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Aprendizagem Empreendedora: Conhecendo o Passado e Vislumbrando o Futuro
ENTREPRENEURIAL LEARNING: KNOWING THE PAST AND SIGHTING THE FUTURE
Desenvolvimento em Questão, vol. 17, núm. 49, 2019
Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul



Recepção: 22 Novembro 2017

Aprovação: 23 Maio 2019

DOI: https://doi.org/10.21527/2237-6453.2019.49.247-275

Resumo: Os questionamentos que surgiram no campo de estudo do empreendedorismo no final da década de 80 incentivaram a realização de pesquisas que buscavam o entendimento do aprendizado no processo de empreender. Como resultado, inaugurou-se uma nova temática denominada de Aprendizagem Empreendedora (AE), que trouxe contribuições para a compreensão do empreendedorismo como processo. Para descobrir como estão sendo conduzidos os estudos sobre esse tema no cenário nacional e internacional, realizou-se neste artigo um levantamento sistemático da produção de conhecimento em diferentes bases acadêmicas de dados. O trabalho foi realizado sob uma perspectiva histórica, permitindo que os resultados apontassem para as possibilidades de pesquisas ainda não exploradas, principalmente no que se refere ao desenvolvimento de aproximações empíricas sobre a aprendizagem empreendedora na esfera nacional. Assim, visto que esse artigo não olha somente para o passado, mas aponta para o futuro, salienta-se que o entendimento da aprendizagem empreendedora é um processo inacabado no que respeita às pesquisas e sugere-se que se busque avançar na compreensão do processo de aprendizagem dos empreendedores investigando-o sob a perspectiva das práticas sociais.

Palavras-chave: Aprendizagem empreendedora, Empreendedorismo, Aprendizagem, Levantamento sistemático da literatura.

Abstract: The questions that arose in the field of entrepreneurship in the late eighties encouraged researches to seek an understanding of learning in the process of undertaking. As a result, a new theme called Entrepreneurial Learning (EL) emerged, bringing contributions to the understanding of entrepreneurship as a process. To find out how the studies on this topic are being carried out in the national and international scene, a systematic literature review, within a historical perspective, was carried out in different academic databases. The results point out the possibilities of research not yet explored, mainly in the development of empirical studies about entrepreneurial learning in the national sphere. This research does not look only to the past, but points to the future, emphasizing that the understanding of entrepreneurial learning is an unfinished process. Therefore, it is proposed to advance the research of the entrepreneurs’ learning process through the perspective of social practices.

Keywords: Entrepreneurial learning, Entrepreneurship, Learning, Systematic literature review.

Enquanto campo de estudo o empreendedorismo não é recente e já foi explorado utilizando-se de diferentes perspectivas (CAMPOS; PARELLADA; PALMA, 2012). Ele surgiu dentro de uma vertente econômica (SAY, 1971; SCHUMPETER, 1997) e se expandiu com o auxílio da corrente humanista, principalmente da Psicologia (MCCLELLAND, 1972). Sua importância e relevância na área acadêmica ainda são destacadas em virtude da sua significância não só na economia, mas no desenvolvimento social e cultural (RAE, 2000; SHANE; VENKATARAMAN, 2000; BYGRAVE, 2009; RAE; WANG, 2015).

A ênfase como tema de estudo ganhou fôlego não somente em virtude do seu impacto nessas diferentes esferas da realidade, mas também pelo surgimento de um novo horizonte de pesquisa apontado por William B. Gaertner no final da década de 80. A perspectiva de estudo sugerida pelo autor proporcionou um novo olhar sobre o campo, possibilitando que o empreendedorismo fosse analisado como um processo dinâmico e não mais estático (GARTNER, 1988; RAE; CARSWELL, 2000; SHANE; VENKATARAMAN, 2000; RAE; CARSWELL, 2001). Dessa maneira, os pesquisadores passaram a questionar como ocorre o processo do “tornar-se” empreendedor, diferente do que até então era observado, uma vez que o foco estava na questão do “ser” empreendedor.

Como resultado dessa mudança passou-se a defender a ideia de que a pesquisa acadêmica já havia trazido consideráveis contribuições sobre a perspectiva extrínseca do conhecimento em empreendedorismo, e que era momento de se aprofundar na compreensão do processo humano intrínseco. Assim, a partir da década de 90 e de forma mais intensa no início dos anos 2000, surgiram as primeiras pesquisas que focavam na busca do entendimento do processo de aprendizado em que os empreendedores se envolvem ao empreender (FESTERVAND; FORREST, 1993; MURPHY, 1993; SMILOR, 1997; YOUNG; SEXTON, 1997; DEAKINS; FREEL, 1998; RAE; CARSWELL, 1999; COPE; WATTS, 2000; RAE, 2000; RAE; CARSWELL, 2000; HANNON, 2001; MINNITI; BYGRAVE, 2001; RAE; CARSWELL, 2001).

A busca de compreensão sobre a aprendizagem do empreendedor inaugurou uma nova temática denominada de Aprendizagem Empreendedora (AE), que surgiu da relação entre as teorias sobre empreendedorismo e aprendizagem, principalmente a Aprendizagem Organizacional (AO) quando considerada dentro da perspectiva de que são os indivíduos que aprendem no contexto organizacional (MINNITI; BYGRAVE, 2001; HARRISON; LEITCH, 2008; ERDÉLYI, 2010; WANG; CHUGH, 2014, 2015).

