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Produção do conhecimento de Enfermagem sobre os anos potenciais de vida perdidos: estudo bibliométrico
Production of knowledge of Nursing about potential life years lost: bibliometric study
Producción del conocimiento de Enfermería acerca de años potenciales de vida perdidos: estudio bibliométrico
Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, vol. 5, núm. 1, pp. 34-46, 2017
Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Revisão


Resumo: Objetiva-se identificar a produção do conhecimento em Enfermagem sobre a utilização do indicador epidemiológico Anos Potenciais de Vida Perdidos (APVP). Trata-se de revisão bibliométrica da literatura considerando as bases de dados BVS/Lilacs e Scielo, pelo descritor isolado: anos potenciais de vida perdidos, com artigos completos em língua portuguesa, de 2007 a 2016. Foram encontrados 46 artigos e selecionados para leitura na íntegra 19 deles. A análise descritiva das publicações evidenciou não linearidade destas nos últimos dez anos, sendo alguns anos de pico (2011/n=4; 2014, 2012 e 2009/n=3 cada). Maior parte das publicações encontra-se em revistas não específicas de Enfermagem (63,1%). Causas externas (63,2%) e região Nordeste (n=10) foram tema e cenário de estudo mais recorrentes. Apenas dois artigos apresentaram colaboração internacional e Enfermeiros perfizeram 39,5% do total de autores. Aspectos epidemiológicos tangenciam a concepção de Enfermagem Moderna nightingaleana. Assim, sugere-se que outras revisões sejam realizadas para um melhor delineamento destas pesquisas em âmbito internacional e a qualidade das publicações.

Palavras-chave: Anos potenciais de vida perdidos, Estudos epidemiológicos, Pesquisa em enfermagem, Bibliometria.

Abstract: The goal is to identify the production of knowledge in nursing on the use of epidemiological indicator of Potential Life Years lost (APVP). This is a review of the BVH/Lilacs and Scielo literature bibliometric databases VHL/Lilacs and Scielo, by isolated descriptor: potential years of life lost, with complete articles in portuguese language, from 2007 to 2016. 46 articles were found and selected for reading in full 19 of them. The descriptive analysis of publications showed non-linearity of these in the last ten years, with a few peak years (2011/n=4; 2009/2012 and 2014, n=3 each). Most of the publications can be found in non-specific magazines for nursing (63.1%). External causes (63.2%) and the northeast of Brazil (n=10) were theme and most recurring scenario. Only two articles presented international collaboration and nurses has reached 39.5% of all authors. Epidemiological aspects affect the design of modern nursing nightingale. Thus, it is suggested that other reviews are carried out to a better delineation of these surveys in international scope and quality of publications.

Keywords: Potential years of life lost, Epidemiologic studies, Nursing research, Bibliometrics.

Resumen: El objetivo de este estudio es identificar la producción de conocimiento en enfermería en el uso del indicador epidemiológico de años potenciales de vida perdidos (APVP). Esta es una revisión bibliométrica de la literatura en las bases de datos BVS/Lilacs y Scielo, por el descriptor aislado: años potenciales de vida perdidos, con artículos completos en el idioma portugués, de 2007 al 2016. Fueron encontrados 46 artículos y seleccionados para lectura en completo 19 de ellos. El análisis descriptivo de las publicaciones demostró la no linealidad de estos en los últimos diez años, con unos años de pico (2011/n=4; 2009/2012 y 2014, n=3 cada uno). La mayoría de las publicaciones no estaban en periódicos específicos de enfermería (63,1%). Causas externas (63,2%) y noreste de Brasil (n=10) fueron tema y escenario más recurrente. Sólo dos artículos presentados tuvieron colaboración internacional y la participación de enfermeras llego a 39,5% de todos los autores. Aspectos epidemiológicos afectan el diseño de la enfermería moderna nightingaleana. Así, se sugiere que otras revisiones sean hechas para una mejor delineación de estas encuestas, e en el ámbito internacional y la calidad de las publicaciones.

Palabras clave: Años potenciales de vida perdidos, Estudios epidemiológicos, Investigación en enfermería, Bibliometría.

