
Recepción: 21 Septiembre 2021
Aprobación: 28 Febrero 2022
Resumo: O bem-estar subjetivo associado à escala de necessidades segundo Maslow e aos evidentes impactos da Covid-19 objetiva levantar quais necessidades são apontadas como prioritárias e emergentes por trabalhadores residentes no estado do Piauí. Fez-se uso de questionário on-line via aplicativo WhatsApp, e a interpretação e a análise são ancoradas em estatística básica e na literatura selecionada. O perfil do maior número de participantes é do sexo feminino, entre 31 e 40 anos, com maior escolaridade em nível superior e exercendo atividades profissionais, científicas e técnicas. As necessidades prioritárias indicadas nos achados são: alimentação, saúde física, sentimento de pertencimento, reputação positiva e crescimento pessoal; e emergentes: fé em Deus, saúde mental, mais tolerância, amparo psicológico para as famílias e mais ações governamentais junto à sociedade. Os achados contribuem para que, especialmente em situações adversas, gestores de pessoas adotem ações que garantam a saúde mental e emocional dos empregados como precedentes para sua satisfação e seu desempenho.
Palavras-chave: contexto pandêmico, necessidades emergentes, Teoria de Maslow, saúde mental.
Abstract: The subjective well-being in this study associated with the scale of needs according to Maslow and the evident impacts of Covid-19 aims to raise which needs are indicated as priority and emerging by workers living in the state of Piauí. An online questionnaire was used, with access link via WhatsApp, and the interpretation and the analysis were anchored in basic statistics and the selected literature. The profile of the largest number of participants is female, between 31 and 40 years old, with higher education and professional, scientific, and technical activities. The priority needs indicated in the findings are: food, physical health, feeling of belonging, positive reputation, and personal growth; and the emerging needs are: faith in God, mental health, more tolerance, psychological support for families, and more governmental actions in society. The findings contribute to, especially in adverse situations, people managers should adopt actions to ensure employees mental and emotional health as precedents for their satisfaction and performance.
Keywords: Pandemic context, emerging needs, Maslow's Theory, mental health..
Avaliação de necessidades para o bem-estar de trabalhadores no contexto da Covid-19
Needs assessment for the welfare of workers in the Covid-19 context
Submetido: 21/09/2021.Aprovado: 28/02/2022
Processo de Avaliação: Double Blind Review- DOI 98890000000999
Antonella Maria das Chagas Sousa-docente.antonella.sousa@ufpi.edu.br-https://orcid.org/0000-0002-8508-4535
Universidade São Caetano do Sul (USCS)
Edson Keyso de Miranda Kubo - edson.kubo@online.uscs.edu.br – https://orcid.org/0000-0001-9017-2487
Universidade São Caetano do Sul (USCS)
Maria das Dores Paz - dasdorespaz@gmail.com – https://orcid.org/0000-0001-9678-1953
Universidade do Norte do Paraná (UNOPAR)
RESUMO
O bem-estar subjetivo associado à escala de necessidades segundo Maslow e aos evidentes impactos da Covid-19 objetiva levantar quais necessidades são apontadas como prioritárias e emergentes por trabalhadores residentes no estado do Piauí. Fez-se uso de questionário on-line via aplicativo WhatsApp, e a interpretação e a análise são ancoradas em estatística básica e na literatura selecionada. O perfil do maior número de participantes é do sexo feminino, entre 31 e 40 anos, com maior escolaridade em nível superior e exercendo atividades profissionais, científicas e técnicas. As necessidades prioritárias indicadas nos achados são: alimentação, saúde física, sentimento de pertencimento, reputação positiva e crescimento pessoal; e emergentes: fé em Deus, saúde mental, mais tolerância, amparo psicológico para as famílias e mais ações governamentais junto à sociedade. Os achados contribuem para que, especialmente em situações adversas, gestores de pessoas adotem ações que garantam a saúde mental e emocional dos empregados como precedentes para sua satisfação e seu desempenho.
Palavras-chave: contexto pandêmico, necessidades emergentes, Teoria de Maslow, saúde mental.
ABSTRACT
he subjective well-being in this study associated with the scale of needs according to Maslow and the evident impacts of Covid-19 aims to raise which needs are indicated as priority and emerging by workers living in the state of Piauí. An online questionnaire was used, with access link via WhatsApp, and the interpretation and the analysis were anchored in basic statistics and the selected literature. The profile of the largest
The subjective well-being in this study associated with the scale of needs according to Maslow and the evident impacts of Covid-19 aims to raise which needs are indicated as priority and emerging by workers living in the state of Piauí. An online questionnaire was used, with access link via WhatsApp, and the interpretation and the analysis were anchored in basic statistics and the selected literature. The profile of the largest number of participants is female, between 31 and 40 years old, with higher education and professional, scientific, and technical activities. The priority needs indicated in the findings are: food, physical health, feeling of belonging, positive reputation, and personal growth; and the emerging needs are: faith in God, mental health, more tolerance, psychological support for families, and more governmental actions in society. The findings contribute to, especially in adverse situations, people managers should adopt actions to ensure employees mental and emotional health as precedents for their satisfaction and performance.
Keywords: Pandemic context; emerging needs; Maslow's Theory; mental health.
1. INTRODUÇÃO
A Covid-19, originária do SARS-CoV-2, reconhecida como pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no início de 2020, vem suscitando mudanças substanciais nas estruturas organizacionais da sociedade global e na dinâmica comportamental das pessoas. Por essa razão, medidas sanitárias emergentes e restritivas são impostas pelas autoridades para assegurar o menor grau de transmissibilidade e letalidade, de modo a atenuar consequências extensivas a todas as áreas da vida humana. Nessa perspectiva, sobrelevam-se a quarentena e o isolamento social, providências que impactaram, sobremaneira, a saúde mental e emocional dos indivíduos. Há desafios avultados não só relativos às dimensões da saúde, como também às modalidades de educação (Brooks et al., 2020; César et al., 2020; Giordano et al., 2021; Pereira et al., 2020).
