Apresentação

Recepción: 27 Noviembre 2024
Aprobación: 28 Noviembre 2024
No mundo atual em que vivemos, caracterizado por um tempo de intensificação da vida, formação e profissão, narrar as experiências vividas pelos sujeitos, pode significar um modo outro de contribuir para potencializar a existência com mais deleite, encanto e emoção.
Walter Benjamin (2012), já havia denunciado no século XX, que a experiência de narrar está em vias de extinção, incitando a reflexão de que a força do capitalismo, com o volume ampliado de informações, tem deixado pouco tempo para o pensar e a formação das pessoas, na qual, a narrativa passada de boca a boca mediatizada pelas conversas cotidianas, poderia significar muito mais riqueza e potências no sentido da transformação dos sujeitos e da construção de uma sensibilidade, com razão, afetos e emoção.
Face ao exposto, consideramos a narrativa como um gênero do discurso na qual se tece pela revelação da experiência vivida pelo sujeito, a partir das significações atribuídas por si, com sentido e afetação e que emerge pela memória fruto do movimento entre pensar-sentir-fazer.
Nesse sentido, a narrativa é um meio privilegiado de descobertas e inventividade da ação humana, na qual se transmuta em uma diversidade de acontecimentos que saltam do pensamento a ação e ganha notoriedade pela materialização do vivido, personificando-se, assim, na revelação de si com o outro, o mundo, as coisas, os acontecimentos.
Posto isso, recorremos a contundente reflexão feita por Paul Ricoeur, ao elucidar que “é a narrativa que torna acessível a experiência humana do tempo, o tempo torna-se humano através da narrativa” (Ricoeur, 2010, p. XI). Daí, a relevância das pesquisas narrativas no cotidiano da formação de professores e professoras, em que os sujeitos passam a inventariar mil e umas formas de pensar, saber, ser e fazer e que vai compondo o tecido vital da existência humana, na constituição das subjetvidades e na produção de outros tantos referenciais formativos, da aprendizagem e na tessitura de conhecimentos.
Desse modo, convém salientar a riqueza que as pesquisas narrativas e (auto)biográficas representam no processo formacional dos sujeitos que as adotam como dispositivo de formação, tendo em vista que, “a pesquisa biográfica tem por objetivo explorar as formas e significações das construções biográficas individuais em suas inscrições sócio-históricas” (Delory-Momberger, 2024, p. 43). Razão pela qual, as pessoas constróem uma historicidade pela linguagem que tecem cotidianamente sobre si, a cultura, a política, educação, a escola, a formação e tantos outros contextos que são prenhes de sentidos potenciais para a sua (trans)formação, sempre em movimento e em coletivo.
No que se refere mais precisamente a pesquisa (auto)biográfica em educação, ela visa “[...] contribuir para a construção de novas formas de se conceber a pessoa humana e os meios de pesquisa sobre ela e com ela” (Souza, 2023, p.4). Por isso, o seu poder de formação, transformação e emancipação das consciências.
Acreditamos, então, que um dos propósitos dos estudos que privilegiam essas abordagens e que se refletem na construção dos textos desse dossiê é “situar a narrativa como um trampolim para se pensar os vários níveis de composição de si em movimentos assimétricos e que vão se descortinando no devir que se apresenta como possibilidades na vida, experiência e formação de cada sujeito” (Morais, 2024, p. 3).
E é no cotidiano em que as pessoas estão imersas em seus múltiplos contextos sócioculturais que se processa uma infinidade de conhecimentos, saberes e currículos válidos, legítimos e democráticos para a tessitura da formação, aprendizagem e construção de saberes, como tão bem nos provoca a pensar Nilva Alves (2003).
Apostamos, portanto, nesse dossiê, que é constituído de uma diversidade de textos com diferentes abordagens que pulsam, tocam e possam mexer com as emoções de quem poderá se aventurar e se deleitar na leitura dos textos que o compõe.
Assim, o cotidiano da formação de professores(as) , com a possibilidade da narração de experiências formativas, se tece como um processo contínuo de descobertas, criações e tessituras plurais de tantos outros saberes e conhecimentos contra hegemônicos e potencialmente significativos que formam, transformam e dão outros sentidos aos sujeitos e seus diversos modos de pensar e recriar sua existência, pesquisa, aprendizagem e formação. Afinal de contas, entendemos o cotidiano, tanto quanto o faz Inês Barbosa de Oliveira (2012, p. 53), “como espaçotempo de criações, reinvenções e ações, de tessitura de relações sociais e de redes de conhecimentos e valores”.
