QUALIDADE DE FRUTOS DE PÊSSEGO ‘KAMPAI’ SUBMETIDOS À APLICAÇÃO DE ÁCIDO SALICÍLICO NA PÓS-COLHEITA

QUALITY FRUITS OF PEACH 'KAMPAI' APPLICATION SUBMITTED IN SALICYLIC ACID POST- HARVEST

Silva, Pricila Santos
Universidade Federal de Pelotas, Brasil
Barreto, Caroline Farias
Universidade Federal de Pelotas, Brasil
Moreno, Marines Batalha
Universidade Federal de Pelotas, Brasil
Malgarim, Marcelo Barbosa
Universidade Federal de Pelotas, Brasil
Fachinello, José Carlos
Universidade Federal de Pelotas, Brasil

QUALIDADE DE FRUTOS DE PÊSSEGO ‘KAMPAI’ SUBMETIDOS À APLICAÇÃO DE ÁCIDO SALICÍLICO NA PÓS-COLHEITA

Revista Iberoamericana de Tecnología Postcosecha, vol. 17, núm. 2, pp. 247-253, 2016

Asociación Iberoamericana de Tecnología Postcosecha, S.C.

Resumo: O pêssego (Prumus pérsica) é de grande importância comercial, porém é altamente suscetível à infecção patogênica e deterioração durante o armazenamento em temperatura ambiente. Portanto, objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos da aplicação de ácido salicílico no armazenamento em temperatura ambiente nas características físico-química dos frutos de pêssego ‘BRS Kampai’. Os pêssegos foram colhidos na safra de 2013/2014. Utilizou-se delineamento experimental inteiramente casualizado, com quatro repetições composta de quinze frutos, seguido por esquema fatorial (3x3), 3 doses de ácido salicílico (0, 1 e 3 mM) e 3 períodos de armazenamento (0, 3 e 6 dias) em temperatura de 24±1°C. Avaliou-se: percentual de frutos com podridão, perda de massa, coloração da superfície, índice de maturação, firmeza, sólidos solúveis totais, pH e acidez titulável total. As aplicações de AS nas doses 1 e 3mM mostraram-se eficientes no controle de podridões pós- colheita e redução de perda de massa no armazenamento em temperatura ambiente nos frutos de pêssegos ‘BRS Kampai’. Os armazenamentos de três e seis dias em temperatura ambiente diminuíram índice de maturação, °Hue, firmeza de polpa, pH e acidez titulável. No entanto, sólidos solúveis aumentaram durante armazenamento em temperatura ambiente.

Palavras-chave: Prunus persica (L.), Monilinia fructicola, armazenamento.

Abstract: Peach (Prunus persica) has a great commercial importance, however it is highly susceptible to pathogenic infection and decay during storage at room temperature. The objective of this research was to evaluate the effects of application of salicylic acid in storage at room temperature on physical and chemical characteristics of the peach fruit 'BRS Kampai'. The peaches were harvested in the 2013/2014 crop. Was used the a completely randomized design with four replications and 15 peaches per experimental unit, following a factorial (3X3) 3 doses of salicylic acid (0, 1 and 3 mM) and three storage periods (0, 3 and 6 days) at temperature of 24 ± 1 ºC. Were evaluated: percentage of fruit with rot, weight loss, surface staining, maturation index, firmness, soluble solids, pH and titratable acidity. Applications AS in doses 1 and 3 mM shown to be effective in controlling postharvest decay and loss of mass reduction in storage at room temperature in the fruits of peaches 'BRS Kampai'. The storage of three and six days at room temperature decreased maturation rate, °Hue, fruit firmness, pH and titratable acidity. However, soluble solids increased during storage at room temperature.

Keywords: Prunus persica (L.), Monilinia fructicola, storage.

INTRODUÇÃO

O pêssego (Prunus persica) (L.) Batsch é de grande importância comercial no Brasil. O país ocupa a 13º posição no ranking mundial de produção de pêssego (FAOSTAT, 2015). O Rio Grande do Sul é o principal produtor de pêssego com 65,2% da produção nacional, predominando o cultivo para a indústria e dupla finalidade (Fachinello et al., 2011). Para consumo in natura uma nova cultivar foi lançada pela Embrapa ‘BRS Kampai’, de polpa branca (Raseira et al., 2010), porém degradase mais rapidamente.