Diante da gravidade pandêmica, não só os fatores clínicos da saúde física passaram a fazer parte da agenda emergente da ciência, como também ansiedade, pânico, medo da morte, tédio, depressão, estresse, entre outros (Brooks et al., 2020; Crepaldi et al., 2020; Enumo et al., 2020; Miranda et al., 2020).
A partir dessa linha argumentativa, pode-se inferir que essas alterações de cunho emocional advindas do processo de adoecimento da Covid-19 podem induzir o gatilho de demandas e/ou novas prioridades na ordem das necessidades humanas.
Nascimento et al. (2021) destacam que os segmentos gerais da sociedade, principalmente os de menor porte, precisam desenvolver estratégias para a superação de questões complexas antes não vivenciadas por eles. Tal argumento encontra reforço em Scorsolini-Comin et al. (2020), ao apontarem diversas consequências psicossociais na qualidade de vida das pessoas, para além da saúde mental. Para Brooks et al. (2020), a pandemia tem trazido custos psicológicos negativos a partir de evidências sintomáticas que podem perdurar ao longo do tempo. Nesse sentido, as prioridades e necessidades dos indivíduos tornam-se suscetíveis a mudanças decorrentes de um cenário pandêmico incomum e traumático.
Assim, ao admitir essas condições de enfrentamento e adaptações para manter o bem-estar físico e psicológico em tempos de pandemia, a perspectiva deste estudo ancora-se na construção teórica de Maslow (1954), denominada de Pirâmide das Necessidades, que se fundamenta na hierarquização de cinco categorias que vislumbram evidências de movimentos que os indivíduos realizam para o saciamento de suas necessidades individuais, em um nível integral (Silva, 2020). Desse modo, interessa, pois, saber a ordem preponderante na hierarquia das necessidades humanas no atual contexto da Covid-19, na percepção de pessoas que trabalham em empresas piauienses, além de descrever o perfil desses sujeitos.
Comumente, nas práticas de pesquisa, aplica-se a Teoria da Pirâmide das Necessidades de Maslow (1954) para identificar, a partir de categorias hierárquicas rotuladas de fisiológicas, segurança, estima, social e autorrealização, além do grau motivacional que um indivíduo demonstra por meio de seu comportamento e seu desempenho no ambiente de trabalho. Embora seja esse o entendimento generalizado, a utilização dessa abordagem tem o potencial de estender-se à observação do comportamento humano em sentidos diferentes, que não o laboral (Shahrawat & Shahrawat, 2017).
Considerando esse pressuposto, recorre-se à Teoria da Pirâmide das Necessidades de Maslow (1954) para identificar na classificação de cinco dimensões estruturadas pelo susodito autor a ordem de importância para os pesquisados diante da atual realidade pandêmica.
Para Almeida e Abreu (2014), a teoria em epígrafe resulta de profundos estudos acerca do crescimento e do desenvolvimento humanos, e de conhecimentos acerca da psicologia humanista como ferramenta para o acesso ao bem-estar social e psicológico, princípios defendidos pelo autor, para quem o comportamento do indivíduo não se enquadra no reducionismo de uma única dimensão, pois isso furtaria outras possibilidades significativas dos impulsos, dos desejos e das manifestações dos costumes culturais ou da sociedade organizada. Portanto, na óptica centrada na pessoa, Maslow (1954) adota como fundamento a dinâmica de necessidades ou motivos que confirmam interesses impulsionadores de uma ação do indivíduo em direção ao saciamento de sua necessidade (Almeida e Abreu, 2014; Silva, 2020).
Concebe-se que, no pensamento de Maslow (1954), o saciamento de uma necessidade é uma condição individual em que seu estado é permanente até ser gratificado. Dessa forma, assim que uma lacuna de necessidade se preenche, outra surge como estimuladora. Nesse ponto, pode-se dizer que o indivíduo é um ser desejante em busca constante de saciamento. Em face desse fundamento, o autor arrazoa que a hierarquia das necessidades não é uma ordenação mecanicista que obedece rigorosamente a uma sequência: o que ocorre é a preponderância de uma necessidade no presente, e, quando gratificada, outra emerge (Almeida e Abreu, 2014; Barros et al., 2020; Silva, 2020).
Maslow classifica as necessidades humanas em cinco categorias, em uma escala que varia da mais inferior para a superior, a saber: fisiológicas, como comer, respirar, sexo, habitação e sono; segurança, como estabilidade, segurança e proteção; sociais, ou seja, amor e afeto, relacionamentos pessoais e/ou coletivos, comunitários ou religiosos; estima, isto é, reputação, admiração, status, fama, prestígio e sucesso social; e autorrealização, como crescimento pessoal. O mérito dessa teoria é a compreensão daquilo que pode impulsionar as pessoas a satisfazerem suas necessidades, independentemente do estágio ou nível hierárquico em que estão, inclusive das necessidades complementares relacionadas à estética, à beleza, à justiça, à perfeição, à integração (Almeida e Abreu, 2014; Sampaio, 2009).
A abordagem de Maslow, segundo Bueno (2002) e Silva (2020), proporciona elementos que podem ser observados nos comportamentos das pessoas, enfatizando categorias dinâmicas que se movimentam da mais baixa necessidade para a mais alta. Atina-se que isso pode significar para o gestor de recursos humanos (RH) referências para o crescimento e o desenvolvimento de pessoal, ao assimilar o que motiva o colaborador a desempenhar melhor suas competências, porquanto o indivíduo faz parte de dimensões multidimensionais manifestadas com predominância em momentos dispares.