A atenção dada à AE como tema de estudo trouxe contribuições para o entendimento do empreendedorismo como processo e do desenvolvimento do empreendedor à medida que esse é o agente que empreende (YOUNG; SEXTON, 1997; RAE; CARSWELL, 2000; POLITIS, 2005; RAE, 2005a; HARRISON; LEITCH, 2008; RAE; WANG, 2015). O aparente crescimento nas pesquisas sobre a relação do “aprender” e “empreender” (e vice-versa) revelado pelo levantamento sistemático da literatura realizado por Wang e Chugh (2014), desencadeou o questionamento e o interesse em descobrir sobre como estariam sendo conduzidos os estudos sobre a AE, tanto no cenário internacional (LI) como nacional (LN).[1]

Por consequência, foi realizado um levantamento sistemático da literatura sobre AE contemplando essas duas esferas (nacional e internacional), constituindo o objetivo deste trabalho revelar as possibilidades de pesquisas na literatura brasileira sobre a aprendizagem empreendedora ainda não exploradas. O mapeamento da literatura e a descrição dos resultados pretende mostrar uma visão geral do campo, enfatizando as diferentes fases pela qual o tema passou no decorrer dos anos e como tem sido explorado academicamente na atualidade.

Para tanto, as seções seguintes irão apresentar os aspectos teórico-históricos e metodológicos que conduziram o levantamento efetuado, divulgando os critérios utilizados para a realização da pesquisa. Posteriormente serão demonstrados os resultados obtidos, bem como as implicações para futuras pesquisas.

APRENDIZAGEM EMPREENDEDORA: SURGIMENTO

Em meados dos anos 70 o campo do empreendedorismo como tema de pesquisa já havia se consolidado, principalmente dentro de uma vertente econômica (BAUMOL, 1968; SAY, 1971; KIRZNER, 1973), porém, nesse mesmo período, surgiu outra possibilidade de reflexão sobre a temática com a perspectiva humanista de Mcclelland (1972). Essa mudança, de uma perspectiva puramente econômica para um olhar mais humano sobre o empreendedorismo, pode ter motivado Lawrence Lamont (1972) a questionar o que os empreendedores aprendem por meio da experiência.

Até então a relação entre o aprender e o empreender não havia sido pesquisada na esfera acadêmica, como revela o levantamento sistemático da literatura realizado por Wang e Chugh (2014). O aprender (aprendizagem) e o empreender (empreendedorismo) eram áreas tratadas de forma separada e, conforme destacou Mark Easterby-Smith, essas duas temáticas “têm muito a ganhar se conversarem” (HARRISON; LEITCH, 2008, p. xxii). Esse primeiro passo dado por Lamont, contudo, parece não ter despertado de forma imediata o interesse do campo, pois somente uma década depois Tucker Jr. (1981) unirá os temas da aprendizagem e do empreendedorismo ao abordar o ensino deste último. Após isso, novamente o campo de estudo se manteve adormecido nos anos seguintes.

Um novo despertar do interesse parece ter surgido quando Gartner (1988) levantou a questão de que as pesquisas sobre o(a) empreendedor(a) deveriam focar no que ele(a) faz e não em quem ele(a) é. Essa mudança de enfoque buscou incentivar a dinamicidade de um olhar processual sobre o fenômeno do empreender e também do tornar-se empreendedor. Como resultado, Scherer, Adams e Wiebe (1988) sugeriram que a Teoria da Aprendizagem Social fosse usada como uma base teórica para a pesquisa em empreendedorismo.

Um pouco depois, já no início da década de 90, apareceram alguns passos firmes em direção à apresentação da AE como um tema de pesquisa dentro da área acadêmica, primeiramente com Lant e Mezias (1990) ao colocarem novamente a temática da Aprendizagem Organizacional (AO) e do empreendedorismo, de forma conjunta, para responder às mudanças ambientais que algumas organizações sofrem. Foi principalmente com Festervand e Forrest (1993), porém, que apresentaram o conceito de Entrepreneurial Preparedness na busca de desenvolver um modelo que ofereça respostas à preparação empreendedora, que se avançou em direção ao crescimento e ao desenvolvimento da AE como campo de pesquisa.

Embora nesse mesmo período o trabalho de Murphy (1993) já tenha utilizado a expressão “aprendizagem empreendedora”, ao considerar que o ambiente organizacional imerso em mudanças demanda que o empreendedor tenha de buscar formas diferentes de agir e que isso envolve o aprendizado, foi somente no final dos anos 90 que a expressão passa a ser utilizada de forma explícita e recorrente como temática que identifica uma área de estudo.

Isso ocorreu primeiramente com Young e Sexton (1997), que investigaram o processo que permite que empreendedores (já atuantes) aprendam na medida em que gerenciam seus negócios. Sugere-se, assim, que os empreendedores aprendem de forma processual, dado que foi desenvolvido o que pode ser considerado uma das primeiras tentativas de descrição do processo de aprendizagem empreendedora. Em seguida, Deakins e Freel (1998) empregaram o termo na tentativa de verificar a contribuição da teoria da AO em pequenas e médias empresas e, posteriormente, com o trabalho de Rae e Carswell (1999), o interesse foi a busca do desenvolvimento de um modelo conceitual em AE.

No cenário nacional, Valdir Gomes (2000) destaca-se como o primeiro trabalho a abordar os aspectos da aprendizagem e do empreendedorismo. Ao elaborar um ensaio teórico para um evento nacional (Encontro de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas – Egepe), mesmo não utilizando a literatura internacional disponível sobre AE, o autor emprega a literatura disponível em aprendizagem e empreendedorismo para dar ênfase ao ensino do empreendedorismo.

Posterior a esse trabalho, Guardani e Romito (2008) apresentaram um artigo no mesmo Congresso, porém em uma edição oito anos mais tarde, que se destaca como o primeiro trabalho empírico da temática na esfera nacional. Nele, os autores buscaram analisar como os empreendedores aprendem a administrar seus negócios. Ressalta-se que, também nessa pesquisa, não foram utilizadas as bases teóricas existentes sobre AE. Isso mudou somente a partir de 2010, quando o trabalho empírico de Zampier empregou uma base teórica fundamentada na literatura internacional sobre AE (ZAMPIER, 2010).

