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<journal-title specific-use="original" xml:lang="pt">ConScientiae Saúde</journal-title>
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<issn pub-type="epub">1983-9324</issn>
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<publisher-name>Universidade Nove de Julho</publisher-name>
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<subject>Artigos</subject>
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<article-title xml:lang="pt">Correlação entre pico de torque isocinético e impulsão vertical em atletas de voleibol feminino</article-title>
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<trans-title xml:lang="en">Correlation between peak isokinetic torque and vertical jump in female volleyball athletes</trans-title>
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<title>Resumo</title>
<p>Objetivo: Correlacionar o pico de torque isocinético e a impulsão vertical durante a execução do bloqueio e do ataque de atletas de voleibol feminino. Métodos: Realizou-se um estudo quantitativo, descritivo de correlação, foram avaliadas 11 atletas da equipe adulta de voleibol feminino. O pico de torque foi avaliado no aparelho Biodex system 3, em duas velocidades angulares: 60 o/s e 300 o/s e para avaliação da impulsão vertical foi executado o counter movement jump. Resultados: As atletas apresentaram uma correlação moderada e significativa ao relacionar o pico de torque e a impulsão vertical durante o fundamento de ataque no flexor direito a 60 º/s com r=0.609; p=0.047, extensor esquerdo 300 º/s com r=0.664; p=0.026. Conclusão: Dessa forma o presente estudo apresentou uma moderada correlação entre o pico de torque isocinético e a impulsão vertical durante o fundamento de ataque das atletas de voleibol. </p>
</abstract>
<trans-abstract xml:lang="en">
<title>Abstract</title>
<p>Objective: To correlate the peak isokinetic torque and vertical impulsion during the execution of the blockade and the attack of female volleyball athletes. Methods: A quantitative, descriptive correlation study was carried out. Eleven athletes from the adult female volleyball team were evaluated. The torque peak was evaluated in the Biodex system 3, at two angular velocities: 60 o / s and 300 o / s and for the vertical impulse evaluation the counter movement jump was performed. Results: The athletes had a moderate and significant correlation in relation to the peak torque and the vertical impulse during the right flexor attack at 60 º/s with r=0.609; p=0.047, left extensor 300 º/s with r=0.664; p=0.026. Conclusion: In this way the present study presented a moderate correlation between the peak of isokinetic torque and the vertical impulse during the attack foundation of the volleyball athletes.</p>
</trans-abstract>
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<title>Palavras-chave</title>
<kwd>Força muscular</kwd>
<kwd>Mulheres</kwd>
<kwd>Torque</kwd>
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<title>Keywords</title>
<kwd>Muscle Strenght</kwd>
<kwd>Women</kwd>
<kwd>Torque</kwd>
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<sec>
<title>
<bold>Introdução</bold>
</title>
<p>Atualmente o voleibol é um dos esportes de maior popularidade no mundo e devido a esse crescimento no cenário mundial do esporte, alguns estudos estão sendo realizados na tentativa de compreender os melhores sistemas e métodos de treinamento que pode proporcionar ao atleta uma performance eficaz durante sua prática1,2.</p>
<p>A ciência do esporte tem sugerido aos profissionais que trabalham com condicionamento físico humano e preocupados com a melhora dos valores do prognóstico das variáveis cinéticas do movimento, à utilizarem como método eficaz de avaliação os testes de impulsão vertical e avaliação isocinética na preparação do treinamento de atletas em busca da sua excelência técnica esportiva3.</p>
