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Se arrependimento matasse: diferenças de percepção quanto à preparação financeira para a aposentadoria entre aposentados e não aposentados*
Si el arrepentimiento matara: diferencias de percepción sobre la preparación financiera para la jubilación entre jubilados y no jubilados
If Regret Could Kill: Differences in Perception of Financial Preparedness for Retirement Between Retirees and Non-Retirees
Revista Facultad de Ciencias Económicas: Investigación y Reflexión, vol. XXXII, no. 1, pp. 139-155, 2024
Facultad de Ciencias Económicas Universidad Militar Nueva Granada

Artículos


Received: 22 August 2023

Revised document received: 12 December 2023

Published: 12 July 2024

DOI: https://doi.org/10.18359/rfce.6902

Resumo: O presente estudo tem por objetivo avaliar as diferentes percepções dos indivíduos ativos e aposentados quanto ao planejamento financeiro para aposentadoria. Ainda, analisa como as variáveis socioeconómicas, demográficas e comportamentais influenciam na preparação financeira para a aposentadoria. A amostra do estudo foi de 2401 indivíduos, entre aposentados e não aposentados, de 12 capitais e 20 cidades do interior brasileiro. Como técnicas de análise foram utilizadas estatísticas descritivas, teste de associação e análise de regressão múltipla. Os resultados indicam que mulheres, indivíduos casados, negros, aposentados com crédito consignado, aposentados que sustentam indivíduos com sua renda, pessoas com renda mensal bruta familiar de até R$ 1.100,00 e baixo nível de escolaridade são menos capazes de se preparar financeiramente para a aposentadoria. Em ambos os grupos analisados, tanto aposentados quanto não aposentados, observa-se a ausência do hábito de guardar recursos regularmente, o que acaba dificultando uma visão mais clara e positiva no futuro. Além disso, o planejamento financeiro realizado pelos indivíduos revela-se pouco eficiente, uma vez que o conhecimento e o comportamento de poupança são baixos.

Palavras-chave: Planejamento financeiro, preparação para a aposentadoria, reforma da previdência social, finanças comportamentais, finanças pessoais.

Resumen: El presente estudio tiene como objetivo evaluar las diferentes percepciones de los individuos activos y jubilados sobre la planificación financiera para la jubilación. Además, analiza cómo las variables socioeconómicas, demográficas y de comportamiento influyen en la preparación financiera para la jubilación. La muestra del estudio consistió en 2401 individuos, entre jubilados y no jubilados, de 12 capitales y 20 ciudades del interior de Brasil. Se utilizaron técnicas de análisis como estadísticas descriptivas, prueba de asociación y análisis de regresión múltiple. Los resultados indican que las mujeres, los individuos casados, los afrodescendientes, los jubilados con créditos consignados, los jubilados que mantienen a individuos con sus ingresos, las personas con ingresos familiares brutos mensuales de hasta R$ 1.100,00 y un bajo nivel de educación son menos capaces de prepararse financieramente para la jubilación. En ambos grupos analizados, tanto jubilados como no jubilados, se observa la falta del hábito de ahorrar regularmente, lo que dificulta una visión más clara y positiva del futuro. Además, la planificación financiera realizada por los individuos resulta poco eficiente, ya que el conocimiento y el comportamiento de ahorro son bajos.

Palabras clave: Planificación financiera, preparación para la jubilación, reforma de la seguridad social, finanzas conductuales, finanzas personales.

Abstract: This study aims to evaluate the differing perceptions of active individuals and retirees regarding financial planning for retirement. It also examines how socioeconomic, demographic, and behavioral variables influence financial preparedness for retirement. The study sample consisted of 2401 individuals, both retirees and non-retirees, from 12 capital cities and 20 inland cities in Brazil. Analytical techniques such as descriptive statistics, association tests, and multiple regression analysis were used. The results indicate that women, married individuals, Afro-descendants, retirees with payroll-deductible loans, retirees who support others with their income, individuals with a gross monthly family income of up to R$ 1,100.00, and those with a low level of education are less able to financially prepare for retirement. In both groups analyzed, retirees and non-retirees alike, there is a noticeable lack of regular saving habits, which hampers a clearer and more positive vision of the future. Additionally, the financial planning carried out by individuals is found to be inefficient, as knowledge and saving behavior are low.

