Artigos em fluxo contínuo

Recepción: 25 Noviembre 2022
Aprobación: 15 Marzo 2023
DOI: https://doi.org/10.5212/OlharProfr.v.26.21318.033
Resumo: Objetivou-se analisar a percepção sobre as contribuições socioambientais do Projeto “Conhecer e preservar” pelos participantes egressos após 10 anos de sua conclusão. O questionário foi elaborado através da plataforma Google forms que ficou disponível entre os dias 07 de fevereiro a 15 de abril de 2017, sendo divulgadas aos participantes por redes sociais. A caracterização do grupo se deu pela análise do regimento interno do projeto, a fim de esclarecer a estrutura organizacional e os seus preceitos legais. Participaram da pesquisa 16 membros egressos do grupo. As contribuições relatadas pelos participantes fazem referência a uma relação direta com as memórias afetivas e emocionais dos participantes egressos, além de uma significativa melhoria do espaço escolar na qual o projeto estava inserido. Foi mencionada uma contribuição ao município, pela retirada de jovens da ociosidade, dando a eles o papel de protagonistas em uma história que envolvia diferentes relações com o meio ambiente. A valorização e o reconhecimento da necessidade de fortalecimento de políticas públicas locais voltadas para a conservação da Serra do Torreão foram destacados pelos participantes.
Palavras-chave: Percepção ambiental, Sensibilização ambiental, Educação ambiental.
Abstract: For this reason, this study aimed to analyze the perception of the social and environmental contributions of the Project “Knowing and Preserving: The Socio-environmental contributions to graduate participants from the Ecological Group called “Ecojovem” in the city of João Câmara in Rio Grande do Norte” after 10 years of its conclusion. A questionnaire, using the Google forms platform, was prepared and became available between February 7 and April 15, 2017, and it was disseminated to participants through social networks. The characterization of the group took place through the analysis of the internal regulations of the project carried out in order to clarify the organizational structure and its legal precepts. 16 members of the group participated in the research. The contributions reported by them refer to a direct relationship with the affective and emotional memories, in addition to a meaningful improvement of the school environment in which the project was inserted. Another contribution to the city was also mentioned, it took several young people out of idleness and gave them the role of protagonists in a story that involved different relationships with the environment. The appreciation and recognition of the need to strengthen local public policies aiming the conservation of Serra do Torreão was highlighted by the participants.
Keywords: Environmental perception, Environmental awareness, Environmental education.
Resumen: El objetivo fue analizar la percepción de los aportes socioambientales del Proyecto “Conocer y conservar” por parte de los participantes egresados después de 10 años de su conclusión. El cuestionario fue elaborado a través de la plataforma de formularios de Google, que estuvo disponible entre el 7 de febrero y el 15 de abril de 2017, siendo difundido a los participantes a través de las redes sociales. La caracterización del grupo se basó en el análisis del reglamento interno del proyecto, con el fin de aclarar la estructura organizacional y sus preceptos legales. Dieciséis ex miembros del grupo participaron en la investigación. Las contribuciones relatadas por los participantes se refieren a una relación directa con los recuerdos afectivos y emocionales de los ex participantes, además de una mejora significativa del espacio escolar en el que se insertó el proyecto. Se mencionó un aporte al municipio, al sacar a los jóvenes de la ociosidad, dándoles el rol de protagonistas de una historia que involucraba diferentes relaciones con el medio ambiente. Los participantes destacaron la apreciación y el reconocimiento de la necesidad de fortalecer las políticas públicas locales dirigidas a la conservación de la Serra do Torreão.
Palabras clave: Percepción ambiental, Advertencia ambiental, Educación ambiental.
Introdução
A temática ambiental transformou-se no ponto central de inúmeras discussões pelo seu caráter problematizador, que questiona os padrões de consumo da sociedade atual (CHAGAS, 2011). O movimento de proteção ambiental tomou corpo dentro do campo político e teórico em meados da década de 60, tomou destaque nos últimos anos em função da preocupação com o futuro, com relação à demanda de recursos naturais que supram as necessidades humanas, sem que haja o comprometimento das gerações que ainda estão por vir (BARBOSA, 2008).
A Constituinte de 1988 trata dessa preocupação no art. 225, e afirma que ter um meio ambiente equilibrado é um direito de todos, cabendo à coletividade a função de protegê-lo (BRASIL, 1998). Desta forma, a Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, enfatiza a definição de Educação Ambiental (EA) como “processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas à conservação do meio ambiente […]” (BRASIL, 1999, p. 1).
Esse dispositivo legal coloca as instituições de ensino como protagonistas dentro desse contexto de proteção ambiental, pois seu caráter formador exige isso. De acordo com a Política Nacional de Educação Ambiental, o papel da educação deveria incorporar os preceitos de conservação do meio ambiente, a fim de sensibilizar a comunidade sobre questões de cunho socioambiental (PRONEA, 2005).