No momento pandêmico hodierno, admite-se que a vida tem um sentido bem mais específico e significativo em razão de amplas vivências de perdas de milhões de vidas. Isso posto, a Covid-19 imprime um novo modo de abordar temáticas como empatia, trabalho significativo, saúde emocional, oportunidades para vivenciar os valores pessoais no local de trabalho, os quais não estão presentes em ambientes corporativos e intensamente competitivos, uma vez que são vistos como temas de natureza psicológica e não especificamente gerencial.
Sabe-se, no entanto, que as pessoas agem e se comportam de acordo com valores e necessidades intrínsecas. Por conseguinte, Bueno (2002) atribui a Maslow o legado da humanização no mundo do trabalho, ao reputar que indivíduos saudáveis emocionalmente desenvolvem capacidades criativas no desempenho de suas atividades.
Shahrawat e Shahrawat (2017) salientam que a Teoria de Maslow (1954) vem sendo bastante aplicada em diferentes ambientes organizacionais com vistas a identificar os fatores motivacionais para o desempenho dos empregados no trabalho, além de criticada pelo entendimento de que as necessidades humanas se graduam à medida que são atendidas. Os referidos autores aludem que Maslow preconiza o desenvolvimento pessoal em seu espectro mais unitário. E essa visão unicista ainda representa uma lacuna com amplas possibilidades de ser mais explorada, o que pode levar à identificação de outras concepções quanto às necessidades humanas. Aliás, associa-se a essa proposta o estudo ora aventado, que busca, no momento pandêmico, levantar a ordem de prioridades das necessidades humanas sob o ponto de vista dos indivíduos.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
Estudos de Nascimento et al. (2021), Nascimento, Hattori e Trettel (2020), Brooks et al. (2020), César et al. (2020) e Scorsolini-Comin et al. (2020) apontam que as vivências da pandemia da Covid-19 vêm ocasionando expressivas mudanças no comportamento e na qualidade de vida da população, sobretudo no que concerne às adaptações às medidas de isolamento social e às restrições laborais.
Essas constatações configuram-se em proporções de atingimento global, em um cenário no qual as pessoas apresentam reações e dificuldades múltiplas, com implicações que afetam extensões significativas da saúde física, emocional e psicológica. Nessa lógica, concebe-se que os efeitos negativos ao estado de saúde podem incidir diretamente no campo das expectativas e necessidades.
Nesse contexto, revelam-se aspectos como: medo da doença e da morte; ansiedade de um futuro incerto; sequelas físicas e emocionais; e estresse psicológico. Tais sentimentos denotam ocorrências dominantes entre as pessoas adultas e fazem parte de uma multiplicidade de estudos empíricos que abordam o enfrentamento da Covid-19 (Aslan et al., 2021; Brooks et al., 2020; Nascimento et al., 2021).
Destaca-se, ainda, que esses estudos assinalam manifestações psicológicas diferentes, ao considerarem gênero, idade e condição socioeconômica, elementos que suscitam impactos no modo de enfrentamento das questões associadas ao novo coronavírus. Assim, em um contexto pandêmico, as prioridades das necessidades humanas podem assumir posições divergentes da preconizada na Teoria de Maslow (1954).
Como se vê, a pandemia da Covid-19 gera repercussões substanciais, notadamente em adultos e idosos, com implicações em demandas básicas, como alimento, interação e sono (Barros et al., 2020; Schmidt et al., 2020). Desse modo, infere-se que os custos psicológicos e as emoções negativas podem refletir no campo das necessidades mais básicas da população.
Nascimento et al. (2020) deduzem que, diante da complexidade das condições pandêmicas já mencionadas, o controle emocional sobre os transtornos impostos ao convício social e às necessidades humanas é um fator apenas mitigado, uma vez que não se tem como ignorar a extensão e a longevidade, ainda sem domínio quanto à doença em questão. Da mesma forma, destaca-se o clima de incerteza quanto ao futuro do atendimento das demandas sociais, econômicas, políticas, entre outras. Ademais, as condições sanitárias preventivas e a modalidade remota e home office (escritório em casa) são desafios recorrentes para milhões de empregados (Bridi et al., 2020). Isso só reforça a pesquisa realizada por Johnson et al. (2020), cujos resultados demonstram a necessidade de valorização de sentimentos altruístas e atitudes de maior proximidade entre as pessoas, além de maior responsabilidade das instituições no sentido de criar medidas de saúde pública e bem-estar da população em situações com dimensões pandêmicas.
Diante da crise de saúde pública em nível mundial e das necessidades humanas motivadas por tal situação, pretende-se conhecer as necessidades humanas mais dominantes quando as pessoas se inserem em uma realidade tão incomum como a de uma pandemia, no caso da Covid-19. Desse modo, saber o que as pessoas mais valorizam dentro de uma escala hierárquica de necessidades estabelecidas pela Teoria de Maslow (1954) pode trazer novos elementos para uma discussão tão explorada na esfera da gestão de pessoas. Para tal finalidade, apresentam-se os procedimentos por meio dos quais se intenta alcançar os objetivos de estudo.
3. MÉTODO
Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva e de opinião pública, cujos participantes, além de voluntários, não são identificados em qualquer fase do processo. Assim, destina-se a apreciar como os pesquisados definem suas prioridades a partir das necessidades elencadas pela Teoria de Maslow, com a inserção de alguns novos itens, considerando o atual período de pandemia. Também se descreve o perfil deles por intermédio dos indicadores sexo, faixa etária, escolaridade e função exercida.
Os participantes são pessoas residentes em localidades diversas do estado do Piauí, maiores de idade, alfabetizados, empregados em diferentes ramos de atividade econômica, selecionados por conveniência e acessibilidade, e que livremente aceitaram colaborar com o estudo.
