Tradução


| I popoli selvaggi I Mundurukus decapitatori | Os povos selvagens Os Mundurukus cortadores de cabeças |
| Tra le strane tribù che vivono sul territorio delle Amazzoni, i Mundrucus contano senza dubbio come una nazione seria, e verso la quale bisogna aver certi riguardi, quando si rifletta alle sue disposizioni guerriere. Questi indigeni formano un’agglomerazione di più villaggi, annessi e conquistati, e soggiogati da vari Mundrucus, come le sono certe tribù di Pelli-Rosse dell’America del Nord, i Comanchi, per esempio, che hanno introdotto nel loro seno i Waccos, i Washili ed i Kioways. | Entre as estranhas tribos que vivem no território das Amazonas, os Mundurukus contam, sem dúvida, como uma nação séria, em relação à qual certos cuidados devem ser tomados quando se consideram suas disposições guerreiras. Esses povos indígenas formam uma aglomeração de diversas aldeias, anexadas e conquistadas, e subjugadas por vários Mundurukus, como certas tribos de pele vermelha [sic] da América do Norte, os Comanches, por exemplo, que introduziram em seu meio os Wacos, os Washili1 e os Kiowas. |
| Prima del tempo in cui i portoghesi esercitavano il commercio di schiavi, i Mundrucus occupavano la riva del fiume Amazzoni, dall’imboccatura del Tapajos fino a quella del Madeira. Quest’infame caccia all’uomo ebbe per risultato la fuga degli indigeni di questi paraggi, ad eccezione nondimeno degli uomini, che si sottomisero alla schiavitù o divennero cattolici convertiti dai missionari. | Antes da época em que os portugueses praticavam o tráfico de escravos, os Mundurukus ocupavam a margem do rio Amazonas, desde a sorgente do rio Tapajós até à do rio Madeira. Essa infame caçada resultou na fuga dos indígenas dessas áreas, com exceção dos homens que se submeteram à escravidão ou se tornaram católicos, convertidos pelos missionários. |
| I Mundrucus resistettero più addentro nelle loro terre, senza essere battuti o vinti, senza cedere alla paura, ma effettuando una ritirata in buon ordine, malgrado gli attacchi dei Portoghesi che si videro costretti a stringer alleanza con questi selvaggi, e, presentemente, i Mundrucus stanziati al di sopra delle cateratte del Tapajos, vivono in perpetua ostilità coi brasiliani di razza nera, dall’anno 1835 nel quale questi ultimi furono adoperati contro i ribelli, chiamati Cabaños , che ridussero e forzarono a sottomettersi. | Os Mundurukus resistiram adentrando ainda mais em suas terras, sem serem derrotados, sem ceder ao medo, mas recuando em boa ordem, apesar dos ataques dos portugueses, que foram obrigados a formar uma aliança com esses selvagens, e, atualmente, os Mundurukus estabelecidos acima das cataratas do Tapajós vivem em perpétua hostilidade com os brasileiros de raça negra, desde o ano de 1835 no qual estes foram empregados contra os rebeldes, chamados Cabanos2 que derrotaram e obrigaram a se submeter. |
| È dunque a Tapajos, che s›incontrano i Mundrucus, che vivono in buoni rapporti coi bianchi, ma in continua guerra colle tribù rivali che confinano col loro territorio. | É, portanto, no Tapajós que se encontram os Mundurukus, que vivem em boas relações com os brancos, mas estão constantemente em guerra com as tribos rivais que margeiam seu território. |
| Il tempio dei Mundrucus si chiama Malocca: è là che si trova il loro arsenale, la lor camera di consiglio, la loro sala da ballo. Quest’edificio può trasformarsi da un momento all’altro in una fortezza perchè i selvaggi non lasciano le loro armi nè di giorno nè di notte. Nel tempio trovasi come ornamento delle teste umane tagliate dagli indigeni e fatte seccare accuratamente. È a questi sanguinosi trofei che i Mundrucus devono il loro nome di decapitatori. | O templo dos Mundurukus chama-se Maloca: é lá que estão localizados o seu arsenal, a sua câmara do conselho, o seu salão de baile. Este edifício pode transformar-se numa fortaleza a qualquer momento porque os selvagens não largam as armas nem de dia nem de noite. No templo, cabeças humanas cortadas pelos nativos e cuidadosamente secas são encontradas como enfeites. É a esses sangrentos troféus que os Mundurukus devem seu nome de cortadores de cabeça. |