INTRODUÇÃO

Atualmente, para a análise das condições de saúde, destacam-se os elementos epidemiológicos capazes de predizerem o risco de adoecimento e a vulnerabilidade em saúde. São conceitos relativamente recentes, desenvolvidos a partir da segunda metade do século XX. Sua utilização está estreitamente relacionada aos esforços para superar os modelos cartesianos de atenção à saúde. Os resultados da aplicação desses conceitos retratam a capacidade de se predizer, controlar ou eliminar fatores que predispõem ao adoecimento, para assim reduzir danos ou o próprio agravo1,2.

Para avaliação dos riscos e identificação das vulnerabilidades são utilizados os indicadores de saúde. Esses indicadores são medidas de frequência, unidades de tempo, ou mesmo, conceitos relativos a medidas de associação1,2. De forma geral, os indicadores de saúde visam contribuir para a definição das prioridades em saúde e para a tomada de decisão nesta área. Com isso, promovem uma base comum para a comparação entre o impacto das intervenções e os distintos problemas de saúde. A utilização das ferramentas epidemiológicas é essencial aos indicadores de saúde. Amparam-se em dados válidos e confiáveis, por meio de medidas-síntese. Podem abordar dimensões demográficas, socioeconômicas, de mortalidade, de morbidade e fatores de risco, de recursos em saúde e de cobertura assistencial1,2,3.

Como indicadores de saúde, os impactos dos Anos Potenciais de Vida Perdidos (APVP) são indicadores epidemiológicos preditivos de mortes prematuras. Tem sido a medida utilizada para o monitoramento dessas mortes e para a redefinição das prioridades em saúde. A medida dos APVP enfatiza as causas específicas de óbito que afetam grupos etários, resultando numa ordenação diferente das causas de morte. Os APVP podem servir como medidas resumo, sendo mais facilmente compreendidas e comparadas entre populações do que um grande número de coeficientes específicos por idade, prestando-se para uma triagem inicial na análise de dados em áreas que apresentam excesso de mortalidade4,5,6.

Contextualizando a Enfermagem e a utilização dos indicadores em saúde, o cuidado baseado no conhecimento epidemiológico se deu a partir da concepção da Enfermagem Moderna. Florence Nightingale, precursora da Enfermagem Moderna, foi inovadora no redirecionamento do cuidado. É inegável a utilização de conhecimentos epidemiológicos por Florence Nightingale em suas proposições para a organização da prática da Enfermagem, o que revela seu pioneirismo. Ela defendia seus posicionamentos pautada em investigações prévias, advindas de suas observações e de seus registros sobre as condições de saúde de determinado grupo7,8.

Além do mais, a partir de seus conhecimentos matemáticos e estatísticos, utilizava diagramas e representações gráficas para apresentar os resultados das intervenções de Enfermagem e predizer as condições de saúde dos soldados na guerra da Criméia7,8. Florence construiu o conhecimento da Enfermagem Moderna utilizando estratégias de impacto na saúde das pessoas submetidas às situações identificadas como predisponentes ao adoecimento. Mediante o rigor de suas análises é que a precursora da Enfermagem Moderna propõe intervenções como o uso do ar puro, da luz, do calor, da limpeza, do repouso e da dieta para preservar as melhores condições de saúde7,8.

A motivação para a presente pesquisa parte de uma necessidade em se reconhecer de que maneira a Enfermagem contemporânea tem se empoderado dessas ferramentas epidemiológicas, em especifico o indicador APVP, para o desenvolvimento dos estudos científicos nesta área. Observa-se que na área da Enfermagem inúmeros enfoques teórico-metodológicos têm sido utilizados, enriquecendo seu corpo de conhecimento. Desse modo, reconhecer as pesquisas desenvolvidas pela Enfermagem também contribui para definir os parâmetros desta profissão, e para o melhor delineamento do seu papel. Dentro da pesquisa em Enfermagem, reconhecer os estudos científicos produzidos por estes profissionais ampara a compreensão dos seus rumos7,9,10.