Diante dessa preocupação, a EA tornou-se o ponto crucial para sensibilização. Vários autores ressaltam a importância da EA, como Chagas (2011) que a entende como um procedimento que leva ao descobrimento de valores, com interesse de desenvolver uma relação do homem com a natureza. Contudo, Morales et al. (2012) defende a EA e o multiculturalismo como uma forma de trazer o homem para perto do meio biofísico, reconhecendo a sua história em uma conotação global, dotada de inter-relações com a natureza.
Segundo Carvalho (2012, p. 153-154) a EA “como prática educativa [...] tem-se mostrado um campo altamente sensível às novas demandas e temáticas socioculturais, elegendo-as como objeto da pesquisa e da prática pedagógica”. Partindo desse ponto de vista, é importante a busca pelo entendimento dessa influência educativa que promove modificações de postura socioambiental. Além do mais, outras entidades ambientais, a partir dessa compreensão, podem reproduzir ideias que geraram resultados positivos e assim ampliar a sensibilização ambiental de um número maior de pessoas, levando ao que Carvalho (2012, p. 65) chama de “sujeito ecológico”.
Entretanto, o homem, por outro lado, não se coloca como sujeito pertencente à teia da vida, isso explica os motivos pelos quais a humanidade vem tomando medidas insustentáveis por meio da apropriação dos recursos naturais (CONRADO; CHAGAS; SILVA, 2016).
Sendo assim, a pesquisa abordada nesse trabalho se justifica pela sua contribuição na formação de sujeitos ecológicos, pautados na ética ambiental de Kässmayer (2008), conforme os preceitos legais instituídos pela Política Nacional de Educação Ambiental, e em consonância com a Lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional, que destaca esse tema como um eixo transversal (BRASIL, 1996).
Foi diante desse cenário, e certo de que a função de preservar os recursos naturais não é de responsabilidade apenas do poder público, que surgiu o Projeto “Conhecer e Preservar”, na Escola Estadual Professora Marluce Lucas, no município de João Câmara, no Estado do Rio Grande do Norte, em 2007, sendo este aprovado pela antiga 16º Diretoria de Educação, Cultura e Desporto (DIRED – João Câmara/RN), órgão vinculado à Secretaria do Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer, do Rio Grande do Norte (SEEC/RN). Considerando alcançar a máxima eficiência na disseminação dos conhecimentos, valores e atitudes para proteger o meio ambiente, foi criado na escola o Grupo Ecológico Ecojovem, tendo em vista que a criação desse diretório ecológico era um dos objetivos do referido projeto. Inicialmente, o Grupo Ecológico Ecojovem foi fundado com 40 jovens orientados e supervisionados pelo professor de Biologia e direção escolar.
Durante a vigência de três anos do projeto (2007-2010), o grupo desenvolveu inúmeras ações de grande relevância socioambiental para o município, tais como: campanha Natal sem fome, palestras de sensibilização, arborização da cidade, mutirão de limpeza na Serra do Torreão, entre outras.
Portanto, visando à divulgação dos resultados alcançados pelo Grupo Ecológico e a sua relevância em uma escala local, inserida em uma dimensão global, esse trabalho objetivou analisar a percepção sobre as contribuições socioambientais do Projeto “Conhecer e Preservar” pelos participantes egressos do Grupo Ecológico Ecojovem após 10 anos de conclusão. Concomitante, foi realizada a caracterização da estrutura interna do grupo, a fim de estimular outras instituições a seguirem um modelo de desenvolvimento de políticas ambientais para jovens, contribuindo para o aumento de comunidades mais sustentáveis.
Metodologia
A Escola Estadual Professora Marluce Lucas está localizada na zona urbana, no município de João Câmara-RN (Figura 1), distante em média 80 km da capital do estado, Natal/RN. A cidade está inserida na região do Mato Grande (SEIXAS; TAVARES, 2013), têm 714,961 km2, uma população de 32.227 pessoas, dessas, apenas 21.091 são alfabetizadas, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) corresponde a 0,595, e a cidade vive basicamente do comércio local (IBGE, 2017).

O estudo foi caracterizado como uma pesquisa básica, porque tinha como propósito entender as contribuições da experiência vivida no Grupo Ecológico Ecojovem, diretório ecológico que surgiu a partir do Projeto “Conhecer e Preservar”, apresentou o caráter exploratório e descritivo, já que os dados obtidos neste estudo, em quase sua totalidade, se fundamentaram em informações oriundas da própria realidade social inquirida (GIL, 2008; CERVO; BERVIAN, 2002), para isso, a pesquisa envolveu levantamento das percepções, vivências e experiências, a fim de gerar novos conhecimentos (PRODANOV; FREITAS, 2013).