| Tutt’intorno alla Malocca si stende un villaggio composto di tende che servono di residenza alle famiglie selvagge. | Ao redor da Maloca se espalha uma aldeia composta por tendas que servem de residência para as famílias selvagens. |
| Come mezzo di sussistenza gli indigeni coltivano il manioc e il maiz, ch’essi sanno ridurre in farina. Il loro vasellame consiste in zucche d’ogni sorta, e gli arnesi casalinghi son simili a quelli dei loro vicini del fiume Amazzoni. | Como meio de subsistência os indígenas cultivam mandioca e milho, que sabem transformar em farinha. Sua cerâmica consiste em cabaças de todos os tipos e seus utensílios domésticos são semelhantes aos de seus vizinhos do rio Amazonas. |
| Le armi dei Mundrucus sono la lancia, l’arco e le freccie. I loro mezzi di locomozione consistono in canotti aperti in tronchi d’albero, coll’ajuto dei quali gli uomini cacciano e pescano sul gran fiume, mentre le donne coltivano la terra, raccolgono le messi, tagliano la legna d’ardere e fan provvista d’acqua potabile, preparano il pasto, accomodano gli attrezzi ed utensili; tutte occupazioni considerate tra i Mundrucus come indegne del sesso forte. | As armas dos Mundurukus são a lança, o arco e as flechas. O seu meio de transporte consiste em canoas abertas feitas de troncos de árvores, com a ajuda das quais os homens caçam e pescam no grande rio, enquanto as mulheres cultivam a terra, fazem a colheita, cortam a lenha e abastecem-se de água potável, preparam a refeição, guardam as ferramentas e os utensílios; todas as ocupações consideradas entre os Mundurukus como indignas do sexo forte. |
| I Mundrucus fanno coi bianchi un gran commercio di salsapariglia, il cui raccolto si fa in sei mesi dell’anno, i sei altri essendo occupati nella guerra coi vicini. Questa pianta medicinale è foggiata da essi per ornamenti di lusso ed adoperata in luogo d’istrumenti di ferro. | Os Mundurukus fazem com os brancos um grande comércio de salsaparrilha, cuja colheita acontece em seis meses do ano, estando os outros seis ocupados na guerra com os vizinhos. Esta planta medicinal é utilizada por eles para ornamentos de luxo e usada no lugar de instrumentos de ferro. |
| Il paese dei Mundrucus, ove nessun Europeo ardirebbe penetrare, produce la miglior salsapariglia: è quella conosciuta dalla medicina e farmacia col nome di Lisbona o Brasile, e la di cui pianta si chiama Simlex papugiacea. | O país dos Mundurukus, onde nenhum europeu ousaria penetrar, produz a melhor salsaparrilha3: é aquela conhecida na medicina e na farmácia pelo nome de Lisboa ou Brasil, e cuja planta se chama Simlex papugiacea4. |
| Ho detto che sei mesi all’anno son dedicati a questo raccolto. È nella stagione delle piogge che le donne fanno questo lavoro, per il motivo che la terra essendo umida riesce più facile di scavare e strappare la salsapariglia. | Eu disse que seis meses do ano são dedicados a esta colheita. É na época das chuvas que as mulheres fazem este trabalho, porque a terra úmida facilita cavar e colher a salsaparrilha. |
| Nulla di più curioso che il veder la sera queste donne far ritorno all’alloggio cariche di un fascio enorme ch’esse raccolsero nella foresta. | Nada mais curioso do que ver estas mulheres regressarem à noite às suas cabanas, carregadas com uma enorme trouxa [de salsaparrilha] que elas colheram na floresta. |
| La salsapariglia non è il solo oggetto di commercio di queste popolazioni delle Amazzoni. Esse raccolgono eziandio il guaranu che è un febbrifugo assai noto e riputato. | A salsaparrilha não é o único objeto de comércio dessas populações amazônicas. Eles coletam também o guaraná, um febrífugo muito conhecido e valorizado. |
| Aggiungerò a questo prodotto una specie di tabacco da naso che i Mundurucus preparano per loro stessi, ed i cui effetti sono elettoici: perché introdotta un poco di questa polvere nel naso, sembra a tutta prima render pazzo chi l’ha respirata, ma quando la convulsione è passata, riprende nuova forza e la gioja compare sul di lui viso. Questa polvere è fatta con grani d’un’acacia che chiamasi niopo o lingoagéral. | Acrescentarei a esse produto uma espécie de rapé que os Mundurukus preparam para si mesmos, e cujos efeitos são alucinógenos5: porque, ao introduzir um pouco desse pó no nariz, a princípio a pessoa que o respirou parece enlouquecer, mas passada a convulsão, ele recupera novas forças e a alegria aparece em seu rosto. Este pó é feito com grãos de uma acácia que chamam de niopo6 em Língua geral7. |