Os pêssegos são altamente suscetíveis à infecção patogênica e deterioração durante o armazenamento em temperatura ambiente (Yang et al., 2011). Uma das principais causas de perda de qualidade na pós-colheita em pêssego é a podridão-parda, causada pelo fungo Monilinia fructicola (Wint.) Hony (Zhou et al., 2008). A incidência da podridão parda tem sido elevada na região Sul do Brasil devido às condições de alta intensidade de chuva durante o desenvolvimento do fruto (Tibola et al., 2005; May-de-mio et al., 2008).

Nos frutos, a deterioração ocorre devido à desidratação, rápida taxa de respiração, desenvolvimento de distúrbios fisiológicos e ataque de microorganismos (Cao et al., 2010). Para evitar esses efeitos adversos causados por fatores pós-colheita, o ácido salicílico (AS) apresenta potencial em retardar o amadurecimento, reduz perdas de qualidade e mantém compostos nutricionais dos frutos (Asghari e Aghdam, 2010; Sun et al., 2012).

O AS desempenha papel importante na regulação de vários processos fisiológicos e de desenvolvimento das plantas (Hao et al., 2010; Rivas et al., 2011). A aplicação exógena do AS é uma estratégia para minimizar efeitos por estresses bióticos e abiótico (Krantev et al., 2008; Popova et al., 2009; Zhang et al., 2011).

Diversos estudos demonstraram o efeito do ácido salicílico (AS) na indução de resistência e manutenção da qualidade pós-colheita em frutos de pêssegos (Khademi et al., 2013), morangos (Lolaei et al., 2012; Salari et al., 2012), ameixas (Luo et al., 2011), maracujás (Weber et al., 2012) e uva (Ranjbaran et al., 2011).

Dentro deste contexto o objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos da aplicação ácido salicílico nas características físico- química dos frutos de pêssego ‘BRS Kampai’ no armazenamento em temperatura ambiente.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido na safra 2014/2015, os frutos de pêssego ‘BRS Kampai’ utilizados neste experimento foram produzidos em pomar didático da Universidade Federal de Pelotas (UFPeL) no município de Capão do Leão – RS, latitude 31º52'00" S, longitude 52º21'24" W. O clima da região caracteriza-se por ser temperado úmido com verões quentes conforme a classificação de Köppen, do tipo “Cfa”. A região possui temperatura e precipitação média anual de 17,9°C e 1500 mm, respectivamente. Após a colheita, os frutos foram transportados para o LabAgro\Fruticultura na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) no Rio Grande do Sul (RS).

O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, arranjado em esquema fatorial 3x3 (dose x período de armazenamento em temperatura ambiente), com quatro repetições composta de quinze frutos. Os tratamentos com AS na pós-colheita utilizaram-se as doses de 0, 1, 3 mM de AS, previamente solubilizado em 20 mL de álcool etílico. Os frutos foram aspergidos nos dois lados utilizando um pulverizador de pressão manual utilizando em média 2 mL da solução com AS por frutos.

Os pêssegos para o armazenamento foram selecionados para o experimento pela firmeza de polpa, ausência de danos mecânicos e podridões visíveis. Após a seleção os pêssegos foram armazenados em temperatura ambiente 24±1ºC. Um dos principais problemas enfrentados pelos produtores e consumidores de pêssego é a alta perecibilidade das frutas em temperatura ambiente, por isso as análises foram realizadas nos seguintes períodos: no momento da colheita (0 dia), aos 3 dias de armazenamento em temperatura ambiente e aos 6 dias de armazenamento em temperatura ambiente.

As variáveis analisadas foram:

Frutos com podridões: determinada através do número de frutos que apresentaram sintomas visuais de podridões e expresso em porcentagns (%) de frutos infectados;

Perda de massa: determinada pela diferença de massa fresca no momento da colheita e durante os dias de armazenamento, sendo expresso em porcentagens (%).