Uma vez realizado esse sucinto olhar histórico do surgimento da AE como tema de estudo, percebe-se que houve um crescimento do interesse e da pesquisa até o final da década de 90 na literatura internacional, diferente do cenário nacional. Assim, para que se evidencie essa primeira fase da AE e se argumente sobre o desenvolvimento do tema nos anos seguintes, serão apresentados na seção a seguir os aspectos metodológicos que nortearam a realização do levantamento sistemático da literatura que dá base para esses argumentos.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Com o objetivo de investigar a produção de conhecimento sobre AE na esfera nacional (LN) e internacional (LI), foi realizado um levantamento sistemático na literatura, conforme Tranfield, Denyer e Smart (2003) e Denyer e Tranfield (2008), em diferentes bases acadêmicas de dados que possuíssem um número elevado de materiais indexados (como artigos de revistas e de eventos, livros, capítulos de livros e outros trabalhos acadêmicos), a fim de que se obtivesse um amplo resultado de referências sobre o tema.

Desse modo, para a pesquisa com escopo internacional foram selecionadas as seguintes bases (listadas em ordem alfabética): EBSCO; Emerald Insight; JSTOR; Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); ProQuest; SciELO; Science Direct; Scopus; Spell e Web of Science. A pesquisa para a revisão sistemática da Literatura Nacional (LN) empregou a expressão “Aprendizagem Empreendedora” e utilizou como critério de busca a expressão Entrepreneurial Learning nos títulos das publicações. Esse filtro foi estipulado considerando o interesse em identificar apenas os trabalhos que utilizaram esse tema de forma central, o que parece ficar evidente quando apresentado no título da pesquisa.

Optou-se por selecionar apenas os trabalhos que foram publicados na língua inglesa para o levantamento da literatura internacional. Com relação ao período de abrangência da pesquisa, foram delimitados aqueles que tivessem data de publicação até o ano de 2016. Não houve um período inicial definido, considerando que o objetivo era identificar quando ocorreram as primeiras publicações sobre a temática.

Sabendo-se da existência de possíveis duplicidades de trabalhos nos dados que foram obtidos, uma vez que um material pode e acaba sendo indexado em mais de uma das bases de dados consultadas, com o auxílio do software EndnoteTMX8 foram identificados e excluídos os textos duplicados. A escolha de realizar a pesquisa em um número elevado de bases acadêmicas busca, mesmo sabendo da grande quantidade de duplicações que iriam surgir, ampliar as possibilidades de identificação de referências que revelassem de fato o campo de estudo do tema em questão.

Após a seleção das publicações realizou-se uma revisão visual e individualizada de todos os trabalhos com o intuito de detectar algum tipo de inconsistência que pudesse não ter sido identificada na primeira verificação realizada pelo software, principalmente no que se refere à redação de nome de autor(es), de título da obra e também do local em que foram publicados. Assim, novamente foi efetuada a retirada de trabalhos que ainda constavam em duplicidade.

Durante essa fase também foi realizada a leitura dos resumos dos trabalhos para identificar se porventura alguma das referências não havia sido anexada ao resultado da pesquisa por possuir ligação indireta com a temática, pois mesmo tendo sido definido o critério na pesquisa da expressão Entrepreneurial Learning no título, apareceram resultados que não eram coerentes com o escopo estipulado. Assim, por conseguinte, também foram excluídos esses materiais.

A pesquisa para a revisão sistemática da Literatura Nacional (LN) empregou a expressão “Aprendizagem Empreendedora” e foi realizada observando-se os mesmos critérios utilizados na revisão internacional, porém além das mesmas bases de dados já citadas anteriormente, foram adicionadas outras fontes de pesquisa que visam a expandir a busca sobre o tema em bases que poderiam não estar indexadas nas utilizadas para a pesquisa internacional.

Dessa forma, foram adicionados o portal de eventos da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração – Anpad – que compila os trabalhos que foram publicados nos eventos da Associação; a Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas – Regepe – que possui foco em empreendedorismo; o Encontro de Estudos sobre Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas – Egepe – que é o evento da Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas – Anegepe, além do Google Acadêmico, que possui uma amplitude de busca em diferentes bases de dados, especialmente em periódicos não indexados nas bases de dados utilizadas.

Assim, uma vez descritos os procedimentos empregados na seleção dos materiais para esta pesquisa, os resultados obtidos serão apresentados na próxima seção, a qual revela como se constituíram as diferentes fases em que a AE tem sido estudada nos cenários nacional e internacional.

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS E ANÁLISE

Como primeiro resultado da pesquisa foram identificados 134 referências na literatura internacional e 21 na literatura nacional. Uma vez anexados ao EndnoteTM, esses materiais compõem a base para a realização da análise a fim de que se obtenha um mapeamento detalhado do tema. A descrição de onde e quando as pesquisas em AE surgiram aparece quando realizada a distribuição desses resultados de acordo com o tipo de referência no decorrer dos anos. Para isso, as Tabelas 1 e 2 a seguir trazem essa representação.


Tabela 1 – Ano e tipo de material na Literatura Internacional

Fonte: Elaborada pelos autores (2017).


Tabela 2 – Ano e tipo de material na literatura nacional

Fonte: Elaborada pelos autores (2017).

Após a apresentação desses dados, em que é possível identificar o mapeamento da produção de conhecimento sobre aprendizagem empreendedora no decorrer do período estipulado e perceber a distribuição dos diferentes materiais produzidos, a seção a seguir propõe-se a discutir a consolidação e o crescimento desse campo de estudo pelo olhar mais detalhado sobre essas referências.