| I Mundrucus hanno l’abitudine di tatuarsi il corpo; presso quei popoli strani l’arte di disegnarsi segni incancellabili tra la cute e la carne divenne e restò un’istituzione, e malgrado il dolore che prova colui che è sottomesso al tatuaggio, questo supplizio è inflitto alle donne-ai fanciulli ed agli uomini. Sono delle vecchie della tribù che praticano quest’operazione e che si mostrano tanto destre ed abili nella combinazione e bizzarria di disegni inoculati nella pelle delle loro vittime. | Os Mundurukus têm o hábito de tatuar seu corpo; entre aqueles povos estranhos a arte de desenhar signos indeléveis entre a pele e a carne tornou-se e permaneceu uma instituição e, apesar da dor sentida por quem é submetido à tatuagem, esta tortura é infligida a mulheres crianças e homens. São velhas da tribo que praticam esta operação e que se mostram tão competentes e habilidosas na combinação e bizarria dos desenhos inoculados na pele de suas vítimas. |
| Le donne aggiungono al tatuaggio delle collane di perle, dei braccialetti di denti di jaguar e di scimia. | As mulheres acrescentam às tatuagens colares de pérolas, pulseiras de dentes de onça e de macaco. |
| Quanto agli uomini che, contro l’usanza danno l’impronta alla moda, dai dipingono il corpo con colori di diverse gradazioni e collocano sulla fronte un diadema di brillanti, piume di cacatoa o d’altri uccelli dei tropici, per esempio colibri; aggiungete a ciò braccialetti della stessa natura e delle gambiere della medesima qualità, e voi avrete a voi davanti il vero Mundrucus che rassomiglia a quei selvaggi che siamo soliti a vedere talora in teatro, personificazione di tutti i selvaggi nel mondo. | Já os homens, que, contrariamente ao que é de costume, dão o tom da moda, pintam o corpo com cores de diversos tons e colocam na testa um diadema brilhoso, penas de cacatua ou outras aves tropicais, como os beija-flores; acrescentem a isso pulseiras da mesma natureza e grevas da mesma qualidade, e terão diante de si o verdadeiro Munduruku que se assemelha àqueles selvagens que estamos acostumados a ver às vezes no teatro, a personificação de todos os selvagens do mundo. |
| I Mundrucus subiscono non soltanto il tatuaggio, ma ancora il battesimo del fuoco ch’essi chiamano Tocanderra. Ecco di che si tratta. | Os Mundurukus enfrentam não só a tatuagem, mas também o batismo de fogo que chamam de Tocandira8. Eis de que se trata. |
| Al punto in cui i fanciulli maschi toccano la pubertà, si introducono le loro mani in guanti fabbricati con scorza di palmizio che son ripiene di formiche viventi, tutte più velenose le une delle altre. | No momento em que as crianças do sexo masculino atingem a puberdade, suas mãos são colocadas em luvas de casca de palmeira e cheias de formigas vivas, cada uma mais venenosa que a outra. |
| Se il neofito rifiuta, è disonorato, visto che non potrà levar la testa a trovare donna nella tribù. Ma i casi di vigliaccheria son rari, eccezionali. | Se o neófito recusar, será desonrado, pois não conseguirá levantar a cabeça para encontrar uma mulher na tribo.Mas os casos de covardia são raros, excepcionais. |
| Il disgraziato caccia dunque le mani in questa scatola velenosa, ed è obbligato a danzare innanzi alla porta di tutte le capanne della sua tribù; cantare, sorridere, ed è accompagnato in questi esercizi da una folla d’amici, di parenti che suonano strani strumenti, tamburi e trombe, flauti di forme impossibili, in modo d’incoraggiarlo a sopportare il dolore. | O infeliz enfia então as mãos nesta caixa venenosa e é obrigado a dançar diante das portas de todas as cabanas de sua tribo; cantar, sorrir, e é acompanhado nesses exercícios por uma multidão de amigos, parentes que tocam instrumentos estranhos, tambores e trombetas, flautas de formatos impossíveis, para incentivá-lo a suportar a dor. |