Keywords: Financial Planning, Retirement Preparedness, Social Security Reform, Behavioral Finance, Personal Finance.

1. Introdução

A expectativa média de vida da população mundial cresceu de forma significativa, alinhada a uma diminuição nas taxas de natalidade, trazendo consequências negativas na economia dos governos, impactando diretamente nos sistemas de previdência privada, tanto para indivíduos não aposentados quanto para aposentados (Alonso-García & Rosado-Cebrian, 2021; Martinez et al., 2021). Dessa maneira, o sistema de previdência social de muitos países do mundo está sobrecarregado (Jouan et al., 2022; Lusardi & Mitchell, 2011), exigindo sucessivas reformas para manter a estabilidade das contas públicas (Rangel & Saboia, 2015; Yik et al., 2019).

Tais medidas públicas são necessárias para equilibrar a relação entre a população não aposentada, que contribui para a previdência, e os aposentados, os quais recebem o benefício. No contexto brasileiro, as previsões indicam que, em 2060, serão necessários dois trabalhadores para financiar uma única aposentadoria (Ministério do Trabalho e Previdência, 2022). Tais medidas geralmente incluem a diminuição do valor repassado e aumento da idade mínima para aposentadoria (Culotta, 2021). Com isso, haveria um retrocesso da redução das desigualdades sociais e impactaria negativamente a qualidade de vida dos aposentados (Culotta, 2021; Niu et al., 2020; Ruthbah, 2021).

Neste cenário, é fundamental que o indivíduo perceba a sua responsabilidade na gestão dos seus recursos financeiros, consiga estabelecer prioridades a curto, médio e longo prazo, e entenda que o planejamento e preparação financeiros são essenciais para possibilitar uma qualidade de vida na velhice (Schuabb & França, 2020). Todavia, grande parte da população possui uma baixa alfabetização financeira, resultando na ausência ou ineficiência de um planejamento financeiro a longo prazo (De Abreu & De Abrantes, 2022; França & Hershey, 2018).

A falta de comportamentos financeiros adequados pode resultar em excesso de dívidas na aposentadoria, contraídas ainda na fase ativa, diminuindo de forma significativa a qualidade de vida e bem-estar financeiro (Schuabb et al., 2019).

Além disso, o excesso de endividamento pode afetar a saúde das pessoas, aumentando o risco de dores físicas entre indivíduos com dívidas (Warth et al., 2019).

Com isso, destaca-se a necessidade e importância de conscientizaçãodos indivíduos quanto à necessidade de planejamento da aposentadoria. Mesmo no início da carreira, trabalhadores devem desenvolver uma maior capacidade de analisar suas receitas e despesas visando uma melhor qualidade de vida na fase pós-laboral (Farooqi et al., 2022). Entretanto, observa-se, de maneira geral, uma baixa preparação financeira para a aposentadoria (Vieira et al., 2023), variando consideravelmente segundo fatores comportamentais, psicológicos, so-cioeconômicos e demográficos (Herrador-Alcaide et al., 2021; Hershey et al., 2012).

Quanto aos perfis socioeconômicos e demográficos, não há consenso na literatura para as variáveis de sexo e idade (Agabalinda & Isoh, 2020; Kumar et al., 2019; Leite Filho, 2021; Noone et al., 2010; Witvorapong et al., 2022; Xiao & Tessema, 2019). Quanto a estado civil, escolaridade, dependentes, renda, raça e ocupação, a maioria dos estudos apresenta evidências de que indivíduos casados, brancos, sem dependentes, com níveis mais elevados de educação e renda têm uma capacidade maior de se planejar financeiramente para aposentadoria (Bucher-Koenen et al., 2021; Suari-Andreu et al., 2019).

