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Correlação entre a funcionalidade e a força muscular periférica em pacientes renais crônicos submetidos à hemodiálise
Correlation between functionality and a peripheral muscle strength in chronic renal patients undergoing hemodialysis
Correlação entre a funcionalidade e a força muscular periférica em pacientes renais crônicos submetidos à hemodiálise
ConScientiae Saúde, vol. 18, núm. 1, pp. 18-25, 2019
Universidade Nove de Julho

Recepção: 02 Maio 2018
Aprovação: 28 Fevereiro 2019
Resumo: Introdução: A hemodiálise é um tratamento que acarreta diversas complicações nos sistemas muscular, metabólico e cardiorrespiratório, comprometendo a funcionalidade e força muscular periférica do paciente. Objetivo: Correlacionar à funcionalidade e a força muscular periférica em pacientes renais crônicos submetidos à hemodiálise. Métodos: Tratou-se de um estudo transversal com pacientes renais crônicos. Para avaliação de força muscular foi o utilizado o Medical Research Council (MRC). Durante a sessão de hemodiálise foi aplicado o questionário de Medida de Independência Funcional (MIF), que avalia a funcionalidade do indivíduo. Resultados: No estudo não foi encontrada correlação significativa entre MRC Total e MIF Total. Entretanto, foi observada uma correlação significativa e negativa entre idade e MRC total Conclusão: Foi possível analisar o perfil dos pacientes acometidos pela Doença Renal Crônica (DRC). Constatou-se que pacientes renais que apresentavam idade mais avançada possuíam um grau de força muscular reduzida. Descritores: Doença renal crônica; Fisioterapia; Força Muscular.
Palavras-chave: Doença renal crônica, Fisioterapia, Força Muscular.
Abstract: Hemodialysis is a treatment that entails several complications in the muscular, metabolic and cardiorespiratory systems, compromising the functionality and the peripheral muscular strength of the patient. Objective: To correlate peripheral muscle function and strength in chronic renal patients undergoing hemodialysis. Methods: This was a cross-sectional study with chronic renal patients. For evaluation of muscle strength was used the Medical Research Council (MRC). During the hemodialysis session, the Functional Independence Measure (MIF) questionnaire was applied, which evaluates the individual’s functionality. Results: No significant correlation between MRC Total and MIF Total was found in the study. However, a significant and negative correlation was observed between age and total RRM. Conclusion: It was possible to analyze the profile of patients affected by chronic kidney disease (CKD). It was found that renal patients who were more advanced age had a reduced degree of muscular strength.
Keywords: Chronic Kidney Disease, Physiotherapy, Muscle Strength.
Introdução
O número de pacientes portadores da doença renal crônica (DRC) vem aumentando progressivamente em todo mundo. Em 1994, o Brasil tinha 24.000 pacientes mantidos em programa de hemodiálise, em 2004, dados mundiais mostraram que os Estados Unidos, o Japão e o Brasil eram os três primeiros em número de pacientes com DRC, sendo está um grave problema de saúde pública1. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que no Brasil há 91.314 pacientes em hemodiálise, com um aumento de 114,4% no número de casos de 2000 a 20112.
A DRC é uma síndrome que inclui diversas nefropatias caracterizada por evolução lenta e progressiva, acarretando a diminuição da função renal, por resultado da destruição dos néfrons e incapacidade dos rins de realizar suas funções homeostáticas, apresentando ainda etiologia desconhecida, mas de acordo com alguns estudos está associada a fatores como a hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus como as principais causas, além do tabagismo e dislipidemias3,4. Para Reboredo5 uma das maiores causas de mortalidade em pacientes com DRC é de origem cardiovascular, atingindo um índice anual em torno de aproximadamente, 9%, ou seja, de 10 a 20 vezes maior se comparado à população geral.