A consolidação e o crescimento do campo de estudo: diferentes fases da temática

Em uma observação minuciosa sobre essa gama de materiais disponíveis em Aprendizagem Empreendedora é possível definir determinados períodos da produção acadêmica de conhecimento nessa área. Na busca de evidenciar essas diferentes fases utilizou-se para fins de classificação a unidade de tempo – ano.

Faz-se necessário, porém, esclarecer que se emprega esse critério apenas como forma de sistematizar a leitura realizada pelos autores da pesquisa sobre esse campo, uma vez que se reconhece que não se pode afirmar com propriedade que um determinado campo de estudo passe por mudanças em períodos de tempo bem delimitados e que seja possível estipular de forma tão específica esses períodos. Defende-se aqui, com essa categorização, que o que ocorre são momentos e eventos que geram no observador da literatura a impressão de uma mudança na medida em que o tempo passa e a produção de conhecimento cresce.

Dito isso, as seções seguintes dedicam-se a apresentar e descrever as diferentes fases que foram identificadas e definidas com base nos resultados dos trabalhos apresentados no levantamento sistemático da literatura.

A primeira fase da AE

A contar do surgimento, o crescimento e a consolidação da pesquisa da Aprendizagem Empreendedora continuaram a partir dos anos 2000. Surgiram nessa época trabalhos como o de Rae (2000), que além de estimular o debate entre os acadêmicos sobre o uso da metodologia da narrativa como uma construção de significado na investigação do desenvolvimento da compreensão do empreendedorismo, também propôs um modelo conceitual em AE. No mesmo ano, baseando-se em Young e Sexton (1997), esse autor, em parceria com Mary Carswell, mantendo a mesma ênfase do seu trabalho anterior, busca avançar no desenvolvimento desse modelo conceitual (RAE; CARSWELL, 2000). Nesse mesmo período também surgiu o trabalho de Cope e Watts (2000) explorando o learning by doing, em que a experiência é vista como fonte do aprendizado. Tanto Jason Cope, assim como David Rae, serão considerados expoentes sobre a temática nos próximos anos.

Na sequência surgiu o texto de Sullivan (2000), que utilizou os trabalhos anteriores de Rae e de Deakins e Freel (1998) em sua base teórica. A publicação desse artigo baseou-se em um texto apresentado em um congresso no ano anterior, que já havia sido utilizado como base teórica para autores como Jason Cope e Gerald Watts. Ou seja, naquele período iniciou-se a construção encadeada da pesquisa que visava a se aprofundar na temática e para isso utilizavam-se os fundamentos firmados anteriormente.

Essa época também foi marcada pelo surgimento de trabalhos que, assim como foi com Gartner (1988), geraram um novo ânimo ao campo do empreendedorismo, reforçando a necessidade de se avançar sobre a aprendizagem do empreendedor. Um desses trabalhos foi o de Shane e Venkataraman (2000), que descreveu o tema do empreendedorismo como uma promessa de campo de estudo, especialmente ao enfatizar que empreender refere-se à exploração de oportunidades. Outro trabalho foi de Bygrave e Minniti (2000), que explorou a dinâmica social do empreendedorismo, incentivando, um pouco depois, a elaboração de um modelo dinâmico da Aprendizagem Empreendedora (MINNITI; BYGRAVE, 2001).

Nos anos que seguem surgiram outros materiais que se dedicaram ao debate da Aprendizagem Empreendedora, com destaque para o trabalho realizado em conjunto por autores que já haviam aparecido como sendo uns dos primeiros a abordarem o tema, como Deakins, Sullivan e Whittam (2002). Esse período também é marcado pelo aparecimento do segundo trabalho de Jason Cope (COPE, 2003), além de outros, como o de Erikson (2003), Qin (2004), Qin e Bao (2004), Taylor e Thorpe (2004) e Wee (2004), assim como pelo surgimento dos novos trabalhos de David Rae (2004b), especialmente Rae (2004a) em que o autor introduz um novo modelo para a compreensão da aprendizagem empreendedora.

Dessa forma, em virtude daquilo que estaria por vir nos próximos anos, conclui-se “a primeira fase” no que se refere à produção de conhecimento sobre a aprendizagem empreendedora.

A segunda fase da AE

Sendo esse o cenário até 2004, posterior a esse período, a partir do ano de 2005, verifica-se uma nova fase – a segunda da Aprendizagem Empreendedora. Esse ano pode ser considerado um marco para o avanço nos estudos sobre a AE, pois foi o momento em que a temática realizou um grande salto. Isso ocorreu não apenas em virtude do surgimento de novos artigos (RAE, 2005a, b) que almejavam a busca pelo progresso do modelo proposto anteriormente, ou então pelo debate sobre o tema sugerido por Cope e Hamilton (2005) e Cope e Pittaway (2005) no British Academy of Management Conference, mas essencialmente pelo fato de a revista Entrepreneurship Theory and Practice (ET&P) publicar em julho uma edição especial sobre AE.

Nessa edição especial, editada por Richard T. Harrison e Claire M. Leitch (HARRISON; LEITCH, 2005), que culminou com a publicação do primeiro livro sobre a temática três anos mais tarde (HARRISON; LEITCH, 2008), o destaque pode ser atribuído aos artigos de Cope (2005), que sugere que se avance em direção à dinâmica da aprendizagem em empreendedorismo, e de Politis (2005), que apresentou um novo framework conceitual sobre a AE, lançando-se como uma proeminente acadêmica nesse campo de estudos com trabalhos próprios e parcerias com outros autores (POLITIS, 2008; GABRIELSSON; POLITIS, 2012; EL-AWAD; GABRIELSSON; POLITIS 2017; TOUTAIN et al., 2017).