Outro ponto relevante é o momento em que o indivíduo se conscientiza da importância da preparação financeira para a aposentadoria. Nesse sentido, o título "Se arrependimento matasse" sugere que muitos indivíduos somente passam a perceber a importância da preparação financeira para a aposentadoria ao se aposentar ou estar prestes a fazê-lo, sem tempo hábil para que sejam construídas reservas financeiras suficientes para garantir o padrão de vida desejado na aposentadoria. Assim, o presente estudo tem por objetivo principal avaliar as diferentes percepções dos indivíduos não aposentados e aposentados quanto à preparação financeira para a aposentadoria.

Considerando o envelhecimento da população, déficits previdenciários e sucessivas mudanças de regras e de rendas na aposentadoria (Vieira et al., 2023), a temática do planejamento para a aposentadoria ganha importância no contexto social e econômico dos países. Este estudo busca compreender melhor a percepção dos trabalhadores acerca da preparação financeira para a aposentadoria, identificando a percepção dos cidadãos e as diferenças segundo os perfis socioeconómicos e demográficos. Isso é essencial para a construção e implementação de políticas públicas de conscientização da população sobre a necessidade de se preparar para o futuro e melhorar, ou pelo menos manter, sua qualidade de vida no período de inatividade.

Este trabalho inova em três aspectos. O primeiro diz respeito à comparação da percepção de preparação financeira para a aposentadoria entre não aposentados e aposentados. O segundo está relacionado com o tamanho e representatividade da amostra do estudo, com 2401 questionários aplicados em todas as regiões brasileiras. O terceiro é o esforço em identificar quais são os grupos mais vulneráveis quanto à preparação financeira para a aposentadoria, sendo curcial para a elaboração de políticas públicas que priorizem esses grupos.

2. Referencial teórico

À medida que a expectativa média da população cresce, torna-se evidente a necessidade de uma preparação para aposentadoria de forma mais eficaz (Sharpe, 2021). Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2020), o percentual de aposentados cresceu 19,4% em 7 anos totalizando 30,7 milhões. Já o número de trabalhadores aumentou 1,2% em 2023, atingindo 97,6 milhões de pessoas (Ipea, 2023). Contudo, o número de trabalhadores com 50 anos ou mais dobrou no país em 15 anos, chegando a mais de 9 milhões.

Nesse cenário, o sistema de seguridade social terá dificuldade de garantir o bem-estar financeiro dos aposentados, tornando essenciais as políticas públicas e privadas de incentivo para um comportamento econômico mais saudável (Birkenmaier et al., 2021). No Brasil, a Política Nacional do Idoso -Lei n.° 8.842 (Brasil, 1994) e o Estatuto Idoso - Lei n.° 10.741 (Brasil, 2003) regulamentam os direitos das pessoas com 60 anos ou mais, além de estabelecer a realização e manutenção de Programas de Preparação para a Aposentadoria (PPA) visando ofertar informações essenciais sobre o processo de aposentadoria e conscientizar sobre a necessidade de planejamento.

Esse planejamento envolve questões psicológicas, sociais e econômicas. Do ponto de vista econômico, o planejamento financeiro destaca-se como um dos principais aspectos, sendo entendido como a prática de entender despesas e ganhos, realizando uma gestão consciente do que pode ou não ser consumido (Silveira et al., 2020). Além disso, o planejamento deve estar associado a um período, seja de curto, médio ou longo prazo, para o cumprimento de umas metas estabelecidas (Barreto & Costa 2022; Costa et al., 2020). Desse modo, o planejamento financeiro é uma das necessidades básicas dos seres humanos, visando evitar a escassez de recursos e o enfraquecimento das finanças.