Os procedimentos desta pesquisa seguiram os preceitos éticos em pesquisa com seres humanos, estabelecidos na Resolução n. 510/2016, respeitando a integridade da opinião dos pesquisados; o sigilo dos dados; prestando esclarecimentos quanto aos fins específicos, de contribuir com reflexões em torno da temática das necessidades humanas, bem como com a divulgação da interpretação dos dados coletados por meio de instrumentos de publicações científicas. Outrossim, convém mencionar que o estudo apoia uma pesquisa de doutorado sobre o bem-estar subjetivo de empregados no contexto da Covid-19, cujas ideias são compartilhadas entre os pesquisadores.
A aplicação do estudo deu-se com a coleta de dados feita em meio virtual (WhatsApp), com o envio de um questionário no padrão Google Forms durante o mês de junho de 2021. No que se refere ao número de pesquisados, foram enviados 31 questionários, sendo recebidos os 31 válidos e 24 respondidos na íntegra, e 7 deixaram de preencher o item “função exercida”.
Para a operacionalização da pesquisa, solicitou-se o preenchimento de questionário enviado em grupos de WhatsApp, contendo o Bloco 1 – Perfil do pesquisado, com quatro itens; o Bloco 2, com cinco categorias de necessidades humanas, cada uma delas com cinco subitens adaptados de Maslow (1954) para pontuação em uma escala de 1 a 5, significando: 1, muito alta; 2, alta; 3, moderada; 4, baixa; e 5, muita baixa; e um pergunta aberta com as mesmas opções de pontuação.
Para a demonstração dos resultados, lança-se mão da exposição de figuras geradas pelo Google Forms. A interpretação dos dados toma embasamento teórico na Pirâmide das Necessidades de Maslow (1954) e em estudos sobre os impactos da Covid-19. Nesse sentido, a metodologia estrutura-se para atender à discussão dos resultados, que segue no próximo item.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Com o objetivo de apresentar o que se evidenciou no campo de pesquisa, traça-se, de modo primário, o perfil dos participantes a partir de um bloco de quatro itens, a seguir descritos:
Figura 1. Sexo.
Fonte: elaborada pelos autores.
Como demonstra a Figura 1, 58,1% dos respondentes são do sexo feminino, e 41,9%, do masculino. O que os dados indicam é que a maioria dos participantes são de representação feminina. Assimila-se, por oportuno, que esse dado não traz nenhuma referência ou convenção de significados que estejam correlacionados diretamente com as necessidades humanas, no tocante à literatura de Maslow, uma vez que o interesse central de sua abordagem é o desenvolvimento do indivíduo (Almeida e Abreu, 2014).
Entretanto, ao atrelar a questão do gênero com a pandemia da Covid-19, pesquisas apontam que as mulheres apresentam níveis expressivos de ansiedade e medo, quando a comparação se dá em relação ao sexo masculino (Aslan et al., 2021), evidenciando-se uma preocupação recorrente com problemas emocionais (Brooks et al., 2020; Faro et al., 2020; Nascimento et al., 2021).
Tais implicações possibilitam inferir que os indivíduos, tanto homens quanto mulheres, são passíveis de manifestar condutas distintas quando se trata de necessidades individuais diante da afetação do novo coronavírus.
Prosseguindo na descrição do perfil do pesquisado, a Figura 2 trata da faixa etária.
Figura 2. Faixa etária.
Fonte: elaborada pelos autores.
A Figura 2 demostra as faixas etárias dos respondentes, desvelando que 45,2% têm entre 31 e 40 anos; 29% apresentam idade entre 21 e 30 anos; 16,1% variam entre 41 e 50 anos de idade; e 9,7% estão acima de 50 anos.
Segundo estudos sistematizados sobre os impactos da Covid-19, certos segmentos populacionais apresentam condicionantes que agravam os riscos da doença e, por isso, necessitam de cuidados com a saúde em razão de vulnerabilidades, condições socioeconômicas e faixa etária (Barros et al., 2020; Faro et al., 2020; Schmidt et al., 2020).
Por cúmulo, reputa-se que o maior percentual presente nesta pesquisa é de pessoas com idades entre 31 e 40 anos, grupo etário considerado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Brasil, 2021) como potencialmente ativo. Por outro lado, o menor percentual retratou pessoas acima de 50 anos.
Nesta pesquisa, apesar das ansiedades e incertezas que configuram o quadro atual de crise pandêmica, esse grupo aceitou voluntariamente expressar o nível de suas necessidades. Isso denota o quanto é fundamental, no momento histórico vigente, compreender, independentemente da idade cronológica, as prioridades nas demandas que dão qualidade de vida.
O dado seguinte do perfil é o item escolaridade, ilustrado na Figura 3.
Figura 3. Escolaridade.
Fonte: elaborada pelos autores.
A Figura 3 revela quanto à escolaridade: 32,3% têm superior completo; 22,6% têm pós-graduação completa; 19,4% têm Ensino Médio; 12,9% têm superior incompleto; e 9,7% têm Ensino Médio incompleto.
Em complemento aos itens do perfil dos pesquisados, a Tabela 1 demonstra a função exercida, como parte da descrição dos perfis dos respondentes da pesquisa, e amplia as fontes de subsídios sobre o conhecimento das necessidades essenciais no desdobramento da referida pandemia.

Observa-se que os respondentes são pessoas adultas em faixas etárias produtivas, com ocupações profissionais em diversas áreas, a saber: outras atividades de serviços; educação; atividades profissionais, científicas e técnicas; saúde humana e serviços sociais; informação e comunicação. Emerge desse dado o indicativo de que as necessidades elementares desse público estão presumidamente atendidas. De fato, dentro de uma perspectiva de normalidade, o argumento é plausível.
Entretanto, em conformidade com estudos realizados por Brooks et al. (2020) e Johnson et al. (2020), os efeitos negativos causados pela crise pandêmica exercem sobre os indivíduos influências diferentes no conjunto de suas necessidades, suas emoções e sua saúde mental, principalmente no retrato atual da economia brasileira, em que as desigualdades sociais estão sendo expostas e aprofundadas.
