun. 2016.
JENNINGS, J. E.; BRUSH, C. G. The Academy of Management Annals Research on Women Entrepreneurs.The Academy of Management Annals, May, p. 37-41, 2013.
JUNGMANN, D. M.; BONETTI, E. A. A caminho da inovação: proteção e negócios com bens de propriedade intelectual: guia para o empresário. Brasília: IEL, 2010.
LAPLUME, A. O.; PATHAK, S.; XAVIER-OLIVEIRA, E. The politics of intellectual property rights regimes: Anempirical study of new technology use in entrepreneurship. Technovation, v. 34, n. 12, 2014.
MAERKER, S. Mulheres de sucesso: os segredos das mulheres que fizeram história. São Paulo: Infinito,2000.
MAHONEY, J. T.; MCGAHAN, A. M.; PITELIS, C. N. The interdependence of privateand public interests. Organization Science, v. 20, n. 6, 2009.
MARASEA, D. C. C.; ANDRADE, P. Mulheres empreendedoras: análise de caso de uma cooperativa feminina. Simpep, 13., 2006. Bauru, São Paulo: [s.n.], 2006.
MASON, C.; BROWN, R. Creating good public policy to support high-growth firms. Small Business Economics, v. 40, n. 2, 2013.
MORRIS, M. H.; KURATKO, D. F.; COVIN, J. G. Corporate Entrepreneurship & Innovation. Mason, USA: Cengage Learning, 2011.
MUNHOZ, G. S. Quais as contribuições que o estilo feminino de liderança traz para as organizações futuras? Egepe, 1., 2000. Maringá, PR: [s.n.], 2000.
NEGRI, F. D. Inovação e produtividade: por uma renovada agenda de políticas públicas. Radar da Inovação – Repositória do Conhecimento Ipea, Brasília, v. 42, 2015.
NUNES, M. Programa de Incentivo ao Empreendedor Brasileiro. Administrares, 2010. Disponível em: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/programa-de-incentivo-ao-empreendedor-brasileiro/43003/. Acesso em: 22 jun. 2016.
OLIVEIRA, P. G.; SOUZA NETO, B. Empreendedorismo e gestão feminina: uma análise do estilo gerencial de mulheres empreendedoras no município de São João Del-Rei, Minas Gerais. ENCONTRO DE ESTUDOS ORGANIZACIONAIS DA ANPAD, 6., 2010. Florianópolis, Santa Catarina: [s.n.], 2010.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA PROPRIEDADE INTELECTUAL (Ompi). World Intellectual Property Organization, 2011. Acesso em: 5 Junho 2016.
PESCE, B. A menina do Vale: como o empreendedorismo pode mudar sua vida. São Paulo: Ed. Abril, 2012.
PETERSON, C. Special 301 Review Public Hearing. Office of the U.S. Trade Representative. Washington, USA, 2016.
POGGESI, S.; MARI, M.; VITA, L. DE. Women entrepreneurs and work-family conflict : an analysis of theantecedents. International Entrepreneurship and Management Journal, 2017.
PORTAL-BRASIL. Com o Programa Crescer, governo apoia espírito empreendedor do brasileiro, 2013. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/governo/2013/10/presidenta-dilma-fala-sobre-programa-de-microcredito-produtivo. Acesso em: 30 jun. 2016.
PORTES, M. R. Fazendo do mercado o princípio e o fim dos esforços: algumas reflexões sobre as posturas dos empreendedores de micro e pequenas empresas. Revista Angrad, v. 2, n. 1, 2012.
REED, R.; STORRUD-BARNES, S.; JESSUP, L. How open innovation affects the drivers of competitive advantage:Trading the benefits of IP creation and ownership for free invention. Management Decision, v. 50, n.1, p. 58-73, 2012.
ROBINS, S. P.; COULTER, M. Administração. Rio de Janeiro: PHB, 1998.
ROVER, A. J. Propriedade intelectual e o mundo digital. Disponível em: http://www.egov.ufsc.br/portal/conteudo/texto-propriedade-intelectual. Acesso em: 12 jun. 2016.
SAFARIK, L.; WOLGEMUTH, J. R.; KEES, N. L. A feminist critique of articles about women published in thecommunity college journal of research and practice : 1990-2000. Community College Journal of Researchand Practice, v. 27, n. 9-10, p. 769-786, 2003.
SARASVANTHY, S. at al. Three views of entrepreneurial opportunity. In: ACS, Z. J.; AUDRETSCH, D. B. Handbookof Entrepreneurship Research. New York: Springer, 2003.
SCHUMPETER, J. A. The Theory of Economic Development. Oxford, UK: Oxford University Press, 1982.
SEBRAE. (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Análise dos resultados do GEM 2015. Brasília: Sebrae, 2015.
SHANE, S.; ECKHARDT, J. The individual-opportunity nexus. In: ACS, Z. J.; AUDRETSCH, D. B. Handbook of Entrepreneurship Research, Springer. New York, USA: Springer, 2010.
SILVA, M. C.; NOGUEIRA, R. P. H.; SOARES, S. A. Perspectivas do Direito de propriedade intelectual. Revista Jurídica Cesumar, v. 10, n. 2, 2010.
SILVEIRA, A.; GOUVÊA, A. B. T. Empreendedorismo feminino: mulheres gerentes de empresas. Revista Faces de Administração, Belo Horizonte, v. 7, n. 3, 2008.
SINGH, J. V; TUCKER, D. J.; HOUSE, R. J. Organizational Legit- imacy and the Liability of Newness Robert J .House. Administrative Science Quarterly, v. 31, n. 2, p. 171–193, 1986.
SOUZA, R. M. B. C. D.; MELO, M. C. D. O. L.; OLIVEIRA, M. C. D. S. M. D. Empreendedorismo na perspectivadas relações de gênero: perfil, características, desafios e satisfação de empreendedores de empresas de base tecnológica de Belo Horizonte. EGEPE, 8., 2014. Goiânia, Goiás: [s.n.], 2014.
TONELLI, M. J.; ANDREASSI, T. Mulheres Empreendedoras. GV-Executivo – FGV-EAESP, São Paulo, v. 12, 2013.