Esse planejamento sobre as finanças é composto por três elementos básicos: a previsão, o orçamento e o controle. A previsão é o estudo antecipado de alternativas para atingir objetivos (plano de ação), o orçamento é a formalização do plano de ação feito no planejamento, especificando os objetivos e os meios para que se alcancem esses objetivos (definição de metas). Para analisar e avaliar se as metas foram alcançadas, se investiga eventuais desvios e quais providências devem ser efetuadas para corrigi-los (Flach & de Matos, 2019). Além disso, o planejamento financeiro tem como características a flexibilidade na aplicação e a participação direta da pessoa como protagonista (Costa et al., 2020; Flach & de Matos, 2019).

Entretanto, nem todos os indivíduos percebem e praticam o planejamento financeiro da mesma forma. A literatura apresenta evidências de differentes percepções segundo diferentes perfis socioeconômicos e demográficos, conforme apresentado na Tabela 1.

A Tabela 1 indica que os perfis sociodemo-gráficos e econômicos apresentaram profundas diferenças para o planejamento financeiro para a aposentadoria, tendo em vista questões de gênero, idade, raça/etnia, ocupação e renda. Assim, fica evidente a necessidade das políticas públicas voltadas para os grupos mais vulneráveis, com o intuito de aumentar a preparação financeira para aposentadoria desses indivíduos (França et al., 2019; Magalhães & Brito, 2022).

Tabela 1
Síntese da relação entre as variáveis socioeconómicas e demográficas

3. Método

A pesquisa foi realizada através de uma survey com um questionário dividido em 4 blocos. O primeiro bloco consiste em 6 itens que abordam o tempo faltante para aposentadoria, o planejamento financeiro para esse período, a comparação da situação financeira atual com aquela desejada no período de aposentadoria, a percepção do quanto o indivíduo se sente preparado para a aposentadoria e se necessita de ajuda para manter as despesas atuais. O segundo bloco é composto por 19 questões do tipo Likert (1 nunca, 2 raramente, 3 às vezes, 4 frequentemente e 5 sempre) que correspondem à escala de preparação financeira para a aposentadoria proposta por Vieira et al. (2022).

O terceiro bloco foi dividido em dois itens: o primeiro visava entender com quantos bancos, incluindo cooperativas de crédito, o indivíduo se relacionava, enquanto o segundo visava compreender quantos produtos financeiros o indivíduo possui. Por fim, o último bloco consistiu em 12 questões sobre o perfil dos respondentes, abrangendo variáveis de sexo, idade, estado civil, raça/ etnia, nível de escolaridade, dependentes, moradia, renda mensal própria bruta, renda mensal familiar bruta, ocupação e se o indivíduo possui crédito consignado.

Conforme os dados do IBGE (2021), considerando uma população nacional de 213,3 milhões de brasileiros, a amostra mínima esperada para alcançar um nível de confiança de 95% e um erro de 2%, seria de 2401 entrevistados, distribuída proporcionalmente entre as regiões brasileiras. A aplicação dos questionários foi realizada por dez entrevistadores treinados pelos pesquisadores para a aplicação da pesquisa e o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE n. 53589721.5.0000.5346) e os entrevistados assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Para analisar os dados, foram utilizados estatística descritiva e regressão. O modelo de regressão tem como variável dependente a questão: "O quanto você se preparou financeiramente para a aposentadoria?" enquanto variáveis independentes incluíram expectativa futura, planejamento financeiro, comportamento de poupança, e as variáveis dummies ocupação, sexo, estado civil, raça, moradia, gasto, crédito consignado, dependentes. Além disso, considerou-se as variáveis de renda mensal própria bruta até R$ 2.200, renda mensal própria bruta entre R$ 2.200 e R$ 4.400, renda mensal própria bruta acima de R$ 5.500, renda mensal familiar bruta até R$ 2.200, renda mensal familiar bruta entre R$ 2.200 e R$ 4.400, renda mensal familiar bruta acima de R$ 5.500, escolaridade até ensino fundamental/curso técnico, escolaridade até o ensino médio e escolaridade ensino superior, especialização, mestrado ou doutorado). O modelo foi estimado por mínimos quadrados ordinários e foram testados a normalidade dos erros (teste Kolmogorov-Smirnov), a homocedasticidade (teste Pesarán-Pesarán) e foi analisada a ausência de multicolinearidade a partir dos fatores de inflação da variância (FIV).

