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Recepção: 12 Julho 2016
Aprovação: 12 Maio 2017
DOI: https://doi.org/10.4013/htu.2018.222.11
Resumo: Este artigo se propõe apresentar alguns aspectos das comemorações do 1º de Maio entre 1933 e 1937 em Porto Alegre/RS organizadas pelo Consulado Alemão de Porto Alegre e pela Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei-Ortsgruppe Porto Alegre. A ênfase do artigo recai em elementos relacionados à presença e participação de membros da NSDAP e de outras pessoas nessas comemorações, visando a contribuir para o estudo da organização e das atividades da NSDAP no Rio Grande do Sul. Para tanto, o trabalho ancora-se em textos publicados principalmente na imprensa em língua alemã no Rio Grande do Sul, embasado na noção de “paradigma indiciário” conforme formulado por Carlo Ginzburg (1989).
Palavras-chave: calendário nacional-socialista, comemorações do 1º de Maio em Porto Alegre, NSDAP no Rio Grande do Sul.
Abstract: This article aims to describe a few aspects of the celebrations of the 1st of May between 1933 and 1937 in Porto Alegre/RS organized by the German Consulate in Porto Alegre and the Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei-Ortsgruppe Porto Alegre. It focuses on elements related to the presence and participation of members of the NSDAP and other persons in those celebrations with the purpose of contributing to the study of the organization and the activities of the NSDAP in the state of Rio Grande do Sul. For this purpose, article uses as its basis texts published particularly in the press in German language in Rio Grande do Sul, according to the notion of “trace paradigm” as proposed by Carlo Ginzburg (1989).
Keywords: national-socialism calendar, festivities of the 1st of May in Porto Alegre, NSDAP in Rio Grande do Sul.
O 1º de Maio integrava o calendário nacional-socialista de comemorações, distribuídas ao longo do ano civil, que contemplava outras datas, entre elas o 30 de janeiro, nomeação de Hitler como chanceler em 1933, e o 20 de abril, aniversário de Hitler, calendário esse que também caracterizava a “compreensão política do nacional-socialismo e de seu estilo político” (Thamer, 2002, p. 229), bem como fazia parte do seu aparato de propaganda ideológica. Na ótica de Hans-Ulrich Thamer, “nada demonstra mais claramente o anseio totalitário do regime do que essa tentativa de dispor do quotidiano e das festas da população e de embaçar, ou melhor, de substituir o calendário de tradicional festividades, como ele foi, acima de tudo, determinado pela igreja” (Thamer, 2002, p. 229, 231). Nesse calendário, destacava-se o 1º de Maio, promulgado, em 10 de abril de 1933, feriado oficial como “dia do trabalho nacional” (Schmitz-Berning, 2000, p. 600) e decretado, em 27 de fevereiro de 1934, “feriado nacional do povo alemão” (Schmitz-Berning, 2000, p. 601). A data era um “tradicional elemento do movimento operário, a qual foi ressignificada e celebrada como festa da Volksgemeinschaft [comunidade étnica]” (Thamer, 2002, p. 231), uma das ideias centrais do nacional-socialismo, que se refere a “uma comunidade orgânica nacional de todos os alemães, na qual conflitos de classe e antagonismos sociais seriam superados, e o egocentrismo do indivíduo daria espaço para os interesses esmagadores do todo” (Evans, 2011, p. 558).
No Brasil, a partir de 1933, grupos locais da Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei [Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, doravante NSDAP] celebravam o 1º de Maio, data “das mais significativas. Essas comemorações, em algumas cidades maiores do Brasil, quase não ficavam atrás das do Reino” (Moraes, 2002, p. 1). Em Porto Alegre, a Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei-Ortsgruppe Porto Alegre [Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães – Grupo Local de Porto Alegre, doravante NSDAP-OPA], de 1933 a 1937, participou ativamente da celebração do 1º de Maio, comemorado nessa data, exceto em 1934, quando ocorreu em 30 de abril, em função da abertura, no dia seguinte, em São Leopoldo, da Exposição do Trabalho Alemão. De 1933 a 1937, o 1º de Maio, destinado a alemães e aos seus descendentes, também almejava demonstrar “que a nação alemã avista o fundamento de sua existência no trabalho pacífico de todos os alemães irmanados na Volksgemeinschaft” (Ried, 1934a, p. 2) A data foi celebrada em: (a) 1933, às 20 horas e 30 minutos, no salão principal do Turnerbund [Liga de Ginastas], na Rua São Raphael [depois Avenida Alberto Bins], nº 876[2] (Neue Deutsche Zeitung, 1933a); (b) 1934, às 20 horas e 30 minutos, no Cinema Ypiranga, à Rua Cristóvão Colombo, nº 772, Bairro Floresta (Ried, 1934b, p. 3); (c) 1935, às 15 horas e 30 minutos (Neue Deutsche Zeitung, 1935a), e 1936, às 15 horas, ambas no Turnerbund-Spielplatz [Liga de Ginastas-Campo de Jogos], situado à Rua Benjamin Constant, nº 394, Bairro São João (Neue Deutsche Zeitung, 1936a); (d) 1937, às 15 horas e 30 minutos, no campo do Grêmio Esportivo Renner, esquina Rua Sertório com Avenida União [atual Avenida Maranhão] (Ried, 1937, p. 2), Bairro Navegantes, ao lado do Turnverein Navegantes-São João [Associação de Ginástica Navegantes-São João], cujas dependências também foram utilizadas na comemoração.
O 1º de Maio de 1938 e 1939, organizado unicamente pelo Consulado Alemão de Porto Alegre, destinava-se a um público mais restrito, que também incluía partidários da NSDAP. Em 1938, ocorreu a partir das 16 horas uma recepção, “autorizada pelo Chefe de Polícia [...] e voltada apenas a Reichsdeutsche [alemães do Reino] e ex-austríacos” (Ried, 1938, p. 1), na Deutsches Haus [Casa Alemã], Rua Voluntários da Pátria, n. 2107, Bairro Navegantes, desde julho de 1933, sede da NSDAP-OPA (Br., 1933a, p. 8). Em 1939, a partir das 11 horas e 30 minutos, a data foi comemorada com um “almoço comunitário no terreno do Schützenverein [Associação de Atiradores], Rua Mostardeiro, n. 399, para Reichsdeutsche” (Ried, 1939, p. 1).
De 1933 a 1937, em seus vários espaços, o 1º de Maio recebeu diversos participantes que colaboraram na organização da comemoração e na veiculação da propaganda nacional-socialista e/ou compartilharam de suas diversas modalidades. Em 1933, não houve menção a números, mas sublinhou-se na imprensa que, no Turnerbund, “o Grupo Local da N.S.D.A.P. soube mobilizar o Deutschtum[3] de Porto Alegre para a ideia nacional de um modo até então quase desconhecido” (Br., 1933b, p. 8). Em 1934, estimou-se que havia “1.500 pessoas” (Neue Deutsche Zeitung, 1934a) no Cinema Ypiranga, que comportava “1.159 lugares” (Franco, 1998, p. 114). No Turnerbund-Spielplatz, em 1935, calcularam-se “3.000 pessoas” (Sp., 1935a, p. 7) e, em 1936, “7 mil pessoas, a cifra pode ser comprovada a partir dos distintivos e das entradas vendidos” (Neue Deutsche Zeitung, 1936b). Segundo o jornal Fuer’s Dritte Reich [Para o Terceiro Reich], o número de participantes desse ano de 1936 foi “em torno de 10 mil” (B., 1936, p. 6). Em 1937, no campo do Renner desfilaram “1.344 pessoas [...] e o número de visitantes chegou a 5.500, que consumiram 1.974 litros de cerveja” (Neue Deutsche Zeitung, 1937a).
O presente artigo apresenta alguns aspectos do 1º de Maio, recaindo a ênfase em elementos relacionados à presença e participação de Parteigenossen[4] [doravante pg.], de imigrantes alemães e seus descendentes e de outras pessoas nessas comemorações. De 1933 a 1937, esses participantes englobam integrantes da programação oficial da comemoração, praticamente toda em língua alemã, de caráter regrado, similar nas manifestações artísticas, e de outras atividades e, em menor proporção, os convidados e visitantes. Trata-se de um trabalho de caráter mais descritivo e inventariante, baseado em dados obtidos acerca da NSDAP-OPA na bibliografia especializada e na imprensa em língua alemã, especialmente os relatos acerca do 1º de Maio, alguns assinados pelo pg. Wilhelm Sprunkel, “que também trabalhava na Neue Deutsche Zeitung [Novo Jornal Alemão]” (Lucas, 2011, p. 126), de propriedade de Germano Gundlach e editada em Porto Alegre. Além do caráter laudatório, essas fontes jornalísticas, no que concerne à NSDAP-OPA, apresentam ainda características já referidas por Moraes em relação à NSDAP no Brasil em geral: “materiais primários altamente fragmentários e insuficientes (além de dispersos) e, em não poucos casos, contraditórios” (Moraes, 2008, p. 202). Essa condição das fontes, no entanto, não invalida sua representatividade, já que elas podem ser consideradas como indícios do tecido social em análise. Para Ginzburg (1989), sinais integram um paradigma indiciário, comparável aos fios que formam a trama de um tapete, que, ao levar em conta traços, pode-se converter em um instrumento para a compreensão da densidade do tecido social, uma vez que “se a realidade é opaca, existem zonas privilegiadas – sinais, indícios – que permitem decifrá-la” (Ginzburg, 1989, p. 177). A partir dos indícios levantados nas fontes, com ênfase no 1º de Maio, objetiva-se contribuir para a análise da atuação da NSDAP-OPA, no que tange a atividades desenvolvidas e pessoas nelas envolvidas, especialmente no âmbito do que Luís Edmundo de Moraes denomina de espaço público de língua alemã, ou seja, “um espaço social no interior de uma sociedade mais ampla, composto por instituições, grupos e indivíduos cujas fronteiras sociais se definem pelo uso da língua alemã” (Moraes, 2005, p. 86). No presente estudo, esse espaço se insere em um recorte temporal, 1933 a 1937, no qual a atuação da NSDAP no Brasil era legal, ou seja, anterior a 10 de novembro de 1937, decretação do Estado Novo, a 15 de janeiro de 1938, quando, “por decisão do chefe de Polícia do Rio Grande do Sul, a proibição do Partido tornou-se válida para todo o Estado” (Lucas, 2011, p. 82), e à promulgação do decreto-lei n. 383, de 18 de abril de 1938, que “veda a estrangeiros a atividade política no Brasil e dá outras providências” (Vargas, 1938, p. 1).