<p>O voleibol sendo uma atividade motora muito intensa e que exige dos atletas uma realização de inúmeros saltos durante o jogo, e consequentemente resultando em uma capacidade de saltabilidade bem desenvolvida e de uma resistência especial para saltar, precisa-se de um bom treinamento que vise o ganho de condicionamento físico4.</p>
<p>Por ser um esporte que requer força de membros superiores e inferiores, o voleibol necessita de desenvolvimento de força muscular e habilidades técnicas específicas que são particularmente importantes para atletas de diferentes faixas etárias e também de ambos os sexos, sendo fatores prioritários para alcançar à ótima performance5.</p>
<p>O desempenho dos saltos verticais tem sido considerado um dos melhores indicadores para a avaliação da potência muscular de membros inferiores de atletas de voleibol6. O salto vertical associado à dinamômetria isocinética, são importantes métodos de avaliação do desempenho esportivo de diversas modalidades que exijam a força explosiva, como no voleibol7,8.</p>
<p>A dinamômetria isocinética é identificada como um dos melhores métodos (padrão ouro) para avaliação da função muscular do ser humano, além dos diversos parâmetros diagnosticados pelo equipamento, onde é possível identificar possíveis déficits musculares que dificilmente é apontado em avaliação clínica comum, como: a relação isquíotibiais/quadríceps9.</p>
<p>Um dos parâmetros isocinéticos avaliados é o pico de torque (PT), que representa o momento de maior força durante a execução do movimento em toda a sua amplitude, neste caso, da flexão e extensão de joelhos, representada em Newton-metro (Nm)10.</p>
<p>Portanto, a dinamômetria isocinética possibilita a quantificação rápida e confiável de variáveis relacionadas à performance muscular em várias velocidades, incluindo torque, trabalho, relação agonista/antagonista e índice de fadiga, como também pode ser quantificada e qualificada de forma indireta a função sinergista dos músculos envolvidos no momento das avaliações11,12.</p>
<p>Diante desse contexto o estudo teve por objetivo correlacionar o pico de torque isocinético e a impulsão vertical durante a execução do movimento de bloqueio e ataque de atletas de voleibol feminino.</p>
<sec>
<title>
<bold>Materiais e métodos</bold>
</title>
<p>Realizou-se um estudo quantitativo, descritivo de correlação, onde foram selecionadas 11 atletas da equipe adulta de voleibol feminino BSBIOS/UPF, da cidade de Passo Fundo, estado do Rio Grande do Sul.</p>
<p>A amostra desse estudo foi não probabilística de forma intencional. Como critérios de inclusão no estudo, a avaliada deveria ser atleta da equipe adulta de voleibol feminino BSBIOS/UPF e não possuir nenhuma lesão osteomuscular que prejudicasse no momento do teste. Como critério de exclusão, se utilizou aquelas atletas que não estavam treinando com frequência e que apresentaram alguma lesão. Também, vale ressaltar que todas as atletas da equipe foram avaliadas anteriormente ao teste.</p>
<p>Este estudo foi desenvolvido respeitando as normas estabelecidas na resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, com relação à realização de Pesquisa em Seres Humanos, sendo submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Passo Fundo - UPF e aprovado sob o número de protocolo 702.331.</p>
<p>Todas as participantes do estudo assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido - TCLE, no qual constaram os aspectos relativos ao estudo, tais como, objetivo, caráter de voluntariedade da participação e para aderir e/ou sair do estudo, benefícios e possíveis riscos, procedimentos de avaliação, procedimentos de emergência, bem como o anonimato de todos os participantes.</p>