4. Análise de resultados

Os dados foram coletados entre outubro de 2021 e janeiro de 2022, distribuídos em 12 capitais e 20 cidades interioranas. A amostra total obtida foi de 2401 respondentes. A Tabela 2 apresenta o perfil dos entrevistados segundo a aposentadoria.

Tabela 2
Análise do perfil dos respondentes, separados em aposentados e não aposentados.

Com base na Tabela 2, pode-se concluir que as variáveis sexo, estado civil, raça/etnia, tipo de moradia, idade e sobre os gastos possuem distribuições semelhantes nos grupos de aposentados e não aposentados. No entanto, em relação à renda própria e familiar bruta, observa-se um percentual maior de aposentados nas classes superiores comparativamente aos não aposentados.

Tendo em vista a variável crédito consignado, cerca de 6 em cada 10 dos aposentados afirmaram possuir, enquanto quase 85% dos não aposentados não possuem o crédito. Em relação aos dependentes, quase 4 em cada 10 dos aposentados possuem apenas 1 dependente, enquanto trabalhadores que não possuem dependentes representam quase metade da amostra.

Posteriormente, buscou-se identificar a percepção quanto à preparação financeira para a aposentaria nos grupo de aposentados e não aposentados, considerando as quatros dimensões propostas por Vieira et al. (2022). Observa-se que o conteúdo dos itens pesquisados difere segundo a situação do entrevistado, onde para os não aposentados, os itens refletem a ideia da percepção futura, enquanto para os aposentados, questiona-se as percepções passadas.

Tabela 3
Média e percentuais válidos das variáveis e dimensões da escala de preparação financeira para a aposentadoria entre aposentados

Nota: Escala aplicada tipo Likert: 1* = Nunca; 2* = Raramente; 3* = Às vezes; 4* = Frequentemente; 5* =Sempre.

Tabela 4
Média e percentuais válidos das variáveis e dimensões da escala de preparação financeira para a aposentadoria entre não aposentados.

Nota: Escala aplicada tipo Likert: 1* = Nunca; 2* = Raramente; 3* = Às vezes; 4* = Frequentemente; 5* = Sempre.

Considerando as Tabelas 3 e 4, na dimensão Expectativa Futura, a média ficou abaixo de 3 tanto para aposentados quanto para não aposentados. Dessa maneira, pode-se concluir que há uma dificuldade no planejamento financeiro dos indivíduos, gerando uma falta de clareza com relação a uma visão financeira para o futuro.

Em relação à dimensão Planejamento Financeiro, observa-se que a média ficou mais próxima de 3 do que a dimensão anterior. Além disso, 5 dos 7 itens obtiveram média superior no grupo de não aposentados em relação ao grupo de aposentados. Dentre eles, destacam-se itens como "Acredito que, quando me aposentar, terei dinheiro suficiente para pagar quaisquer despesas inesperadas", "Sinto que estou garantindo meu futuro financeiro" e "Sinto que estarei seguro (a) financeiramente até o final da minha vida".

Por fim, na dimensão Comportamento de Poupança, a média é igual no item "Pensava nas questões financeiras das pessoas aposentadas" para aposentados e "Penso muito sobre finanças futuras" para não aposentados. Destaca-se uma média superior para não aposentados nos itens "Costumo comparar minha posição financeira atual com a posição financeira que eu gostaria de ter na aposentadoria" e "Penso nas questões financeiras das pessoas aposentadas".

Na etapa seguinte, buscou-se realizar a análise fatorial para os itens da escala de preparação financeira para a aposentadoria. A análise foi estimada pelo método de estimação dos componentes principais e com rotação varimax.

A estimação apresentou índices de fatora-bilidade aceitáveis para o estudo, uma vez que o teste KMO foi superior a 0,5 e o teste de Bartlett foi significativo. Por apresentarem comunalidade extraída menores que 0,5, foram retirados os itens "Acredito que, quando me aposentar, eu terei dinheiro suficiente para lidar bem com a aposentadoria", "Acredito que, quando me aposentar, terei uma casa própria quitada" e "Antes de comprar algo, eu considero cuidadosamente se posso pagar".

