Apresentação
EDITORIAL: APRESENTAÇÃO DOS ARTIGOS DE FLUXO

Temos a satisfação de apresentar a nova edição da nossa revista, Volume 32, Número 2 (2024). Neste número, além da publicação da Parte 1 do dossiê temático “Pesquisas narrativas, formação de professores(as) e cotidiano escolar”, também trazemos cinco artigos de fluxo contínuo que abordam temas relevantes para o campo educacional. Agradecemos imensamente aos organizadores do dossiê, Joelson de Sousa Morais (UFMA), Guilherme do Val Toledo Prado (UNICAMP) e Graça Regina Franco da Silva Reis (UFRJ), pelo excelente trabalho realizado.
O primeiro artigo, “A Phronesis na formação inicial docente: contribuições à luz da hermenêutica filosófica”, de Damaris Wehrmann Robaert e Luiz Gilberto Kronbauer, discute o conceito aristotélico de phronesis, revisitado sob a perspectiva de Gadamer, e sua relevância para a prática e formação docente. O estudo busca refletir sobre o desafio da autonomia na práxis educativa, trazendo uma análise filosófica essencial para pensar a formação de professores.
Em “Contribuições teórico-práticas da cartografia participativa para a educação do campo”, Matheus Gomes da Silva e Ana Paula Inácio Diorio exploram como a cartografia participativa pode ser utilizada como ferramenta de ensino e resistência nos contextos rurais. A pesquisa destaca a importância da produção de mapas pelos povos do campo como forma de fortalecer uma visão crítica e comprometida com a realidade territorial e social desses sujeitos.
O terceiro artigo, “Análise de teses e dissertações sobre a seleção do conhecimento para alunos com TEA”, de Maria Gesikelle Firmino e Amélia Maria Araújo Mesquita, investiga a intersecção entre currículo e educação inclusiva. Por meio de uma revisão de produções acadêmicas, as autoras apontam como a seleção de conteúdos para estudantes com Transtorno do Espectro Autista ainda é pautada pela simplificação curricular e por uma abordagem limitada a conteúdos elementares, levantando um debate crucial para a educação especial.
No artigo “O emocionar da alegria no percurso de formação de alfabetizadoras”, Nataly Suiany Santiago de Souza, Karla Rosane do Amaral Demoly e Maria de Fátima de Lima das Chagas analisam como as emoções influenciam o aprendizado no processo de formação de alfabetizadoras. Embasado na Biologia do Conhecer de Humberto Maturana e nas teorias psicogenéticas de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, o estudo evidencia como as transformações emocionais podem impactar práticas pedagógicas voltadas à alfabetização.
Por fim, “A educação escolar indígena em Santa Catarina, em uma perspectiva decolonial e da interculturalidade crítica”, de Luciana Nagel Simon Cogo e Luciano Daudt da Rocha, traz uma reflexão sobre os desafios da educação escolar indígena em Santa Catarina. A pesquisa questiona a hegemonia cultural imposta pelo colonialismo e analisa como as categorias de interculturalidade crítica e decolonialidade podem contribuir para a efetiva valorização das culturas indígenas no contexto educacional.
Esperamos que esta edição instigue debates e inspire novas pesquisas. Convidamos todos a mergulhar nas discussões propostas e a refletir sobre as contribuições destes estudos para a área da Educação. Boa leitura!
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