<p>A pesquisa foi realizada em dois momentos, o 1o foi realizado no Laboratório de Biomecânica da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da Universidade de Passo Fundo – Rio Grande do Sul – Brasil, sendo avaliado o teste de impulsão vertical Squat Jump (SJ) e posteriormente as avaliações no dinamômetro isocinético. As atletas foram submetidas a um aquecimento na bicicleta ergométrica sem carga, durante cinco minutos. Após isso foi realizado a coleta de dados da impulsão vertical SJ, utilizando um tapete de contato da marca Cefise Biotecnologia, modelo Jump System Pro equipamento desenvolvido para medir tempo de contato e tempo de vôo em salto vertical, onde as atletas foram posicionadas uma a uma. Cada atleta executou o salto vertical três vezes com as mãos posicionadas na cintura para que não houvesse o balanceio dos braços e a flexão de joelho aproximadamente em 90° executando o salto em extensão dos joelhos. O tapete de contato gera parâmetros do salto vertical como: altura do salto vertical, tempo de contato, tempo de vôo, potência em Watts, transfere dados para o excel (como gráficos), possui filtros para saltos válidos, permite configuração para número de saltos ou tempo de saltos e visualização de gráficos em tempo real. O intervalo de cada salto foi de 30 segundos, sendo realizado uma média para o melhor salto entre as três tentativas. Na sequência a atleta encaminhou-se ao dinamômetro isocinético para a avaliação de flexão e extensão dos joelhos. As atletas se posicionaram confortavelmente na cadeira do equipamento, apoiando as costas no encosto a 85o, ajustado até que a fossa poplítea esteja apoiada na parte anterior do assento. Para estabilização do tronco utilizou-se os cintos de segurança do equipamento, sendo um pélvico, e dois cruzando as espinhas ilíacas ântero-posteriores. Para melhor fixação da coxa, uma cinta de ajuste foi fixada acima da articulação do joelho e também dois centímetros acima do maléolo medial, com uma cinta de velcro ajustável para estabilização da perna que executou o movimento. O eixo de rotação do dinamômetro foi alinhado com o eixo da articulação do joelho.</p>
<p>Antes de iniciar o teste, a avaliada executou dois movimentos livres de extensão e flexão para se familiarizar com o equipamento. Em seguida, começou o protocolo de avaliação, constituído de duas velocidades angulares (60o/s e 300o/s), onde foi completado cinco repetições na primeira velocidade e 20 repetições na segunda velocidade, partindo da flexão máxima e terminando na extensão do joelho, e assim sucessivamente. O intervalo entre as velocidades foi de 60 segundos. Em seguida o mesmo procedimento foi realizado no outro joelho.</p>
<p>No 2o momento, em outro dia, realizou-se as coletas de impulsão vertical Counter movement Jump (CMJ) com o uso dos braços para o fundamento de bloqueio e ataque para que fosse possível simular estes fundamentos o mais próximo de um lance real de uma partida de voleibol. E identificar as diferenças no ganho de performance quando há a utilização do balanço dos braços durante o salto, pois conforme alguns estudos nos mostram que a utilização dos braços pode aumentar a altura do salto em cerca de (54%)13.</p>
<p>Sendo assim, as atletas realizaram aquecimento articular e orgânico durante 10 minutos, conforme o aquecimento usual da equipe, e logo após foram realizados os testes da impulsão vertical utilizando o balanceio dos braços simulando um bloqueio acima da rede, sendo que a plataforma de impulsão foi posicionada na quadra, anterior à rede na altura oficial do voleibol feminino. As atletas se posicionavam na lateral da plataforma, ao sinal do avaliador executavam a passada lateral de bloqueio, onde colocavam os dois pés em cima da plataforma, flexionavam e estendiam imediatamente os joelhos tentando alcançar a maior altura possível utilizando o balanceio dos braços em simulação ao bloqueio durante uma partida, e retornando na mesma posição em cima da plataforma para a validação do salto. Foram realizados três saltos com intervalos de 30 segundos, sendo realizado uma média para o melhor salto entre as três tentativas.</p>