A pesquisa teve uma abordagem qualitativa de investigação, onde se buscou caracterizar a estrutura de funcionamento do Grupo Ecológico Ecojovem, a fim de esclarecer a estrutura interna e os seus preceitos legais, a partir da análise documental de seu regimento interno; além de identificar e analisar as contribuições socioambientais aos membros egressos do Grupo Ecológico Ecojovem após 10 anos de fundação. Os egressos do projeto tinham que responder algumas perguntas em um questionário estruturado.
Para compreender as contribuições aos participantes a partir das experiências vivenciadas no Grupo Ecológico Ecojovem, foram abordados 38 membros egressos do grupo após 10 anos de fundação do projeto, ressalta-se que passaram pelo grupo em média 60 jovens, esse percentual de abordagem dos participantes correspondeu a aproximadamente 63% do total de participantes que estiveram vinculados ao grupo ao longo dos três anos de funcionamento (2007-2010). Contudo, foi obtido o retorno de 16 participantes egressos.
O questionário foi elaborado através da plataforma Google forms online, ficou disponível através do link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeOgZ9oQSXjoiQZs57vJbZkAHfF_4NrgfbMCQ54o2UVmgoS_g/viewform. Esse método foi adotado por apresentar questões de fácil análise pelos pesquisadores, permitindo conversão dos dados em porcentagem, por deixar em aberto o tempo que o participante passaria para responder às perguntas, o baixo custo e a comodidade (RIBEIRO, 2008).
O instrumento de coleta de dados apresentava quinze perguntas, dividida em três eixos: perfil dos egressos, formação ecológica e formação para cidadania. Vale ressaltar que os três eixos não foram entendidos como algo isolados, mas sim, dotado de inter-relações, por isso, justificou o fato de algumas perguntas estarem associadas com outro eixo.
O questionário ficou disponível entre os dias 07 de fevereiro a 15 de abril de 2017, sendo divulgado aos participantes por redes sociais, como Facebook e WhatsApp. O método utilizado para encerramento da coleta de dados se deu por “critério de saturação”, empregado quando não se define inicialmente o número de pessoas que participaram do estudo. Sendo assim, uma vez que as respostas e/ou justificativas começam a se repetir, pouco acrescentaria de expressivo ao estudo, desta forma, optou-se em interromper a coleta de dados da percepção (SÁ, 1998). Desse modo, a pesquisa não se baseou em critérios quantitativos para garantir representatividade (número de participantes da pesquisa), uma vez que se tratando de análise de experiência e/ou opiniões, o que importaria era apenas a inclusão das vivências e suas múltiplas inter-relações, com o foco nos significados (MINAYO, 1992). A fim de resguardar a identidade dos membros consultados, optou-se em chamar os participantes da pesquisa por “entrevistado” de forma abreviada (ENTR 1, ENTR 2, ENTR 3, respectivamente), segundo a sequência de retorno dos questionários, seguidos do ano de coleta das respostas (2017). A coleta dos dados se deu pela anuência dos participantes, sendo registrada pela concordância com o Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE).
Assim, a técnica de análise de conteúdos empregada nessa pesquisa foi baseada em Bardin (2010), na qual envolveu três fases: pré-análise, exploração do material e análise e interpretação dos resultados. Foram consideradas categorias as ideias dos alunos que emergiram posteriormente. A textualização da pesquisa ocorreu de forma livre.
Resultados e discussão
- Percepções e vivências dos egressos do Grupo Ecológico Ecojovem:
Dos 38 egressos abordados com a presente investigação, somente 16 responderam o formulário online, o que representou 42% de retorno dos questionários. Desses, 56% foram do sexo masculino (nove participantes) e 44% corresponderam ao sexo feminino (sete participantes), a faixa etária dos participantes variou entre 21 e 31 anos.
Quanto ao grau de escolaridade, 56% estavam cursando o ensino superior; 13% dos egressos possuíam o ensino médio e, 13% ensino médio incompleto (interrompido), 12% já possuíam ensino superior e 6%, ensino fundamental incompleto, como observa-se no Quadro 1.

Abreviações: Entrevistado (Entr); Masculino (Mas.); Feminino (Fem.).
Fonte: Os autores, 2017.Em relação à entrada dos participantes no projeto, 69% informaram o ano de 2007 e 31% tinham ingressado em 2008; e em relação à saída, 56% afirmaram que saíram no ano de 2010, 25% em 2009, 13% em 2008 e 6% em 2007.
A pesquisa apontou que a maioria (81%) tinha entrado no grupo com a faixa etária entre 13 e 15 anos; 13% entre 16 e 18 anos e, 6% entre 19 e 21 anos. Quanto ao modo de ingresso no grupo, parte ocorreu por análise das notas do componente curricular de Ciências do Ensino Fundamental II (69%), enquanto 31% afirmaram que entraram no grupo através do exame de seleção com questões socioambientais em escala local e global.