Índice de maturação (DA): foi calculado com base na diferença de absorbância (DA) entre dois comprimentos de onda próximos do pico de absorção da clorofila-a. As leituras foram padronizada sendo realizadas em 2 pontos em cada lado dos frutos através do espectrofotômetro portátil DA meter® (Turony/Italy);

Cor de superfície: medida com a leitura na porção média da amostra e realizada com colorímetro Minolta CR-300, com fonte de luz D65, com leituras das coordenadas L*, a* e b*, e o matiz ou tonalidade cromática representado pelo ângulo hue (Hº);

Firmeza da polpa: medida com penetrômetro manual com ponteira de 8 mm, em dois pontos opostos na região equatorial, e os resultados expressos em Newtons (N);

Sólidos solúveis totais (SST): obtidos através de refratômetro digital, expresso em ºBrix do suco;

Potencial hidrogeniônico (pH): medido através do peagâmetro Quimus.

Acidez titulável total (ATT): 10 mL de suco foram diluídos em 90 mL de água destilada e titulados até pH 8,1 com solução de NaOH 0,1 mol/L, os resultados foram em porcentagem (%) de ácido cítrico;

Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância (p <0,05). Sendo constatada significância estatística, procedeu- se a análise entre as médias pelo teste de Tukey (p<0,05) para comparar os tratamentos. As análises foram realizadas através do Programa estatístico WinStat (Machado e Conceição, 2002).

RESULTADOS E DISCUSSÕES

As aplicações de AS (1 e 3 mM AS) se mostraram eficientes no controle de podridões pós-colheita após os dias de armazenamentos (3 e 6 dias) em temperatura ambiente de 24±1°C (Tabela 1). Contudo, no decorrer dos períodos de armazenamento em temperatura ambiente aumentou as porcentagens de podridões. Os frutos de pêssego da cultivar Elberta tratados com AS, apresentaram redução de podridões quando comparado com tratamento controle em armazenamento refrigerado (Khademi et al., 2013). Em ameixas armazenadas a 1ºC de temperatura observaram a redução da ação de patógenos através da aplicação de AS (Luo et al., 2011). Deste modo, sugere-se que o AS ativa rotas de defesas vegetais, devido a sua ação como sinalizador de diversas rotas envolvidas na resistência sistêmica adquirida (RSA) (Fernandes et al., 2009).

Os tratamentos com AS diminuíram a perda de massa durante armazenamento em temperatura ambiente (Tabela 1). De acordo, com Tareen et al. (2012) ocorreu redução da perda de massa com a dose de 2mM AS em pêssegos armazenados em ambiente refrigerado durante cinco semanas.

Tabela 1
Porcentagens de frutos com podridões e perda de massa em pêssegos ‘Kampai’, com aplicação de diferentes doses de ácido salicílico na pós-colheita após diferentes períodos de armazenamento em temperatura ambiente. Pelotas-RS
Porcentagens de frutos com
podridões e perda de massa em pêssegos ‘Kampai’, com aplicação de diferentes
doses de ácido salicílico na pós-colheita após diferentes períodos de
armazenamento em temperatura ambiente. Pelotas-RS
Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e médias seguidas pela mesma letra maiúscula na linha não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey (p≤0,05).

O AS retardou a maturação de pêssegos BRS Kampai’, independente da dose utilizada, em armazenamento com temperatura ambiente (Tabela 2). O índice de maturação (DA) diminuiu com o passar dos períodos de armazenamento, sendo que valores de DA mais próximos de 0 indicam elevada maturação dos frutos. Segundo Asghari e Aghdam et al., (2010) o efeito do AS está relacionado com a diminuição da maturação, devido a diminuição da taxa de etileno, respiração e senescência. A redução na produção de etileno pelo tratamento de AS, foi relatado para morango (Babalar et al., 2007) e kiwis (Zhang et al., 2003).