Frente a esta realidade, o presente estudo apresenta como questão: Qual a produção do conhecimento em Enfermagem sobre a utilização do indicador epidemiológico APVP? Para tanto, tem como objetivo identificar a produção do conhecimento em Enfermagem sobre a utilização do indicador epidemiológico anos potenciais de vida perdidos.

MÉTODO

Trata-se de um estudo descritivo por revisão bibliométrica. Este é um método acessível de análise quantitativa da produção científica sobre determinado assunto. A bibliometria é uma disciplina das ciências da Biblioteconomia e Informação, usualmente utilizada para medir e monitorar a produção científica. Suas aplicações são amplas em diversas áreas, como a saúde. Esse método, além de permitir a recuperação da informação, subsidia a avaliação qualitativa da atividade científica, fundamental para que o pesquisador possa acompanhar o que se produz em sua área de estudo11. Ainda, auxilia na identificação do desempenho das pesquisas investigando aspectos das publicações como autoria, fonte de pesquisa, temas, citações, dentre outros12.

Para a condução desta revisão as bases de dados escolhidas foram Scielo e BVS/Lilacs. A Scielo contempla uma coleção selecionada de periódicos científicos Ibero-americanos. Seu objetivo é o desenvolvimento de uma metodologia comum para preparação, armazenamento, disseminação e avaliação da produção científica em formato eletrônico. Entre seus objetivos específicos está a produção de indicadores bibliométricos13. A BVS/Lilacs é o mais importante e abrangente índice da literatura científica e técnica da América Latina e Caribe, e é um componente da Biblioteca Virtual em Saúde14.

A estratégia de busca constituiu-se na utilização de descritor advindo dos Descritores em Ciência da Saúde (DeCS) sob consulta, sendo utilizado o descritor exato Anos potenciais de vida perdidos de forma isolada.

Também foi utilizada como estratégias a escolha de textos completos, artigos científicos em idioma português publicados nos últimos dez anos (de janeiro de 2007 até março de 2016), justificada pelo interesse em conhecer o comportamento da produção científica sobre o tema na atualidade e em âmbito nacional. A coleta de dados foi realizada entre janeiro e julho de 2016. As produções científicas foram selecionadas conforme a figura 1.


Figura 1.
Fluxograma de distribuição e seleção dos artigos. Uberaba/MG, 2016.

Com relação às questões éticas e os preceitos de autoria, os artigos citados nesta produção estarão devidamente referenciados ao longo deste estudo, conforme previsto na lei nº 9.610, de fevereiro de 199815 que trata dos direitos autorais.

RESULTADOS

Sobre os artigos analisados, ao longo do período proposto, observa-se uma tendência crescente até o ano de 2011, e este mesmo ano culmina com a maior quantidade de publicações (201116,17,18,19; n=4 artigos), no entanto, há algumas quedas nesta tendência, não havendo publicações em 2008 e somente uma em 201020. Em 200721,22 há duas publicações, e em 200923,24,25 três artigos. No período de 2012 a 2016 verifica-se uma tendência decrescente de publicações, sendo três em 201226,27,28 e 201429,30,31, duas em 201332,33, e uma em 201534, não havendo publicações até março de 2016 (Figura 2).


Figura 2.
Evolução e Distribuição das publicações da amostra ao longo do período de seleção, 2007 a 2016 (*até março de 2016). Uberaba/MG, 2016.

Em relação aos periódicos que publicam sobre o tema, do total de 13 revistas identificadas, as publicações apresentam-se em maior número de periódicos específicos para Epidemiologia ou Saúde Coletiva, se comparado às de conhecimento especifico de Enfermagem, tais como: Cadernos de Saúde Pública17,22,27(n=3); Epidemiologia & Serviços de Saúde18,31,32 (n=3); Revista de Saúde Pública16,24(n=2); Texto & Contexto Enfermagem19,33(n=2); Revista Panamericana de Salud Publica20, Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil21, Mundo da Saúde23, DST-Jornal Brasileiro25, Escola Anna Nery Revista de Enfermagem26, Ciência & Saúde Coletiva28, Revista Latino Americana de Enfermagem29, Revista Brasileira de Epidemiologia30 e UNOPAR Científica34 (n=1, cada) (Figura 3).