Os anos subsequentes, ainda antes da publicação desse primeiro livro sobre o tema, foram marcados pelo desenvolvimento de alguns trabalhos de autores já conhecidos no campo pela sua dedicação à pesquisa em AE, como Rae (2006) e Pittaway e Cope (2007). As primeiras teses de Doutorado com ênfase no tema foram identificadas nessa mesma época (SANZ-VELASCO, 2006; DUFFY, 2007). Novos debates foram realizados em congressos (DENG; WANG, 2007; XIAO; ZHUANG; CAO 2007) e outros artigos foram publicados em periódicos por autores até então não conhecidos dentro desse campo de pesquisa (MAN, 2006; BERGLUND; HELLSTRÖM; SJÖLANDER 2007).

Nesse resgate histórico, o ano de 2008 se destaca, não apenas pela continuação dos debates acadêmicos ocorridos em eventos (COPE, 2008; COPE; CAVE; ECCLES, 2008; DENG; WANG, 2008), ou pela produção de novos artigos científicos publicados em revistas (HUOVINEN; TIHULA, 2008; LIANG; DUNN, 2008; PÁSTOR; TAYLOR; VERONESI, 2008), mas principalmente pela publicação do livro exclusivo ao tema intitulado: Entrepreneurial Learning: Conceptual frameworks and applications (HARRISON; LEITCH, 2008), que revisou a literatura disponível em AE até aquele momento.

Essa obra foi desenvolvida com a finalidade de consolidar o conhecimento até então alcançado sobre AE. O resultado obtido revelou que não havia uma identificação clara (nem um aceite) pela comunidade acadêmica de um corpo teórico e de metodologias que contribuíssem para a construção de uma teoria da Aprendizagem Empreendedora. Assim, havia um desafio a ser atingido: avançar em direção à construção, não somente de uma teoria unificada sobre AE, mas da exploração do tema de forma profunda e abrangente (HARRISON; LEITCH, 2008).

Esses autores, após relatarem a dificuldade em se identificar e estabelecer uma perspectiva integradora em AE, sugeriram que futuras pesquisas deveriam reconhecer essa diversidade e “construir a partir disso” (HARRISON; LEITCH, 2008, p. 18). Dessa forma, com a publicação desse livro e a partir do seu conteúdo, inaugurou-se um novo marco no estudo da Aprendizagem Empreendedora. Isso ocorreu pelo fato de que, além da revisão apresentada sobre o campo de estudo, também foram introduzidas novas sugestões de pesquisa sobre o tema para serem seguidas em futuros trabalhos.

A terceira fase da AE

Em consequência dessas novas sugestões, pode-se afirmar que a literatura sobre o tema passaria a partir daquela época a uma nova etapa, a qual aqui é denominada de terceira fase da aprendizagem empreendedora. Os anos que se seguiram à publicação do livro foram marcados por um crescimento expressivo do número de publicações em AE em comparação com os anos anteriores, principalmente de natureza empírica, mas ainda nada que revolucionaria o que já estava sendo feito. Acredita-se que a produção de conhecimento, ocorrida posteriormente à publicação do livro e da existência de bases teóricas consolidadas, buscou apenas empregar aquilo que até então havia sido produzido e estava disponível sobre a Aprendizagem Empreendedora a fim de “testar” empiricamente esse corpo teórico acessível.

O período que se estende em torno dos cinco próximos anos – de 2009 até meados de 2014 – é caracterizado por uma grande produção de material em AE. Nesse intervalo de tempo surgiu um número considerável de capítulos de livros dedicados ao tratamento do tema, conforme quadro a seguir, principalmente em livros denominados Handbooks.


Quadro 1 – Referências de capítulos de livros da terceira fase da AE

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

Nesse período também foram apresentados diversos artigos em congressos, conforme quadro a seguir, que sinalizam um movimento da academia em direção às discussões relacionadas à AE.


Quadro 2 – Referências de artigos de eventos da terceira fase da AE

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

No caso das referências de eventos, chama a atenção que esses debates que ocorreram em torno do tema foram realizados em diferentes ocasiões e foram promovidos por diversos autores que até então não apareciam na literatura direcionada à AE. Isso ampliou a propagação da temática e levou o campo de pesquisa da AE a crescer ainda mais.

Além dos materiais em capítulos de livros e em eventos, destacou-se naquela ocasião a produção de artigos publicados em diferentes periódicos, não só por aqueles autores já conhecidos (PITTAWAY et al., 2009; RAE; GEE; MOON, 2009; COPE, 2011; PITTAWAY et al., 2011; PITTAWAY; THORPE, 2012; RAE, 2013), mas especialmente por autores sem um histórico de envolvimento com o tema, conforme aponta o quadro a seguir.

Quadro 3 – Referências de artigos em periódicos da terceira fase da AE


Quadro 3 – Referências de artigos em periódicos da terceira fase da AE

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

E, mesmo que houvesse um periódico concentrando a publicação de quatro artigos – Industry and Higher Education, e outras três revistas com dois artigos sobre AE no período – Entrepreneurship and Regional Development; International Journal of Entrepreneurial Behaviour & Research e Journal of Small Business and Enterprise Development, a maioria dos trabalhos publicados estava disseminada em um número elevado de periódicos.

Dentro dessa fase, o ano de 2014 merece destaque especial pela publicação do levantamento sistemático da literatura entre os temas do “aprender” e do “empreender” realizado por Catherine L. Wang e Harveen Chugh. O artigo intitulado Entrepreneurial Learning: Past Research and Future Challenges (WANG; CHUGH, 2014) revelou-se um dos principais materiais para consulta sobre a literatura em AE e, assim como o título remete, apontou para a existência de um futuro de desafios para a temática. Além disso, ocorreu nesse ano a publicação de outro livro: Resourcing the start-up business: Creating dynamic entrepreneurial learning capabilities (JONES; MACPHERSON; JAYAWARNA, 2014), que embora não tivesse como foco central a AE, trouxe contribuições ao campo do empreendedorismo ao buscar o entendimento do processo de empreender.

