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<publisher-name>Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação</publisher-name>
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<subject>Secção Temática/Thematic Section/Sección Temática. Nota Introdutória/Introductory Note/Nota de Introducción</subject>
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<article-title xml:lang="pt">Práticas Comunicacionais de Proximidade em Contextos Locais: Desafios e Modelos Participativos de Ligação à Comunidade</article-title>
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<bold> Communication Practices in Local Contexts: Challenges and Participatory Models of Community Connection</bold>
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<bold>Prácticas</bold>
<bold> Comunicativas de Proximidad en Contextos Locales: Retos y Modelos Participativos de Conexión con la Comunidad</bold>
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<bold>Miguel Midões</bold> é professor adjunto na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viseu e investigador integrado do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho. É coordenador do Grupo de Trabalho de <italic>Media</italic> Regionais e Comunitários da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação. Leciona disciplinas de jornalismo, rádio e podcast. É também membro da direção da Associação de Literacia para os <italic>Media</italic> e Jornalismo. Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de Coimbra, investiga na área do jornalismo de proximidade, <italic>media</italic> comunitários (com especial foco na rádio) e literacia mediática.</p>
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<bold>Giovanni Ramos</bold> é professor adjunto convidado da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra e membro integrado do Labcom da Universidade da Beira Interior. Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior, atua na investigação com foco em <italic>media</italic> regionais, modelos de negócios e as transformações dos <italic>media</italic>. É cocoordenador do Grupo de Trabalho de <italic>Media</italic> Regionais e Comunitários da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação.</p>
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<title>Resumo</title>
<p>Esta secção temática, para pensar o jornalismo de proximidade, foca-se em três eixos: sustentabilidade, participação e ligações à comunidade. Não são tópicos isolados, mas dimensões de um mesmo problema central: como pode o jornalismo, ancorado nas comunidades, não apenas sobreviver, porém florescer como um serviço público essencial, inclusive na preservação das democracias e no combate à desinformação?</p>
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<p>Vivemos em plena sociedade digital, globalizada, na qual o jornalismo de proximidade compete com o jornalismo nacional e internacional, e com uma imensa gama de produtos mediáticos, informativos e de entretenimento, organizados e distribuídos por plataformas de redes sociais que controlam o espaço público digital.</p>
<p>Os <italic>media</italic> de proximidade foram os últimos a entrar no redemoinho da comunicação digital e possivelmente serão os últimos a sair da tempestade. Fecho de jornais, redução de redações, demissões em massa e precarização do trabalho são problemas dos <italic>media</italic> no século XXI que se agravam em escalas menores. Os desertos de notícias (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_774782605015_ref2">Jerónimo et al., 2022</xref>) são apenas uma faceta das consequências da crise no jornalismo local.</p>
<p>A transição para o digital, por exemplo, foi um tema que permeou os estudos sobre o jornalismo de proximidade nas duas primeiras décadas do século XXI. A revolução tecnológica mudou os modelos de negócio, as formas de produção e de consumo em todo o ecossistema mediático e nos meios de proximidade, que inicialmente foram poupados da revolução, as mudanças também foram e continuam a ser sentidas.</p>
<p>Esta secção temática, para pensar o jornalismo de proximidade, foca-se em três eixos: sustentabilidade, participação e ligações à comunidade. Não são tópicos isolados, mas dimensões de um mesmo problema central: como pode o jornalismo, ancorado nas comunidades, não apenas sobreviver, porém florescer como um serviço público essencial, inclusive na preservação das democracias e no combate à desinformação?</p>