Sendo assim, as escritas narrativas (auto)biográficas, muitas delas reveladas pelo exercício da memória e que emergem pelas histórias de vida de cada um(a) nas escritas de si, promovem processos formativos e de (re)invenção dos sujeitos sob várias perspectivas, dando condições de si perceberem de forma retroativa, no contexto presente e de forma prospectivamente. Daí, o seu potencial reflexivo e transformação de si, do outro e dos espaços e tempos em que cada pessoa está imersa.
É nesse movimento entre pensar e viver a vida, narrar os acontecimentos vividos e tomar consciência de sua historicidade pela linguagem que o sujeito se forma e se transforma, em função de suas necessidades, interesses, valores, projetos de vida e outras tantas dimensões que vão surgindo na reflexividade narrativa. Cabe, então, elucidar que o papel das pesquisas inscritas na abordagem narrativa e (auto)biográfica:
[...] é mostrar como a narrativa coloca numa relação dialética a vida (Bios), o eu (Autos) e a palavra (Grafia) para (re)criar mundos simbólicos, tanto à escala do indivíduo, quanto naquela dos grupos, ampliando-se, cada vez, para uma dimensão global, planetária. Entendendo que as subjetividades se criam, se transformam e se inserem na diversidade de culturas e de seus rituais, (re)criando ritos de passagem (Passeggi, 2023, p. 5).
Em se tratando das escritas de si, a propósito de uma escrita narrativa de dimensão reflexiva, em primeira pessoa, esta pode trazer elementos fundamentais de (trans)formação das pessoas envolvidas no processo de narrar, uma vez que, ao empreender tal ação, passam a tomar consciência dos seus percursos trilhados, fazendo escolhas que lhes parecem significativas, deixando outras de lado, e guiando projetos de futuro.
Tal reflexão está bem condizente com a proposta feita por Josso (2010), ao elucidar que o trabalho com as narrativas de vida no contexto de uma pesquisa-formação fornece elementos de olhar de forma retroativa, no presente e no futuro o poder de formação do aprendente no processo de pesquisa em uma determinada temporalidade. Ou como melhor retrata a autora:
A formação tem lugar quando a pesquisa enriquece o olhar de descobertas sobre si mesmo, de novas perspectivas, de tomadas de consciência sobre temáticas criadoras ou de dialéticas ativas ou/e quando a pesquisa permite uma ou várias aprendizagens conscientemente aprofundadas (Josso, 2010, p. 247).
Por meio dos textos apresentados nesse dossiê, percebemos em seu conteúdo e forma revelados nas escritas, a valorização da vida, pesquisa e formação em um entrelaçamento de sensibilidade, que se misturam com razão e emoção. Trata-se, pois, de uma empreitada que, pela leitura, são possíveis de mover corpo, espírito e coração e que fertiliza outros conjuntos de saberes, conhecimentos e formação.
São, portanto, textos tecidos em uma “epistemologia mais sensível” nas palavras de Inês Bragança (2012, p. 30), na qual “acolhe as múltiplas dimensões que envolvem a construção dos saberes e da própria vida”. Textos que tocam, afetam e provocam inúmeras emoções capazes de aumentar as potências de vida no sentido de Spinoza (2020), bem como deixar-se afetar pelo que acontece e produz marcas em si na acepção de Larrosa (2022) provocando estados de espíritos de modos diversos ao envolver o sujeito e que faz desabrochar as poéticas da existência e criação em seu próprio cotidiano como força vital promotora de transformações para si, com o mundo e com os acontecuemntos diversos que os enredam, embarcam e os modificam. Razão essa crucial de se perceber, produzir e galgar nas pesquisas de abordagens narrativas e (auto)biográficas no campo da educação, da formação de professores(as) no cotidiano escolar e em outros tantos contextos socioculturais e em outras tantas áreas do conhecimento.
A proposta desse dossiê que tem como tema: “Pesquisas narrativas, formação de professores(as) e cotidiano escolar”, foi justamente, na esteira de buscar outras possibilidades que poderiam ser descortinadas por estudos, pesquisas e experiências de professores(as) narradores(as) pesquisadores(as) e outros tantos sujeitos em vista de fazer emergir suas potências de vida e as poéticas da narração de histórias da formação, aprendizagem e desenvolvimento profissional docente em suas múltiplas dimensões, intensidades e modos diversos de expressão da experiência vivida.
O campo das pesquisas narrativas e (auto)biográficas vem crescendo nas últimas quatro décadas vertiginosamente no mundo, e em especial no Brasil.