Desse modo, as condições estruturais de serviços e atividades produtivas são atingidas negativamente. A extensão dessa realidade é uma mudança impositiva nos padrões de consumo, e surgem novas prioridades para dar sentido a uma vida de bem-estar.
Nessa perspectiva, cabe apontar, a partir da hierarquia das necessidades da Teoria de Maslow (1954), as necessidades prioritárias na pandemia em curso, na opinião dos pesquisados e mostradas por meio das figuras que seguem, iniciando-se com a Figura 4. A Figura ilustra o posicionamento dos respondentes em relação às prioridades de suas necessidades fisiológicas, cujos resultados encontrados apresentam a seguinte ordem hierárquica: muita alta para a alimentação; alta para água; moderada para a o sono; baixa para a necessidade de sexo; e muito baixa para vestuário.
Figura 4. Necessidades fisiológicas.
Fonte: elaborada pelos autores.
Com base nos fundamentos de Maslow (1954), as necessidades dos indivíduos movimentam-se da mais elementar para o topo sem obedecer, necessariamente, a uma rigidez escalar. O que importa é o saciamento desta ou daquela necessidade considerada pelo indivíduo como proeminente, independentemente de aspectos externos culturais e/ou do contexto em que está inserida a pessoa (Almeida e Abreu, 2014).
Neste estudo, a predominância muita alta alude à necessidade de alimentação, e a de menor incidência, ao vestuário. Então, identifica-se a preocupação dominante com o alimento, que em tempos difíceis, como o de pandemia, é uma motivação básica e essencial. Esse dado equivale a dizer que a segurança alimentar assume a liderança das necessidades dos pesquisados.
Na categoria das necessidades de segurança, os participantes designaram a necessidade de saúde física como muito alta (42,3%); a estabilidade no trabalho como alta (23,1%); a liberdade de locomoção como moderada (15,4%); e sentir-se respeitado como pessoa como muito baixa (19,2%).
Sentir-se protegido, seja qual for o ambiente ou a situação, é considerado necessidade de sobrevivência na Teoria de Maslow (1954). À vista disso, tem sentido abrangente, podendo-se referir à segurança física e à financeira; à segurança pessoal e ao bem-estar; e a aspectos circunstanciais (Almeida e Abreu, 2014).
Ao tomar a pandemia de Covid-19 como fator emergente, gerador de múltiplas reflexões em relação à saúde física e mental dos indivíduos, pode-se compreender a preocupação dos respondentes com os desdobramentos que podem repercutir na garantia do bem-estar da população. Nesse sentido, a imprevisibilidade quanto ao controle da doença intensifica o medo, o estado depressivo e outros problemas de ordem psicológica. Na mesma proporção, aumenta o anseio por segurança quanto à saúde física (Barros et al., 2020; Schmidt et al., 2020).
Considerando a perspectiva de Maslow (1954) quanto à necessidade de segurança, vê-se ampliado, a partir dos dados coletados, o espectro para a inclusão do item saúde física com a maior pontuação associada às implicações da Covid-19.
As necessidades sociais foram também classificadas pelos participantes como sendo muito alta para o sentimento de pertencer a uma coletividade; alta para interação com outras pessoas; moderada quanto à participação em grupos sociais, comunitários ou religiosos; baixa necessidade de ser aceito como parte de uma diversidade social; e muito baixa no que tange a desfrutar de acolhimento, empatia, solidariedade.
Nesse campo de necessidades sociais, introduziram-se itens de necessidades baseados na literatura que aborda impactos psicológicos no bem-estar da população durante a referida pandemia (Brooks et al., 2020; Faro et al., 2020; Johnson et al., 2020; Miles et al., 2021; Schmidt et al., 2020), como: sentimento de pertencimento; interação; participação em atividades solidárias ou religiosas; diversidade; e sentimentos de acolhimento, empatia e solidariedade. Entende-se que, ao fazer uso da incorporação desses elementos, a pesquisa pode contextualizar uma realidade pandêmica que até este tempo não cessou.
As necessidades sociais foram também classificadas pelos participantes como sendo muito alta para o sentimento de pertencer a uma coletividade; alta para interação com outras pessoas; moderada quanto à participação em grupos sociais, comunitários ou religiosos; baixa necessidade de ser aceito como parte de uma diversidade social; e muito baixa no que tange a desfrutar de acolhimento, empatia, solidariedade.
Nesse campo de necessidades sociais, introduziram-se itens de necessidades baseados na literatura que aborda impactos psicológicos no bem-estar da população durante a referida pandemia (Brooks et al., 2020; Faro et al., 2020; Johnson et al., 2020; Miles et al., 2021; Schmidt et al., 2020), como: sentimento de pertencimento; interação; participação em atividades solidárias ou religiosas; diversidade; e sentimentos de acolhimento, empatia e solidariedade. Entende-se que, ao fazer uso da incorporação desses elementos, a pesquisa pode contextualizar uma realidade pandêmica que até este tempo não cessou.
O sentimento de pertença a uma coletividade em destaque, na perspectiva dos respondentes, traz evidências de como o isolamento social e as restrições de contatos estabelecidos enquanto ações estratégicas para o enfrentamento da Covid-19 podem induzir a uma maior necessidade do senso de comunidade (Brooks et al., 2020; Faro et al., 2020; Johnson et al., 2020; Schmidt et al., 2020; Nascimento et al., 2021; Scorsolini-Comin et al., 2020).
Contrariamente, essa mesma necessidade não refletiu no grau de acolhimento, empatia e solidariedade, que tiveram baixa prioridade na óptica dos pesquisados. Daí, pode-se inferir que a convivência social é altamente aceita; no entanto, o pensar na necessidade do outro já não faz parte dos aspectos sociais.
