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Identificacao por subespacos para modelo de Wiener e sistemas lineares
Santos D. M. Borjas
Santos D. M. Borjas
Identificacao por subespacos para modelo de Wiener e sistemas lineares
Subspace identification of Wiener model and linear systems
Selecciones Matemáticas, vol. 9, núm. 02, pp. 312-322, 2022
Universidad Nacional de Trujillo
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Resumo: Neste artigo é apresentada uma visao geral sobre o problema da identificacao de sistemas lineares e nao lineares (tipo Wiener) operando em malha aberta. Existem diversos algoritmos que solucionam este pro- blema, entre eles encontram-se os métodos por subespacos (MOESP e N4SID). Com o objetivo de avaliar o desempenho dos métodos MOESP e N4SID, um exemplo simulado é apresentado para comparar o de- sempenho destes algoritmos.

Palavras-chave: Identificacao de sistemas, estrutura de Wiener, identificacao por subespacos.

Abstract: This article presents an overview of the problem of identifying linear and nonlinear systems (Wiener type) operating in open loop. There are several algorithms that solve this problem, among them are the subspace methods (MOESP and N4SID). In order to evaluate the performance of the MOESP and N4SID methods, a simulated example is presented to compare the performance of these algorithms.

Keywords: System identification, structure of Wiener, subspace identification.

Carátula del artículo

Articles

Identificacao por subespacos para modelo de Wiener e sistemas lineares

Subspace identification of Wiener model and linear systems

Santos D. M. Borjas
Universidade do Rio Grande do Norte, Natal, Brasil., Brasil
Selecciones Matemáticas, vol. 9, núm. 02, pp. 312-322, 2022
Universidad Nacional de Trujillo

Recepción: Junio , 15, 2022

Aprobación: Noviembre , 13, 2022

1. Introducao.

Na atualidade, cada vez mais, o trabalho de um engenheiro consiste na obtencao de modelos matemáticos dos processos estudados [8]. O campo de utilizacao desses modelos é muito amplo, destacandose aplicacoes como: controle, supervisao, predicao, simulacao, otimizacao, etc. As técnicas de identificacao de sistemas tem evoluıdo bastante, procurando atender essa demanda por modelos cada vez mais precisos. Existem métodos de identificacao como métodos de predicao do erro (Prediction Error Methods - PEM) e os métodos das variáveis instrumentais (Instrumental Variable Methods - IVM) que sao muitos populares. Recentemente, os métodos de identificacao por subespac¸os tem emergido como uma alternativa para os métodos tradicionais. Nos métodos de identificacao de sistemas dinámicos por subespacos sao tratados modelos de sistemas lineares invariantes no tempo em espaco de estados operando em tempo discreto. Pelas restricoes citadas, pode parecer uma classe altamente restrita de modelos (especialmente por serem lineares), no entanto é bastante surpreendente como muitos processos industriais podem ser descritos com precisao por este tipo de modelo [3], [4], [5] e [6], [11]. A maioria dos processos industriais é nao linear, mas a planta pode ser identificada com modelos lineares, se eles forem linearizados em torno de um ponto de operaceo. No entanto, há sistemas nao lineares que tem dinámica complexa, nao sendo possıvel aproximá los por sistemas lineares. Um modo de contornar este problema é restringir a operacao do processo em certa faixa, em que o sistema tenha comportamento linear. Um caso típico sao as válvulas de controle. A necessidade de descrever de forma mais precisa o comportamento nao linear de sistemas reais levou á busca de representacpes nao lineares usando métodos de séries funcionais, como as séries de Volterra. A desvantagem de las é a complexidade computacional, a dificuldade de incorporar informacoes a priori e de interpretar e estimar características físicas do processo a partir do modelo [2]. Como opcao para esses problemas, Billings (1980) propos os sistemas orientados a blocos. Billings (1980) sugeriu novas pesquisas para simplificar e estender a aplicacao de tais métodos.

A identificacao de sistemas para modelos nao lineares orientados a blocos do tipo Hammerstein ou Wiener vem sendo pesquisada nos últimos anos e [9]. Recentemente, os métodos de identificacao por subespacos tem sido propostos para identificar modelos do tipo Wiener e Hammerstein [7].

Este artigo busca avaliar o desempenho dos métodos MOESP (Multivariable Output-Error State sPace) e N4SID (Numerical algorithms for Subspace State Space System Identification), na identificacao de sistemas determinísticos operando em malha aberta para o caso linear e nao linear.