O perfil dos entrevistados se mostrou heterogêneo, isso pode levar a diferentes interpretações, assim, uma variedade de respostas que caracterizam as contribuições particulares e comuns que o grupo ecológico deixou, não só para os membros egressos, mas também a toda a escola, bem como, no município na qual ele estava inserido.
Quanto aos motivos que levou a participar do projeto, as respostas foram divididas em três categorias de análise, como expõe o Quadro 2. A categoria consciência socioambiental foi a mais citada (50%) em seguida, novos conhecimentos (32%) e, relações interpessoais (18%).

Diante de uma perspectiva histórica, Alonso; Costa; Maciel (2007) faz uma análise sobre o processo de formação do movimento ambientalista no Brasil, os autores destacam que o período de redemocratização, vividos entre os anos 1970-1985 marcou o apogeu das insatisfações das medidas adotadas pelos governantes da época, e uma parcela das pessoas que se mobilizaram nesse período tinham como bandeira, as causas ambientais. Elas reivindicavam mudanças de posturas e condutas reconhecidamente danosas à natureza, com essa intensa pressão social, foram traçadas propostas para serem implementadas paulatinamente para atingir o desenvolvimento sustentável. Ou seja, seria uma forma de equacionar as questões de ordem ambiental, social e econômica. Cabe enfatizar que em 2015 ocorreu um novo encontro promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), para discutir a Agenda 2030 que recebeu uma nova reconfiguração gerando os 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável.
Portanto, isso está relacionado ao resultado encontrado, onde a consciência socioambiental teve maior representatividade, sendo historicamente demarcado por esses documentos, expondo o desejo comum que já existia entre os jovens que participaram do grupo. Para Carneiro (2012) esse desejo apresentado pelos jovens do projeto revelaram as preocupações com as demandas que vem surgindo, diante do uso irracional dos recursos naturais, fazendo emergir a necessidade de construir valores e atitudes que sejam compatíveis com os limites do planeta, aspecto esse, evidenciado nas respostas dos participantes.
Entre os motivos para criação do Grupo Ecológico Ecojovem na escola, pode-se destacar a influência dos aspectos históricos da EA e da experiência no movimento ambientalista do professor de Biologia, que coordenava o Grupo Ecojovem. Posto isso, dentre várias questões de ordem ambiental, que marcam as intensas discussões socioambientais da atualidade, pode-se destacar a Agenda 21, proposta na Rio-92, as justificativas e diretrizes desse documento inspiraram a idealização do Projeto “Conhecer e Preservar”, que levou a criação de um diretório, denominado Grupo Ecológico Ecojovem.
Em relação ao Curso de “Noções Básicas em Meio Ambiente” (curso que todos os integrantes do projeto tinham que realizar, como forma de preparação teórica para garantir a permanência no Grupo Ecológico Ecojovem), 44% avaliaram como Excelente; 44% consideraram Satisfatório e 12% Bom.
Esses resultados podem estar atrelado aos aspectos da EA (CONRADO; CHAGAS; SILVA, 2016), essas características se dão pela natureza interdisciplinar da EA, que possibilita ao estudante o descobrimento de novas informações, com o potencial de gerar novas condutas social e ambientalmente aceitáveis (CARVALHO, 2012).
Quanto ao aprendizado no curso, 62% informaram respostas ligadas a categoria responsabilidade social; 25% indicaram conhecimentos em biodiversidade e 13% não respondeu esse questionamento, sendo as respostas atreladas aos valores e habilidades adquiridas (Quadro 3).

Carvalho (2012) destaca o papel importante desempenhado pelas atividades em EA, elas conduzem o sujeito por um caminho de novas perspectivas que estão atreladas às vivências individuais e subjetivas (CHAGAS, 2011).
Desta maneira, quando o indivíduo passa a redescobrir ao meio ambiente através da experimentação, observação e manipulação dos elementos da natureza, isso leva a formação de novas conexões com outros conhecimentos fundamentais, e é diante dessas atividades de manipulação que o sujeito aplica o conhecimento novo, e assim, ele se torna significativo (NARDY; LABURÚ, 2014).
Os entrevistados foram classificados quanto ao Departamento ao qual foram vinculados durante o período que estavam no Grupo Ecológico, a saber: 50% pertenciam ao Departamento de Botânica; 25% à Diretoria Geral; 19% ao Dep. de Zoologia e 6% ao Dep. de Primeiros Socorros; nenhum dos entrevistados afirmou pertencer ao Dep. de Relações Públicas.
Em referência às atividades desenvolvidas no departamento aos quais os participantes estiveram vinculados durante o período que estavam no grupo, 36% dos entrevistados informaram ações no campo da botânica; 20% em atividades ligadas a zoologia; 16% à assessoria técnica; 4% ligadas as relações púbicas; 4% atividades de primeiros socorros; 16% outras atividades e 4% não responderam a esse questionamento; como demonstrado no Quadro 4. Vale salientar que os participantes poderiam desenvolver atividades em outro departamento aos quais não estavam lotados.