<p>Para a realização do movimento do ataque, foi posicionada novamente a plataforma em frente à rede e as atletas realizavam a passada do fundamento em direção à plataforma, realizando o salto em cima dela e aterrissando sobre a mesma, sendo que novamente foram realizados três movimentos com intervalos de 30 segundos, sendo realizado uma média para o melhor salto entre as três tentativas.</p>
<p>As análises dos dados foram realizadas inicialmente com média e desvio padrão. A amostra foi testada para normalidade com o teste de Kolmogorov-Smirnov, sendo classificada como não paramétrica. Posteriormente para verificar a correlação entre o pico de torque e a impulsão vertical durante bloqueio e ataque se aplicou a regressão linear simples para se obter a correlação de Pearson, o coeficiente de determinação simples e ajustado, e o erro padrão da estimativa entre os dados através do programa Statistical Package for Social Science for Windows (SPSS) versão 22, a um nível de significância de p≤0.050.</p>
</sec>
<sec>
<title>
<bold>Resultados</bold>
</title>
<p>As 11 atletas da equipe adulta de voleibol feminina avaliada, apresentaram média de idade de 21.75±8.16 anos, estatura de 1.74±0.07 metros e índice de massa corporal de 21.38±1.83 quilogramas.</p>
<p>Na tabela 1 se apresenta a correlação entre o pico de torque isocinético e a impulsão vertical durante a execução do bloqueio, onde nenhuma variável apresentou correlação estatisticamente significativa para essas tarefas.</p>
<p>Quando avaliado a correlação do pico de torque isocinético com a impulsão vertical durante execução do ataque nas atletas de voleibol (Tabela 2), o flexor direito a 60°/s e o extensor esquerdo a 300°/s apresentaram uma moderada correlação, sendo assim estatisticamente significativo.</p>
<sec>
<title>
<bold>Discussão</bold>
</title>
<p>Através dos resultados obtidos observou-se uma moderada correlação entre o flexor direito a 60º/s e o extensor esquerdo a 300º/s na impulsão vertical ao executar o fundamento do ataque nas atletas de voleibol. Os achados do presente estudo são importantes por identificar a relação que a impulsão vertical tem com a força muscular de membros inferiores, sendo excelentes parâmetros para a melhora do trabalho de preparação física das atletas.</p>
<p>O fato de ser comparado o salto realizado em duas posições diferentes dos MMSS (bloqueio e ataque), vem de encontro ao estudo de Feltner et al.14 que demonstram que há um aumento de 10% na performance dependendo da posição dos braços.</p>
<p>Conforme Cheng et al.15 foi constatado que ao realizar o salto com a ajuda dos braços pode-se melhorar o desempenho e a velocidade vertical de decolagem, havendo uma contribuição de quase 2/3 do aumento da altura.</p>
<p>Os resultados foram corroborados em partes com a pesquisa de Sattler et al.16 ao identificar associação significativa da impulsão vertical em bloqueio e ataque com as variáveis isocinéticas em 82 atletas femininas de voleibol com média de idade semelhante a esse estudo de 21.3 anos.</p>
<p>A pesquisa de Rouis et al.17 vem ao encontro desse estudo ao identificar a correlação entre o pico de torque isocinético dos extensores do joelho na velocidade de 240º/s medida pelo Biodex com a máxima altura do salto vertical obtido pelo Counter movement Jump em 18 atletas femininas, praticantes de basquetebol.</p>
<p>Os escores dessa pesquisa mostraram também que existe uma correlação significativa entre o pico de torque isocinético e o desempenho da impulsão vertical em atletas do sexo feminino.</p>