Todas as quatro dimensões apresentaram Alpha de Cronbach maiores que 0,7 indicando a consistência interna dos itens. Todas as cargas fatoriais apresentaram valores elevados, indicando que os itens contribuem efetivamente para a construção das dimensões. Além disso, observa-se que todos os itens foram agrupados nos fatores conforme estabelecido por Vieira et al. (2022). Desta forma, optou-se por construir as medidas relativas a cada uma das dimensões a partir da média das respostas dos entrevistados nos itens que compõem cada fator. A Tabela 6 apresenta as estatísticas descritivas das dimensões.

Tabela 5
Análise fatorial dos itens da escala de preparação financeira para a aposentadoria.

Ao analisar a Tabela 6, dois resultados merecem destaque. Primeiro, observa-se que nas três dimensões, as médias são próximas a três, representada na escala tipo Likert pela resposta "às vezes", indicando que os entrevistados percebem que apenas em parte do tempo apresentam uma adequada preparação financeira para a aposentadoria. Segundo, os valores dos grupos de aposentados e não aposentados são bastante semelhantes, indicando que a percepção da preparação financeira não se altera significativamente entre os dois grupos, tanto para indivíduos que permanecem na ativa quanto para os aposentados.

Tabela 6
Estatísticas das dimensões da escala de preparação financeira para a aposentadoria para os dois grupos

Finalmente, buscou-se identificar de que forma as percepções quanto à preparação financeira para a aposentadoria e o perfil socioeconómico e demográfico influenciam na avaliação de quanto o indivíduo se preparou (ou se prepara) para a aposentadoria. A Tabela 7 apresenta os resultados da estimação por mínimos quadrados ordinários.

Com base na Tabela 7, identificou-se que o maior coeficiente positivo foi para a variável Planejamento Financeiro, seguido por Comportamento Financeiro. Em virtude disso, destaca-se que há uma relação direta com o planejamento e comportamento financeiro e a percepção de uma adequada preparação para a aposentadoria. Um aumento de 1 unidade na variável "Expectativa Futura" está associado a um aumento de 0,081 na avaliação de preparação para a aposentadoria, assim como um aumento de 1 unidade na variável "Planejamento Financeiro" está associado a um aumento de 0,32 na avaliação de preparação para a aposentadoria.

Tabela 7
Modelo de regressão estimado para o quanto o indivíduo se preparou (se prepara) para a aposentadoria.

Nota: Dummy sexo (0 mulheres, 1 homens); dummy estado civil (0 casado, 1 solteiro, separado ou viúvo); dummy raça (1 branco, 0 outros); dummy moradia (1 casa própria, 0 outros); dummy gasto (1 gasto mais do que ganho, 0 outros); dummy crédito consignado (1 sim, 0 não); dummy dependentes (1 sim, 0 não);dummy ocupação (1 aposentado(a), 0 não aposentado(a)) dummy renda 1 (1 até R$ 2.200, 0 outros); dummy renda 2 (1 entre R$ 2.200 e R$ 4.400); dummy renda 3 (1 entre R$ 4.400 e R$ 5.500, 0 outros); dummy renda 4 (1 acima de R$ 5.500, 0 outros); dummy renda familiar (1 até R$ 2.200, 0 outros); dummy renda familiar 2 (1 R$ 2.200 a R$ 4.400); dummy renda familiar 3 (1 R$ 4.400 a R$ 5.500); dummy renda familiar 4 (1 acima de R$ 5.500, 0 outros); dummy escolaridade 1 (1 ensino fundamental/curso técnico, 0 outros); dummy escolaridade 2 (1 ensino médio, 0 outros); dummy escolaridade 3 (1 ensino superior, especialização, mestrado ou doutorado, 0 outros).