Integrantes dos grupos organizadores das comemorações do 1º de Maio
Na programação oficial do 1º de Maio, notadamente por meio da proferição de discursos, atuaram integrantes do grupo de organizadores da comemoração, que, de 1933 a 1937, em distintos momentos, compunha-se do Consulado Alemão de Porto Alegre, da NSDAP-OPA, da Deutsche Arbeitsfront-Ortsgruppe Porto Alegre [Frente Alemã de Trabalho – Grupo Local de Porto Alegre] e do Verband deutscher Vereine zu Porto Alegre [Liga das Associações Alemãs de Porto Alegre].
O Consulado Alemão de Porto Alegre, situado inicialmente na Rua Coronel Vicente, nº 570, e, a partir de 1936, na Rua Uruguai, nº 91, no edifício Bier & Ullmann, esteve à frente de todas as comemorações do 1º de Maio. Em 1933, o Dr. Gottfried Walbeck, cônsul em Porto Alegre de 1928 a 1933, partidário da “Zentrumspartei, o Partido do Centro Católico” (Lucas, 2011, p. 117), proferiu a saudação de abertura do 1º de Maio. Em 1934, o cônsul Ried efetuou a saudação inicial, a qual, em 1937, foi também em português. De 1934 a 1937, Ried proferiu também os discursos de encerramento do 1º de Maio, dos quais, em 1936, um deles foi em língua portuguesa, dirigido às autoridades civis e militares presentes no evento. O Dr. Friedrich Ried, natural de Frankfurt-am-Main, cônsul alemão em Porto Alegre desde janeiro de 1934, era, segundo Lucas, membro da NSDAP e contribuinte da NSDAP-OPA, estando também “em contato direto com a nova chefia da NSDAP no Rio Grande do Sul” (Lucas, 2011, p. 124). Além disso, mantinha vínculos com o governo estadual, visto que “a amizade de Flores da Cunha com o cônsul alemão, Friedrich Ried, era notória” (Gertz, 2005, p. 157).
O Verband deutscher Vereine zu Porto Alegre, que se reunia nas dependências do Turnerbund, integrou a organização do 1º de Maio de 1934 (Ried, 1934b, p. 3) a 1936 (Neue Deutsche Zeitung, 1936a). Seu presidente, o médico alemão Dr. Josef Steidle, especializado em ginecologia e pediatria, residente em Porto Alegre, proferiu a alocução de abertura da comemoração de 1935. O Verband deutscher Vereine zu Porto Alegre, criado em 1886, almejava “reunir todas as associações de Porto Alegre e eventualmente aquelas fora de Porto Alegre, cujos regulamentos tenham como finalidade e objetivo a manutenção da língua alemã, do modo de ser alemão e da essência alemã” (Verband deutscher Vereine, 1936, p. 28), e, em 1936, pertenciam a ele 22 associações, incluindo os seus departamentos (Verband deutscher Vereine, 1936, p. 39).
A NSDAP-OPA, criada em 20 de dezembro de 1931 (Müller, 1997, p. 102), integrou oficialmente a organização do 1º de Maio nos anos de 1933 a 1936, e dela participou ativamente em 1937, ano em que apenas o cônsul Ried respondia pela comemoração (Ried, 1937, p. 2). Partidários da NSDAP, alguns em posição de liderança na NSDAP-OPA, engajaram-se na proferição da Festrede [discurso festivo], ponto alto da comemoração. A Festrede de 1933 coube ao pg. Dr. Bruno Künne, cirurgião e ortopedista, que, em Porto Alegre, atendia na Rua Gonçalo Carvalho, nº 402, e na Rua Vigário José Ignácio, nº 367. René Gertz menciona que “entre os fundadores do núcleo nazista de Porto Alegre estava o médico Bruno Künne do Hospital Alemão (Moinhos de Vento)” (Gertz, 1991, p. 52). Künne, também escritor e colaborador da Neue deutsche Zeitung, ainda atuou como redator, até fevereiro de 1934, do Fuer’s Dritte Reich! Nachrichtenblatt der nationalsozialistischen Bewegung Deutschlands, für Parteigenossen und Freunde in Rio Grande do Sul (Brasilien) [Para o Terceiro Reich. Folha de Notícias do Movimento Nacional-Socialista da Alemanha, para Partidários e Amigos no Rio Grande do Sul (Brasil)], jornal oficial da NSDAP no Rio Grande do Sul, em circulação desde março de 1932. O pg. Walter Hornig, dirigente da NSDAP-OPA, em 1933, proferiu a alocução de encerramento do 1º de Maio; segundo Gertz (1987), ele ingressou na NSDAP, na Alemanha, em 1925, e emigrou, em 1926, para Buenos Aires, cidade em que foi, até 1931, chefe do grupo nazista local. Em 1932, Hornig mudou-se para Porto Alegre, onde residiu “à Rua dos Andradas, n. 144” (Py, 1942, p. 50), e era “viajante, trabalhando para firmas comerciais” (Gertz, 1987, p. 80). Em 1933, ainda discursou aos trabalhadores de origem alemã o pg. Adam Diehm, que, à época, estava “há um ano na Brigada Militar” (Diehm, 1933, p. 6) e lutara “de 18 de julho do ano passado até o fim da Revolução [...] sempre na linha de frente contra os revoltados paulistanos” (Diehm, 1933, p. 6). De agosto a dezembro de 1933, Adam Diehm dirigiu a Sektion Diehm [Seção Diehm], que se reunia “na casa do pg. Meier ao lado do Naturheilverein [Associação para a Cura Naturalista]” (Neue Deutsche Zeitung, 1933b), no Bairro Menino Deus, e, a partir de novembro de 1933, no Naturheilverein (Neue Deutsche Zeitung, 1933c). O 1. Naturheilverein in Rio Grande do Sul [1ª Associação para a Cura Naturalista no Rio Grande do Sul], criado em 1894, desde 1895 filiado ao Deutscher Bund der Naturheilvereine [Liga Alemã para Cura a Naturalista], de Berlim, objetivava “esclarecer seus sócios acerca das condições de bem-estar corporal e espiritual e, assim, [...] prevenir doenças por meio de um modo de vida racional e natural” (Verband deutscher Vereine, 1924, p. 315-16).
Em 1934, o “pg. Ausborn” proferiu a Festrede (Br., 1934, p. 6). Willi Ausborn, natural de Kiel/Alemanha, era proprietário, em Porto Alegre, de uma “oficina de afiação e de um fabrico de armas [...] na Praça Conde de Porto Alegre, nº 22” (Fuer’s Dritte Reich, 1934a), e viera para o Brasil em 1925. De outubro de 1934 a fevereiro de 1935, Ausborn liderou a Zelle [Célula] Ausborn, que se reunia na Deutsches Haus (Neue Deutsche Zeitung, 1934b). Ainda em 1934, “Kötter, o dirigente do grupo local” (Br., 1934, p. 6), leu o Betriebsordnungsgesetz[5] [Lei da Ordem do Labor], a entrar em vigor na Alemanha em 1º de Maio de 1934. O pg. Friedrich Kötter assumiu, em março de 1934, a chefia da NSDAP-OPA, em virtude da viagem à Alemanha do Dr. Bruno Künne[6], lotado no cargo (Fuer’s Dritte Reich, 1934b). Em 1934, Kötter respondia, juntamente com o pg. Walter Hornig e o pg. Sprunkel, pela redação do Fuer’s Dritte Reich (Fuer’s Dritte Reich, 1934c). Kötter ainda “chefiou a seção de controle dos elementos considerados adversos ao nazismo” (Py, 1942, p. 334) e “trabalhou no Banco Alemão Transatlântico” (Py, 1942, p. 336), de Berlim, com várias filiais no Brasil, entre elas a de Porto Alegre, situada à Rua General Câmara, nº 238, e em outros países da América do Sul e na Espanha.