Cada departamento possuía tarefas próprias, essas ações possibilitavam ao sujeito à oportunidade de vivenciá-las, isso, portanto, conduz a uma aprendizagem que se torna fundamental dentro do processo de formação de um sujeito ecológico (CARVALHO, 2012). Dessa forma, a educação é um processo formativo que está ligado às particularidades individuais e dentro das relações sociais.
É inegável que as contribuições dos departamentos dentro do processo formativo de cada participante, cada um destacaram uma atividade que mais se tornou significativa, o que demonstra que as ações marcavam os participantes de forma diferenciada, já que as experiências pessoais contribuem para uma construção de múltiplos sentidos sobre um dado acontecimento.
Seguindo a sequência de perguntas do questionário, foi solicitado aos entrevistados que eles marcassem as opções que exemplificavam as contribuições socioambientais promovidos pelo Grupo Ecológico Ecojovem para o munício de João Câmara/RN.
Com isso, foi observado que a categoria “Contribuiu para promover a sensibilização ambiental dos estudantes das mais variadas escolas do município” obteve 30% das citações; 27% “Contribuiu na preservação da Serra do Torreão”; 25% “Contribuiu no fortalecimento de políticas públicas para o Meio Ambiente no município”; 15% “Contribuiu para a arborização do município”; além disso, 3% indicou a categoria “outros” (foram citadas as campanhas “Natal sem fome”, projeto de ação social desenvolvida pelo grupo); o ENTR 5, 2017 destacou: “[...] na verdade o grupo ecológico foi um grupo que contribuiu com todas as alternativas citadas acima. Pois o grupo era respeitado e admirado por muitas pessoas da cidade.” Vale ressaltar que essa pergunta permitia marcar quantas opções o entrevistado desejasse.
Sobre as contribuições que o Grupo Ecológico Ecojovem deixou para a Escola Estadual Professora Marluce Lucas (unidade de ensino sede desse diretório ecológico), as respostas foram assim apresentadas: 31% “Melhorou a imagem da escola dentro do bairro”; 27% “Fortaleceu a formação ambiental de outros estudantes”; 27%, “Diminuiu ação do vandalismo na infraestrutura da escola”; e 15% indicaram que “Melhorou o plano político pedagógico da escola”; esse questionamento poderia ter mais de uma alternativa.
Os resultados mostram claramente que as contribuições geradas pelo projeto ao município e à escola ficaram registradas nas lembranças de todas as pessoas que as vivenciaram. Por outro lado, essas contribuições marcam o processo de apropriação dos recursos naturais, promovendo mudanças significativas no espaço mediante a aproximação dos participantes com o meio, e diante da intenção de grupos sociais, as ações eram realizadas com o intuito de modificar aquilo que não é considerado adequado em uma visão local, pautada na dimensão global, essa relação humana com o meio ambiente é destacada em Miranda (2013), gerando resultados positivos dentro das iniciativas de cunho socioambiental.
Os percentuais demonstrados sobre as contribuições na escola, se devem ao fato da instituição de ensino está localizada em uma área periférica, sendo, por vezes, carregada de estigma negativo pela população. Assim, ao destacar mudança da opinião pública sobre essa unidade de ensino, observa-se que essa contribuição foi avaliada como fato marcante.
Quando questionados sobre a satisfação em desenvolver as atividades durante o período de permanência no grupo, 18% informaram “Estudos Básicos na Serra do Torreão”; 17% “Minicursos ou palestras sobre Meio Ambiente”, 15% “Aulas de campo e excursões”; 15% “Campanha Natal sem fome”, 13% “Coleta de animais”, 12% “Prestação de serviços básicos em saúde e primeiros socorros”, 10% “Plantio de mudas e acompanhamento de crescimento vegetal”, nessa alternativa foram mencionados comentários que ficaram evidenciados pelo ENTR 16, 2017: “[...] tudo que o nosso grupo fazia era bem feito e todos gostavam de fazer”. O ENTR 5, 2017 externou: “[...] amava na verdade tudo!”
O desejo em promover mudanças satisfatórias e que fossem perceptíveis aos olhos da comunidade é sempre bem avaliado por outros indivíduos, que não estão ligados diretamente a essas ações, apesar de parecerem atividades simples na visão de muitos, fica evidente não só uma preocupação com a natureza de maneira geral, mas de forma integral, ou seja, dimensões ambientais possuem impactos sociais. Miranda (2013) afirma que enquanto houver desigualdades sociais, haverá de alguma forma desequilíbrios ambientais, sendo uma relação de “mão dupla”. Não obstante, o Grupo Ecológico Ecojovem tinha a preocupação em realizar atividades que envolviam, além das questões ambientais, atividades de cunho social, por reconhecer essa relação das diferenças sociais como sendo uma das responsáveis pelos graves problemas ambientais.