A HD é uma terapia que consiste na circulação extracorpórea do sangue, onde o sangue vai fluir por um sistema de tubos para um dialisador, filtrando os resíduos tóxicos e excesso de líquido e em seguida, retoma para o organismo do paciente6. O tratamento hemodialítico pode ocasionar diversas complicações que podem ser: metabólicas, cardiorrespiratórias e musculares. O sistema muscular é gravemente afetado pela deterioração musculoesquelética, atrofia por desuso e fraqueza muscular generalizada como resultado da patogenia da miopatia urêmica, que se conceitua como o acúmulo de toxinas no músculo que leva a perda progressiva das propriedades de força1.
Devido a essa perda de força, principalmente pela hipotrofia muscular das fibras tipo I e II, os pacientes com DRC apresentam uma capacidade aeróbica relativamente baixa, que leva ao rápido e progressivo descondicionamento físico, que pode estar associado também a descoloração da pele, emagrecimento, edema, fadiga, alterações pulmonares e consequentemente diminuição da funcionalidade do indivíduo7.
A capacidade funcional que está definida como a capacidade de realizar algo pelos próprios meios também ficará alterada, comprometendo as condições motoras e cognitivas, interferindo na vida dos pacientes e limitando as realizações das atividades de vidas diárias8.
Tendo em vista o achado na literatura pesquisada, pacientes com DRC submetidos à hemodiálise tendem a ter vários comprometimentos supracitados que reduzem a força muscular desses indivíduos, consequentemente podem afetar a funcionalidade, viu – se necessária uma investigação com o objetivo de correlacionar à funcionalidade e a força muscular periférica em pacientes renais crônicos submetidos à hemodiálise.
Metodologia
Realizou-se um estudo transversal no setor de hemodiálise da Unidade de Nefrologia de Alagoas – UNIRIM. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Centro Universitário Tiradentes – UNIT, Maceió-Alagoas, parecer nº 829.666, seguindo as diretrizes e normas vigentes regulamentadoras sobre pesquisa, envolvendo seres humanos, oriundas da Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde/Ministério da Saúde.
Para o cálculo do tamanho da amostra, foi utilizado o critério de conveniência com amostra não-probabilística, sendo avaliados durante os meses de outubro e novembro de 2014, 66 pacientes com diagnóstico clínico de doença renal crônica (DRC), que realizavam hemodiálise e maiores de 18 anos. Foram excluídos da amostra pacientes que apresentavam dificuldade no entendimento do comando verbal e pacientes amputados que não conseguiam realizar o teste de força muscular.
A coleta só foi iniciada após esclarecimentos dos objetivos do estudo, elucidação dos procedimentos que iriam ser realizados e pela assinatura dos participantes do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE. Inicialmente foi aplicado um questionário de avaliação inicial, contendo: identificação, idade, sexo e comorbidades apresentadas pelo doente.
Para avaliação de força muscular foi o utilizado Medical Research Council (MRC) antes de o paciente iniciar a sessão de hemodiálise, através de um único avaliador, para que não houvesse variação dos resultados da pesquisa. Durante a sessão de hemodiálise foi aplicado o questionário de Medida de Independência Funcional (MIF), que avalia a funcionalidade do indivíduo.
Avaliação da funcionalidade
O instrumento para quantificar o grau de funcionalidade, de pacientes com DRC foi o questionário “Medida de Independência Funcional” (MIF), traduzido e validado no Brasil em 2000 por Riberto9. O questionário foi aplicado por um único pesquisador, sendo as perguntas e todas as opções de resposta lidas ao paciente. Estão descritos dois domínios na MIF, o motor onde as atividades avaliadas estão os autocuidados, transferências, locomoção, controle esfincteriano, e o cognitivo onde foram avaliadas a comunicação e cognição social, que inclui memória, interação social e resolução de problemas. Cada uma dessas atividades é avaliada e recebe um escore que parte de 1 (dependência total) a 7 (independência completa), assim a pontuação total varia de 18 a 126. O valor 1 equivale à dependência total. Os níveis 2, 3 e 4 correspondem, respectivamente, à assistência máxima, moderada e mínima. O nível 5 diz respeito à supervisão, estímulo ou preparo, quando é necessária a presença, sugestão ou encorajamento de outra pessoa, sem contato físico. O nível 6 se refere à independência modificada, quando as atividades precisam de uma ajuda técnica, adaptação, uma prótese realizada em tempo excessivo, e o nível 7 é a independência completa, as tarefas são realizadas sem ajuda e num tempo razoável7.