Em 1935, a Festrede foi proferida pelo pg. Hugo Müller, natural de Berlim, residente em Porto Alegre, que “dedicava-se ao comércio e sua principal fonte de renda era o ‘Guia Público’, bastante conhecido, que editava” (Py, 1942, p. 332, aspas do autor), e, no início da década de 1930, estabelecido na Rua Laurindo, nº 30, foi representante exclusivo das máquinas de escrever Adler para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Der Familienfreund, 1933). Na NSDAP-OPA, em 1933, dirigiu a Sektion Müller-Stadt [Seção Müller-Cidade], que se reunia na Deutsches Haus (Neue Deutsche Zeitung, 1933d), e depois a Zelle do Bairro Navegantes. Conforme Py (1942), Müller exerceu a chefia da USCHLA-Untersuchungs-und Schlichtungs-Ausschuss [Comissão de Investigação e Arbitragem] e do Departamento de Patrimônio do Círculo da NSDAP no Rio Grande do Sul. Em 1935, Walter Hornig, desde o início de 1934 chefe do Kreis V [Círculo V] da NSDAP no Brasil, que englobava o Rio Grande do Sul, à época também dirigente da NSDAP-OPA (Neue Deutsche Zeitung, 1935a), fez o discurso de encerramento do 1º de Maio. Em 1936, Hornig proferiu a Festrede, sendo ocupante também da presidência da União Desportiva e Beneficente Alemã, fundada em 1º de janeiro de 1936, sita à Rua Pelotas, nº 224, em Porto Alegre, que aceitava apenas cidadãos alemães como sócios (Bercht et al., 1937, p. 2).
A Deutsche Arbeitsgemeinschaft [Comunidade de Trabalho Alemã], inicialmente denominada Deutsche Berufsgruppen [Grupos de Trabalhores Alemães], liderada, desde 1934, pelo pg. Ernst Dorsch, e sediada, em 1936, na Avenida Major Alberto Bins, nº 790 (Neue Deutsche Zeitung, 1936c), tomou parte da organização do 1º de Maio em 1936 (Neue Deutsche Zeitung, 1936a). Em 1937, a Festrede foi de responsabilidade de Dorsch, dirigente da Deutsche Arbeitsfront-Ortsgruppe Porto Alegre [Frente Alemã do Trabalho-Grupo Local de Porto Alegre] ou DAF, nome dado à Deutsche Arbeitsgemeinschaft a partir de maio de 1936 (Neue Deutsche Zeitung, 1936d). Desde o início de 1936, Dorsch ocupava o cargo de representante de Walter Hornig na União Desportiva e Beneficente Alemã (Bercht et al., 1937, p. 2) e também no Kreis V da NSDAP (Lucas, 2011, p. 125). Em outubro de 1937, a DAF mudou-se para a Deutsches Haus (Neue Deutsche Zeitung, 1937b) e, em 1938, denominava-se Bund der schaffenden Deutschen [Liga dos Alemães Laborosos]que, “no Brasil, foi formalmente registrada como União Beneficente e Educativa Alemã”, (Moraes, 2002, p. 121). Segundo o historiador Hans-Ulrich Thamer (2002), a Deutsche Arbeitsfront era uma organização da NSDAP, liderada por Robert Ley, fundada na Alemanha, a 10 de maio de 1933, em substituição aos sindicatos, extintos em 2 de maio de 1933. A DAF constituía-se na “organização dos trabalhadores alemães intelectuais e braçais [...] voltada à formação de uma verdadeira comunidade étnica e de trabalho de todos os alemães” (Hitler, 1994, p. 87), que, com a criação da Auslandsorganisation der DAF [Organização para o Exterior da DAF], em 1935, também englobava e acompanhava “uma grande parte dos Reichsdeutsche vivendo no exterior” (Fuer’s Dritte Reich, 1937a). No Brasil, a DAF “representava a verdadeira organização de massa nacional-socialista” (Moraes, 2002, p. 119), resultante de certa flexibilidade nos critérios de adesão, pois, “ao contrário da NSDAP, que por princípios somente permitia a filiação de Reichsdeutsche em seus quadros, a DAF não apenas aceitava a participação de Volksdeutsche [alemães étnicos] na associação, como ainda incentivava a dupla filiação dos partidários” (Lucas, 2011, p. 137). No Rio Grande do Sul, Lucas registrou a “existência de, ao menos, 651 membros da DAF, dos quais setenta também eram filiados [à] NSDAP” (Lucas, 2011, p. 151).
Outros Parteigenossen da NSDAP vinculados à NSDAP-Ortsgruppe Porto Alegre
De 1933 a 1937, outros partidários da NSDAP, em sua maioria ligados à NSDAP-OPA, atuaram na programação oficial do 1º de Maio, em diversas modalidades. Em 1933, foram “declamados vários poemas de Heinrich Anacker pelos senhores Kötter e Dr. Begemann” (Br., 1933b, p. 8). Friedrich Kötter, já citado, e o Dr. Heinz Begemann eram partidários da NSDAP. O Dr. Begemann, natural de Hannover, cirurgião e ginecologista, residia em Porto Alegre, à Rua Esperança, nº 187, e atendia na Farmácia Salvador e na Farmácia Sanitas (Neue Deutsche Zeitung, 1929a). Motivada por viagem à Alemanha, ocorreu em julho de 1933 uma “noite de despedida para o pg. Dr. Begemann. Restrita a correligionários” (Neue Deutsche Zeitung, 1933e). No 1º de Maio de 1935, declamou um poema de sua autoria o “pg. Waldemar Rupp” (Sp., 1935a, p. 7), da Capital sulina, e contribuinte da Winterhilfswerk [Obra de Auxílio ao Inverno] da NSDAP (Neue Deutsche Zeitung, 1935b).
Partidários da NSDAP atuaram na encenação de quadros vivos em 1933 e 1934; na apresentação de Sprechchor [recitações em coro], nos anos de 1935 a 1937, e de Chorspiel [peça para coro] em 1934 e 1935. Com referência ao Chorspiel Tag der Arbeit [peça para coro Dia do Trabalho], apresentado em 1934, nos “ensaios desta obra-prima dividiram-se os pgg. Max Brückner, mestre-de-capela, e Hermann Lex” (Br., 1934, p. 6). O pg. Max Brückner (1884-1964), natural de Mecklemburg-Strelitz, formado em música em Leipzig e Munique, veio, em 1922, à América do Sul em uma turnê com operetas, e permaneceu em Porto Alegre (F., 1958, p. 50), onde atuava como maestro, músico e professor de piano e de canto, lecionando em sua residência, à Rua Santo Antônio, nº 368, entre Floresta e Independência, e em domicílio de alunos (Neue Deutsche Zeitung, 1931a). O pg. Hermann Lex, morador de Porto Alegre, irmão do pg. Helmuth Lex, segundo Vida Policial (1942d), integrou o alto escalão da NSDAP-OPA, como colaborador de Walter Hornig, e “celebrizou-se principalmente como fomentador do boycot e perseguições aos alemães refratários à cruz gamada” (Vida Policial, 1942d). Hermann Lex era casado com Hanna Weidmann, filha de Karl Weidmann (Neue Deutsche Zeitung, 1934c). Conforme Vida Policial (1942a), Karl ou Carlos Weidmann, natural de Wiesbaden, que viera ao Brasil em 1910 e ingressara, em 1932, na NSDAP, integrou a USCHLA e “nos anos de 1936 a 1937 ele foi eleito para exercer um cargo junto à comissão de contas do Partido” (Vida Policial, 1942a). Na Capital sulina, era dono de “padaria e confeitaria, à Rua Cristovão Colombo, nº 1884” (Fuer’s Dritte Reich, 1933a) e anunciava no Fuer’s Dritte Reich.
Partidários da NSDAP atuaram na programação oficial do 1º de Maio, de 1935 a 1937, por meio do Spielmannszug [banda marcial] da NSDAP-OPA, banda marcial criada em dezembro de 1934 (Neue Deutsche Zeitung, 1934d), “cujos instrumentos vieram da Alemanha por conta de um fundo especial do próprio partido” (Vida Policial, 1942b), entre eles Karl Heinrich Otto ou Carlos Otto e seu filho José. Segundo Vida Policial (1942b), Carlos Otto, natural da Renânia, perito em pirotecnia, pintor e fotógrafo, viera ao Brasil em 1925, filiando-se à NSDAP, em abril de 1933, influenciado por seu filho José, que ingressara na NSDAP ainda na Alemanha. De 1932 a 1938, Carlos Otto trabalhou como técnico contratado da Brigada Militar de Porto Alegre, encarregado da “fabricação de explosivos e engenhos de guerra destinados à segurança nacional” (Vida Policial, 1942b). Na Capital sulina, ainda possuía o Studio Artístico Carlos Otto, na Rua Marquês de Pombal, nº 301, local de venda de “fotografias de Hitler em todos os tamanhos e apresentações” (Fuer’s Dritte Reich, 1933b). Otto, bem como seu filho, era o fotógrafo oficial da NSDAP-OPA, onde, em julho de 1934, foram tiradas “fotografias para passaporte por parte do pg. Otto na D[eutsches] H[aus]” (Neue Deutsche Zeitung, 1934e).
De 1934 a 1937, os ensaios dos partidários atuantes na banda, em Sprechchor e Chorspiel, realizados na Deutsches Haus, estiveram a cargo do pg. Max Brückner, trabalho que rendia manifestações públicas de apreço, como a do 1º de Maio de 1935: “necessitamos reconhecer com louvor o trabalho dos partidários, notadamente o empenho do pg. Max Brückner, e dos muitos outros colaboradores, que sacrificaram várias horas de seu tempo livre” (Sp., 1935a, p. 7).