Por outro lado, os indivíduos que gastam mais do que ganham e que possuem crédito consignado se classificam como menos preparados para a aposentadoria do que aqueles que controlam seus gastos e não utilizam crédito consignado. O coeficiente para a variável dummy "Gasto" é -0,041,in-dicando que, mantendo todas as outras variáveis constantes, indivíduos que gastam mais do que ganham têm sua avaliação de preparação para a aposentadoria reduzida em 0,041 em comparação com um indivíduo que não gasta mais do que ganha. O coeficiente para a variável dummy "Crédito Consignado" é -0,028, e esse valor sugere que indivíduos que possuem crédito consignado tendem a avaliar sua preparação para a aposentadoria um pouco menos positivamente em comparação com aqueles que não possuem crédito consignado.

Com relação a variável dummy "sexo" pode-se concluir que um valor de 0,101 sugere que, em média, os homens tendem a avaliar sua preparação para a aposentadoria de forma um pouco mais positiva em comparação com as mulheres, corroborando estudos de Rossato & Pinto (2019) e Lusardi (2007).

Assim como indivíduos com o nível de escolaridade mais alto e renda mais alta que costumam apresentar uma maior segurança na preparação para essa fase, resultados semelhantes aos de estudos de Costa et al. (2020), Kaizer et al. (2021), Santos et al. (2021), Leite Filho (2021) e (Mustafa et al., 2023).

Em relação ao estado civil, o coeficiente nos mostra que, em média, indivíduos que são solteiros, separados ou viúvos tendem a avaliar sua preparação para a aposentadoria de forma menos positiva do que pessoas casadas. Esse resultado é similar ao estudo apresentado por Andrade e Lucena (2018), onde foi observado que as pessoas casadas passam a apresentarem maior preocupação com as finanças pessoais.

5. Discussão e implicações práticas

Os desafios da aposentadoria no Brasil crescem à proporção que os direitos trabalhistas são reduzidos, assim como a jornada de trabalho cada vez mais precária, aumento do desemprego e do período de contribuição. Essas são algumas das consequências negativas da reforma previdenciária aprovada pela Emenda Constitucional 103/2019. Considerando que a idade considerada jovem no Brasil é entre 15 e 29 anos (Brandão & Alves, 2019) e que indivíduos idosos são aqueles com 60 anos ou mais (Silva et al., 2020), cerca de 39,11% dos indivíduos jovens não se planejam para a aposentadoria, mais da metade deles planeja pouco ou muito pouco para a aposentadoria e aproximadamente 6,2% se planejam muito ou bastante para a aposentadoria. Já entre os idosos, quase 40% deles não possuem nenhum planejamento para a aposentadoria, cerca de 44% se planejam pouco ou muito pouco para a aposentadoria e aproximadamente 16% se planejam muito ou bastante para a aposentadoria.

A população de aposentados na pesquisa é composta por 530 indivíduos, enquanto o número total de idosos é de 881. Cerca de 351 respondentes são aposentados e continuam trabalhando ou ainda não conseguiram se aposentar, sugerindo que o benefício social do Instituto Nacional de Seguro Social muitas vezes é insuficiente para as despesas financeiras dos indivíduos aposentados, sendo necessário que eles continuem trabalhando. Além disso, 7 em cada 10 dos indivíduos não sabem o quanto necessitam economizar visando a aposentadoria. O percentual de ativos que possuem crédito consignado é inferior a metade do percentual dos aposentados que possuem crédito consignado (Clark et al., 2019).

O cenário brasileiro contribui para os baixos índices nas dimensões "Comportamento de Poupança" e "Expectativa Futura", uma vez que as políticas públicas devem ser direcionadas a fomentar o emprego, especialmente considerando que mais de 10% da população nacional em idade considerada laborativa está desempregada e 40,8% dedica-se ao trabalho informal (Komatsu & Menezes-Filho, 2020). Desta forma, fica evidente a necessidade de ampliação das políticas atuais de preparação financeira para a aposentadoria, concentrando-se principalmente nos grupos mais vulneráveis, como mulheres, indivíduos solteiros, negros, aposentados com crédito consignado, aposentados que possuem indivíduos que dependam da sua renda, pessoas com renda mensal bruta familiar de até R$ 1.100,00 e baixo nível de escolaridade.