Segundo a teoria das necessidades, quando ocorre o saciamento, outra emerge e estimula uma nova busca. Nesse caso, após as sociais, vem a necessidade de estima, como mostra a Figura 5.
Figura 5. Necessidade de estima.
Fonte: elaborada pelos autores.
Assinala a Figura 5 o nível de estima dos participantes, cujas prioridades são: muita alta para a necessidade de ter reputação positiva; alta para ser admirado; moderada para ter status e prestígio; baixa para ser estimado no meio em que vive; e muita baixa para ser seguido por aquilo que faz em mídias sociais.
Pode-se dizer, com base neste estudo, que a predominância da necessidade de estima representa um indicador sobre como está a saúde psicológica ou emocional dos indivíduos em tempos da Covid-19. A ausência do contato humano presencial, a quarentena e o isolamento social, enquanto medidas protetivas para não contrair a doença, vem mudando os padrões de abraço, comunicação e engajamento e as manifestações de estima a distância (Brooks et al., 2020; Johnson et al., 2020).
É possível deduzir o quanto os pesquisados dão relevância ao desejo de serem reconhecidos de modo positivo por aqueles que fazem parte de seu convívio. Por outro lado, ter visibilidade em mídias sociais, embora em alta no atual cenário, não é uma necessidade relevante na opinião dos pesquisados. Daí, pode-se depreender que o componente afetivo é visto como uma necessidade fundamental durante períodos de pandemia.
Para contemplar o que se considera como o ápice das necessidades humanas, exibe-se a Figura 6.
Figura 6. Necessidade de autorrealização.
Fonte: elaborada pelos autores.
Conforme a Figura 6, a necessidade de autorrealização, colocada no ápice da hierarquia de Maslow (1954), obteve um índice muito alto na avaliação dos respondentes para a preocupação com o próprio crescimento pessoal; alta para o sentimento de pensar no outro; moderada para a defensa de uma causa social; baixa para a prática de ações caridosas; e muito baixa para ações que respeitem o meio ambiente.
Observa-se que o resultado expressivo da necessidade de crescimento pessoal relaciona-se objetivamente ao pensamento de Maslow (ibidem) quando o indivíduo passa a valorizar o altruísmo, a atitude de se aproximar de pessoas fora de seu círculo menor (Johnson et al., 2020).
Com base na opinião dos participantes, os resultados demonstraram a necessidade de valorização de sentimentos altruístas e atitudes de maior proximidade entre as pessoas. A descrição fornecida contempla a abordagem da Teoria das Necessidades de Maslow segundo a escala de autorrealização. Trata-se, pois, de uma manifestação altamente positiva para um contexto de medo, ansiedade e incertezas futuras.
Além das evidências discutidas, este estudo objetivou reunir outras necessidades que podem estar associadas ao contexto da Covid-19, a exemplo da Figura 7.
Figura 7. Necessidades complementares.
Fonte: elaborada pelos autores.
A Figura 7 mostra como a prioridade para cada uma das necessidades afirmadas foi acrescentada para completar o levantamento de dados, obtendo dos respondentes a pertinência de mais alta para a garantia de medidas sanitárias de proteção contra a Covid-19 no local de trabalho; alta para desfrutar de saúde mental; moderada para superar o medo da morte; baixa para aceitar as mudanças; e muito baixa para manter o convívio social.
Em razão da gravidade letal e do poder de transmissibilidade da Covid-19, o convívio social e comunitário padeceu, o isolamento social e a quarentena tiveram de ser adotados como regra de ouro para toda a população, em nível geral e irrestrito. Adicionalmente, medidas simples, como a higienização das mãos, despertaram, no início da chamada primeira onda, bastante resistência, uma vez que não faziam parte da diversidade cultural. A partir de decretos, planos de contingências e outros direcionamentos da OMS e de órgãos responsáveis pela saúde pública, as orientações e os cuidados foram sendo, paulatinamente, seguidos (Brooks et al., 2020; César et al., 2020; Pereira et al., 2020). Ainda assim, a garantia de medidas sanitárias de proteção no local de trabalho continua sendo uma prioridade.
A pandemia declinou o convívio social, mudando radicalmente a dinâmica interacionista entre diversos grupos. No princípio, gerou consequências que atingiram, sobretudo, a saúde mental e emocional, uma vez que o isolamento social vai de encontro à característica intrínseca de sociabilidade. Porém, com o avanço do estudo das evidências de transmissibilidade e letalidade, o baixo contato presencial entre as pessoas torna-se imprescindível para dar efetividade às medidas de controle da disseminação da Covid-19 (Brooks et al., 2020; Pereira et al., 2020).
Dessa forma, o conhecimento sobre as necessidades que foram despertadas ou ressignificadas pelos participantes faz parte do foco da pesquisa. A Tabela 2, por um meio de uma pergunta aberta, acerca-se desse conteúdo.

Como acréscimo ao rol das categorias habituais de necessidades, a pesquisa relaciona as seguintes: fé em Deus; saúde mental; mais tolerância; amparo psicológico para as famílias afetadas pela Covid-19; mais ações governamentais junto à sociedade; abrir o coração para Deus e fazer orações.
Sobreleva-se que a pesquisa é de opinião e a participação foi voluntária, sendo a discussão pautada nos percentuais de respostas e na fundamentação teórica selecionada. Na Tabela 3, os dados apurados são sintetizados.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo revela o conhecimento acerca das necessidades prioritárias e emergentes no contexto da Covid-19, na perspectiva dos indivíduos participantes. Esse resultado está sintetizado na Tabela 3.
Enquanto prioridades, destacam-se: necessidade de alimentação (fisiológicas); saúde física (segurança); sentimento de pertencer a uma coletividade (sociais); necessidade de ter uma reputação positiva (estima); preocupação com o próprio crescimento pessoal (autorrealização). Nesse conjunto de elementos, ocorre uma similaridade entre as necessidades elencadas pelos respondentes com pontuação do tipo muito alta e a descrição de itens estabelecidos por Maslow (1954) na Pirâmide das Necessidades Humanas.