Figura 3.
Distribuição das publicações da amostra por periódico, 2007 a 2016 (até março de 2016). Uberaba/MG, 2016.

Quanto aos temas, os desfechos identificados nos 19 artigos a maioria se relaciona com as causas externas17,19,21,22,24,26,28,29,30,31,32,33,34 (13; 63,2%), com destaque para homicídios (5; 38,5%), os aspectos sociodemográficos17,18,21,23,24,30,33 são relatados por 36,8% (7) dos artigos, em especial relacionado ao impacto deste indicador quanto ao sexo (5; 71,4%).

As doenças transmissíveis16,23,25,27 ocupam a terceira colocação, sendo relacionada por 21,1% das publicações (4 artigos), com destaque para a AIDS (2, 50,0%) e as doenças crônicas não transmissíveis18,34 são temas de menor utilização nas publicações pesquisadas com o emprego do indicador APVP (10,5%) (Tabela 1).


Tabela 1.
Caracterização das publicações (n=19) quanto aos temas da amostra, 2007 a 2016 (até março de 2016). Uberaba/MG, 2016.

* Uma publicação pode possuir um ou mais temas. A frequência relativa dos subtemas foi calculada dentro de cada temática.

Ao se observar o cenário de estudo, a maior concentração está na região Nordeste17,18,20,21,27,28,29,31,32,33 (n=10) com diversidade de instituições de ensino envolvidas em relação à autoria das publicações. Apenas dois estudos apresentam colaboração internacional entre os autores25,27.

Doze dos artigos publicados apresentam enfermeiros como autores17,18,19,20,21,23,26,27,30,31,32,33, sendo que, apenas cinco deles têm autoria exclusiva de enfermeiros17,19,23,26,33. Entretanto, ao se analisar o total de autores em todos os artigos (n=76) a percentagem de enfermeiros corresponde a 39,5% (Quadro 1).


Quadro 1.a.
Caracterização dos artigos conforme título, instituições envolvidas e suas regiões, cenário de estudo e autores, ordenadas de maneira decrescente por frequência de regiões de cenário de estudo. Uberaba/MG, 2016.


Quadro 1.b.
Continuação... Caracterização dos artigos conforme título, instituições envolvidas e suas regiões, cenário de estudo e autores, ordenadas de maneira decrescente por frequência de regiões de cenário de estudo. Uberaba/MG, 2016.

DISCUSSÃO

Para o período analisado, observa-se um quantitativo pequeno que compõe a amostra (n=19), perfazendo média de 1,9 artigos/ano. A totalidade dos artigos apresenta a utilização instrumental do indicador APVP. A utilização do APVP como indicador epidemiológico agrega informações sobre mortalidade possibilitando melhor compreensão das mortes prematuras por diferentes causas, grupos e localidades35,36.

O tema causas externas foi identificado com maior expressão. Esta causa-óbito que emerge no cenário nacional, em especial com a urbanização, têm sido um dos principais fatores de morte prematura, com impacto importante entre os adultos jovens (20 a 39 anos). Há elevação no número de óbitos por esta causa e requer cada vez mais medidas intersetoriais potentes para enfrentar a complexidade que envolve este agravo35,36.

Por outro lado, apesar da magnitude do problema, os estudos identificados que utilizam o APVP para as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) foram os de menor frequência. É possível que o baixo interesse em utilizar este estimador de mortalidade prematura para os agravos crônicos não transmissíveis esteja relacionado à própria evolução da doença, que é de longa duração.

Muitas vezes, as DCNT manifestam-se na idade adulta tardia ou idosa, impactando o potencial de vida perdido pelo número de óbitos e não pela idade de ocorrência do óbito em si. Entretanto, destaca-se a importância do desenvolvimento de pesquisas com a utilização deste indicador, já que o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis e seus fatores de risco são primordiais em âmbito nacional37,38.

A interferência dos determinantes sociais na saúde tem sido tema amplamente discutido pela comunidade científica. Cada vez mais, busca-se compreender o incremento dos determinantes sociais na mortalidade. De modo que a utilização de análises a partir do APVP relacionada aos fatores condicionantes (sociodemográficos, econômicos ou outros) apoia o entendimento das suas relações na ocorrência dos óbitos30,39.