<p>Sendo que essa correlação pode ser entendida pelo estudo de Sattler et al.18 ao analisar essa relação em atletas de voleibol de ambos os gêneros, onde foram encontrados somente resultados de associação para o sexo feminino, assim essa predição é explicada pelos fatores biomecânicos de salto no voleibol e também se constata a necessidade de mais pesquisas para explicar minuciosamente a ocorrência desses resultados.</p>
<p>Também, Ćopić et al.19 explicam que as forças dos extensores da perna bem como a composição corporal são outros fortes preditores que podem explicar os escores no desempenho da impulsão vertical e a da execução de movimentos rápidos durante a realização de uma determinada tarefa no esporte.</p>
<p>Os autores González-Ravé et al.20 ao analisar a correlação de impulsão vertical em plataforma diferente do presente estudo, a Kistler Quattro-Jump e o pico de torque isocinético de membros inferiores dominante e não dominante nas velocidades de 60º/s e 180º/s, com cinco repetições para todos os jogadores masculinos de handebol da liga Espanhola, encontram escores diferentes do presente estudo, onde seus resultados não apresentaram correlação significativa, comprovando a diferença de gênero apresentada nos estudos anteriores.</p>
<p>Outra variável influenciadora nos escores da impulsão vertical é a velocidade apresentada pelo indivíduo, onde Cruz e Bankoff21 ao avaliar a correlação de quinze jogadores brasileiros de handebol do sexo masculino, utilizando uma plataforma de força com câmeras de vídeo e infravermelho sincronizadas, que permitiam a obtenção dos valores de força e a reprodução virtual dos saltos com o Counter movement Jump foram encontradas uma ótima correlação da impulsão vertical com a velocidade (r = 0,99; p&lt;0,001).</p>
<p>Devem-se levar em conta algumas variáveis que podem interferir nesse contexto de avaliação isocinética e de impulsão vertical em atletas de voleibol. Dentre essas variáveis, podemos destacar: o comprimento dos membros superiores e inferiores, indicadores antropométricos, níveis de força individualmente e o tempo de treinamento física em que o atleta se encontra22,23.</p>
<p>Cabe ainda ressaltar que algumas variáveis podem interferir significativamente nos níveis de força de atletas de voleibol, como o período de treinamento e o destreinamento. Que segundo Marques et al.24 identificaram em seu estudo que 4 semanas de destreinamento são suficientes para provocarem perdas significativas na força explosiva de membros superiores e inferiores, vindo a interferir significativamente nos escores dos testes.</p>
<p>Portanto é de fundamental importância que os valores de força explosiva sejam mantidos durante a fase inicial do salto, isto é, durante a fase concêntrica, para que possa promover uma maior impulsão vertical, não afetando os escores finais25.</p>
<p>O estudo apresentou algumas limitações como: o número pequeno de participantes, o delineamento descritivo de correlação, que não permite analisar fidedignamente a causa e o efeito das variáveis. Como também apresentou pontos positivos, ao analisar duas variáveis extremamente importantes no contexto da preparação física de atletas de voleibol, vindo a contribuir tanto na melhora da performance física como na prevenção de possíveis lesões por desequilíbrio muscular.</p>
<p>
<table-wrap id="gt1">
<label>Tabela 1</label>
<caption>
<title>Correlação entre pico de torque e impulsão vertical no bloqueio das atletas de voleibol</title>
<p>r: Correlação de Pearson; r2: Coeficiente de determinação; EPE: Erro Padrão da Estimativa.</p>
<p>Valor de p obtido por regressão linear simples p ≤ 0.050.</p>
</caption>
<alt-text>Tabela 1 Correlação entre pico de torque e impulsão vertical no bloqueio das atletas de voleibol</alt-text>
<alternatives>
