Notes
1 É sabido que os Índios fumam, mas o cigarro aqui está relacionado com a espiritualidade e a medicina. De forma alguma é o mesmo cigarro que fumamos. O tabaco e algumas ervas são considerados sagradas por sua conexão com os espíritos.
2 O sal era retirado da vegetação os indígenas queimavam os troncos das palmeiras até se transformarem em cinzas, que então eram fervidas para obter o sal, de cor parda.
3 O caxiri (ou caium) é uma bebida fermentada de teor alcoólico tradicionalmente produzida pelos povos indígenas na Amazônia. Feito à base de mandioca, a produção do caxiri é manual, mas rica em rituais durante o processo de produção.
4 A tradução dos antropônimos “Yeleumeu” e “Apatou” por “Ielemê” e “Apatu” foi uma decisão conjunta das tradutoras para trazer o aspecto fonético dos nomes para o português.
5 De acordo com
Bakker Gretenkort & Parkvall (2018), “séné” significa “ver” e “oua” é uma partícula negativa. Uma tradução mais exata do uaiana ao português seria “Você não vê?”, mas optamos por manter tal como Crevaux traduziu ao francês.
6 (N.T.) Não conseguimos encontrar referências às rochas de Talangman nas informações geográficas atuais. Supomos que pudesse se tratar de um lugar secreto dos negros refugiados, uma espécie de quilombo protegido por lendas que invocavam a presença de “maus espíritos” para afastar forasteiros. Havia uma tensão de domínio entre os negros refugiados e os indígenas.
7 (N.T.) No capítulo 2 do livro, Creveaux descreve a descida do rio Tapanahoni, no Suriname, e cita as cachoeiras de Manbarei e Siengateté Val, inclusive com o significado.
8 (N.T.) Desconfiamos, mas não podemos afirmar com toda certeza, de que “Nùmes” seja uma tentativa de transcrição do sobrenome “Nunes”, a julgar pela sonoridade.