Com a descrição desses resultados tem-se o fim do que foi aqui denominada de terceira fase. Na sequência serão apresentados os materiais que foram desenvolvidos a partir do ano de 2015.

A quarta fase da AE – o momento atual

Mais recentemente, apontou-se para o que poderia ser chamada de “quarta fase da Aprendizagem Empreendedora”. Isso ocorre não somente pelo fato de que o trabalho de Wang e Chugh (2014), ao fazer um resgate histórico, indicou um novo horizonte na pesquisa em AE, ou pelas discussões que continuavam a ser realizadas em diferentes eventos, conforme apontado no Quadro 4, ou ainda pelo progresso do tema em artigos de revistas, conforme apresentado no Quadro 5.


Quadro 4 – Referências de artigos de eventos da quarta fase da AE

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).


Quadro 5 – Referências de artigos em periódicos da quarta fase da AE

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

Esse novo horizonte na pesquisa em AE, no entanto, surgiu principalmente pela publicação do livro Entrepreneurial Learning: New perspectives in research, education and practice (RAE; WANG, 2015). Essa obra, dedicada exclusivamente à Aprendizagem Empreendedora, surge com a pretensão de orientar o campo acadêmico para as novas possiblidades de pesquisa. David Rae e Catharine L. Wang, assim como fizeram Richard Harrison e Claire Leitch anos antes, organizaram um livro em que são envolvidos diversos autores, os quais revisam o campo sobre o tema e alguns ainda propõem um avanço no que se refere ao desenvolvimento de conhecimento sobre o assunto, ao sugerirem que se estabeleça uma nova orientação nas pesquisas sobre Aprendizagem Empreendedora. Isto é feito por meio de trabalhos empíricos que utilizaram, além dos fundamentos teóricos já existentes, novas sugestões para a observação desse fenômeno. Essas recomendações sugerem ir além de uma visão cognitiva e experiencial desse tipo de aprendizagem. Assim, o livro apresenta-se como uma revisão na literatura sobre Aprendizagem Empreendedora, oferecendo o esclarecimento dessas duas, mas também de outras diferentes e complementares perspectivas existentes, abrindo assim possibilidades para o futuro desenvolvimento da temática.

Após os anos de 2015 e 2016 serem marcados pelo que acaba de ser relatado, questiona-se: E o ano de 2017? Como tem sido esse período até o momento? Uma rápida resposta a essa pergunta poderia ser: Promissor! Já houve um número considerável de publicações sobre o tema, seja em capítulos de livros (GONSALVES; ZAMORA, 2017; JÄMINKI, 2017; JONES; NEWBERY; UNDERWOOD, 2017; SECUNDO et al., 2017), ou então em periódicos (DEMETI; SULJOTI; DEMETI, 2017; KUBBERØD; PETTERSEN, 2017), mas essa resposta decorre particularmente pela edição especial da revista International Journal of Entrepreneurial Behaviour and ResearchEntrepreneurial learning dynamics in knowledge-intensive enterprises, em que vários artigos sobre o tema foram publicados, conforme quadro a seguir.


Quadro 6 – Artigos da edição especial da revista International Journal of Entrepreneurial Behaviour and Research – 2017

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

Assim, diante do exposto, uma vez realizada a observação histórica do desenvolvimento da AE e, à medida que se afirma que “depois de 20 anos, a Aprendizagem Empreendedora não pode ser considerada como um novo ou emergente campo de estudo, mas como um campo que se estabeleceu e tem sido subdividido em um número relativo de tópicos relacionados” (RAE; WANG, 2015, p. 8), torna-se necessário um olhar sobre os diferentes enfoques utilizados na construção desse tema no decorrer dos anos, para que primeiramente seja possível identificar essa trajetória e em um segundo momento também seja possível enxergar o que pode estar por vir no que diz respeito à mudança na observação e estudo desse fenômeno.

Nesse sentido, uma vez apresentadas as diferentes fases em que a aprendizagem empreendedora teve o seu desenvolvimento na condição de campo de estudo, surge o interesse de realizar uma observação mais profunda nas diferentes perspectivas (e seus pressupostos) utilizadas para a pesquisa endereçada à AE, a fim de se ter uma compreensão mais específica do tema. Assim, na próxima seção serão expostos os aspectos que dizem respeito a essa questão.

AE: do surgimento em direção às novas possibilidades de estudo

Após o aparecimento desse campo de estudo baseado na literatura em empreendedorismo e em Aprendizagem Organizacional (HARRISON; LEITCH, 2008; ERDÉLYI, 2010), entre as perspectivas em AE que surgiram destacam-se a cognitivista e a experiencial (YOUNG; SEXTON, 1997; RAE, 2000, 2005a; AGBIM; OWUTUAMOR; ORIAREWO, 2013), ambas com ênfase em aspectos individuais. Mais recentemente surgiram discussões que retiram o foco no indivíduo a fim de dar maior centralidade ao coletivo e ao social (PITTAWAY; COPE, 2007; HARRISON; LEITCH, 2008; MCHENRY, 2008; MCKEOWN, 2015; RAE; WANG, 2015). Cada uma dessas perspectivas é empregada dentro de subtemas que compõem a AE, como a educação empreendedora, as competências empreendedoras, a orientação empreendedora e o reconhecimento de oportunidades (RAE; CARSWELL, 2000; 2001; LÖBLER, 2006; BLENKER et al., 2012; ZAMPIER; TAKAHASHI, 2014; RAE; WANG, 2015; BAGGEN et al., 2016; DIAS; MARTENS, 2016).