| Per quanto orribile possa essere lo strazio dell’infelice, egli deve durare a tenersi ritto sotto di esso. Il veleno penetrò nel suo sangue, ha la febbre, vacilla, che monta? non deve manifestarsi pusillo, perché sarebbe perduto in riputazione: mai stringerebbe nelle mani la lancia dei Mundrucus. | Por mais horrível que seja o tormento do infeliz, ele deve aguentar e para se manter de pé sob ele. O veneno penetrou no sangue dele, ele está com febre, vacilando, o que importa? não deve demonstrar-se covarde, porque perderia a reputação: jamais seguraria nas mãos a lança dos Mundurukus. |
| Alla fine ubbriacato dal dolore, smarrito, ecco il suppliziato innanzi alla porta della residenza del capo. Allora soltanto gli si cavano i guanti, ed a quel punto solo il Mundrucus sottoposto a questa prova di coraggio può lasciarsi cadere tra le braccia di quelli che lo circondano. Tutti si congratulano con lui. Le fanciulle l’abbracciano e gli si gettano al collo. Ma, ahimè, ciò che preferisce il giovane è un buon bagno che lo sbarazzi dalle punture e dai morsi che lo fanno soffrire come un martire. | Afinal, embriagado de dor, perdido, eis o torturado diante da porta da residência do cacique. Só então as luvas lhe são retiradas e só então o Munduruku submetido a esta prova de coragem pode deixar-se cair nos braços daqueles que o rodeiam. Todos o parabenizam. As meninas o abraçam com fervor. Mas, infelizmente, o que o jovem prefere é um bom banho que alivie as picadas e mordidas que o fazem sofrer como um mártir. |
| Quando l’acqua calmò la febbre che lo divora, può, allora soltanto, rallegrarsi del suo trionfo, assaporare l’onore del suo coraggio. È diventato un vero guerriero mundrucus e può aspirare alla mano della più bella fanciulla a sua scelta. | Quando a água acalmar a febre que o devora, só então ele poderá alegrar-se com seu triunfo, saborear a honra de sua coragem. Tornou-se um verdadeiro guerreiro Munduruku e pode aspirar à mão da mais bela donzela de sua escolha. |
| Allorchè un Mundrucus ha ucciso il nemico che insegue, non gli basta di possedere come prova della sua vittoria la cute capelluta della sua vittima, gli occorre la testa tutta intiera, e decapita il morto col proprio coltello. Il resto del cadavere è abbandonato agli uccelli di rapina. | Quando um Munduruku mata o inimigo que está perseguindo, não basta possuir como prova de sua vitória o escalpo de sua vítima9, mas ele precisa da cabeça inteira e corta a cabeça do morto com sua faca. O resto do cadáver é abandonado às aves de rapina. |
| Ciò fatto, il Mundrucus vincitore, infigge questa testa al sommo d’una lancia e ritorna a testa alta verso la Molacca [sic], vi depone la testa e riceve le congratulazioni del capo e de’ suoi amici. | Feito isso, o vitorioso Munduruku finca esta cabeça no topo de uma lança e volta com a cabeça erguida em direção à Maloca, coloca ali a cabeça e recebe os parabéns do cacique e de seus amigos. |
| Ma essa non resterà sempre là. Capita una grand’occasione, una festa, una cerimonia, ed il vincitore andrà a riprendere quel trofeo, col quale farà bella mostra di sẻ. Ve ne sono certi che collocano questa lurida spoglia, imbalsamata in malo modo, in mezzo al lor campo di manioc, come s’usa in Europa d’un fantoccio qualunque per tener lungi gli uccelli dalla terra coltivata. | Mas nem sempre ficará lá. Acontece uma grande ocasião, uma festa, uma cerimônia, e o vencedor irá buscar aquele troféu, com o qual se exibirá. Há certas pessoas que colocam esses restos imundos, mal embalsamados, no meio da sua plantação de mandioca, como é costume na Europa de qualquer fantoche para afastar os pássaros da terra cultivada. |
| I Mundrucus sono raramente scarsi di viveri; in questo caso eccezionale essi devono accusare se stessi. Il suolo del paese che abitano è d’una fertilità senza esempio, ed i frutti che vi si trovano sono abbondantissimi. Citerò le noci del Brasile, derivanti dall›albero chiamato: Bertholetia excelsa, e anche da quello chiamato Lecythys ollaria. | Os Mundurukus raramente têm falta de comida; neste caso excepcional, eles devem culpar a si próprios. O solo do país que habitam é de uma fertilidade sem precedentes e os frutos ali encontrados são muito abundantes. Mencionarei a castanha-do-pará, proveniente da árvore chamada: Bertholletia excelsa, e também daquela chamada Lecythis ollaria10. |