Partidários da NSDAP também prepararam itens da decoração dos espaços das comemorações do 1º de Maio. Em 1934, no Cinema Ypiranga, “a ornamentação da sala ficou excelente em todos os detalhes, graças ao feliz e abnegado trabalho preparatório do Grupo Local do Partido Nacional-Socialista [...] dos pgg. Benner, Obermeyer, Otto e Schmischke” (Neue Deutsche Zeitung, 1934a). Nessa atividade, destacou-se o pg. Julius Schmischke, artista plástico alemão, natural da Prússia Oriental, com formação na Academia de Artes de Königsberg e Munique (Fank, 2014, p. 2286), residente em Porto Alegre de 1923 a 1937, que idealizou, em 1936, o pórtico no Turnerbund-Spielplatz. Filiado à NSDAP desde 10 de janeiro de 1934 (Fank, 2014, p. 2287), Schmischke respondia pela área cultural da NSDAP no Rio Grande do Sul, conforme afirmou em carta, de 19 de dezembro de 1938, enviada a Karl Götz, diretor do Deutsches Ausland-Institut [Instituto Alemão para o Exterior], com sede em Stuttgart (Alemanha). Nela, ressaltou que “consegui, sob a minha direção artística, [...] que todas as reuniões do Partido fossem as mais visitadas da cidade de Porto Alegre (na de 1º de Maio de 1936, havia 7 mil visitantes)” (Fank, 2014, p. 2288). Schmischke ainda realizava palestras para Zellen da NSDAP-OPA, entre elas “Fr. Nietzsche, o arauto de uma nova era” (Neue Deutsche Zeitung, 1934f), e, pelo menos, de janeiro a fevereiro de 1935, liderou um Block [Bloco] da NSDAP-OPA, que se reunia no Naturheilverein (Neue Deutsche Zeitung, 1935c), no Menino Deus, desde agosto de 1934 (Neue Deutsche Zeitung, 1934g).
Em 1936, na ornamentação da árvore de maio, colocada no Turnerbund-Spielplatz, a senhora Mrowitz contou com “o auxílio de mulheres da Arbeitsgemeinschaft der deutschen Frau im Ausland” [Comunidade de Trabalho das Mulheres Alemãs no Exterior] (Neue Deutsche Zeitung, 1936b), fundada, em 8 de março de 1932, como Nationalsozialistische Frauenschaft [Organização das Mulheres Nacional-Socialistas], e dirigida, à época, pela partidária Luise Höpfl, residente na Rua Dois Irmãos, nº. 1082, em Porto Alegre (Der Ortsgruppenführer, 1932, p. 11). Em 1937, a chegada, formação e partida dos participantes do desfile no campo do Renner foram “de responsabilidade do pg. Woltmann” (Sp., 1937, p. 6), ou seja, Fritz Woltmann, dono de fábrica na Capital e “dirigente esportivo da União Desportiva e Beneficente Alemã” (Bercht et al., 1937, p. 2). Em 1936 e 1937, ainda desfilaram membros da NSDAP-Ortsgruppe Novo Hamburgo, liderada pelo pg. Otto Riebes (Moraes, 2002, p. 111; Py, 1942, p.129), livreiro em Hamburgo Velho, que vendia “livros alemães, revistas e narrativas de tropas de guerra” (Volk und Heimat, 1936), e pelo Dr. “Günther Franz Heinrich Schinke sub-chefe [...] até 1937” (Lucas, 2011, p. 194).
Associações e demais grupos participantes da comemoração do 1º de Maio
Associações, escolas, organizações juvenis e outros grupos, de Porto Alegre e seus arredores, que, em alguns casos, contavam com partidários da NSDAP entre seus sócios e profissionais, integraram a programação oficial do 1º de Maio, participação essa que se adensou em 1936 e 1937 por meio dos desfiles no Turnerbund-Spielplatz e no campo do Grêmio Esportivo Renner. Não foi possível determinar o número de participantes de cada categoria, mas do desfile de 1937 tomaram parte “1.344 pessoas, mais do que no ano passado” (Neue Deutsche Zeitung, 1937a).
No campo da música, a Orquestra Brozenski, de Porto Alegre, em 1933, ocupou-se da parte musical e, em 1934, contou-se com a presença de membros do Club Haydn, o qual ainda se fez presente nas comemorações de 1935 e 1937. A Sociedade de Concertos Sinfônicos Club Haydn, fundada, em fevereiro de 1897, como sucessor do Instituto Musical, voltada à música erudita e realização de concertos (Neue Deutsche Zeitung, 1936f), “congregava músicos amadores e alguns poucos profissionais pagos para os concertos” (Silva, 1997, p. 42) e se reunia no Turnerbund. Desde 1922, Max Brückner era o maestro do Club Haydn, no qual ainda atuou o “pg. Carl Krommer” (Neue Deutsche Zeitung, 1936g), violoncelista e músico profissional (Neue Deutsche Zeitung, 1936h).
Desde 1934, associações voltadas ao canto coral integraram a programação oficial do 1º de Maio. Em 1934 e 1936, apresentou-se a Sängerriege des Turnerbundes [Grupo de Cantores da Liga de Ginastas], um coro masculino, criado em 1912, vinculado ao Turnerbund, cujo regente, desde 1922, era Max Brückner, que, na comemoração de 1934, “regeu [...] em camisa marrom” (Br., 1934, p. 6). Na década de 1930, a Sängerriege compunha-se “de mais de 30 cantores, que eram em sua maioria Reichsdeutsche” (Neue Deutsche Zeitung, 1937c), e entre os quais estavam Hugo Müller (Deutsche Turnblätter, 1931), já mencionado, e Konrad Huhn (1930, p. 14). Em 1933, o professor e pg. Konrad Huhn dirigiu, a partir de julho, a Sektion Huhn (Neue Deutsche Zeitung, 1933f), e, de março de 1936 a outubro de 1937, a Zelle III, que se reunia na Deutsche Haus. A partir de 1934, também foi Schulungsleiter [dirigente de doutrinação] da NSDAP-OPA (Fuer’s Dritte Reich, 1934d) e, de 1935 a 1937, Kreisschulungsleiter [dirigente de doutrinação do círculo] da NSDAP no Rio Grande do Sul (Neue Deutsche Zeitung, 1937d). No 1º de Maio de 1937, Brückner ainda dirigiu um coral formado por “um grupo grande do Gau [Distrito] Rio Grande do Sul do Deutscher Sängerbund Brasiliens [Liga Alemã de Cantores do Brasil]” (Neue Deutsche Zeitung, 1936b). Em 1936, o Sängerbund von Rio Grande do Sul [Liga de Cantores do Rio Grande do Sul], presidido por Johannes S. Baldauf, filiou-se ao Deutscher Sängerbund Brasiliens, sediado em São Paulo, e, por seu intermédio, ao Deutscher Sängerbund Berlin [Liga Alemã de Cantores Berlin](Bercht et al., 1937, p. 13), concretizando, assim, o Anschluβ [afiliação] de associações almejado pelo nacional-socialismo. Segundo Vida Policial (1944), Johannes Sigismund Baldauf, nascido na Suíça de pais alemães, farmacêutico prático e proprietário da farmácia General Osório, na Rua Cristovão Colombo, nº 789, em Porto Alegre, e sócio do Turnerbund, filiou-se à NSDAP em 1933. No ano de 1937, o Gesangverein Eintracht [Associação de Canto Concórdia], criado em 1881, sediado, desde 1936, na Sociedade Leopoldina, à Rua Dr. Flores, nº 185, dirigido por Baldauf, integrou o desfile juntamente com Gesangverein Lyra [Associação de Canto Lira], Gesangverein Liederkranz [Associação de Canto Coroa de Canções], situado na Avenida Germânia [atual Av. Cairu], nº 31, e Gesangverein Frohsinn, regido pelo maestro Heinz Scheuers, que se apresentara no 1º de Maio de 1935, vinculado ao Turnverein Navegantes-São João, fundado em 1927. Na sede definitiva do Turnverein, na Avenida Eduardo [hoje Av. Presidente Roosevelt], nº 148, inaugurada em 1936, a NSDAP-OPA instalou um “serviço de assistência social” (B., 1936a, p. 7) para os atingidos pela enchente de outubro de 1936, e, em 1937, ocorriam no seu salão, a partir de maio, noites artísticas Kraft durch Freude[7] [Força pela Alegria] promovidas pela DAF-OPA (Neue Deutsche Zeitung, 1937e). Em 1936, o Turnverein filiou-se ao Verband deutscher Vereine im Ausland [Liga das Associações Alemãs no Exterior], com sede em Berlim, aderindo, assim, também ao Anschluβ (Bercht et al., 1937, p. 7).
Além da participação do Turnverein Navegantes-São João no desfile em 1937, em cujo terreno, localizado ao lado do campo do Renner, nesse ano, foi posta a árvore de maio, outras associações ou grupos ligados ao desporto atuaram na programação oficial do 1º de Maio. Em 1934, apresentou-se com exercícios de barra a Jungmannschaft des Turnerbundes [Grupo Juvenil da Liga de Ginastas], sob o comando de Karl Black, professor de ginástica no Turnerbund. Em 1936 e 1937, integrou os desfiles a Fechterriege Teutônia [Grupo de Esgrimistas Teutônia], voltada à prática da esgrima, dirigida por Ferdinand Fenchel e criada, em 1927, como um departamento do Turnerbund (Fenchel, 1929, p. 106). Segundo Vida Policial (1943), Fenchel, natural de Mainigen/Thüringen, residente em Porto Alegre, filiou-se à NSDAP por ocasião da fundação da NSDAP-OPA, foi professor de esgrima do Turnerbund e trabalhou, até 1937, em uma fábrica de meias na Rua Voluntários da Pátria e, depois, no Banco Pfeiffer S.A., à Rua 7 de setembro, nº 1070, com filial na Avenida Eduardo, nº 1322. Em 1937, integrou o desfile o Deutscher Schützenverein [Associação Alemã de Atiradores], fundado em 1867 como Deutscher Turner- und Schützenverein [Associação Alemã de Ginastas e Atiradores], sediado, na década de 1930, na Rua Dona Laura, Bairro Moinhos de Vento, que propiciava aos seus associados “o prazer no exercício com armas no âmbito de alegre sociabilidade” (Verband Deutscher Vereine, 1924, p. 304). Na Schützenhaus [Sede dos Atiradores], ocorriam, em 1931, reuniões da Hitler-Gruppe [Grupo Hitlerista] (Neue Deutsche Zeitung, 1931b), depois NSDAP-OPA, e, em 1939, no terreno do Schützenverein, foi realizado o 1º de Maio.