Em escala mundial, esse avanço se deu, principalmente, pelos contributos da corrente de Histórias de vida em formação, que iniciou seus estudos, pesquisa e reflexões na educação de adultos na década de 1980 com os usos metodológicos das histórias de vida e narrativas nos trabalhos de Marie-Christine Josso, Pierre Dominicé, Matthias Finger, na Universidade de Genebra (Suíça), e com Gaston Pineau, na Universidade de Montreal (Canadá).
No Brasil, o debate foi se ampliando com a criação de grupos de pesquisas sediados nas universidades, a publicação de livros na área, o desenvolvimento de pesquisas e estudos com narrativas e (auto)biografias nas diversas áreas do saber, e o surgimento do Congresso Internacional de Pesquisa (Auto)Biográfica (CIPA), em 2004, por iniciativa da Professora Maria Helena Menna Barreto Abrahão e promovido pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), em Porto Alegre. Tal evento, impulsionou o diálogo e parcerias com pesquisadores(as) estrangeiros, e que acontece até os dias atuais, em diferentes universidades brasileiras, ampliando, consideravelmente as discussões nesse contexto.
Além disso, é válido salientar a publicação de textos e dossiês em revistas científicas que contemplam pesquisas com o gênero narrativo e (auto)biográfico, os estudos nos/dos/com os cotidianos e as discussões no âmbito da formação de professores(as) elucidando seus diferentes prismas, desafios e perspectivas. Esse dossiê, é constituído de doze textos, de autores(as) de várias regiões do Brasil, oriundos de diferentes contextos e instituições nos quais revelam a diversidade de discussões e reflexões no campo, nos quais apresentamos a seguir.
O texto: Cartas pedagógicas na escola cidadã: memória e perspectivas, Ana Lucia Souza de Freitas, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), recupera a memória dos primeiros escritos nomeados como Cartas Pedagógicas na experiência da autora, tendo como objetivo elucidar o potencial teórico-metodológico da escrita que se reinventa, inspirada no legado de Paulo Freire.
No que se refere ao artigo Conversaformação entre professoras negras: amor como ato político, as autoras Ana Sarah Cardoso Teixeira, Erica da Silva Teixeira Ferreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Inês Barbosa de Oliveira, da UERJ, buscam discutir a conversa como metodologia de pesquisa e de formação tendo como esteio conversas entre mulheres negras. O texto se ancora no campo das pesquisas nosdoscom os cotidianos das escolas e visibiliza narrativas de pessoas comuns justificando essa escolha como epistemopolíticometodológica.
Em se tratando da: Cultura corporal de movimento, dentro e fora dos muros da escola: narrativas de uma experiência, Claudecir dos Santos e Samille Pizzi, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), destacam no artigo as proximidades entre as narrativas da Educação Física escolar e as narrativas de outros ambientes esportivos, enfatizando a importância de se atentar para os discursos que reverberam, por meio de muitas vozes, desigualdade de gênero.
O texto Ensino de metodologia de pesquisa com perspectiva feminista: reflexões da prática pedagógica, de Mercedes Molina Galarza, do Instituto De Ciencias Humanas, Sociales Y Ambientales (INCIHUSA, CONICET – UNCUYO)/Argentina, reflete sobre dimensões da metodologia de pesquisa em ciências sociais com perspectiva feminista e seu ensino em nível universitário. Recupera elementos conceituais de diferentes tradições: pedagogias críticas, a tradição metodológica construtivista na Argentina e contribuições dos feminismos.
No texto: O autoconhecimento na formação docente: reflexões a partir de uma oficina pedagógica, Jussara Bernardi e Bettina Steren dos Santos, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), apresentam um estudo com abordagem qualitativa, que investigou o impacto de uma oficina de autoconhecimento na formação continuada de 34 professores de uma escola pública de Porto Alegre/RS. Os resultados indicam que a atividade proporcionou um espaço para reflexão sobre o autoconceito e as potencialidades, fortalecendo a autoestima e promovendo a integração do grupo.
Quanto ao texto: Vozes do cotidiano: narrativas docentes como tessituras de masculinidades na escola, George Moraes de Luiz e Samuel Barros Rodrigues, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), refletem como narrativas docentes integram estudos de masculinidades no contexto escolar, utilizando uma abordagem construcionista social e pesquisa narrativa.
Mauro José de Souza, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) tematiza Recursos didáticos e formativos para a docência na educação superior: o diário de aula em evidência, passa a refletir sobre esse dispositivo a partir de uma perspectiva biográfico-narrativa, em que os relatos evidenciaram a potencialidade deste recurso didático-formativo a orientar o processo de reflexão sobre a experiência docente, privilegiando ações horizontais e colaborativas no arcabouço do desenvolvimento profissional docente.