Avaliação da força muscular periférica
A avaliação do grau de força manual muscular foi verificada através do índice Medical Research Council – MRC – graduando a força muscular de 0 a 5, sendo grau 0: ausência de contração muscular, grau 1: contração muscular discreta, grau 2: movimento ativo no plano horizontal com a eliminação da gravidade, grau 3: movimento ativo contra a ação da gravidade, grau 4: movimento ativo com ação da gravidade e resistência, grau 5: força muscular normal, onde quanto maior for a pontuação maior o desempenho na atividade realizada nos grupos musculares selecionados. A avaliação da força muscular foi avaliada por um único pesquisador antes da hemodiálise, onde foram avaliados grupos de 6 músculos de cada lado (deltoide, bíceps braquial, extensor do punho, íleo-psoas, quadríceps e tibial anterior) com a resistência do pesquisador para cada movimento, sendo todos os movimentos explicados e demonstrados aos pacientes antes da sua realização. Após essa avaliação foi calculado o percentual de força através do escore do MRC. A pontuação total varia entre 0 (tetraparesia completa) a 60 (força muscular normal). Pontuação entre 48 e 37 pontos na escala do MRC são considerados portadores de fraqueza significativa; os que apresentam 36 pontos ou menos são classificados como severamente fracos10.
Análise estatística
Os dados estão apresentados como média e desvio-padrão ou como frequências absolutas e relativas. As relações entre as variáveis foram exploradas por meio de análises de correlação de Pearson e por meio de regressões lineares multivariadas, com o objetivo de descontar os efeitos da idade e do sexo sobre as relações. Para todas as análises foi utilizado um valor de alfa igual a 5%, com auxílio do software Statistical Package for the Social Sciences v 20.0 (IBM Inc, Chicago, IL).
Resultados
Foram estudados 65 pacientes, sendo 56,9% (37) do gênero masculino e 43,1% (28) do gênero feminino, onde 76,9% apresentavam hipertensão arterial sistêmica e 40% da amostra apresentavam diabetes mellitus. A idade média total foi de 59,8±16,2 anos, a menor e maior idade encontrada, na amostra foram 25 e 91 anos. A média do MRC total foi de 51,6±9,0 e do MIF total foi de 119,6±15,5, conforme demostrado na Tabela 1.
Na pesquisa não foi encontrada correlação significativa entre MRC Total e MIF Total (r = 0,175; p = 0,16), conforme demonstrado abaixo na figura 1, a amostra avaliada foram encontrados indivíduos tanto com valores normais para MRC total quanto para MIF total, e valores diminuídos para MRC com MIF total normal.
Foi encontrada na pesquisa uma correlação significativa e negativa entre idade e MRC total (r = –0,506; p<0,001), conforme descrito na figura 2 citada abaixo, ou seja, quanto maior a idade, menor a força muscular periférica. Logo os pacientes que apresentaram diminuição da força muscular periférica são os pacientes que apresentavam maior faixa etária.
Em relação ao MIF total foi encontrada uma média de 119,6 indicando independência completa. Contudo, como demonstrado abaixo na figura 3, os subitens do MIF foram encontrados valores da média para MIF cognição social de 20,13 MIF, comunicação de 13,52, MIF locomoção 13,2, MIF mobilidade 20,2, MIF controle de esfíncter 13,47 e MIF autocuidado de 40,5.
| Variável | Média | Desvio Padrão |
| Idade (anos) | 59,8 | 16,2 |
| MRC Total | 51,6 | 9,0 |
| MIF Total | 119,6 | 15,5 |
MRC – Medida da força muscular periférica total; MIF – Medida da independência funcional total.
dados da pesquisa



Discussão
De acordo com o censo realizado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (2010) indicam que a prevalência de pacientes renais crônicos é do gênero masculino atingindo um total de 67,7% dos casos11, no presente estudo confirmou-se esses dados com 56,9% sendo indivíduos homens.