A indagação seguinte investigava se tinha faltado desenvolver algum tipo de atividade envolvendo a Serra do Torreão, localizada no município de João Câmara/RN, os entrevistados precisavam responder apenas “sim” ou “não” e justificar. Foi evidenciado que a categoria “não” teve 63% de citações, enquanto a categoria “sim” teve 37%, algumas justificativas estão descritas no Quadro 5.

Como pode-se notar, foi registrada uma certa insatisfação pelos egressos do grupo, uma vez que a não realização de algumas atividades envolvendo a Serra do Torreão ocorreu por dificuldades de articulação social, no que tange a proposta de discutir políticas públicas mais efetivas na proteção da biodiversidade local da serra junto ao poder público do município.
Em relação à pergunta que inquiria os motivos pelos quais havia interesse do Grupo Ecológico Ecojovem em transformar a Serra do Torreão em uma Unidade de Conservação, os entrevistados usaram a categoria “Valor biológico” (33%) para explicar as razões que fundamentaram esse interesse, enquanto 19% justificaram usando a categoria “valor estético”, 10% citaram elementos que foram agrupados na categoria “Valor econômico”, enquanto 14% não responderam à pergunta, por outro lado, a categoria “Outros” teve 24%. O Quadro 6 expõe as justificativas das respostas.

Havia o interesse do grupo em querer transformar a Serra do Torreão em Unidade de Conservação, mas infelizmente a proposta não foi concretizada pela falta de incentivo do poder público e da população que residente no município. No entanto, a importância da área é reconhecida pela literatura, por se tratar de um espaço dotado de valor biológico, com espécies típicos do bioma caatinga, possui valor econômico, estético e socialmente perceptível para a população local (TORQUATO et al., 2012; FONSECA; SANTOS, 2017; FONSECA; MOURA; CESTARO, 2017).
Torquato et al. (2012) destacam que antigamente era possível encontrar muitas espécies de animais, como o tatú-bola, que atualmente não são vistos com tanta facilidade.
O valor estético está atrelado às belezas cênicas, resultado dos recursos naturais e até mesmo biológico da área. Tal beleza atrai turistas e visitantes ao local, que poderia ser explorada para a geração de emprego e renda, contudo, é importante destacar que um projeto de desenvolvimento socioambiental precisa ser devidamente elaborado por uma equipe competente e inter e transdisciplinar, pois se sabe que usar este espaço pode levar a impactos, com eventuais, prejuízos à dinâmica ambiental da área, principalmente pelo descarte inadequado de resíduos sólidos, pisoteio e aberturas de trilhas (FONSECA; SANTOS, 2016; 2017).
Essas concepções evidenciadas nos resultados demonstra um certo nível de sensibilidade nas questões de ordem ambiental envolvendo a Serra do Torreão. Morales et al. (2012) destaca o papel das atividades de EA como sendo importantes na sensibilização dos indivíduos, gerando uma racionalidade nova, que esses autores chamam de racionalidade social alternativa, leva ao engajamento político nas questões de ordem local. Carvalho (2012, p. 69) acrescenta ainda que atuações envolvendo a EA “gera processos de formação do sujeito humano, instituindo novos modos de ser, de compreender, de posicionar-se ante os outros e a si mesmo, enfrentando os desafios e as crises do tempo em que vivemos”.
Quando os entrevistados foram questionados sobre como julgavam a forma que as atividades eram realizadas pelo Grupo Ecológico Ecojovem, 87% respondeu que achavam adequadas, enquanto 13% responderam parcialmente adequadas. Esse resultado reflete o nível de percepção dos egressos nas ações desenvolvidas durante as atividades do grupo.
Questionados sobre a maior contribuição do grupo para a formação cidadã, a análise apontou 50% “formação ecológica”, 25% “Formação sócio profissional” e 25% “mudança de conduta”, como exibe o Quadro 7.

Como tem sido demonstrado nos resultados, é possível perceber, com isso, que a participação dos jovens no grupo possibilitou a construção de conceitos que vão além da sensibilização ecológica, que era o foco alvo do Grupo Ecológico. Assim, é possível perceber que o Ecojovem propiciou a discussão e reflexão sobre questões ambientais locais importantes, contribuindo em algum grau com a formação crítica dos participantes, como foi visualizado nos fragmentos representativos de respostas, bem como, nos relatos de alguns participantes que destacaram que estão mais engajados e preocupados com as demandas socioambientais do município. Inclusive, vale mencionar que a experiência vivenciada no grupo ecológico por alguns egressos fez com que novos diretórios ecológicos fossem criados em outras instituições de ensino.