| La raccolta di queste noci basta al loro consumo e anche più, perché ne vendono grandi quantità ai Brasiliani e a tutti coloro che trafficano con essi. | A colheita dessas castanhas é suficiente para o seu consumo e ainda mais, pois vendem grandes quantidades delas aos brasileiros e a todos aqueles que as negociam. |
| Nella pratica dell’agricoltura, i Mundrucus sono assai abili. Son le donne ed i fanciulli che aprono i solchi, piantano, seminano, raccolgono i legumi ed i frutti. | Na prática da agricultura, os Mundurukus são muito habilidosos. São as mulheres e as crianças que abrem os sulcos, plantam, semeiam, colhem as leguminosas e os frutos. |
| La carne è rara nel paese di questi selvaggi, perché i buoi ed i montoni non fanno punto parte degli animali domestici di queste tribù. I sockos, i vampiri e le mosche non permettono l’allevamento del bestiame. Ma i Mundrucus dan la caccia al tapiro, agli uccelli ed alle scimie. Questa specie di sport s’opera col mezzo di archi e freccie, come anche con trappole d’ogni genere. Il pappagallo è ugualmente uno dei loro cibi più usuali. | A carne é rara no país desses selvagens, porque bois e ovelhas não fazem parte dos animais domésticos dessas tribos. Sockos11, vampiros e moscas não permitem a criação de gado, mas os Mundurukus caçam antas, pássaros e macacos. Esse tipo de esporte é praticado com arco e flecha, além de armadilhas de todos os tipos. O papagaio também é um dos seus alimentos mais habituais. |
| Per cuocere le vivande, i Mundrucus accendono un gran fuoco e cercano ottenere una gran quantità di carbone infiammato e ceneri infuocate. Su questo focolare incandescente collocano una graticola fatta con rami di pino, ed è su quest’utensile primitivo che stendono le prede delle loro caccie od i pesci che vogliono arrostire. | Para cozinhar os alimentos, os Mundurukus acendem uma grande fogueira para obter grande quantidade de carvão e cinzas ardentes. Nesta lareira incandescente colocam uma grelha feita com galhos de pinheiro, e é nesta ferramenta primitiva que colocam as presas das suas caçadas ou os peixes que querem assar. |
| Spesse volte, quando non havvi il tempo di fabbricare una graticola, il Mundrucus infila la sua carne o il suo pesce su un pezzo di legno e li fa arrostire allo spiedo. | Muitas vezes, quando não têm tempo de fazer uma grelha o Munduruku enfia a carne ou o peixe num pedaço de madeira e assa no espeto. |
| Aggiungerò, terminando, che il governo delle tribù Mundrucus è di forma autocratico. Il capo, di nome Tashoo, è investito d›un potere illimitato, che non gli dà però il diritto d›uccidere i suoi sudditi, quando gli pare e piace. Ma invece li tiene suoi schiavi, e costoro si sottomettono alla sua volontà. | Acrescentarei, para concluir, que o governo das tribos Mundurukus é de forma autocrática. O chefe, chamado Tashoo12, é investido de poder ilimitado, que, no entanto, não lhe dá o direito de matar seus súditos quando quiser. Mas, em vez disso, ele os mantém como escravos, e eles se submetem à sua vontade. |
| La religione dei Mundrucus non rassomiglia a quelle di tutte le popolazioni delle due Americhe. Essi credono a dei buoni e cattivi per essi, praticano delle cerimonie assurde e si lasciano ingannare da stregoni che vivono del mestiere. Questo stregone che le Pelli-Rosse dell’America del Nord chiamano l’uomo-medicina è chiamato paggio dai Mundrucus. | A religião dos Mundurukus não se assemelha às de todas as populações das duas Américas. Acreditam em deuses que lhes são bons e maus, praticam cerimônias absurdas e se deixam enganar por feiticeiros que vivem de sua profissão. Este feiticeiro, a quem os Peles Vermelhas da América do Norte chamam de curandeiro, é chamado de pajé pelos Mundurukus. |
| Mayne Reid | [Thomas] Mayne Reid |
Referências
Mayne-Reid, T. (1881). I popoli selvaggi. I Mundurukus decapitatori. Giornale illustrato dei viaggi e delle avventure di terra e di mare. Milano, anno III, n.146, 16 giugno 1881. pp. 330-331. https://bit.ly/3Twbjkq.
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