As comemorações de 1936 e 1937 também contaram com outras associações sediadas em Porto Alegre: Reichsbund deutscher Offiziere [Liga do Reino de Oficiais Alemães], que congregava oficiais alemães, presidido pelo “major a. D. Emmrich” (Neue Deutsche Zeitung, 1935d), e Deutsche Kriegerkameradschaft [Camaradagem de Combatentes Alemães], nome dado, desde 1936, ao Deutscher Kriegerverein [Associação de Combatentes Alemães], fundado em 1895, sito à Rua Senhor dos Passos, nº 241[8], que acolhia ex-soldados alemães “sem distinção de confissão, classe e concepção política [...], desde 1929, afiliado ao Kyffhäuserbund [Liga do Kyffhäuser], uma liga que [...] com seus mais de 3 milhões de ex-soldados, constitui a maior liga de soldados” (Neue Deutsche Zeitung, 1929b). Em 1933, o pg. Dr. Heinz Begemann foi presidente do Deutscher Kriegerverein (Br., 1933c, p. 8), cargo assumido depois pelo “pg. Ernst Steppe” (Neue Deutsche Zeitung, 1935d), “chefe de seção do Banco Pfeiffer S.A.” (Vida Policial, 1942c) e, a partir de final de 1934, dirigente da NSDAP-OPA (Fuer’s Dritte Reich, 1934e). Taís Lucas encontrou “a presença de dezesseis ex-combatentes da Primeira Guerra Mundial entre os alemães filiados [à] NSDAP no Rio Grande do Sul” (Lucas, 2011, p. 149), entre os quais, além de Steppe, Carl Otto (Vida Policial, 1942c) e Ferdinand Fenchel (Vida Policial, 1943). Em 1937, desfilou o Photoklub Helios [Fotoclube Hélios], criado em 1907, cujo “objetivo era congregar os amadores (e amantes) da arte fotográfica” (Silva, 1997, p. 47), que se reunia no Turnerbund. O Photoklub Helios mantinha vínculos com a NSDAP-OPA, pois em novembro de 1933 “foi efetuada uma cooperação com o grupo [da] N.S.D.A.P. [...] para exibição de filmes” (Rodeghiero, 2014, p. 91), ano em que o Reich também disponibilizou um auxílio anual ao Helios. Como se observa no estudo de Rodeghiero, havia partidários da NSDAP entre os seus membros, sócios desde 1933, a saber, Werner Dreβler, Dr. Heinz Begemann e esposa Thea, que, segundo Rodeghiero, promoveu as relações do Helios com os amadores europeus por meio de suas reiteradas viagens a Hannover.
Organizações juvenis participaram da programação oficial do 1º de Maio. Em 1934, a comemoração contou com a Deutsche Jungenschaft [Grupo de Jovens Alemães], criada em 1931, que “se exibiu sob a condução de seus líderes, os senhores Dr. Hans Neubert e W.[erner] Huscher” (Neue Deutsche Zeitung, 1934a), ambos partidários da NSDAP. Em meados de 1934, a Deutsche Jungenschaft passou a ser denominada Deutschbrasilianischer Jugendring [Círculo Juvenil Alemão-Brasileiro, doravante DBJ] (Gaudig e Veit, 1997, p. 452), cuja participação no 1º de Maio foi regular até 1937, ano que também contou com o DBJ Ortsgruppe Neu-Hamburg no desfile. O DBJ almejava “a união de todos os moços e todas as moças de descendência alemã no Brasil [...], o despertar e o aprofundamento do modo de ser alemão e a orientação ao dever para com o Estado brasileiro” (Fuer’s Dritte Reich, 1937b), e “reuniu, somente em Porto Alegre, 276 jovens” (Lucas, 2011, p. 151), entre eles as duas filhas de Ferdinand Fenchel (Vida Policial, 1943) e “ambos os filhos [do cônsul Ried], Annerose e Rudolf Heinz” (Lucas, 2011, p. 124). O pg. Werner Dreβler, sócio do Photo-Klub Helios, integrava o DBJ e, desde 1935, chefiava um dos grupos da Capital (Py, 1942). Com a centralização do DBJ, em 1934, o Dr. Neubert foi “indicado como homem de confiança no Brasil da Direção da Juventude Hitlerista, e como líder do DBJ no Brasil” (Moraes, 2008, p. 215). Apesar dessa relação estreita entre as duas organizações, mediada por Neubert, o DBJ assegurava na imprensa que “não era em hipótese nenhuma uma Hitlerjugend [Juventude Hitlerista] camuflada, mas um Jugendring [círculo juvenil] autônomo” (Fuer’s Dritte Reich, 1937b), que, desde 1936, se reunia em “um velho e pequeno galpão de madeira na Deutsches Haus” (Fuer’s Dritte Reich, 1937b). De 1934 a 1937, o DBJ participou de eventos da NSDAP-OPA, que incluía a Sonnwendfeier [comemoração do solstício de inverno], integrante do calendário nacional-socialista de comemorações, realizada anualmente, em junho, na Chácara do Naturheilverein, adquirida em 1922 e localizada na Avenida Padre Cacique, em Porto Alegre (Verband Deutscher Vereine, 1924, p. 316). O Naturheilverein, presidido pelo pg. Weidmann, contava com partidários da NSDAP entre seus sócios (Neue Deutsche Zeitung, 1936e) e realizava a Sonnwendfeier em conjunto com a NSDAP-OPA.
Ainda no tocante à juventude, desfilaram, em 1936, no Turnerbund-Spielplatz “ligas juvenis de Porto Alegre” (Neue Deutsche Zeitung, 1936b), não nominadas no relato do 1º de Maio. Em 1937, participaram do desfile no Renner: (a) Vereinigung deutschbrasilianische Studenten [União de Estudantes Alemães-Brasileiros], criada, em Porto Alegre, em agosto de 1934, por “11 estudantes das faculdades de Direito e de Medicina, da Escola de Cirurgia Médica e da Escola Técnica [...] a fim de fortalecer a relação dos estudantes alemães-brasileiros com a ciência alemã” (Deutsche evangelische Blätter für Brasilien, 1934), entre outros objetivos; na Capital sulina, suas reuniões ocorriam no Wartburghaus [Casa Wartburg], à Rua Coronel Carvalho, nº 344, pertencente ao Sínodo Rio-Grandense, que acolhia jovens evangélicos que estudavam ou trabalhavam na Capital (Kalender für die deutschen evangelischen Gemeinden in Brasilien, 1936a); (b) o grupo de Porto Alegre da Wartburgjugend [Juventude de Wartburg], “organização juvenil evangélica” (Gertz, 1987, p. 104) que pretendia a integração e a unificação de todos os moços e moças alemães-brasileiros ] evangélicos” (Kleine, 1937), a qual, “apesar da influência de pastores nazistas, procurava acentuar sua identidade própria, [e] parece ter congregado, em especial, jovens das camadas superiores” (Gertz, 1987, p. 104). Além de desfilar em 1937, o grupo da Capital da Wartburgjugend organizou com o DBJ a Sonnwendfeier de 1936 (B., 1936b, p. 7); (c) Katholische Jugendring-Volksverein [Círculo Juvenil Católico- Associação Popular], criado em 1934, direcionado à juventude católica, liderado por Friedel Emunds, vinculado ao Volksverein für die deutschen Katholiken [Associação Popular pra os Alemães Católicos], que, com a igreja, escola e família, almejava “construir para a juventude um reino e, assim, servir ao Volksverein” (Fr, 1934, p. 148-49); (d) Katholischer Gesellenverein [Associação Católica de Camaradas], voltado a jovens artesãos católicos, associação inspirada nos ideais do capelão alemão Adolf Kolping (1813-1865), fundador do Gesellenverein na Alemanha, que pretendia por seu meio “dar continuidade na formação da vocação, a formação de cristãos, cidadãos trabalhadores e pais de família” (Werle, 2007, p. 87). O Gesellenverein e o Sankt Raphaelsverein [Associação São Rafael] intermediavam colocações de trabalhadores na Capital sulina, na Rua Uruguai, nº 3 (Neue Deutsche Zeitung, 1933h).