A concentração de produções tendo como cenário de estudo a região Nordeste revela a preocupação que existe em reconhecer os anos de vida perdidos por esta população. Entre as regiões brasileiras, é a de maior vulnerabilidade socioeconômica. Tendo em vista o potencial de mortes prematuras por diferentes causas, esta realidade justifica o interesse local sobre o tema, e o emprego do indicador APVP nos estudos17,18,21,22,23,24,25,29,30,34.

Quanto à autoria por Enfermeiros, apesar de a maior parte dos artigos apresentarem Enfermeiros autores, a proporção total foi de 39,5%. De forma geral, periódicos de Enfermagem são os que menos apresentam publicações sobre o tema. Este fato deve ser questionado quanto aos escopos das revistas, considerando se realmente há baixa expressão de produções feitas por enfermeiros utilizando o indicador epidemiológico APVP. Frente aos temas identificados, não foram observados artigos que contemplassem a análise epistemológica da utilização de indicadores epidemiológicos, no caso especial do APVP, ou a produção de conhecimento em Enfermagem.

As instituições envolvidas nas publicações são em sua totalidade instituições públicas de ensino superior (Federais ou Estaduais). Isto revela a importância destas instituições para a expressão da produção científica nacional40. A participação do Enfermeiro no desenvolvimento de pesquisas evoluiu, sobremaneira, com a criação dos cursos de pós-graduação. São diretas as relações entre o desenvolvimento de pesquisas, o aumento na publicação de artigos, suas vinculações com as instituições universitárias e expansão da pós-graduação no cenário nacional9,41.

A colaboração internacional na autoria dos artigos analisados também é reduzida, o que demonstra ainda ser um desafio para a Enfermagem na produção científica brasileira em APVP. A organização de projetos científicos com base em redes de colaboração internacional precisa ser expandida, apesar dos desafios de diferente natureza, relacionados à gestão de equipe, diversificação na obtenção de patrocinadores, e outros, estando ainda estes projetos mais sensíveis a eventos mundiais, sujeitos a riscos políticos, financeiros e legais, e portanto menos previsíveis9,42.

Doravante, é através do conhecimento científico que os Enfermeiros são colocados para confrontar situações, descrever experiências e debater a prática43,44. As pesquisas na Enfermagem, como em outras áreas do conhecimento, são cruciais para a reflexão sobre o cenário em saúde e a conjuntura atual do agir em Enfermagem43,44.

O enfermeiro na sua prática trabalha, rotineiramente, com dados que são coletados e compilados para registros e relatórios. Se esses dados forem submetidos a uma análise epidemiológica, poderão permitir melhor compreensão dos problemas de saúde e da realidade assistencial. A epidemiologia contribui como instrumento de investigação que possibilita: adequar recursos e serviços para atender às necessidades de saúde e seus determinantes; realizar a comunicação objetiva entre profissionais da administração e os da saúde; capacitar o enfermeiro para suas ações1,2.

Por sua vez, o processo desde a produção da ideia da pesquisa à publicação em periódico qualificado não é um caminho simples. Vivencia-se situações no contexto das publicações em que os autores utilizam artifícios pouco favoráveis à qualidade das pesquisas desenvolvidas, como fatiarem trabalhos, encurtar tempo de reflexão, publicar textos não inovadores, e geradores de conhecimentos superficiais45.

Sobretudo, da produção científica de uma profissão espera-se retratar esta profissão. O conhecimento na Enfermagem não deve ser compreendido em medida reducionista, como unicamente técnico. O saber-fazer desta área inclui aspectos comportamentais, das relações humanas, não se resume a rotinas executadas em série. É uma área de características abrangentes que considera o cuidado em si, os aspectos organizacionais, o contexto e a estrutura da sociedade10,44,45.

É importante ressaltar que os resultados desta pesquisa não podem ser totalmente generalizados. Apesar de pautada em amostra de publicações contidas em duas bases de importância para a produção científica nacional, elas não representam uma totalidade. No entanto, o método selecionado mostrou-se apropriado para atingir os objetivos deste trabalho.