A média da idade de pessoas acima de 60 anos da amostra do nosso estudo foi de 54,5% da população estudada, dados encontrados também em outros estudos, em que a média de idade foi de 65,5±16, 2 anos, sendo 65,2% dos pacientes com idade superior a 60 anos12.
Em relação aos fatores de risco, em nosso estudo 76,9% apresentavam-se com HAS e 40% com DM, que confirma com outros estudos de Bucuvic et al, 2011 onde 44,4% apresentaram HAS e 61,9% DM e 52% tinham HAS, 26% para DM no estudo de Soares, 2011. Bortolotto13 diz que a HAS pode não causar a DRC, mas pode ser determinante para a progressão e agravamento da DRC.
Partindo dos dados estudados na pesquisa, a hemodiálise acarreta desequilíbrios em vários sistemas em longo prazo junto com a evolução da doença, ocasionando redução da capacidade funcional e da força no sistema musculoesquelético14. Para Coelho15 a DRC traz consequências em vários sistemas, onde o musculoesquelético é gravemente afetado, apresentando déficit na funcionalidade e na força muscular do indivíduo acometido. Entretanto, foi evidenciado no presente estudo que não houve ligação direta entre as variáveis, encontrando valores de independência funcional normal e o de força muscular periférica diminuída.
Em nossa pesquisa, em relação ao escore do MIF total foi de 119,6 indicando independência completa dos pacientes acometidos com DRC, corroborando com estudos de Oller8 com um escore de 118,38 pontos indicando também uma independência completa para funcionalidade.
De acordo com Côrrea16, em seu estudo avaliando a capacidade funcional através do TC6M, não foram encontrados valores significativos, indicando que os pacientes de sua amostra possuíam uma independência normal. Resultados semelhantes foram observados em nosso estudo, onde os indivíduos não apresentaram uma taxa de dependência funcional significativa, diferentemente do estudo de Reis17, encontrado na literatura, onde esses valores se encontraram abaixo do normal indicando que a capacidade funcional dos pacientes apresenta uma diminuição significativa.
A independência funcional e força muscular periférica dos pacientes estudados não demonstraram correlação com diferença significativa, além disso, muitos obtiveram valores próximos da normalidade, isso pode ser explicado pelo fato dos pacientes não apresentarem dificuldade na realização das atividades diárias, ao contrário do que se encontra em ouros estudos que a independência funcional se mostra reduzida em indivíduos com DRC18 e que a essa, pode não debilitar apenas a função renal, mas também provocar alterações físicas associadas ao tratamento, que constituem fatores limitantes das atividades diárias, tornando-se necessário um tratamento de reabilitação19, e em nosso estudo mesmo tendo uma média próxima ao valor normal para a força muscular periférica, 23, 07% dos valores do teste MRC mostraram-se abaixo do normal.
Em seu estudo Grasselli20, referiu-se ao funcionamento físico quanto ao grau em que a saúde física interfere no trabalho e em outras atividades diárias, e que leva a um rendimento menor que o desejado, porém, os dados de nossa pesquisa indicaram que tais fatores não afetaram negativamente a funcionalidade dos pacientes em tratamento hemodialítico, pois os valores obtidos sobre a medida de independência funcional não se mostraram significativos ao ponto de interferir na realização de atividades diárias, apresentando uma média de 119,6 pontos no MIF total. No estudo de Mariano19, a pontuação da média do MIF total foi 110 pontos, indicando uma dependência moderada, portanto não prejudicando as realizações das atividades de vidas diárias do paciente, corroborando com os dados da nossa pesquisa.