6. Considerações finais

Um planejamento adequado para a aposentadoria necessita, dentre outros fatores, de um sólido nível de alfabetização financeira. Dessa maneira, indivíduos detentores desse conhecimento tendem a realizar um planejamento mais consistente. Contudo, a problemática do analfabetismo financeiro não é exclusiva de países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, uma vez que ocorre também em países considerados desenvolvidos (Girelli et al., 2023). Desta forma, salienta-se a importância da educação financeira concomitantemente com a preparação da aposentadoria do trabalhador. Essa preparação não deve ocorrer somente na fase final de sua carreira, mas sim deve haver uma discussão instituída desde os primeiros momentos de ingresso do trabalhador na vida produtiva. Uma maior conscientização sobre a importância do planejamento financeiro é fundamental para que o trabalhador passe a analisar melhor as suas decisões de investimento e os possíveis impactos em sua aposentadoria (Farooqi et al., 2022).

Tendo em vista o objetivo da pesquisa de avaliar as possíveis diferenças de percepções entre indivíduos ativos e aposentados quanto à preparação financeira para a aposentadoria, observou-se uma percepção apenas mediana nas três dimensões estudadas. Em outras palavras, ambos os grupos não apresentam níveis adequados de preparação financeira para a aposentadoria. Tais resultados indicam que os aposentados reconhecem que não se prepararam corretamente, enquanto os ativos continuam não se preparando satisfatoriamente. Essa constatação sugere uma expectativa de que, se nada for feito, em um futuro próximo teremos uma nova geração de aposentados que não se prepararam financeiramente para a aposentadoria.

Ademais, foi identificado que as variáveis socioeconómicas, demográficas e comportamentais exercem influência na capacidade de planejamento financeiro, uma vez que os grupos com mulheres, indivíduos solteiros, negros, aposentados com crédito consignado, aposentados que possuem indivíduos que dependam da sua renda, pessoas com renda mensal bruta familiar de até R$ 1.100,00 e nível de escolaridade baixo são propensos a se sentirem despreparados financeiramente.

A falta de políticas públicas eficientes voltadas para a população, alinhada com a falta de interesse por parte das empresas em trabalhar esse tema nas organizações, são fatores que contribuem para esse cenário desafiador (Girelli et al, 2023). Uma das principais iniciativas públicas voltadas ao tema é a instituição da nova Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), cujo objetivo é o de promover educação financeira, securitária, previdenciária no país (Breitenbach, 2020; De Matos et al., 2022). Através da educação financeira, seria possível elevar os conhecimentos financeiros das famílias, aumentar o gerenciamento das finanças pessoais, além de diversificar o planejamento financeiro dos indivíduos por meio do uso de produtos e serviços financeiros disponíveis no mercado (Pereira, et al., 2019).

Com relação às limitações da pesquisa, destaca-se a utilização da metodologia survey, suscetível a alguns vieses dos respondentes, como a tendência de fornecer respostas socialmente desejáveis. Por fim, apesar do tema estudado possuir muita relevância para a sociedade, ele ainda é pouco explorado, fazendo com que as pesquisas sejam consideradas incipientes, abrindo espaço para novos estudos na temática, tanto na avaliação dos antecedentes quanto dos consequentes da preparação financeira para a aposentadoria.

Referências

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Notes

* Artículo de investigación
Cómo citar: Mendes Vieira, K., Matheis, T. K., Menna Barreto, A. S., & Morgana Cassola, N. Se arrependimento matasse: diferenças de percepção quanto à preparação financeira para a aposentadoria entre aposentados e não aposentados. Revista Facultad De Ciencias Económicas, 32(1), 139-155. https://doi.org/10.18359/rfce.6902
Código JEL: G40, G50, J14, J26


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