Atualmente, existem grupos ecológicos formados por crianças do Ensino Fundamental I e II (informações coletadas antes da submissão do artigo em tela), vinculado a duas escolas da iniciativa privada, no município de João Câmara/RN, esses novos diretórios ecológicos foram criados graças a união de alguns membros egressos do Ecojovem, que trabalham no quadro de professores dessas unidades de ensino, e que estão levando a disseminação dos conhecimentos que foram adquiridos ao longo dos anos que estiveram vinculados ao Grupo Ecológico Ecojovem.
De acordo com Fonseca e Santos (2016), a EA promove mudanças de postura e atitudes. Os autores ressaltam ainda que isso está atrelado à fragilidade na relação do homem com a natureza, sendo assim, enquanto aproxima os indivíduos do meio ambiente, é possível estabelecer um vínculo e o sentimento de pertencimento se constrói (FONSECA; SANTOS, 2017). Silva e Joia (2008) destacam o papel transformador da própria EA, por interferir de forma direta nas atitudes de cada um.
Foram questionados se o grupo contribuiu para a escolha da sua profissão ou ocupação, 56% responderam “sim”, enquanto 44% dos entrevistados responderam “não”. No Quadro 8, estão expressas as justificativas às suas respostas.

Os resultados sugerem que as experiências do Grupo Ecológico Ecojovem influenciaram positivamente na escolha de suas profissões ou ocupação. Alguns participantes do grupo que realizaram o curso de Noções Básicas em Primeiros Socorros optaram por seguir carreira na área da saúde, como enfermeiros. Outros vislumbraram a possibilidade de ingressar na universidade para cursar Ciências Biológicas, Energias Renováveis e Pedagogia. Enquanto outros seguiram caminhos para profissão de zooctenista, psicólogo, administrador de empresas, assistente social, dentre outras ocupações, também foram conduzidos sob a influência do grupo Ecojovem.
Chagas (2011) destaca que iniciativas vinculadas à EA têm um papel importante também na consolidação das escolhas pessoais, isso é resultado das relações que se estabelecem ao longo do tempo de vivência dentro dessas ações de caráter socioambiental. De acordo com Morales et al. (2012), a EA é dotada de inter-relações, e isso pode ser evidenciado em diferentes espaços. Em relação à escolha da profissão, essas inter-relações podem se mostrar de forma clara ou não.
Foi feito um questionamento de caráter mais pessoal, a fim de fazer um resgate das lembranças mais marcantes dos participantes do Grupo Ecológico Ecojovem. Com isso, 50% dos participantes mencionaram as “excursões” como uma memória que teve destaque; 25% citaram as “relações interpessoais” e os outros 25% “encontros de formação”.
O Quadro 9, aponta as categorias expressas pelos entrevistados e os fragmentos representativos de alguns participantes. Embora o quadro abaixo mostre fragmentos representativos, optou-se em destacar uma resposta que integra as três categorias juntas: “Inúmeras... Foi tudo bem peculiar e especial. As reuniões, sempre bem produtivas. Cada subida à serra era algo novo que aprendíamos. As viagens, perfeitas. Sem contar nas amizades que fiz e que perduram até hoje [...]” (ENTR 15, 2017).

Essas memórias algumas vezes demonstradas na valorização da experiência, um fator preponderante para conhecer e evitar condutas moral e eticamente inaceitáveis relacionadas ao meio ambiente. Relatos de mudança de postura pessoal quanto ao cuidado com o meio ambiente, sobretudo, ao descarte inadequado de resíduos sólidos foram compartilhados durante a vigência do projeto.
Destaca-se através dos relatos as insatisfações por não ter tempo suficiente para propor mudanças nas políticas públicas, avaliadas como ineficientes para a conservação da Serra do Torreão, denotando sensibilidade ambiental para as questões locais. Além disso, foi possível observar que as respostas estavam sempre atreladas às experiências coletivas, com isso, é possível inferir que o Grupo Ecológico Ecojovem contribuiu no fortalecimento e desenvolvimento das relações interpessoais colaborativas, evidenciado pela postura nos ambientes de trabalho em função da sua capacidade de trabalhar em equipe, respeitando o seu papel organizacional. Pesquisas atribuem grande significado para essas relações, isso porque pessoas que conseguem trabalhar em grupo conseguem ter bons resultados no mercado de trabalho (LOBOS, 1975).
- Estrutura organizacional do Grupo Ecológico Ecojovem:
A análise do Regimento interno do Grupo Ecológico Ecojovem apontou uma organização ao nível estrutural e funcional, isto é, apresentava uma equipe responsável para gerenciar as atividades do grupo na totalidade (Figura 2), logo, essa equipe era formada por dez cargos, compondo a Diretoria Técnica (presidência, vice-presidência, secretaria e tesouraria), e o coordenador geral, este fazia parte desta diretoria por ser o idealizador do Projeto “Conhecer e Preservar” e era o responsável por organizar as ações do Grupo Ecológico mediante aos objetivos presentes no referido projeto.