Escolas de diversos graus e procedências também fizeram parte da programação oficial do 1º de Maio, que se adensou no desfile de 1936, por meio de “delegações de escolas” (Neue Deutsche Zeitung, 1936b), não especificadas nos relatos, e, principalmente, no de 1937. Em 1935, alunas da Konkordia-Schule [Escola Concórdia] se apresentaram com um número de dança, e, em 1937, ela também desfilou no campo do Renner. A Evangelisch-Lutherische Gemeindeschule [Escola Comunitária Evangélica-Luterana] ou Konkordia-Schule, fundada em 1902, dirigida pelo pastor e professor Johann Friedrich Kunstmann, situada na esquina da Avenida Eduardo com a União, Bairro São João, pertencia à Deutsche Evangelisch-Lutherische Christus-Gemeinde [Comunidade Alemã Evangélica-Luterana Cristo], localizada na Avenida Eduardo, nº 631, esquina Avenida Pátria, ambas vinculadas, até 1922, ao Sínodo Missouri dos Estados Unidos, e atuando, a partir desse ano, de modo independente (K., 1934, p. 7). Nas dependências da Christus-Gemeinde e da Konkordia-Schule, de setembro de 1934 (Neue Deutsche Zeitung, 1934h) até outubro de 1937 (Neue Deutsche Zeitung, 1937f), a Zelle Müller-Navegantes da NSDAP-OPA, desde 1935 Zelle Müller Navegantes-São João, liderada pelo pg. Hugo Müller, realizou suas reuniões, especialmente Sprechabende [noites de palestras], abertas a convidados de partidários. Em 1937, desfilou a Deutsche Handwerker-Akademie [Academia Alemã de Artesãos], escola profissionalizante, criada em 1934, sediada na Konkordia-Schule desde 1922, voltada a diversos cursos, entre eles desenho industrial e edificações, originária da Gewerbeschule [Escola Profissionalizante], fundada, em 1914, por iniciativa do Dr. Josef Steidle (J., 1934a, p. 4). O Deutsche Handwerkerverband [Liga Alemã de Artesãos], presente no desfile de 1937, foi criado em 1930, para subsidiar a Gewerbeschule e alcançar “uma firme coesão dos artesãos alemães no Rio Grande do Sul” (Neue Deutsche Zeitung, 1935e), sita à Rua Cristovão Colombo, nº 582 (Neue Deutsche Zeitung, 1937g), em cujos eventos, desde 1934, colaboravam membros da NSDAP-OPA (J., 1934b, p. 4), e cuja diretoria integrava, desde 1935, o cônsul e pg. Friedrich Ried (Die Direktion, 1936, p. 337). Em 1937, desfilou no campo do Renner a Hindenburgschule [Escola Hindenburg, depois Colégio Farroupilha], nome dado, em 1934, à Schule des Deutschen Hilsfsvereins [Escola da Associação Beneficente Alemã], fundada em 1886, localizada na Avenida Major Alberto Bins, nº 514, que desde sua origem “caracterizou-se por não possuir uma religião oficial, sendo marcada pela interconfessionalidade” (Jacques, 2015, p. 143). A Hindenburgschule sediava a direção nacional do DBJ, a cargo do pg. Dr. Hans Neubert, professor do educandário, que viera para Porto Alegre em fins de 1933. Gertz situa a origem do DBJ na Hindenburgschule, de onde o Dr. Neubert, “a partir de um núcleo composto por estudantes da escola, pretendia estender essa organização por todo o Estado” (Gertz, 1991, p. 52). Na Hindenburgschule, pelo menos de 1931 a 1937, ainda funcionou a secção regional da R.H.K - Ruhegehalts-und Hinterbliebenenfürsorgekasse für deutsche Lehrer und Lehrerinnen in Brasilien [Caixa de aposentadoria e Pecúlio para Professores e Professoras Alemães no Brasil]. Nessa caixa de aposentadoria e pensão, à qual professores de origem alemã podiam se associar (Allgemeine Lehrerzeitung für Rio Grande do Sul, 1933), atuou como tesoureiro, de 1930 (Allgemeine Lehrerzeitung für Rio Grande do Sul, 1931) a 1937 (Allgemeine Lehrerzeitung für Rio Grande do Sul, 1937), o mencionado professor e pg. Konrad Huhn. De confissão católica, em 1937, também participaram do desfile as escolas católicas Sankt Joseph Schule für Knaben [Escola São José para Meninos], fundada em 1890, sita à Avenida Major Alberto Bins, nº 467, e suas filiais: Marienschule für Mädchen [Escola Mariana para Meninas], localizada na mesma Avenida, mas no nº 509; e Montserrat Schule [Escola Montserrat], à Avenida Maryland, nº 1367 (Neue Deutsche Zeitung, 1935f), todas de Porto Alegre. Em 1937, ainda desfilou o Katholischer Lehrerseminar [Seminário Católico para Professores], fundado em 1923, centrado na “formação dos professores paroquiais” (Kreutz, 1991, p. 127), o qual, segundo Lúcio Kreutz, foi transferido, em 1930, para sede própria em Hamburgo Velho, quando também o Volksverein für die deutschen Katholiken assumiu a sua gestão financeira.
Em 1937, também participaram do desfile escolas evangélicas de Porto Alegre, São Leopoldo e Novo Hamburgo, ligadas ao Sínodo Rio-Grandense (Sp., 1937, p. 6). Da Capital sulina, participaram a Martin Luther Schule [Escola Martin Lutero] ou Evangelische Gemeindeschule São João [Escola Comunitária Evangélica São João], vinculada à Martin Luther-Kirche [Igreja Martim Lutero], ambas situadas à Rua D. Pedro II, Bairro São João, e sob a responsabilidade do pastor Fritz Vath, que foi professor de religião na Hindenburgschule (Jacques, 2015, p. 143) e dirigente da Wartburghaus (Prien, 1989, p. 425); e Schule der Friedenskirche [Escola da Igreja da Paz] ou Evangelische Gemeindeschule Navegantes [Escola Comunitária Evangélica Navegantes] criada em 1920, pertencente à Friedenskirche, inaugurada em 1916 (Neue Deutsche Zeitung, 1933g), ambas sitas à Rua Sertório, nº 345, Bairro Navegantes, nas quais, desde 1932, atuava o pastor Alfred Sengle, adepto do nacional-socialismo. De maio a novembro de 1934, a Zelle Müller-Navegantes também realizou Sprechabende “na Rua Sertório, nº 345 (ao lado da Friedenskirche)” (Neue Deutsche Zeitung, 1934h). De São Leopoldo, desfilou o Evangelisches Proseminar [Instituto Pré-Teológico], centrado na formação ginasial, localizado no Morro do Espelho desde 1927 e dirigido pelo pastor Hermann Dohms, educandário que “preparava para o exame final de um ginásio alemão e para o estudo de Teologia e possibilitava uma formação correspondente às condições alemãs-brasileiras” (Direktor, 1938, p. 290); e o Deutsches Evangelisches Lehrerseminar [Seminário Alemão Evangélico para Professores], desde 1926 sediado junto à Praça do Imigrante, que visava, em regime de internato, à “formação de professores e professoras para as escolas alemãs-brasileiras” (Kalender für die Deutschen in Brasilien, 1938). De jovens oriundos do Proseminar e Lehrerseminar formou-se, em 1934, o “Ring [círculo] no Morro do Espelho” (Dreher, 2003, p. 128), idealizado como grupo-modelo para a composição dos grupos da juventude evangélica, do qual, em 1937, “dirigiram-se 33 jovens para a comemoração do 1º de Maio, Dia do Trabalho, em Porto Alegre” (Prien, 1989, p. 430). No Lehrerseminar, dirigido pelo Dr. Alderich Franzmeyer, alemão considerado um “exaltado nazista” (Py, 1942, p. 195), lecionava, segundo Gertz, “o professor August Wilhelm Hermann Wrede, imigrado em 1932” (Gertz, 1987, p. 166), chefe do grupo nazista de São Leopoldo. O jornal Fuer’s Dritte Reich (1934f) mencionou Wrede como líder de Zelle na cidade. Desde 1935, o Evangelisches Lehrerseminar bem como o Katholisches Lehrerseminar estavam vinculados ao Landesverband Deutsch-Brasilianer Lehrer [Liga Nacional de Professores Alemães-Brasileiros] (Gaudig e Veit, 1997, p. 436), sediado em São Paulo, o qual mantinha estreita ligação com o Nationalsozialistischer Lehrerbund [Liga dos Professores Nacional-Socialistas], liga “criada com a finalidade de congregar os professores alemães atuantes no Brasil” (Moraes, 2002, p. 117) e liderada pelo pg. Dr. Karl Fouquet, da qual havia, conforme Moraes, um grupo em São Leopoldo e Porto Alegre. Do desfile de 1937, ainda participou o Evangelisches Stift [Fundação Evangélica], fundado em 1886, sediado, desde o final do século XIX, em Hamburgerberg [atual Hamburgo Velho], pertencente ao Sínodo Rio-Grandense desde 1895, que era “a única instituição protestante do Sul do Brasil destinada à formação de moças num nível superior” (Meyrer, 1999, p. 136) e dirigida, segundo Marlise Meyrer, desde 1899, por professoras alemãs contratadas na Alemanha.