2. Identificacao Determinística de Sistemas Lineares Usando o Método de Subespacos.

Considere um sistema linear discreto invariante no tempo dado por:

[2.1]

onde e sao, respectivamente os valores medidos das entradas e saídas no instante k dos processos com m entradas e l saídas. é o vetor de estados do processo em tempo discreto no instante k. A, B, C, e D sao matrizes de dimensoes apropriadas.

2.1 Problema de identificacao.

Suponha que os dados de entrada e saída e sejam dados. O problema é identificar a dimensao n do sistema e as matrizes (A, B, C, D) do sistema (2.1)[10].

2.2 Solucao Ideal.

O sistema (2.1) pode ser representado na forma matricial [3]:

[2.2]

onde corresponde aos parámetros desconhecidos. A equacao (2.2) pode ser interpretada como um modelo de regressao. Se na equacao (2.2) as matrizes Xk+1, Y., X. e U. sao dadas, entao o parametro desconhecido Θ pode ser calculado pelo método dos mínimos quadrados, isto é:

[2.3]

Onde denota a estimativa de Θ e denota a norma de Frobenius de una matriz. De equacao (2.3), resulta:

[2.4]

Entao em um caso ideal, quando se tem os dados de entrada, saída e a sequencia de estados para dois instantes de tempo sucessivos k e k + 1, a identificacao do parametro Θ na equacao (2.2) é trivial. No entanto, na prática, X. e Xk+1 nao sao conhecidos e tem que ser estimados a partir dos dados de entrada e saída. Isto é um ponto importante nos métodos de identificacao por subespacos. A diferenca entre estes métodos reside na forma como obter a sequencia de estados estimados.

2.3 Equacoes matriciais por subespacos.

Fazendo iteracoes sucessivas no sistema (2.1) obtemse a seguinte equacao matricial:

[2.5]

onde a matriz Uf é definida de forma similar a matriz Yf . As matrizes Yf e Hi sao definidas por:

[2.6 - 2.7]

O número de colunas em Yf e Uf é j = N - 2i + 1 , onde N representa a quantidade de dados e i é o número de linhas definido pelo usuario (por exemplo i=10). é a matriz de observabilidade estendida e é definida por:

[2.8]

onde (∗)T denota a transposta da matriz (∗). Xp=Xo=[xo,...,xj-1] e Xf=Xi=[xi,...,xi+j-1] representam os estados passados e futuros, respectivamente, sendo que o símbolo p denota dados passados e f dados futuros.

2.4 Projecao ortogonal e projecao oblíqua.

A projecao ortogonal do espaco linha de A sobre o espaco linha de B é [10]:

[2.9]

A projecao oblíqua do espaco de linhas de G no espaco de linhas de H sobre o espaco de linhas de J é [10]:

[2.10]

onde ( * ) denota o complemento ortogonal da matriz (*). Propriedades da projecao ortogonal e projecao oblíqua:

[2.11 - 2.12]

Para a prova, ver [10].

2.5 Método MOESP.

A seguir é apresentado o método MOESP básico, do qual um grande número de variacoes foi criado para diferentes tipos de problemas [12]. O objetivo deste método é computar Γi a partir da equacao (2.5), entao aplicando a projecao ortogonal da equacao (2.5) sobre o espaco linha de U f resulta:

[2.13]

Pela equacao (2.11) tem-se U f / U f = 0 . Entao a equacao (2.13) pode ser simplificada:

[2.14]

A equacao (2.14) indica que o espaco coluna de Γi pode ser estimado pela SVD de Y f / U f = 0 [12]. Γi pode ser estimada da fatoracao LQ a partir dos dados de entrada e saída, na forma:

[2.15]

A projecao ortogonal do lado esquerdo de (2.14) pode ser computada a partir da matriz R22. A SVD da matriz R22 é [12]:

[2.16]

A ordem n do sistema é igual ao número de valores singulares nao nulos em S. O espaco coluna de U1 aproxima consistentemente Γ i [12].

[2.17]

Algoritmo MOESP (Determinístico)

1. Construir as matrizes de Hankel Uk e Yk.

2. Calcular a fatoracao LQ dos dados de entrada e saída, equacao (2.15).

3. Calcular a SVD da matriz R22 dada na equacao (2.16).

4. Determine a ordem do sistema por inspecao dos valores singulares em Sn e particionar o SVD para obter U1.

5. Determine as matrizes A e C das equacoes C = Γ.(1 : l, 1 : n) e Γ.(1 : l(I - 1), 1:n)A = Γ.(l + 1 : il, 1: n), respectivamente.