A Diretoria Técnica era escolhida por intermédio de votação em assembleia geral de chapas formadas pelos membros interessados. As pessoas que iam compor os cargos da ouvidoria geral (ouvidoria ambiental, diretoria de zoologia, diretoria de botânica, diretoria de primeiros socorros, diretoria de relações públicas e assessoria técnica) eram escolhidos por indicação da Direção Técnica e eram aprovadas em assembleia. Os demais integrantes do grupo eram denominados de patrulheiros (compondo a patrulha ambiental).
O grupo teve suas atividades iniciadas com 40 jovens, mas no decorrer dos três anos de funcionamento, outros membros se inseriram no projeto, e esse número ultrapassou 60 jovens egressos, embora não exista registro exato de quantos participantes passaram pelo grupo.
Para ingressar no grupo, o candidato deveria ser regularmente matriculado na Escola Estadual Professora Marluce Lucas e ter um aproveitamento satisfatório nos componentes curriculares. A seleção ocorria por intermédio de entrevistas, análise de notas dos componentes curriculares e/ou exame de seleção (prova escrita) com perguntas sobre questões socioambientais em escala local e global. Além disso, após selecionados, os membros passavam por um Curso de Noções Básicas em Meio Ambiente, sendo necessária aprovação na avaliação, que acontecia sempre ao final do curso, nessa etapa, era exigido um percentual de aproveitamento mínimo de 60%. Assim, estes seriam admitidos definitivamente ao grupo, caso contrário, teriam que passar novamente pelo curso em outra turma até atingir a pontuação mínima exigida. O curso era ministrado pelo coordenador geral do grupo e idealizador do projeto, que atuava como professor de Biologia no quadro de professores da escola.

Todos os membros estavam sujeitos a sanções, no caso de descumprimento com o seu papel dentro do ambiente escolar, caso ocorresse uma má conduta por parte do participante do grupo, poderiam receber advertência verbal, afastamento provisório de atividades do grupo ou expulsão compulsória.
Quanto às estratégias de trabalho, as pautas eram discutidas pela direção e levadas à votação em assembleia geral que eram convocadas com antecedência e que ocorriam durante todo ano letivo.
Tendo em vista que esse projeto era vinculado a uma instituição pública de ensino básico, não tinha nenhuma relação político-partidária, o seu financiado se dava por meio do esforço coletivo da comunidade escolar, portanto, os recursos que recebiam vinham da parceria com a antiga 16ª Diretoria Regional de Educação e Desporto – DIRED/RN, atualmente, conhecida como 16ª Diretoria Regional de Educação e Cultura, vinculado à Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer – SEEC/RN.
Considerações finais
O Projeto “Conhecer e Preservar” que levou a fundação do Grupo Ecológico Ecojovem se mostrou uma excelente iniciativa para levar a Educação Ambiental aos adolescentes de uma escola pública de ensino básico. Os resultados evidenciados ao longo deste trabalho apontam uma equipe diversificada que tinha notório interesse em contribuir para o desenvolvimento socioambiental do município de João Câmara/RN.
As contribuições do projeto foram além da expectativa, por evidenciar uma relação direta com as memórias afetivas, emocionais e a construção de valores e atitudes dos participantes egressos. Em se tratando especificamente aos conhecimentos demonstrados aprendidos, alguns participantes destacam, principalmente, aspectos ligados a responsabilidade socioambiental, informações sobre biodiversidade local, técnicas de tratamento e captura de animais silvestres, coleta, cuidado e monitoramento da fauna e flora local e a importância da sua preservação. É sabido que as ações em EA exigem empenho e conhecimento, e isso foi evidenciado na análise dos relatos das experiências, que foram registradas na apreciação das respostas dos participantes deste trabalho.
O grupo contribuiu de forma significativa para melhoria do espaço escolar, auxiliando na valorização social da escola. Nesse sentido, o legado que o grupo deixou ao município é incontestável, porque tirou vários jovens da ociosidade, e deu a eles, o papel de protagonistas em uma história que envolvia diferentes relações com o meio ambiente. Também foi possível constatar que o grupo desenvolveu campanhas beneficentes, plantio de mudas, estudos básicos na Serra do Torreão, disseminação das ideias ambientais e conservacionistas.
A estrutura interna do grupo se mostrou interessante do ponto de vista organizacional, o que denota que o grupo tinha uma divisão clara de tarefas que eram pré-estabelecidas por um regimento interno, valorizando princípios democráticos e sociopolítico. Assim, como foi demonstrado ao longo desse trabalho, o esforço conjunto para trabalhar na escola em prol da causa ambiental teve como consequência, resultados positivos na formação cidadã dos egressos do Grupo Ecológico Ecojovem. Considera-se que o encorajamento de outros professores é fundamental para a disseminação dessa ideia.
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