Pelo menos desde 1933, havia uma relação entre o Sínodo Rio-Grandense e a NSDAP por meio do Pastorado Nacional-Socialista, composto por “33 pastores” (Dreher, 2003, p. 119), dois terços do total de pastores evangélicos, que “deixou vestígios sensíveis no seio do Sínodo. Podemos constatá-los em suas publicações, na concepção de Missão Interna e no trabalho entre a Juventude” (Dreher, 2003, p. 125). Esse Pastorado era liderado pelo pg. Erich Knäpper (1907-1958), natural de Mark bei Hamm, enviado ao Brasil em 1929, nomeado, em 1933, “dirigente nacional (Landesleiter) dos Teuto-Cristãos para o Brasil” (Dreher, 2003, p. 121). Desde 1935, ele integrava a Diretoria Sinodal como tesoureiro e dirigia o trabalho entre os jovens evangélicos no Sínodo. Knäpper tinha vínculos com a NSDAP-OPA, pois, em 1935, na comemoração do Deutscher Tag [Dia Alemão], foi indicado “como orador da Ortsgruppe NSDAP, senhor pastor Knäpper de São Leopoldo” (Sp., 1935c, p. 8), e proferiu a Festrede do Erntedankfest [Festa da Colheita], realizado em outubro na Deutsches Haus (Neue Deutsche Zeitung, 1935g), atuando ainda como colaborador do jornal Fuer’s Dritte Reich. Além do pastor Knäpper, também, desde 1935, o professor e pg. Gustav Seckelmann, residente em São Leopoldo, integrava a diretoria do Sínodo Rio-Grandense (Kalender für die deutschen evangelischen Gemeinden in Brasilien, 1936b) e tinha vínculos com a NSDAP-OPA, visto que proferiu, em 1935, a Festrede da comemoração do 30 de Janeiro na Deutsches Haus (Sp., 1935b). O pg. Knäpper, o pg. Seckelmann[9] e Hans Kramer, diretor da Hindenburgschule, fundaram, em 1935, a Mittelstelle für deutsches Büchereiwesen in Rio Grande do Sul [Centro para Bibliotecas Alemãs no Rio Grande do Sul], voltada à organização e administração de bibliotecas e/ou aquisição de livros alemães, que funcionava, em Porto Alegre, na Avenida Alberto Bins, nº 514, sede da Hindenburgschule (Allgemeine Lehrerzeitung für Rio Grande do Sul, 1935).
Outros participantes e colaboradores das comemorações do 1º de Maio
As comemorações do 1º de Maio também contaram com pessoas e empresas, que agiram na programação oficial, colaboraram para ela e se engajaram em outras atividades no transcurso da efeméride, mas cujo teor de relação com a NSDAP-OPA ainda não foi totalmente elucidado.
Em 1933, Walter Bruns, escritor e jornalista, ligado ao jornal Neue Deutsche Zeitung, de Porto Alegre, autor de relatos do 1º de Maio, filiado ao Turnerbund, proferiu um prólogo de sua autoria na comemoração. Nesse ano, o comerciante e escritor Carl Ferdinand Niederhut, natural de Hannover, também disponibilizou uma canção de sua autoria. Niederhut, à época, ele estava estabelecido na Avenida Maryland, nº 593, em Porto Alegre, e comercializava bandeiras, incluindo a nazista, e fotografias do “chanceler do povo Adolf Hitler, Dr. Bruno Künne, NSDAP, Ortsgruppe P.[orto] A.[legre]” (Fuer’s Dritte Reich, 1933c). Em 1933, Paul Krall forneceu os móveis para o cenário do quadro vivo em que, “na cena Opfer [vítima], cantou o Sr. Walter Becker, acompanhado ao piano pelo maestro Léo W. Schneider” (Br., 1933b, p. 8). Schneider era natural de Porto Alegre, músico e compositor, e estudou, na Capital sulina, no Instituto Brasileiro de Piano, dirigido pelo professor João Schwarz Filho (Dorfman, 2009). Nesse ano, o Dr. Paul Vageler [1882-1963], formado em geologia, química agrícola e ciências do solo pela Universidade de Königsberg (Bispo, 2013, p. 3), proferiu um breve discurso em que “expôs suas observações acerca dos estados sulinos brasileiros” (Br., 1933b, p. 8). O Dr. Paul Vageler, líder da Deutsche Studien-Komission [Comissão Alemã de Estudos], que “viajou ao Brasil a serviço oficial” (Bispo, 2013, p. 4), “percorreu durante quatro meses o Sul do Brasil, a fim de investigar, em especial, planos de portos e, em geral, as condições econômicas e as possibilidades de colonização alemã” (Neue Deutsche Zeitung, 1933i).
No 1º de Maio de 1934, os quadros do Marechal von Hindenburg e Adolf Hitler, posicionados no palco do Cinema Ypiranga, foram pintados por W. Lobes, “pintor artístico acadêmico” (Gra., 1933, p. 4), residente em Porto Alegre. Em 1936, o Dr. Waldemar Niemeyer proferiu uma saudação, em língua portuguesa, dirigida às autoridades presentes na comemoração. O Dr. Niemeyer, filho do escritor Ernst Niemeyer, era “docente de oftalmologia na Universidade de Porto Alegre, médico especialista em doenças dos olhos, diplomado na Alemanha e no Brasil, [consultório] Rua [sic] Octavio Rocha, nº 13” (Blumenauer Volkskalender, 1938, p. 129) e sócio do Turnerbund, cuja direção assumiu em 1937 (Silva, 1997, p. 79). Em 1937, ainda integrou o desfile no Renner “a delegação do navio alemão ‘Bahia’ atualmente ancorado no porto” (Sp., 1937, p. 6, aspas do autor).
Para as comemorações do 1º de Maio ainda colaboraram firmas estabelecidas na Capital sulina, em sua maioria originárias da Alemanha ou que mantinham com o país vínculos comerciais, como fornecedoras de equipamentos para a execução de partes da programação oficial e para atividades paralelas. Em 1933, a firma Bromberg, composta pela União de Ferros Bromberg Irmãos & Cia., situada à Rua Voluntários da Pátria, nº 294-304 e especializada em ferros e ferramentas, e pela Bromberg S.A., repartição de máquinas, voltada para maquinário e aparelhos para a indústria e agricultura, emprestou a vitrola para tocar os discos com discursos de Adolf Hitler e do Dr. Joseph Goebbels, integrantes da programação oficial. Em 1936, a firma Siemens-Schuckert ou Companhia Brasileira de Eletricidade Siemens-Schuckert S.A., de matriz alemã, estabelecida em Porto Alegre, na Rua Siqueira de Campos, nº 1195, especializada em produtos eletrotécnicos, entre eles dínamos, telefones e rádios Telefunken, forneceu quatro alto-falantes, da marca Telefunken, e realizou a sua instalação no Turnerbund-Spielplatz. À tarde, a aparelhagem se destinava a tocar a marcha Adolf Hitler e as demais manifestações sonoras da programação oficial e, à noite, a partir das 20 horas, objetivava oferecer aos visitantes que ainda permaneciam no Turnerbund a “possibilidade de ouvir a transmissão da emissora alemã de ondas curtas” (Neue Deutsche Zeitung, 1936i). Auxiliaram nessa tarefa a Arbeitsgemeinschaft der deutschen Frau im Ausland e a NSDAP-OPA, que assumiram os trabalhos na copa, e disponibilizaram aos participantes “um grande número de assentos junto às mesas” (Neue Deutsche Zeitung, 1936i). Nesse 1º de Maio, à noite, também ocorreram “no Deutsches Haus e na Gesellschaft Germania [Sociedade Germânia] audições conjuntas de programas da emissora alemã de ondas curtas” (Neue Deutsche Zeitung, 1936i). A Gesellschaft Germania, fundada em 1855, sita à Rua Mostardeiro, defronte à Praça Júlio de Castilhos, objetivava “cultivar a sociabilidade alemã, o costume alemão e a essência alemã” (Verband deutscher Vereine, 1924, p. 299).
Além dessa aparelhagem, em 1936, a Siemens-Schuckert ainda disponibilizou mesas específicas para o seu pessoal no Turnerbund-Spielplatz, ação também efetuada pelo Banco Alemão Transatlântico e a Bayer-Meister Lucius, situada à Rua Dr. Flores, nº 370 e vinculada à Chimica “Bayer” Weskott & Cia., que, além da venda dos produtos Bayer, entre eles pesticidas, produtos veterinários e medicamentos, também oferecia serviço de atendimento e de distribuição gratuita de prospectos. O Varejo Bromberg S/A (Fuer’s Dritte Reich, 1936a), estabelecido, pelo menos desde 1934, na Rua dos Andradas, nº 1546, especializado em artigos para a casa, a Siemens-Schuckert (Fuer’s Dritte Reich, 1936b), o Banco Alemão Transatlântico e a Bayer (Fuer’s Dritte Reich, 1934g) anunciavam assiduamente no jornal Fuer’s Dritte Reich. Ao evidenciar a relação de industriais, banqueiros e empresários alemães com o Terceiro Reich, o historiador Richard Evans menciona que “representantes de firmas como Siemens-Schuckert” (Evans, 2011, p. 72) doavam dinheiro para a SS-Schutzstaffel [SS-Tropas de Proteção], liderada por Heinrich Himmler. Em Porto Alegre, o pg. Erwin Werner Becker trabalhava como “viajante para o interior do Estado para a firma Siemens-Schuckert” (Py, 1942, p. 273), e em suas viagens ele também fundou núcleos do DBJ em diversas cidades. Becker também foi “chefe do Sul do Brasil (Santa Catarina e Rio Grande do Sul)” (Py, 1942, p. 273) do DBJ. No que concerne ao Banco Alemão Transatlântico, em cuja filial de Porto Alegre trabalhou o pg. Friedrich Kötter, Ana Maria Dietrich (2007) evidencia a participação do Banco em uma rede, articulada com o Partido Nazista de São Paulo, com o objetivo de garantir “a influência do Terceiro Reich entre os imigrantes alemães radicados no Brasil” (Dietrich, 2007, p. 212). A autora salienta como uma das atividades bancárias entre a matriz alemã do Banco e suas filiais no Brasil, auxiliada pelo Consulado Alemão, o benefício de operações de câmbio para imigrantes alemães radicados no país, desejosos de voltar à Alemanha ou enviar dinheiro a familiares de lá, conhecido como “Härteausgleich (compensação de dureza ou equidades e, com vistas a estimular o repatriamento, foi divulgado a partir de 1936 entre a comunidade alemã no Brasil” (Dietrich, 2007, p. 214-15).