Além das mencionadas, os pesquisados elegeram novas necessidades, a saber: fé em Deus; saúde mental; mais tolerância; amparo psicológico para as famílias afetadas pela Covid-19; mais ações governamentais junto à sociedade; abrir o coração para Deus e fazer orações. Tais resultados contemplam dimensões singulares e retratam situações de medo e incerteza, tão marcantes no atual cenário de pandemia.
Desse modo, à medida que o estudo mostra o surgimento de novas necessidades humanas, preenche vácuos deixados pela Teoria das Necessidades de Maslow (1954), diante da realidade pandêmica em curso. Isso contribui para ampliar a aplicação da mencionada abordagem no campo do bem-estar subjetivo.
Ao considerar o exposto, aponta-se que o levantamento de necessidades dominantes e emergentes, em tempos de crise pandêmica, pode subsidiar futuras ações de gestores de pessoas no tocante às necessidades psicológicas e à saúde mental dos empregados. E essa é a contribuição desta pesquisa exploratória e descritiva, embora limitada a um recorte local e temporal, qualitativo e com amostragem de cunho acessível e aplicação apenas de questionário.
Contudo, para o desenho de novas pesquisas, com o aprofundando dos conteúdos expostos, sugere-se que seja aplicada em regionalidades diversas, em um período de tempo maior e com o uso de métodos triangulares.
REFERÊNCIAS
Almeida, P., & Abreu, S. (2014). Abraham Maslow. Academia [Universidade Fernando Pessoa].
Aslam, N. et al. (2021). Exploring the impact of COVID-19-related fear, obsessions, anxiety and stress on psychological well-being among adults in Pakistan. The Journal of Mental Health Training, Education and Practice, Vol. 16(4). Pp. 313-21.
Barros, M. B. de A. et al. (2020). Relato de tristeza/depressão, nervosismo/ansiedade e problemas de sono na população adulta brasileira durante a pandemia de Covid-19. Revista Epidemiológica de Serviço Saúde, Brasília, Vol. 24(4), e2020427.
Brasil. (2016). Resolução n. 510, de 07 de abril de 2016. Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais. Diário Oficial da República Federativa do Brasil.
Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (2020). Síntese de indicadores sociais.
Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (2021). Comissão Nacional de Classificação – CONCLA. Ocupação.
Bridi, M. A. et al. (2020). O trabalho remoto/home-office no contexto da pandemia Covid-19. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, Grupo de Estudos Trabalho e Sociedade.
Brooks, S. K. et al. (2020). The psychological impact of quarantine and how to reduce it: Rapid review of the evidence. Lancer, 395, ed.10227. Pp. 912-920.
Bueno, M. (2002). As teorias de motivação humana e sua contribuição para a empresa humanizada: um tributo a Abraham Maslow. Revista do Centro de Ensino Superior de Catalão – CESUS, IV(6).
César, P. de A. B. et al. (2020). Em tempos de pandemia (e na pós): relações emocionais e seus impactos no ambiente construído pelo confronto entre viajante e morador. Rosa dos Ventos. Turismo e Hospitalidade, Vol. 12(3).
Crepaldi, M. A. et al. (2020). Terminalidade, morte e luto na pandemia de COVID-19: demandas psicológicas emergentes e implicações práticas. Estudos de Psicologia, 37.
Enumo, S. R. F. et al. (2020). Enfrentando o estresse em tempos de pandemia: proposição de uma cartilha. Estudos de Psicologia, 37.
Faro, A. et al. (2020). Covid-19 e saúde mental: a emergência do cuidado. Estudos de Psicologia, 37.
Giordano, C. V. et al. (2021). Análise da aplicação do ensino remoto em tempos de pandemia. Revista Científica Hermes, (29). Pp. 3-17.
Johnson, M. C. et al. (2020). Emociones, preocupaciones y reflexiones frente a la pandemia del COVID-19 en Argentina. Revista Ciência & Saúde Coletiva, Vol. 25(1).
Maslow, A. H. (1954). Motivation and personality. New York, Harper.
Miles, A. et al. (2021) Using prosocial behavior to safeguard mental health and foster emotional wellbeing during the COVID-19 pandemic: A registered report protocol for a randomized trial. PLoS ONE, Vol. 16(1). Pp. e0245865.
Miranda, T. S. et al. (2020). Incidência dos casos de transtornos mentais durante a pandemia da Covid-19. Revista Eletrônica Acervo Científico, 17. Pp. e4873-e4873.
Nascimento, R. B. et al. (2021). Estratégias de enfrentamento para manutenção da saúde mental do trabalhador em tempos de Covid-19: uma revisão integrativa. Revista Psicologia, Diversidade e Saúde, Vol. 10(1). Pp. 181-197.
Nascimento, V. F. do, Hattori, T. Y., & Trettel, A. C. P. T. (2020). Necessidades pessoais de enfermeiros durante a pandemia da Covid-19 em Mato Grosso. Revista Enfermagem em Foco, Vol. 11(1).
Nascimento, A. M. do et al. (2021). Enfrentamento da pandemia Covid-19: construindo sentidos da experiência e suas dificuldades. REH – Revista Educação e Humanidades, II(1). Pp. 673-704.
Pereira, M. D. et al. (2020). A pandemia de Covid-19, o isolamento social, consequências na saúde mental e estratégias de enfrentamento: uma revisão integrativa. Research, Society and Development, Vol. 9(7). Pp. e652974548-e652974548.
Sampaio, J. dos R. (2009). O Maslow desconhecido: uma revisão de seus principais trabalhos sobre motivação. Revista de administração – RAUSP, Vol. 44(1). Pp. 5-16.