As matrizes B e D sao determinadas da equacao K = ( U i ) T R 21 R 11 - 1

Neste trabalho, a entrada u(k) do sistema é considerada um sinal de entrada persistentemente exitante de ordem 2i ver [8]. As matrizes D e B existem se posto(U1(l(i − 1) + 1 : li, :)) = l ver [12].

2.6 Método N4SID.

O método N4SID soluciona o problema de identificacao determinística recuperando os estados passados e futuros do sistema desconhecido. A sequencia de estados Xf pode ser expressa por Xf = LpWp como combinacao linear das entradas passadas e saídas passadas [10]. Logo, substituindose Xf = LpWp na equacao (2.5) temse:

[2.18]

Aplicandose a projecao ortogonal da equacao (2.18) sobre o espaco linha de U f resulta:

[2.19]

Multiplicando-se a equacao (2.19) por [Wp/ U f ]†. Wp de ambos os lados,

[2.20]

Como e usando a equacao (2.10) tem-se a projecao oblíqua Θi definida por [10];

[2.21]

De forma similar é obtido Θi−1, ver [10]. Θi dado na equacao (2.21) pode ser computado da fatoracao LQ a partir dos dados de entrada e saída, colocamos na forma A equacao (2.21) indica que o espaco coluna de Γ i puede ser estimado pela SVD de θ i entao resulta:

[2.22]

Usando a equacao (2.22) computa-se e , logo as matrizes do sistema sao estimadas de equacao (2.23) [10]:

[2.23]

Este método pode ser resumido no seguinte algoritmo.

No método N4SID é necessário computar duas projecoes oblíquas para recuperar as matrizes do sistema, portanto, é necessário ter duas condicoes inicias, isto pode levar a problemas de polarizacao. O número de linhas i da matriz de Hankel dos dados de entrada e saída, usados no método MOESP e N4SID, é dado pelo usuário e esta diretamente relacionada com o número de dados coletados. Idealmente, se os dados sao infinitos, o sistema identificado simula muito bem o sistema real, mas na prática isso nao acontece.

3. Identificacao Determinística de Sistemas nao Lineares Usando o Método por Subespacos.

Os modelos por blocos interconectados sao estruturas eficientes na modelagem de sistemas nao lineares. Uma estrutura de Wiener é composta por um bloco linear dinamico e um bloco nao linear estático, conforme indicado na Figura 3.1.


Figura 3.1
Modelo de Wiener

Onde uk representa o sinal de entrada, zk representa o sinal de saída do sistema, G(*) representa o bloco dinamico linear e F (*) o bloco esta´tico nao-linear. O modelo em espacos de estados de um sistema de Wiener é representado pela equacao (2.1) e pela equacao zk = F (yk) + vk. vk é ruído branco com média zero. Dado um conjunto de dados de entradas uk e saídas zk, o problema da identificacao nao linear consiste em determinar uma estimativa para G(∗) e F (∗).

4. Simulacoes e resultados.
4.1. Caso Linear:

Modelo em Espaco de Estados com Matrizes Aleatórias. Nesta secao apresentase um modelo simulado usado na identificacao por subespacos aplicado a um sistema linear. A funcao drss do Matlab 7.0 permite gerar um modelo linear discreto em espacos de estados, com matrizes do sistema A, B, C e D na forma aleatória. A ordem escolhida do modelo é 4, que é igual ao posto (A). Gerou-se um sistema MIMO de duas entradas e duas saídas, na forma: M=idss(drss(4,2,2)); [A, B, C, D]=th2ss(M); (recuperando as matrizes do sistema); u=idinput([1000,2],’prbs’,[0 0.3]); y=sim(M,u). Para o modelo M com sinal de entrada u, foram coletados 1000 dados, dos quais 700 foram aplicados para identificacao e o restante para validacao. Os sinais pre-tratados através do comando ”detrend” do Matlab usados na identificacao sao mostrados na Figura 4.1.


Figura 4.1
Sinal de saída y1 e entrada u1 usadas na identificacao

Neste trabalho é usado dois modelos MOESP e N4SID. O modelo N4SID se encontra implementado no Toolbox do Matlab e o método MOESP é implementado por Michael Verhaegen. O passo seguinte é encontrar o melhor modelo que simule o processo M. Isto é mostrado na Tabela 4.1. A ordem n = 6 do sistema identificado é dada pelos valores singulares mais significativos da matriz S, a qual é obtida da decomposicao em valores singulares (SVD) de certas projecoes oblíquas ou ortogonais, dependendo do al- goritmo sendo aplicacao [3]. Para se avaliar a qualidade do modelo, aplicamse indicadores de desempenho. Neste trabalho empregouse a média da variancia relativa (MVAF), definido por:

Onde z é a saída real e z é a saída estimada pelo modelo obtido. O índice MVAF é usado pelo SMI toolbox do Matlab. Este índice de desempenho é empregado para se avaliar a qualidade do modelo produzido por cada algoritmo, como mostra a Tabela 4.1.