Convidados e demais visitantes das comemorações do 1º de Maio
Do 1º de Maio ainda participaram convidados e visitantes, que não atuaram na execução da programação oficial da comemoração e cuja relação com a NSDAP ainda necessita ser esclarecida.
No que se refere a convidados, em 1933, compareceu, além da Studienkommision, liderada pelo Dr. Vageler, a “tripulação do cargueiro alemão Entrerios da H.S.D.G.” (Br., 1933b, p. 8). A H[amburg] S[üdamerikanische] D[ampfschiffahrts]-G[esellschaft] [Sociedade Hamburguesa de Navegação a Vapor Sul-American] realizava o transporte marítimo de passageiros e cargas entre a Alemanha e o Brasil e vice-versa, e seu representante, na década de 1930, em Porto Alegre, era Emil Mählmann, sediado à Rua dos Andradas, nº 1290, anunciante do jornal Fuer’s Dritte Reich (1937c). Evans também inclui representantes da “frota mercante Hamburgo-América” (Evans, 2011, p. 72) entre as fontes de renda do líder da Schutzstaffel do Terceiro Reich. A comemoração de 1936 contou com “muitos representantes de igrejas, escolas e ligas” (Neue deutsche Zeitung, 1936b), e a de 1937 com “delegações com suas muitas bandeiras e flâmulas” (Sp., 1937, p. 6), o representante do presidente do Verband deutscher Vereine, “Sr. Willy Klohs, representantes oficiais de igrejas e escolas e associações culturais, bem como inúmeras outras personalidades oriundas do alinhado Deutschtum e muitas mulheres” (Sp., 1937, p. 6).
Autoridades civis e militares de Porto Alegre e arredores também compareceram ao 1º de Maio. Em 1936, estiveram presentes: o Capitão Godoy, representante do governador do Rio Grande do Sul; o General Parga Rodrigues, comandante da 3ª Região Militar[10], e seus ajudantes; o Tenente-Coronel Cunha, representante da Brigada Militar; o Comandante do Porto José Francisco de Paula Ramos; o Major Alberto Bins, prefeito de Porto Alegre; e o Coronel Theodomiro Porto da Fonseca, prefeito de São Leopoldo (Neue Deutsche Zeitung, 1936b). Nesse ano, o 1º de Maio ainda contou com “os cônsules da Hungria, Suécia, Finlândia, Estados Unidos e México; o representante do cônsul do Chile e os chanceleres dos consulados do Uruguai, da Argentina e da Espanha com as suas esposas” (Neue Deutsche Zeitung, 1936b). Em 1937, estiveram no 1º de Maio os representantes do governador do Rio Grande do Sul e da Assembleia; o Capitão Ignácio de Freitas Rolim, representante do General Lúcio Esteves, comandante da 3ª Região Militar; o Primeiro-Tenente Oscar Ávila da Cunha, representante do Coronel João de Deus Canabarro, comandante geral da Brigada Militar; o prefeito Major Alberto Bins (Sp., 1937, p. 6); e “os cônsules da Itália, Finlândia, Hungria, Noruega, Suécia e Inglaterra e o representante consular da Argentina” (Sp., 1937, p. 6). Em 1936, os organizadores da comemoração reservaram, no Turnerbund-Spielplatz, assentos exclusivos “para os convidados, representantes de autoridades brasileiras e corpo consular” (Neue Deutsche Zeitung, 1936i). Em 1937, o cônsul Ried “ofereceu comes e bebes aos convidados oficiais” (Sp., 1937, p. 6) no salão da Turnverein Navegantes-São João.
Em relação aos demais visitantes, os relatos são lacunares quanto às suas especificidades, notadamente dos trabalhadores de origem alemã, um dos grupos visados pelo nacional-socialismo. Em 1933, ao contrário do esperado pelos organizadores do 1º de Maio, “o operariado de sangue alemão não se fez representar massivamente” (Br., 1933b, p. 8). Sua ausência, no discurso do pg. Diehm, foi atribuída ao panfleto de Friedrich Kniestedt [1873-1947], natural de Köthen-Anhalt, anarquista e antinazista, filiado ao Sozialistischer deutscher Arbeiterverein [Associação Socialista Alemã de Trabalhadores], em Porto Alegre, desde 1931, 1º tesoureiro da Unterstützungskasse Navegantes [Caixa de Amparo Navegantes], situada na Avenida Brasil, Bairro Navegantes, e fundador, na Capital sulina, em abril de 1933, da Liga de Direitos Humanos (Kniestedt, 1989). Em suas memórias, Kniestedt, em relação ao 1º de Maio de 1933, assinalou o seguinte: “naturalmente nos posicionamos e eu editei com a Liga um panfleto, distribuído aos milhares. O resultado foi a ausência do operariado nesta comemoração. Os oradores ficaram confusos e trataram quase só da minha pessoa, o que nos fortaleceu” (Kniestedt, 1989, p. 148). Os relatos acerca do 1º de Maio ainda fornecem indícios de: (a) etnia – “brasileiros, alemães-brasileiros e alemães” (Neue Deutsche Zeitung, 1936b); (b) classe – pessoas oriundas “das mais diversas camadas da população” (Sp., 1935a, p. 7); (c) profissão – “trabalhadores braçais e intelectuais” (Sp., 1935a, p. 7) e “trabalhadores e empregadores” (Neue Deutsche Zeitung, 1936b); (d) idade – “velhos e jovens” (Sp., 1937, p. 6); (e) e gênero – “homens e mulheres” (Sp., 1937, p. 6).
Algumas considerações
A análise dos participantes do 1º de Maio entre 1933 e 1937, a partir dos indícios presentes nos relatos acerca da comemoração, evidenciou, além dos partidários da NSDAP, uma participação constante e progressiva de associações, escolas e demais grupos, principalmente de Porto Alegre. Parte dessas associações, escolas e grupos juvenis, bem como alguns lugares de atuação da NSDAP-OPA, estavam diretamente vinculados ao Verband deutscher Vereine, a saber: Gesellschaft Germania, Turnerbund e Sängerriege des Turnerbundes, Deutsche Kriegerkameradschaft, Deutsche Handwerker-Akademie, Sängerbund Eintracht, Reichsbund deutscher Offiziere, Katholischer Volksverein, Deutscher Handwerkerverband, Turnverein Navegantes-São João, I. Naturheilverein e Gesangverein Frohsinn. Essa participação no 1º de Maio sinaliza uma recepção favorável ao ideário nacional-socialista e aos organizadores da comemoração, inclusive à NSDAP-OPA, bem como aponta para a presença da NSDAP junto a associações vinculadas ao Verband deutscher Vereine, o qual concentrava e regulava atividades associativas na Capital sulina e defendia o Deutschtum em seu duplo sentido. A partir do aprofundamento dos indícios encontrados nos relatos acerca do 1º de Maio e seu cruzamento com outras fontes, constatou-se que, na grande maioria dos grupos atuantes na programação oficial do 1º de Maio, havia partidários da NSDAP entre seus membros e/ou eles mantinham relações estreitas com a NSDAP-OPA. Desse modo, foi possível tecer, ainda que de modo fragmentário, uma teia social na qual se identificou algumas conexões que a NSDAP-OPA, durante a década de 1930, em Porto Alegre e seus arredores, estabeleceu no espaço público de língua alemã e, também, de língua portuguesa. Essas conexões mostraram uma parcela da geografia da presença e da atuação da NSDAP-OPA para além do espaço partidário e do espaço físico do Bairro Navegantes, local da sede da NSDAP em Porto Alegre. Assim, o estabelecimento de partes dessas conexões contribui para um delineamento da constituição e atividade da NSDAP-OPA. Observou-se também que ocorreu uma crescente afluência de participantes na programação oficial, de visitantes e de convidados, incluindo autoridades civis e militares, ao 1º de Maio, o que sugere não apenas uma recepção favorável ao nacional-socialismo, mas também um poder de mobilização da NSDAP-OPA. Essa afluência contrasta, por sua vez, com o número de filiados à NSDAP no Rio Grande dos Sul, que, segundo Gertz, perfazia “400 a 500 filiados” (Gertz, 1987, p. 86), e, conforme levantamento de Lucas, “372 membros” (Lucas, 2011, p. 145). Diante disso, a comemoração do 1º de Maio referenda a tese de Moraes de que “o número de filiados (deixados de lado todos os problemas já discutidos sobre os limites das fontes) não é referência suficiente para a avaliação do trabalho do partido e que outras variáveis [...] devem ser envolvidas” (Moraes, 2008, p. 226). No caso do 1º de Maio celebrado em Porto Alegre, ainda ficam em aberto as especificidades internas da comemoração e da atuação da NSDAP-OPA, entre elas as reais motivações dos participantes das comemorações, os eventuais mecanismos acionados para sua adesão e as possíveis estratégias mobilizadas pela NSDAP-OPA para estabelecer e assegurar as suas conexões e seu poder de mobilização.
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Notas
Autor notes