Schmidt, B. et al. (2020). Saúde mental e intervenções psicológicas diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Revista estudos de Psicologia, 37, e200063.
Scorsolini-Comin, F. et al. (2020). Saúde mental, experiência e cuidado: implicações da pandemia de COVID-19. Revista da SPAGESP, Vol. 21(2). Pp. 1-6.
Shahrawat, A. & Shahrawat, R. (2017). Application of Maslow’s Hierarchy of needs in a historical context: Case studies of four prominent figures. Psychology, Vol. 8(7).
Silva, M. R. Z. da. (2020). A teoria de Maslow como fundamento do ato administrativo nulo no contexto das políticas públicas de enfrentamento à pandemia do Covid-19: um breve ensaio segundo a hierarquia das necessidades. Revista Jus Navigandi.
REFERÊNCIAS
Almeida, P., & Abreu, S. (2014). Abraham Maslow. Academia [Universidade Fernando Pessoa].
Aslam, N. et al. (2021). Exploring the impact of COVID-19-related fear, obsessions, anxiety and stress on psychological well-being among adults in Pakistan. The Journal of Mental Health Training, Education and Practice, Vol. 16(4). Pp. 313-21.
Barros, M. B. de A. et al. (2020). Relato de tristeza/depressão, nervosismo/ansiedade e problemas de sono na população adulta brasileira durante a pandemia de Covid-19. Revista Epidemiológica de Serviço Saúde, Brasília, Vol. 24(4), e2020427.
Brasil. (2016). Resolução n. 510, de 07 de abril de 2016. Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais. Diário Oficial da República Federativa do Brasil.
Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (2020). Síntese de indicadores sociais.
Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (2021). Comissão Nacional de Classificação – CONCLA. Ocupação.
Bridi, M. A. et al. (2020). O trabalho remoto/home-office no contexto da pandemia Covid-19. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, Grupo de Estudos Trabalho e Sociedade.
Brooks, S. K. et al. (2020). The psychological impact of quarantine and how to reduce it: Rapid review of the evidence. Lancer, 395, ed.10227. Pp. 912-920.
Bueno, M. (2002). As teorias de motivação humana e sua contribuição para a empresa humanizada: um tributo a Abraham Maslow. Revista do Centro de Ensino Superior de Catalão – CESUS, IV(6).
César, P. de A. B. et al. (2020). Em tempos de pandemia (e na pós): relações emocionais e seus impactos no ambiente construído pelo confronto entre viajante e morador. Rosa dos Ventos. Turismo e Hospitalidade, Vol. 12(3).
Crepaldi, M. A. et al. (2020). Terminalidade, morte e luto na pandemia de COVID-19: demandas psicológicas emergentes e implicações práticas. Estudos de Psicologia, 37.
Enumo, S. R. F. et al. (2020). Enfrentando o estresse em tempos de pandemia: proposição de uma cartilha. Estudos de Psicologia, 37.
Faro, A. et al. (2020). Covid-19 e saúde mental: a emergência do cuidado. Estudos de Psicologia, 37.
Giordano, C. V. et al. (2021). Análise da aplicação do ensino remoto em tempos de pandemia. Revista Científica Hermes, (29). Pp. 3-17.
Johnson, M. C. et al. (2020). Emociones, preocupaciones y reflexiones frente a la pandemia del COVID-19 en Argentina. Revista Ciência & Saúde Coletiva, Vol. 25(1).
Maslow, A. H. (1954). Motivation and personality. New York, Harper.
Miles, A. et al. (2021) Using prosocial behavior to safeguard mental health and foster emotional wellbeing during the COVID-19 pandemic: A registered report protocol for a randomized trial. PLoS ONE, Vol. 16(1). Pp. e0245865.
Miranda, T. S. et al. (2020). Incidência dos casos de transtornos mentais durante a pandemia da Covid-19. Revista Eletrônica Acervo Científico, 17. Pp. e4873-e4873.
Nascimento, R. B. et al. (2021). Estratégias de enfrentamento para manutenção da saúde mental do trabalhador em tempos de Covid-19: uma revisão integrativa. Revista Psicologia, Diversidade e Saúde, Vol. 10(1). Pp. 181-197.
Nascimento, V. F. do, Hattori, T. Y., & Trettel, A. C. P. T. (2020). Necessidades pessoais de enfermeiros durante a pandemia da Covid-19 em Mato Grosso. Revista Enfermagem em Foco, Vol. 11(1).
Nascimento, A. M. do et al. (2021). Enfrentamento da pandemia Covid-19: construindo sentidos da experiência e suas dificuldades. REH – Revista Educação e Humanidades, II(1). Pp. 673-704.
Pereira, M. D. et al. (2020). A pandemia de Covid-19, o isolamento social, consequências na saúde mental e estratégias de enfrentamento: uma revisão integrativa. Research, Society and Development, Vol. 9(7). Pp. e652974548-e652974548.
Sampaio, J. dos R. (2009). O Maslow desconhecido: uma revisão de seus principais trabalhos sobre motivação. Revista de administração – RAUSP, Vol. 44(1). Pp. 5-16.
Schmidt, B. et al. (2020). Saúde mental e intervenções psicológicas diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Revista estudos de Psicologia, 37, e200063.
Scorsolini-Comin, F. et al. (2020). Saúde mental, experiência e cuidado: implicações da pandemia de COVID-19. Revista da SPAGESP, Vol. 21(2). Pp. 1-6.
Shahrawat, A. & Shahrawat, R. (2017). Application of Maslow’s Hierarchy of needs in a historical context: Case studies of four prominent figures. Psychology, Vol. 8(7).
Silva, M. R. Z. da. (2020). A teoria de Maslow como fundamento do ato administrativo nulo no contexto das políticas públicas de enfrentamento à pandemia do Covid-19: um breve ensaio segundo a hierarquia das necessidades. Revista Jus Navigandi.