Em relação ao MRC total e idade foi encontrada na pesquisa uma correlação significativa e negativa (p < 0,001) onde indica que quanto maior a idade, menor a força muscular periférica. As alterações encontradas nas fibras musculares são devidas não só pelo tratamento intradialítico, mas também, pela presença da miopatia urêmica, que ocasiona a atrofia e a fraqueza muscular, assim como pela deterioração normal da fisiologia humana do envelhecimento. A prevalência da IRC aumenta com a idade e aproximadamente 17% dos indivíduos maiores de 60 anos apresentam maior probabilidade de desenvolver a doença e uma acentuada perda da força muscular21.
Soares22, em seu estudo afirma que o paciente renal crônico apresenta excesso de líquidos corporais, o que deixam os órgãos congestos, inclusive os pulmões. Portanto a tolerância desses pacientes ao exercício fica gravemente reduzida, como afirma Costa23, que vários incômodos foram encontrados em pacientes com DRC durante a hemodiálise como dores musculares, câimbras, coceiras, fraqueza muscular, diminuição da ingestão de líquido, diminuição da ingestão alimentar e capacidade de trabalhar, o que afeta diretamente o desempenho físico desses pacientes em atividades diárias, diminuindo a independência funcional e a força muscular periférica. Esses achados não foram significativos em nossa pesquisa, pois nossa população estudada não apresentou acentuada perda de força muscular periférica e de funcionalidade.
Ainda discorrendo sobre funcionalidade, no estudo de Oller8 foi encontrada uma média de 118,38 pontos, indicando um nível de independência completa, média essa achada em nossa pesquisa com 119,6 pontos. Destaca-se para as dimensões da MIF motora, no autocuidado uma média de 40,56 pontos, onde se obteve um escore com maior pontuação e indicação de independência, e escores menores para a dimensão locomoção, valores achados também no estudo de Oller24, onde foi observado um maior escore para auto cuidado, e menores escores para a dimensão locomoção, concordando com nosso estudo.
Segundo Kovelis25, a hemodiálise promove a degradação da musculatura assim como as proteínas de todo o organismo. A fraqueza muscular generalizada encontrada nos pacientes que realizam hemodiálise afeta predominantemente os membros inferiores e a musculatura proximal, esses dados explicam o fato de pessoas de nossa amostra com DRC apresentarem diminuição da força muscular periférica, principalmente se a idade desses indivíduos forem mais avançadas, porém, esses valores não se mostram diferentes de uma pessoa sem alteração da força muscular, o que indica que nossa amostra não apresenta tantos efeitos deletérios ocasionados pela hemodiálise.
Barreto26, diz que em pessoas que realizam hemodiálise a musculatura se atrofia e como consequência, ocorre no organismo uma fraqueza generalizada, causada pela perda de força, que comparada a de indivíduos normais é de 30 a 40% menor, levando o paciente ao descondicionamento físico. Porém, em nosso estudo essa perda de força muscular não foi tão significativa, pois a maioria dos pacientes estudados apresentaram MRC > 48, o que não indica presença de fraqueza muscular.Segundo Schneider27, ocorrem alterações fisiológicas no indivíduo com DRC, como diminuição da massa muscular e da capacidade para o exercício, que podem ser provocadas pela inatividade física e pelo fato dessas pessoas terem várias complicações fisiológicas que contribuem para a inatividade física, tendo assim diminuições rápidas na sua capacidade funcional, como mostra nossa pesquisa que 95, 38% das pessoas estudadas apresentaram independência funcional modificada ou completa.
Conclusão
Diante da pesquisa foi possível analisar o perfil dos pacientes acometidos pela Doença Renal Crônica (DRC). Verificou-se que a Hemodiálise ocasiona efeitos deletérios nos sistemas muscular, metabólico e cardiorrespiratório dos indivíduos, o que acarreta uma grave fraqueza muscular e limitação na funcionalidade, entretanto, em nosso estudo não foi observado isso, pois os indivíduos apresentavam um grau de independência completa. Porém foi possível constatar que pacientes renais que apresentavam idade mais avançada possuíam um grau de força muscular reduzida.
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