[Tabela 4.1]

Tabela 4.1: Resultados numéricos do Desempenho dos algoritmos.

Analisando-se os valores da Tabela 4.1, todos os modelos tiveram um bom desempenho em termos de validacao. Verifica-se que o tempo de processamento para a obtencao do modelo é menor para o método MOESP, motivo pelo qual se optou por esse método para identificar o processo. A ordem do sistema real nao é necessariamente a mesma do modelo obtido, portanto em geral as matrizes do sistema real e do modelo obtido tem diferentes dimensoes.

4.2 Caso nao Linear.

O detalhamento deste exemplo simulado pode ser encontrado em [13]. a funcao G(∗) e F (∗) é dada por:

Dada as funcoes G(*) e F (*), o passo seguinte é coletar os dados de entrada e saída. Estes dados sao gerados usando os seguintes comandos do Matlab:

N=1800; (número de dados a coletar); u = 1 + randn(n, 1); y = dlsim(num, dem, u); z = (y < .5) * .5 + ((y >= .5) & (y <= 1.5)). * y + (y > 1.5)*1.5.

Foram coletados 1800 pontos de entrada u e saída y, dos quais 1400 foram usados na identificacao e o restante na validacao. Agora deve-se encontrar um modelo que determine a melhor estimativa para a funcao G(*) . Neste trabalho sao usados os modelos MOESP, N4SID e NARX. NARX se encontram no Toolbox do Matlab. A ordem do sistema é dada pelos valores mais significativos da matriz S, a qual é obtida da SVD de certas projecoes oblíquas ou ortogonais, dependendo do algoritmo sendo aplicado [3]. O passo seguinte é estimar a funcao nao linear F (*), usando a saída estimada do sistema linear e a saída zk do modelo de Wiener. Esta estimativa e´ dada pelos polinomios de Chebyshev, para n = 13.

Esta metodologia pode ser resumido nos seguintes passos:

1. Dado um conjunto de dados de entrada uk e saída zk determine uma estimativa para a funcao G(∗).

2. Dada a sinal de entrada uk e uma estima do sistema linear G(*), determine uma estimativa para

3. Dado o sinal estimado e o sinal de saída zk, determine uma estimativa para funcao nao linear F (*).

O índice MVAF é usado para avaliar a qualidade do modelo produzido por cada algoritmo, como mostra a Tabela 4.2.

[Tabela 4.2]

Tabela 4.2: Resultados numéricos do desempenho dos algoritmos.

Através dos dados apresentados na Tabela 4.2, percebe-se que o modelo MOESP superou os modelos N4SID e NARX na autovalidacao e na validacao cruzada, motivo pelo qual se utiliza este modelo para identificar o sistema de Wiener. A relacao entre a saída estimada linear e a nao linear F (*) é mostrada na Figura 4.2.


Figura 4.2
Sinal de saída y1 e entrada u1 usadas na identificacao

Figura 4.2: Sinal de saída y1 e entrada u1 usadas na identificacao.

A linha contínua azul representa o polinomio de Chebyshev para n=13. Da Figura 4.2 observa-se que o modelo identificado reproduz muito bem as principais características do processo. Foram consideradas condicoes iniciais nulas.

5. Conclusoes.

Neste trabalho foi mostrada uma visao geral do problema da identificacao por subespacos de sistemas lineares e nao lineares (caso determinístico). Dois exemplos simulados, um para o caso linear e outro para o caso nao linear sao apresentados. Para estes exemplos simulados, o método MOESP teve melhor desempenho na identificacao em relacao ao modelo N4SID, de acordo com o critério MVAF.

Material suplementario
Información adicional

How to cite this article:: Borjas SD. Subspace identification of Wiener model and linear systems. Selecciones Matemáticas. 2022;9(2):312–322. http://dx.doi.org/10.17268/sel.mat.2022.02.08

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Notas

Figura 3.1
Modelo de Wiener

Figura 4.1
Sinal de saída y1 e entrada u1 usadas na identificacao

Figura 4.2
Sinal de saída y1 e entrada u1 usadas na identificacao
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