No tocante ao texto A memória de professores inesquecíveis pela perspectiva de estudantes do curso de Pedagogia, Gabriel Fernandes da Silva e Alboni Marisa Dudeque Pianovski Vieira, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), colocam o professor como objeto de estudo, por meio da memória e da representação dos estudantes que escolheram seguir a carreira docente. O objetivo foi compreender o que tornou um professor inesquecível para estudantes do curso de Pedagogia.
Nas discussões feitas por Isadora Alves Roncarelli e Nilda Stecanela, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), sobre o tema Vozes docentes em um cotidiano pandêmico: aprendizagens possíveis com o vírus, objetiva analisar narrativas de professores/as a respeito de suas experiências docentes durante a pandemia da Covid-19, na Rede Municipal de Ensino de Caxias do Sul/RS. As conclusões do estudo apontam para uma docência em movimento como perspectiva de aprendizagem docente com o vírus, mesmo com a diversidade dos desafios enfrentados a depender da realidade de cada comunidade escolar.
Os autores Cláudia Vieira Küffer Chagas, Eduardo Carlos Souza Cunha e Erineu Foerste, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), debatem sobre a qualidade da educação, frequentemente dominado por avaliações em larga escala, destacam a necessidade de uma educação mais humana, dialógica e que respeite as diferentes espacialidades e temporalidades do ambiente escolar. Refletem no texto Escola pública e gestão democrática como espaços de resistência: uma abordagem provocativa e acabam defendendo uma escola pública que valorize a multiplicidade de espaços e tempos, potencializando a vida e o conhecimento por meio da gestão democrática e da participação coletiva.
O texto Memórias e experiências nos cotidianos escolares: potências e deslocamentos possíveis para a paz, de Tânia da Costa Gouvêa, da SEEDUC-RJ e SEMED-Maricá, juntamente com as autoras Alexandra Garcia e Francy Gizella Marroquin Rincon, da Faculdade de Formação de Professores (FFP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), articulam as narrativas de pesquisas realizadas com foco nas questões da memória e da tessitura de caminhos curriculares e pedagógicos orientados para a paz em territórios de conflito. Apresentam narrativas que exploram a história, a memória e a micro tessitura cotidiana da paz no contexto escolar, enfatizando o papel do diálogo, dos afetos (Spinoza, 2009) e da experiência coletiva docente na elaboração de currículos e práticas educacionais ao problematizarem a violência como lógica e prática que se contrapõe à nossa humanização.
O texto A potência da metodologia narrativa em processos investigativos: como “Alice no país das maravilhas” na pesquisa acadêmica, das autoras Cláudia Andrade, Isabella Figueiredo e Eliane Pimenta, no âmbito do Programa de Pós-Graduação de Ensino em Educação Básica (PPGEB), do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-UERJ), analisam a potência da pesquisa narrativa na área de ensino, a partir de sua discussão em investigações em andamento, realizadas por orientandas do curso de mestrado profissional nas atividades de orientação coletiva.
Por fim, temos a conversa com a professora Inês Bragança tecida no primeiro semestre do ano de 2021, quando vivíamos a pandemia mundial da COVID-19, e estávamos trabalhando, por meio de plataformas on-line. O encontro foi organizado pelos grupos de pesquisa “Conversas entre professor@s: alteridades e singularidades – ConPAS”, coordenado pela professora Graça Reis e “Ecologias do Narrar”, coordenado pela professora Patricia Baroni, ambos situados na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Que as narrativas e históricas contadas na/da formação e desenvolvimento profissional docente, bem como de outros tantos sujeitos presentes nesse dossiê possam significar entre outras perspectivas, a de “adiar o fim do mundo”, como tão bem salientou Ailton Krenak (2020), no sentido de alongar a experiência do presente, com histórias que possam ser contadas e constituídas com sensibilidade, afetos, encanto e emoção.
Esperamos que os textos que compõem esse dossiê possam fertilizar uma pluralidade de saberes e conhecimentos que tomam a narrativa e o (auto)biográfico e os estudos nos/dos/com os cotidianos entrelaçados no contexto da formação de professores(as) em suas diferentes interfaces e perspectivas e, assim, contribuir com estudos e pesquisas na área em busca da tessitura de novos referenciais teóricos, metodológicos e epistemopolíticos e em vista da construção de uma ciência, educação, pesquisa e formação outra, mais sensível, plural e humana para permitir a emergência e o nascedouro de um mundo melhor.
Caxias/Codó (MA), Campinas (SP) e Rio de Janeiro (RJ), Janeiro de 2025.
REFERÊNCIAS
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