A coloração da epiderme expressa em ºHue que indica a matriz cromática, apresentou valor elevado para o período de armazenamento de três dias em temperatura ambiente com aplicação de 3mM AS (Tabela 2). Os valores de ºHue foram maiores para frutos de pêssego tratados com 1,5mM AS quando comparados con tratamento controle e mantidos en armazenamento refrigerado durante cinco semanas (Tareen et al. 2012).

Tabela 2
Parâmetros de índice de maturação e coloração da epiderme expresso em ºHue em pêssegos ‘kampai’, com aplicação de diferentes doses de ácido salicílico na pós-colheita, após diferentes períodos armazenados em temperatura ambiente. Pelotas-RS
Parâmetros de índice de
maturação e coloração da epiderme expresso em ºHue em pêssegos ‘kampai’, com
aplicação de diferentes doses de ácido salicílico na pós-colheita, após
diferentes períodos armazenados em temperatura ambiente. Pelotas-RS
Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e médias seguidas pela mesma letra maiúscula na linha não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey (p≤0,05).

Os sólidos solúveis aumentaram com os períodos de armazenamento em temperatura ambiente (Tabela 3). No entanto, o maior valor de sólidos solúveis ocorreu sem aplicação de AS no sexto dia de armazenamento em temperatura ambiente. Para Tareen et al., (2012) a concentração de até 2 mM aumentaram os níveis de sólidos solúveis durante o armazenamento refrigerado em cinco semanas. Porém, Weber et al., (2012) observou em maracujás mantidos em refrigeração que o tratamento sem AS obteve o maior valor de SS quando comparado com o tratamento de AS.

A acidez titulável diminuiu durante armazenamento em temperatura ambiente (Tabela 3). Porém, não houve diferenças significativas para as doses de AS em cada período de armazenamento em temperatura ambiente. Em frutos de morango a aplicação de AS em solução nutritiva não alterou AT (Shafiee et al., 2010).

Tabela 3
Sólidos solúveis e acidez titulável total em pêssegos ‘Kampai’ com aplicação de diferentes doses de ácido salicílico na pós-colheita, após diferentes períodos armazenados em temperatura ambiente. Pelotas-RS
Sólidos solúveis e acidez titulável total em
pêssegos ‘Kampai’ com aplicação de diferentes doses de ácido salicílico na
pós-colheita, após diferentes períodos armazenados em temperatura ambiente.
Pelotas-RS
Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e médias seguidas pela mesma letra maiúscula na linha não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey (p≤0,05).

A firmeza de polpa não demonstrou diferenças para as doses de AS (Tabela 4). Porém, para os dias de armazenamento em temperatura ambiente ocorreu diminuição da firmeza. A firmeza de polpa dos pêssegos se manteve com aplicação de AS na concentração de 1, 2 e 4 mM AS (Khademi et al., 2013). Alguns autores relataram o efeito positivo do AS na firmeza de polpa de morango (Shafiee et al, 2010) e uva (Ranjbaran et al, 2011).

Com relação ao pH não houve diferenças significativas entre as doses de AS e o pH decresceu com os períodos de armazenamento em temperatura ambiente (Tabela 4). Neto et al., (2015) relatou que o pH pode estar diretamente associado com o desenvolvimento de agentes patogênicos e a sua virulência, podendo também influenciar as atividades do compostos anti-microbianos, alterando estruturas químicas.

Tabela 4
Valores médios de firmeza e pH de pêssegos ‘BRS Kampai’, aplicação de diferentes doses de ácido salicílico na pós-colheita após armazenamento em temperatura ambiente, Pelotas-RS.
Valores médios de firmeza e pH de pêssegos ‘BRS
Kampai’, aplicação de diferentes doses de ácido salicílico na pós-colheita após
armazenamento em temperatura ambiente, Pelotas-RS.
Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey (p≤0,05).

CONCLUSÕES

As aplicações de AS nas doses 1 e 3 mM se mostraram eficientes no controle de podridões pós-colheita e redução de perda de massa no armazenamento em temperatura ambiente em pêssegos ‘BRS Kampai’.

Agradecimentos

À Universidade Federal de Pelotas, Departamento de Fruticultura de Clima Temperado, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

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