Outra perspectiva para investigações futuras é identificar a utilização dos anos de vida perdidos ajustados por incapacidade, um refinamento metodológico que considera componentes de morbidade e mortalidade, também cruciais para a produção do conhecimento em Enfermagem.

CONCLUSÃO

As análises descritivas das publicações foram utilizadas para traçar um panorama geral, auxiliando na identificação do comportamento dos estudos epidemiológicos que se utilizam do indicador APVP e a relação desta produção com o conhecimento de Enfermagem, ao longo dos últimos dez anos.

Os resultados sugerem que grande parte das pesquisas desenvolvidas, até o momento, incluem enfermeiros em sua autoria. Entretanto, não são os periódicos específicos de Enfermagem que mais apresentam este tipo de publicação, e sim aqueles relacionados à Epidemiologia e Saúde Coletiva.

Infere-se que há espaços para fomentar a produção científica nacional de Enfermagem sobre o tema. Tendo em vista o reduzido número de publicações identificadas nas bases de dados pesquisadas (BVS/Lilacs e Scielo), em língua portuguesa. De forma que, os domínios dos aspectos epidemiológicos tangenciam o estado da arte da Enfermagem desde a concepção da Enfermagem Moderna nightingaleana.

Frente aos resultados, observam-se lacunas quanto aos cenários de estudo, localidades brasileiras e populações de estudo, causas-óbito e determinantes sociais e de saúde relacionados ao APVP.

Sugere-se que outras revisões sejam realizadas ampliando-se as bases de busca, analisando a utilização dos anos de vida perdidos ajustados por incapacidade, considerando a produção internacional e a qualidade das publicações, e o fator de impacto, para o melhor delineamento do estado da arte da Enfermagem.

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Autor notes

1 Enfermeiro. Especialista em Saúde do Trabalhador. Especialista em Gestão dos Serviços em Ergonomia. Especialista em Saúde do Adulto, na modalidade Residência Integrada e Multiprofissional. Mestrando do Programa de Pós Graduação em Atenção à Saúde pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). ORCID - 0000-0003-0984-2688. E-mail: luangarciatpc@yahoo.com.br. Brasil.
2 Enfermeira. Mestre em Atenção à Saúde. Doutoranda em Atenção à Saúde pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Epidemiologista Clínica da Gerência de Ensino e Pesquisa do Hospital de Clínicas da UFTM. ORCID - 0000-0002-1048-960X E-mail: fernandaccamargo@yahoo.com.br. Brasil.
3 Graduanda em Enfermagem pela UFTM. ORCID - 0000-0002-3800-2904 E-mail: thaysheloise@hotmail.com. Brasil.
4 Enfermeira. Especialista em Enfermagem do Trabalho. Mestre e Doutora em Enfermagem Fundamental. Professora Adjunto IV do Curso de Enfermagem da UFTM. ORCID - 0000-0003-4054-8911 E-mail: marina@enfermagem.uftm.edu.br. Brasil.
5 Estatístico. Mestre e Doutor em Estatística. Professor Adjunto III do Curso de Enfermagem e Docente do Programa de Pós Graduação no Mestrado Profissional em Inovação Tecnológica da UFTM. ORCID - 0000-0002-9149-6368 E-mail: pereira_gilberto@yahoo.com.br. Brasil.
6 Enfermeira. Doutora e Mestre em Enfermagem. Professora Associada do Curso de Enfermagem da UFTM. ORCID -0000-0003-1125-4252 E-mail: helena.iwamoto@gmail.com. Brasil.
7 Enfermeiro. Especialista em Saúde Pública. Mestre em Administração em Saúde. Doutor em Ciências Sociais. Pós Doutor em Serviço Social. Professor Adjunto IV do curso de Graduação em Enfermagem e dos Programas de Pós Graduação em Atenção à Saúde e Psicologia da UFTM. ORCID - 0000-0002-8698-5650 E-mail: alvaroenf@hotmail.com. Brasil.


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