Ou seja, existe uma gama de possibilidades que o guarda-chuva da Aprendizagem Empreendedora como tema abrange. Dessa maneira, uma vez caracterizada a forma como foram conduzidas até então as pesquisas dentro do tema da AE e em virtude da expectativa gerada com a publicação dos trabalhos mais recentes (WANG; CHUGH, 2014, 2015; RAE; WANG, 2015), que sugerem novas perspectivas, as quais recomendam que se afaste da visão individual – cognitiva e experiencial – espera-se que surjam novas pesquisas que empreguem diferentes perspectivas das até então utilizadas.

No cenário nacional, a necessidade de avançar na produção de conhecimento sobre AE decorre do fato de que só a partir de 2010 passou-se a utilizar a literatura internacional disponível sobre o tema em pesquisas no Brasil, além de que, atualmente ao serem realizadas pesquisa sobre AE, utiliza-se predominante como base teórica as perspectivas até então hegemônicas (cognitiva e experiencial), sem apresentar nenhuma novidade substancial no que se refere ao avanço teórico dentro da temática. Isso fica evidente à medida que se analisa a divulgação da primeira dissertação de Mestrado sobre o tema de Zampier (2010), que resultou um ano depois em uma publicação em um periódico (ZAMPIER; TAKAHASHI, 2011), bem como a segunda dissertação encontrada na literatura nacional dedicada à AE defendida por Fiala (2012), ano marcado também pela aparição de outros materiais sobre o tema (GOIS; MACHADO, 2012; ZAMPIER; TAKAHASHI, 2012).

Já a terceira dissertação surgiu no ano seguinte (SACRAMENTO, 2013), assim como mais alguns artigos que foram apresentados em eventos nesse período e também no ano seguinte (DA SILVA; TEIXEIRA, 2013; DIAS; MARTENS, 2014; MINELLO; SCHERER; RAMOS, 2014). O ano de 2014 é marcado pelo aparecimento da publicação de outro artigo da autora que foi quem desenvolveu primeiramente o tema no cenário nacional por meio de uma dissertação quatro anos antes (ZAMPIER; TAKAHASHI, 2014) e também pela publicação de mais um trabalho fruto de pesquisa de Mestrado (SILVA, 2014). Ambos os trabalhos caracterizam-se basicamente pelo emprego de bases teóricas das fases iniciais da Aprendizagem Empreendedora.

Assim, uma vez que é reconhecida a necessidade de mudanças, especialmente em direção a um avanço das formas de se estudar o processo de aprendizagem dos empreendedores, entre as novas possibilidades destaca-se a visão social da aprendizagem. Principalmente com o emprego das teorias da prática que veem o mundo como um conjunto contínuo, com nexos e de alianças de práticas (NICOLINI, 2012) e que consideram a prática como o locus do aprendizado (GHERARDI, 2006, 2009; GHERARDI; STRATI, 2014) e fonte de conhecimento. Essa abordagem revela-se promissora na medida em que tem como uma de suas intenções complementar (e superar) a visão cognitiva e experiencial da aprendizagem.

Desse modo, após essa revisão sistemática no campo de estudo e um levantamento minucioso da literatura nacional conforme apresentado no decorrer dessa pesquisa, percebe-se quão jovem é o estudo desse tema e como existe uma lacuna aberta para a realização de futuros trabalhos. Isso deve ocorrer não somente com a utilização de metodologias diferentes, mas com o emprego de enfoques que vão além do ensino do empreendedorismo (DOLABELA; FILION, 2013) ou da formação de competências empreendedoras (ZAMPIER; TAKAHASHI, 2014; LEITE; DIAS, 2015; DIAS; MARTENS, 2016), mas na compreensão de como o processo da aprendizagem ocorre em empreendedores.

O destaque na natureza situada da Aprendizagem Empreendedora é visto nesse sentido como uma possibilidade para futuros estudos, seguindo o que apontam as pesquisas com esse escopo no cenário internacional, como Terzieva (2016) e Rossignoli, Lionzo e Lassini (2016), que exploraram o conceito de comunidades de práticas na relação com à AE. Ou então, Hafeez et al. (2018), que recentemente investigaram o uso das redes sociais pelos empreendedores para interagir e compartilhar experiências. Nesse sentido, considera-se a AE como um processo que ocorre nas práticas diárias. Como apontado por Cannavacciuolo et al. (2017) ao analisar o impacto de práticas na aprendizagem, assumindo que a interação social no ambiente em que os empreendedores operam agrega conhecimento. De forma semelhante, Kubberød e Pettersen (2017) observaram a geração de conhecimento por meio de um aprendizado que ocorre em uma experiência social. Secundo et al. (2017) também defendem essa ideia ao relataram que alunos que se integraram a diversos atores (sociais) por meio de atividades geram aprendizado e, consequentemente, algum tipo de resultado – seja esse um produto, uma inovação ou, até mesmo, uma nova organização. Ou seja, em ambos os casos existe a consideração de que a aprendizagem empreendedora possui uma conexão com as práticas sociais em que os indivíduos se envolvem, seja na esfera pessoal ou professional, seja na educação formal ou na busca de conhecimento no dia a dia.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após realizado o levantamento sistemático da literatura sobre AE nos âmbitos internacional e nacional com o emprego de critérios definidos, que se pautaram na busca de uma amplitude de diferentes fontes de pesquisa, com a utilização de recursos de software a fim de dar maior credibilidade no processo de controle dos resultados, ainda assim pode-se considerar que essa pesquisa tem suas limitações. Por isso, reconhecemos que podem haver (e existem de fato) mais estudos na literatura nacional e internacional que dizem respeito à Aprendizagem Empreendedora. A intenção dos autores não é a de afirmar que todo o campo foi mapeado. Isso fica evidente quando observado que alguns trabalhos sobre a AE não apareceram nos resultados da pesquisa, mas foram identificados nas referências bibliográficas de materiais analisados no decorrer do levantamento.