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<table id="gt2-526564616c7963">
<tbody>
<tr>
<td>Membro e velocidade</td>
<td>r</td>
<td>r2</td>
<td>r2 ajustado</td>
<td>EPE</td>
<td>p</td>
</tr>
<tr>
<td>Extensor Direito 60º/s</td>
<td>0.479</td>
<td>0.229</td>
<td>0.144</td>
<td>5,692</td>
<td>0.136</td>
</tr>
<tr>
<td>Extensor Esquerdo 60 º/s</td>
<td>0.343</td>
<td>0.117</td>
<td>0.019</td>
<td>6,091</td>
<td>0.302</td>
</tr>
<tr>
<td>Flexor Direito 60 º/s</td>
<td>0.577</td>
<td>0.333</td>
<td>0.259</td>
<td>5.294</td>
<td>0.063</td>
</tr>
<tr>
<td>Flexor Esquerdo 60 º/s</td>
<td>0.196</td>
<td>0.038</td>
<td>-0.069</td>
<td>6.358</td>
<td>0.564</td>
</tr>
<tr>
<td>Extensor Direito 300 º/s</td>
<td>0.467</td>
<td>0.218</td>
<td>0.131</td>
<td>5.733</td>
<td>0.148</td>
</tr>
<tr>
<td>Extensor Esquerdo 300 º/s</td>
<td>0.525</td>
<td>0.275</td>
<td>0.195</td>
<td>5.520</td>
<td>0.098</td>
</tr>
<tr>
<td>Flexor Direito 300 º/s</td>
<td>0.290</td>
<td>0.084</td>
<td>-0.017</td>
<td>6.204</td>
<td>0.386</td>
</tr>
<tr>
<td>Flexor Esquerdo 300 º/s</td>
<td>0.223</td>
<td>0.050</td>
<td>-0.056</td>
<td>6.320</td>
<td>0.511</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</alternatives>
<attrib>Os autores.</attrib>
</table-wrap>
</p>
<p>
<table-wrap id="gt2">
<label>Tabela 2</label>
<caption>
<title>Correlação entre pico de torque e impulsão vertical no ataque das atletas de voleibol</title>
<p>r: Correlação de Pearson; r2: Coeficiente de determinação. EPE: Erro Padrão da Estimativa.</p>
<p>Valor de p obtido por regressão linear simples p≤0.050.</p>
</caption>
<alt-text>Tabela 2 Correlação entre pico de torque e impulsão vertical no ataque das atletas de voleibol</alt-text>
<alternatives>
<graphic xlink:href="92957928003_gt3.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
<table id="gt3-526564616c7963">
<tbody>
<tr>
<td>Membro e velocidade</td>
<td>r</td>
<td>r2</td>
<td>r2 ajustado</td>
<td>EPE</td>
<td>p</td>
</tr>
<tr>
<td>Extensor Direito 60º/s</td>
<td>0.440</td>
<td>0.194</td>
<td>0.104</td>
<td>8,006</td>
<td>0.175</td>
</tr>
<tr>
<td>Extensor Esquerdo 60 º/s</td>
<td>0.442</td>
<td>0.196</td>
<td>0.106</td>
<td>7,997</td>
<td>0.173</td>
</tr>
<tr>
<td>Flexor Direito 60 º/s</td>
<td>0.609</td>
<td>0.371</td>
<td>0.301</td>
<td>7.073</td>
<td>0.047</td>
</tr>
<tr>
<td>Flexor Esquerdo 60 º/s</td>
<td>0.105</td>
<td>0.011</td>
<td>-0.099</td>
<td>8.867</td>
<td>0.759</td>
</tr>
<tr>
<td>Extensor Direito 300 º/s</td>
<td>0.402</td>
<td>0.162</td>
<td>0.069</td>
<td>8.163</td>
<td>0.220</td>
</tr>
<tr>
<td>Extensor Esquerdo 300 º/s</td>
<td>0.664</td>
<td>0.441</td>
<td>0.379</td>
<td>6.667</td>
<td>0.026</td>
</tr>
<tr>
<td>Flexor Direito 300 º/s</td>
<td>0.567</td>
<td>0.321</td>
<td>0.246</td>
<td>7.344</td>
<td>0.069</td>
</tr>
<tr>
<td>Flexor Esquerdo 300 º/s</td>
<td>0.542</td>
<td>0.294</td>
<td>0.216</td>
<td>7.491</td>
<td>0.085</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</alternatives>
<attrib>Os autores.</attrib>
</table-wrap>
</p>
</sec>
<sec>
<title>
<bold>Conclusões</bold>
</title>
<p>Dessa forma o presente estudo apresentou uma moderada correlação entre o pico de torque isocinético e a impulsão vertical durante o fundamento de ataque das atletas de voleibol, podendo ser utilizado como parâmetro para avaliação de força na prescrição de um treinamento específico para o ganho de performance de atletas de voleibol. Porém, cabe ressaltar que seja necessário ser interpretado com cautela por não inferir a causa e o efeito dessa relação.</p>
<p>Recomenda-se que sejam feitas pesquisas realizando intervenções com o treinamento de força, fazendo avaliações pré e pós-treinamento para avaliar a eficácia de intervenções propostas e com uma amostra maior de atletas.</p>
</sec>
</sec>
</sec>
</body>
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