<p>A sustentabilidade constitui, talvez, o maior dos desafios. Para além da crise de modelos de negócio que aflige a indústria em geral, os meios de proximidade enfrentam obstáculos específicos de escala e recursos (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_774782605015_ref1">Hindman, 2018</xref>). Não se trata apenas de viabilizar a sustentabilidade financeira, é preciso uma sustentabilidade editorial e social.  É preciso pensar em inovações para os modelos de negócios, embora dentro de uma perspetiva local e até comunitária, porque não há como pensar nos modelos de negócios locais sem pensar na participação e nas ligações às comunidades.</p>
<p>Se por um lado, o jornalismo de proximidade possui limitações de escala que dificultam os negócios, por outro, a proximidade com as audiências permite pensar em modelos em que a comunidade tenha participação ativa e efetiva na sustentabilidade do meio.</p>
<p>Nesta secção temática, os artigos discutem a proximidade no jornalismo a partir de questões ligadas aos desertos de notícias, questões culturais, ambientais, o uso de novos espaços digitais, a importância do jornalismo de proximidade no contexto de diásporas e da imprensa alternativa.</p>
<p>Os desertos de notícias em Portugal servem de âncora a estudos que aprofundam realidades locais particulares: Luísa Torre reflete como se informam as populações de concelhos em deserto ou semideserto no distrito de Castelo Branco, Joana Martins aprofunda o mesmo fenómeno no distrito de Viseu, e João Limão aborda a longevidade dos jornais do distrito de Beja, região de baixa densidade populacional, parcos recursos mediáticos e escassez de profissionais, nomeadamente de jornalistas.</p>
<p>Numa ponte comparativa entre as realidades portuguesa e brasileira centra-se o artigo de Carolina Guedes, que traçou um perfil do jornalismo de proximidade no Tik Tok a partir de meios portugueses e brasileiros.</p>
<p>Os desafios da comunicação de proximidade no Brasil foram o foco dos artigos de Maurício Pimentel Homem de Bittencourt e Myrian Regina Del Vecchio-Lima, Gabriel Razo da Cunha e Cláudia Lago, Frederico de Mello Brandão Tavares e Elton Antunes. Maurício Pimentel Homem de Bittencourt e Myrian Regina Del Vecchio-Lima associam o jornalismo ambiental numa análise sobre comunicadores ambientais na região da Amazónia e Gabriel Razo da Cunha com Cláudia Lago tratam a “periferia do jornalismo” a partir da comunidade de Parelheiros, na região de São Paulo. Já Frederico de Mello Brandão Tavares e Elton Antunes abordam territorialidades e colonialidades a respeito de comunidades indígenas, através de uma análise ao podcast <italic>Ilustríssima Conversa</italic>.</p>
<p>O áudio continua em análise pela mão de Rita Curvelo, que observa como os conteúdos da Rádio Comercial Ucrânia favoreceram a inclusão e o acolhimento da comunidade de imigrantes ucranianos em Portugal durante os primeiros tempos de invasão russa ao território ucraniano. Este artigo mostra como o uso do termo jornalismo de proximidade em detrimento de jornalismo local acontece ao incluir comunidades que não estão fisicamente próximas, e que se unem por afetividades ou sentimentos comuns. Nesta linha, Gessica Correia Borges, Chisoka Simões e Patrícia Posch escrevem sobre a cultura negra na diáspora lusófona e como os <italic>media </italic>alternativos e de proximidade podem surgir como uma contracorrente para dar voz a culturas menorizadas pelos <italic>media </italic>mainstream.</p>
<p>Esta secção temática traz ainda reflexões sobre a proximidade nos <italic>media </italic>alternativos. Alessandra Natasha Costa-Ramos discute o papel das comunidades online no jornalismo digital, definindo modelos e práticas, enquanto Cátia Guimarães observa o fenómeno da pandemia na imprensa alternativa partidária portuguesa mostrando também como, consoante o partido e a comunidade de interesses inerente ao <italic>medium</italic>, os assuntos variam na sua forma de abordagem e surgem com subtemáticas secundarizadas pelos <italic>media </italic>mainstream.</p>
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<mixed-citation publication-type="book">Hindman, M. (2018). <italic>The internet trap: How the digital economy builds monopolies and undermines democracy</italic>. Princeton University Press.</mixed-citation>
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<mixed-citation publication-type="report">Jerónimo, P., Ramos, G., &amp; Torre, L. (2022). <italic>Desertos de notícias Europa 2022: Relatório de Portugal</italic>. Labcom. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://labcom.ubi.pt/desertos-de-noticias-europa-2022-relatorio-de-portugal">https://labcom.ubi.pt/desertos-de-noticias-europa-2022-relatorio-de-portugal</ext-link>/</mixed-citation>
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