Assim, enfatizam-se trabalhos de Jason Cope que aparece na lista de autores com a maior quantidade de publicações sobre a temática, e que principalmente com alguns colaboradores possui outros artigos desenvolvidos para eventos (COPE; HAMILTON, 2005; COPE; PITTAWAY, 2005; COPE, 2008; COPE; CAVE; ECCLES, 2008). Também foi identificado um trabalho de David Rae (RAE, 2006), entre outros estudos de autores diversos (MURPHY, 1993; YOUNG; SEXTON, 1997; PLATZEK; PRETORIUS; WINZKER, 2014; JÄMINKI, 2016). Existem referências na literatura nacional não citadas, com destaque para a dissertação de José Luis Gonçalves Ramos (RAMOS, 2015), que resultou em um dos artigos que apareceu na pesquisa (MINELLO; SCHERER; RAMOS, 2015) e o artigo de Moraes e Hoeltgebaum (2003) apresentado no Third International Conference of the Iberoamerican Academy of Management, que é considerado por Zampier e Takahashi (2014, p. 5) como sendo o primeiro “modelo para investigação e análise do processo de aprendizagem empreendedora”.

Posto isso, convém também frisar que a elaboração de um levantamento sistemático da literatura não é apenas uma investigação sobre o quem, o quando e o onde o tema em questão foi (e tem sido) explorado, mas essa tarefa também deve ser encarada como uma possibilidade que pode proporcionar o entendimento do “o que” e do “como” os estudos têm sido conduzidos. E nesta pesquisa não foi diferente. Desde o surgimento da Aprendizagem Empreendedora como campo de estudo de forma mais intensa no final dos anos 90 até as pesquisas mais recentes, apontaram-se as mudanças que ocorreram e foram destacadas as diferentes abordagens que têm sido utilizadas.

Diante do exposto, este artigo não deseja ser apenas um levantamento da literatura, mas tem como intenção contribuir para o avanço do campo da AE na medida em que revela a incipiência desse campo, especialmente na literatura nacional. Ou seja, após a pesquisa mapear o campo de estudo da AE, ela não olha somente para o passado, mas também visa-se a apontar para o futuro a fim de orientar e sugerir novas possibilidades de realização de pesquisas empíricas. Dessa forma, salienta-se que o estudo sobre a AE é um processo inacabado, por isso sugere-se que se busque avançar na compreensão do processo de aprendizagem dos empreendedores por meio de investigações que empreguem diferentes abordagens. Isso deve ocorrer de forma mais acentuada especialmente na literatura nacional, devido ao baixo número de publicações e à forma como elas têm sido conduzidas até o momento.

Para isso propõe-se que sejam utilizadas abordagens que enfoquem os aspectos sociais da aprendizagem, de forma diferente da perspectiva cognitiva e experiencial. Assim, recomenda-se que sejam utilizadas as teorias da prática conforme apresentam Gherardi (2006), Gherardi e Strati (2014) e Nicolini (2012) e, mais recentemente Nicolini (2016) e Nicolini e Monteiro (2017) nos estudos empíricos sobre Aprendizagem Empreendedora. Isso implica, por exemplo, beneficiar-se da visão das comunidades de prática de Wenger (1998) e da aprendizagem situada de Lave e Wenger (1991) como considerado por Terzieva (2016) e Rae (2017). Ou seja, sugere-se que a aprendizagem empreendedora seja concebida como um fenômeno complexo e que se leve em consideração diferentes aspectos que compõem esse processo: individuais, sociais, ambientais e também históricos. Isso envolve a busca pelo entendimento da Aprendizagem Empreendedora como um processo que decorre mesmo antes de a própria ação empreendedora ser realizada, na medida que os indivíduos se envolvem em diferentes práticas sociais.

Por fim, destaca-se que o objetivo de mapear o campo sobre a Aprendizagem Empreendedora foi alcançado e que foi apresentada, de forma sistemática, a literatura base para a produção de futuros trabalhos que visem a essa temática como foco de investigação. A realização de estudos com a intenção de um entendimento mais profundo da Aprendizagem Empreendedora como um processo social e firmado nas práticas trará contribuições não só para a teorização sobre o assunto, mas também para que os atuais e futuros empreendedores possam ter conhecimento sobre esse fenômeno no qual eles se envolvem ou então farão parte. Principalmente pelo fato de que o entendimento da Aprendizagem Empreendedora enquanto fenômeno está diretamente ligado ao empreendedorismo e à gestão de empresas. Ou seja, a aprendizagem empreendedora pode proporcionar maiores condições do desenvolvimento de novos negócios, bem como a aplicação das competências empreendedoras na gestão empresarial.

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Notas

1 Esse escopo de pesquisa foi definido tendo em vista que o estudo realizado por Wang e Chugh (2014) abrange apenas a literatura international até o período de 2011. E na literatura nacional não existe um levantamento sistemático sobre a produção de conhecimento e sobre a aprendizagem empreendedora.
2 Do total de 134 trabalhos identificados, além dos 10 capítulos que foram publicados em livros diversos e que são descritos na tabela 1, outros 10 fazem parte de dois livros já apontados aqui. Por isso o total de trabalhos após realizada a divisão de acordo com o ano e tipo é de 124 trabalhos. Ou seja, não foram considerados esses últimos dez capítulos de livros, uma vez que foram considerados os livros nos quais eles foram publicados.


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